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Beatriz Cerqueira: Em Minas Gerais, “fantasmas” do PSDB são do presente

06 de outubro de 2014 às 14h52

aecio-neves-

Choque de gestão: Muito marketing de um governo para poucos

por Luiz Carlos Azenha

Como é que o senador Aécio Neves perdeu a eleição em Minas Gerais, que ele e aliados governaram pelos últimos doze anos, ao mesmo tempo em que teve 10 milhões de votos em São Paulo? Será que os mineiros conhecem melhor Aécio que os paulistas? Teria sido por conta da blindagem completa da mídia estadual? Fomos perguntar à presidente do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (SindUte), Beatriz Cerqueira. Um resumo da entrevista imperdível, que você pode ouvir clicando no SoundCloud:

— Nos últimos dez anos o governo mineiro deixou de investir R$ 16 bilhões em Saúde e Educação, descumprindo o mínimo constitucional;

— Mais de 50% das escolas não tem quadra de esportes ou refeitório;

— Minas não tem a melhor educação do país, como diz Aécio: apenas 10% dos alunos de ensino médio tem o nível recomendável em matemática;

— Faltam 1 milhão de vagas no ensino médio;

— O PSDB não conversa com os movimentos sociais e criminaliza protestos;

— O governo de Minas foi à Justiça para proibir manifestações durante a Copa das Confederações;

— O programa estadual Poupança Jovem atende a 9 dos 853 municípios mineiros;

— Outro programa estadual, o Professor da Família, atende a 22 municípios;

— A estatal de energia, Cemig, terceiriza serviços, causando número recorde de mortes de eletricitários;

— O senador Aécio Neves construiu uma hegemonia em Minas “que fez muito mal democracia”. Ela envolve a mídia, o Poder Judiciário, o Poder Legislativo e o Tribunal de Contas. “O chefe do Ministério Público, quando deixou o cargo, foi ser secretário de Estado”;

— A empresa estatal de saneamento básico, Copasa, assim como a Cemig, ficou refém de parcerias público-privadas; foram criadas várias subsidiárias da Cemig e da Copasa, que prestam serviços desiguais regionalmente e pagam baixos salários;

— A PEC 68 daria autonomia ao governo mineiro para privatizar a Cemig, a Copasa e a Gasmig — esta última de fornecimento de gás;

— 100% dos lucros da Cemig são repassados a acionistas, dentre os quais se destaca a empreiteira Andrade Gutierrez;

— O Mineirão foi entregue à empresa Minas Arena, depois de reformado; o contrato fixou um lucro mínimo para a concessionária; se não é alcançado, contratualmente o Estado é obrigado a complementar; a CPI do Mineirão não foi instalada por falta de um voto;

— Como o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias (ICMs) de Minas é um dos mais altos, isso torna a tarifa local de energia uma das mais caras do Brasil;

— “Quem paga tudo isso é a população”;

— “Estudamos dados oficiais e descobrimos que o choque de gestão foi marketing”; “Minas não foi bem administrada nos últimos 12 anos”, é um dos estados mais endividados do País;

— Minas ainda tem grandes desigualdades regionais;

— “Aqui não existe diálogo, existe monólogo”;

— O SindUte, que faz uma campanha de esclarecimento das condições das escolas estaduais, foi alvo de 21 representações do PSDB e acabou calado pelo TRE-MG;

— Hoje um professor mineiro com com dez anos de profissão, pós-graduado, recebe pouco mais de um salário mínimo.

— “É um governo que governa para poucos, é uma realidade que é importante que a população conheça”.

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29 Comentários escrever comentário »

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Amanda

22/10/2014 - 19h31

Bom vocês na verdade !!! São todos PT ,engraçado se o Aécio não fiz para minas como vocês mesmo dizem o que fez a presidente ????? Responda ???? Fala ???? Se Deus quiser e Deus quer a Justiça dos homens vai ser feita .chega !!! Não são 12 dias ou 12 meses ou 1 ano .São 12 anos de PT o que fez pra vocês mineiros ,professores .Para !!!!!

Responder

    Débora

    27/10/2014 - 15h33

    Engraçado todos criticam um governador, enquanto um presidente alarga suas garras perante um brasil cego de cultura… Sou professora paulista, me formei, lutei por isto e pra eu ganhar um pouco mais tenho que trabalhar dia e noite e ainda ganho um vale alimentação de 80,00 será que a culpa também é do PSDB OU DO AÉCIO, quero igualdade de oportunidades e falo não somente em relação a mim, mas ao meu próximo, pois todos temos calcanhar de Aquiles.. “penso que a educação que contempla somente as competências técnicas, que não esculpe a resiliência, o altruísmo, a generosidade, a capacidade de se colocar no lugar dos outros, de expor e não impor suas ideias, e, em especial, de pensar como humanidade, não previne novos holocaustos, não viabiliza a espécie humana para seus futuros e cáusticos desafios”

Alex

10/10/2014 - 14h40

- Dilma recebeu o governo com inflação anual em 5,90%. Vai entregar com mais de 6,50% (acima do teto da meta). Isso porque os preços estão represados, pois o governo interefere nos preços dos combustíveis e energia elétrica (quando houver o desrepresamento, vai pra casa dos 8,00%)
– Dilma recebeu o país com crescimento de 7,5% ao ano (2010). Vai entregar com crescimento de menos de 1% (isso em ano eleitoral E DE COPA DO MUNDO, onde o país deveria crescer mais). DESDE A HISTÓRIA DA REPÚBLICA, Dilma é antepenúltima em desempenho nesse quesito (só ganhou de Collor e de Deodoro da Fonseca).
Se há algumas certezas para o próximo ano, se Dilma continuar, são as seguintes: alta inflação e baixo crescimento. Fatos apenas.

Responder

Carlos

09/10/2014 - 21h35

Boa noite o Aecio neves não foi um bom governador, pra você ver ele foi pior que o GERALDO ALCKIMim ,NA VERDADE foi o investimento errado no estados de minas gerais.pois a situação de minas é muito pior que são paulo.tudo é mais caro conta de agua e luz.

Responder

Eda Costa

08/10/2014 - 14h16

Sou mineira e voto em Aécio Neves. O tucano deixou o governo com mais de 90% de aprovação por tudo que fez pelo estado. Minas está com Aécio sim, tenho certeza que no 2o turno ele conseguirá a maioria de votos pelo estado.

Responder

    vinicius oliveira

    10/10/2014 - 14h40

    Com certeza a Senhora não tem ninguém na família que seja funcionário da Educação em MG; com certeza a Senhora não conhece o interior de MG;

Diogo

08/10/2014 - 09h50

60,25% dos mineiros optaram por não votar em Aécio.

Responder

Wendel

07/10/2014 - 16h08

Bom, motivos e provas, não faltam para publicar o que foi o governo do PSDB em Minas, muito embora eles o tenham elegido duas vezes, e tenham também elegido seu afilhado Anastasia.
A desculpa era de que a imprensa estava amordaçada por sua irmã andrea, o que era verdade, e inclusive mandava demitir jornalistas que se rebelava!
vários deles foram vitimas desta máfia, mas o povo, mesmo sem ter como se informar, deveria buscar outras fontes e ver que espécie de governo era feita em Minas.
Este individuo, funesto, junto com sua quadrilha de saqueadores, destruiu Minas, endividando-a até os cabelos, e hoje, o terceiro maior estado da união, se encontra falido e endividado, tendo que exportar o minério quase de graça para pagar estas dividas contraídas no governo do PSDB!
Dito isto, não poderia também deixar de citar que o mesmo durante seu funesto governo, deu várias entradas nos hospitais, pelos motivos que os mais chegados conhecem e é só investigar!!!!
Outro fato, este publicado em vários jornais, é que o dito ex-governador quando em exercício, morava mais no Leblon do que em BH, e as noitadas regadas a muito whisky, sexo e outras “coisitas”, era a norma!!!
É só investigar, colher as provas e publicar, e então iremos tirar a máscara deste farsante, apoiado pelos também farsantes e inocentes úteis !!!!!

Responder

Amanda

07/10/2014 - 13h32

Veja um video imperdível do Diário do centro do mundo (o helicoca de 50 milhões):

http://ppavesi.blogspot.com.br/

O gustavo perrela já foi condenado pelas urnas, da mesma forma que o Carlos Mosconi (ambos não se elegeram). Mosconi será o ministro da saúde de Aécio, caso ele seja eleito (vade). Para quem ainda não sabe, Mosconi é o chefe da Máfia do tráfico de órgãos de Poços de Caldas, conforme apurado pela revista CartaCapital.
Aécio mandou prender o jornalista Marco Aurelio Carone pelo fato deste divulgar a ligação de Aecio com as drogas.

Responder

Pablo

07/10/2014 - 08h19

Infelizmente o governo corrupto e vendido do PT fez o Brasileiro, que não tem educação política nenhuma, demonizar a Esquerda e se aproximar de figuras nefastas como Bolsonaro e Marcos Feliciano.

Responder

FrancoAtirador

07/10/2014 - 01h45

.
.
Aécio, Bolsonaro, Feliciano: este é o ‘Legado de Junho’?

Uma parte importante da voz
que saiu das urnas no domingo
expressa um moralismo reacionário
e uma reação conservadora
sem precedentes em décadas.

Por Katarina Peixoto, na Carta Maior

Há dois pontos de partida para entender a decisão deste primeiro turno nacional, encerrado ontem.

O primeiro é junho de 2013 e o segundo, o Congresso Nacional eleito.
Toda captura de flutuações e acidentes eleitorais não pode deixar de ser sobrepujada pelo fato de que a decisão de domingo (5) contém o moralismo reacionário
e uma reação conservadora sem precedentes, pela via eleitoral, em décadas.

O Rio, para ficar num exemplo, escolheu Bolsonaro
como o grande votado para a Câmara de Deputados.
O que o torna o grande votado é o seu caráter moralizador:
supostamente, ele está fora ‘dessa sujeira toda’.

Em São Paulo, a versão moralizadora é evangélica,
mesmo, sem intermediações classistas no armário:
Marcos Feliciano e Russomano.
Evangélicos e televisão, além do palhaço Tiririca,
que não é pior que nenhum deles,
embora tenha sido eleito pelo eleitor
que ‘quer dar o troco’.
O troco a que? ‘A essa sujeira toda’.

A resposta veio com um Congresso mais à direita:
mais conservador e mais evangélico
(http://abre.ai/diap_congresso_mais_reacionario_desde_1964).

Não há novidade histórica nisso.

A todos os movimentos desestabilizadores mobilizados com ajuda de redes sociais,
dos últimos anos, no mundo, seguiram-se reações autoritárias,
conservadoras e regressivas socialmente.

O que se passa é que a resposta à demanda moral é e sempre foi esta:
o abrigo seguro da zona de conforto perceptiva representado pela estabilidade prometida da direita.

Esse truque moralista da direita tornou-se possível, agora, com a legitimação que as grandes manifestações de junho lhe propiciaram.

Poderia ser apenas uma piada ter Aécio Neves reivindicando o ‘legado de junho’.

O problema é a legitimidade com que ele reivindica aquelas reclamações.
Não tem o tom agudo dos serviços bem prestados ao moralismo reacionário,
mas um tom mais ponderado, sóbrio:
trata-se de reivindicar para si a reclamação contra ‘essa sujeira toda’.

O moralismo é uma expressão reativa de instabilidade social e desagregação política.
O seu truque, embora muito bem calçado na mídia oligárquico-familiar que, mais uma vez,
conseguiu tirar uma vitória no primeiro turno para o projeto popular,
agora está mais robusto e animado do que nunca.

Não têm um carrancudo ou uma carrancuda ressentidos, como candidatos,
mas um moço bonito, bem nascido e simpático.
Um rapaz que não é exatamente do ramo da Política, mas das oligarquias.
Nunca precisou trabalhar para pagar uma conta, nem governar para ter aprovação.
A sua candidatura arregimenta a direita de maneira veloz e consistente,
com a gigantesca propaganda midiática que lhe é aliada, desde sempre.

Como derrotar isso?

A resposta sopra de Minas Gerais e da superioridade moral da Dilma.

Para se chegar nessa resposta é preciso enquadrar o debate eleitoral, pautá-lo
e não se render ou entrar no jogo do que nos jogam no colo.

É muito revelador da indigência política da oposição brasileira à transformação dos últimos dez anos resumir-se a um único tema: a corrupção.

Então, acabar com a fome endêmica não merece reconhecimento,
nem termos em curso o maior programa de habitação popular da história do país,
nem termos, como temos, hoje, de maneira inédita, um quadro de pleno emprego,
nacional, numa democracia, nesta gigantesca crise mundial.

Não importam as conquistas da Petrobras, nem as obras em infraestrutura.
O Brasil Sem Miséria, a valorização do salário mínimo e o PRONATEC
tampouco são questionados.
As políticas de cotas, a política de investimentos públicos
e de crédito via bancos públicos.

Tudo isso é ‘corrupção’. Por que?
Se tudo isso não passasse de corrupção, esses programas teriam os resultados
que tiveram e teriam produzido o impacto que produziram?

Por que razão não apresentam alternativas, outras propostas ou programa,
para disputar o voto e a confiança do eleitor?

Em que se alicerça a confiança requerida pelo candidato do PSDB,
para pedir o voto dos brasileiros?

O que ele teria a oferecer está baseado no seu mandato como senador ausente, morador do Rio de Janeiro, ou como ex-governador de Minas Gerais?

Seria possível Aécio tecer alguma crítica ou oferecer algum programa de governo alternativo,
sem depender da TV Globo, dos seus colunistas no rádio e nos seus jornais,
e da Editora Abril e do Grupo Frias, em São Paulo?

O que Aécio pensa do nordeste brasileiro e da transposição do São Francisco?

O que ele pretende fazer com a ferrovia transnordestina?

Qual a opinião do candidato sobre o sistema de ferrovias e hidrovias em curso
e, claro, qual a sua política para o setor energético, vale dizer, Petrobras?

Qual o programa do candidato para fazer o Brasil voltar a crescer nos patamares que o PT fez?

Qual o balanço que Aécio faz da educação, do ensino superior e da pesquisa produzida hoje, no país?

Qual o balanço que o candidato do PSDB faz da maior experiência
de redução de desigualdades do mundo, neste intervalo de tempo, na história moderna?

O candidato da oposição foi julgado pelo seu estado,
um dos maiores colégios eleitorais do país,
e condenado, politicamente, pelos maus serviços prestados.

O que o mantém e eleva é, uma vez mais, a mídia oligárquica e a direita rearranjada,
com seus odiadores de estimação, em alta velocidade.

Pouco importa se ele só apresentou o seu programa de governo na véspera do primeiro turno:
ele não precisa de um programa de governo, porque quem precisa disso é quem está submetido ao debate.

Ele foi ungido midiaticamente para limpar o país.

A esse tipo de escárnio não se responde aceitando as suas acusações nem se submetendo ao seu jogo.

Vence-se esse escárnio com seriedade, respeito, memória e sentido histórico.

Não tem essa de que o que o PT fez foi dar continuidade ao que o PSDB fez.
Os projetos são diferentes.
Para deixar essa distinção às claras, é fundamental situar historicamente as escolhas que foram feitas.

O Brasil Sem Miséria é um programa muito menos custoso do que qualquer entrega de patrimônio público já feita pelo PSDB e muito menos custoso do que a remessa de dinheiro via taxação de juros ao sistema financeiro, que foi uma regra aceita pelo PSDB, com galhardia, e pelo PT, com conivência.

Todas e cada uma das conquistas do país, da última década, devem-se a decisões de natureza Política.

Reivindicar a dignidade da Política e defender a representatividade
é a única maneira de combater o fascismo que nutre a acusação moralista.

Se essas coisas não são concretas, cabe mostrar e estabelecer o seu elo de concretização:
decidimos enfrentar essa indignidade, que é a fome, abrimos outras possibilidades,
para o próximo passo, com o PRONATEC, valorizamos a agricultura familiar,
o conteúdo nacional, a economia interna, o patrimônio público.

O ódio moralista é um ódio contra a ideia mesma de algo público e estatal;
é a recusa cevada em doses cavalares de denúncias criminalizantes, ad nauseam, de que a solidariedade, a generosidade e o reconhecimento são truques.
É esta repulsa que está na origem da defesa das privatizações
e também na denegação do caráter civilizatório da transformação ocorrida no país.

Sabemos de tudo isso, aprendemos e podemos olhar para o mundo e ver o que fizeram e no que deu o que fizeram (mais de 60 milhões de desempregados nos EUA e na União Europeia, sem contar a regressão brutal nos índices de desigualdade nessas regiões, à beira da depressão econômica e sem prognóstico que não um quadro mais sombrio).

A América Latina é hoje, graças aos governos a contravento, da última década,
um mercado mais robusto, mais educado, mais estável, do que era
e do que estão zonas tradicionais do capitalismo;
não é preciso muito esforço para se inferir, daí,
o caráter estratégico do Brasil (vai sem dizer um detalhe: o Pré-Sal).

A resposta sopra em Minas, no nordeste, na memória e na Política.

E no ataque, em contrapartida, à hipocrisia, ao cinismo, ao autoritarismo
e ao caráter oligárquico do projeto representado por Aécio.

Foi porque o Brasil rejeitou esse projeto que conseguiu incluir dezenas de milhões,
sair do mapa da fome e ter pleno emprego.

Foi porque o povo tirou o PSDB da centralidade das decisões políticas sobre o rumo do país
que o Brasil chegou aonde chegou, e não o contrário:
não somos nós que devemos ao PSDB as grandes conquistas alcançadas.

Essas conquistas, todas elas, derivam das escolhas antagônicas àquelas por eles defendidas.

Por fim, sobre o caráter da Dilma.

É preciso apresentar a sua “cepa” política:
o Brasil tem, talvez pela primeira vez na sua história,
uma estadista, republicana e democrática, à frente do país.

Essas características estão fincadas na história do trabalhismo,
da resistência à ditadura e da construção da democracia
por dentro das gestões democráticas e populares.

É uma trajetória de compromisso com a democratização do estado
e universalização de direitos.

É a história da construção mesma do Estado nacional,
como experiência democrática, popular e nacionalista.

De nada adianta cantar Bob Dylan em lamento.
A resposta não está soprando no vento.

(http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/Aecio-Bolsonaro-Feliciano-este-e-o-legado-de-junho-/4/31935)
.
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Responder

Geralda

07/10/2014 - 00h35

Como o povo brasileiro é desenformado politicamente, é por isso que os governantes quando entram para governar um Estado, ele se torna uma capitania Hereditária assim como São Paulo, Minas agora que nós saimos da capitania,o Maranhão também.É preciso mais politização no povo brasileiro para sairmos das garras principalmente dos Tucanalhas…

Responder

Apolônio

06/10/2014 - 18h38

Esse informe da Beatriz tem que ser divulgado.

Responder

FrancoAtirador

06/10/2014 - 17h32

.
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Bem lembrado. O PT, por enquanto, apenas ganhou a eleição em Minas Gerais,

O Estado Mineiro continuará sendo (des)governado pelo PSDB até 31/12/2014.

E o Governo Estadual Tucano continuará com o Aparato de Propaganda Eleitoral

em favor do Candidato Presidencial AérioNéco, tentando salvar o Partido.
.
.

Responder

Lukas

06/10/2014 - 16h37

Aécio ganha em Minas no segundo turno por uma margem de 10%.

Responder

    Gabriel Braga

    06/10/2014 - 23h04

    Lendo seus comentários dá pra perceber que você é simpatizante do PSDB.

    Se o Aecio ganhar espero que você continue leitor e comentarista aqui do Viomundo em 2015.Não suma.

Rafael

06/10/2014 - 16h25

E enquanto isso, SP elege Alckimin no primeiro turno. Em seu conservadorismo intolerante, acreditam que todos problemas do Estado vem dos nordestinos e do PT.
Essa mentalidade e a blindagem da mídia nos escândalos de corrupção do PSDB foram decisivos para a vitória do Governador.

http://examedamidia.blogspot.com.br/2014/10/conservadorismo-e-blindagem-da-midia.html

Responder

Gustavo

06/10/2014 - 16h17

Beatriz, é hora de o sindiute, junto aos movimentos sociais organizados, construir material informativo que jogue luz sobre os anos de desinformação e contrainformação dos governos aécio anastasia. Sugestão de pauta:
– alcance dos programas sociais – população beneficiada, custo geral, custo em publicidade, resultado obtido, etc.
– relação entre gastos publicitários e programas sociais (há uma impressão, que pode ser falsa, de que os gastos com a publicidade dos programas são desproporcionais aos gastos diretos)
– relação entre o grupo do governador e a elite econômica mineira.
– relação com a imprensa e com os jornalistas,
– progressão da produção econômica mineira, tanto do ponto de vista quantitativo quanto qualitativo,
– gestão das estatais voltada quase exclusivamente para beneficio do acionista privado,
– uso privado da máquina pública.

Responder

L@!r [email protected]+e5

06/10/2014 - 16h16

Blindagem é coisa da oposição… Francesa!

Filme proibido que Aécio quer dar fim Gagged in Brazil Censura a Imprensa

https://www.youtube.com/watch?v=MRJyT5JUdM8

Só que o Youtube não pode ser silenciado (ainda)…

Responder

Mauro Assis

06/10/2014 - 16h12

Mauro Assis,

Minas sempre votou com o PT desde a primeira eleição do Lula. A diferença lá entre Aécio e Dilma foi a menor entre PT e PSDB desde então.
Por outro lado, aqui em Sampa, berço do PT, a derrota do PT, foi muito mais acachapante: O Padilha teve menos votos do que os nulos brancos e abstenções, o Serra se elegeu, o PT perdeu várias cadeiras na AL e no Congresso… fora que o Aécio ganhou em todos os municípios, menos Hortolândia.

Responder

    FrancoAtirador

    06/10/2014 - 19h33

    .
    .
    Copiou e Colou

    de Nossa Senhora

    Tucana de Guadalupe.
    .
    .

    João Almeida

    07/10/2014 - 12h53

    O PSDB perdeu o estado, estado, estado! de Minas para o PT. Isso que é resposta ao choque de gestão tucano, q fique só em são paulo, já que lá o povo gosta de sofrer.
    Parabéns povo mineiro, vocês mandaram um belo recado ao Brasil.
    Parabéns também ao povo maranhense, que depois de cinquenta anos se livraram do clã Sarney.

    Como na Bahia nos livramos dos Magalhães há oito anos, posso dizer que a vida só tende a melhorar.

roberto

06/10/2014 - 15h36

Parabéns aos eleitores mineiros, conseguiram, mais uma vez a liberdade, ainda que tardia!
Pena que os eleitores colonizados de SP não tiveram a mesma coragem…

Responder

    L@!r [email protected]+e5

    06/10/2014 - 16h12

    Não é questão de coragem… é alinhamento ideológico mesmo.
    O Paulista anda apertado no metrô que cresce a 1 km por ano e acha o metrô, como ouvi uma vez, “mais limpo que o de Nova Iorque”. Claro que é mais limpo, ele é MUITO menor!
    Mas não adianta… Contra o PT, qualquer coisa é motivo de crítica. Até a cor da ciclofaixa merece mais crítica que a administração da Sabesp. Esquece.

Franco

06/10/2014 - 15h32

Aí pergunto a vocês: MG fica devendo algo em questão de atraso para um Maranhão e seus Sarneys, por acaso?

Responder

    L@!r [email protected]+e5

    06/10/2014 - 16h15

    O PSDB entrou no governo de São Paulo em 1994. Agora vai ficar até 2018.
    São Paulo está sendo governado pelo mesmo grupo há uma geração.
    Agora eu pergunto: Qual a diferença entre São Paulo e o Maranhão?
    Vou te ajudar: No Maranhão, a oposição ganhou a eleição esse ano.

    francisco

    06/10/2014 - 22h05

    psdb, o câncer da sociedade !!!!!!!!!!!

    Maria Amélia Martins Branco

    06/10/2014 - 17h13

    O Maranhão foi libertado das garras da quadrilha Sarney e SP reelege por mais 4 anos a quadrilha Tucana. Pobres paulistas vão morrer sedentos e cegos.

    francisco

    06/10/2014 - 22h24

    Sou paulista paulistano, moro em minas e sei o mal que tivemos nos últimos 12 anos do psdbesta. Aécio é uma aberração, um neto rebelde e desconexo do avô Tancredo. Deveria repeitá~lo mais e parar de usar seu nome em vão…Devia se preocupar em continuar escondendo suas garras amarelas de produtos químicos que lhe atribuem, com seu aeroporto particular feito com dinheiro público, com os desvios de empresas estatais, com desvios da saúde em minas, com seus pores nas cidades cariocas…
    Fora aócio!!!!!!!!!!!!!Fora psdb dos metrôs subterrâneos…

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