VIOMUNDO

As águas e os tucanos: Sabesp segue Sanepar e privilegia acionistas

11 de maio de 2014 às 22h17

Governo tucano privilegia acionistas da Sabesp e população paulista fica sem água

Segundo especialista, a principal causa do racionamento é a falta de investimentos em novos mananciais porque o dinheiro foi repartido entre acionistas da empresa

Por Lúcia Rodrigues, especial para o Viomundo

A falta de água em São Paulo não pode ser atribuída à ausência de chuvas no último período. A principal causa para o esvaziamento do sistema Cantareira, maior reservatório da região metropolitana, se deve à falta de investimentos do governo do Estado na ampliação de novos mananciais. Essa é a conclusão do professor aposentado da Escola Politécnica da USP e engenheiro de hidráulica e saneamento Julio Cerqueira Cesar, um dos maiores especialistas na área.

Ele explica que estiagens são comuns em outros países e nem por isso a população fica sem água potável nas torneiras. “O que está acontecendo em São Paulo, acontece em qualquer lugar do mundo. Faz parte do ciclo hidrológico. A chuva não é a culpada. O problema é que o sistema de abastecimento de água tem de ter a capacidade de suprir essa variação na precipitação, e isso não ocorreu aqui”, enfatiza.

“O governo não investiu na ampliação de mananciais, são os mesmos de 30 anos atrás. Nesse período, a população cresceu em 10 milhões de pessoas (saltou de 12 milhões para 22 milhões). Os mananciais existentes não são capazes de atender a essa demanda. Essa é a grande causa da falta de água em São Paulo”, ressalta.

A falta de investimento na ampliação de novos mananciais tem explicação. Segundo o professor Julio, até o início da década de 1990, o objetivo da companhia era atender a população com saneamento básico, para manter a saúde pública em níveis adequados. “Até 90, a companhia era comandada por engenheiros sanitaristas, depois disso a Sabesp aderiu ao lucro de corpo e alma. Deixou de se preocupar com seus usuários e passou a se preocupar com seus acionistas. Hoje quem comanda a Sabesp são economistas e advogados. O objetivo da empresa mudou. É para dar lucro para os acionistas.”

Para o geólogo e deputado estadual Adriano Diogo (PT-SP), líder da minoria (PT – PSOL – PCdoB) na Assembleia Legislativa de São Paulo, a lógica do lucro na Sabesp é anterior à década de 90, e remonta à época da ditadura militar. “Vem desde o Maluf, mas os tucanos intensificaram a mercantilização da água ao abrir o capital da Sabesp em Bolsa. Isso agudizou o problema, porque os acionistas não querem abrir mão do lucro para se fazer os investimentos necessários, por exemplo, na ampliação dos mananciais.”

Apesar de não ter sido privatizada nos moldes tradicionais, na prática a Sabesp deixou de ser pública. Em 2000, a companhia teve inclusive seu capital acionário aberto na Bolsa de Nova York. “Com a abertura do capital, a companhia deixou de ser uma empresa de saúde pública e virou um balcão de negócios. Só se preocupa com o lucro dos acionistas, que estão muito satisfeitos”, afirma o professor Julio.

Com faturamento anual na casa dos R$ 10 bilhões e lucro líquido em torno de R$ 2 bilhões, a Sabesp tem repassado anualmente a seus acionistas aproximadamente R$ 500 milhões. “Os acionistas estão dando risada, enquanto os usuários choram”, ironiza o professor, ao se referir à falta de água que atinge os moradores da região metropolitana de São Paulo.

O professor conta que dez anos após o capital da companhia ter sido aberto na Bolsa de Nova York, a Sabesp foi premiada nos Estados Unidos por ser a empresa que mais se valorizou no período. “Sucesso financeiro e fracasso completo em saúde pública…”, sentencia.

Lucro X Investimento

Para ele, a abertura das ações na Bolsa de Nova York é um dos principais motivos da falta de investimento na ampliação dos mananciais para o abastecimento de água da população de São Paulo. “Não investe porque só quer ter lucro para repassar aos acionistas. Estar na Bolsa de Nova York é sintomático. A Sabesp entrou na lógica do lucro, deixou de se preocupar com água e saneamento básico, para se preocupar com seus acionistas.”

O deputado petista destaca que o comportamento da Sabesp é diametralmente oposto ao da Petrobras, que também tem ações em Bolsa, mas não abriu mão de investir. “A Petrobras não deixou de fazer os investimentos necessários, tanto é que descobriu o pré-sal”, alfineta. Adriano Diogo também é critico em relação ao valor da tarifa cobrada dos usuários pela Sabesp. “É uma das contas de água mais caras do mundo. Isso é para dar lucro para os acionistas.”

Para o ex-governador do Paraná, senador Roberto Requião (PMDB-PR), “o aumento da tarifa e a fantástica distribuição dos lucros nas bolsas” são consequências da privatização do interesse público. “O objetivo não é mais o saneamento básico e a purificação da água, mas dar lucro aos acionistas. Transformaram a água numa commodity [mercadoria]”, critica.

Requião afirma que o resultado de uma empresa de água deve ser medido pelo serviço que presta à população e não pelo lucro que gera a seus acionistas. Ele teme que seus adversários também abram o capital acionário da Sanepar, a companhia de água e saneamento do Paraná, em Bolsa. Parte dela já havia sido vendida por seu antecessor.

“Empresa de água tem de ser pública. Quando saí do governo, deixei em caixa na Sanepar R$ 1 bilhão. O Beto Richa (atual governador do Estado) chegou e aumentou a participação (dos acionistas) de 25% para 50% e passou a não fazer mais investimentos. O Estado não tem de tirar dinheiro da empresa, tem de reinvestir.”

O governador Beto Richa, do Paraná, é do mesmo partido de Geraldo Alckmin, seu colega paulista: PSDB.

Medo da eleição

Mas a falta de investimentos em novos mananciais devido à preponderância na valorização dos interesses dos acionistas em detrimento do bem-estar da população está se tornando o grande pesadelo do governador paulista, Geraldo Alckmin (PSDB).

A falta de água representa um risco real à sua reeleição. “O governador não assume o racionamento porque quer ser reeleito e acha que se fizer, não será. Está empurrando a crise da água em São Paulo, com a barriga, politicamente… É impressionante a desproporção entre o tamanho do problema e a pequenez das soluções adotadas pelo governo”, critica o professor.

Além da crise que atinge os moradores da região metropolitana neste momento, três milhões de pessoas já sofriam com a falta de água antes desse problema. “A Sabesp faz ligação de rede pra todo mundo, porque assim cobra a tarifa, só que depois não leva a água até a casa das pessoas. Diz que o cano furou… Infelizmente são os pobres que pagam…”

Ele revela que há um déficit de 13 metros cúbicos de água por segundo entre o que é oferecido pela Sabesp e o que é demandado pela população. Os reservatórios fornecem em torno de 72 metros cúbicos por segundo, quando deveriam liberar 85.

A situação é gravíssima. Um técnico da companhia que não quer se identificar com medo de represálias, porque a Sabesp persegue quem aponta seus erros, reforça a preocupação do professor. “Este ano há o risco de um colapso.”

“A Cantareira seca no próximo mês”, frisa Julio. “E o Alto Tietê deve secar até no máximo novembro, se as coisas continuarem do jeito que estão”, completa o funcionário.

Desperdício

Um dos problemas levantados pelo técnico para o agravamento da crise é o desperdício de água pela própria Sabesp, que hoje ultrapassa os 30% do volume produzido, segundo dados da Agência Reguladora de Saneamento e Energia de São Paulo (Arsesp). Esse percentual de desperdício é suficiente para abastecer uma cidade como Campinas.

Os vazamentos em grande medida são fruto da política adotada pela companhia, que optou por terceirizar parte de seus serviços. “Isso tem reflexo na qualidade do serviço prestado. Não dá pra comparar o trabalho de um funcionário da Sabesp com o de uma (empresa) terceirizada. Quem é terceirizado não recebe a mesma formação que nós, a rotatividade dessas empresas é muito grande. Por isso, não é raro que logo depois de se instalar uma rede, ela esteja vazando”, explica.

Ele revela como essa política também pode aumentar drasticamente o valor da conta de água. “Quando falta água, entra ar nos canos e o hidrômetro começa a girar que nem louco. Isso faz com que a conta de água aumente muito, sem a pessoa saber o porquê. Se são técnicos da Sabesp, fazem ventosas no sistema para retirar esse ar, mas os terceirizados não fazem isso…”, lamenta.

Racionamento vai perdurar

Para o professor Julio, a população vai pagar pelo erro do governo do Estado de São Paulo. Ele considera inevitável o racionamento no curto e médio prazo. O próximo ano deve ser ainda mais difícil. Ele prevê que o racionamento dure em torno de dois anos.

“Se (Alckmin) quisesse resolver tecnicamente o problema, já deveria ter começado o racionamento em dezembro do ano passado e tomado uma série de providências, mas não fez isso. O governador quer empurrar o problema para depois das eleições.”

“A boa notícia é que temos água em condição de ser trazida para as cidades, o problema é que essas obras demoram muito para serem concluídas.”

O professor se refere à bacia hidrográfica localizada no Vale do Ribeira. “Lá há pouca gente e uma quantidade enorme de água. Não vai afetar em nada a vida dos moradores.”

[O Viomundo depende de seus assinantes para fazer reportagens que não saem na mídia corporativa. Torne-se um deles!]

Leia também:

Ricardo Gebrim: Por uma Assembleia Constituinte já!

Investigação VIOMUNDO

Estamos investigando a hipocrisia de deputados e senadores que dizem uma coisa ao condenar Dilma Rousseff ao impeachment mas fazem outra fora do Parlamento. Hipocrisia, sim, mas também maracutaias que deveriam fazer corar as esposas e filhos aos quais dedicaram seus votos. Muitos destes parlamentares obscuros controlam a mídia local ou regional contra qualquer tipo de investigação e estão fora do radar de jornalistas investigativos que trabalham nos grandes meios. Precisamos de sua ajuda para financiar esta investigação permanente e para manter um banco de dados digital que os eleitores poderão consultar já em 2016. Estamos recebendo dezenas de sugestões, links e documentos pelo [email protected]

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MARCOS F.L.

19/05/2014 - 18h03

A missão de um empresa de água e esgoto não é ter lucro exorbitante e sim trabalhar com equilíbrio financeiro e ainda mais quando se trabalha com o elemento essencial a vida.

Responder

Bárbara de Pindorama

14/05/2014 - 11h45

Caro Azenha, deixe-me postar II – sugiro criar um espaço para denúncias com nome oculto, mas não anônimas.

Rótulos de remédios e inseticidas.

Há anos vimos lutando para que o Congresso – que não trabalha para nós e não nos representa mais – regulamentasse os rótulos de remédios e venenos com
-letras grandes suficicentes para leitura
-informações acerca dos reais efeitos colaterais

Décadas depois o que temos?

– rótulos que não podem ser lidos mesmo com lupas
– ocultação de informações relevantes
– bulas mal escritas em geral, diagramação estranha ou generalizadas demais e aplicáveis a mais de um produto
– priorização de espaço nas embalagens de veneno para decoração em detrimento da informação

Nem idosos são respeitados em seus direitos. Não temos mais a quem recorrer.

Responder

Bárbara de Pindorama

14/05/2014 - 11h38

Falando em saneamento……. deixe-me postar isto, por favor

A palavra sustentabilidade já se prostituiu, para o azar do público.
Vi no supermercado um saco de lixo diferente – verde – e a palavra sustentabilidade, bem grande. Preço: olhos da cara, da minha cara que não leram direito a tapeação. Comprei.

Chegando em casa fui ver qual a sustentabilidade do produto. Pasmem: estava escrito “pode ser reciclado” , O que isso significa?
Significa que se alguém catar esse saco lá no lixão, e levar para uma empresa de reciclagem, ele pode ser reciclado, virar uma sacola plástica novamente. Engodo! Eu poria na cadeia sem dó. Mas não posso.

Eu, consumidora, na pressa imaginei que esse saco fizesse alguma diferença de alguma sacolinha plástica qualquer….

Responder

Regina Braga

13/05/2014 - 21h43

Demotucanos ,não tiveram afinidade com as Cachoeiras…preferem morrer de sede com a Sabesp.Mas não conseguem fugir das águas nem das ilhas!

Responder

ANDRE

13/05/2014 - 17h49

PSDB quer proibir que a população saiba da falta de água em São Paulo

PSDB vai à Justiça Eleitoral contra pesquisa sobre falta d’água em SP
A falta d’água no Estado de São Paulo afetou 23% dos paulistas nos últimos três meses. O índice sobe para 35% na região metropolitana, contra 30% na capital e 14% no interior. O problema é duas vezes maior entre as famílias de menor renda, atingindo 12% dos que ganham mais de dez salários-mínimos e 25% entre os que recebem até um salário.”
A falta d’água no Estado de São Paulo afetou 23% dos paulistas nos últimos três meses. O índice sobe para 35% na região metropolitana, contra 30% na capital e 14% no interior. O problema é duas vezes maior entre as famílias de menor renda, atingindo 12% dos que ganham mais de dez salários-mínimos e 25% entre os que recebem até um salário.”

“Os dados são de pesquisa do Instituto Data Popular, que ouviu 18.534 pessoas em 70 cidades do Estado. Pelo levantamento, 59% dos paulistas acreditam que sofrerão com falta d’água até o fim do ano. E apontam como principal culpado pelo problema o governo estadual (Geraldo Alckmin (PSDB) (41%), a Sabesp (29%), o governo federal (9%) e a falta de chuva (7%).”

PSDB quer proibir que a população saiba da falta de água
O diretório paulista do PSDB apresentou nesta quarta-feira (7) uma notificação à Justiça Eleitoral contra o Instituto Data Popular por causa de uma pesquisa de opinião sobre a falta d’água no Estado, governado pelo tucano Geraldo Alckmin.

O partido considera que o levantamento feito com 18.534 pessoas em 70 cidades “tem nítida natureza eleitoral” e deveria ter seguido recomendações como o registro prévio. Parte dos resultados foi publicada na coluna Mônica Bergamo de hoje.

Procurado para comentar a ação, o presidente do instituto, Renato Meirelles, não foi localizado.

Segundo a pesquisa, a falta de abastecimento afetou 23% dos paulistas nos últimos três meses. O índice sobe para 35% na região metropolitana, ante 30% na capital e 14% no interior. O problema é duas vezes maior entre as famílias de menor renda, atingindo 12% dos que ganham mais de dez salários-mínimos e 25% entre os que recebem até um salário.

Ainda de acordo com o instituto, 59% dos paulistas acreditam que sofrerão com falta d’água até o fim do ano. Eles apontam como principal culpado pelo problema o governo estadual (41%), a Sabesp (29%), o governo federal (9%) e a falta de chuva (7%).

Para o PSDB, embora a pesquisa não seja sobre intenção de voto, ela “trata da avaliação do eleitor quanto a serviços públicos” e “impacta o ambiente eleitoral, em ano em que se realizam as eleições estaduais com a possibilidade de reeleição”.

A legenda pede, no documento, que o Tribunal Regional Eleitoral notifique o Data Popular para que o instituto forneça informações como o nome de quem contratou a pesquisa, valor pago por ela, questionário aplicado aos entrevistados e metodologia.

Além disso, o partido quer autorização para ter “acesso ao sistema interno de controle, verificação e fiscalização da coleta de dados, incluídos os referentes à identificação dos entrevistadores” para que “possa confrontar e conferir os dados publicados”. Deu na Folha

MP investiga Sabesp por descumprimento de acordo para uso do Cantareira

MP investiga Sabesp por descumprimento de acordo para uso do Cantareira
O MP (Ministério Público de São Paulo) investiga a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), que opera o Sistema Cantareira, por suposto descumprimento uma série de exigências estabelecidas em 2004 para a outorga de captação de água nas bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí.

Entre elas estão a falta de um plano de emergência para épocas de seca, falta de monitoramento do nível do rio Piracicaba e inexistência de ações que visassem reduzir a dependência da região de Campinas e da grande São Paulo do Sistema Cantareira.

Responder

JURIDICO

13/05/2014 - 16h48

Geraldo Alckmin esta furioso com JORGE AMADO por causa de QUINCAS BERRO D’água

Responder

Nikola

13/05/2014 - 16h07

LEIAM:
http://www.cartacapital.com.br/blogs/blog-do-serapiao/falta-agua-jorra-dinheiro-6176.html

Mostra que a falta de água em SP tem a ver com corrupção. E, como sempre, com acobertamento, pois as falcatruas foram denunciadas,mas não foram investigadas. Enquanto isso, a SABESP pagou dividendos aos acionaistas. O ‘mercado’ está satisfeito. A população, que não pode tomar banho todo dia, tem que conhecer esta história.

Responder

Edson Augusto

13/05/2014 - 14h57

Enquanto a Sabesp represa os lucros seus usuários entram pelo cano.

Responder

El Cid

13/05/2014 - 13h38

Fora de Pauta:

e “Volume Morto” virou manchete no dia 12/05/2014 no Jornal Nacional !!

http://www.dailymotion.com/video/x1ugh55_volume-morto-vira-manchete-no-jn_news

Responder

Fernando

13/05/2014 - 13h20

Desculpe, mas saindo da pauta, um trecho do artigo de Rui Daher, sobre um tem que vem sendo super manipulado pelo pig: a inflação

Em março passado, escrevia-se ser injustificado o assombro nos olhares de William e Patrícia, no JN da TV Globo, com a “inflação dos alimentos”, pois sazonais.
Aqui: http://terramagazine.terra.com.br/blogdoruidaher/blog/2014/04/12/pra-sabadear-na-disparada-dos-precos-dos-alimentos/

Agora, diante da queda na inflação, se constata: “Foi um choque agrícola, com altas nos preços do setor causadas por redução de oferta, devido a problemas climáticos”.

Ora, pois. Não pensem ver isso reconhecido com foco não adversativo. Manchete do caderno Economia, da Folha de São Paulo, em 10 de maio:

“Inflação cai em abril, mas fica mais perto do teto da meta em 12 meses”.

Insisto aqui em dois pontos:

1) Os aumentos de preços, quando não os sazonais ou aqueles administrados e ainda equivocadamente represados, são provenientes de expectativas causadas por um pessimismo exagerado com o Brasil, de fundo puramente político e restrito ao plano nacional, que faz indústria, comércio e serviços anteciparem o ganho marginal na precificação dos produtos;

2) Fazer política econômica ‘austera’, às custas de desemprego, queda na renda do trabalho e redução de gastos sociais, na espera de um futuro que, em décadas, apenas assegurou o bem-estar das classes privilegiadas, não é fruto de bons princípios da economia, mas crime eivado de pretensão política.
Quem assim escreve ou discursa, mente, e sabe disso.

http://terramagazine.terra.com.br/blogdoruidaher/blog/2014/05/12/economia-e-politica-troca-troca-de-dificil-penetracao/

Responder

Urbano

13/05/2014 - 12h29

Até água os tunganos transformam em pó… Em outras palavras: por ser tungonoma, aí sai devorando tudo de bom.

Responder

    Urbano

    13/05/2014 - 12h30

    Na verdade, tunganoma.

ANDRE

13/05/2014 - 01h56

7 caixas de Aécio Neves ou de seu dublê

Escalpo dos trabalhadores nas 7 caixas

Quando nos referimos às medidas antipopulares planejadas por Aécio Neves (PSDB) —
http://agenorbevilacquasobrinho.blogspot.com.br/2014/04/medidas-antipopulares-de-aecio-neves.html —, seus adeptos reclamaram e disseram tratar-se de invenção deste Blog.

São pelo menos 7 caixas.

Tal como o filme paraguaio 7 caixas, as propostas dos setores reacionários e conservadores (Aécio Neves ou Eduardo Campos, tanto faz, são personagens intercambiáveis) prometem, em convescotes em mansões, entregar desmembramentos.

No caso do filme de horror tupiniquim arquitetado por demotucanos e similares, endinheirados receberão, na hipotética vitória dos antitrabalhistas, o escalpo dos trabalhadores.

Cada uma das caixas traz um pedaço do esquartejamento:

Caixa 1 – dos direitos trabalhistas (salário mínimo arrochado porque, segundo os tucanos, “o salário mínimo é muito alto e inflacionário”);

Caixa 2 – da soberania do país (privatizações da Petrobras, do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal etc.);

Caixa 3 – do emprego (“desemprego cavalar para conter os preços e disciplinar as demandas dos trabalhadores”);

Caixa 4 – da “gastança do povo” (tarifaço de combustíveis e contas de luz para “conter a gastança do povo” e seus banhos que secam a Cantareira e reservatórios em Minas Gerais e outros lugares do país);

Caixa 5 – da poupança e do esforço nacional (juros estratosféricos para enriquecer ainda mais os rentistas e prejudicar fortemente a vida dos pobres e da classe média);

Caixa 6 – da autoestima dos brasileiros e das brasileiras (campanha insidiosa no PIG – Partido da Imprensa Golpista afirmando diuturnamente sobre nossa “incapacidade de fazer qualquer coisa funcionar”, que somos “os mais desgraçados do mundo”, que “tudo está perdido”, que o “fim está próximo”, que “o mundo acabará se não votarmos em Aécio Neves e seu genérico, Eduardo Campos”);

Caixa 7 – dos avanços do país (retroagir ao período do reinado FHC, no qual a privataria tucana (a corrupção) corria livre e solta (antes, como agora, PIG e STF não julgam demotucanos, os intocáveis); o desemprego subia sem freios e as perspectivas eram excelentes para os especuladores, difíceis para os trabalhadores e horríveis para os desempregados.

Cantada, idolatrada e montada sob ordens dos multimilionários, as 7 caixas (pelo menos) seriam entregues de imediato pelos candidatos porta-vozes dos ricos.

Resta saber como reagirão os potencialmente prejudicados para, profilaticamente, impedir esse desastre ensaiado pelas oligarquias.

Responder

Millena

13/05/2014 - 01h19

Seja l´qual foi o motivo pela falta de água já deve se pensar emformas de usar esse recurso com responsabilidade pensando em soluções é claro para suprir de imediato a população prejudicada,mas também medidas de longo prazo, não só por parte dos paulistanos e sim de todos os brasileiros.
Estamos perto das eleições e é inadimicivel dar mais um dedinho de confiança a esses oportunistas.

Responder

renato

12/05/2014 - 22h00

Sempre foi assim, a água dá para os 35% da população.
O resto é pobre e trabalhador.
Só não avisaram a DIREITA, que trinta e cinco %, da população
agora é mais gente..e é bem para estes que esta faltando água.
O resto que se Ex-PLO-da.
Já que não dá para afogar…

Responder

ANDRE

12/05/2014 - 21h18

política econômica de aocio neves:
Empresários produtivos se apavoram com ameaça de Aécio quebrar o Brasil

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) foi programado por FHC e Armínio Fraga com um discurso neoliberal bem ao agrado do setor financeiro e banqueiros, só que deu “bug” na hora de falar a industriais do setor produtivo.

Olhem só esta nota do jornalista Ilimar Franco:

Efeito ioiô
.
Os aliados de Aécio Neves estão preocupados com a consistência de seu discurso. Após criticar incentivos fiscais do BNDES, ele prometeu mantê-los diante da reação dos industriais na Abimaq. “Ele não pode adotar o discurso da Casa Das Garças”, resume um aliado. Ontem, foi a vez da presidente Dilma: “Tenho ouvido certas pessoas falarem contra (os subsídios), mas a agricultura sem crédito a custo adequado não se viabiliza”.

O problema é que todo empresário do setor produtivo conhece Armínio Fraga, aquele que elevou a taxa básica de juros a 45% e levou muita empresa à falência no segundo governo FHC.

As tais “medidas amargas” prometidas por Aécio não causam só o desemprego do trabalhador. O efeito danoso é mais amplo. Causa o fechamento de empresas brasileiras também.

Desse jeito, além de cortar o “S” do Social no BNDES, Aécio ameaça cortar também o “D” de desenvolvimento, levando o Brasil a um retrocesso econômico como ocorreu no governo tucano.

Já tem muito empresário do setor produtivo “desertando” de apoiar Aécio, apavorados com suas propostas recessivas, com medo de voltar a quebrar o Brasil.

O governo FHC quebrou o Brasil três vezes com crises localizadas em outros países como no Japão, na Rússia e a na Argentina. Imagine diante de uma crise mundial do tamanho desta que atingiu os EUA, a Europa e até reduziu o crescimento chinês? Ia ser um tal de fazer acordo com FMI e vender a Petrobras a preço de banana para pagar dívidas, como fizeram com a Vale.

Por mais afinidade ideológica com o modelo neoliberal e concentrador de renda de Aécio, tem muito empresário reaça com muito mais confiança na competência e na política desenvolvimentista de Dilma para conduzir o Brasil. Vão fazer careta na hora de votar, inclusive por mero preconceito, mas quem é do setor produtivo vai acabar votando na Dilma, até por instinto de sobrevivência.

Empresários produtivos se apavoram com ameaça de Aécio quebrar o Brasil como FHC quase quebrou

Responder

Luís Carlos

12/05/2014 - 16h45

PSDB deve trocar de símbolo. Do tucano para i’m papo maior que caiba mais água, pelicano.e a mídia corporativa continua calada sem constrangimento algum.

Responder

C.Paoliello

12/05/2014 - 15h36

“Acadêmicos” estadunidenses atuam na Ucrânia:

http://portuguese.ruvr.ru/news/2014_05_12/viagem-ucraniana-de-academicos-norte-americanos-3378/

Responder

ZePovinho

12/05/2014 - 14h10

O PSDB é capitalismo patrimonialista:uso do Estado para favorecer quadrilhas de empresários.Simples assim.

Responder

FrancoAtirador

12/05/2014 - 10h45

.
.
Tucano gerenciando o Estado é assim:

Quando não joga o patrimônio na privada,

privatiza todo o lucro das estatais.

1/3 DO LUCRO LÍQUIDO TOTAL DA SABESP,
NOS ÚLTIMOS 10 ANOS, FOI PARA ACIONISTAS.

O MONTANTE É DA ORDEM DE R$ 4,3 BILHÕES,
O DOBRO DO QUE A SABESP INVESTE
ANUALMENTE EM SANEAMENTO BÁSICO.

seg, 05/05/2014 – 18:08

Sabesp distribui até 60% dos lucros aos acionistas durante governo Alckmin

Cíntia Alves, Juliana Damasceno e Tatiane Correia

Jornal GGN – Em 1994, com a justificativa de que assim conseguiria mais dinheiro para investir em abastecimento de água e tratamento de esgoto, a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) decidiu se tornar uma empresa de capital misto.
Duas décadas depois, 50,3% de seu controle acionário se encontram nas mãos do Estado, enquanto 47,7% das ações são de propriedade de investidores brasileiros (25,5%) e estrangeiros (24,2%).

Embora o estatuto social da Sabesp determine que os acionistas podem receber 25% do lucro líquido anual da empresa (relação que o mercado chama de payout), a concessionária chegou a bater recordes em distribuição de dividendos durante o governo Geraldo Alckmin (PSDB).

Em 2003, por exemplo, ano seguinte à vitória do tucano nas urnas, 60,5% do lucro líquido da Sabesp foram parar no caixa de acionistas. Na verdade, desde a sua entrada na bolsa de valores, em 2002, a Sabesp nunca registrou payout inferior a 26,1%.

Estimativas feitas com base nos dados divulgados em março de 2014 pela Diretoria Econômico-Financeira e de Relações com os Investidores apontam que, entre 2003 e 2013,
cerca de um terço do lucro líquido total da Sabesp foram repassados aos acionistas.

O montante é da ordem de R$ 4,3 bilhões,
o dobro do que a Sabesp investe anualmente em saneamento básico.

Íntegra em:

(http://jornalggn.com.br/noticia/sabesp-distribui-ate-60-dos-lucros-aos-acionistas-durante-governo-alckmin)
.
.

Responder

    FrancoAtirador

    12/05/2014 - 11h32

    .
    .
    EcoInfo

    SABESP
    Dividendos Distribuídos

    Exercício Social: 31/12/2010
    Total de dividendos distribuídos: (R$) 455.992.000,00
    Total dividendos pelo lucro líq. ajustado (%): 29,4%

    Exercício Social: 31/12/2011
    Total de dividendos distribuídos: (R$) 534.277.000,00
    Total dividendos pelo lucro líq. ajustado (%): 49,8% [!!!]

    Exercício Social: 31/12/2012
    Total de dividendos distribuídos: (R$) 534.277.000,00
    Total dividendos pelo lucro líq. ajustado (%): 29,4%

    (http://econoinfo.com.br/proventos/em-dinheiro-e-acoes?ce=SBSP)
    .
    .
    BM&FBOVESPA
    BDI-Boletim Diário de Informações

    SABESP (SBSP-NM) – AGO/E – 10h

    AGO: Aprovar as demonstrações financeiras do exercício encerrado em 31/12/2013;

    Deliberação sobre a destinação do lucro líquido do exercício de 2013 (conforme proposta da administração, com a ratificação da distribuição de
    juros efetuada no decorrer do exercício social 2013);

    Fixação do número de membros que irão compor o Conselho de Administração; Eleição dos membros do Conselho de Administração para um mandato até 2016 e a indicação do Presidente do Conselho de Administração;

    Eleição dos membros do Conselho Fiscal para um mandato até 2015;

    Fixar a remuneração global anual dos administradores e membros do Conselho Fiscal para o exercício de 2014.

    AGE: Aumento do capital social da Companhia, sem a emissão de novas ações,
    mediante capitalização da reserva de capital,
    no valor de R$ 124.254.851,51
    (Cento e vinte e quatro milhões, duzentos e cinquenta e quatro mil, oitocentos e cinquenta e um reais e cinquenta e um centavos)

    e de parte do saldo da reserva de lucros da Companhia,
    no valor de R$ 3.672.056.583,26
    (Três bilhões, seiscentos e setenta e dois milhões, cinquenta e seis mil, quinhentos e oitenta e três reais e vinte e seis centavos),
    em conformidade com o parágrafo 1º do artigo 169 e o artigo 199 da Lei Federal n. 6.404/1976 ;

    Alteração do Estatuto Social da Companhia com a modificação

    (a) do caput do artigo 3º, para refletir o novo valor de capital social integralizado da Companhia após o aumento de capital social previsto no item I acima, caso aprovado;

    (b) do parágrafo primeiro do artigo 3º, para aumentar o limite de capital autorizado para R$ 15.000.000.000,00 (Quinze bilhões de reais);

    (c) do artigo 14, para adequar as atribuições de 3 (três) Diretorias, em face de modificações em suas estruturas organizacionais.

    Encontra-se à disposição no site da BM&FBOVESPA (http://migre.me/j9AUc), em Empresas Listadas / Informações Relevantes, a proposta da administração e o Aviso aos acionistas de 27/03/2014.

    (http://www.bmfbovespa.com.br/download/BOLETINSDIARIOS/bdi_00_20140429.pdf)
    (http://migre.me/j9Asz)
    .
    .
    BM&FBOVESPA

    COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DO ESTADO DE SÃO PAULO – SABESP
    COMPANHIA ABERTA
    CNPJ N.º 43.776.517/0001-80

    JUROS A TÍTULO DE REMUNERAÇÃO SOBRE CAPITAL PRÓPRIO

    AVISO AOS ACIONISTAS

    Comunicamos aos Senhores Acionistas que, em 27 de março de 2014 o Conselho de Administração deliberou baseado no inciso XI do artigo 13 e do parágrafo 1º do artigo 28 do Estatuto Social,
    sobre a declaração de pagamento de dividendos na forma de juros a título de remuneração sobre o capital próprio relativo ao período de janeiro a dezembro de 2013, aos acionistas detentores de ações na data base de 07 de abril de 2014.

    I – VALOR, DATA E CONDIÇÕES DO CRÉDITO E PAGAMENTO

    Os dividendos na forma de juros a título de remuneração sobre o capital próprio de R$537.464.959,85
    (quinhentos e trinta e sete milhões, quatrocentos e sessenta e quatro mil, novecentos e cinquenta e nove reais e oitenta e cinco centavos),

    correspondentes a R$ 0,78633094301 por ação ordinária,
    serão pagos no máximo em até 60 (sessenta) dias após a realização da Assembleia Geral Ordinária de 2014.

    (…)

    São Paulo, 27 de março de 2014.

    Rui de Britto Álvares Affonso
    Diretor Econômico-Financeiro e de Relações com Investidores

    (http://migre.me/j9AKk)
    .
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    Fernando

    12/05/2014 - 12h14

    É a lógica que os tucanos querem levar para a Petrobras e Eletrobras.

    FrancoAtirador

    12/05/2014 - 16h08

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    Exatamente, Fernando.

    Aliás, foi isso que o PSDB fez em 1997

    quando o FHC vendeu metade da Petrobrás

    para os megaespeculadores privados.

    A Petrolífera Brasileira só se recuperou,

    e hoje está explorando petróleo no Pré-Sal,

    porque Lula e Dilma capitalizaram a estatal.

    Da mesma forma ocorreu com o Setor Elétrico

    que o PSDB também privatizou criminosamente.

    Se ainda existe alguma coisa da Eletrobras

    é graças aos governos Lula e Dilma, do PT.
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    FrancoAtirador

    13/05/2014 - 10h33

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    ELETROBRÁS

    A criação da Centrais Elétricas Brasileiras (Eletrobras) foi proposta em 1954 pelo presidente Getúlio Vargas.

    O projeto enfrentou grande oposição [da UDN e da Mídia Empresarial] e só foi aprovado após sete anos de tramitação no Congresso Nacional. Em 25 de abril de 1961, o presidente Jânio Quadros assinou a Lei 3.890-A, autorizando a União a constituir a Eletrobras.

    A instalação da empresa ocorreu oficialmente no dia 11 de junho de 1962, em sessão solene do Conselho Nacional de Águas e Energia Elétrica (CNAEE), no Palácio Laranjeiras, no Rio de Janeiro, com a presença do presidente João Goulart.

    As reformas institucionais [de FHC] e as privatizações [promovidas pelo Governo do PSDB] na década de 1990 acarretaram a perda de algumas funções da estatal e mudanças no perfil da Eletrobras, que passou a ser uma empresa de economia mista, de capital aberto, com ações negociadas nas Bolsas de Valores de São Paulo (Bovespa), de Madri e de Nova York.

    Em 2004 [no Governo do PT], a nova regulamentação do setor excluiu a Eletrobras do Programa Nacional de Desestatização (PND) [Lei das Privatizações de FHC].

    A União Federal possui 54,46% das ações ordinárias da companhia e, por isso, mantém o controle acionário da empresa.

    Atualmente, a companhia controla 12 subsidiárias – Eletrobras Chesf, Eletrobras Furnas, Eletrobras Eletrosul, Eletrobras Eletronorte, Eletrobras CGTEE, Eletrobras Eletronuclear, Eletrobras Distribuição Acre, Eletrobras Amazonas Energia, Eletrobras Distribuição Roraima, Eletrobras Distribuição Rondônia, Eletrobras Distribuição Piauí e Eletrobras Distribuição Alagoas –, uma empresa de participações (Eletrobras Eletropar), um centro de pesquisas (Eletrobras Cepel, o maior do ramo no Hemisfério Sul) e ainda detém metade do capital de Itaipu Binacional, em nome do Governo BraSileiro.

    Presente em todo o Brasil, a Eletrobras tem capacidade instalada para a produção de 42.333 MW, incluindo metade da potência da usina Itaipu pertencente ao Brasil, e 55.118 quilômetros de linhas de transmissão.

    As empresas Eletrobras atuam de forma integrada, com políticas e diretrizes definidas pelo Conselho Superior do Sistema Eletrobras (Consise), formado pelos presidentes das empresas, que se reúne regularmente.

    A Eletrobras dá suporte a programas estratégicos do Governo Federal, como o Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa), o Programa Nacional de Universalização do Acesso e Uso da Energia Elétrica (Luz para Todos) e o Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel).

    (http://www.eletrobras.com/elb/data/Pages/LUMISB33DBED6PTBRIE.htm)
    (http://www.eletrobras.com/elb/data/Pages/LUMIS641DB632PTBRIE.htm)
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    Lucas Parente

    12/05/2014 - 12h45

    Caro FrancoAtirador, vc que sempre traz informações interessantes, por acaso teria alguma informação sobre o prêmio mencionado no texto, que a Sabesp recebeu nos EUA “por ser a empresa que mais se valorizou no período”? Abraço.

    FrancoAtirador

    12/05/2014 - 16h13

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    Os norte-americanos estão sempre dando prêmios

    para os tucanos que entregam o patrimônio público

    ao capital estrangeiro, como fizeram com a Petrobras.
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    Marcelo

    12/05/2014 - 20h30

    Simples. Porque se valorizou, ora, porque cobrou caro pela àgua, não investiu e agora vai deixar a população sem àgua e pagando a mesma coisa por menos.
    Ou seja, muito lucro, pra meia dùzia de acionistas, e quem paga a conta è o povo. E tem bobo que ainda cai nessa conversa fiada de prêmio.

    FrancoAtirador

    13/05/2014 - 10h01

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    PSDB PRIVATIZOU METADE DA PETROBRÁS
    E ENTREGOU O PETRÓLEO BRASILEIRO
    ÀS PETROLÍFERAS ESTRANGEIRAS

    Na década de 1990, o presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), abriu o território brasileiro às transnacionais petrolíferas [Chevron/Texaco, Exxon Mobil, British Petroleum (BP), Shell…]

    A Lei do Petróleo, de 1997, permitiu a qualquer empresa — e não apenas a Petrobras, como era até então — procurar e explorar petróleo no Brasil [pelo Regime de Concessão na área do Pós-Sal].

    Desde então até 2008, o governo federal já havia concedido mais de 500 blocos de exploração de petróleo para 72 grupos diferentes, sendo a metade deles estrangeiros.

    Essas empresas se tornam proprietárias de todo o óleo que encontram, pagando ao governo apenas uma taxa sobre o valor da produção.

    No Brasil, esse pagamento é um dos mais baixos do mundo, inferior a 50%, aí incluídos todos os impostos, enquanto na maioria dos países produtores a cobrança é superior a 80%.

    As empresas concessionárias do petróleo brasileiro podem exportá-lo
    livremente e, no caso de vendê-lo no Brasil, receberão o mesmo valor do produto no mercado internacional — na prática, estaríamos “importando” o óleo extraído do nosso próprio território.

    Outra medida adotada no governo de FHC foi a abertura do capital da Petrobras, que se tornou um misto de empresa estatal e privada [economia mista].

    Em agosto de 2000, o Governo do PSDB vendeu cerca da metade das ações da Petrobrás, diminuindo a participação da União Federal no Capital Social da Petrolífera BraSileira.
    Não houve emissão de novas ações por parte da estatal e naquele momento o Caixa da Companhia não recebeu um centavo sequer.

    Com isso, suas ações passaram a ser negociadas no mercado financeiro, inclusive na Bolsa de Nova Iorque.

    Fontes: Revista Sem Terra e FUP.
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    FrancoAtirador

    13/05/2014 - 11h03

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    COM A CAPITALIZAÇÃO DA PETROBRAS
    FEITA EM 2010, NO GOVERNO DO PT,
    O PATRIMÔNIO LIQUÍDO DA ESTATAL
    MAIS QUE DOBROU EM QUATRO ANOS.

    Conforme o Balanço Patrimonial da Petrobras,

    o Patrimônio Líquido da Petrolífera Brasileira

    que era de R$ 164,316 Bilhões, em 31/12/2009,

    saltou para R$ 347,940 BILHÕES, em 31/12/2013.

    O Patrimônio Líquido é representado pela diferença

    entre os valores totais do ativo e do passivo da Empresa.

    O Ativo Total da Petrobrás atingiu R$ 752,967 BILHÕES

    enquanto o Passivo Total ficou em R$ 405,027 BI, em 2013.

    (http://exame.abril.com.br/mercados/cotacoes-bovespa/acoes/PETR4/balanco)
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    FrancoAtirador

    13/05/2014 - 11h47

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    7 março 2014 às 16:51
    MobilizaçãoBR

    PETROBRAS BATE RIVAIS EM TODOS OS INDICADORES

    Uma comparação feita entre os balanços da Petrobras com quatro grandes rivais internacionais – Exxon Mobil, Shell, Chevron e BP – revela uma verdade inconveniente para muitos arautos do caos:
    a Petrobras, ao contrário do que dizem, ostenta números mais saudáveis do que suas rivais.

    A começar pela última linha do balanço: a do lucro.

    De 2012 para 2013, a Petrobras avançou 1%, em dólar, enquanto Exxon caiu 27%, Shell recuou 35%, Chevron perdeu 18%.

    A foto mais ampla, com dados de 2006 a 2013, também traz dados muito positivos para a Petrobras.

    Entre as cinco, foi a única que expandiu sua produção (11%), enquanto as outras caíram ou ficaram no mesmo lugar:
    Exxon (-1%), Shell (-8%), Chevron (0%) e BP (-18%).

    Outro ponto importante diz respeito aos investimentos.

    Das cinco, a Petrobras, de novo, foi a que mais cresceu,
    com um salto de 228%,
    contra 114% da Exxon, 85% da Shell e 152% da Chevron.

    Ataque especulativo?
    Diante dos dados, fica claro que a Petrobras, maior empresa brasileira, está sob ataque.
    Sim, um ataque especulativo, movido por forças que gostariam que o Brasil adotasse um novo modelo para a gestão das reservas do pré-sal – de preferência, seguindo a inspiração mexicana, onde a estatal Pemex aderiu a um regime de concessões aberto aos investidores externos [tal como fez o Governo do PSDB de 1995 a 2002].

    No Brasil, desde a escolha do Modelo de Partilha [instituído por Lei, em 2010, no Governo do PT, para exploração do petróleo da camada pré-sal: (http://www.observatoriodopresal.com.br/?p=468)],
    a empresa tem sido submetida a vários questionamentos [pela Mídia Empresarial Tucana G.A.F.E.*].

    Recentemente, em editorial, o jornal Folha de S. Paulo defendeu um modelo mais mexicano e menos brasileiro.
    “A Petrobras não pode nem precisa se envolver em todos os blocos. O interesse nacional de produzir o máximo de petróleo no menor tempo possível – e de coletar impostos e royalties – será mais bem atendido se houver outros participantes na empreitada”, dizia o texto da Folha.

    No entanto, uma ampla reportagem do jornal El Pais, publicada na semana passada, afirmou que a Petrobras está anos-luz à frente da mexicana Pemex.

    (http://www.mobilizacaobr.com.br/profiles/blogs/petrobras-bate-rivais-em-todos-os-indicadores?xg_source=activity)
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Francisco

12/05/2014 - 04h01

Como é que Dilma vai fazer para que os eleitores usem o controle remoto até chegar a essa noticia? E se eles usarem o controle remoto, haverá canal que passe essa noticia?

Responder

    Fernando

    12/05/2014 - 12h26

    Quando ela estiver fazendo campanha eleitoral, principalmente em SP, não pode deixar de usar este tema, que deve ser um dos principais temas do Padilha, porém é preciso lembrar dos cuidados quanto a legislação eleitoral para não facilitar um golpe de estado promovido pelo trio: MP, Judiciário, e pig, que estão esperando para dar um bote.
    E as coisas estruturais que ela e Lula poderiam ter feito como a lei dos medios, não fizeram, e não é agora que ela vai fazer.
    O PT e movimentos sociais é que podem ir para rua e pra porta da Sabesp protestar, e mesmo se o pig ignorar, sempre haverá quem fure o bloqueio, como aconteceu no caso da bolinha de papel.
    Se não aparecer na globo, aparece na Record, na Band, ou no SBT, e vai passando de boca em boca.

    Fernando

    13/05/2014 - 12h33

    Dilma cita São Paulo e diz que é possível planejar para evitar falta de água

    (Reuters) – A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta terça-feira, ao visitar obras do projeto de integração do rio São Francisco na Paraíba, que é possível planejar e investir para impedir a escassez de água, problema enfrentado pelo Estado de São Paulo, governado pelo PSDB, partido de seu principal adversário na disputa eleitoral deste ano, o senador Aécio Neves.

    “O governo federal, junto com a região toda, os governadores dessa região, prefeitos e lideranças, nós planejamos, nós estamos investindo para garantir que não seja uma surpresa para nós a falta de água, porque você pode planejar e impedir (a falta de água)”, disse Dilma a repórteres durante visita ao túnel Cuncas 2, em São José das Piranhas (PB).

    “O São Francisco é o rio que beneficia mais a população nordestina e que vai garantir uma diferença de qualidade, principalmente quando nós estamos vendo hoje uma situação muito difícil sendo passada no Estado mais rico da federação, que é São Paulo, que é a falta de água no reservatório da Cantareira”, acrescentou.

    Dilma voltou a criticar governos anteriores aos do PT, como tem feito recentemente. Segundo a presidente, as obras de transposição do São Francisco começaram a caminhar somente sob o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e aqueles que criticam o governo não fizeram os investimentos quando estavam no poder.

    “Acontece uma coisa engraçada no Brasil. Quem nunca fez, desanda a cobrar de quem fez. É isso que nós estamos assistindo. Gente que nunca fez quando pôde cobrar de quem está fazendo quando pode”, afirmou.

    A região metropolitana de São Paulo enfrenta no momento a pior crise hídrica desde a criação do Sistema Cantareira, principal responsável pelo abastecimento da região, na década de 1970.

    O nível de água do sistema caiu para abaixo de 9 por cento no fim de semana, mantendo a tendência de esgotamento do mais importante conjunto de represas para o abastecimento dos cerca de 9 milhões de habitantes da região metropolitana de São Paulo.

    (Por Pedro Fonseca, no Rio de Janeiro)

    http://br.reuters.com/article/topNews/idBRKBN0DT19P20140513

Rodrigo

12/05/2014 - 01h58

Lúcia, muito elucidativa essa matéria.
Porém me chamou a atenção um ponto o qual acabei ficando em dúvida sobre se a medida está com a unidade errada.

No texto diz “(…)13 milhões de metros cúbicos de água por segundo entre o que é oferecido pela Sabesp e o que é demandado pela população. Os reservatórios fornecem em torno de 72 milhões de metros cúbicos por segundo(…)”

Parece-me que a unidade correta seria ‘litros por segundo’ invés de ‘metros cúbicos por segundo’.

Posso estar enganado, mas na breve pesquisa que fiz não consegui sanar essa dúvida.

De qualquer maneira, correto ou equivocado, esse ponto não influencia na consistência da matéria.

Parabéns e obrigado.

Abraço

Responder

    Luiz Carlos Azenha

    12/05/2014 - 08h10

    Desculpem a nossa falha. Já respondido.

Grilo D

11/05/2014 - 23h40

Só estranhei os números referentes à produção de água em SP. 85 milhões de m3/s, pelas minhas cobtas, dá pra abastecer 7 mil vezes a população da Terra. Não seria 85 m3/s?
Onde podemos achar dados reais sobre os investimentos da Sabesp nas últimas décadas? Precisamos de um “choque de realidade” também da água.

Responder

Geralda

11/05/2014 - 22h52

É assim que Tucanalhas governam…

Responder

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