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NY Times: Gringos desembarcam para tirar proveito do boom brasileiro


13/08/2011 - 11h56

Foreigners Follow Money to Booming Brazil, Land of $35 Martini

por SIMON ROMERO

New York Times, 12.08.2011

Rio de Janeiro — Refletindo sobre as tempestades financeiras que se abatem sobre a Europa e os Estados Unidos, Seth Zalkin, um banqueiro norte-americano vestido casualmente, bebericou um cafezinho e parecia contente com sua decisão de se mudar para cá em março com a mulher e o filho.

“Se o resto do mundo está afundando, este é um bom lugar para viver”, disse o sr. Zalkin, 39.

Para aqueles que tem a menor lembrança da crise da dívida do Brasil nos anos 80, a ordem global foi colocada de ponta cabeça. A economia norte-americana está se arrastando, mas o Brasil cresceu no maior ritmo das últimas duas décadas no ano passado e o desemprego está em baixa histórica, parte da transformação da Nação de um caso clássico de modelo inflacionário em um dos maiores credores de Washington.

Com salários rivalizando com os de Wall Street, tantos banqueiros, gerentes de fundos de investimento, executivos do ramo de petróleo, advogados e engenheiros se mudaram para cá que os preços de espaço para escritórios ultrapassaram os de Nova York este ano, transformando o Rio de Janeiro na cidade mais cara para se alugar, de acordo com a empresa imobiliária Cushman & Wakefield.

Uma mentalidade de corrida do ouro surgiu, com as permissões de trabalho para estrangeiros aumentando 144% nos últimos cinco anos e os norte-americanos liderando a lista de profissionais educados disputando espaço.

Homens de negócio há muito se sentem atraídos pelo Brasil, junto com os confiantes em enriquecer rápido, sonhadores de grandeza amazônica e mesmo foras-da-lei como Ronald Biggs, o britânico que se escondeu aqui depois do grande assalto do trem pagador em 1963.

Mas agora as escolas que servem às famílias que falam inglês, norte-americanas e britânicas, tem longas listas de espera e apartamentos podem custar 10 mil dólares por mês nas partes mais desejadas do Rio, onde muitos recém-chegados tem diplomas de escolas da Ivy League ou experiência nos pilares da economia global.

Uma vez aqui, eles escontram um país que enfrenta um desafio muito diferente dos Estados Unidos e da Europa: temores de que a economia está muito acelerada.

Um choque em particular para os recém-chegados é a força da moeda brasileira, o real. Ela pode ajudar brasileiros que compram apartamentos em lugares como South Beach, em Miami, onde as propriedades custam cerca de um terço de suas equivalentes em bairros exclusivos do Rio. Mas o real também prejudica os fabricantes e exportadores do país.

Assim, em uma tentativa de evitar que o real suba ainda mais, o Brasil é agora um dos maiores compradores de papéis do Tesouro dos Estados Unidos, tornando-se um grande interessado na claudicante economia norte-americana. Este é um claro rompimento com o passado, quando Washington ajudava o Brasil a montar os pacotes de ajuda para enfrentar a crise brasileira.

“O Brasil está muito bem, mas honestamente, toda semana eu me pergunto, ‘quando isso vai acabar?'”, disse Mark Bures, 42, um executivo norte-americano que se mudou para cá em 1999, em tempo de ver uma abrupta desvalorização da moeda e outras mudanças bruscas na economia.

Alguns veteranos expatriados ainda se lembram do último “milagre” econômico do Brasil no início dos anos 70, quando o Wall Street Journal citou um banqueiro entusiasmado no início de uma reportagem de primeira página que previu, “em dez anos, o Brasil será um dos cinco grandes poderes do mundo”. Em vez disso, o país acabou carregado de níveis desafiadores de dívida externa.

O recente boom das commodities e o crescimento do consumo doméstico, resultado de uma classe média em expansão, ajudaram a tornar o Brasil um poder ascendente que saiu rapidamente da crise financeira global de 2008. A economia cresceu 7,5% no ano passado e se espera que registre cerca de 4% de crescimento este ano — mais devagar, mas ainda de dar inveja nos Estados Unidos.

Ainda assim o Brasil oferece muitos desafios aos recém-chegados. A legislação trabalhista favorece a contratação de brasileiros em relação a estrangeiros e o longo processo de obtenção de um visto de trabalho pode surpreender os não acostumados à gigantesca burocracia brasileira.

Alguns economistas consideram o real a moeda mais sobrevalorizada do mundo em relação ao dólar e a inflação tem aumentado (como evidenciam um Big Mac de 6,16 dólares e martinis de 35 dólares). As taxas de juros se mantém teimosamente altas e analistas debatem se uma bolha de crédito está se formando, no momento em que os consumidores continuam numa corrida para comprar de casas a automóveis.

O Brasil não é imune às turbulências dos mercados globais e sua moeda enfraqueceu um pouco este mês. O mercado imobiliário do Rio está fervendo no momento em que se aproximam a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, mas a infraestrutura é inadequada. O crime violento, embora em queda em algumas regiões, é uma praga em grandes partes do país e do Rio, que teve um traumático sequestro de ônibus este mês.

Ainda assim, os estrangeiros estão chegando e as autorizações de trabalho para eles saltaram mais de 30% apenas em 2010, de acordo com o Ministério do Trabalho.

“Eu tinha um português básico, mas deu para notar que este lugar estava bombando”, disse Michelle Noyes, 29, uma novaiorquina que organizou uma conferência sobre fundos de investimento em São Paulo. Pouco depois, ela pulou para um emprego em uma firma de gerenciamento de bens em São Paulo.

“Eu mudei da periferia do meu ramo para o centro”, a srta. Noyes disse, citando cinco outros norte-americanos, dois de Nova York e três de Chicago, que estão se mudando para o Brasil este mês para tentar a sorte.

Os norte-americanos formam o maior grupo dos que se mudam para cá, seguidos por contingentes de britânicos e outros europeus. Alguns vem temporariamente. Outros estão começando negócios, pequenos e grandes.

David Neeleman, o fundador norte-americano da JetBlue Airways, recentemente criou a Azul, uma empresa área brasileira de baixo custo. Corrado Caroli, um italiano que dirigia as operações latinoamericanas da Goldman Sachs, desde Nova York, agora tem seu próprio banco de investimento em São Paulo. Empresas dot.com brasileiras como a Baby.com.br, que vende fraldas, fundada por dois primos norte-americanos que tinham acabado de se formar em Wharton e Harvard, dão ao Brasil a sensação fervilhante que se parece com a dos Estados Unidos em 1999.

Outros estrangeiros arranjam empregos em companhias brasileiras que estão decolando parcialmente graças ao comércio do Brasil com a China.

“Nossos salários aqui no Brasil são pelo menos 50% maiores que os salários nos Estados Unidos para cargos estratégicos”, disse Jacques Sarfatti, gerente da Russell Reynolds, uma companhia que recruta executivos.

Os estrangeiros competem com brasileiros que retornam para casa vindos do exterior. “É óbvio que o mercado de trabalho está muito ruim em outros lugares”, disse Dara Chapman, 45, uma californiana que trabalha em um fundo de investimento no Rio, Polo Capital. Ela disse que estava recebendo tantos currículos de candidatos a vir dos Estados Unidos que eles pareciam em liquidação.

Os gigantes depósitos de petróleo descobertos no fundo do mar também atrairam investidores e estrangeiros, inclusive milhares de filipinos que trabalham em navios e nas plataformas de petróleo. Para suas outras indústrias, o Brasil precisa de 60 mil novos engenheiros, alguns dos quais precisam vir de fora, dadas as dificuldades do sistema educacional do país.

“Eu me mudei de Beijing um ano atrás e encontrei um potencial para desenvolvimento profissional incrível”, disse Cynthia Yuanxiu Zhang, 27, gerente chinesa de uma companhia de tecnologia. “Já estou planejando estender minha moradia aqui até bem adiante na década”.

Myrna Domit contributed reporting from São Paulo, Brazil.

Leia também:

Beatriz Lugão: O Rio é a ilha da Fantasia de Sérgio Cabral



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47 comentários

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@lucasvazcosta

21 de agosto de 2011 às 13h02

No ensino básico, professores mal pagos sem condições de fazer um bom trabalho, com direito a governador cheio de deboche mandando os mestres buscarem ganhar melhor na iniciativa privada.

No ensino superior, "unipadarias" voltadas única e exclusivamente para a coleta de moedas em troca de diplomas sem serventia: o que tem de analfabetos funcionais com canudo não está no gibi!

Caso se mantenha o crescimento econômico, mais e mais pessoas de qualificação considerada alta aportarão por aqui. E assim, daqui a uns dias só restarão aos brasileiros os postos de menor remuneração. A política de Estado para a educação só pode levar a este resultado.

Responder

Telegraph: Há algo cheirando mal no Reino Unido | Viomundo - O que você não vê na mídia

16 de agosto de 2011 às 21h46

[…] NY Times: Gringos desembarcam para tirar proveito do boom brasileiro Na terra do Martini de 35 dólares […]

Responder

Heloisa Villela: E o Brasil, o que temos a oferecer? | Viomundo - O que você não vê na mídia

16 de agosto de 2011 às 02h03

[…] Os gringos que desembarcam para tirar proveito do boom brasileiro   […]

Responder

Flavio Moreira

14 de agosto de 2011 às 17h30

Estranho que esses novos "imigrantes" sejam exatamente pessoas ligadas ao "business" do capital, oriundos de áreas como bancos, fundos de investimento entre outras – nenhum de áreas de produção e capacitação profissional. Se precisamos buscar engenheiros no exterior porque nosso sistema educacional é falho, então devemos lutar para melhorar o nível do ensino no Brasil. A vinda do que parecem ser especuladores de primeira hora não se encaixa entre as profissões para as quais temos necessidade de mão de obra. Uma melhor avaliação dos processos de concessão de vistos a estrangeiros deveria ser posta na ordem do dia. Não sou contra a vinde de estrangeiros, mas creio que o momento é de cautela. Como lembrou um dos comentaristas, nossas conquistas não estão plenamente garantidas no longo prazo e apesar do tanto que caminhamos nos últimos 8 anos, ainda precisamos cobrir várias áreas muito deficientes como a própria educação, saúde e segurança públicas, entre outras.
Além disso tudo, viramos "alvo fácil": temos a possibilidade de construirmos um belo futuro para nossa nação, com o pré-sal e outros avanços – todas conquistas realizadas à revelia das "políticas de auxílio" do FMI e do Banco Mundial. Se hoje somos elogiados lá fora, inclusive pelos carrascos do FMI, ainda não somos exemplo para que outros países que passam pelo mesmo caos que passamos alguns anos atrás. Será mais fácil tentar esmagar o "sonho brasileiro" de justiça social e conquistas reais do que ver o poder do 'deus-mercado" ser deposto caso não mantenhamos os olhos e ouvidos abertos às possíveis ameaças externas. A começar pela tentativa de minar nossos ganhos com a vinda de mão de obra estrangeira desnecessária (na área financeira – sempre uma tentação para os gananciosos) que não dizem exatamente a que vêm.
Abraços cordiais a todos.

Responder

    LIDIANE

    15 de fevereiro de 2013 às 16h29

    concordo comvc……devemos ficar de olhos abertos………se a nossa economiaestá tão bem assim onde vai para então A MELHOR EDUCAÇÃO ….A MELHOR SAÚDE….q deveríamos ter………

NY Times: estrangeiros querem aproveitar crescimento do Brasil Portal Cwb

14 de agosto de 2011 às 16h13

[…] Conversa Afiada reproduz texto publicado no Viomundo, de Luiz Carlos […]

Responder

NY Times: estrangeiros querem aproveitar crescimento do Brasil | Conversa Afiada

14 de agosto de 2011 às 10h18

[…] Conversa Afiada reproduz texto publicado no Viomundo, de Luiz Carlos […]

Responder

Hildermes Medeiros

14 de agosto de 2011 às 10h11

Trata-se de observações empíricas, baseadas em notícias da mídia, pouco confiáveis portanto. De qualquer forma, o que mais preocupa é a concorrência desses gringos com nossos profissionais, especialmente os que estão no exterior e desejam regressar. O currículo da gringalhada, sempre pomposo com títulos de famosas universidades e cursos, particularmente os que podem atuar na área financeira, mostram que foram formados nas áreas onde tudo que aprenderam deixou de funcionar, e está levando seus países a problemas que impactarão todos os países. Foram formados desconhecendo que economia e finanças, além de suas estruturas quantitativas, são ciências com viés político, subjetivo portanto, até voluntarista, com reapaldo da democracia, que deve fazer as escolhas, o caminho a seguir de cada povo. Muito cuidado com essa gente, não se pode dar mole.

Responder

    pap

    16 de agosto de 2011 às 18h39

    A melhor coisa que eu li nos ultimos tempos! Meus parabens, assino embaixo.

    Será que isso que escreveu o max gehringer,o mundo corporativo,os executivos, os consultores e psicologos
    e "especialistas em finanças" sabem disso,esconde da gente ou calam-se, consentindo?

Sérgio

13 de agosto de 2011 às 23h34

O "EU NÃO SABIA" deve ser filho bastardo dos filhos do Roberto Marinho.

ET: os petistas nunca negaram os méritos do Plano Real do ex-presidente Itamar Franco.

Responder

paulo chacon

13 de agosto de 2011 às 22h15

Descoberta a identidade do "EU NÃO SABIA". Ele é filho bastardo do Bolsonaro.

Responder

pap

13 de agosto de 2011 às 21h19

Infelizmente esses ianques,europeus e outros "executivos,empresarios,consultores,banqueiros" são do tipo de
gente que nada acrescenta e vem aqui no brasil só para aproveitar o momento do país.São gafanhotos, nada
de bom e de positivo representam.Não investem em algo produtivo, não ajudam o povo brasileiro e ainda querem
ganhar dinheiro e manda-lo e gasta-lo para nada que preste.Só fazem a alegria do pig, da atroz elite brasileira e
da pelegada gente ligada ao universo corporativo e do mundo dos recursos humanos.
No falido eua e na arruinada europa, os brasileiros enfrentam entraves para ir e viver, aqui esses ricos pedantes,arrogantes e que se acham ianques e europeus a eles são estendido tapete vermelho. Porque não
voltam pra terra deles? Lá, se despindo da proverbial arrogancia, podem ajudar o povo do pais deles gerando
empregos,criando programas sociais entre outros. Dessa gente ianque e europeia aproveitadora,o brasil não
precisa, muito obrigado.
Por mais a mais, o governo brasileiro deveria exigir contrapartidas, tipo que, caso esses executivos ianques e
europeus viessem para ca, deveriam já serem taxados de antemão, garantir que seus lucros fossem aqui apli-
cados e em caso voltassem a seu pais de origem, tambem fossem taxados.Assim, pelo menos, se nada de util
fizessem, pelo menos deixariam no brasil dinheiro para o governo brasileiro usar em educação,saude,infra,
segurança,previdencia entre outros.

Responder

    LIDIANE

    15 de fevereiro de 2013 às 16h34

    certo concordo………mas se os gringos deixassem o dinheiro deles aqui vc acha q realmente seria investido em bens para a população brasileira?????

Luis

13 de agosto de 2011 às 20h57

Nào é por nada não mas os gringos vão querer nos tornar uma Cuba antes de Fidel.
E por falar nele, Fidel, não é que hoje é o dia dos 85 anos do Comandante?
Que viva Fidel! http://www.youtube.com/watch?v=M7HK2TxS_mM

Responder

mac

13 de agosto de 2011 às 20h04

Tem mais brasileiros no Estados Unidos que Americanos aqui; Tem mais brasileiros em qualquer lugar do mundo do que gringos aqui , então menos xenofobia galera .

Responder

Gerson Carneiro

13 de agosto de 2011 às 19h43

Só o José Serra, e toda a sua (dele) trupe, trata esse país com desdém.

Responder

FrancoAtirador

13 de agosto de 2011 às 19h42

.
.
O NEW YORK TIMES esqueceu de mencionar

a primeira coisa que os "PEOPLE" fazem

quando chegam ao "DARLING BRAZIL":

UMA ASSINATURA DA "FOLHA-SHIT".
.
.

Responder

@pluralf

13 de agosto de 2011 às 19h38

Precisamente o tipo de rato que causou o naufrágio. Devíamos ter algum jeito de poder filtrar nossos convidados, bem ao contrário do pensamento usual: não pela pobreza mas justo pela excessiva riqueza. Afinal, como dizia o Millôr Fernandes no tempo em que ele era Millôr Fernandes: "Falam tanto de enriquecimento ilícito – mas desde quando existe o lícito?"

Responder

Zeca Pinto

13 de agosto de 2011 às 19h38

Greens go…eles quando vem são iguais a um enxame de gafanhotos em lavoura… destroem tudo, temos que ter cautela com esses estrangeiros…

Responder

Elton

13 de agosto de 2011 às 19h30

Será que só essa gente endinheirada está vido para cá? Digamos que apesar das opiniões contrárias, quando a economia "balança" de um lado do planeta é inevitável o aumento do movimento migratório para o lado onde se enxerga oportunidades. Isso existe há milhares de anos e não há muito a se fazer. Eu pessoalmente aconselho meus alunos de Ensino Médio a cursarem Engenharias, mas em boas faculdades e não nas "uniesquinas" da vida.

Responder

O_Brasileiro

13 de agosto de 2011 às 19h17

Matéria: Crise derruba valor dos bancos brasileiros na bolsa http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,…

Apesar das tarifas e dos juros extorsivos…

Responder

Artur

13 de agosto de 2011 às 18h41

Eles vem pra cá para preencher espaços que brasileiros não ´preenchem. Não viram que são todos qualificados? Tá achando ruim? Vai estudar e competir com eles… Esse é o problema da nossa mão de obra medíocre, especialmente em cargos de alta especialização.

Responder

    pap

    16 de agosto de 2011 às 18h35

    caro leitor, não seria mais util esses gringos ficarem no pais deles ou então irem pro iraque,somalia,afeganistao,iemen,libia. Talvez seriam de mais serventia, não acha?

cronopio

13 de agosto de 2011 às 17h34

Acho que devemos evitar o tom ufanista ao abordar o crescimento brasileiro. Embora tenha sofrido modificações de peso (que ainda não estão garantidas a médio prazo),a ordem mundial não está de "ponta cabeça". Basta olhar para países como a Somália, que não partilham do entusiasmo brasileiro com a alta das commodities. A hegemonia global continua sendo a hegemonia do capital.

Responder

Rogério Floripa

13 de agosto de 2011 às 16h17

Brasil é um país de oportunidades. É bom .essa nossa "grande" imprensa de quinta saber.

Documentário – Orwell Se Revira No Seu Túmulo
Investiga o que a mídia não gosta de falar: Sobre si. http://fwd4.me/07dK

Responder

EUNAOSABIA

13 de agosto de 2011 às 16h17

Os ministros do PT foram apalpados pelos gringos do FBI em pleno palácio do planalto… pelo critério da reciprocidade, a gente podia fazer o mesmo… é que não colonizado não tira o sapato nunca… não colonizado tira outra coisa… esses apalpados…

Ei rapaz… pelo o que a gente lê por aqui, o Brasil foi descoberto por Lula em 01 de janeiro 2003…só na cabeça desses fanáticos e auto enganados mesmo…

O maior Plano de distribuição de renda no Brasil foi o Plano que acabou com inflação de 82% ao mês, sem ele, não haveria bolsa migalha que desse jeito (((os crarces merdias deles…)))…. e pensar que Lula foi contra o Plano Real e ainda queimou nota da moeda na TV…

Esses caras pensam que enganam alguém… são uns brincalhões… soldos…

Responder

    P A U L O P.

    13 de agosto de 2011 às 18h43

    Direto da crocolandia para o mundo sob os auspícios do Cel Cornudo Soturno.

    Max

    13 de agosto de 2011 às 19h13

    "EUNÂOSABIA"
    Acho que vc fumou unzinho comprazo vencido ou é trouxa mesmo.
    Ministros do PT apalpados no Planalto!
    Só rindo….Depois que amansaram os cavalos, nunca mais São Jorge andou a pé….hehehe
    Teorienta…

    Valdeci Elias

    13 de agosto de 2011 às 20h48

    O Brasil já teve varios ciclos de riquesas e crescimento, Pau Brasil, Diamantes, Ouro, borracha ,café etc. Más só foi apartir de 2003, o povo começou a usufruir. Antes só as elites e os estrangeiros ganhavam no Brasil. O petroleo vai ser o primeiro recurso natural brasileiro, a dar riquesa ao povo, e isso graças a Lula.

    edv

    14 de agosto de 2011 às 00h33

    Continua naosabendonada!
    E insistindo nesse papo furado de 82%, que foi no plano Collor…
    E chutando pra tudo que é lado…
    de bico…

Antonio

13 de agosto de 2011 às 15h57

Os cheirosos vem do mundo todo para cá e como sempre os daqui babam o ovo para essa gente, em detrimento de empregarem brasileiros. Tem gente que acha muito bonito um estrangeiro norte-americano ou britânico tomar a posição de trabalho de um brasileiro. É a ironia e o complexo de vira lata que vivemos desde que o Brasil foi invadido pelos portugueses – os de fora são melhores do que nós, são melhor tratados e empregados. A elite e a classe média dão vontade de vomitar.

Responder

Ricardo_Alves

13 de agosto de 2011 às 15h33

o brasil para os brasileiros, e se sobrar vagas para lavar prados ai sim podem vir para ca, mas so com visto provisorio.

Responder

Fernando R.

13 de agosto de 2011 às 15h19

Imagine-se um gringo querendo ir para um país emergente. Qual dos Brics você escolheria?
Agora, o que me dá medo são o tanto de chineses a negócios que vejo nas ruas do Rio.

Responder

Eneas

13 de agosto de 2011 às 15h07

Por mim contribuir com a passagem para mandar alguns destes "Imigrante" de volta para o primeiro mundo deles, a famosa terra das "oportunidades". O Brasil (nós) deve se manter atento os "cidadãos" do Tio Sam. Dentre eles sempre existem os que são o que não parecem ser. Ainda mais com o crescimento que temos agora. Não ficaria surpreso se começarem a aparecer aqueles movimentos contra o governo. Assim com aconteceu na Líbia.
Pré-sal, Petrobrás, Urânio, Submarino nuclear, Celso Amorim…. Estamos incomodando, fiquemos atentos.

Responder

Claudio

13 de agosto de 2011 às 14h47

Os altos níveis de radiação decorrentes dos testes e usinas nucleares, da munição de urânio empobrecido e, agora, de fukushima, não tem nada a ver com isso?
Por causa do funcionamento da atmosfera do planeta, o Hemisfério sul tem níveis bem mais baixos de contaminação.
Por enquanto.
Abs

Responder

    Ernesto

    14 de agosto de 2011 às 00h16

    Acho que voce tem razão, Claudio.
    Veja o que saiu esta semana no counterpunch:

    CounterPunch has established that in the eight weeks after the nuclear disaster at the Fukushima complex in Japan on March 11, infant mortality in 19 U.S. cities increased by 35 per cent.
    http://www.counterpunch.com/

betinho2

13 de agosto de 2011 às 14h47

FORA DE PAUTA:

“AI-5 digital”: assine uma petição para impedir a lei que assassina a liberdade de expressão na internet

Um projeto de lei que restringe a liberdade dos usuários na internet, impedindo compartilhamento de conteúdos e transferência de música, por exemplo, além de "vigiar" constantemente todos os internautas, está para ser votado; faça sua parte e lute na campanha contra esse abuso da liberdade da expressão
http://www.avaaz.org/po/save_brazils_internet/?co

Falta pouco para chegar a 200.000 assinaturas…vamo que vamo pessoal.

Responder

Fabricio Alves

13 de agosto de 2011 às 14h25

Fora Gingos!! esses caras vem pra cá só pra fazer turismo sexual!! não existe vantagem nenhuma em ter esses gringos aqui…

Responder

Gersier

13 de agosto de 2011 às 14h05

Mama mia, a leitão se tornará como o seu heroi apelidado carinhosamente de biruta,a castanhede vai entornar mais umas,os demos e tungamos vão tentar criar mais uma CPI para saber quando,como e porque como os gringos estão invadindo as nossas praias.

Responder

O_Brasileiro

13 de agosto de 2011 às 13h21

O Brasil só vai continuar a ser esse "paraíso" se a classe média não diminuir, ou seja, se continuar a haver a distribuição de renda que começou no governo Lula. Se o Brasil voltar para o arrocho salarial, e a desigualdade social voltar a piorar, não haverá consumo, não haverá prosperidade, e muito menos oportunidades!

Responder

Clovis

13 de agosto de 2011 às 13h11

Agora não entendo mais nada, pare o planeta que quero descer, a pouco tempo esta terra chamada Brasil era terra de baratas e pobres, na visão dos americanos, agora querem partilhar conosco o tal legado. Afffeee!!!

Responder

augusto

13 de agosto de 2011 às 12h57

pente fino neles!
E o inicio de carreira aqui é lavar pratos nos fundos de restaurantes de luxo no Rj e SP.
Ah! e na chegada os nossos policiais mais broncos e ignorantes que se encarreguem de revista-los todos a procura de bombas, drogas e bebidas.
Agora aqui vai ser assim.
Porque nos aprendemos com eles.

Responder

Clovis

13 de agosto de 2011 às 12h56

Agora não entendo mais nada, pare o planeta que quero descer, a pouco tempo esta terra chamada Brasil era terra de baratas e pobres, na visão dos americanos, agora querem partilhar conosco o tal legado. Afffeee!!!
Não deixem de ver arte, arte faz bem. http://www.artesclovis.blogspot.com

Responder

herlan

13 de agosto de 2011 às 12h23

Nao acho nada legal essa invasão de estrangeiros no nosso país. Aqui a gente recebe de "braços abertos", mas quando somos nós que vamos pra lá, o que recebemos em troca é preconceito e discriminação.

Que de preferência o nosso desenvolvimento econômico e social fique com os brasileiros, que são os verdadeiros responsáveis pelo momento que estamos vivendo, e não para gringos como banqueiros e etc, que são também responsáveis pelo fracasso da economia de seus países de origem.

Que não venham pra cá especular, como fizeram lá. Porque quando aqui tiver capengando também, a primeira coisa que eles vão fazer será deixar o Brasil e ainda por cima sair falando mal daqui.

Responder

    Werner_Piana

    13 de agosto de 2011 às 15h51

    Herlan, assino embaixo o que vc escreveu.
    Eles detonaram seus países de origem com seu ultracapitalismo de aluguel, seu hedonismo desenfreado, seu anti-humanismo e agora vem pra cá… provavel que para fazer o mesmo. Depois pegam seus jatinhos, seus milhares/milhões de dolares e vão para a proxima vitima.
    VAMPIRADA!!!!
    :/

    Lucas

    13 de agosto de 2011 às 16h17

    Eu acho que tudo bem que os trabalhadores estadunidenses venham pra cá. Não podemos nos tornar xenófobos que nem eles. Só não tô gostando muito dessa ideia de contratar executivos estadunidenses para as empresas brasileiras.

    joao

    13 de agosto de 2011 às 18h14

    Nao concordo muito que os extrangeiros nao nos recebam de bracos aberto. Eu moronos EUA ha 8 anos e fui muito bem recebido, onde criei grandes amigos.


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