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Nos anos que precederam o golpe de 64, EUA espionaram o Brasil; Brizola denunciou que queriam dar U$ 1 milhão a ele

04 de setembro de 2013 às 20h01

O caso de espionagem norte-americana no Brasil — denunciado recentemente pelo jornalista Glenn Greenwald através de documentos vazados por Edward Snowden — não é de hoje, como bem lembrou o pesquisador Jeremy Bigwood, grande conhecedor dos documentos e arquivos secretos dos Estados Unidos.

“O que mudou foram os métodos”, disse ele. Bigwood tinha na memória uma desavença antiga e foi buscar no National Archives, de Washington, os documentos que contam o que se passou no fim dos anos 50, os anos pré-golpe militar. Sob o manto da ajuda desinteressada, o presidente Harry Truman anunciou, no discurso de posse, em janeiro de 1949, o que foi batizado mais tarde de Ponto IV, por ser o quarto item da agenda internacional do presidente.

“Nós devemos embarcar em um programa arrojado que torne nossos progressos científicos e industriais acessíveis à melhoria e ao crescimento das áreas subdesenvolvidas… devemos tornar acessíveis, aos povos amantes da paz, os benefícios do nosso estoque de conhecimento técnico de forma a ajudá-los a realizarem suas aspirações de uma vida melhor”, disse Truman naquele dia 20 de janeiro.

O documento do Departamento de Estado intitulado “Ponto IV, O que é e como opera”, escrito em julho de 1951, deixa claro o objetivo da ajuda humanitária: “O Ponto IV é uma resposta ao comunismo porque oferece às pessoas a chance de melhorar de vida sem sacrificar a liberdade”.

Mas a troca de correspondência diplomática mostra que, no Brasil, o programa foi denunciado como espionagem disfarçada de cooperação técnica e econômica.

No dia 3 de agosto de 1960 o então Consul Geral dos Estados Unidos no Brasil, William P. Cochran Jr., enviou um telegrama ao Departamento de Estado, em Washington, relatando que a imprensa brasileira havia desmentido as denúncias do governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola, a respeito do Ponto IV.

Segundo o telegrama, Brizola teria afirmado que representantes do governo norte-americano tentaram subornar a polícia do Rio Grande do Sul para ter acesso aos arquivos da instituição.

Brizola teria dito que os norte-americanos ofereceram um milhão de dólares a ele e a outros dois governadores — um deles Carvalho Pinto, de São Paulo — para copiar os arquivos secretos das polícias dos respectivos estados.

Para Brizola, era pura espionagem apresentada como cooperação entre os dois países, dentro do programa Ponto IV.

O tal programa era abrangente: incluía projetos na indústria, na agricultura e na educação.

O Presidente do comitê, escolhido pelo presidente Truman para tocar o projeto, era nada menos do que Nelson Rockefeller, empresário e político norte-americano que atuou nas áreas de finanças e de petróleo, além de ter sido vice-presidente dos Estados Unidos e governador do estado de Nova York. Também faziam parte do comitê representantes da fabricante de pneus Firestone, outros empresários, advogados e professores universitários.

Depois que o programa entrou em vigor, o governo norte-americano decidiu que apenas os países que se responsabilizassem por parte dos custos do projeto fariam parte dele.

O documento do Departamento de Estado lista os 32 países que assinaram o tal acordo. Além do Brasil, estão na lista, na América do Sul, Bolívia, Chile, Equador, Colômbia, Paraguai, Peru e Uruguai. Mas ele também foi implementado em países da África, da América Central e do Oriente Médio.

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Brizola não foi o único a denunciar o programa de cooperação como, na verdade, um projeto de espionagem.

Em um telegrama de maio de 1957, o então Cônsul-Geral dos Estados Unidos no Brasil, Richard Butrick, enviou a Washington a tradução de um artigo sobre o assunto.

Ele diz que o jornal vermelho (comunista) Notícias de Hoje publicou, no dia 5 de maio, um mapa preparado pelo programa Ponto IV mostrando sua área de operação no Brasil com uma manchete que afirmava: “Ponto Quatro, um Exército de Yankees Espiona o Brasil”.

No subtítulo, a explicação:

— Um mapa oficial Norte Americano revela a localização de centenas de pontos, no Brasil, onde o Departamento de Estado mantem espiões ou agentes em atividades relacionadas à indústria, agricultura, administração pública, mineração e saúde pública. O Ponto IV opera de acordo com as orientações de Rockefeller, ‘infiltração de todos os ramos da economia nacional de países retardados’.

Abaixo, a tradução do artigo do jornal Notícias de Hoje enviado a Washington pelo cônsul.

Tradução feita do inglês para o português do texto que o Consulado norte-americano traduziu do português para o inglês:

O que é o Ponto IV? Esse é o nome de um boletim especial ilustrado, que está sendo distribuído no Brasil, através do qual o governo dos Estados Unidos tenta mostrar a magnitude de sua “ajuda” ao nosso país e o “motivo humanitário” que o inspirou.

Esta revista mostra o ponto de vista global de um dos aspectos menos falados da penetração Norte Americana em nosso país. É fácil verificar a ocupação militar americana em Fernando de Noronha e no Nordeste. É fácil assegurar o caráter vergonhoso e humilhante dos empréstimos feitos pelos bancos de Washington ao nosso país. Também é fácil confirmar a pilhagem de nosso país por parte dos monopólios americanos através da exploração dos produtos minerais, dos lucros e juros.

Ainda assim, quando alguém ouve falar da instalação deste ou daquele escritório técnico americano no Brasil, ou da chegada desta ou daquela missão de especialistas em indústria, agricultura, etc., o fato nem sempre é observado com atenção. E nem todo mundo está ciente do fato de que existe um plano geral coordenado para esta ocupação que podemos chamar de “técnica”.

Vejamos, então, o que o livro do Ponto IV tem a nos dizer. Não vamos ignorar as afirmações na introdução relativas aos motivos humanitários que inspiraram os Estados Unidos. Seria estranho se não houvesse essas promessas, especialmente depois que Nelson Rockefeller, em sua carta de janeiro de 1956 ao Presidente Eisenhower, destacou que toda “ajuda americana aos países subdesenvolvidos deveria ser apresentada sob a aparência de um desejo legítimo e desinteressado dos Estados Unidos em assistir e trabalhar em conjunto com esses países. Nós devemos, através de todos os meios de propaganda disponíveis, continuar reforçando a natureza desinteressada da assistência americana a esses países subdesenvolvidos”.

E, quando a publicação se refere ao “papel do bom vizinho” dos Estados Unidos, nós nos limitamos a sugerir aos nossos leitores que analisem os fatos das guerras de anexação dos Estados Unidos contra o México, e agressão contra a Guatemala.

Deixe-nos prosseguir. O primeiro elogio é para o SESP (Serviço Especial de Saúde Pública), estabelecido pelos governos americano e brasileiro em 1942 e funcionando no nordeste. O “motivo humanitário” para a criação deste organismo foi o seguinte: “os Estados Unidos tinha grande necessidade de borracha e outros materiais estratégicos encontrando em abundância na região amazônica”. Era, portanto, necessário assumir o saneamento da região inóspita para manter a força humana.

Isso se passou durante a guerra. Depois disso, os Estados Unidos continuaram sua participação no organismo, reduzindo ao mesmo tempo seu apoio financeiro: “A contribuição do Brasil ao SESP vem aumentando anualmente, enquanto a americana vem diminuindo”, diz o relatório.

Isso é apresentado com uma explicação paternalista: “Os Estados Unidos desejam assistir os países a se desenvolverem por conta própria e não fazer as coisas por eles”. Ainda assim, achamos mais lógica a explicação dada por Nelson Rockefeller na referida carta, quando recomendou cortar a ajuda aos países “já presos a nós por pactos militares”, alegando de forma inteligente que “um peixe pescado não precisa de isca”.

SESP mantém ligações e técnicos americanos em centenas de municípios no norte do país. É bem sabido que um grande número destes “técnicos” é composto por atentes da Standard Oil enviados para desempenhar inspeções secretas de áreas de petróleo.

A seção seguinte descreve as atividades do CBAI (Comissão Brasileiro-Americana de Educação Industrial), criada em 1946. Os especialistas americanos desta entidade dirigem 23 escolas de comércio no país, e mantêm cursos especiais desenhados para familiarizar a indústria brasileira com os métodos americanos de exploração intensiva dos trabalhadores.

Estes cursos já formaram 1.300 instrutores brasileiros e 16.500 superintendentes e chefes de mais de 1.500 fábricas. Essa é a fonte dos novos métodos de exploração que os trabalhadores brasileiros estão enfrentando agora constantemente.

Outra entidade é o ETA (Escritório Técnico de Agricultura) “uma consequência do esforço de guerra” para a produção de borracha e cacau. Essa agência tem por objetivo a “racionalização da produção” agrícola. Deve ser observado, ainda mais, que está relacionado a outros organismos diretamente conectados com o grupo de Rockefeller: ACAR em Minas Gerais, ANCAR no Nordeste, ARGCAR no Rio Grande do Sul e ABCAR, nacional, aprovado pelo Juscelino.

Esse projeto tem escritórios regionais pelo Brasil, mostrando predileção especial pelas regiões ricas em depósitos minerais comprovados ou potenciais.

Existe ainda a Divisão Administrativa constituída pelo Ponto IV em 1952, encarregada de “racionalizar” a administração do estado e do governo federal. Esta entidade americana mantém contatos múltiplos com quase todas as agências públicas e governamentais do Brasil, uma característica que a torna especialmente útil para espionagem de atividades.

Este mesmo escritório organizou um novo sistema de classificação pessoal para a Prefeitura e para o Governo de São Paulo que afeta de forma adversa dezenas de milhares de servidores públicos com a adoção, mais uma vez, de “métodos racionais”.

Uma das mais novas entidades do Ponto IV é a “Divisão de Serviços de Bem-Estar Social e Desenvolvimento de Comunidades”, criada em 1956, ligada ao SESP (Divisão de Saúde Pública), com ramificações principalmente no interior do Norte do país.

Finalmente, o livro cita as atividades do Serviço de Pesquisas Geológicas dos EEUU e do Birô de Minas dos EEUU que mantiveram, desde 1942, dezenas de especialistas e informantes no Brasil, que realizaram pesquisas gigantescas a respeito dos recursos naturais do Brasil.

As atividades antibrasileiras desses serviços já  são bem conhecidas, e é suficiente lembrar as revelações feitas por técnicos brasileiros antes na Comissão Parlamentar de Inquérito da Política Atômica do Brasil. Ficou estabelecido que esses serviços operam clandestinamente, em relação ao governo yankee, e não transmitem boa parte de suas descobertas ao governo brasileiro.

O quadro pintado pelo livro do Ponto IV é, portanto, muito encorajador… para os Estados Unidos. É bom que se note que as atividades do Ponto IV se estendem às seguintes áreas: saúde pública e educação, indústria, agricultura, investigações mineralógicas e administração pública.

Esse gigantesco aparato de penetração é controlado diretamente pelo Departamento de Estado, promotor do Ponto IV. Isso permite que o governo dos Estados Unidos fique informado de tudo que está acontecendo no país. Ele se constitui em um verdadeiro aparato de espionagem e de propaganda das teses antibrasileiras dos Estados Unidos em nosso país. Isso funciona de acordo com o conselho de Rockefeller a Eisenhower: “Ao mesmo tempo, todos os nossos capitalistas, nossos especialistas e nossos técnicos devem se infiltrar em todos os ramos dos países de economias nacionais atrasadas e subdesenvolvidas, com o necessário respeito aos nossos interesses”.

 

35 Comentários escrever comentário »

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Merval quase culpa Dilma pela espionagem dos EUA | novobloglimpinhoecheiroso

10/09/2013 - 22h42

[…] o imortal, tem razão num ponto: espionagem não é exatamente novidade. No caso brasileiro, como contou aqui a Heloisa Villela, é coisa bem […]

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O Palheiro | Merval quase culpa Dilma pela espionagem de Washington.

10/09/2013 - 14h36

[…] caso brasileiro, como contou aqui a Heloisa Villela, é coisa bem […]

Responder

Espionagem: Ataulfo (*) quase culpa a Dilma | Conversa Afiada

10/09/2013 - 11h39

[…] o imortal, tem razão num ponto: espionagem não é exatamente novidade.No caso brasileiro, como contou aqui a Heloisa Villela, é coisa bem antiga.Quando eu ainda morava em Nova York e acompanhava de perto o governo dos […]

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Merval quase culpa Dilma pela espionagem de Washington | Meandros da Política

09/09/2013 - 13h49

[…] caso brasileiro, como contou aqui a Heloisa Villela, é coisa bem […]

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Merval quase culpa Dilma pela espionagem de Washington - Viomundo - O que você não vê na mídia

09/09/2013 - 13h42

[…] caso brasileiro, como contou aqui a Heloisa Villela, é coisa bem […]

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Julio Silveira

05/09/2013 - 16h06

Essa historia só vem corroborar o que eles próprios pensam de nós, como já dito informalmente, mas peremptoriamente, por mr. Kerry, que somos seu quintal.
O que não dá para engolir é saber que os Golpistas das forças Armadas(evidentemente que não representaram as forças Armadas em qualquer tempo) venderam a mensagem de patriotas mas não passaram de lacaios do yankes. Chamaram parceria estratégica, uma parceria, que numa linguagem clara, significava que nos, cidadania, e mesmo o país, entrava com o suor e o sangue, e os golpistas treinamentos em tortura na escola das Américas e a pose de estadistas, marqueteada pelos colaboradores da mídia corporativa. Pode se dizer que os yankes nem precisaram tanto de seus agentes nacionais da CIA, tinham seus procuradores internos. E foram e são muitos, alguns estão aí surfando de bons brasileiros por que os ventos não estão tão favoráveis para assumirem sua condição lacaia, não está bom para essa gente traidora.

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beto

05/09/2013 - 13h53

nada que venha deste país terrorista é bom para o Brasil; Dilma deve cancelar a viagem programada para essa terra de fanáticos

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simonebh

05/09/2013 - 13h39

A USAID gerenciava e coordenava os estudos geológicos no Brasil. Na década de 1960, antes de aparecer e se desenvolver a técnica do sensoreamento remoto, bem mais tarde, a aerofotogrametria era utilizada para realizar os levantamentos de localização de jazidas. Praticamente todo o território brasileiro foi fotografado e as fotos originais eram enviadas para os USA. Apenas o exército brasileiro poderia manusear as fotos, com autorização americana.

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Ceiça Araújo

05/09/2013 - 13h36

Em Pernambuco, anos 60/70 (acho),no município de Aliança,num lugarejo chamado Usina Aliança (onde nasci e me criei),dois norte-americanos, chamados pelo primeiro nome de Gordon e James, se instalaram e fizeram amizade conosco, principalmente, com as crianças e jovens. Era, por sinal, muito simpáticos, acessíveis… E gostavam muito de fotografar pessoas e lugares. Achávamos estranho porque eles passavam um tempo por perto e de repente sumiam e depois retornavam… E ninguém sabia o que faziam, em que trabalhavam… Hoje as coisas começam a ter sentido para mim… Como as tecnologias eram ainda bastante incipientes, eles poderiam ser os informantes da nossa situação, a serviço do seu governo.Há muito mesmmo os ianques nos espionam.

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Leandro_O

05/09/2013 - 13h24

Eu só quero saber quem foi o deputado (ou deputados) que colocou na ordem do dia o decreto legislativo que “doa” a Base de Alcântara para os EUA! Tem gente aqui de dentro que é vendida!

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Ceiça Araújo

05/09/2013 - 13h19

Agora, com o nosso pré-sal e os países árabes sempre em conflito, os nossos “irmãozinhos” voltam ao ataque mais direto.

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Pedro

05/09/2013 - 13h06

Já viram como pipocam propagandas de cursos de inglês na TV, em especial na TV paga. Até para crianças são feitas. Em uma delas o personagem nascia no morro do rio, de família de sambistas, mas renegava o samba, aprendia inglês e ia pros EUA ser astro do rock. Sim, é nesse nível. Isso quando quem não tem oportunidade de fazer inglês não é retratado como “banana”.

Na certa tem dinheiro do governo americano nesse aumento de cursos.

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    lukas

    05/09/2013 - 16h13

    O curso de inglês do Azenha foi pago com o ouro de Washinhton.

Eduardo

05/09/2013 - 10h09

Bom seria se o VIOMUNDO publicasse, caso encontrasse, o mapa com os pontos que seriam alvos dos EUA no Brasil, publicado no Notícias Hoje, certamente seria muito enriquecedor.

Abraços

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Mardones

05/09/2013 - 09h15

A velha e boa assistência yankee. E a necessidade das reformas estruturais de sempre. Aí um belo ‘apelo’ àqueles que preparam manifestações para o 7 de setembro. Na falta de um projeto que tal defender o Brasil?

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Renato

05/09/2013 - 09h00

Antes de apresentar um tópico para discussão, a Dilma tem que fazer alguma coisa, ou por vias econômicas ou vias diplomáticas.

Agora, a quem interessa essa desestabilização, será que os Russos, sabendo que perderiam para os Americanos a concorrência para a compra dos caças por parte do Brasil, não poderiam ter jogado isso no ventilador esperando que a Dilma retirasse os Americanos na concorrência dos caças?

Olha, a Dilma está a véspera de tomar uma decisão para compra dos caças, e uma bomba dessa certamente muda os rumos disso.

Enfim, mais um dado a se pensar. Lembrando que Snowden está na Rússia e o Sr. Greenhald sempre está em contato com ele.

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    beto

    05/09/2013 - 13h51

    e a mãe? vai bem?

    Renato

    05/09/2013 - 17h29

    Beto, acredito que você não leu a primeira frase.

    A Dilma precisa tomar uma medida. Ou impor uma sanção econômica, ou cancelar a viagem para os EUA.

    O que eu estou afirmando sobre a história de caças é questionar o real motivo para que um jornalista americano, em uma entrevista com a rede Globo (odiada pela esquerda, pelos evangélicos) de TV realizar essas denúncias? A Globo denunciar isso, você não acha que é estranho?

    Qual é o impacto de uma notícia dessa hoje?
    O campo de Libra, as empresas americanas podem ser excluídas do leilão do campo de Libra, abrindo espaços para outras empresas?
    E a compra dos Caças? A Boeing estava na dianteira para ganhar o leilão. Será que uma notícia dessa não poderia tirar a Boeing da jogada favorecendo os Franceses, Suecos ou Russos.

    Eu acredito que realmente aconteceu e que os EUA espiona todo mundo e assim como outros países.

    Não acredito no senso de justiça alegado por Snowden e Greenwald. Acredito que os motivos por divulgar uma notícia dessa são nebulosos também. Qual seria o país(outro grande predador do mundo) que seria beneficiado com isso? Enfim além da espionagem, nesse angu tem caroço.

Leandro_O

05/09/2013 - 08h24

E há quem crucifique o Brizola. Saudades do tempo em que havia gente que “peitava” a família mais rica do país. Hoje, fazem omelete e acham bonito.

Responder

niveo campos e souza

05/09/2013 - 07h53

Salve o grande Brizola.
Fez a diferença, faz e sempre fará falta.

Niveo Campos e Souza

Responder

Paulo Cesar G. da Silva

05/09/2013 - 06h32

O melhor a fazer é SUSPENDER O LEILÃO DO PRÉ-SAL (CAMPO DE LIBRA)

Responder

anac

05/09/2013 - 02h26

Quem confia nos militares brasileiros que mata cidadãos brasileiros por ordem dos USA na defesa dos interesses deste país? Comunismo uma OVA.
“COM ARQUIVOS E ÁUDIOS DA CASA BRANCA, FILME REVELA APOIO DOS EUA AO GOLPE DE 64
“O Dia que Durou 21 anos” revela conversas de Kennedy e Lyndon Johnson sobre o Brasil. Embaixador Lincoln Gordon coordenou com governo e CIA ações de desestabilização de Goulart e o envio de força-tarefa naval para ajudar conspiradores

O filme “O Dia que Durou 21 anos”, de Camilo Tavares, revela como os Estados Unidos colaboraram para o golpe militar de 1964, que derrubou o presidente brasileiro João Goulart, com base em documentos sigilosos de arquivos norte-americanos e áudios originais da Casa Branca. O documentário, que será lançado dia 29, apresenta áudios de conversas dos presidentes John F. Kennedy e Lyndon Johnson com assessores sobre o Brasil e mostra como os vizinhos do norte apoiaram os conspiradores, com ações de desestabilização e até militares.

Responder

pablo

05/09/2013 - 02h22

e o Lula, não vai falar nada não ? depois de comprovado que a Dilma esteve sob espionagem ?

não adianta ser amigo do Chávez ou do Fidel: chegou a hora de o PT mostrar se é antiimperialista ou se é de fato a udn de macacão, como dizia o velho lutador Brizola

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MARCÃO

04/09/2013 - 23h49

Esses criminosos só sentem de fato, quando é no bolso!
Dilma deveria já acabar com essa dúvida sobre os caças da força aérea. Os russo estão aí e oferecendo tecnologia muito mais barata.
Quem hoje, nas forças armadas brasileira acredita na honestidade desses gringos FDP?
Só se forem muito otários!
Estão comprando uma tecnologia que irá falhar no primeiro ato contra qualquer país que pagar mais para os vigaristas.
Não há como acreditar em uma nação, que se diz “amiga” e que quer lhe ver pelas costas, entregando suas riquezas.

Responder

demetrius

04/09/2013 - 23h19

E se eles disserem que não vão parar, o que o Brasil vai fazer?
Faltar numa reunião?
Eu acho que devia sair nacionalizando, só pra começar.

Responder

Marat

04/09/2013 - 22h12

Estados Unidos nunca fazem nada de graça. São pilantras, embusteiros, mentirosos, torpes!
O problema é que eles têm o PIG na$ mão$$$$$$, e milhares e milhares de tolos e inocentes úteis para fazer de trouxas!
Cuidado.
Vamos aproveitar este momento de milagre (em que até jornais pigais denunciam as sórdidas espionagens) e rever os conceitos. Quem sabe agora tenhamos uma luz, e possamos nos desvencilhar daqueles malandros!

Responder

    simas

    05/09/2013 - 01h08

    Marat,
    Em 1965 fui trabalhar em Rio do Sul, uma cidade coisa de quase 100km, acima de Blumenau… Era mto jovem e fui morar em um hotel, onde habitava outros tantos igual a mim. Interessante q conheci, então, algumas pessoas punidas, politicamente pela “redentora” e afastadas de suas cidades de origem; naturalmente, por serem perniciosas… Eram, por assim dizer, exilados em seu próprio pais… Conheci um alagoano q proclamava, à título de galhofa, q o haviam mandado pra Rio do Sul; não pra Sibéria… Mto espirituoso, esse cara; inteligente, foi ótimo conviver com ele, bem mais experiente… Com ele e com os demais exilados…
    Mas, não seria, isso, o q gostaria de comenta e ilustrar. É q no hotel em q nós os “trabalhadores” morávamos, existia e vivia um rapaz, americano, técnico em agronomia, q prestava “assistência”, aos colonos, na região. Esse técnico trabalhava à soldo do “Peace Corps”… Com o tempo e a convivência, fomos descobrindo q o rapaz não passava de espião (Veja, só…) e repassava informações, sobre vários aspectos, pra sua corporação, nos EEUU, periodicamente…
    Um dia, coisa de um ano de convivência, cheguei antes de meus companheiros ao hotel, e encontrei o referido chorando, à janela. Perguntei-lhe se estaria passando mal, ou coisa parecida e ele me respondeu, mostrando uma carta da organização, mandando q se preparasse pra retornar, imediatamente. E ele estaria chorando, simplesmente, pq não queria voltar… e ir parar no Vietnan.
    Pra vc sentir… A elite, dominante, nos EEUU, usa seus próprios concidadãos nas tarefas de casa… Não poupam ninguém, na consecução de seus objetivos… O conhecido modo de vida americano, não passa de propaganda enganosa, canalha, pra aglutinar a nação, o seu povo, na tarefa de dominar e explorar o resto mundo. Os EEUU, através de sua elite, dominante, ganhou a II Guerra, objetivando eliminar o grde concorrente, alemão…
    Se vc, se nós olharmos o mapa mundial, rapidamente, vamos verificar q seu – deles, EEUU, maior aliado, seria a matriz da falta de caráter, no mundo. Não é interessante?… Perguntaria a vc, onde foi parar toda o ouro Levado, daqui, pra Portugal? E a prata mexicana, toda, onde deve ter parado? Não é super interessante, esses “detalhes” da formação e fixação do poder econômico e tecnológico, mundial? Sem grana, sem pilhagem, essa turma não se estabeleceria, nunca. A inteligência, por exemplo, aliada a vigarice de um certo povo, proporcionou a formação de uma cultura, até agora, ímpar, desse povo… É tão super dotado q se deixa levar por quem é “mais maior”… Como se explicar o poderio do Reino Unido, aquela coisinha, de nada? ‘Tá só nas abas, como se diz, nas rodas da malandragem.
    Outra coisa, Marat: As organizações, mafiosas e terroristas, globo não trocaram o rítmo da música. Apenas, viraram o disco; em represália, desforra, ao uso, pelos EEUU, dos “facebooks” da vida, aqui, pra influir a rapaziada, naquelas atividades de junho, passado… Ora, a mídia, maldita, estava e está mostrando fraco desempenho; nada melhor de trocar de par, na dança… Foi o q o “império” fez. Trocou de agente e nem avisou… É assim, mesmo, andam e defecam para os outros; inclusive, para os q lhes servem e sempre serviram… São capazes de jogar uma bomba atômica em Washington, se for conveniente, monetariamente.
    Abraço, fraterno

    Marat

    05/09/2013 - 20h18

    Simas, belo texto.
    Eles nunca, creio, deixarão de ser o que são. Os outros, por sorte (e as vezes, competência e observação) vão percebendo aqui e ali um fio e vão desvelando o imenso novelo. Eles têm o poder financeiro e cultural, o poder da corrupção, da coação e da chantagem, e os utilizam com maestria, porém, tenho a esperança de que assim como surgiu um Snowden, surgem mais algumas dezenas, quiçá milhares. Eles ainda serão destruídos pelas suas próprias armas.
    Abraço, caro Simas!

MARCÃO

04/09/2013 - 22h00

Acreditem!
Esses criminosos, assassinos de velhos e crianças, não irão parar por ai!
Acho melhor todos abrirem muito bem os olhos.
Que tal começar expulsando o embaixador dos EUA, até que os criminosos apresentem de fato, com provas, o que estavam espionando?
Há muito mais coisas atrás dessa espionagem do que a gente pensa.
Cadê os tal “exercito brasileiro” preocupado com o povo?
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Cadê os babacas do “Clube Militar” que não dão um pio?
Mais qual a surpresas, não é mesmo? Os “corajosos” do “clube militar”, esses vigaristas, traidores, lambedores de botas, apoiadores de assassinos e torturadores, sempre aceitaram entregar o Brasil e suas riquezas para os gringos.

Agora, os paspalhos não abrem a boca.
kkkkkkkkkkkkkkkkk

Responder

    Mário SF Alves

    05/09/2013 - 10h16

    Ih! Marcão, e não é que você tem razão. Cadê a gritaria, cadê a indignação naZionalista do Clube Militar? Indignação?!! Pelo visto, nem um miado, sequer.
    _____________________________
    Contra o povo, rugidos, arrogância, fingimentos, golpes e zombarias; contra o Império, nem um miado, sequer.
    __________________________________
    Novidade? Nenhuma. Tudo na mais perfeita ordem e na mais estrita conformidade com o script made in usa.

renato

04/09/2013 - 21h26

É necessário cuidado com EUA,é um país predador oriundo da Inglaterra, passa por suas veias sangue italiano das máfias e fortunas de “J….”.
Há que ser precavido.

Responder

rita

04/09/2013 - 20h51

é o pré-sal aposto e ganho!

Responder

jõao

04/09/2013 - 20h10

O seu comentário está aguardando moderação.
a folha
José Serra presta solidariedade a Dilma por espionagem dos EUA
ele é muito esperto
um sinal claro a o psdb o vocês me apoiam o eu apoio
a dilma em 2014 e ainda eu entrego tudo que eu sei de voces

Responder

    FrancoAtirador

    04/09/2013 - 21h44

    .
    .
    ííííh! Tem um Drône do Obama desgovernado!!!
    .
    .

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