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A luta de Washington para escrever as leis do Brasil

13 de abril de 2011 às 23h11

por Luiz Carlos Azenha

Foi nos Estados Unidos que surgiu a doutrina de segurança nacional, logo copiada em todo o mundo (inclusive no Brasil, pelo regime militar).

A doutrina embalou a luta anticomunista baseada no combate ao inimigo interno. Muitas vezes o “inimigo interno” queria apenas aumento de salário mas, como a gente sabe, isso é coisa de comunista. Ou o “inimigo interno” queria terra, mas como a gente sabe, isso é coisa de comunista. Ou o “inimigo interno” protestava contra a violação de direitos humanos, mas como a gente sabe, isso é coisa de comunista.

Agora a base da política externa dos Estados Unidos é a “guerra ao terror”. Medida simples para Washington ganhar essa “guerra”: deixar de tocar terror cotidianamente em árabes e/ou muçulmanos no Iraque, no Afeganistão, no Paquistão, no Iêmen…

Em vez disso, os Estados Unidos trabalham para legitimar suas ações imperiais forçando outros países a adotar os princípios da guerra permanente, sem fim.

Washington cobra ações práticas: mudanças legislativas e ação policial. Ao “enquadrar” os parceiros, os Estados Unidos se tornam fornecedores de equipamentos (armas, scanners, aparelhos de raio-xis e outras invencionices) e subordinam as estruturas de segurança locais a seus objetivos políticos, policiais, econômicos e diplomáticos.

O Brasil é um país sui generis, já que dispõe de políticos e jornalistas que, diante de Washington, fazem genunflexão automática. É a síndrome da subordinação reflexiva.

A nova política dos Estados Unidos, de exportar a “guerra ao terror”, não é novidade: quando se tratava de combater comunistas, os oficiais latino-americanos aprendiam técnicas de tortura na Escola das Américas, montada e financiada pelos Estados Unidos inicialmente no Panamá.

Ao treinar futuros torturadores, os Estados Unidos automaticamente plantavam parceiros em posições importantes na hierarquia militar/policial dos países aliados.

A lógica da “guerra ao terror”  é a mesma da “guerra contra as drogas”: plantar policiais americanos em lugares e situações-chave. Alguém aí acha que o pessoal da DEA (Drug Enforcement Administration) que atuou na Bolívia devia satisfações ao governo local?

Para dar aos leitores uma perspectiva sobre as tentativas de Washington de engajar o Brasil na luta antiterror, traduziremos os telegramas vazados pelo WikiLeaks que dizem respeito ao assunto, começando por este:

S E C R E T SECTION 01 OF 04 BRASILIA 000043

SIPDIS

NOFORN
SIPDIS

E.O. 12958: DECL: 01/07/2028
TAGS: PTER PGOV PREL KCRM AR PA BR
SUBJECT: COUNTERTERRORISM IN BRAZIL: LOOKING BEYOND THE TRI-BORDER AREA

REF: BRASILIA 1664

Classified By: DEPUTY CHIEF OF MISSION PHIL CHICOLA FOR REASONS 1.4 B A ND D

¶1. (S/NF) Resumo: O Governo do Brasil permanece altamente sensível a alegações públicas de que organizações terroristas ou extremistas tem uma presença ou promovem atividades no Brasil — uma sensibilidade que parece crescente e que resulta em reações mais que simbólicas. No campo operacional e longe dos holofotes públicos, no entanto, o GOB [Government of Brazil, governo do Brasil] é um parceiro que coopera no enfrentamento ao terrorismo e atividades relacionadas ao terrorismo. Muito embora a fronteira tríplice Argentina-Brasil-Paraguai (TBA) domine as manchetes, a preocupação primária de contraterrorismo de autoridades brasileiras e da Missão dos Estados Unidos no Brasil é com a presença e as atividades de indivíduos com ligações terroristas — particularmente vários extremistas sunitas suspeitos e alguns indivíduos ligados ao Hizballah — em São Paulo e outras áreas do sul do Brasil. Em menor medida, a TBA continua uma área de preocupação, primariamente pelo potencial de que terroristas possam explorar as condições lá — inclusive controle relaxado das fronteiras, contrabando, tráfico de drogas, fácil acesso a documentos falsos e armas, movimento de bens pirateados, fluxo de dinheiro descontrolado — para levantar fundos ou arranjar logística para operações [terroristas]. O Posto [diplomático] vai focalizar o próximo ano na manutenção das altas esferas do governo brasileiro engajadas política e diplomaticamente nos objetivos do CT [contraterrorismo] e na tentativa de que tais autoridades não prejudiquem a cooperação existente no campo operacional. Fim do resumo.

Policy-Level Sensitivities

¶2. (S/NF) O governo brasileiro é um parceiro que coopera no enfrentamento ao terrorismo e às atividades relacionadas ao terrorismo no Brasil — inclusive na investigação de financiamento potencial de terrorismo, em redes de falsificação de documentos e outras atividades ilícitas — que poderiam contribuir para facilitar ataques na região e fora dela. Ainda assim, os escalões mais altos do governo brasileiro, particularmente do Ministério das Relações Exteriores, são extremamente sensíveis quanto a qualquer declaração pública de que os terroristas tem uma presença no Brasil — seja para levantar fundos, arranjar logística ou mesmo usar o país para trânsito — e vão vigorosamente rejeitar qualquer declaração em sentido contrário.

Esta sensibilidade resulta, em parte, do medo de estigmatizar a grande comunidade muçulmana (estimada por algumas fontes, sem confirmação, em mais de 1 milhão de pessoas) ou prejudicar a imagem da área como destino turístico. É também uma postura desenhada para não parecer muito próxima da Guerra ao Terrorismo dos Estados Unidos, vista como muito agressiva. Esta sensibilidade se manifesta de várias formas, simbólicas e concretas.

(C) O GOB participa de forma relutante do “Mecanismo 3-1 para segurança da tríplice fronteira”, que anualmente reúne representantes diplomáticos, policiais e de inteligência dos três países da tríplice fronteira, juntamente com os Estados Unidos, para deliberar sobre estratégias para deter uma série de atividades criminosas transnacionais que poderiam ser exploradas por terroristas em potencial para facilitar ataques. Nas conferências, as delegações brasileiras frequentemente lamentam declarações feitas por autoridades dos Estados Unidos alegando que a Tríplice Fronteira é uma caldeirão para atividade terrorista e desafiam representantes dos Estados Unidos a apresentarem as provas nas quais se baseiam. Autoridades do Itamaraty frequentemente questionam o valor dessa cooperação de quatro vias [Brasil, Argentina, Paraguai e Estados Unidos], insistindo que “preocupações bilaterais devem ser tratadas de forma bilateral” (reftel).

(U) O GOB se nega a legalmente ou mesmo retoricamente rotular grupos terroristas designados pelos Estados Unidos como o HAMAS, Hizballah ou os grupos terroristas das FARC como grupos terroristas, sendo os dois primeiros considerados pelo Brasil como partidos políticos legítimos. Como resultado, o padrão para aceitação de provas de atividade de financiamento de terrorismo na região, pelo menos publicamente, é muito alto e qualquer informação de que indivíduos na TBA mandam fundos para grupos no Líbano, na visão deles [brasileiros], não constitui necessariamente uma atividade de apoio ao terrorismo.

(U) No nível diplomático, o GOB duas vezes se negou a apoiar oficialmente as alegações da Argentina de que os perpetradores do ataque terrorista de 1994 em Buenos Aires podem ter recebido apoio de indivíduos na TBA, ao se abster de votar em favor de dar à Interpol mandados de captura para os 5 iranianos e o libanês suspeitos de envolvimento no ataque.

(U) Duas iniciativas legislativas-chave para o contraterrorismo continuam dormentes. Nem a legislação antiterrorismo, nem a legislação de lavagem de dinheiro foram introduzidas no Congresso, apesar de terem ficado prontas há mais de um ano. Se aprovadas, as leis estabeleceriam o crime de terrorismo e atividades conexas e facilitariam maior acesso policial a dados bancários e financeiros durante investigações, criminalizando o enriquecimento ilícito, permitindo o congelamento de bens e facilitando processos por lavagem de dinheiro, ao mudar a definição fazendo dela um crime autônomo.

Combined with Operational Cooperation

¶3. (S/NF) Apesar da retórica negativa no Itamaraty e no alto escalão do GOB, as agências policiais e de inteligência — principalmente a Polícia Federal, a Alfândega, a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) e outros — estão alertas sobre a ameaça potencial de terroristas explorarem as condições favoráveis existentes no Brasil para operar e ativamente seguem e monitoram atividade suspeita de terroristas e perseguem as pistas passadas a elas. A Polícia Federal geralmente prende indivíduos com ligações com o terrorismo, mas os acusa de uma variedade de crimes não-terroristas para evitar chamar a atenção da mídia e dos altos escalões do governo. No ano passado a Polícia Federal prendeu vários indivíduos engajados em atividades suspeitas de financiamento, mas basearam as prisões em acusações relacionadas a drogas e contrabando.

¶4. (U) O Brasil é capaz de monitorar as operações financeiras domésticas e efetivamente utiliza sua unidade de inteligência financeira, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) para identificar possíveis fontes de financiamento para grupos terroristas. O GOB checou pessoas e entidades que constam das listas de financiadores das UNSCR 1267 e 1373, mas não encontrou bens, contas ou propriedade em nome de pessoas ou entidades na lista de financiamento do terror das Nações Unidas. O Brasil também estabeleceu uma Estratégia Nacional de Combate à Lavagem de Dinheiro (ENCLA) e está criando uma base de dados chamada Declaração Eletrônica de Posse de Valores (EDPV), que vai permitir o monitoramento de indivíduos que transferem fundos para o exterior. Embora o sistema seja um protótipo e ainda esteja em teste, as autoridades policiais brasileiras estão encorajadas pelos resultados iniciais.

Primary Concern: Individuals Linked to Terrorism in Southern Brazil

¶5. (S/NF) A principal preocupação antiterrorista das autoridades brasileiras e da missão dos Estados Unidos no Brasil é a presença e as atividades de indivíduos com ligações com o terrorismo — particularmente vários suspeitos extremistas sunitas e alguns indivíduos ligados ao Hizballah — em São Paulo e outras áreas do sul do Brasil. A Polícia Federal e em menor extensão a ABIN, monitoram as atividades destes suspeitos extremistas que podem ser ligados a grupos terroristas no exterior e compartilham a informação com seus colegas dos Estados Unidos.

¶6. (S/NF) Autoridades policiais brasileiras ativamente monitoram a presença de vários suspeitos extremistas sunitas com possíveis ligações com grupos terroristas no Exterior que podem ser capazes de dar ajuda logística através de financiamento, esconderijo e documentos de viagem falsos — para ataques terroristas na região e no exterior. Em 2007 a Polícia Federal prendeu um potencial extremista sunita facilitador do terrorismo que trabalhava no estado de Santa Catarina por não declarar fundos com os quais entrou no país e está no processo para deportá-lo. Também em 2007, a Polícia Federal acabou com um grupo de falsificadores baseado no Rio de Janeiro que estava fornecendo documentos brasileiros falsificados para não-brasileiros, dentre os quais suspeitos de tráfico internacional de drogas.

Secondary Concern: Argentina-Brazil-Paraguay Tri-Border Area

¶7. (S/NF) De forma menos importante, a TBA [tri-border area, tríplice fronteira] permanece uma preocupação da missão dos Estados Unidos e seus contrapartes brasileiros, primariamente pelo potencial de que terroristas possam explorar as condições favoráveis lá — fracos controles de fronteira, contrabando, tráfico de drogas, fácil acesso a documentos e armas, movimento de bens piratas, fluxo de dinheiro descontrolado — para levantar fundos ou arranjar logística para operações [terroristas]. Embora haja alguns indivíduos suspeitos de ter ligações com o Hizballah e HAMAS, há poucas provas de que estes grupos tem presença operacional terrorista na região. De acordo com fontes nos serviços de segurança brasileiros, a presença muçulmana em Foz de Iguaçu representa uma porcentagem bem pequena da população muçulmana no Brasil, e mesmo aqueles que dão algum tipo de apoio financeiro aos grupos tem pequena ou nenhuma conexão com eles. O GOB faz investigações de contraterrorismo na TBA e compartilha os resultados de suas investigações, mas a principal preocupação deles é com outras atividades criminosas transnacionais que acontecem na região. A área é um importante ponto de entrada para traficantes de drogas no Brasil. Além disso, é um foco de preocupação do Brasil em outras áreas, como tráfico de armas, contrabando de bens pirateados e falsificados, assim como lavagem de dinheiro e financiamento de terrorismo.

¶8. (S/NF) Para cobrir esse espectro de atividades criminosas transnacionais, a polícia e os serviços de inteligência do GOB tem uma presença extensiva na região e um relacionamento com serviços de inteligência argentinos, paraguaios e outros, inclusive agencias do USG [US Government, governo dos Estados Unidos]. Além disso, o GOB tem tentado institucionalizar cooperação além-fronteiras, com sucesso relativo. Por exemplo, a alfândega brasileira completou uma nova estação de inspeção na Ponte da Amizade na TBA. Isso deveria dar ao GOB o poder de intensificar o combate ao contrabando que atravessa a ponte, embora as autoridades policiais esperam que os traficantes vão responder aos controles mais rígidos entrando com os bens clandestinamente em outros pontos da fronteira, por barco. O Brasil também conduz patrulhas marítimas em seu lado do lago de Itaipu para deter o contrabando, embora a falta de recursos e de equipamento comprometam a eficácia. O objetivo de longo prazo de conduzir patrulhas conjuntas com os paraguaios permanece não realizado. Finalmente, para combater mais eficazmente as organizações criminosas transfronteiriças com seus vizinhos, o Brasil estabeleceu um centro conjunto de inteligência (JIC) na TBA, mas a falta de pessoal complicou as operações e não parece que o GOB pressionou os outros países [Argentina e Paraguai] vigorosamente para enviar representantes.

Comment:

¶9. (S/NF) Elementos operacionais de várias agências de segurança e policiais brasileiras acreditam que o problema como um todo vai além da TBA, e é com certeza mais significativo em São Paulo e outras partes do Brasil. No entanto, a constante cobertura da mídia relacionada a terrorismo na TBA tende a aumentar a sensibilidade do GOB e particularmente daqueles funcionários do Itamaraty, aumentando a relutância deles em admitir que terroristas possam ter uma presença em qualquer parte do Brasil. Embora esta sensibilidade se manifeste em nada mais que desmentidos públicos a declarações de autoridades dos Estados Unidos e críticas durante encontros com autoridades do Itamaraty, ocasionalmente resulta em mais que reações simbólicas do GOB. A abstenção do Brasil na AMIA da Interpol, a reversão da legislação sobre contraterrorismo e a inflexibilidade nas reuniões 3-1 [Brasil, Argentina, Paraguai e Estados Unidos] representam desafios concretos para que autoridades policiais locais e parceiros regionais façam avançar a cooperação CT [contraterrorista]. O Posto vai focar o próximo ano em manter o alto escalão do governo brasileiro engajado politica e diplomaticamente na questão, e na busca de garantir que eles não prejudiquem o trabalho feito em nível operacional. End Comment.

SOBEL 2008-01-08

PS do Viomundo: Alguns pontos chamam a atenção, dentre os quais se destaca a tentativa de diplomatas americanos de jogar o Itamaraty e o alto escalão em Brasília contra o nível operacional, onde aparentemente tem muita gente querendo bancar o Rambo. Além disso, é a própria fixação dos Estados Unidos em identificar a área da tríplice fronteira, sem provas, como um caldeirão de terroristas, que causa justo ressentimento dos brasileiros. Afinal, não seria muito mais fácil se esconder em São Paulo do que em Foz do Iguaçu?

 

61 Comentários escrever comentário »

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O projeto que criminaliza “intimidação escolar” | Viomundo - O que você não vê na mídia

14/04/2011 - 15h52

[…] Saiba aqui como os Estados Unidos querem legislar no Brasil, para que a gente entre na “guerra…   […]

Responder

Wellington, no universo paralelo da internet | Viomundo - O que você não vê na mídia

14/04/2011 - 15h51

[…] Entenda aqui como Washington quer toda a ajuda possível para apovar leis antiterror no Brasil.   […]

Responder

ZePovinho

14/04/2011 - 12h40

Não riam.É tudo verdade verdadeira,mesmo que seja surreal:
http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2011

Beto Richa expõe suas fraquezas: aparelhou órgão de Cascavel com ex-ator pornô e foi preconceituoso ao mandar Sr. Pinto demitir

Parece piada, mas é tudo verdade:
O órgão em questão é o Instituto Ambiental do Paraná (IAP), cujo presidente é Luiz Tarcísio Mossato Pinto.
O ex-ator pornô foi nomeado chefe do órgão na cidade de Cascavel.

Eis a história:

Durante a campanha de 2010 o atual governador tucano do Paraná, Beto Richa (PSDB/PR) bradava: “eu não vou aparelhar a máquina pública com a companheirada sem observar a competência, preparo para exercício da função e a seriedade” (a declaração pode ser confirmada aqui).

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Antonio

14/04/2011 - 12h24

Cansei de ler matérias em nossa mídia vendida, querendo jogar mais lenha na fogueira, tentando abrir caminho para a instalação de um exército de Rambos em nosso territorio. Tudo muito tritste.

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Luiz M, de Barros

14/04/2011 - 12h24

Sendo seres humanos, americanos e brasileiros o que é latente em ambos?
Sintetizar perfeitamente é tarefa de gênios superiores.
A minha neste instante é a parcial quanto ao carater: EUA
O mérito de ter aperfeiçoado a tecnologia da quantidade com qualidade. Descambou para uma vaidade e arrogância
Esgota rapidamente sua riqueza natural. O caráter americano prioriza a competição, é muito egoísta, o ganho alem salário para o consumo conspícuo..

O Serra ao atribuir falsidade ao MERCOSUL deu a senha de ser um representante nacional daquele caráter americano

Brasil
É o país mais rico do planeta. Ainda é mais solidário. Confronta qualquer um estrangeiro ou nacional que lhe insufle complexo de vira latas. Aprendeu a auto-estima por uma confluência, sincronismo, que alimenta uma corrente de pensamento, um imaginário popular transcendente. Lula foi o maestro.

A cooperação é natural. Começa a compreender que a riqueza natural representa uma missão de solidariedade com outros povos sul americanos e africanos.
Quanto aos defeitos uso uma expressão do economista Ricardo Amorim; “O Brasil é um país condenado a dar certo”

Está bem, Ok. Da minha admiração á tecnologia americana, tinha 30/45 anos, democraticamente lá difundida (standardização) por intuição comecei aos 50/72 anos a leitura “subversiva” da cogestão, do “Small is beautiful” – como seria uma economia budista bem diferente, pois que eles sendo 1/20 da população mundial consomem 45% de toda energia gerada no planeta.

Agora mesmo sobre Belo Monte leio; a media de consumo elétrico americano é 4530 kwh a do brasileiro 560 kwh.

Do Einstein, quando já era professor lá, a respeito do sistema capitalista, muito focado na competição, o seu agora longínquo, elogio ao socialismo. Depois a inaceitável guerra do Iraque, leio o Destino Manifesto, a Pax Americana sobre a atuação militar deles no planeta, a doutrina do Big Stick, A manipulação ou fabricação de consensos pela midia conforme o Noam Chomsky. A Azenha a explicar a doutrina do significado de Neocons; – o aparelhamento de todas as instituições e até da religião, e agora da fulminante constatação do Wikileaks me leva a concluir que eles pertencem a um ciclo apodrecido e gasto.

Os paradigmas de julgamento planetário pelo uso militar da energia atômica e ter eliminado o seu pólo dialético de forma já imoral pelo bebum Ieltsin sem que aperfeiçoasse o capitalismo pelos regulamentos da sociedade, nos leva a este truísmo. O wikileaks é a mais pura expressão da alma corrompida dos lideres americanos. Na medida em que o povo americano não confrontar essa situação são passiveis de arcar com as conseqüências. A gente ajuda com estes posts aqui no Viomundo esperando que as reações em Wiscosin tomem vulto. Como nó aqui a exigir a democratização das comunicações. Banda larga e a definitiva educação.

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ZePovinho

14/04/2011 - 11h17

INFLAÇÃO DE ALIMENTOS E COMMODITIES:

CAPITAIS ESPECULATIVOS AGEM SEM FREIO

"até agora não ( se) adotou medidas que reduzam a capacidade dos especuladores para conduzir transações usando capital emprestado. Em resumo, estamos falando de um mercado que sempre fez o que quis, e por tempo demais. Agora, EUA, Reino Unido e União Europeia estão considerando novas e complicadas regras que tentariam curar a doença por meio do uso de veneno, abrindo caminho para que os participantes do mercado optem por operar em diferentes Bolsas mundiais, a depender da severidade da regulamentação em cada uma. Em lugar disso, as autoridades poderiam considerar uma solução mais simples: em vez de limitar diretamente a especulação, deveriam requerer que os especuladores arriscassem mais capital próprio quando fazem suas apostas. Elevar as margens, ou a parte das transações que é paga à vista, vem sendo descartado há muito por Wall Street como opção destrutiva. E há um motivo para isso: a ideia funcionaria…"(Leah Goodman, FT/Folha14-04)
(Carta Maior; 5º feira, 14/04/2011)

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Pedro

14/04/2011 - 11h00

O Pentágono tem que inventar terroristas, criá-los para poder vender armamentos para a classe dominante do mundo inteiro. Terrorismo em Cuba só o que é feito pelo Departamento de Estado americano.

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    Carmem Leporace

    14/04/2011 - 11h58

    Os cubanos preferem morrer na boca de um tubarão do que viver naquele verdadeiro paraíso na terra.

    Que povo ingrato, não é rapaz???

    Jair de Souza

    14/04/2011 - 12h58

    Pois é, dona Leporace. Felizes mesmo são os habitantes dos países capitalistas latinoamericanos, como por exemplo o México (totalmente subordinado aos States). A senhora vê que eles estão tão felizes com a situação em seu país que ninguém pensa sair de lá. Essa história de que os USA construiram um muro na fronteira com o México para impedir a passagem de mexicanos e outras pessoas de países capitalistas latinoamericanos é pura invenção. O muro foi construído para impedir a entrada de cubanos, não é mesmo? Um aviso só para a dona Leporace: estou fazendo uso de ironia. Acho que se eu não informar isto a senhora pode até levar a sério minhas palavras. Para os demais, não creio que haja dúvidas sobre o que eu realmente quero dizer.

    Orlando

    14/04/2011 - 14h39

    Jair de Souza
    Eu ouço a 50 anos que o Brasil é o país do futuro. O problema é que esse país nunca chega… E não adianta colocar a culpa nos americanos, nós e que sempre fomos incompetentes para gerir esse país chamado Brasil. Alguns fatos:
    1. Temos a pior distribuição de renda do planeta. Isso para um país que está entre as dez maiores economias do planeta;
    2. Ao contrário de todos os países, mais ou menos civilizados, não temos rodovias de qualidade e tampouco temos mais de 200 Kms de ferrovias para passageiros;
    3. A saúde ainda não conseguiu resolver problemas como dengue, filas enormes em hospitais e agendamento para exames/operações que levam meses e que, não raro, o paciente morre antes;
    4. O Brasil tem salários aviltantes. Nosso salário minímo é menor do que em Portugal;
    5. Nossa educação forma semianalfabetos e analfabetos funcionais;
    6. No Brasil, cotidianamente, morrem mais pessoas de forma violenta, do que em países em guerra;
    7. Não temos no Brasil, no geral, tecnologia de ponta. Isto é, dependemos de terceiros.

    Jair de Souza

    14/04/2011 - 15h52

    E para você nada disso tem a ver com os governantes e as elites dedicadas a satisfazer suas ambições através de uma associação com o imperialismo? Será que não dá para ver que foi só mudar um pouquinho a característica de nosso governo (um pouquinho, porque Lula não foi tão radical nas mudanças como muitos – eu inclusive – gostariam) para que a situação das maiorias populares melhorasse sensivelmente? É verdade, chega de falar de país do futuro. O Brasil que queremos deve ser para já. Vamos aprofundar as transformações populares, alijar as elites do poder para sempre – pelo voto, não pelo estilo que as elites gostam de empregar – e pôr fim à dominação do imperialismo de modo ainda mais contundente. É este o caminho. Todos os países periféricos que se deixam levar pela condução do imperialismo estadunidense termina em desgraça. Que nos sirva de exemplo o caso do México. Chega de elite no poder, chega de imperialismo no comando, chega de quinta-coluna e lambe-botas (nada pessoal, aviso).

    Orlando

    14/04/2011 - 16h14

    Jair de Souza
    É exatamente esse o problema. A culpa de todas as mazelas do Brasil, não é dos EUA/imperialismo. É nossa. Dos brasileiros. Está na hora de pararmos de responsabilizar terceiros por nossos erros.
    Somos a oitava ou sétima economia do planeta, isto é, o Brasil, não é um país pobre, no entanto, temos a maioria da população na linha da pobreza ou na classe média corda bamba.
    [[[…Chega de elite no poder, chega de imperialismo no comando, chega de quinta-coluna e lambe-botas (nada pessoal, aviso)…]]]
    Prezado esse discurso, ultrapassado e caduco, já vai fazer quase 100 anos. Teve seu auge nos anos de 1960 [esquerdismo radical que queria trasformar o Brasil em uma ditadura de esquerda como Cuba]. Cara, não acredito em esquerda ou direita, hoje em dia, é tudo muito mais complexo que isso.
    Não são os EUA que atrapalham o Brasil – somos nós mesmos – os Brasileiros.

    Jair de Souza

    14/04/2011 - 16h56

    Yes, sir, I understand you. The U.S. is our great friend. Long live capitalism, the salvation of humanity! Acho que agora estou falando a sua linguagem.

    Jair de Souza

    14/04/2011 - 17h41

    Claro, quem está atualizado é o nosso Fujiama: "chegamos ao fim da história, esse negócio de esquerda e direita acabou. Agora é só capitalismo". Tudo parecia estar indo tão bem para vocês… y en ese llegó Hugo Chávez. De repente, para o pavor de vocês, novamente se fala em socialismo, em alternativas para o capitalismo, em luta contra o imperialismo,… É duro de aguentar, eu entendo. Mas, pelo menos há um consolo: o grande capital e o imperialismo voltam a precisar de estafetas intelectuais para defender seus interesses. Ou seja, empreguinhos à vista para algumas pessoas. Nem tudo é tão ruim!

    Orlando

    14/04/2011 - 14h47

    Jair de Souza
    Complementando o post anterior.
    Prezado, deixe os EUA em paz. Eles já resolveram, grosso modo, todos os [sete] problemas listados acima.
    Quer ajudar o Brasil? Faça alguma coisa para que saíamos – um dia – do terceiro mundismo. E, sobretudo, não sejamos tão ufanistas/bairristas – isso é meio caipira.
    Um abraço

    alberto silva

    14/04/2011 - 15h12

    Engraçado! A população de Cuba aumentou de pouco mais de 7 milhões em 1960 para mais de 11 mi em 2009…não deve ter duplicado pq uns 3 mi foram comidos por tubarões né?

Pedro

14/04/2011 - 10h52

Terrorista é o capitalismo americano. Essa é sua última grande invenção. Azenha, seu artigo é ótimo.

Responder

Ana cruzzeli

14/04/2011 - 10h50

Esse Império é realmente um nojo …
Em maio de 2010 o MPF/PR/DF recebeu um alerta que o trafico de heroina usando o Brasil como posto avançado estavam dando sinais de incremento. Há grande desconfiança que o Brasil já seja rota discreta desde 1970, coincidentemente quando os militares assumiram o poder, só que em 2002 a coisa no Brasil começou a crescer descontroladamente dando o primeiro sinal em 2007 http://www.conjur.com.br/2007-mar-02/brasil_apare
Quando uma pessoa comum percebe isso já em 2010 é porque perdeu-se o freio, pois o volume é assustador e como bem você coloca Azenha o foco dissiminador é SÃO PAULO. Por que os EUA estão chamando essa questão para triplice fronteira? Primeiro que podem coagir 3 paises ao mesmo tempo mas principalmente tirar o foco de SP.
Realmente o Afeganistão é no Brasil, nisso estou de acordo, contudo eles estão tendo sua vida dificultada pelas autoridades brasileiras, estranhamente depois que o MPF tomou ciencia e começaram a investigar os EUA vieram com essa historia de terrorismo.
Quando uma pessoa faz busca no Google sobre rota da heroina, o Brasil não está inserido contudo paises da Africa já estão lá há muito tempo, são 3 paises, na América do sul só a Colombia ( isso depois que os EUA se intrometeram no país até então o país só exportava cocaina). Em maio de 2010 o MPF/PR/DF foi alertado de que alguma coisa iria acontecer na Africa logo logo. Isso foi possivel porque o Lula tem desde sempre uma preocupação pelo continente e tudo que o Lula aponta dá bode, ele antevê tragédia, é assustador mas ele tem esse poder.
Bom, recentemente Kadafi diz que Al Qaeda está no pais sendo instruida pelo império estadunidense e ingles, sabemos que todo o dinheiro dessa organização é fruto da heroina e como Michael Moore já cantou em prosa e verso a Al Qaeda é uma celula terrorista criada pela CIA e que ainda trabalha para eles. Uma instituição precisa de dinheiro e a Al Qaeda é carissima, logo facilitar os recursos para a instituição é papel dos EUA. Ao intensificar as guerras existentes o Obama achou que o problema do dinheiro da Al Qaeda estaria resolvido, só que a heroina tem que chegar aos EUA e Europa para virar dolares e o Brasil , America latina se tornaram entraves, logicamente que tirando a Colombia onde para ela a coisa ficou mais pesada ainda. No Peru os EUA vão pegar pesado para inclui-lo na rota, por isso filha do fujimori foi treinada há anos para esse momento, Deus queira que ela não se eleja para o bem de todos.
Com a queda dos tiranos do Egito e Tunisia os EUA ficaram sem o braço colaborar no norte da Africa e Libia é a unica e verdadeira saida tanto para o Obama como para as organizações financeiras que lavam o dinheiro da heroina no pais e pelo visto estão ficando impacientes. Pelo visto a medida que Kadafi resiste a heroina demora para se transformar em dolar e se o Iraque se rebelar o que estava ruim para o sistema financeiro estadudense que é movido pelas drogas vai ruir.
Logo se segura, o aperto que o Obama está fazendo no orçamento é para mandar tropas para a guerra terrestre. Quer apostar quanto?
Torço para que Kadafi resista o maximo possivel, que os Iraquianos se rebelem e que Malalai Joya também faça sua pequena revolução no Afeganistão, pois o Império está desesperado e o povo estadunidense, ingles e frances, holandes, belga etc, nem percebem o tamanho da encrenca.
Azenha, como um governante pode agir assim, sabendo que seu povo é o primeiro a sofrer é o primeiro a se intoxicar?

Responder

Marcelo Fraga

14/04/2011 - 10h38

Eu imagino que no tempo da Guerra Fria os telegramas fossem quase iguais, mas com todos os termos "terrorista" sendo mudados para "comunista", "Líbano" para "Cuba", "Hamas, Hezbollah e FARC" para "Sendero Luminoso, Sandinistas e MR-8".

Responder

    Carmem Leporace

    14/04/2011 - 12h02

    Esse grupo de terroristas e assassinos chamado de Sendero Luminoso não existe mais, foi extirpado e extinto pelo Fugimore (Papa da Keiko, futura presidenta do Peru), as FARCS estão agonizando e em breve estarão derrotadas e eliminada também.

    Aos poucos estamos nos livrando desses terroristas,

    Jair de Souza

    14/04/2011 - 13h07

    Que as pessoas que dona Leporace admira no Peru vão votar em Keiko Fujimori não há nenhuma dúvida. Todas elas apoiavam ardentemente a ditadura fujimorista (aqui a expressão ditadura é ditadura mesmo) e se beneficiavam dela para manter o povo peruano na miséria enquanto eles se locupletavam. O ídolo anti-terrorista de dona Leporace e seus amigos deve ser o ilustradíssimo Georginho Bush, aquele que levou democracia, paz, harmonia e amor aos povos do Iraque, do Afeganistão e de tantas outras terras do mundo. Obrigado dona Leporace por suas palavras tão cheias de ternura.

    Marcelo Fraga

    14/04/2011 - 16h26

    Depois de ler o seu comentário me lembrei disto:

    [youtube MdbWr9XeRP8 http://www.youtube.com/watch?v=MdbWr9XeRP8 youtube]

    Nelson

    16/04/2011 - 17h40

    Que boa nova tu trazes Carmem. Quer dizer que estamos prestes a ficar livres dos terroristas? Mas, de quais deles?

    Me parece que aqueles que levaram o desespero e a desgraça a centenas de milhões de pessoas em diversos cantos do mundo têm dado seqüência a sua prática terrorista.

    – Aqueles terroristas, que despejaram 4.500.000 de toneladas de bombas e 75 milhões de litros de herbicidas químicos sobre o Vietnam e assassinaram 3.000.000 de vietnamitas. Um pequeno país com pouco mais de 300.000 km² de área.

    – Aqueles terroristas, que, afirmando que levavam a democracia ao Iraque provocaram a morte de mais 1.000.000 de iraquianos, 4.500.000 deslocados de seus lares, 5.000.000 de órfãos.

    – Aqueles terroristas, que apoiaram, armaram e patrocinaram as ditaduras que desgraçaram a vida latino-americana durante tantas décadas.

    – Aqueles terroristas, que mantinham, no canal do Panamá, uma escola, a Escola das Américas, dedicada a ministrar a militares do mundo inteiro, em especial da nossa América Latina, técnicas de repressão e tortura a serem aplicadas sobre seus povos.

    – Aqueles terroristas que despejaram milhares de toneladas de bombas contendo urânio empobrecido sobre a Iugoslávia, o Iraque e o Afeganistão. Eles estão despejando essas bombas também agora sobre a Líbia. E são sabedores dos terríveis efeitos que este material altamente tóxico provoca na saúde humana e ainda vai provocar por infinitas gerações já que o urânio empobrecido levará, por baixo, 4.500.000.000 de anos para se decompor na natureza.

    Mas, me desculpe senhora Leporace. Talvez eu não tenha me dado conta de que a senhora não considera tudo isto como sendo terrorismo.

edv

14/04/2011 - 10h24

UOL: "Apologia a crimes como o massacre de Realengo (RJ) ganha força na internet"
Publicam um post sobre o Datena (que, a mim, pareceu gozação, chamando o Wellington de "santo") e outros sobre homofobia e racismo, já em evidência desde os tempos de campanha Serrista de esgoto, de Mayaras e Boçalnaros.
Divulgar jornalisticamente em manchete que "cresce" um movimento na Internet para matar crianças em escolas, para criar um clima de terrorismo no Brasil é:
I.N.A.C.R.E.D.I.T.Á.V.E.L!…

(para não dizer loucamente irresponsável e paracriminoso)

Responder

    Carmem Leporace

    14/04/2011 - 12h03

    És meio débil mental… mas noto que esse é o padrão ….

Fabio

14/04/2011 - 10h00

A manchete ao estilo americano seria :"É a água, estupido!"

Responder

    Chico Rocha

    14/04/2011 - 12h03

    Que água? Aquela que os americanos podem obter a um custo muito menor dessalinizando a água do mar, em usinas de osmose reversa?

    Jair de Souza

    14/04/2011 - 13h15

    Caro Chico, pense um pouquinho antes de dizer tais coisas. Poderemos pensar que você está passando por um processo de osmose cerebral reverso. Não é preciso se esforçar tanto para defender os patrões. E outra coisinha: a palavra "americano" nunca deveria ser usada para fazer referência aos europeus instalados no país situado ao norte da América chamado Estados Unidos da América. Para eles, nós devemos usar o adjetivo certo: estadunidenses. Claro que esta ideia não deve te agradar, mas é o que é certo para quem quer demonstrar um pouco mais de dignidade.

    Chico Rocha

    14/04/2011 - 15h07

    Quem precisa pensar (e estudar) são os paranóicos que sequer sabem o que é osmose reversa e nem dessalinização.

    alberto silva

    14/04/2011 - 15h09

    não, aquela dos ALpes suiços…

Regininha

14/04/2011 - 09h36

Descoberta a identidade do homem que vendeu o mundo:
http://migre.me/4fezU

.

Responder

Gerson Carneiro

14/04/2011 - 08h14

PS do Viomundo: "Afinal, não seria muito mais fácil se esconder em São Paulo do que em Foz do Iguaçu?"

Talvez porque pensam os EUA que agindo em Foz do Iguaçu matariam três coelhos com uma cajadada só.

Responder

    Pablo Moreira

    14/04/2011 - 10h19

    A razão do interesse deles em Foz do Iguaçu eu não sei.

    Só espero que ninguém esteja sugerindo que seja por causa do "Aquifero Guarani".

    Chamar a água do aquifero de "ouro azul" e dizer que os EUA estão interessados nela é o cúmulo da paranóia.

    É completamente inviável transportar água em navios-tanque do Sul do Brasil (Porto de Paranaguá?) até os Estados Unidos. A água sairia caríssima.

    Qualquer usina de dessalinização da água do mar localizada na Costa Leste ou na Costa Oeste dos EUA poderia fornecer água potável a um custo muito mais barato do que o da água transportada de navio desde o Sul do Brasil.

    Os americanos são loucos, belicistas, mas sabem fazer cálculos econômicos básicos. Não são estúpidos ao ponto de optar pela opção financeiramente mais inviável.

    Qualquer que seja a razão do interesse dos EUA na Tríplice Fronteira, não tem nada a ver com o Aquifero Guarani.

    Jair de Souza

    14/04/2011 - 13h21

    Deve ser este pouco interesse pela água que justifica o fato de que grandes empresas multinacionais controladas por nossos amiguinhos e benfeitores do norte andem tratando de obter o controle das redes de distribuição de água pelo mundo afora (no documentário Corporação podemos ver com detalhes sua atuação na Bolívia, na Índia e em outros países). Ainda bem que eles não têm interesse na água dos países periféricos. Imaginem o que seria se tivessem!

    Chico Rocha

    14/04/2011 - 15h10

    O interesse deles na água de Cochabamba era para vender a água para os próprios cochabambenses, e não para abastecer os EUA. Uma simples privatização do abastecimento de água (igual a que o Palocci fez em Ribeirão Preto, quando era prefeito).

    Tanto o Brasil, quanto o Paraguai, quanto a Argentina, tem água de sobra para o seu próprio abastecimento, sem depender do Aquifero Guarani.

    Jair de Souza

    14/04/2011 - 16h01

    É isso mesmo. Não é à toa que Palocci é um dos poucos bem quistos pela oligarquia saudosista em nosso país. E você acabou de dizer o que me interessa: controlar a água é o desejo do imperialismo. Não para exportar água para os Estados Unidos – não me lembro de ter lido isto em nenhum dos comentários – e sim para manter uma nação sob seu controle. Quem controla as fontes de água controla a vida. Se as fontes da vida estão nas mãos das potências imperialistas nós estaremos ainda mais a sua mercê. Não é difícil entender isto. Deixe esse papo furado de osmose reversa para os próprios imperialistas e some-se aos que querem uma vida mais digna para todo nosso povo. Você será bem recebido se assim o fizer.

    Jussara

    16/04/2011 - 01h15

    Assista o documentário "Tapped". É uma aula de como as grandes corporações estão exaurindo os mananciais e fazendo lucros absurdos.

    alberto silva

    14/04/2011 - 15h08

    Novamente, transportar pros states pra q? O Negócio é privatizar e vender a água. Se bem que nos states, a elite toma água dos Alpes suíços….

    Pacífico

    14/04/2011 - 10h53

    Exatamente o que eu penso, Gerson. A tríplice fronteira é o lugar ideal para uma base norte americana.

sergiopamplona

14/04/2011 - 07h49

Excelente, Azenha. Falta só estender a análise um pouquinho para deixar escancaradamente claro como a grande mídia entra no jogo dos americanos, defendendo a tese deles. Como sempre, aliás.

Responder

monge scéptico

14/04/2011 - 07h28

BEM DITO SR. AZENHA. A fórmula simples que jamais será seguida por washington
préditada pelo sr,, de que basta a usa e sus títeres deixar esses paises seguirem
seu modo de vida e, sobretudo sairem de onde não são desejados, para que tudo
mude imediatamente. Mas, sem guerras como a USA vai sobreviver? E o petróleo?
a preçõ de banana na hora de chêpa? Preços aliás determinados a revelia dos inte-
-resses dos pvo produtor?
Onde seria o novo campo de testes de armas? O próximo genocídio que assistimos
todo dia e, os religiosos, todos sem exceção cretinos e hipócritas não abrem a boca
em defesa desses povos? E a ONU(quá, quá, quá etc……)esse chiqueiro ianque, no
qual oBRASIL pleiteia um banquinho,para que? Vai vetar o que?Se a USA não res-
-peita nada? Conclusão: é lamentável que jovens das fôrças armadas ianques, morram
fora do seu país, defendendo a hoje ditadura militar ianque, que fundamentalmente procu-
ra manter a mentirosa figura da defesa dos interesses ianques e, (lies) o way of life do
alienado povo americano(tadinhos). E por ai vai.
É justo que o povo muçulmano se defenda do invasor? Tenham a palavra!

Responder

Orlando

14/04/2011 - 06h58

Prezado Azenha
É chegada a hora de acabarmos com essa mania de perseguição. Não somos, no Brasil, ou, os brasileiros, santos.
Se houve ingerência na vida politica e econômica do Brasil, foi/é por que houve leniência e, sobretudo, aceitação das "regras" impostas pelo grande "cancro imperialista" [como é chamado, no Brasil os EUA], ou seja, EUA. Ou por que, de certo modo, isso era interessante para alguém ou grupo de pessoas.
Com efeito, o problema, no Brasil, é mais sério. Mesmo com o crescimento de quase 10%, na década de 1970, o Brasil, não saiu da indigência econômica, social [distribuição de renda, estradas, transporte público, educação, saúde etc. – tudo, ainda, muito longe dos países desenvolvidos] e politica ou políticos. Portanto, não são os americanos que não respeitam o Brasil, mas, na verdade, os brasileiros é que não respeitam os brasileiros. Isso é fato histórico!
Infelizmente, não alcançamos, no Brasil, até agora, em que pesem todas as nossas riquezas, o nível de bem estar social dos EUA ou Europa. Ademais, em pesquisas e tecnologia, em especial em tecnologia de ponta, somos – ainda – dependentes – até da China…
Somos, no Brasil, racistas e homofóbicos e, tristemente, temos, não raro, empregos com subsalários que não nos deixam esquecer que esse país, Brasil, ainda tem grande apreço e vocação para escravidão. Ou seja, a nossa distribuição de renda é indigna.
Deixemos os americanos em paz e olhemos, no Brasil, com atenção e carinho, para as nossas próprias mazelas. Que são muitas!
Um abraço

Responder

    augusto

    14/04/2011 - 09h37

    nao entendi direito a sua tese, orlando.
    O" brasil é pobre, ainda é muito pobre e cheio de mazelas" Portanto nao são os americanos que desrespeitam o Brasil, somos nos mesmos etc.." "|Se houve ingerência é porque houve /há leniencia "
    Isto ai, orlando, nos parece ser so uma faceta, e menor, da questão.
    No principio era o ' anti-comunismo' que era exportado para o mundo. Mas havia a URSS.
    No segundo estagio, houve o fim da Urss, por volta de 1989 e 1990. E o imperio assumiu nova face e montou novos planos pra valer no mundo todo.

    augusto

    14/04/2011 - 09h42

    (continuaçao)
    >>>nNo terceiro estagio, uns 19 terroristas rag-tag (maltrapilhos), comandados por um certo BinLaden de uma
    longinqua caverna no Afganistão, um dia deram seus nomes verdadeiros, repito, verdadeiros na lista de passageiros da UA e da American Airlines e… lançaram um ataque calculado e devastador contra 02 torres ditas gemeas – e de quebra derrubaram
    SETE HORAS depois, sem nenhum avião, um predio de 47 andares, o Edif. no. 7 do WTC, feito de aço
    e e concreto reforçado, usando o que? incendios em varios andares do Edif. 7.. Ah, esta ultima façanha de derrubada realizada tambem em 7 segundos. – (tá o filme lá no YouTube). As 10:03 dessa mesma manha caiu outro aviao da UA num lugarejo da pennsilvania, e nao sobrou nem um pedacinho pra eles estudarem direito as causas…
    Bem tudo isso pra te dizer que apos este 11/9 começou um Terceiro Estagio… pra valer mais ainda no mundo todo.

    augusto

    14/04/2011 - 09h43

    (cont.)
    >> O esforço para o Brasil criar leis e entrar na guerra anti-terror deles é so UMA PARTE desta estrategia de dominaçao planejada do planeta que eles sonham toda a noite e trabalham de dia e noite para executar.
    Naturalmente que esta singela explanaçao foi plenamente entendida por voce, e a maioria dos nautas está careca de saber.

    edv

    14/04/2011 - 10h11

    Talvez vc ainda não tenha percebido que os "brasileiros que não respeitam brasileiros" são alguns que têm uma motivação politico-econômica "importada" (ou "exportada para cá"…)…
    Talvez vc ainda não tenha percebido "quem deve deixar quem" em paz…

Andrea Serpa

14/04/2011 - 02h25

Eu detesto ser mal educada Azenha mas estou cheia desta m…Que desvairio de querer ver terrorista em todo lugar!Esta exploração absurda de uma tragédia para impor um ajuste com essa mentalidade americana pavorosa é uma vergonha diária que a mídia impõem.É o fim a gente ter que viver repetindo isso a respeito de vários temas e sentir que não sai do lugar.Claro que os sujinhos são um grande avanço e alívio.Mas é assustador saber a quantidade de pessoas que podem ser afetadas por mais essa paranoia.abs

Responder

    Cristiana Castro

    14/04/2011 - 22h16

    Pois é, Andrea, o nome disso é terrorismo midiático e a população é OBRIGADA a conviver com isso sob a alegação de liberdade de Imprensa. Ou seja, liberdade de imprensa é a liberdade concedida ,pelo Estado, a um determinado grupo,para que esse grupo faça dessa sociedade o que bem entender, de acordo com os interesses de seus matenedores. A m….. é que quem decide o que é ou não demcracia são esses grupos. Em português bem claro, se a Globo que não é e nem nunca foi nacional decidir veicular que o Brasil é uma ditadura, vai veicular isso no mundo inteiro, através de suas " sócias" repetidoras e nós seremos,então uma ditadura. ão é simples?

maísa

14/04/2011 - 01h50

Os EUA já estão há muito querendo se implanar , e não só apenas "colaborar", com uma ação de controle sobre supostos ditos terroristas. Lembremos que a Lei Anti-terror aplicada no Chile, serviu de base para a condenação recente do povo Mapuches quando lutavam pelo direito ancestral á sua terra.Ou seja, além da "guerra anti-terror" só estar na cabeça desses americanos paranóicos e seus aliados nacionais oligárquicos, querem que implantemos leis que serviriam para punição de movimentos sociais, facilitando a influência daquele País no nosso, achatando os movimentos sociais, designando-os de "terroristas", como aconteceu com os Mapuches no Chile. Os EUA são cínicos. Quem mais comete atos terroristas, quem mais atenta aos Direitos Humanos dos povos de todo o mundo, saõ eles. Devemos ignora suas tentativas de imposições. Eles tem um poder econômico e militar descomunais, porém subestimam os povos e não aprenderam nada com o Vietinam e com o Alfeganistão.

Responder

maísa

14/04/2011 - 01h43

Os EUA já estão há muito querendo se implanar , e não só apenas "colaborar", com uma ação de controle sobre supostos ditos terroristas. Lembremos que a Lei Anti-terror aplicada no Chile, serviu de base para a condenação recente do povo Mapuches quando lutavam pelo direito ancestral á sua terra.Ou seja, além da "guerra anti-terror" só estar na cabeça desses americanos paranóicos e seus sliados nacionais oligárquicos, querem que implantemos leis que serviriam para punição de movimentos sociais, facilitando a influência daquele País no nosso, achatando os movimentos sociais, designando-os de "terroristas", como aconteceu com os Mapuches no Chile.

Responder

alexandrapeixoto

14/04/2011 - 01h07

a fixação dos americanos é porque na tríplice fronteira se encontra um dos maiores aquiferos do mundo, o aquifero Guarani, que talvez só seja menor que o de Alter do Chão, no PA [ainda está pra ser comprovado]. Fato é que possuimos os dois maiores aquiferos do mundo. A família Bush comprou muitas terras no Paraguai. Coincidencia?

Responder

    Chico Rocha

    14/04/2011 - 12h05

    E como vão transportar a água até os Estados Unidos?

    De navio? Os quais consomem óleo diesel? Quanto vai sair esse frete?

    alberto silva

    14/04/2011 - 15h04

    Transportar para o states pra que? o Negócio é privatizar e vender a água, siô! vide Bolívia…

maísa

14/04/2011 - 01h01

Os EUA já estão há muito querendo se implanar , e não só apenas "colaborar", com uma ação de controle sobre supostos ditos terroristas. Lembremos que a Lei Anti-terror aplicada no Chile, serviu de base para a condenação recente do povo Mapuches quando lutavam pelo direito ancestral á sua terra.Ou seja, além da "guerra anti-terror" só estar na cabeça desses americanos paranóicos e seus aliados nacionais oligárquicos, querem que implantemos leis que serviriam para punição de movimentos sociais, facilitando a influência daquele País no nosso, achatando os movimentos sociais, designando-os de "terroristas", como aconteceu com os Mapuches no Chile. Os EUA que parem com suas ações, estas,sim, terroristas no mundo.

Responder

Guanabara

14/04/2011 - 01h01

Essa cisma com Foz do Iguaçu que eu (ainda) não entendi. E isso já tem tempo. Lembro da tal Christina Amampur, reporter da CNN, falando disso acho que lá pra 2002.

Agora eu também queria saber o que é o Brasil cooperar nessa guerra contra o terror e o terrorismo se nem uma definição formal disso existe. Porque se existisse, Israel estaria na relação do "eixo do mal".

Responder

maísa

14/04/2011 - 00h57

Os EUA já estão há muito querendo se implanar , e não só apenas "colaborar", com uma ação de controle sobre supostos ditos terroristas. Lembremos que a Lei Anti-terror aplicada no Chile, serviu de base para a condenação recente do povo Mapuches quando lutavam pelo direito ancestral á sua terra.Ou seja, além da "guerra anti-terror" só estar na cabeça desses americanos paranóicos e seus sliados nacionais oligárquicos, querem que implantemos leis que serviriam para punição de movimentos sociais, facilitando a influência daquele País no nosso, achatando os movimentos sociais, designando-os de "terroristas", como aconteceu com os Mapuches no Chile.
Se querem combater o terrorismo que acabem com suas próprias ações, estas,sim, terroristas, no mundo.

Responder

Pedro

14/04/2011 - 00h44

Mesmo sabendo que esse pessoal é bastante paranóico, esses informes preocupam. Será possível descobrir essas fontes que revelaram a suposta presença de terroristas na região da TBA? Acho que ele não produziriam uma correspondência diplomática séria como essa se não houvesse algum informe razoavelmente confiável.

Responder

    Marcelo Fraga

    14/04/2011 - 10h28

    Parece séria porque eles acreditam no que falam. De tanto repetirem essa mentira, ela se tornou verdade.

Antonio Carlos

14/04/2011 - 00h39

Azenha,
primeiro, gostaria de parabenizar pela publicação deste documento; em segundo, que em TODOS os documentos que eu li, é claro, publicados a respeito das relações Br/Us, os diplomatas americanos se esforçam, pressionam e, provavelmente, vão muito além disso com alguns empresários/políticos,/militares/jornalistas/ministros brasileiros. Qual é o foco? O Ministerio de Relações Exteriores! Viva o Itamaraty! O Estado Brasileiro é um queijo suiço. É impressionante, o que faz o hábito de confessar! Vide aquele descompensado Heráclito.
abç

Responder

FrancoAtirador

14/04/2011 - 00h09

.
.
Excerto essencial:

"O GOB [Governo Lula/Celso Amorim] se nega a legalmente ou mesmo retoricamente rotular grupos terroristas designados pelos Estados Unidos como o HAMAS, Hizballah ou os grupos terroristas das FARC como grupos terroristas, sendo os dois primeiros considerados pelo Brasil como partidos políticos legítimos."

A questão fundamental é:

O governo Dilma/Patriot manterá essa posição ?

A resposta é sim ou não.

Não há meio-termo.
.
.

Responder

ZePovinho

14/04/2011 - 00h08

Os americanos são insidiosos,Azenha.Toda estrutura que eles têm,em qualquer país do mundo,é usada para subversão,terrorismo de Estado,assassinatos e tudo o que não presta.
Eu não consigo entender,ainda,porque brasileiros contribuem com esses caras.Eles estão no papel deles,defendendo os interesses americanos(muito embora lhe fuzilem,dêem injeção letal ou eletrocutem se te pegarem dentro dos EUA fazendo o que eles fazem nos outros países do mundo) mas…. os brasileiros???Será que algumas migalhas,uma cátedra na Universidade Brown(como FHC),poder chamar algum burocrata deles de "Bob" vale tanta submissão??Sei lá….dizem que é o complexo de viiralatas mas eu já elaborei a "Teoria Kid Bengala" e acho que é,na verdade, o "Complexo do Pau Pequeno",ou seja:nossas "zelites" acham que os americanos têm o pinto maior do que o nosso e estão dispostas a fazer como os esquimós:entregar a mulher para eles já que os gringos(na cabeça udenista deles) têm uma maior metragem.
Deixo vocês com o Kid Bengala,que resgata nosso orgulhio nacional diante desse "Complexo do Pau Pequeno" que campeia nas nossas "zelites".O Kid atua no exterior em filmes de arte erótica:

[youtube oesMYTtIzLg http://www.youtube.com/watch?v=oesMYTtIzLg youtube]

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