VIOMUNDO

Diário da Resistência


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Telegraph: Há algo cheirando mal no Reino Unido


16/08/2011 - 21h17

por Luiz Carlos Azenha

Estou entre os que acreditam ser uma bobagem chamar a derrubada de Hosni Mubarak de “revolução do Facebook”. Ou atribuir o quebra-quebra londrino ao BBM, o mensageiro do Blackberry. Nada disso teria acontecido se não houvesse demandas sociais subjacentes. No caso do Egito, falta de comida, de emprego e de democracia. No caso da Inglaterra, gente que não tem compromisso com o status quo. Volto ao visionário John Kenneth Galbraith, que ainda nos anos 80 falava do surgimento de uma sociedade paralela no entorno das grandes metrópoles, resultante das políticas do então presidente Ronald Reagan do “there is no free lunch in America”. Você tritura os sindicatos, destrói empregos, criminaliza os movimentos sociais e depois espera que as pessoas apresentem suas demandas de forma organizada e politizada? Fora dos sindicatos e dos movimentos sociais organizados… é o fascismo.

Mas, voltando ao Facebook, ao Twitter e ao Blackberry, não há como negar que as pessoas conversam entre si muito mais nos dias de hoje do que num passado não muito longínquo. Quando desembarquei em Nova York, em 1985, para ser correspondente da TV Manchete,  uma transmissão de imagens via satélite para o Brasil, de dez minutos, custava 1.500 dólares. Hoje, via internet, é de graça.  Nos anos 80, quando trabalhei na TV Globo de Bauru, se a emissora não enviasse uma equipe de reportagem a uma cidade da região para cobrir uma manifestação era como se o protesto não tivesse acontecido; hoje, os próprios manifestantes sobem o vídeo no You Tube e dispõem desta e de outras ferramentas inclusive para pautar a mídia convencional.

Meu ponto: é uma mudança extraordinária em pouquíssimo tempo. E pode contribuir para abrir um imenso fosso entre a linguagem hierarquizada do poder e a linguagem das ruas, maior ainda da que já existe. O exemplo deste descompasso vimos na Grécia, no Chile, na Espanha. As instituições obedecem a ritos e ritmos divorciados de sociedades altamente conectadas e ansiosas por transparência, respostas e resultados.

Colhi um pequeno exemplo disso no jornal britânico Telegraph, que publicou um artigo que teve uma imensa repercussão nas mídias sociais do país. É um artigo que não teria um centésimo da repercussão que teve se a capacidade das pessoas de distribuí-lo não fosse tão grande quanto é. Não importa se você concorda ou não com o conteúdo. Eu, por exemplo, acho que o texto é moralista e simplificador. Mas foi lido por centenas de milhares de pessoas, a maioria das quais não comprou o jornal. Elas não tiveram de ir atrás do artigo, o artigo veio até elas.

Não é por acaso que a polícia britânica simplesmente considerou fechar o twitter durante os distúrbios de Londres ou que as sentenças mais pesadas dadas até agora na Inglaterra foram para dois jovens acusados de “organizar” quebra-quebras via Facebook. Na falta de compreensão, na incapacidade ou na falta de vontade política para lidar com as questões de fundo, a culpa é, literalmente, do messenger.

Fiquem com o artigo:

The moral decay of our society is as bad at the top as the bottom [A decadência moral de nossa sociedade é tão grave no topo quanto na base]

By Peter Oborne

August 11th, 2011

David Cameron, Ed Miliband e toda a classe política britânica se juntaram ontem para denunciar os amotinados. Eles naturalmente estavam certos ao dizer que as ações dos saqueadores, incendiários e assaltantes eram abomináveis e criminosas, e que a polícia deveria receber mais apoio.

Mas havia também algo muito falso e hipócrita sobre o choque e o ultraje expressos no parlamento. Os deputados falaram sobre os terríveis eventos da semana como se não tivessem nada a ver com eles.

Não posso aceitar que seja este o caso. Na verdade, acredito que a criminalidade em nossas ruas não pode ser dissociada da desintegração moral dos escalões mais altos da moderna sociedade britânica. As últimas duas décadas testemunharam um terrível declínio dos padrões da elite governante britânica. Tornou-se aceitável que nossos políticos mintam e enganem. Uma cultura quase universal de egoísmo e ganância surgiu.

Não foram apenas os jovens ferozes de Tottenham que se esqueceram que tem tanto deveres quanto direitos. Assim é também com os ricos ferozes de Chelsea e Kensington. Alguns anos atrás, minha mulher e eu fomos a um jantar numa mansão no oeste de Londres. Um segurança vigiava o lado de fora da rua e houve muita conversa sobre uma “divisão norte-sul” , que eu aceitei literalmente por um tempo até me dar conta de que os donos da casa estavam se referindo a uma divisão entre os que moravam ao norte e ao sul da Kensington High Street.

A maioria das pessoas desta rua caríssima estavam tão desenraizadas e distantes do resto do Reino Unido quanto os jovens homens e mulheres desempregados que causaram tantos danos terríveis nos últimos dias. Para eles, a repulsiva revista do Financial Times chamada “Como gastar” é uma bíblia. Eu arriscaria dizer que poucos deles se importam em pagar impostos se puderem evitá-los e que menos ainda sentem algum tipo de obrigação com a sociedade que apenas algumas décadas atrás era “natural” para os ricos e os de cima.

Ainda assim celebramos as vidas vazias de gente que vive assim. Algumas semanas atrás, li uma nota em um jornal dizendo que o magnata dos negócios Sir Richard Branson estava pensando em transferir seu quartel-general para a Suiça. A medida foi descrita como um golpe em potencial contra o ministro das finanças George Osborne, porque resultaria na redução da arrecadação de impostos.

Não consegui deixar de pensar que num mundo são e decente, tal mudança seria um problema para o Sir Richard, não para o ministro. As pessoas notariam que um importante e rico homem de negócios estava fugindo dos impostos britânicos e pensariam mal dele. Em vez disso, ele foi condecorado e é amplamente bajulado. O mesmo é verdadeiro quanto ao brilhante varejista Sir Philip Green. Os negócios do Sir Philip nunca sobreviveriam sem a famosa estabilidade política e social do Reino Unido, sem nosso sistema de transporte para despachar suas mercadorias ou nossas escolas para educar seus trabalhadores.

Ainda assim Sir Philip alguns anos atrás transferiu um bilhão de libras [equivalentes a 2,6 bilhões de reais] em dividendos offshore e parece que não está nem um pouco disposto a pagar por isso. Por que ninguém se irrita e o responsabiliza? Eu sei que ele emprega caros advogados tributaristas e que tudo o que faz é legal, mas tem de enfrentar questões éticas e morais tão grandes quanto as colocadas para o jovem bandido que invadiu uma das lojas de Sir Philip para furtá-lo?

Nossos políticos — apoiados como fariseus na perna de trás, ontem, no Parlamento — são tão ruins quanto o Sir Philip. Eles já demonstraram que estão preparados para ignorar a decência e, algumas vezes, para violar a lei. David Cameron está feliz em ter alguns dos piores exemplos no ministério. Considerem por exemplo o Francis Maude, que é encarregado de enfrentar o desperdício no setor público — o que os sindicatos dizem que é eufemismo para guerrear contra trabalhadores de baixa renda. Ainda assim o sr. Maude ganhou milhares de libras ao violar o espírito, embora não a lei, na ajuda de custo dada aos parlamentares.

Muito se falou nos últimos dias da cobiça dos saqueadores por bens de consumo, inclusive pelo deputado de Rotherham, Denis MacShane, que afirmou com justeza, “o que os saqueadores queriam eram alguns minutos no mundo do consumo da Sloane Street”. Isso dito por um homem que usou 5.900 libras [o equivalente a 15.400 reais] de sua ajuda de custo para comprar oito laptops. Naturalmente, como um parlamentar, ele obteve os computadores legalmente, usando dinheiro público.

Ontem, o veterano deputado Gerald Kaufman pediu ao primeiro-ministro para avaliar como os saqueadores poderiam ser “reconquistados” pela sociedade. Sim, este é o mesmo Gerald Kaufman que pediu o reembolso de 14,301.60 libras [equivalentes a 37 mil reais] em três meses, inclusive 8,865 libras [equivalentes a 23 mil reais] por um aparelho de TV da Bang & Olufsen.

Ou considere o deputado de Salford, Hazel Blears, que tem pedido medidas duras contra os saqueadores. Eu acho difícil fazer qualquer distinção entre os golpes de Blears na ajuda de custo e na sonegação de impostos e os roubos na cara dura perpetrados pelos saqueadores.

O primeiro-ministro não demonstrou sinal de que entendeu que alguma coisa cheirava mal ontem no debate do Parlamento. Ele falou em moralidade, mas como algo que só se aplica aos muito pobres: “Vamos restaurar uma sensação de moralidade e responsabilidade — em toda cidade, em toda rua, em toda casa”. Ele parece não ter entendido que isso deveria ser aplicado também aos ricos e poderosos.

A verdade trágica é que o sr. Cameron em pessoa é culpado de não passar no teste da moralidade. Fazem apenas seis semanas ele apareceu sorridente na festa de verão da News International [a empresa de Rupert Murdoch], embora o grupo de mídia estivesse àquela altura não apenas sob uma, mas duas investigações policiais. Mais notadamente, ele deu uma posição de destaque no governo ao ex-editor do tabloide News of the World Andy Coulson, embora soubesse àquele altura que Coulson tinha se demitido depois que atos criminosos foram cometidos por subordinados. O primeiro-ministro desculpou a incapacidade desprezível de Coulson alegando que  “todo mundo merece uma segunda oportunidade”. Foi interessante que ontem ele não falou sobre uma segunda chance, quando prometeu punição exemplar para os amotinados e saqueadores.

Este duplo padrão de Downing Street [sede do governo britânico] é sintomático dos duplos padrões que existem no topo de nossas sociedades. Deveria ficar claro que a maioria das pessoas (inclusive, eu sei, os leitores do Telegraph) continuam a acreditar em honestidade, decência, trabalho duro e em colocar de volta na sociedade tanto quanto se tira dela.

Mas há os que não pensam assim. Certamente, os assim chamados jovens ferozes não se importam com decência e moralidade. Mas também os ricos e poderosos venais — muitos de nossos banqueiros, jogadores de futebol, homens de negócio e políticos.

Naturalmente, a maioria deles é inteligente e suficientemente rica para obedecer as leis. O mesmo não pode ser dito dos jovens homens e mulheres, sem esperança ou aspirações, que causaram a confusão e o caos nos últimos dias. Mas os amotinados tem esta defesa: eles estão apenas seguindo o exemplo das figuras respeitadas de nossa sociedade. Vamos considerar que muitos dos jovens de nossas metrópoles nunca foram treinados em valores decentes. Tudo o que conhecem é a barbárie. Nossos políticos e banqueiros, por outro lado, estiveram em boas escolas e universidades e tiveram as melhores oportunidades na vida.

Alguma coisa terrivelmente errada aconteceu no Reino Unido. Se vamos confrontar os problemas expostos na semana que passou, é essencial levar em conta que eles não existem apenas nos núcleos habitacionais.

A cultura da ganância e da impunidade que temos testemunhado em nossas telas de TV se estende até as sedes de empresas e ao ministério. Chega à polícia e a boa parte de nossa mídia. Não é apenas a juventude danificada, é o Reino Unido em si que precisa de reforma moral.

http://blogs.telegraph.co.uk/news/peteroborne/100100708/the-moral-decay-of-our-society-is-as-bad-at-the-top-as-the-bottom/

NY Times: Gringos vem tirar proveito do boom econômico do Brasil

Um certo John Kenneth Galbraith

Beto Richa é o nosso David Cameron?





65 comentários

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Naomi Klein: Não falta dinheiro para comprar balas de borracha e canhões de água | Viomundo - O que você não vê na mídia

17 de agosto de 2011 às 19h22

[…] Sobre aquele cheiro ruim que vem de Londres   […]

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Leandro Fortes: Depois do fim da civilização cristã no Brasil | Viomundo - O que você não vê na mídia

17 de agosto de 2011 às 19h12

[…] Cheiro ruim no ar? Vem do Reino Unido   […]

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Bonifa

17 de agosto de 2011 às 17h12

"Os assim chamados jovens ferozes não se importam com decência e moralidade." Um jovem não pode ser aquilo sobre o que não possui nenhum exemplo. O jovem segue exemplos: de ferocidade, egoísmo, crueldade, consumismo vazio, falta de amor à sua terra, a seu povo e à própria Humanidade. Os líderes de uma sociedade que os criou neste caldo de selvageria deveriam estar satisfeitos ao verem que fizeram um ótimo trabalho de corrupção da juventude.

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Bonifa

17 de agosto de 2011 às 16h58

“Vamos restaurar uma sensação de moralidade e responsabilidade — em toda cidade, em toda rua, em toda casa”. Seria preciso ser um Winston Churchil para pronunciar uma frase categórica como esta. Mas um Churchil só pronunciaria tal frase se estivesse se referindo a todos – sem exceção. Se Cameron é tão desprovido do senso do ridículo a ponto de não perceber isso, é porque os ingleses estão no fundo do poço em matéria de lideranças políticas.

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Regina Braga

17 de agosto de 2011 às 15h39

E depois dizem ,em manifestos que a corrupção é caracteristica de subraças…Ai,lordes…adoro ser disfuncional,faxineira e inclusiva…

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Elizabeth

17 de agosto de 2011 às 11h33

Continuando a idéia “moralista”… e temor de isto se resumir culpa das redes sócias, internet e lembrando que nos “princípios da organizações globo” Se afirma de se diferenciar dos conteúdos da opiniões do individuo sem responsabilidade na internet!Sim, ETA lá no texto do documento . Vem uma onda “moralizadora” da internet… Estou na expectativa do vem por aí…
Mas quando vai estudar quem são esta elite mundial que tem os seus bancos financeiros dominando os países mundial… o digo SAFADOS!!! Fiquei este final de semana refletindo e percebi que os países do mundo tem divida com mesmo mesmo bancos! A população do mundo paga impostos e divida para os MESMOS bancos!! O dinheiro do mundo pertence apenas mesmo senhores do mundo! Eu e um cidadão sueco, tailandês pagamos a divida para mesmos banqueiros… E ainda querem quebrar mais nações e aplicar seu plano econômico mais cortes e mais impostos a pagar para os estados pagarem mais dinheiro para eles?? Ah isso não pode ser “moralmente” aceitável…SAFADOS!!!

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Elizabeth

17 de agosto de 2011 às 11h17

Texto moralista?? Vamos combinar que quando se analisa o fatos e de quanto hipocritamente esta elite política e financeira mundial se comportam , Só tenho o nome para dizer: SAFADEZA! Pode se discutir o sistema, o capitalismo, mas quando se percebe o grau de corrupção e grau de hipocrisia e o saqueamento do esforço do trabalho da maioria do povo, antes de discutir as razões do sistemas que alimenta estas elites… Primeiro sentimento bate em sua reserva moral e logo respondemos:QUE SAFADEZA!!! E isso é mundial!!! Cadê o jornalista Ingles que diz que o Brasil não pode ter a copa?? Cadê aqueles jornalões para dizer se Inglaterra pode fazer Olimpíada!! A safadeza mundial !! É simplista?? Para mim não tem outro nome!! É a antes de tudo MORAL!!

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Guanabara

17 de agosto de 2011 às 11h07

Todos são iguais perante a lei. Vamos fazer uma lei: é proibido dormir na rua.

E ainda dizem que há democracia no mundo.

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damastor dagobé

17 de agosto de 2011 às 10h26

O primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh,criticou o ativista anticorrupção Anna Hazare, que foi preso nesta semana, despertando uma onda de protestos, que estão se espalhando pelo país.
Durante um discurso no Parlamento, Singh afirmou que os métodos de Hazare são equivocados e beligerantes. O pronunciamento do premiê foi interrompido por gritos de ''vergonha'', por parte de deputados.
Hazare está se recusando a deixar a prisão até que as autoridades indianas permitam que ele realize o protesto que havia planejado para terça-feira.
O militante havia pressionado para que um cargo de ombudsman que investiga acusações de corrupção e que o governo concordou em criar pudesse também apurar acusações de corrupção envolvendo juízes e até o primeiro-ministro.

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beattrice

17 de agosto de 2011 às 10h26

Muito boa a análsie Azenha,
agora se antes a culpa já era do MESSENGER, vai ficar cada vez pior.

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iconoclasta

17 de agosto de 2011 às 10h24

pelo que leio aqui nenhuma critica pode mais ser feita aos padrões de corrupção brasileiros pq temos um governo "nacional-popular", presidido por uma mulher pela primeira vez na historia..quer dizer que qualquer denuncia desse tipo além de "direitismo" também pode ser enquadrada como "machismo"…traduzindo, má fé e escrotidão em nossa terra nao tem esquerda e direita..é tudo igualzinho.Mas, até na India a onda ja chegou..até na India..quem diria..mas aqui nao pode porque temos um governo "de esquerda"…dá pra entender porque somos o que somos???? ou preciso desenhar???

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    Leitor

    17 de agosto de 2011 às 11h54

    "somos o que somos???" Fale por você, cara pálida.

    Miguel

    17 de agosto de 2011 às 12h04

    Desenha, se faz favor. Nao da pra entender uma virgula desse amontoado de palavras.

riorevolta

17 de agosto de 2011 às 10h23

A questão é tão evidente quanto complexa: o capitalismo toma para si todas as relações e mediações existentes e as coloca na perspectiva do capital. Não há valor moral, humano, familiar ou social que não seja transformado e colocado sob a perspectiva do dinheiro e da vantagem econômica.

Não é um problema moral puro e simples. É um problema sistêmico. O capitalismo metaboliza todas as relações e as transforma em relações de consumo. Estamos o tempo todo em nosso cotidiano usando expressões econômicas para expressar nossas atividades, antes mediadas por valores morais e decisões sociais mais fundamentais. Agora é "custo-benefício" que move nossas principais decisões.

Poucos preferem comprar na mercearia mais cara à comprar no supermercado mais barato, não é uma decisão moral, é econômica, mas que mina gradativamente as relações pessoais e sociais com o comércio personalista local, corrói a relação humana direta lentamente.

A necessidade econômica que o capitalismo nos impõe e conduz, vai tomando cada vez mais as decisões do campo da moral e ética, para o campo do dinheiro. O tempo do capitalismo guiado pela moral passou, essa "tecnologia" obsoleta foi superada pelo "capitalismo selvagem" que não pode se dar ao luxo de ser parado por decisões políticas e moralistas. O importante é dar lucro e manter a roda girando.

É inútil combater o capitalismo pela moral, por uma 'busca de humanidade' na lógica capitalista. Não existe face humana no capitalismo. Tudo que ele já teve de humanidade foi conquistado a duras penas pelos socialistas e anti-capitalistas ao longo da história. Se pudesse ele iria continuar com trabalho infantil, escravidão e ditaduras que assegurem sua liberdade e a liberdade dos poucos que se beneficiam dele, em detrimento de qualquer direito humano existente.

Não adianta combater a moral dos políticos, reclamar da queda dos valores morais das sociedades, lembrando que "antigamente não era assim". Essas mudanças são uma reação necessária que o sistema nos impõe para continuar funcionando como tal. "Se não quiser fazer assim, outro o fará".

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Adilson

17 de agosto de 2011 às 10h05

E Dona Margarete que profetizou o fim da sociedade e trabalhou muito para isso deve estar feliz da sua vida…

Azenha que artigo bom esse, hein!

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Carla Bergamo

17 de agosto de 2011 às 09h47

Eu não acho o texto moralista. Simplificador, talvez, pois não podemos esquecer os conflitos étnicos e o racismo/classismo dos británicos… porem, interessante ver que também na "civilizadissima" Grã Bretanha há corruptos, aproveitadores, evasores, etc…

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Gabriel Jardim

17 de agosto de 2011 às 09h06

Equivocou-se, Azenha. O fascismo pressupunha justamente o contrário do que disse: nele, o cidadão tinha que estar "integrado" (no sentido de enquadrado, mesmo) em alguma instituição (sindicato, partido político, etc), que era simplesmente controlada pelo Estado (o símbolo do fascismo era o feixe, lembra-se?). Logo, o Estado controlava o cidadão através da instituição. Nesse sentido, a Constituição Federal traz uma herança do fascismo, ao obrigar todo aquele que queira candidatar-se a uma eleição a estar inscrito num partido político.

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    Miguel

    17 de agosto de 2011 às 12h01

    Nao senhor. O fascismo pressupunha a conexao direta do individuo com o Estado, que se identifica diretamente com a sociedade. O discurso de todas as variacoes de fascismo – o original italiano, seus genericos espanhol e portugues – eram unanimes na critica "denunciatoria" do sistema politico como intrinsecamente ruim, por dividir a nacao e criar disputas entre as partes do todo social; e na conjuntura de entao, ainda padecia da "degeneracao moral" provocada pelo individualismo do capitalismo liberal. Este o ponto de contato com o moralismo posterior, ate os dias de hoje. Nisso, os ideologos do Estado Novo brasileiro viram o feitico virar-se contra o feiticeiro. Essa mesma critica foi potencializada por aqui pela via de Francisco Campos e Azevedo Amaral; posteriormente, foi apropriada por seus adversarios politicos da UDN, e hoje segue viva no discurso moralizante e demonizador da politica dos adbersarios da acao do Estado.

Julio Silveira

17 de agosto de 2011 às 08h58

Já tivemos um tempo em que deslize de honestidade na politica mundo afora podia significar até suicidio, tal a desonra em que ficavam sujeitos. Ao ler esse artigo até parece que o Brasil está exportando seu conceito.

Responder

Fábio

17 de agosto de 2011 às 08h53

"Remember, remember, the 5th of November…"

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Marcelo

17 de agosto de 2011 às 08h34

Através da internet descobri que esse negócio de primeiro mundo não ecziste. Pura ficção. Todos estamos no terceiro mundo (da inteligência, da solidariedade, da moral e dos bons costumes).

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    iconoclasta

    17 de agosto de 2011 às 12h30

    so descobriu isso agora pq ainda nao tinha ouvido o grande Zeca Baleiro..em " Despedi o Meu Patrão"..
    mas ainda está em tempo:
    http://www.youtube.com/watch?v=wG57wFe0JIM&fe

    Jairo_Beraldo

    17 de agosto de 2011 às 14h01

    E eu confirmei isso, Marcelo, ao me tornar cliente da espelunca UNESQUINA Estácio de Sá…e se gabam de serem a maior da America Latina…quantitativa, claro, pois qualitativa nunca serão!

Clovis

17 de agosto de 2011 às 07h58

O problema é que a família foi destruída em todos os continentes. Se voce não educar um filho com responsabilidade ele será o irresponsável de amanhã, seja qual for o meio social que ele viva. Hoje se conversa mais na internete do que na mesa para comer. O resultado se vê quando essa nova geração começa a ocupar seu espaço na sociedade.
Para quem gosta de arte: http://www.artesclovis.blogspot.com

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José Ruiz

17 de agosto de 2011 às 07h40

Só existe uma saída: sustentabilidade = economicamente viável + ambientalmente correto + culturalmente aceito + socialmente justo.

Responder

    FrancoAtirador

    17 de agosto de 2011 às 11h26

    .
    .
    E quem é que vai implementar isto?

    A Marina Silva com o auxílio do teu Fórum Imobiliário ?
    .
    .

    José Ruiz

    17 de agosto de 2011 às 16h18

    A sustentabilidade deve ser um objetivo de toda a sociedade, simplesmente por uma questão de sobrevivência. É incorreto imaginar que sustentabilidade tem a ver com Marina Silva, só porque ela usou essa bandeira nas eleições. É o mesmo que imaginar que meio ambiente é assunto do PV. Sustentabilidade é socialismo. Se o meu Fórum Imobiliário (http://www.forumimobiliario.com.br) puder ajudar de alguma forma, faremos com a maior satisfação, até porque eu tenho filhos e me preocupo com o que vou deixar para eles..

    FrancoAtirador

    17 de agosto de 2011 às 19h28

    .
    .
    A minha resposta foi apenas para colocar em pratos limpos.

    Agora mesmo, lembrei-me de uma estrofe de Fernando Pessoa:

    "Temos, todos que vivemos,
    Uma vida que é vivida
    E outra vida que é pensada.
    E a única vida que temos
    É essa que é dividida
    Entre a verdadeira e a errada."
    .
    .

    Mário SF Alves

    26 de abril de 2012 às 15h23

    Peraí, com todo respeito ao poeta maior, mas, se entendi direito, vida pensada é vida errada?
    Em sendo assim, vida pensada = vida idealizada, então, Fernando Pessoa era tão marxista quanto o próprio Marx. Tá claro?

    Augusto

    21 de agosto de 2011 às 12h31

    Zeitgeist?

marcelo sperling

17 de agosto de 2011 às 04h46

em ingles:

<iframe width="425" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/7iWKulQzeYw&quot; frameborder="0" allowfullscreen></iframe>

Responder

marco

17 de agosto de 2011 às 04h30

não foi dito! não pense que em elgum momento a "camada de cima" irá pensar em haver melhorias para a de baixo, mas sim em selecionar mais ainda os seus e reduzir ao necessário a "camada de baixo".

Responder

Avelino

17 de agosto de 2011 às 02h42

Caro Azenha
Há alguns dias, Eike Batista falou que tinha "perdido" R$ 8 bilhões na crise. Será que ele não era um dos amotinados em Londres?!
Saudações

Responder

Marcio H Silva

17 de agosto de 2011 às 00h40

Cresci vendo todo tipo de safadeza no BR. Político da Europa, USA ou Japão quando era pego pedia demissão ou se suicidava, acho que era caso isolado ou de grande repercussão, porque nos dias de hoje não se ve mais disso. Minha geração cresceu totalmente enganada. Ricos e políticos são iguais em qualquer lugar do mundo e se benefeciam de sua condição e pobre leva na cabeça em qualquer lugar do mundo. O mundo atualmente tem dois lados ou partidos: Pobre se ferrando de um e rico se dando bem do outro, só falta este caldeirão explodir para termos uma nova ordem mundial…….tá pertinho.

Responder

Dani

17 de agosto de 2011 às 00h17

Seu palavreado foi muito bom, viu Azenha?

Responder

Lucas

16 de agosto de 2011 às 23h54

Concordo com todas as colocações do Azenha, mas gostaria de ressaltar que, como ele disse, o texto é moralista e simplificador. Por exemplo, dizer que houve uma decadência na elite britânica é risível. Desde que a burguesia desbancou os aristocratas, a elite a mesma, seja aqui seja no Reino Unido. A diferença é que com os meios de comunicação em massa e principalmente a Internet, ficamos sabendo da corrupção, que é generalizada e sempre foi, muito mais rápido.

Em outras palavras, Cameron é fichinha perto de Lord Palmerston.

Responder

Yes we créu !!!

16 de agosto de 2011 às 23h51

Parece que o processo tao aguardado de insercao do Brasil entre os paises ditos civilizados tem ocorrido nao so pelo desenvolvimento do primeiro, mas sobretudo pelo rebaixamento dos ultimos. O estigma de povo civilizado, em contrapartida a povo barbaro, ja nao cabe mais na nova ordem mundial, ou talvez nunca coube. O que ha de fato, como certa vez Marilena Chaui bem colocou, eh uma sociedade dividida entre ricos e pobres. Interessantemente, enquanto la o abismo social aumenta, aqui diminui, a ponto de em breve nao haver grande diferenca entre nos e eles. O resto eh conversa pra ingles ver e ouvir.

Responder

    FrancoAtirador

    17 de agosto de 2011 às 09h07

    .
    .
    Caro Glauber.

    OS POVOS BÁRBAROS SEMPRE FORAM OS ANGLO-SAXÕES, NUNCA OS TUPIS-GUARANIS.
    .
    .

Gerson

16 de agosto de 2011 às 23h50

Essa noite eu tive um sonho…com Gandhi, Raul Seixas, Priotr Kropotkin, Bakunin, e cia.

Essa noite eu tive um sonho
de sonhador
Maluco que sou, eu sonhei
Com o dia em que a Terra parou
com o dia em que a Terra parou

Foi assim
No dia em que todas as pessoas
Do planeta inteiro
Resolveram que ninguém ia sair de casa
Como que se fosse combinado em todo
o planeta
Naquele dia, ninguém saiu de casa, ninguém ninguém

O empregado não saiu pro seu trabalho
Pois sabia que o patrão também não tava lá
Dona de casa não saiu pra comprar pão
Pois sabia que o padeiro também não tava lá
E o guarda não saiu para prender
Pois sabia que o ladrão, também não tava lá
e o ladrão não saiu para roubar
Pois sabia que não ia ter onde gastar

No dia em que a Terra parou (Êêê)
No dia em que a Terra parou (Ôôô)
No dia em que a Terra parou (Ôôô)
No dia em que a Terra parou

E nas Igrejas nem um sino a badalar
Pois sabiam que os fiéis também não tavam lá
E os fiéis não saíram pra rezar
Pois sabiam que o padre também não tava lá
E o aluno não saiu para estudar
Pois sabia o professor também não tava lá
E o professor não saiu pra lecionar
Pois sabia que não tinha mais nada pra ensinar

No dia em que a Terra parou (Ôôôô)
No dia em que a Terra parou (Ôôô)
No dia em que a Terra parou (Uuu)
No dia em que a Terra parou

O comandante não saiu para o quartel
Pois sabia que o soldado também não tava lá
E o soldado não saiu pra ir pra guerra
Pois sabia que o inimigo também não tava lá
E o paciente não saiu pra se tratar
Pois sabia que o doutor também não tava lá
E o doutor não saiu pra medicar
Pois sabia que não tinha mais doença pra curar

No dia em que a Terra parou (Oh Yeeeah)
No dia em que a Terra parou (Foi tudo)
No dia em que a Terra parou (Ôôôô)
No dia em que a Terra parou

Essa noite eu tive um sonho de sonhador
Maluco que sou, acordei

No dia em que a Terra parou (Oh Yeeeah)
No dia em que a Terra parou (Ôôô)
No dia em que a Terra parou (Eu acordei)
No dia em que a Terra parou (Acordei)
No dia em que a Terra parou (Justamente)
No dia em que a Terra parou (Eu não sonhei acordado)
No dia em que a Terra parou (Êêêêêêêêê…)
No dia em que a Terra parou (No dia em que a terra
parou)
http://youtu.be/kvYhxicaxYg

Responder

FrancoAtirador

16 de agosto de 2011 às 23h38

.
.
Fragmentos

TÍMON DE ATENAS, de WILLIAM SHAKESPEARE

"Que é isto? Ouro? Ouro amarelo, brilhante, precioso?
Não, deuses: eu não faço protestos vãos !
Raízes quero, ó céus azuis !
Um pouco disto tornaria o preto, branco; o feio, belo;
o injusto, justo; o vil, nobre; o velho, novo; o covarde, valente.
Mas, oh, deuses! Por que é isto? Isto que é, deuses?
Isto fará com que os vossos sacerdotes e os vossos servos se afastem de vós;
isto fará arrancar o travesseiro de debaixo das cabeças dos homens fortes.
Este escravo amarelo fará e desfará religiões;
abençoará os réprobos;
fará prestar culto à alvacenta lepra;
assentará ladrões, dando-lhes título, genuflexões e aplauso,
no mesmo banco em que se assentam os senadores;
isto é que faz com que a inconsolável viúva contraia novas núpcias;
e com que aquela, que as úlceras purulentas e os hospitais tornavam repugnante,
fique outra vez perfumada e apetecível como um dia de abril.
Anda cá, terra maldita, meretriz, comum a toda a espécie humana,
que semeia a desigualdade na turba-malta das nações,
vou devolver-te à tua verdadeira natureza.

Ó tu, amado regicida;
caro divorciador da mútua afeição do filho e do pai;
brilhante corruptor dos mais puros leitos do Himeneu!
Valente Marte!
Tu, sempre novo, viçoso, amado galanteador,
cujo brilho faz derreter a virginal neve do colo de Diana!
Tu, deus visível, que tornas os impossíveis fáceis, e fazes como que se beijem!
Que em todas as línguas te explicas para todos os fins!
Ó tu, pedra de toque dos corações!
Trata os homens, teus escravos, como rebeldes,
e, pela tua virtude, arremessais a todos em discórdias devoradoras,
a fim de que as feras possam ter o mundo por Império!
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Responder

    FrancoAtirador

    17 de agosto de 2011 às 08h29

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    Fragmentos

    DINHEIRO

    Shakespeare ressalta particularmente duas propriedades do dinheiro:

    (1) ele é a divindade visível, a transformação de todas as qualidades humanas e naturais em seus antônimos, a confusão e inversão universal das coisas; ele converte a incompatibilidade em fraternidade;

    (2) ele é a meretriz universal, o alcoviteiro universal entre homens e nações.

    O poder de inverter e confundir todos os atributos humanos e naturais, de levar os incompatíveis a confraternizarem, o poder divino do dinheiro reside em seu caráter como a vida espécie alienada e auto-alienadora do homem.
    Ele é a força alienada da humanidade.
    O que se é incapaz de fazer como homem, e, pois, o que todas as faculdades individuais são incapazes de fazer, é possibilitado pelo dinheiro.
    O dinheiro, por conseguinte, transforma cada uma dessas faculdades em algo que ela não é, em seu antônimo.
    O dinheiro é o meio e poder, externo e universal (não oriundo do homem como homem ou da sociedade humana como sociedade) para mudar a representação em realidade e a realidade em mera representação.
    Ele transforma faculdades humanas e naturais reais em meras representações abstratas, isto é, imperfeições e torturantes quimeras;
    e, por outro lado, transforma imperfeições e fantasias reais, faculdades deveras importantes e só existentes na imaginação do indivíduo, em faculdades e poderes reais.
    A esse respeito, portanto, o dinheiro é a inversão geral das individualidades, convertendo-as em seus opostos e associando qualidades contraditórias às qualidades delas.

    O dinheiro, então, aparece como uma força demolidora para o indivíduo e para os laços sociais, que alegam ser entidades auto-subsistentes.

    Ele converte:
    a fidelidade em infidelidade,
    amor em ódio,
    ódio em amor,
    virtude em vício,
    vício em virtude,
    servo em senhor,
    boçalidade em inteligência e
    inteligência em boçalidade.

    Visto que o dinheiro, como conceito existente e ativo do valor, confunde e troca tudo, ele é a confusão e transposição universais de todas as coisas, o mundo invertido, a confusão e transposição de todos os atributos naturais e humanos.
    Aquele que pode comprar a bravura é bravo, malgrado seja covarde.
    O dinheiro não é trocado por uma qualidade particular, uma coisa particular ou uma faculdade humana específica, porém por todo o mundo objetivo do homem e da natureza.
    Assim, sob o ponto de vista de seu possuidor, ele troca toda qualidade e objeto por qualquer outro, ainda que sejam contraditórios.
    Ele é a confraternização dos incomparáveis; força os contrários a abraçarem-se.

    KARL MARX
    Manuscritos Econômico-Filosóficos
    Terceiro Manuscrito
    1844
    .
    .

    Mário SF Alves

    26 de abril de 2012 às 14h57

    Franco,
    É isso o que considero extraordinário em Marx: essa capacidade de entender a humanidade antes, após e sempre potencialmente acima das amarras do maniqueísmo.
    Saudações democráticas.
    Juntos na construção do Brasil País de Todos.
    Cordialmente,
    Mário.

    Mário SF Alves

    26 de abril de 2012 às 15h18

    Em tempo: Onde se lê "amarras do maniqueísmo", leia-se "pântano do maniqueísmo".

Gustavo Pamplona

16 de agosto de 2011 às 23h34

Bom… se for a Monarquia… é algo que não cheira muito bem mesmo…. coisas velhas, antigas, arcaicas tendem a aprodecer com o tempo e sabem que coisas podres cheiram mal.

Será que um dias os britânicos vão acordar e vão descobrir que sustentam uma mesma família a décadas com o dinheiro de seus impostos.

—-
Gustavo Eduardo Paim Pamplona – Belo Horizonte – MG
Desde Jun/2007 não apdodrecendo e cheirando bem no "Vi o Mundo"! ;-) hahahahhahahah

Responder

    jefff

    17 de agosto de 2011 às 10h53

    Como vc é bocó…..a monarquia não é velha…..velha são sua ideias………..alias ates do imperio romano existiu a republica romana…..

    Pedro1

    17 de agosto de 2011 às 19h03

    E antes da república romana existiu a monarquia romana. Ô comentário sem sentido esse seu.

Fabio_Passos

16 de agosto de 2011 às 23h32

O que está fedendo há muito é o cadáver insepulto do neoliberalismo.
E ao que parece as "elites" brancas e ricas dos eua e europa tem uma tara por necrofilia.

Agora, deste colapso econômico e da falta de alternativas políticas de esquerda que representem a população… emerge o futum nauseabundo do fascismo.

Responder

betinho2

16 de agosto de 2011 às 23h32

Esse "consórcio" não é do grupo Folha?

E no caso, dá a noticia na calada da noite,amanhã já sumiu com a cara de pau até de omitir o nome do "consórcio"?

"Justiça condena quatro envolvidos em vazamento da prova do Enem" http://www1.folha.uol.com.br/saber/960846-justica
Será que não sobrou responsabilização para o consórcio, já que seus funcionários foram os responsáveis?

Responder

Abel

16 de agosto de 2011 às 23h27

Eu fico pensando se esses distúrbios houvessem ocorrido no Brasil, um ano antes das Olimpíadas. Os jornalões já estariam anunciando: "não temos condições de fazer Olimpíadas com essa insegurança" ;)

Responder

CC.Brega.mim

16 de agosto de 2011 às 23h25

moralidade?
ou luta de classes?

Responder

João PR

16 de agosto de 2011 às 23h04

Este artigo contém uma análise fria dos fatos que acontecem no mundo.

Por que os jovens devem obedecer à lei, se os governantes são hipócritas e não praticam o que falam??

A crise pela qual o mundo passa não é somente econômica: é de valores humanos! Perdemos a humanidade! Sei que o Brasil ainda dá mostras de se preocupar com os excluídos, mas não há uma política séria de distribuição de renda além do Bolsa-família (aos indignados e plantão, comunico que votei no Lula e na DIlma).

Precisamos retomar o sentido da res publica. A coisa pública não deve servir a poucos do andar de cima. Precisamos repensar seriamente a sociedade, sob pena da barbárie, um dia, tomar conta da mesma.

Responder

    tereza

    17 de agosto de 2011 às 00h00

    perdemos a humanidade…
    a historia dos homens esta cheia de perdas de humanidade

    Marcio H Silva

    17 de agosto de 2011 às 00h43

    É duro ver a Dilma vetar o aumento do mínimo e entregar o PNBL para as Teles.

    Caçador

    17 de agosto de 2011 às 02h20

    Troll detected.
    Não perde uma oportunidade para dar um "jab" na Dilma hein…kkkkkkkkkkkk
    Não importa o assunto, não pode é perder a chance. Coisa de tucano mesmo…

    beattrice

    17 de agosto de 2011 às 10h23

    Lobby detected.

    João PR

    17 de agosto de 2011 às 11h53

    ,"Caçador", você não deve ser leitor assíduo do viomundo.

    Explico: não vou baixar o nível e escrever o que pensei quando li o "troll detected"; nem a comparação que me fez com tucanos.

    Vou tentar explicar o que penso (talvez o texto seja longo, mas leia – caso não seja analfabeto funcional):

    Votei no Lula desde sua primeira candidatura. Tenho guardado o primeiro plano de governo do então candidato Lula. Votei e fiz campanha para a Dilma (sem outros interesses que não seja o bem do país).

    Porém, como tenho cérebro dentro da caixa craniana, não posso me furtar de tecer críticas (mesmo indiretas) ao Governo que ajudei a eleger. Quando dise que não há uma política séria de distribuição de renda, pensava na questão da tributaçao em nosso país. O brasileiro médio paga o mesmo IR do rico (faixa de 27,5%). A tributação, no Brasil, é injusta! Ou você acha que pensar desta maneira é ser troll ou ser tucano?

    Outra coisa que condeno é a chamada "doutrina do pensamento único". Ou seja, há um pensamento disseminado segundo o qual "ou se está com o Governo Federal, ou se está contra o Governo Federal". Isto é maniqueísmo puro! Então, quem é de esquerda não pode criticar o Governo da Dilma???

    Para finalizar: não me julgue a partir de você, por favor. Pense nisto, reflita, e verá o que quero dizer nesta frase.

    Marcio H Silva

    17 de agosto de 2011 às 14h27

    Pra quem botou maozinha pra baixo, sugiro ir no site Escrevinhador do Rodrigo Vianna e ler o mpost: O povo na rua – mas não aqui no Brasil, a frase é do texto dele. Excelente materia para os xiitas do PT. Sou PT desde 89, quando foi criado e sempre votei no PT, mas não vou concordar com atitudes que ferrem com o povo otrabalhador e aposentados. Vamos torcer pelo PT, porque com PSDB/DEM o futuro é sombrio, mas não sejamos XIITAS.

    Augusto

    21 de agosto de 2011 às 12h36

    Concordo! tem gente q não gosta de ver a realidade!

FrancoAtirador

16 de agosto de 2011 às 22h45

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Fragmentos

O Sermão do Bom Ladrão, de Padre Antônio Vieira.

"Levarem os reis consigo ao paraíso os ladrões,
não só não é companhia indecente,
mas ação tão gloriosa e verdadeiramente real,
que com ela coroou e provou o mesmo Cristo
a verdade do seu reinado,
tanto que admitiu na cruz o título de rei.
Mas o que vemos praticar em todos os reinos do mundo
é, em vez de os reis levaram consigo os ladrões ao paraíso,
os ladrões são os que levam consigo os reis ao inferno."

"O ladrão que furta para comer, não vai, nem leva ao inferno;
os que não só vão, mas levam, de que eu trato, são outros ladrões,
de maior calibre e de mais alta esfera."

"os ladrões que mais própria e dignamente merecem este título
são aqueles a quem os reis encomendam os exércitos e legiões,
ou o governo das províncias, ou a administração das cidades,
os quais já com manha, já com força, roubam e despojam os povos.

Os outros ladrões roubam um homem; esses roubam cidades e reinos;
os outros furtam debaixo do seu risco; esses sem temor, nem perigo;
os outros, se furtam, são enforcados; esses furtam e enforcam."

http://www.passeiweb.com/na_ponta_lingua/livros/r

Responder

    Mário SF Alves

    26 de abril de 2012 às 15h02

    Ah! Um padre dizendo isso (e a mais de um século?)? Tinha de ser o Antônio, o Vieira. Esse é gênio, Franco.
    Pena que entrou numa de que Portugal tinha cacife para conquistar toda a Europa.

fabio

16 de agosto de 2011 às 22h21

Uai!!!!!!!!!! Mas eles não sao os civilizados??

Responder

luiz antonio fazza

16 de agosto de 2011 às 22h14

Fico a imaginar se trocassemos os nomes de parlamentares e empresários ingleses por seus similares brasileiros neste artigo do jornal inglês, buscando nos arquivos dos blogs progressistas as falcatruas tupiniquins, como por exemplo a "farra das passagens usadas pelos nossos ilustres parlamentares", isto pra ficar nos casoso menos graves….
e aí, lembro que:
Hoje, terça feira,16/08, à noite na GLOBONEWS, jornal da 20hs, mostraram o “iminente” Senador Aloísio Nunes Ferreira inquirindo o atual Ministro dos Transportes, Paulo Passos, sobre os problemas de corrupção (licitações irregulares & aditivos aos contratos) no ministério.
Logo ele, “o amigo de fé, irmão camarada” do Paulo Preto… logo ele….. que ainda não explicou os 300000 reais recebidos do “amigo” para quitar imóvel de luxo em Sampa….logo ele…

Responder

Zé Fake

16 de agosto de 2011 às 21h40

Artigo excepcionalmente :) bom do Azenha. Concordo 100% com o que ele escreveu. Esse papo de "moralidade" e "responsabilidade" jogado sobre o pessoal do andar de baixo é de uma hipocrisia à toda prova, quando quem mais se locupleta da imoralidade e da irresponsabilidade é o andar de cima. (Acontece uma coisa parecida no Brasil, mas em outro contexto, o do Bolsa-Família: para muita gente é uma imoralidade, é dar dinheiro pra vagabundos, etc, enquanto que se a gente for ver quanto dinheiro empresas e empresários conseguem do governo federal a título de financiamentos, anistias, incentivos, etc, tenho certeza que isso deixaria no chinelo, de longe, de longe mesmo, o que é gasto no Bolsa Família).

Normalmente não gosto de reducionismos, mas o primeiro parágrafo sobre as "demandas subjacentes" é a coisa mais racional que se pode dizer sobre o que aconteceu. Só teria a acrescentar que mesmo isso ainda não deve cobrir toda a gama de fatores necessários para explicar esses episódios de vandalismo. As paixões das massas e o "espírito de manada" também podem contribuir para que esses episódios ocorram. Prova disso são os episódios de vandalismo relacionados aos esportes, como os praticados pelo hooligans na própria Inglaterra, ou aquele que ocorreu há pouco tempo, surpreendentemente, em Vancouver, no (supostamente) civilizadíssimo Canadá.

Responder

Dinha

16 de agosto de 2011 às 21h28

Nossa! Telegraph mandou muito bem. E pensar que vendem a imagem de que só o Brasil é o paraíso dos corruptos.

Responder

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