VIOMUNDO

Bastidores de uma tragédia: Os relações públicas da Samarco dão uma surra no Estado brasileiro, que sucumbe ao poder econômico

09 de novembro de 2015 às 21h02

O rio do Carmo, 50 quilômetros abaixo de onde as barragens romperam!

por Luiz Carlos Azenha

A mineradora Samarco, joint venture da Vale com a australiana BHP Billiton, teve um lucro líquido de R$ 2,8 bilhões em 2014. Ou seja, limpinhos!

Como se sabe, o Brasil é uma “mãe” para as mineradoras. A Agência Pública fez uma reportagem interessante a respeito, quando Marina Amaral perguntou: Quem lucra com  a Vale?

O “pai” das mineradoras é Fernando Henrique Cardoso. Em 1996, com a Lei Kandir, isentou de ICMS as exportações de minérios!

O que aconteceu com a Vale, privatizada a preço de banana, é o mesmo que se pretende fazer com a Petrobras: colocar a empresa completamente a serviço dos acionistas, não do Brasil.

O que isso significa?

Auferir lucros a curto prazo, custe o que custar.

A questão-chave está no ritmo da exploração das reservas minerais.

Num país soberano, o ritmo é ditado pelo interesse público. É de interesse da população brasileira, por exemplo, inundar o mercado com o petróleo do pré-sal, derrubando os preços? Claro que não.

Quem lucra, neste caso, são os países consumidores. Os Estados Unidos, por exemplo. Portanto, quando FHC privatizou parcialmente a Petrobras, vendendo ações na bolsa de Nova York, ele transferiu parte da soberania brasileira para investidores estrangeiros. Eles, sim, querem retorno rápido. Querem cavar o oceano às pressas, até esgotar o pré-sal. É a dinâmica do capitalismo!

O Brasil é um país sem memória. Não se lembra, por exemplo, do que aconteceu na serra do Navio, no Amapá. Uma das maiores reservas de manganês do mundo foi esgotada porque interessava aos esforços dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial. Ficamos com o buraco e a destruição ambiental…

Obviamente, não é um problema brasileiro. Fui pessoalmente às famosas minas de diamante de Serra Leoa, na África, que mereceram uma visita da rainha Elizabeth. Investiguei o entorno. O local de onde sairam bilhões de dólares em diamantes não tinha rede de esgoto, nem de distribuição de água.

O mesmo está acontecendo neste exato momento com o coltan, do Congo, um mineral utilizado pela indústria eletroeletrônica. A exploração do coltan financia uma guerra interminável de milicias, que exportam o mineral para a Bélgica praticamente de graça!

Serra Leoa, Congo, Brasil…

Infelizmente, estamos no mesmo nível.

Como denuncia seguidamente o Lúcio Flávio Pinto, o ritmo da exploração do minério de ferro de Carajás é um crime de lesa-Pátria.

Por que haveria de ser diferente nas reservas de Minas Gerais?

A economia do estado, tanto quanto a brasileira, ainda é extremamente dependente da exportação de commodities. À Vale interessa produzir rápido, derrubar o preço a qualquer custo para apresentar lucro no balanço.

Infelizmente, a elite brasileira até hoje se mostrou incapaz de formular um projeto soberano de país. Isso vale para PSDB, PT e todos os outros, como ficou evidente na tragédia de Mariana.

Não podemos culpar a mineradora Samarco pela tragédia antes de uma investigação independente e rigorosa. Mas, será que ela vai acontecer?

Do prefeito de Mariana ao senador tucano Aécio Neves, passando pelo governador petista Fernando Pimentel, todos deram piruetas para salvaguardar a Samarco. Pimentel deu uma entrevista coletiva na sede da mineradora!

Enquanto isso, milhões de metros cúbicos de lama desceram o rio do Carmo e chegaram ao rio Doce.

A Samarco diz que a lama é inerte, ou seja, não oferece risco à saúde.

Numa situação ideal, não caberia à Samarco dizer isso — com reprodução martelada em todos os telejornais da Globo.

O familiar de um desaparecido comentou comigo que, na Globo, as vítimas da tragédia não tinham rosto…

A Vale, afinal, é grande patrocinadora.

Espanta é que os governos federal, estadual e municipal, que em tese deveriam atuar de forma independente — em nome do interesse público — não o façam.

A primeira providência em um país civilizado seria uma análise de emergência na lama, para determinar se ela oferece algum risco à saúde.

Afinal, milhões de brasileiros podem entrar em contato com os rejeitos, seja nas margens dos rios, seja através da água consumida.

Além disso, o tsunami de lama carregou corpos humanos e de animais por uma longa extensão, de centenas de quilômetros.

No entanto, a não ser pelo esforço de relações públicas da Samarco, as pessoas afetadas, como testemunhei pessoalmente, estão totalmente no escuro.

Mais adiante, outras questões importantes vão surgir.

O rio do Carmo foi completamente destruído, de ponta a ponta. Quem vai pagar a conta? O Estado brasileiro ou a Samarco?

A Samarco fez o que se espera de uma empresa privada, que pretende minimizar os impactos sobre si do desastre ambiental que produziu.

De forma competente, acionou seu esquema de relações públicas para deixar no ar a ideia de que o rompimento de duas barragens foi consequência de um terremoto.

Transferiu os desabrigados para hoteis, evitando a ebulição de centenas de pessoas que, conjuntamente, poderiam conjurar contra uma empresa da qual sempre desconfiaram.

Conversei com os sobreviventes de Bento Rodrigues: todos sempre acharam um exagero o crescimento vertical, contínuo, da barragem, para guardar mais e mais lama.

Segundo eles, a Samarco começou a comprar novas áreas de terra porque pretendia construir uma outra barragem, mais próxima do povoado, para dar conta do armazenamento dos rejeitos.

Que a Samarco cuide de seus interesses é parte do jogo.

O espantoso é ver a captura do Estado brasileiro, em todas as esferas, pelo interesse privado.

Basta uma consulta às pessoas comuns, que vivem sob as barragens de rejeitos — que se contam às centenas em Minas — para que elas denunciem: as empresas aumentam indefinidamente as cotas, sem transparência, sem qualquer consulta pública, sem planos de resgate de emergência, sem um básico sinal sonoro para dar o alerta em caso de acidente.

É bem mais barato que construir uma nova barragem, certo? Lembrem-se: estas empresas estão a serviço do lucro de seus acionistas e a maioria deles não mora em Mariana, provavelmente nem mora no Brasil.

Minas Gerais, acossada pela crise econômica, sucumbe à lógica das mineradoras: como denunciou o leitor Reginaldo Proque, está tramitando na Assembleia Legislativa um projeto para simplificar o licenciamento ambiental, de autoria do governo Pimentel.

Em resumo, os desabrigados das margens do rio do Carmo fazem o papel, em carne e osso, da crise de representação da política brasileira.

Ninguém os ouve, nem consulta.

Quando muito, são sobrevoados por helicópteros que “representam” um Estado servil ao poder econômico.

[O Viomundo só consegue fazer reportagens como esta porque não nos submetemos ao poder econômico de governos nem de empresas. Obrigado aos nossos assinantes por nos ajudar a tornar isso realidade!] 

Leia também:

Água da Sabesp chega ao ABC contaminada por metais pesados e agrotóxicos

 

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Helene F. da Silva

20/11/2015 - 15h57

Só a volta do Cristo, ou Buda ou outro santo, p/ corrigir a mente dos governantes e da população!
O Brasil só se tornará soberano, se não for “vendido” à quem quer que seja! Essa é a única solução que percebo.
Sds

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Marcos Pinto Basto

12/11/2015 - 21h42

Giselle Castello sua informação é muito importante para se entender melhor a bandalheira que reina na fiscalização das mineradoras! A maior culpa disto tudo acontecer reside na falta de representatividade que o Povo tem. Quem o representa no Governo? NINGUÉM! Se nós, os cidadãos deste Brasil fossemos respeitados e escutadas nossas opiniões, muita coisa triste deixaria de acontecer! Lembram do PNPS- Programa Nacional de Participação Social que D.Dilma enviou para o congresso, mas as gracinhas dos deputados não aprovaram o projeto de lei que nos daria a possibilidade de fazer chegar ao Governo nossas opiniões!

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Marcos Pinto Basto

12/11/2015 - 21h19

Destapam o latão de lixo das mineradoras depois que a Samarco, coitadinha dela, se descuidou com tantas facilidades que encontrou para diminuir as despesas da exploração de minério em Mariana. Os estragos não são só aqui neste município mineiro, acontecem em todo o Brasil com danos incomensuráveis para o meio ambiente. Culpa de quem ? Agora vai começar o jogo de empurra responsabilidades e coitada da D.Dilma, vai sobrar para ela, como se fosse ela que tinha a obrigação de zelar pelos interesses dos municípios afetados pelo rompimento da barragem. No banco dos réus têm que sentar os políticos de meia tigela que receberam doações para suas campanhas eleitorais. Eles que são os maiores responsáveis por ocultarem as criminosas ações das mineradoras.

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João Alfredo Werner de Barros

12/11/2015 - 14h45

O que esse artigo omite é a responsabilidade de fiscalização por parte do Governo, que nada fez durante longos anos após a privatização.Essa empresa pagou impostos e não gerou petrolão , nem mensalão.A Petrobrás não é do povo.É de seus funcionários e do Governo que a usa da maneira corrupta , vide Pasadena e petrolão.A gasolina é muito mais barata no exterior- de que adianta a Petrobrás ” pública ” ?O lucro da Petrobrás não se reverte à população.Além disso, o País tem que fugir do petróleo como fonte de energia e procurar energia limpa, eletricidade , eólica e outras.É melhor privatizar a Petrobrás e os fiscais que ganham do Governo, têm que fiscalizar a futura empresa privada.O Governo é incompetente na grande maioria das ações e a corrupção resiste e destrói a riqueza do Brasil.As barragens eram falhas e o ” poder público ” nada fêz!Privatizem a Petrobrás e passem a cobrar impostos.Temos que acabar com o aparelhamento do Estado por petistas incompetnetes e corruptos, conforme todos os escândalos e prisões vistas.Os petistas ficaram ricos com o dinheiro público e da Petrobrás.IMPEACHMENT E PT NUNCA MAIS!

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    Marcos Pinto Basto

    16/11/2015 - 00h36

    Faltava alguém culpar Dilma e o PT pela tragédia em Mariana, agora não falta mais porque o João Alfredo se lembrou a tempo. De fato Dilma é a culpada maior desta e doutras tragédias porque deveria dar uma voltinha de helicóptero todas as semanas fiscalizando as mineradoras. Os outros assuntos que esperassem, mesmo correndo risco de ser mais atacada que já é. Mas esqueceu de Lula que deve ser acionista das mineradoras ou talvez proprietário de muitas. Ainda vamos descobrir muita coisa quando soubermos quem mais ganhava dinheiro da Samarco para fingir que estava tudo em ordem. Uma certeza se tem, Dilma nunca recebeu um centavo para deixar a Samarco pintar e bordar em Mariana

Sérgio

11/11/2015 - 04h08

Mar de Lama. É muito trágico e nada cômico.

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Edgar Rocha

11/11/2015 - 01h53

Todos esperneiam à toa. Não há representação disposta a dar ouvidos às argumentações sérias que são apresentadas neste post. O próprio texto do Azenha, de tão contundente e imparcial que é, pode nos dar o conforto de saber que algo está sendo dito. Mas, mesmo na emissora onde ele trabalha, duvido que haja a possibilidade de ir a fundo nas denúncias e conscientizar para a gravidade do caso, gerando indignação suficiente para tal. Vai passar, simplesmente.
Depois do texto falando da extinção do cerrado, eu já me sentia tão abatido que já não dava mais vontade de argumentar nada. Agora, então, imaginando o sofrimento daquele povo diante do descaso anunciado e previsível, não dá mais pra ter forças pra se revoltar. Não sei, eu não consigo mais relativizar a noção de integridade em nenhum aspecto da vida. Não consigo mais aceitar a ideia de que, só perdendo por um lado é que se pode ganhar por outro. Teria lógica, se a correlação entre o que se ganha e o que se perde fosse irrecusável. Que seja necessária a ampliação da fronteira agrícola pra se garantir projetos como o bolsa família, tudo bem. Mas, por isto, entregar de mão beijada todo um bioma pra ruralista desmatar sem critério algum, fazendo vista grossa pra grilagem e pra morte de indígenas e recusando as consequências futuras em nome de uma melhoria imediata e insustentável a médio prazo (justamente porque, sem água não tem agricultura), é de uma canalhice, um cinismo e uma retórica tão suja que só podemos nos sentir enganados por este governo, nada mais. Ver agora o vale-tudo na mineração destruir a vida de gente humilde e trabalhadora… qual o ganho, qual a conquista que se obtém em troca desta pilhagem? E se houve conquista, valeu mesmo à pena?
E as barragens no Amazonas? Não dá nem pra comentar. Como conseguiram ancorar um projeto político de esquerda, dito progressista, no aprofundamento da apropriação privada de nosso patrimônio, do futuro dos que não vão ter quase nada a proteger e usufruir? Como conseguiram reduzir a questão ambiental a uma moeda de troca pra garantir a governabilidade e a permanência dos petistas no poder? Como conseguem passar a ideia que mantê-los é a única forma avançar em algo, depois de tudo isto?! E antes de um desavisado me acusar de pró-impeachment, é bom saber que, o que questiono é a legitimidade desta permanência dentro do processo democrático, mesmo. Jogaram toda esta imundície pra debaixo do tapete, zombam até hoje de quem se choca com tamanha falta de sensibilidade social, política, ética, ambiental. São todos ecochatos, sonhadores, babacas… Todas estas sensibilidades estão interligadas. É disto que se compõe o conceito de integridade ao qual mencionei. Volto a perguntar: o que faz o crescimento do país e o fim da pobreza algo condicionado à destruição e à pilhagem do patrimônio? Em que isto torna o PT diferente do PSDB ou da ultra direita?
Por fim – e por fim mesmo, já que não pretendo mais tecer comentário, pra alegria de uns e indiferença de muitos – eu já não vejo mais razão pra defender projeto algum. Qualquer projeto no país pretende apenas predar o que resta, ou não será levado adiante. Não acho digno fazer nenhum esforço apenas pro PT garantir seu patrimônio político. No final da história, quando as consequências chegarem, todos reclamarão, farão críticas calorosas e não vão precisar assumir nenhum erro cometido, nenhum apoio dado a ações de intenção duvidosa. Bastará culpar omissos que nada fizeram pra mudar esta realidade (os que se afastaram, os coxinhas, os direitistas e qualquer outro rótulo que possa depreciar a quem questiona ou anular críticas diretas). Bastará dizer que o povo é burro e que deixou tudo isto acontecer. Bastará, cinicamente aceitar que foi beneficiado pelos erros passados e que, agora, caberá aos jovens adaptarem-se às novas realidades.
A única coisa sensata a fazer, na minha opinião, é parar de ser bobo e acreditar em esperanças forjadas por quem não faz outra coisa senão frustrá-las. Não que o cobertor seja curto pra atender demandas sociais. É que estas SÃO o cobertor que aquece a esquerda e acoberta todo o desprezo por questões que nunca foram levadas à sério, creio que por pura falta de respeito à vida. Não dá pra levar a sério o humanismo de nenhum petista.
Boa sorte a todos!

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    Nelson

    11/11/2015 - 10h30

    É o produtivismo, meu caro Edgar.

    Da turma do PT que está no poder, uma grande parte é crítica feroz – com boa dose de razão – da antiga União Soviética.

    Contudo, o PT não deixou de cometer o mesmo erro dos soviéticos: aderiu de corpo e alma ao produtivismo.

    O mesmo produtivismo que deixou um rastro apavorante de destruição ambiental na tão criticada União Soviética.

    Waldomiro

    11/11/2015 - 22h00

    Caro Edgar, agora deixando as ironias de lado
    Entendo a falta de representatividade e sinto algo parecido sobre isso.
    E a discussão por aqui anda mesmo em alto nível, e só depende de nós darmos sequencia a isso, e até brigar por essas causas, se for preciso.

TOAQSTOS

11/11/2015 - 00h01

Realmente nos falta um projeto de país, fiscalização e regulamentação urgente das atividades, mas de forma decente e transparente.
Sobre alguns pontos a lei kandir isentou de icms a exportação de todos os produtos não apenas minério, era um anseio antigo de tributaristas e foi importante para que o país passa-se a exportar alguns produtos manufaturados. Temos um imposto de exportação que poderia ser usado no lugar e depende apenas de decreto para aumento de alíquota etc, hoje ele é zero para 99% dos nossos produtos.
A vale embora privatizada o governo aonde exerce um poder enorme, através de suas ações e seu poder de fogo financeiro ( BNDES , etc ), tanto que durante o primeiro mandato de LULA o roger Angeli foi trocado por outro mais ao gosto do governo federal.

Essa nossa política é jogar o minério no mercado está acabando matando nossas próprias indústrias , este mês a USIMINAS anunciou praticamente o fechamento da unidade em Cubatão , antiga COSIPA. Isso se deve a expansão da atividade siderúrgica na China, antes importador de aço e hoje exportador. Compra no minério baratinho e vende aço no mundo todo.
Precisamos começar a reforçar nossas vantagens competitivas e parar de mandar matéria prima pro mundo. Quer algo nosso compra nosso aço, nossos carros, etc.

Responder

    Nelson

    11/11/2015 - 10h45

    “Precisamos começar a reforçar nossas vantagens competitivas e parar de mandar matéria prima pro mundo. Quer algo nosso compra nosso aço, nossos carros, etc”

    Se continuarmos com as extremamente nefastas privatizações e as privatizações disfarçadas de concessões e de “desinvestimentos” da Petrobras, nunca conseguiremos, meu caro Toaqstos.

    A cada privatização, cedemos um pedaço da nossa soberania sobre aquilo que é nosso. Então, como acontece hoje com a Vale e outros setores, o grande capital se empanturra de lucros no nosso país e nos deixa só com a “raspa da mandioca”. Quando ela sobra.

Euler

10/11/2015 - 23h53

Imaginem se um desastre semelhante tivesse sido provocado pela Petrobras, a maior empresa do Brasil, a que paga mais impostos, a que movimenta quase 20% do nosso PIB, a que gera cerca de 80 mil empregos direitos, a que descobriu e explora com sucesso o pré-sal? Certamente que a mídia iria acabar com a empresa, como tentou fazer durante a operação Lesa-pátria do Moro e o complô golpista do Paraná.

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Edison Terterola

10/11/2015 - 19h49

Gostaria de ouvir o áudio do vídeo e não consigo. Solicito orientação de como proceder para fazer o áudio funcionar. Seria problema com a placa de vídeo?

Responder

    Luiz Carlos Azenha

    11/11/2015 - 00h20

    Não há áudio. É um vôo de drone, sem áudio. abs

Luiz Fernando

10/11/2015 - 19h14

O que é uma corporação se não um peixe grande que devora tudo no mar??

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mineiro

10/11/2015 - 18h47

nunca que vai acontecer alguma coisa contra eles , os desabrigados e os que perderam a vida vao ser transformados em numero. isso prova mais vez que nao existe governo no brasil e quem manda é a elite com seu poder economico. o que interessa é o lucro , lucro, lucro , lucrooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo lucroooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo mais uma vez lucrooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo e os salafrarios dos governos , politicos , mp, stf, judiciario todo come na mao do poder economicooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo da vergonha de ser brasileiros e de ver tantos salafrarios que entregam o pais a preço de banana. so mais uma pergunta, quem esse poste de pres. receberia em seu gabinete , os desabrigados ou a samarco? precisa responder.

Responder

Abraham Lincoln

10/11/2015 - 17h17

Parabéns Azenha, seu texto não poupou ninguém de críticas, seja a mineradora, políticos do PSDB e PT e nem a mídia. Quando faz um trabalho bem feito, é preciso elogiar, apesar de você não publicar as críticas…

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    mineiro

    10/11/2015 - 18h53

    concordo e assino em baixo , é o unico blog que nao ta fugindo do pau , nao poupa ninguem . o unico blog no momento que ta falando a verdade. e nao ta omitindo nada. que tem blogueiro se dizendo progressita que so fala bem desse governo , a isso tem. o blog escrevinhador ta desatualizado porque , alguem poderia me dizer?

Sérgio

10/11/2015 - 16h06

Nós temos a lama e eles têm o tesouro.
Ou como dizia Jomo Kenyatta:
https://www.youtube.com/watch?v=xSLepmIHLWI

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ROSE PE

10/11/2015 - 15h43

Isso mês não só a elite é incapaz de formular um projeto soberano, mas também a esquerda Ptista foi incapaz, pois fez conchavos obscuros e malditos com essa elite ,e nós, só ficamos a ver navios! E de quebra esse PIG que está ai é o grande aliado de toda essa corja! É o País dos “Donos do Poder”.

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    Jacob Caetano Da Silva

    11/11/2015 - 10h45

    Cesario, a Vale foi privatizada pelo que valia na Época, assim como a Petrobrás vai ser quando for vendida para não falir, quanto ao ICMS a Vale é uma Exportadora, portanto já paga outro imposto, lembre-se que sem a vale Privatizada aqueles US$370 Bi de reservas que tanto os Petistas falam, jamais teriam chegado a tanto, outra coisa, essa matéria é tendenciosa, fala que FHC vendeu ações da Petrobrás na Bolsa de NY…., mas não fala da venda de US$ 70bi do Pré -Sal…..vocês petistas acham que quem comprou esses Papeis foram Brasileiros?…..outra, fala do Minério do Congo, dos Diamantes de serra Leoa….mas omite o Nióbio de Araxá, um minério muito mais caro que o ouro e cujas reservas Mundiais estão 97,5% no Brasil…, 70% só em Araxá….Leiam um pouco sobre a CBMM….e depois discutimos…..será que esqueceram ou se omitiram?…..pra cima de Mim…..sou capitalista sim…., portanto anti-petista 100%…..a privatização é a única solução para não falirem as grandes empresas…..quanto ao Preço…..ai é outra História., vocês petistas odeiam FHC/PSDB porque o único Plano econômico que deu certo até hoje foi criado por eles……..

FrancoAtirador

10/11/2015 - 15h22

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Tecnologia a Serviço Exclusivo da Maximização
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dos Lucros das Corporações Transnacionais.
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Morte e Devastação são só ‘Danos Colaterais’.
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Responder

Andre

10/11/2015 - 15h12

Vivemos um ditadura global de partido único, o o Partido do Capital. Os governantes de plantão fazem discursos nas eleições para manter a normalidade da democracia que se tornou um farsesco teatro eleitoral, não o governo da maioria do povo. No mundo todo, de Obama ao Syriza e a Dilma prometem uma coisa e fazem o contrário. Mundam as cores das bandeiras dos partidos, se dizem de direita esquerda, de cima e de baixo mas todos são representantes do Capital. Só concorrem pelos cargos de gerente da sociedade do capital; aliás é só ver o debate politico no Brasil hoje entre a suposta ‘direita’ e pseudoesquerda: a diferença é quem é mais competente para ferrar com a vida dos trabalhadores mantendo-os quietos e enchendo as burras do capital de dinheiro – e claro, sendo recompensado por isso….

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Yule Cristina

10/11/2015 - 12h56

Alguém viu o Aécio se solidarizando, pelo menos se fingindo de preocupado com as vítimas do crime que aconteceu em Mariana? Ou ele está muito ocupado apoiando pseudos caminhoneiros na tentativa de parar o Brasil, quando nem reivindicações têm, como disse o tal líder, só queremos derrubar a presidenta DILMA. Inclusive em Bento Rodrigues tem verdadeiros caminhoneiros que perderam tudo, se o senador nota zero se preocupa tanto com essa categoria de trabalhadores, está na hora de demonstra-lo na prática, liderando um esquema de apoio aos que perderam tudo, até o direito de ter uma casa para onde voltar depois de uma longa jornada, para um merecido descanso.

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Marco Bechir

10/11/2015 - 12h45

Excelentemente articulado pelo Azenha.
O tenebroso, tétrico, aterrador, lúgubre, triste, tenebroso, pavoroso, medonho, lôbrego, fúnebre, e libertino poder tirano que assola o Brasil. Não há como frear essa sopa primordial de corrupção.

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Sandra de toledo

10/11/2015 - 12h31

A mineração foi privatizada, mas a fiscalização não. Onde estavam os prefeitos os deputados estaduais e federais que deveriam estar protegendo seus eleitores. Se a empresa fez tudo o que quis foi porque ninguém cuidou. ESSE mundo de políticos, esqueci dos vereadores, só se importaram em quando a mina rendia ora região. Ninguém fez nada. A não ser se locupletar . Em terra de ninguém, não a leis. E haviam

Responder

Antonio Carlos

10/11/2015 - 11h51

Só uma duvida Azenha: por que ao longos dos últimos 13 anos, principalmente durante os 8 anos do Governo Lula, a lei Kandir não foi revogada ? É esse tipo de coisa que não entendo….Lei Kandir, tributação de grandes fortunas, reforma fiscal….não adianta meter o pau nas cagadas de FHC, quando quem está com a caneta na mão nos últimos 13 anos é o PT. Agora neste momento com o governo em frangalhos que a situação está difícil mesmo.

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    Ojuara Reis

    10/11/2015 - 17h11

    Disse tudo. Era o tipo de coisa que eu esperava do governo do PT, principalmente de Lula. Mas infelizmente o vil metal falou mais alto.

Romanelli

10/11/2015 - 11h49

jura_por_deus que não passou um comentário meu ?! Caracas ..digo, Chaves ..ups, Maduro

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Nelson

10/11/2015 - 11h42

Texto excelente, Azenha. Aborda as questões relativas ao “acidente” em si, mas também outra, de grande importância, que é a questão da soberania dos povos e do interesse público, que deve ou deveria vir antes dos interesses privados.

Os que seguem acreditando que a privatização vai nos levar a um mundo maravilhoso devem ler, reler e tornar a ler, com muita atenção o artigo

“O que aconteceu com a Vale, privatizada a preço de banana, é o mesmo que se pretende fazer com a Petrobras: colocar a empresa completamente a serviço dos acionistas, não do Brasil.”

“A questão-chave está no ritmo da exploração das reservas minerais. Num país soberano, o ritmo é ditado pelo interesse público.”

“Como denuncia seguidamente o Lúcio Flávio Pinto, o ritmo da exploração do minério de ferro de Carajás é um crime de lesa-Pátria.”

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Lafaiete de Souza Spínola

10/11/2015 - 11h25

O Azenha afirma a mais pura verdade:

“Infelizmente, a elite brasileira até hoje se mostrou incapaz de formular um projeto soberano de país. Isso vale para PSDB, PT e todos os outros, como ficou evidente na tragédia de Mariana.”

Isso é um crime!
Os defensores das privatizações, a qualquer preço, do estado mínimo até para fiscalizar, ficam calados.
Privatizam o lucro e socializam a desgraça!

Tenho a mesma opinião do Azenha, quando ele afirma na incapacidade da nossa elite, em executar um projeto soberano de país.

Sentindo esse vácuo, costumo a apresentar meu modesto projeto de construção de um partido, diferente de todos. Diferente, pois, propõe, sem o uso da força ou golpe milagreiro, a participação do nosso povo! É só ler! O triste é que muitos declaram desejar mudanças, mas desde que tudo continue sob a batuta das mesmas figuras! Pergunto: E o povo? O povo, sem educação, sem informação, deve continuar à espera de um salvador da pátria? Continuará sendo o grande rebanho?

https://www.facebook.com/LafaieteDeSouzaSpinola/posts/376383689185712

Por um partido genuinamente do povo que dê prioridade à educação: https://www.facebook.com/LafaieteDeSouzaSpinola/posts/536024086555004
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    Waldomiro

    13/11/2015 - 13h00

    Prezado Lafaiete,
    Muito já se falou neste post, mas gostaria de compartilhar com vc, pois o Azenha tocou num ponto fundamental para entendermos um pouco mais sobre o nosso país.
    Sou professor da UFMG e mais recentemente me tornei um preservacionista, muito em função de um terreno recebido como herança, o qual possui uma expressiva nascente de água. Por causa disso ando bem a par das questões ambientais
    Quando o Azenha diz que a elite brasileira não conseguiu formular um projeto soberano para o país, precisamos pontuar alguns fatos da história da educação no Brasil.
    Primeiro precisamos identificar qual elite é essa? A elite econômica, a elite militar, a elite intelectual?
    Ocorre que os projetos agenciados por políticos e economistas desprezam solenemente as pesquisas e conhecimentos gerados em nossas universidades. A aprovação do código florestal em 2012 é um exemplo claro disso. Todos os pareceres técnicos sobre clima e vegetação foram ignorados neste episódio, como mostra o filme A lei da Água https://aleidaaguafilme.wordpress.com
    A Universidade de Brasília, em 1964, possuía um projeto de educação para o país, o qual foi parcialmente implantado com sucesso por Anísio Teixeira na Bahia. No entanto a UNB foi fechada em 1964 e seu reitor Anísio Teixeira e o vice-reitor Darcy Ribeiro perseguidos. Anísio “encontrado morto” em 1971.
    Indo mais longe, Getúlio Vargas recusou enquanto pôde a implantação de um projeto amplo para a educação no país, (Escola Nova) e terminou por sucumbir a pressões das instituições católicas de ensino, que hoje vão muito bem, obrigado, na função de educar os nossos jovens.
    Anísio, naquela época, tb foi perseguido e se refugiou no interior da Bahia para criar os filhos.
    A atual estrutura departamental de nossas universidades foi redesenhada durante a ditadura, por forte influência dos Estados Unidos, se puder, assista https://www.youtube.com/watch?v=UqgpnC42Caw
    O Ministério da Educação sempre esteve sob forte vigilância das “elites” para evitar qualquer subversividade.
    Você viu o que é o Plano Nacional de Educação, recentemente publicado? Há ali algum projeto de educação? NÃO.
    O que há são indicadores, gráficos e gráficos.
    Portanto, nós professores, temos chance de interferir no processo? Quem nos considerará? Somos parte dessa elite? Eu não me considero.
    Somos, isso sim, muito perigosos para os planos da elite, isso sim, e por isso somos vigiados de perto.
    Por isso fecham as escolas públicas, caro Lafaiete.
    Estamos lidando com forças inteligentes, e por isso temos que usar de inteligência.
    Pausa para o almoço, boa tarde
    Waldomiro

Leo V

10/11/2015 - 11h16

É preciso ouvir os trabalhadores que estavam no dia a dia da empresa. Eles mais do que ninguém sabem o que ocorria e as prioridades da empresa.

Os acidentes só são vistos quando saem dos portões da empresa, em catástrofes como essa, mas são o cotidiano dos trabalhadores da mineração.

A propósito, nos três anos últimos anos morei em Belo Horizonte e pude conhecer mineiros, a maioria sindicalista, de diversas empresas, inclusive da Samarco e da região atingida, como participante de um projeto de pesquisa-extensão. Tema bastante discutido nos encontros com os mineiros era a dificuldade de aplicar o ‘direito de recusa’ (diante de risco grave e iminente), previsto na legislação, e que talvez tivesse poupado algumas vidas em Mariana ou mesmo todas. A Nota abaixo do PSTU traz pistas sobre isso.

“Nas horas anteriores ao rompimento da barragem, segundo o relato de vários trabalhadores, foram sentidos sinais de rachaduras, o que foi informado à empresa, mas a ordem foi seguir trabalhando.

Trata-se de uma barragem que está em funcionamento há mais de 20 anos, sem fiscalização do estado e consequentemente sem manutenção por parte da empresa.

Mais de uma vez, e não apenas em relação à Samarco, mas também à Vale e à CSN , os trabalhadores e os Sindicatos têm alertado sobre os altos índices de adoecimentos e de acidentes existentes na mineração.

Nos últimos anos, repetidas vezes tem sido proposta dos trabalhadores a criação de agentes de saúde e segurança para atuarem juntamente com as Cipas e sindicatos e garantir uma inspeção cotidiana das condições de trabalho dentro das empresas.

O modelo predatório com que estas empresas trabalham para garantir o máximo de lucros no mínimo de tempo com os menores gastos possíveis, só pode gerar acidentes e mortes, como as que tragicamente ocorreram ontem.”

http://pstuvale.blogspot.com.br/2013/10/nota-do-pstu-sobre-tragedia-ocorrida-na.html

Responder

Waldomiro

10/11/2015 - 10h32

Caríssimos, atentem para o que está acontecendo no Brasil neste momento.
A tramitação do PL 2946 2015 do governador de MG, Fernando Pimentel, citado na matéria, facilita o caminho para a instalação de novas mineradoras, “simplificando” o processo de licenciamento ambiental e tirando das mãos do COPAM a decisão de aprovar ou não aprovar novas licenças.
Além disso, tramita no Congresso Nacional um projeto que altera o SNUC, que é o Sistema Nacional de Unidades de Conservação criado pela lei 9985/2000. Entre as alterações, está a permissão para que se instalem minerações no entorno de parques e reservas, que em geral são grandes produtores de água!!!.
Ou seja, mais água para mineradoras em plena crise hídrica! Isso confirma o que está dito acima, que nosso Estado está na mão dos interesses econômicos, e não está nem aí para o bem estar da população.
É claro que o assunto, ainda mais depois desse acidente, está sendo tratado muito discretamente.
Resumindo, os caras estão a fim de ferrar com a gente!

Responder

Guilherme

10/11/2015 - 09h45

Que tragédia! Sem palavras para descrever meu sentimento em relação à perda ambiental!

Há tantas vertentes a se questionar, mas há uma que ainda não vi.

ÁGUA!!
Como era a outorga de água para a Samarco?
Como que pode uma empresa armazenar tanta água e deixar populações ribeirinhas quase secas?
A barragem era para rejeitos da Samarco e outras minas da Vale?
O estrago no leito de córregos e principalmente no Rio Doce, será reparado parcialmente ou integralmente? Quem vai dar vida aos rios novamente? A mortandade de peixes é de 100%!
Quem vai desassorear os cursos de água?
Quem analisou a qualidade da água após o acidente?
O que será feito da vida da população ribeirinha?

São tantas perguntas que ficarão sem respostas!
Infelizmente!

Responder

Romanelli

10/11/2015 - 09h34

Verdade, a CVRD foi vendida a preço de banana (US$ 3 bi, em 97, pra 29% do capital ..deu retorno em 2 anos ..um crime de lesa pátria vendido com o mapa da mina) ..e o PT não fez nada depois..
.
..mais, a isenção de ICMS é uma vergonha, e o PT não fez nada depois, .agora, verdade seja feita, não adianta tributar em 18% e ficar fora do mercado internacional, não é verdade ? ..tem-se que dosar, ser flexível no tempo e no momento
.
Outro fato ..estas estatais estão mesmo a serviço do país ou de seus funcionários e apaniguados políticos, artistas, jornalistas, esportistas, estes ETERNOS deformadores de opinião e mamadores da República, hein ? ..tenho sérias dúvidas a respeito ..nossos preços e tarifas são sempre os mais caros pro POVÃO, é um dreno de renda que NUNCA tem fim ..e enquanto isso, lá em Brasilia ou no RJ, é sempre uma feeesta
.
Tb não adianta ficar segurando a pré sal em épocas de implementação de fontes de energia alternativa – mesmo pq seu volume não iria INUNDAR o mundo coisa nenhuma (o óleo de US$ 130 já esta em US$ 47 o barril) ..é uma questão tb a se pensar, o “custo de oportunidade”, ou será que aqui alguém ainda acredita no cavão como solução?
.
Problema básico é que é tão difícil de enquadrar estes CHUPACABRAS (estatais e sindicatos de pelegos por exemplo), que mesmo contrariando a lógica econômica e nacionalista mais básica, a maioria dos governantes prefere, se tiver força política, se livrar deste pepino a ter que desenvolver métodos CIENTÍFICOS administrativos de desempenho (vide a Petrobrás poer exemplo) ..uma pena.
.

Responder

    cesario

    10/11/2015 - 14h21

    O PT vai fazer o que? a merda ja foi feita,a vale ja foi doada,só vai ser possivel fazer algo quando a Máfia do psdb perder influência na midia e orgãos ligados a justiça.. E a vale Deu retorno para quem? Para os gringos só ,o Brasil ficou com o prejuizo!

    Romanelli

    11/11/2015 - 07h29

    A Vale deu retorno acelerado (criminosos) pra quem a arrematou em 97, tipo o Bradesco e a Mitsui ..fora pro governo e seus PARASITAS (do RJ e de Brasilia) e os fundos SEM FUNDO de pensões, hoje quase todos com um rombo de meter medo (Petrus, Previ, Aerus, Postalis etc)

Helbert Fagundes

10/11/2015 - 09h15

Bom dia,

a reportagem fala tudo! Mas até onde vamos, falo de nós brasileiros que acha o preço da gasolina cara e paga em 600ml de cerveja R$ 7,00. O que quero dizer que não damos valor em umas coisas e brigamos com outras que não tem valor algum, ou seja, a Petrobras não vale nada, mas as cervejaria brasileiras sim ou qualquer outra empresa que não esteja a favor do povo brasileiro!

Responder

Cláudio

10/11/2015 - 08h13

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: * * * * 08:13 * * * * Ouvindo As Vozes do Bra♥♥S♥♥il e postando: Cultura

Brasil precisa continuar trilhando caminho da democracia, diz Dilma
09/11/2015 23h46 Brasília * Paulo Victor Chagas – Repórter da Agência Brasil

Ao participar hoje (9) da cerimônia de entrega da Ordem do Mérito Cultural a diversas personalidades e instituições, no Palácio do Planalto, a PresidentA Dilma Rousseff disse ao discursar que o país passa por um momento “especial”.
“Nós, brasileiras e brasileiros, vivemos sem dúvida um momento especial. Estamos diante da tarefa de continuar trilhando o caminho da democracia, da tolerância, do respeito às diferenças, da convivência democrática e solidária”, afirmou.

A Ordem do Mérito Cultural é entregue anualmente a pessoas e entidades que contribuíram
para o desenvolvimento da identidade cultural do país em segmentos como música, audiovisual, moda, artes plásticas, literatura, gastronomia, culturas populares e tradicionais.

Este ano, na 21ª edição do evento, foram agraciados, dentre outros, os músicos Arnaldo Antunes, Daniela Mercury, Rolando Boldrin e Marcelo Yuka, o cineasta Walter Carvalho, o maestro Adylson Godoy, o escritor Rui Mourão, o fotógrafo Luís Humberto e o mestre de capoeira João Grande.

De acordo com a PresidentA, todos os homenageados merecem “o nosso aplauso e nosso
agradecimento”. “Falam com a alma e fazem a alma da nossa nacionalidade. São todos à sua maneira, cada um, tradutores dos símbolos, sentidos, crenças, necessidades utopias, defeitos e características do povo brasileiro. Vocês representam melhor nossa tradição e nossa vanguarda”, disse.

Representante da Articulação dos Povos Indígenas, a índia Sônia Guajajara, que tem atuado em Brasília de mobilizações em favor dos direitos dos índios, e a Mãe Beth de Oxum, pelo trabalho de valorização das matrizes africanas, também foram homenageadas.

Apoio a Dilma

Ao discursar durante a cerimônia, o homenageado especial da Ordem do Mérito Cultural, Augusto de Campos, prestou o que chamou de “gesto cívico” à presidenta, que enfrenta
pedidos de impeachment protocolados no Congresso Nacional.

Augusto de Campos elogiou Dilma, dizendo que sempre a viu como “heroína na luta pela democracia nos abomináveis tempos da ditadura”. Em uma fala aplaudida pelos presentes, o artista disse que a vê “neste momento resistir com a mesma firmeza e coragem àqueles que tensionam ingloriamente mal ferir a integralidade das nossas instituições democráticas”.

Cortes para a Cultura

O ministro da Cultura, Juca Ferreira, em entrevista a jornalistas antes do evento, disse que o ministério tem conseguido prestar os serviços mesmo com a redução do Orçamento. Juca Ferreira informou que se reuniu com Dilma para discutir o assunto, mas que continua em negociação com o objetivo de, caso haja contingenciamento no próximo ano, ser o mínimo possível.

“Temos deficiências, é evidente. Estamos em processo de construção, e o corte pode nos
fazer retroceder a situações que nós já ultrapassamos no ministério”, afirmou.

Durante a cerimônia, o cantor e compositor Caetano Veloso fez um show em que cantou
sucessos do seu repertório, como Tropicália e Alegria, Alegria.

FONTE:
http://agenciabrasil.ebc.com.br/cultura/noticia/2015-11/brasil-precisa-continuar-trilhando-caminho-da-democracia-diz-dilma

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Ley de Medios Já ! ! ! ! Lula 2018 neles ! ! ! !

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José Carlos Vieira Filho

10/11/2015 - 08h11

“Espanta é que os governos federal, estadual e municipal, que em tese deveriam atuar de forma independente — em nome do interesse público — não o façam.”
Depende, que público? O deles não somos nós, o povo.

Responder

Cláudio

10/11/2015 - 04h13

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: * * * * 04:13 * * * * Ouvindo As Vozes do Bra♥♥S♥♥il e postando:
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Apoio a Dilma
::
Ao discursar durante a cerimônia da 21ª edição de entrega da Ordem do Mérito Cultural (OMC) a diversas personalidades e instituições (dentre outros, os músicos Arnaldo Antunes, Daniela Mercury, Rolando Boldrin e Marcelo Yuka, o cineasta Walter Carvalho, o maestro Adylson Godoy, o escritor Rui Mourão, o fotógrafo Luís Humberto, a arqueóloga paulista e cidadã piauiense Niède Guidon, o compositor Humberto Teixeira (in memoriam) e o mestre de capoeira João Grande), o homenageado especial da OMC, poeta e tradutor Augusto de Campos, pioneiro do movimento Concretista na literatura brasileira, prestou o que chamou de “gesto cívico” à PresidentA, que enfrenta pedidos de impeachment protocolados no Congresso Nacional.
::
Augusto de Campos elogiou Dilma, dizendo que sempre a viu como “heroína na luta pela democracia nos abomináveis tempos da ditadura”. Em uma fala aplaudida pelos presentes, o artista disse que a vê “neste momento resistir com a mesma firmeza e coragem àqueles que tencionam ingloriamente malferir a integralidade das nossas instituições democráticas”.
.:.
A propósito do evento, confira a matéria da Agência Brasil EBC, com o título “Brasil precisa continuar trilhando caminho da democracia, diz Dilma”, no seguinte “link” (ligação) para o texto da reportagem:
:
http://agenciabrasil.ebc.com.br/cultura/noticia/2015-11/brasil-precisa-continuar-trilhando-caminho-da-democracia-diz-dilma
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Ley de Medios Já ! ! ! ! Lula 2018 neles ! ! ! !
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Fabio Nogueira

10/11/2015 - 00h39

Indenização para os sobreviventes e para as famílias dos morreram, reparação pelos danos materiais, compensação pela destruição ambiental em extensão jamais vista… a solução é uma só: REESTATIZAÇÃO DA VALE, JÁ!

Responder

Mineirim

10/11/2015 - 00h23

E pensar que os tais relações públicas e os dirigentes da empresa devem ser pessoas nascidas no Brasil, mas entre os interesses da Nação, da pobre população prejudicada com o derramamento ao longo dos rios (perdas de vidas humanas, animais, plantações, etc), e aqueles do empregador, defenderão os do empregador, e dane-se o país.

Responder

Leo

09/11/2015 - 23h13

Brilhante, Azenha. Texto límpido e imparcial, justamente aquilo que “não vemos na mídia”.
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Apenas replico aquela pergunta que, até hoje, ninguém respondeu: “Brasil, … quero ver quem paga pra gente ficar assim”?
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Abraços!

Responder

Cláudio

09/11/2015 - 23h13

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: * * * * 23:13 * * * * Ouvindo As Vozes do Bra♥♥S♥♥il e postando: Estive assistindo pela TV NBR (via internete) até há pouco, à cerimônia de homenagens e entrega da Ordem do Mérito Cultural 2015 a 29 pessoas e 5 entidades, entre elas o artista Arnaldo Antunes, Humberto Teixeira, Rolando Boldrin, Marcello Yuka e outros/outras. O principal homenageado, o poeta e tradutor Augusto de Campos, do Concretismo, fez um discurso breve mas muito interessante, que vale a pena os blogs progressistas conferirem.

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Ley de Medios Já ! ! ! ! Lula 2018 neles ! ! ! !

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Responder

Gerson Carneiro

09/11/2015 - 22h19

Putz!

Só vamos saber o qu se passa na Amazônia no dia que acontecer uma merda lá.

Responder

    arara

    10/11/2015 - 00h13

    Rapaz, muitas merdas acontecem na amazônia todos os dias, há anos … infelizmente.

    O filme “Iracema, uma transa amazônica” de 1974 já mostra um pouco disso.

    Aconselho uma viagem por lá. A mais recente fiz entre 2014-15.

    Fabio Nogueira

    10/11/2015 - 00h46

    O duro é que já tem muita merda acontecendo. Pergunte aos povos tradicionais próximos à UH Belo Monte. Pergunte aos Munduruku sobre as usinas no rio Tapajós. Pergunte aos Yanomami o que os garimpeiros e madeireiros estão fazendo em suas terras e rios. Mas, por algum motivo, as merdas lá parecem não incomodar os de cá. E pior: essas mineradoras estão ávidas para que seu canil, digo, bancada no Congresso, modifique as leis para que elas possam avançar sobre áreas protegidas, terras indígenas e quilombolas na Amazônia.

    Romanelli

    10/11/2015 - 09h37

    https://www.youtube.com/watch?v=7LY3WyNY3l0

Marcos Pinto Basto

09/11/2015 - 22h09

O rompimento desta barragem da Samarco em Mariana trouxe a debate a falta de fiscalização das mineradoras no Brasil. Os danos ambientais são muito maiores que todos os impostos que esta mineradora pagou ao estado e os danos morais e materiais que afetam os moradores de Mariana atingidos pela vazão dum mar de lama, são incalculáveis, muitos deles não têm dinheiro no mundo que os pague. Culpado número um, o estado de Minas Gerais que não fiscalizou corretamente as atividades da Samarco, mas o governo federal também tem grandes culpas que devem ser atribuídas ao ministério de minas e energia que não fazia fiscalizações corretas e periódicas.
Começando agora o jogo de empurra responsabilidades, com a Samarco fugindo delas pelas ” habilidosas” mãos dos eternos vendidos deputados que terminam nos administradores municipais, outros vendidos a preço de mandioca contaminada por metais pesados. Os cidadãos atingidos pela catastrofe devem organizar-se num movimento nacional, exigindo total reparação pelos danos materiais e morais, empunhando o estandarte da reparação ambiental, ação que deve ser levada a efeito pelos próprios cidadãos atingidos, pondo de lado os parlamentares oportunistas, mesmo que demonstrem muito boa vontade. A hora deles já passou há décadas, os políticos nada fazem em prol do bem estar social do Povo! Mais uma prova disso está aí na tragédia de Mariana!

Responder

    Ronaldo B.

    10/11/2015 - 11h36

    Concordo totalmente.

    E mais: Além da costumeira incompetência do serviço público quase que de forma geral, eu pergunto: É apenas a Samarco a responsável?
    Entendo que não, pois se é dever do governo fiscalizar (em qualquer nível: federal, estadual ou municipal), e se ele não fiscaliza devidamente e ocorre tal tragédia, a Samarco não é certamente a única responsável.
    Assim, entendo que o serviço público fiscalizador deveria ser também responsabilizado diretamente, no mesmo nível que a Samarco – É muito fácil fiscalizar e exigir, mas na hora de também se responsabilizar pelo mau emprego do dinheiro público ou do não cumprimento da legislação, ele somente multe as empresas e pronto: fez o seu papel, e lava as mãos literalmente desta lama!!!!
    Tal como aconteceu na queda do viaduto em Belo Horizonte no ano passado: A prefeitura de BH não devia fiscalizar? Não só não fiscalizou, como também foi conivente, como todos sabem. E ninguém mais fala nada, a construtora foi multada (se foi), ninguém foi preso, a prefeitura não sabia de nada e nem foi punida de nada, e tudo já está esquecido!!
    Ou seja: Estamos somente nas mãos de Deus (graças a Deus).

    Waldomiro

    11/11/2015 - 21h45

    Caro Marcos,
    E vc tem conhecimento de que a Agenda Brasil do Renan Calheiros inclui um novo código de mineração, que facilita muito a vida das mineradoras?

Carlos Cleto

09/11/2015 - 21h40

Há uma coisa importante que está sendo omitida: a Barragem do Fundão nominalmente pertence à SAMARCO, mas recebe a maioria dos rejeitos das Minas da VALE do chamado “Complexo de Mariana”: Mina da Alegria, Mina de Água Limpa, Mina de Fazendão e Mina de Fábrica Nova.

Responder

FrancoAtirador

09/11/2015 - 21h33

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Para Reflexão
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Alguém já questionou se El Niño, La Niña
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e outros tantos Apelidos PseudoCientíficos
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são de fato Fenômenos Climáticos Naturais.
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Responder

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