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Cartas de Minas
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Carandiru: Vinte anos depois, PMs ainda aguardam julgamento

02 de outubro de 2012 às 12h52

por Luiz Carlos Azenha

Vinte anos se passaram desde o massacre do Carandiru, em 2 de outubro de 1992, sem que até agora os 84 policiais militares acusados por 111 homicídios tenham sido julgados.

Nem mesmo a perícia nas armas foi feita, o que pode impedir a individualização dos crimes e a condenação dos responsáveis.

O coronel Ubiratan, que comandou a ação, condenado em primeira instância, foi eleito deputado estadual em 2002 com 56.155 votos, usando o número 14.111.

Foi morto num crime ainda não esclarecido antes do julgamento do recurso.

Hoje os jovens do Levante da Juventude fizeram um escracho diante da casa do governador da época, Luiz Antônio Fleury Filho (fotos acima).

Fleury diz que nunca autorizou a invasão do presídio, mas em recente entrevista adotou o mote que o atual governador, Geraldo Alckmin, usou em matança recente promovida pela Rota: “Quem não reagiu viveu”.

O ex-promotor Hélio Bicudo está certo de que houve execuções. A maior parte dos tiros acertou os presos do peito para cima, segundo a perícia.

O massacre aconteceu em período eleitoral e, embora as autoridades soubessem do número de mortos, só permitiram que fosse divulgado depois do fechamento das urnas.

Paulo Maluf (PDS) se elegeu prefeito derrotando Eduardo Suplicy (PT) e Aloysio Nunes (PMDB).

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7 Comentários escrever comentário »

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pcgalmeida

11/10/2012 - 19h47

A verdade é que o LEVANTE DO CARANDIRÚ foi um verdadeiro bálsamo para a sociedade paulistana e na época foi um TIRO DE MORTE ao PCC, grande obra do governador FLEURY entre outras tantas, inclusive restaurar e terminar os esqueletos das construções públicas deixadas pelo sr.Quércia.Hoje a coisa mudou,um governo fraco, um PCC forte, e uma grande INSEGURANÇA PÚBLICA.Espero que os bons tempos ainda voltem !

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Souto Maior: Segurança para quem e em face de quem? « Viomundo – O que você não vê na mídia

02/10/2012 - 23h49

[…] Carandiru: Vinte anos depois, PMs ainda aguardam julgamento […]

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Luana

02/10/2012 - 23h26

“111 presos indefesos, mas presos, são quase todos pretos
Ou quase brancos, quase pretos de tão pobres
E pobres são como podres
E todos sabem como se tratam os pretos…” Caetano/Gil

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Hélio Pereira

02/10/2012 - 18h07

Em SP o Governo do PSDB enxerga PMs que extrapolam de suas funções como verdadeiros servidores da sociedade Paulista!
Quando o Metalurgico Santos Dias foi morto pelo Soldado Herculano Leonel o ex Gov Maluf mandou prender e processar este PM,ao assumir Franco Montoro fez de tudo para absolve-lo e depois ainda o promoveu a Cabo.
Na Favela Naval em Diadema o Soldado “Rambo” agrediu,humilhou e depois matou o conferente Mário José Josino com um tiro nas costas,Rambo foi preso no Presidio Romão Gomes onde podia sair a hora que bem entendesse e ainda usava as instalações da unidade para fazer Reforma de Carros e faturar algum “dindim”,afinal era um soldado Branco de olhos Azuis e Mário José Josino era Negro e afinal “não somos RACISTAS”.
O caso do Carandiru é só mais um entre tantos outros que envolvem PMs que usam da violência para “agradar” os Governantes que estão no Poder desde 1983 e neste caso um dos responsáveis pelo MASSACRE foi promovido pelo Governador Alckmim a Comandante Geral da ROTA,numa demonstração de “Gratidão” de Xuxu pelos “bons serviços prestados a nossa sociedade”!

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Urbano

02/10/2012 - 15h57

Deixem de brincadeiras. Os justiceiros da lei têm mais o que fazer…

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Willian

02/10/2012 - 14h23

20 anos do impeachment de Collor também.

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Julio Silveira

02/10/2012 - 13h29

Se fossem só os praças, muito provavelmente, já estariam todos expulsos da corporação e judiciados. Mas essa impunidade articulada só existe por que tem graudo envolvido, e é só por isso que os praças se beneficiam. Lógico o prejuizo da impunidade bem fornida é de toda a cidadania.

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