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Cartas de Minas
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Fernando Branquinho: JN transforma 1,7 milhão de empregos em notícia ruim

27 de dezembro de 2012 às 21h20

TV manipula notícia sobre criação de empregos

por Fernando Branquinho, no Observatório da Imprensa em 24/12/2012 na edição 726

Na quarta-feira (19/12), no Jornal Nacional, o gráfico atrás da apresentadora Patrícia Poeta mostrava a criação de 1,77 milhão de empregos até agora, em 2012. Considerada a pindaíba econômica do mundo ocidental, qualquer cidadão de outro país olharia com inveja para cá. Mas na Globo não é assim: toda notícia que venha do governo tem que ser “negativada”.

Foi o que fizeram. Este foi o texto lido pela apresentadora:

“A criação de empregos com carteira assinada, este ano, foi 23% menor do que em 2011. É o pior resultado desde 2009. Mas, isoladamente, os números de novembro mostram um aumento de quase 8% no emprego formal.”

Quem estivesse jantando nessa hora sem olhar para a TV não veria o gráfico e faria juízo sobre a informação apenas com o que estivesse ouvindo. Desta vez mudaram a técnica: deram a notícia positiva de forma negativa, e no fim veio o “mas” positivando parcialmente os fatos. Isso é democracia, liberdade de expressão e tudo o mais que eles dizem quando se quer acabar com o oligopólio da mídia? O nome disso é partidarismo de mídia através de manipulação da notícia.

Paranoia? Perseguição à Globo? Coisa de esquerdista, de petista, de lulista, brizolista? Confira aqui mais essa vergonha. Agora veja a notícia por outro ângulo: “Brasil cria 1,77 milhão de empregos com carteira assinada em 2012”.

Os dados do Caged

De janeiro a novembro deste ano, foram abertos 1.771.576 postos de trabalho com carteira assinada no Brasil, o que representa uma expansão de 4,67% no nível de emprego comparado com o final de 2011, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado na quarta-feira (19/12) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Os dados de novembro, segundo o MTE, mostram continuidade à tendência de crescimento do emprego no Brasil, que registrou pela terceira vez em 2012 um saldo superior ao do ano anterior. Foram declaradas 1.624.306 admissões e 1.578.211 desligamentos no referido mês. Como resultado, o saldo do mês foi de 46.095 novos empregos com carteira assinada no Brasil, correspondentes ao crescimento de 0,12% em relação ao registrado no mês anterior.

Segundo o Caged, apresentaram desempenho positivo no mês o comércio, com 109.617 postos (1,27%), sendo o terceiro melhor saldo para o período; e serviços, com 41.538 postos (0,26%). Por outro lado, alguns setores apresentaram desempenhos negativos. A construção civil teve baixa de 41.567 postos (-1,34%), decorrente de atividades relacionadas à construção de edifícios (-15.577 postos) e construção de rodovias e ferrovias (-8.803 postos), associados a términos de contratos e a condições climáticas.

Complexo sucroalcooleiro puxa emprego para baixo

Na agricultura, houve retração de 32.733 postos (-1,98%), devido à presença de fatores sazonais negativos. A indústria de transformação teve perda de 26.110 postos (-0,31%), proveniente dos ajustes da demanda das festas do fim do ano, queda menor que a ocorrida em novembro de 2011 (-54.306 postos ou -0,65%).

O emprego cresceu em três das cinco grandes regiões, sendo a Sul, com 29.562 postos (0,41%); Sudeste, com 17.946 vagas (0,08%), e Nordeste, com 17.067 empregos (0,28%). As exceções ficaram por conta da região Centro-Oeste (-14.820 postos ou -0,50%), cuja redução deu-se ao desempenho negativo da agricultura (-9.130 postos); da construção civil (-6.393 postos) e da indústria de transformação (-5.929 postos); e da região Norte (- 3.660 postos ou -0,21%), onde a construção civil (-3.371 postos) e a indústria e transformação (-2.084 postos) foram os principais setores responsáveis pela queda no mês.

Por unidade da federação, dezesseis tiveram expansão do emprego. Os destaques foram Rio Grande do Sul (+15.759 postos ou 0,61%); Rio de Janeiro (+13.233 postos ou 0,36%); Santa Catarina: (+8.046 postos ou 0,42%); São Paulo (+7.203 postos ou 0,06%); Paraná (+5.757 postos ou 0,22%) e Bahia (+5.695 postos ou 0,34%). Os estados que demonstraram as maiores quedas no nível de emprego foram: Goiás (-8.649 postos ou -0,75%), devido, principalmente, às atividades relacionadas ao complexo sucroalcooleiro, e Mato Grosso (-5.910 postos ou -0,97%), por causa do desempenho negativo do setor agrícola (-4.798 postos) [ver aqui].

Fernando Branquinho é jornalista, Brasília, DF.

Leia também:

Altercom defende 30% das verbas publicitárias para pequenas empresas

Alex Solnik: A vanguarda popular da direita sai do armário

Laurindo Leal: Mídia brasileira teme que Dilma encarne Cristina

Zé de Abreu: Escândalos nascem nas redações

Miguel do Rosário: Versões impressas de Globo e Estadão omitem que Jobim negou chantagem de Lula

 

55 Comentários escrever comentário »

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Luciano Martins Costa: O autoengano da imprensa « Viomundo – O que você não vê na mídia

11/02/2013 - 16h32

[…] Fernando Branquinho: JN transforma 1,7 milhão de empregos em notícia ruim […]

Responder

Venício Lima: 2013 não será fácil — como, aliás, nunca foi « Viomundo – O que você não vê na mídia

31/12/2012 - 18h28

[…] Fernando Branquinho: JN transforma 1,7 milhão de empregos em notícia ruim […]

Responder

2012 na política, segundo Marcos Coimbra « Viomundo – O que você não vê na mídia

30/12/2012 - 20h09

[…] Fernando Branquinho: JN transforma 1,7 milhão de empregos em notícia ruim […]

Responder

José Carlos Araújo

29/12/2012 - 14h30

Eu não vou deixar de votar no PT por causa do Mensalão ou por causa do PIG…

Eu voto no PT pelo Salário Mínimo, pelo ENEM, pelo FIES, pelo PROUNI, pelo Bolsa Família, pelo Minha Casa Minha Vida, pelo Estatuto do Idoso, pelo Crédito, pela Valorização do Real, pelo Aumento da Renda, pelas Exportações, pela Poupança Interna, pelo Pagamento da Dívida, por ser Credor do FMI, pela Abertura de Universidades e Escolas Técnicas, pelo Emprego, etc. etc. etc.

Responder

    sonia santana

    31/12/2012 - 08h22

    Eu tambem continuo votando e com consciencia plena!!

Jaime Amparo Alves: Nunca houve tanto ódio na mídia brasileira « Viomundo – O que você não vê na mídia

29/12/2012 - 13h17

[…] Paulo Nogueira: O fiscal também tem que ser fiscalizado Fernando Branquinho: JN transforma 1,7 milhão de empregos em notícia ruim […]

Responder

Francisco Antonio da Silva

29/12/2012 - 11h51

A referida dona jornalista, Patricia Poeta e seus colegas globais, recebem a noticia pronta, pautada, se não falar do jeito que tá aí, rua e estamos conversados. VIVA A LIBERDADE DE IMPRENSA!

Responder

Jose Mario HRP

29/12/2012 - 09h58

Nunca antes na história deste país houve tanto tempo corrido de pleno emprêgo.
E isso dói que nem punhal na cuca da Globo!
KKK…

Responder

lauro c. l. oliveira

28/12/2012 - 19h24

Forma estúpida de fazer oposição! querer transformar uma excelente notícia em negativa destroi qualquer credibilidade do JN junto ao seu público não Homer Simpson. Compromete seu próprio negócio.

Responder

Hélio Pereira

28/12/2012 - 19h02

O Saci vai cruzar as Pernas,quando a Globo deixar de manipular informações a favor da extrema Direita Golpista,composta por PSDB/DEM e PPS.

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Tomudjim

28/12/2012 - 17h58

É o poder midiático da preposição: “mas”.

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Urbano

28/12/2012 - 16h19

Sintonizado no jorná da groubonoma, só mesmo um cretino da oposição ao Brasil… Salvaguardando-se, obviamente, os profissionais que o fazem por ossos do ofício.

Responder

Marcus

28/12/2012 - 14h47

Pior é que para quem só viu o “gráfico”, dá a impressão que houve queda de 1,7 milhão de empregos em 2012!!! E não que a o crescimento de empregos formais foi de 1,7mi e que isso é menor que o crescimento de 2011 que foi de 2,2mi!!!

Responder

FrancoAtirador

28/12/2012 - 13h30

.
.
Enquanto não se quebrar o paradigma JN,

como principal fonte de (des)informação,

e não houver pluralidade e diversidade

de canais para a divulgação dos fatos,

não haverá Democracia Real no Brasil.
.
.
Onde a Vaca Global vai,
os bovinos vão atrás.
Ou seria Égua Madrinha?
.
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Responder

Ricardo Lima Vieira

28/12/2012 - 12h01

Historicamente nossas elites – assim como as de outros ditos emergentes – sempre foram entreguistas, com o corpo aqui e o coração e os olhos nas “metrópoles”. Historicamente as potências (tanto as multinacionais quanto seus governos) sabem disso e usam do expediente de cooptar tais elites, que dominando os meios midiáticos e militares, fazem o serviço sujo para os países “centrais”. A Inglaterra tornou-se potência porque houve um pacto interno, coisa que não se pode esperar por aqui. Infelizmente a única solução é o enfrentamento, mas não o enfrentamento ingênuo, e sim, “tinhoso”, como tinhosos são os aproveitadores locais e estrangeiros. Há que se comê-los pelas beiradas, inteligentemente, e a internet (ainda) é um campo colossal para a conscientização da chamada nova classe média de seu papel em garantir sua autoemergência. Gente responsável do governo federal pode (e deve) estudar a respeito, implementar vigorosamente uma estratégia de enfrentamento eficaz (e não ingênuo), para que a base da população possa colher os frutos a médio prazo. Não há que se demorar nesse processo, pois o relógio está do lado da matilha raivosa de direita, e as macro-sabotagens estão cada vez mais visíveis no horizonte.

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CNunes

28/12/2012 - 11h25

É o ‘negacionismo adversativo’ como diz Leblon

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Narr

28/12/2012 - 11h11

Há um livro de fácil leitura (não tem matematiquês pesado para quem se assusta) e acessível, de Charles Seife, Os Números (não) mentem, da editora JZE. Ensina a se livrar de várias dessa empulhações.

Responder

Narr

28/12/2012 - 11h05

Esse é um belo exemplo do que significa a manipulação dos dados. A Globo não mentiu. Apenas extraiu a conclusão capciosa. É raciocínio de Zorra Total. O patrão diz que preservou o empregado, porque se ele tivesse dobrado o salário, teria que pagar mais imposto de renda… De qualquer modo, é liberdade de imprensa sim. Eles podem dizer o que quiserem já que não usam dados mentirosos. Mas a liberdade é liberdade para todos. Quem pensa diferente tem alguma rede nacional de TV do mesmo porte para negar o que diz a Globo? Por que neste veículo dominante só pode aparecer uma versão? Quando é que os telejornais começarão a botar pelo menos dois comentaristas divergentes para analisar uma notícia?

Responder

Marat

28/12/2012 - 10h54

A Globo é especialista nesse tipo de coisa. Quando ganha assinaturas milionárias do Governo de SP, transforma policiais mal treinados em “polícia eficiente”. Quando ganha toneladas de dinheiros do Governo Federal transforma ouro em m…, especialmente quando sai das bocas dos nefandos Míriam Leitão e William Waack… O livro Cinquenta tons de marrom (que retrataria o jornalismo marrom no Brasil, desde sempre) faria um sucesso enorme… Abraços

Responder

Marcelo de Matos

28/12/2012 - 10h19

A Globo foi impedida pela Justiça de mostrar matéria no Fantástico sobre cobrança de propina, por policiais, de comerciantes em Sampa. Dessa vez os dirigentes globais não bateram os pezinhos nem fizeram muxoxo. Seu protesto resumiu-se a uma notinha na imprensa: “O programa Fantástico foi proibido de exibir uma reportagem sobre a cobrança de propina por policiais a comerciantes da rua 25 de março, em São Paulo. O juiz federal Marcelo Costenaro Cavali acatou o pedido do advogado do delegado federal Adolpho Alexandre de Andrade Rebello. Adolpho é acusado de formação de quadrilha, corrupção e violação de sigilo funcional. A reportagem especial foi anunciada no decorrer de toda a semana. A TV Globo disse que vai tomar medidas judiciais contra a decisão do juiz”. Cá entre nós, essa estória está muito mal contada. Falam em policial federal e formação de quadrilha. Como assim? Não havia nenhum agente do governo Alckmin envolvido? Será que estamos diante de mais um caso de blindagem do governador? Por que esse homérico silêncio da Globo?

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nona fernandes

28/12/2012 - 10h15

Olhe, lulipe, tem que ser assim mesmo, ou seja, a gente tem que vigiar os nossos inimigos, muito mais do que os amigos, concorda? Será que isolaria quem está tramando contra você? É claro que não. Estou me referindo ao fato de você considerar masoquismo dos que criticam o J.Nacional e a ele assiste, todos os dias. Ou então você acha que devemos criticar, mesmo não tendo assistido? Ou porque outras pessoas nos informaram? E por que a Globo vive criticando o governo? Porque ela tem as notícias.Ela se informa o tempo todo sobre os atos do governo. Ou seria masoquismo da Globo? Devemos estar muito mais perto dos nossos inimigos, pois só assim poderemos nos defender. Não existe outro jeito.

Responder

De Paula

28/12/2012 - 10h13

Este artigo-denúncia de Fernando Branquinho é bastante oportuno, sobretudo por estarmos em fim de ano, época propícia para leituras interpretativas nos balanços do governo. Com efeito; nota-se, neste momento, uma indisfarçavel conjunção de esforços adversativos na mídia conservadora. O lema é abafar, ou quando não possivel, amortecer o que possa alavancar e enfatizar o que possa derrubar. Saul Leblon definiu isso muito bem, em artigo no CARTA MAIOR de 27 corrente: “O negacionismo adversativo é uma espécie de doença infantil do conservadorismo” Mas, porem, contudo, todavia, é o que mais se percebe nos escritos e nas vozes, nos retrospectivos apresentados ao seu público, pela mídia conservadora.

Responder

Marcelo de Matos

28/12/2012 - 10h01

O mentirol piguiano ataca em todas as frentes. A Folha continua repercutindo a Operação Porto Seguro. Segundo o jornal, Paulo Vieira, o Paulo Branco, homônimo do Paulo Preto, foi nomeado por Lula a pedido de Rosemary. Na verdade, já foi noticiado que Paulo Branco só foi aprovado pelo Senado em segunda votação, a pedido do senador Magno Malta. Se antes disso foi indicado por Rose é irrelevante. Ainda, segundo o citado pasquim, Vieira “tentava demonstrar acintosamente que tinha poderes para indicar pessoas a altos cargos públicos”. Até os tolos de carteirinha sabem que para ocupar esses altos cargos é preciso aprovação do Senado. Virou moda no MP dizer que fulano é “chefe de quadrilha”. Se Vieira tentou ou não cooptar outros agentes públicos a responsabilidade de cada um deverá ser comprovada. O que é certo é que a duplicação do porto de Santos foi por água abaixo, deixando Alckmin em palpos de aranha, sem eira nem beira, ou num beco sem saída. Isso porque sua popularidade está em baixa e a duplicação seria sua tábua de salvação.

Responder

Roberto Locatelli

28/12/2012 - 09h42

Os veículos em papel estão em decadência. Mas a Globo ainda é muito, muito forte.

Responder

Gerson Carneiro

28/12/2012 - 09h23

Brasileiros acreditam mais no Saci-Pererê do que na Mula-Sem-Cabeça do PIG.

Responder

    Hélio Pereira

    28/12/2012 - 18h59

    Pois é Gerson,
    eu acho mais fácil ver o Saci cruzar as pernas do que acreditar na Globo.

Eduardo Oliveira

28/12/2012 - 09h19

Há muito que o JN/Globo caiu por falta de imparcialidade. O povo não é bobo, abaixo a rede Globo.

Responder

Francisco

28/12/2012 - 06h34

A economia vai mal, mas o povo vai bem.

Nunca tinha ouvido essa frase com os termos nessa ordem!!!

Responder

Gerson Carneiro

28/12/2012 - 06h33

““A criação de empregos com carteira assinada, este ano, foi 23% menor do que em 2011”

É até uma questão lógica. Em pouco tempo a criação de empregos com carteira assinada será zero. Eis que não haverá um desempregado sequer para entrar na estatística.

Globo sabe como maquiar uma notícia. Aliás este é o motivo pelo qual omite a notícia da fortuna não declarada do Álvaro Dias: Ambos adoram uma maquiagem.

Responder

FrancoAtirador

28/12/2012 - 00h43

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SOBRE QUEDA DOS JUROS NO BRASIL, CÃES UIVADORES E CADELAS NO CIO
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RENTISTAS UIVAM LÁ, A MATILHA LATE AQUI

As aplicações do’ Sloane Robinson’, um dos dez maiores fundos hedge do mundo e dos mais antigos de Londres, vão fechar o ano com saldo de US$ 2,5 bilhões.
Em 2008, o fundo especulativo acumulava ativos de US$ 15,1 bilhões. O ‘Sloane’ esfarela.
Sua rentabilidade despencou 17% no ano passado; afundará mais 2% em 2012.

Não é um caso isolado.

Rentistas de todo o mundo sofrem os reveses da implosão neoliberal agravada pelo fim da farra nos países emergentes — Brasil entre eles.

Sua passagem pelo país incluía ganhos triplos:

1) na arbitragem dos juros (maiores aqui, remunerando captações a um custo menor lá fora);

2) na diferença cambial entre a data de ingresso e a da saída, uma vez que o próprio tsunami especulativo forçava a valorização do Real, garantindo conversões vantajosas para o dólar na despedida; e, finamente,

3) na jogatina ‘rapidinha’ nas bolsas, sem nem dispor de ações próprias, alugando carteiras junto a bancos.

A obstrução da pista principal do circuito, a dos juros, derrubados a fórceps pelo governo Dilma, melou o resto do passeio, prejudicado ainda pela queda nos mercados acionários.

O rendimento médio dos fundos hedges este ano, segundo a Reuters, será 50% inferior à variação dos índices de ações dos mercados emergentes, que deve crescer apenas 5% frente a 2011, contra 450% entre 2003/2007.

É quase o fim de uma era.

É desse pano de fundo que soam os vagidos em inglês contra o governo Dilma, ecoados de gargantas midiáticas profundamente comprometidas com as finanças desreguladas.

Caso da The Economist, que pediu a cabeça do ministro Mantega, na semana passada — caninamente saudada pelos seu back vocal em português;

e do Financial Times, desta semana, cujo blog faz referencias deselegantes ao país e a sua Presidente (leia reportagem de Marcelo Justo, de Londres: http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=21448).

Como acontece quando as matrizes entram no cio numa matilha, os uivos locais elevaram seus decibéis na última quarta-feira.

http://cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=6&post_id=1162

Responder

    FrancoAtirador

    28/12/2012 - 01h01

    .
    .
    GUIDO MANTEGA: “ACABOU O BANQUETE DOS ESPECULADORES”

    Sobre as taxas cobradas nas operações de crédito [o Ministro da Fazenda Guido Mantega] disse que os bancos públicos continuarão reduzindo suas taxas para os clientes em 2013, mesmo com a perspectiva do mercado financeiro de que a taxa básica da economia, definida pelo Banco Central a cada 45 dias, permaneça estável em 7,25% ao ano até o fim do ano que vem.

    “Os bancos públicos vão continuar reduzindo os juros. Apesar de os juros terem caído bastante ultimamente, ainda estamos defasados em relação ao resto do mundo. No Brasil, se pratica juros elevados. Então, temos condições de ter uma trajetória benigna em relação aos juros”, declarou.

    Nesta quinta-feira pela manhã, Mantega se reuniu com os principais bancos do país.

    Estavam representados, no encontro Itaú, Bradesco, Banco do Brasil, Safra, Santander, HSBC, Caixa Econômica Federal e Citibank.

    Segundo o ministro, a reunião foi para fazer uma avaliação de 2012 e traçar perspectivas para o ano que vem.

    “Avaliamos que 2012 foi um ano difícil, um ano de adaptação às novas condições. Foi um ano em que baixamos os juros, foi uma queda grande [de 12,5% ao ano em agosto de 2011 para 7,25% ao ano em dezembro de 2012].
    E isso obriga os bancos a se adaptarem.
    Antes, eles ganhavam mais com tesouraria, aplicando em títulos públicos.
    Agora, se eles quiserem ganhar pouquinho, eles podem continuar com títulos públicos.
    Só que é mais interessante eles emrpestarem o dinheiro para a produção, para o consumo”, disse ele.

    Mantega lembrou que os bancos que liberaram mais recursos, em 2012, foram os públicos.
    “Mas porque os bancos privados não quiserem liberar crédito.
    Os bancos têm essa natureza mais conservadora.
    Quando a economia está em crise, como a economia mundial em 2012, eles se retraem.
    É quase uma reação instintiva dos bancos.
    Eles [bancos privados] vão voltar em 2013.
    Já começaram a aumentar um pouco o crédito no fim de 2012.
    Estão sentindo mais segurança”, afirmou o ministro.
    Segundo ele, as instituições privadas podem crescer mais do que os bancos públicos no próximo ano.

    Sobre as críticas recebidas de publicações britânicas, como “The Economist” e o “Financial Times”, o ministro declarou que isso se deve ao fato de ter pisado em “calos” de alguns especuladores.

    “Neste ano, eu contrariei o interesse dos especuladores internacionais. Não dos investidores, do pessoal que vem para a bolsa, mas dos especuladores que não são nem os grandes bancos. São meia dúzia que tem por aí. Tinham uma ‘boquinha’ aqui no Brasil. Ganhavam fácil dinheiro, especulando”, disse ele.

    Segundo o ministro, estes especuladores buscavam recursos no Japão, e Estados Unidos, com juros baixos (próximos de 1% ao ano) e aplicavam no Brasil, que rendia 12% a 13% ao ano.

    “Essa ‘boquinha’ acabou.
    Então, eles estão melindrados.
    Tem muita gente na praça de Londres, que é a sede destas revistas, que estão la.
    Uma delas chegou a citar um fundo, que é de segunda linha, que tem aplicações no Brasil e que deixou de ganhar dinheiro”, afirmou ele.

    De acordo com Mantega, ministro da fazenda que agrada a todo mundo não é um bom ministro da fazenda.
    “Não dá pra agradar todo mundo.
    Para você defender os interesses da maioria da população, tem de pisar em alguns calos e contrariar alguns interesses”, concluiu ele.

    Fonte: G1

    RicardãoCarioca

    28/12/2012 - 11h59

    Parafraseando um juiz do (P)STF, O FT está praticando o seu ‘jus sperneandi’, sobre a queda de juros e o fim da farra dos rentistas na terra brasilis.

    Coitado dos mexicanos, já não bastasse terem recebidos os piores narcotraficantes do planeta, agora recebem coisa muito pior: Os rentistas do mercado financeiro global!

Alexandre Tambelli

28/12/2012 - 00h32

No final do ano de 2009 desliguei a TV da velha mídia e fiz um bem para mim mesmo! Chegava a assistir com meu pai nos anos 80 e 90, pelo menos 4 telejornais da velha mídia em sequência: Jornal do Boris no SBT, Jornal Nacional, Jornal da Manchete e Jornal da Cultura. Depois o Jornal da Band foi tomando lugar dos Jornais do SBT e da Manchete (extinta).

Com um pouco de treino e se sabe cada truque do Jornal Nacional.

Desde a notícia positiva que se torna negativa até a escolha dos locais de reportagens/denúncias para colocar em maus-lençóis os seus adversários políticos.

Passando por situações das mais inusitadas, como na morte do Cazuza, em que o Jornal Nacional optou por entrevistar uma criança, uma dona de casa, um senhor e centralizar o perfil do Cazuza, como um sujeito que lutava contra a morte, por causa da AIDS. Não dando voz aos fãs roqueiros, voz a quem curtia sua rebeldia e o seu perfil anti-sistema (Parecia como se o Cazuza fosse uma outra pessoa).

Ou a famosa comida de bola da sigla do partido, quando a denúncia envolve algum político aliado. E a ênfase, quando o político é seu opositor.

Político aliado não tem denúncia nenhuma, se tem, ele não é culpado de nada, se explica com a maior naturalidade e é a Justiça quem deve apurar. Se for político opositor já pedem explicação imediata e vem sempre aquela frase clássica: – entramos em contato com a assessoria do político mas ele não quis se pronunciar, e a Justiça é a própria Globo quem faz.

Se houver um desabamento num terreno com ocupação irregular por causa da chuva, se for aliado o Governante do Estado da tragédia, a culpa é das pessoas que ocuparam irregularmente o morro e, também, da quantidade de chuvas; se for opositor o Governante foi negligência do Estado que deixou que houvesse a ocupação do morro com moradias irregulares e vão logo pedir explicações do Governante e o tom da reportagem não é nada amistoso.

Outra reportagem incrível do Jornal Nacional foi quando o SERRA inaugurou um trecho do RODOANEL sem estar pronto (perto do 1 turno da eleição de 2010), e com a iluminação precária, portanto, inseguro para se trafegar. Por incrível que pareça mostraram que não estava pronta a obra, mas, sempre tem um mas, como terminou a reportagem: com um motorista falando mais ou menos assim: – não tá pronto o rodoanel mas é bom inaugurar logo para diminuir o trânsito na cidade.

E assim vai…

Responder

Helder

28/12/2012 - 00h14

Padrão global do PiG: enganar, distorcer, esconder.

Responder

lulipe

27/12/2012 - 23h08

Esse pessoal é engraçado, vive criticando o nefasto “PIG”, mas é quem mais lhes dá audiência!!Ô masoquismo….

Responder

    abolicionista

    27/12/2012 - 23h59

    Olha só quem fala! KKK

    Helder

    28/12/2012 - 00h16

    Mas vc não pensa antes de escrever? O que vc faz aqui é que se enquadra em masoquismo ou soldo, sei lá…

    Se esse lixo não for criticado como as coisas vão mudar?

    Ligue o cérebro antes, certo? rs

    lu

    28/12/2012 - 01h27

    Pra vc vê, você é um babaca infantilóide que odeia a esquerda,os avanços sociais, povo, governos populares, notícias econômicas positivas e blogs “sujos” como este aqui.
    Mas não sai daqui, sempre contribuindo com sua audiência.

    renato

    28/12/2012 - 07h48

    Se você cuida das ovelhas tem que estar de olho no lobo!
    Porque você acha que os bandidos na cadeia tem celular!
    Qualquer estratégia que não deixe apenas um celular na cadeia
    é furada!( você escuta o que a bandidada está tramando)!
    Não cai na surpresa.

    RicardãoCarioca

    28/12/2012 - 07h51

    Muitos progressistas levam o PiG mais a sério do que a maioria do povo que elegeu os últimos dois presidentes e reelegerá o atual. Todo mundo já sabe do partidarismo demotucano-conservador da imprensa e da sua editoria “O Brasil é uma m…”, como diz o PHA.

    J Fernando

    28/12/2012 - 09h56

    Para escrever para o Observatório da IMPRENSA, você queria que ele assistisse ou lesse o quê?

    francisco niterói

    28/12/2012 - 11h19

    Aconcessao publica é para todos. Dessa forma a globo nao tem o direito de fazer uma programacao excludente, como vc quer que seja sob o mantra “é só nao assistir”.

    Seria o mesmo que uma empresa de onibus com concessao de linhas urbanas prestar um serviço ruim e o usuario ser culpado por teimar em utilizar aqueles serviços. E um direito de todos.

    A concessao da globo é publica e dessa forma ela é obrigada a manter um debate de nivel, sem partidarismos.

    Entao bota uma coisa na sua cabeca e nao diga besteiras: todos tem o direito de assistir a programacao do canal 4( aqui no rio, por ex.) e que ele seja de qualidade, qualidae esta aferida no conceito publico e nao no conceito do que pensa a familia marinho.

Nestor Calazans

27/12/2012 - 22h36

Regulamentar os artigos a Constituição que cuidam deste assunto faz algum mal ao povo brasileiro?

Responder

Lu Witovisk

27/12/2012 - 22h08

Estava sentada no banco da Praça Osorio em Curitiba, papeando enquanto rolava a feirinha natalina. PASMEM, um rapaz com crachá e prancheta na mão OFERECENDO VAGAS de emprego de banco em banco.

A coisa está “tão feia” que aqui está dificil de encontrar funcionários, até para as vendas de fim de ano. A oferta está maior que a procura.

Viva Lula
Viva Dilma

Responder

    ZePovinho

    27/12/2012 - 22h28

    Bonitona!!!!!!!!!!!!!!!

    Marcelo de Matos

    28/12/2012 - 10h20

    Sabe que ela, na verdade, é loira? E inteligente…

    Lu Witovisk

    28/12/2012 - 18h19

    Muito obrigada Zé Povo! Feliz 2013!

    Edno Lima

    27/12/2012 - 23h15

    Será que era emprego para engenheiros???

    lu

    28/12/2012 - 01h34

    O crescimento econômico tem gerado “apagão” de engenheiros. Estão caçando esses profissionais a laço. O pessoal sai da faculdade empregado. Palavra de construtores e empreiteiros. Quer conferir? pesquise rapidamente “apagão de engenheiros” nas notícias online.

    Gerson Carneiro

    28/12/2012 - 06h42

    Você é engenheiro? Há um ano e dois meses meu motorista oferece emprego para engenheiro construir a casa dele. Todos que se apresentaram alegaram falta de agenda. Se você conhece algum disponível avise-me, por favor. Desde já agradecemos.

    francisco niterói

    28/12/2012 - 11h25

    Só serve se for engenheiro?
    e o comerciario, como vai sobrviver?
    E o medico?

    E a professora?

    Numa sociedade com economia muito rudimentar a sua pergunta ja seria uma estupidez, imagina numa economia ja bem diversificada como a brasileira.

    renato

    28/12/2012 - 19h26

    Também, tanto que fui contratado mesmo
    sem experiência.
    Pois era só para construir uma casinha
    aqui no sitio do Seu Nicolau para o Natal.
    Mas o home gosto tanto do meu trabaio, que
    quer que eu construa uma vala para nois
    assa uma costela para umas duas mil pessoas
    do Crube dos Engenheiros aqui di Curita.
    Se vós quisé aparecê, vai tê chimarão.
    Água quente na sua cúia!

ZePovinho

27/12/2012 - 21h23

http://www.novojornal.com/politica/noticia/contrabando-de-niobio-estaria-financiando-rede-globo-minas-11-12-2012.html

Contrabando de Nióbio estaria financiando Rede Globo Minas

Investigações do Ministério Público Estadual e da Receita Federal apuram a destinação dos valores desviados pela venda subfaturada de Nióbio

Um canal de televisão que desde seu surgimento esteve no centro das grandes jogadas políticas estaduais e nacionais, através de acordos pouco ortodoxos, volta à cena sob suspeita de carrear recursos provenientes da venda subfaturada de Nióbio, para financiar a expansão da Rede Globo em Minas Gerais, a serviço de um projeto político.

A principal suspeita de irregularidade encontrada é o fato do dirigente da Rede Integração, Antônio Leonardo Lemos Oliveira, sem se afastar da emissora, assumir a vice presidência da CODEMIG, empresa pertencente ao governo de Minas encarregada de administrar o patrimônio minerário do Estado, por consequência a extração, beneficiamento e venda do Nióbio.

A venda e exploração do Nióbio de Araxá já é objeto de investigação pelo Ministério Público mineiro. Porém, um relatório da Receita Federal visando apurar a evasão de divisas existente na venda subfaturada do mineral joga luz sobre a possível transferência de recursos obtidos na operação pela Companhia Mineradora do Pirocloro de Araxá, sociedade celebrada sem autorização legislativa ou licitação entre CODEMIG e CBMM, empresa do Grupo Moreira Sales para a Rede Globo de Televisão.

Em 1962, através da outorga assinada pelo primeiro-ministro Tancredo Neves, foi entregue a TV Triangulo ao empresário Edson Garcia Nunes. Tudo por articulação política de Adib Chueire, e em 1964, um mês após o golpe militar, foi ao ar a emissora. O primeiro contato de retransmissão foi com a TV Excelsior e a seguir com a Record. No início da década de 70, a difícil situação da TV Record e o fim da TV Excelsior comprometeram o funcionamento da TV Triângulo.

As ações de Edson Garcia Nunes, suas opções a respeito da televisão e o próprio nome da emissora já o colocavam como um defensor da criação do Estado do Triângulo. Segundo o seu depoimento, essa opção tomara novo fôlego em 1967, quando ele passa a participar mais ativamente do movimento de emancipação do Estado do Triângulo.

A TV Triângulo passa a divulgar o movimento, a bandeira do estado é afixada nos caminhões da emissora, faixas e inscrições defendendo a causa.

A principal peça da campanha emancipacionista era: “Essa gente sabe muito bem cuidar do seu nariz. Estado do Triângulo. Vamos respirar livremente. O crescimento desse movimento começava a incomodar o Governo Militar ,e em 1968, segundo informações do próprio Edson Garcia Nunes, ele é convocado para uma “conversa” com o Chefe de Gabinete do então presidente Costa e Silva.

Nessa conversa ficou claro que, se Edson Garcia Nunes não se afastasse do movimento separatista, perderia a concessão do canal. Movimento que deixou de ser significativo quando o uberlandense Rondon Pacheco assume o governo do Estado de Minas Gerais. Segundo Golberi, a TV Triangulo simulava a vontade de divisão do Estado de Minas Gerais para justificar a escolha de Rondon Pacheco pelo regime militar.

Segundo o livro depoimento de Edson Garcia Nunes, em 1965, a TV Triangulo passava por uma séria crise financeira e o político paulista Ademar de Barros o convida para uma visita ao seu gabinete em São Paulo, e lá faz uma proposta para a compra da emissora. Aceitando, chegou a receber uma ordem de crédito equivalente à metade do valor da venda como uma primeira parcela do pagamento. Antes da segunda parcela, que seria paga após seis meses, Adhemar de Barros tem os seus direitos políticos cassados e desiste da compra.

Os problemas financeiros se repetiram em 1968 quando Rondon Pacheco ocupava a Chefia da Casa Civil do presidente militar Costa e Silva. Os novos proprietários da TV Excelsior, já então uma pequena Rede, com quatro emissoras (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre), envolvem-se em uma delicada negociação de venda da rede que envolveu o próprio Garcia Nunes, atuando como “testa de ferro” de Antônio Delfim Netto, que tinha aspirações políticas de ser Governador do Estado de São Paulo.

A negociata incluía, entre outras coisas, que um processo envolvendo a falsificação dos selos de uma empresa de cigarros, de propriedade dos mesmos empresários que comandavam a Excelsior, fosse “desaparecido”. Em troca, os empresários passariam dois terços das ações das emissoras para os novos proprietários sem nada receber. Os novos donos teriam como compromisso apenas o pagamento das dívidas de Impostos Federais, encargos sociais e salários dos funcionários.

Enquanto as conversações corriam e auditorias eram realizadas, ficou comprovado que o valor das dívidas era maior do que o esperado, e foi feito um novo acordo que, segundo Edson Garcia Nunes, incluiu o “esquecimento” dos impostos federais. Nesse meio tempo também, os proprietários das quatro emissoras receberam uma boa oferta pela TV Gaúcha e realizaram o negócio acreditando que o interesse do grupo comprador ao qual estava ligado Edson Garcia Nunes resumia-se à emissora de São Paulo.

Ele, no entanto, se sentiu traído, pois tinha um interesse particular na emissora gaúcha e o negócio se desfez. Ainda interessado em expandir seus negócios, entrou em contato com Otávio Frias, de quem comprou a TV Vila Rica, de Belo Horizonte, assumindo as dívidas da empresa. A emissora foi logo vendida para Januário Carneiro, que posteriormente a transferiu para á Rede Bandeirantes de Televisão.

Em 31 de agosto de 1971 a TV Triângulo é vendida para os empresários Tubal de Siqueira e Silva, Rubens de Freitas e seu irmão Renato de Freitas e Rubens Leite, iniciando a retransmissão da programação da Rede Globo. A emissora foi a terceira afiliada da Rede. Como o próprio Edson Garcia Nunes afirma em seu livro de memórias, desde sua fundação a TV Triângulo esteve umbilicalmente ligada a “Jogadas Políticas e econômicas” pouco ortodoxas.

Como se a seguir seu destino, os investimentos para expansão da Rede Globo no interior de Minas Gerais, através da TV Triangulo, atual Rede Integração, assustam. Após 2002, como que em um passe de mágica, a Rede Integração é propagada como de propriedade exclusiva do empresário Tubal de Siqueira Silva. Segundo o relatório da Receita Federal, os investimentos posteriores já ultrapassaram R$ 1 Bilhão, sem que qualquer faturamento significativo de publicidade tenha ocorrido no período.

Todo capital foi obtido através de empréstimos tomados de Bancos ligados ao Grupo Moreira Sales. Em 2007, a Rede Integração adquiriu parte da TV Panorama, afiliada da Globo de Juiz de Fora/MG, expandindo a empresa também para a Zona da Mata, controlando assim 4 das 8 retransmissoras da TV Globo em Minas Gerais e se tornando a maior empresa de comunicação do interior mineiro. Cinco anos mais tarde, a Rede Integração assumiu a totalidade da TV Panorama que com isso, passou a se chamar TV Integração Juiz de Fora.

Segundo o superintendente da emissora, Rogério Nery, a compra da participação é um marco importante. “Vamos levar efetivamente a marca da TV Integração para a Zona da Mata, com respeito aos costumes e à cultura da região, que é muito importante para o Estado e para o país”. Dessa maneira, a TV Integração, que atua no Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba, Noroeste, Pontal e Centro-Oeste, agora passa a abranger a Zona da Mata. Ao todo, são 233 municípios que recebem a sinal da emissora e mais de 5,5 milhões de telespectadores.

Ao todo, hoje são 259 cidades e 5.376,579 milhões de habitantes atingidas pelo sinal da Rede Integração que além de TV, opera 3 emissoras de rádio (95,1 FM, Globo Cultura Am 1020 e Regional FM), um portal de Internet (Megaminas.com), uma operadora de TV a Cabo (Net Patos de Minas), uma empresa com soluções para web (Webroom) – com filiais em Uberlândia, Brasília e Goiânia – e uma produtora de vídeo (Imaginare Filmes).

Emissoras

TV Integração Araxá (Araxá) – Canal 12
TV Integração Ituiutaba (Ituiutaba) – Canal 7 e 30 UHF Digital
TV Integração Uberlândia (Uberlândia) – Canal 8 VHF e 30 UHF Digital
TV Integração Juiz de Fora (Juiz de Fora) – Canal 5

Principais Cidades

Uberlândia – 611.903 habitantes IBGE/2011
Juiz de Fora – 520.810 habitantes IBGE/2011
Uberaba – 299.360 habitantes IBGE/2011
Divinópolis – 215.246 habitantes IBGE/2011
Patos de Minas – 139.848 habitantes IBGE/2011
Barbacena – 127.217 habitantes IBGE/2011
Araguari – 110.402 habitantes IBGE/2011
Ubá – 102.782 habitantes IBGE/2011
Muriaé – 101.430 habitantes IBGE/2011
Ituiutaba – 97.791 habitantes IBGE/2011
Araxá – 94.798 habitantes IBGE/2011
Itaúna – 86.123 habitantes IBGE/2011
Paracatu – 85.447 habitantes IBGE/2011
Pará de Minas – 85.075 habitantes IBGE/2011
São João del-Rei – 84.404 habitantes IBGE/2011
Patrocínio – 82.471 habitantes IBGE/2011
Viçosa – 72.244 habitantes IBGE/2011

Rádios

Cultura FM 95,1 – Uberlândia
Radio Bandeirantes de Araguari Ltda. – Araguari
Radio Cultura de Uberlândia Ltda. – Uberlândia
Radio Televisão de Uberlândia Ltda. Ituiutaba
Radio Televisão de Uberlândia Ltda. – Uberlândia

Retransmissoras de TV

Radio Televisão de Uberlândia Ltda.
Monte Alegre de Minas. Canal 6

Radio Televisão de Uberlândia Ltda.
Patos de Minas. Canal 10

Radio Televisão de Uberlândia Ltda.
Conquista. Canal 14

Radio Televisão de Uberlândia Ltda.
Ituiutaba. Canal 7

Radio Televisão de Uberlândia Ltda.
Patrocínio. Canal 6

Radio Televisão de Uberlândia Ltda.
Frutal. Canal 11

Radio Televisão de Uberlândia Ltda.
Araporã. Canal 24

Radio Televisão de Uberlândia Ltda.
Sacramento. Canal 2

Radio Televisão de Uberlândia Ltda.
Carmo do Paranaíba. Canal 7

Radio Televisão de Uberlândia Ltda.
Coromandel. Canal 11

Radio Televisão de Uberlândia Ltda.
Santa Vitória. Canal 36

Radio Televisão de Uberlândia Ltda.
Tupaciguara. Canal 5

Radio Televisão de Uberlândia Ltda.
Monte Carmelo. Canal 9

Radio Televisão de Uberlândia Ltda.
Guimarânia. Canal 13

Radio Televisão de Uberlândia Ltda.
Araxá. Canal 12

Consultado, o dirigente da Rede Integração e da CODEMIG, Antônio Leonardo Lemos Oliveira, não quis comentar o assunto. Igualmente, a Rede Integração, Rede Globo e CODEMIG também não se pronunciaram.

Documentos que fundamentam esta matéria

Área de Cobertura TV Integração Araxá

Área de Cobertura TV Integração Juiz de Fora

Área total de Cobertura da Rede Integração

Área total de Cobertura da Rede Globo MInas

Matéria Relacionada

“Jogo Final” fundamentou investigações sobre o nióbio de Araxá

Responder

    renato

    28/12/2012 - 19h32

    Este assunto merece toda a atenção do
    pais. Não pode ficar fora da atenção
    dos brasileiros.
    Isto tem que vir a tona, um item na
    nosa democracia – a luta pelo que é nosso!
    Parabens pela informação..

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