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Ronald Augusto: As atrizes-cantoras negras e o sorriso obediente
Falatório Você escreve

Ronald Augusto: As atrizes-cantoras negras e o sorriso obediente


22/09/2014 - 18h50

ronald

22/set/2014, 8h40min

Há esperança, mas não para nós – Fátima Bernardes, Miguel Falabella, Carlinos Brown e as negas

por Ronald Augusto, no Sul 21

1. Naquela oportunidade da entrevista com a patricinha fanática por seu clube não havia nenhum negro para participar do debate sobre o episódio de racismo contra Aranha, já no programa em questão, além do percussionista baiano, a plateia estava cheia de outras “negas lindas” assentindo com movimentos de cabeça a todas as bobagens ditas pelos presentes.

2. Fátima, meio entusiasmada, a certa altura afirma: “elas [as negas] conquistaram isso porque se capacitaram”; alusão à meritocracia, isto é, se os negros quiserem e se dedicarem eles conquistarão seu espaço, simples assim. O preconceito estrutural não causaria nenhum óbice aos negros, deve ser isso o que pensa a apresentadora impensante.

3. As atrizes-cantoras negras se afirmam por meio dos seus cabelos, por sua alegria de viver, apesar das pessoas do mal, desde o alto de seus tamancos que pisam o chão da Cidade Alta carioca. Todas elas sustentaram até o término do programa matutino um sorriso largo e obediente.

4. O Falabella tem uma camareira negra que o inspirou a criar uma personagem da série: isso é amor.

5. Carlinhos Brown, ao menos no que diz respeito a uma abordagem estapafúrdia do problema racial no Brasil, é o substituto imediato do Edson Arantes do Nascimento.

6. Parece não haver saída.

QUEM MANDOU GOSTAR DOS POEMAS DA ELISA LUCINDA

Sempre achei os poemas da Elisa Lucinda muito chatos e algo afetados. A rigor nem são poemas, mas textos onde rimas aparecem como penduricalhos e que são ditos (com competência) por uma boa atriz, só isso. Ainda que esse preâmbulo não tenha a ver, ao menos aparentemente, com o assunto do meu comentário, me pareceu oportuno fazer a menção, pois ele dá um colorido especial tanto ao que vem a seguir, quanto ao seu desfecho.

Não faz muito a atriz postou em seu perfil no facebook um texto em defesa do ator e diretor Miguel Falabella e do tal seriado “Sexo e as negas” do qual Falabella é o idealizador. De forma bem sucinta pretendo comentar alguns tópicos do arrazoado de Elisa Lucinda. Então vejamos.

A defesa da atriz invoca, em primeiro lugar, a necessidade de espaço para os atores negros (mas a que custo?) na TV e na teledramaturgia brasileiras. Até aí tudo bem, todos já estamos cansados de assistir atores negros fazendo papel de negro, como se não fossem talhados para outra coisa a não ser repetir os estereótipos que a sociedade espera deles.

Esses atores fazem parte de uma espécie de “núcleo étnico”. Curioso é que o conceito de “étnico” não inclui atores brancos de ascendência europeia. Mas, paradoxalmente, diante desse quadro, Elisa sugere que os atores negros não podem desperdiçar qualquer oportunidade de trabalho, inclusive porque, segundo o adágio popular que serve de base ao seu raciocínio, neste caso poderíamos suspirar algo do tipo “dos males o menor”. Como se os negros que hoje decoram o televisivo “Esquenta” estivessem em situação melhor do que as remotas mulatas do Sargentelli.

Mas pior do que essa posição colaboracionista de Elisa Lucinda é sua justificativa para tolerarmos Falabella. Elisa diz que a mente do Falabella é suburbana ou simpática ao imaginário desse povo alegre, isto é, que ele teria o feeling para falar da comunidade e que, além disso, sempre escalou atores negros em suas produções e projetos.

Resta saber que tipo de representações esses atores negros encarnaram ou ainda encarnam? Por isto, tais fatos não significam que este cidadão não traga em seu coração esteticamente suburbano concepções preconceituosas, racistas e misóginas, afinal, o racismo e o machismo também estão, sim, nas comunidades.

A cor de pele no Brasil faz as vezes de um patrimônio (assim como o gênero), onde quer que estivermos a branquitude e o masculino se impõem como bônus. Então, Miguel Falabella até pode ser sensível ao sabor suburbano, mas disso não se segue que não seja um reprodutor dos tradicionais preconceitos contra o negro e a mulher.

Em outro momento de sua postagem Elisa Lucinda repete o batido chavão da censura ao humor a propósito dos críticos do seriado “Sexo e as negas”, e propõe, em tom de manifesto, que devemos tirar o band aid dos traumas, insiste no valor do chiste como purgação dos medos, enfim, Elisa se utiliza de uma enfiada de clichês conciliatórios.

Por outro lado, me pergunto: que humor covarde é esse que se compraz em colocar na alça de mira do seu riso reacionário aqueles que tradicionalmente, na escala social, são relegados à subalternidade ou à invisibilidade?

Não é um humor em sentido forte – que subverte a convenção –, trata-se apenas de um humor classe média, votado a manter tudo e todos no mesmo lugar, um humor cujos alvos são sempre os mesmos: negros, homossexuais, gordos, pobres, mulheres, enfim, tudo isso que se transforma na zorra total patrocinada pelos filósofos do subúrbio cenográfico.

Por fim, uma referência confusa que não entendi. Elisa Lucinda parece colocar em pé de igualdade ou estabelece uma analogia desse movimento de repúdio ao seriado “Sexo e as negas” com o ato criminoso e isolado do sujeito (os jornais o descrevem como sendo “de cor parda”) que tentou atear fogo à casa da torcedora racista envolvida no episódio com o jogador Aranha. Elisa lembrou que isso remete às técnicas de combate da Ku Klux Klan. Nossa! Tal comparação é de uma leviandade sem cabimento.

Com essa tirada Elisa Lucinda se comporta, ao menos para mim, como uma mucama da casa-grande defendendo o seu sinhozinho a qualquer custo. Ou seja, aqueles que querem a punição para quem chama um negro de “macaco”, aqueles que percebem o preconceito sugerido num título como “Sexo e as negas”, seriam, portanto, os verdadeiros intolerantes com o bom humor e o combateriam usando os métodos mais racistas e violentos de que temos notícia? Impressionante.

Minha cara, Elisa Lucinda, só tenho uma coisa a lhe dizer: por enquanto você é menos deletéria para o pensamento fazendo sua poesia. Ainda que sua poesia seja ruim, ao menos enquanto você se dedica a este afazer acaba atrapalhando menos.

EPÍLOGO

Em vista dos últimos acontecimentos referentes ao racismo no Brasil e devido a uma série de comentários adjacentes proferidos por muitos negros e brancos que acham que é melhor perdoar as ofensas – já que as ofensas, ao menos neste país, não visam ofender – e aceitar de bom grado uma visibilidade entre cafajeste e servil para os negros no espaço da mídia, pois isso seria melhor que nada, enfim, em vista de tudo isso, começo a ficar cada vez mais pessimista com o quadro.

Tanto que, outro dia, enquanto assistia a um documentário sobre Antonio Callado, reparei na fala de um contemporâneo do escritor que dizia que Callado era de uma geração que em relação às questões de fundo do Brasil (as desigualdades e contradições), lutou todas as lutas importantes de seu tempo e, entretanto, perdeu todas elas. Assim, em relação ao racismo e, naturalmente, dentro dos meus modestos limites de intervenção e discussão, não me espanta que, aos cinquenta e três anos da minha idade, eu comece a experimentar uma análoga sensação de fracasso.

Talvez eu esteja sendo dramático. É verdade que muitos estão reagindo, ótimo. Por outro lado, não consigo esquecer que Kafka escreve, em algum lugar e frente a um vertiginoso pesadelo, que deve haver esperança, sim, mas não para nós. Só que no pesadelo do qual não consigo escapar, esse “nós” não parece reunir uma mínima cota que seja de brancos.

Ronald Augusto nasceu em Rio Grande (RS) a 04 de agosto de 1961. Poeta, músico, letrista e crítico de poesia. É autor de, entre outros, Homem ao Rubro (1983), Puya (1987), Kânhamo (1987), Vá de Valha (1992), Confissões Aplicadas (2004), No Assoalho Duro (2007), Cair de Costas (2012), Decupagens Assim (2012) e Empresto do Visitante (2013). Despacha no blog www.poesia-pau.bolgspot.com e é colunista do website www.sul21.com.br/jornal/

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28 comentários

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sergio ribeiro

26 de setembro de 2014 às 14h52

Falabella não é racista, e isso pode ser visto em outros trabalhos dele, ainda que seja em crítica leve e bem humorada.
O que merece farta crítica é a postura da Rede Globo, sempre condescendente com o racismo ou, quando o critica, sempre de forma pueril.
É a típica visão (simplificada) da casa grande e senzala, onde senhores e escravos convivem harmoniosamente; idéia constante também em seus programas tolos, como Esquenta e novelas, em que pobres e ricos se encontram, se irmanam e se casam.

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Cláudio

23 de setembro de 2014 às 22h13

Excelente artigo ! ! ! ! Muito bom mesmo. Parabéns ao autor Ronald Augusto (um Poeta com P maiúsculo, cabra bom, mesmo sem lhe conhecer a obra, mas é possível bem avaliar pela agudeza de discernimento e juízo um ser pensante) e também ao Viomundo por sua(s) excelência(s), de criação e divulgação, texto de altíssima qualidade, com reflexões percucientes, demonstrando um pensamento magnífico que mais revela e questiona a sociedade nacional nos aspectos problemáticos (de glamourização do preconceito e/ou ocultação deste) na dissimulada realidade brasileira. Gostei muito. Mais uma vez, parabéns ! ! ! !

Com Dilma, a verdade vai vencer a mentira assim como a esperança já venceu o medo (em 2002 e 2006) e o amor já venceu o ódio (em 2010). ****:D:D . . . . ‘Tá chegando o Dia D: Dia De votar bem, para o Brasil continuar melhorando!!!! ****:L:L:D:D ****:D:D . . . . Vote consciente e de forma unitária para o seu/nosso partido ter mais força política, com maioria segura. . . . . ****:L:L:D:D . . . . Lei de Mídias Já!!!! ****:L:L:D:D ****:D:D … “Com o tempo, uma imprensa [mídia] cínica, mercenária, demagógica e corruta formará um público tão vil como ela mesma” *** * Joseph Pulitzer. ****:D:D … … “Se você não for cuidadoso(a), os jornais [mídias] farão você odiar as pessoas que estão sendo oprimidas, e amar as pessoas que estão oprimindo” *** * Malcolm X. … … … Ley de Medios Já ! ! ! . . . … … … …:L:L:D:D

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Lukas

23 de setembro de 2014 às 20h30

Pelo menos neste caso é um negro ensinando como os negros devem ser negros. Das outras vezes eram brancos, já é um avanço.

Responder

Cláudio

23 de setembro de 2014 às 20h13

Com Dilma, a verdade vai vencer a mentira assim como a esperança já venceu o medo (em 2002 e 2006) e o amor já venceu o ódio (em 2010). ****:D:D . . . . ‘Tá chegando o Dia D: Dia De votar bem, para o Brasil continuar melhorando!!!! ****:L:L:D:D ****:D:D . . . . Vote consciente e de forma unitária para o seu/nosso partido ter mais força política, com maioria segura. . . . . ****:L:L:D:D . . . . Lei de Mídias Já!!!! ****:L:L:D:D ****:D:D … “Com o tempo, uma imprensa [mídia] cínica, mercenária, demagógica e corruta formará um público tão vil como ela mesma” *** * Joseph Pulitzer. ****:D:D … … “Se você não for cuidadoso(a), os jornais [mídias] farão você odiar as pessoas que estão sendo oprimidas, e amar as pessoas que estão oprimindo” *** * Malcolm X. … … … Ley de Medios Já ! ! ! . . . … … … …:L:L:D:D

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rodrigo

23 de setembro de 2014 às 17h19

Espero que no próximo mandato o PT estrangule a Rede Globo.

Responder

Vander

23 de setembro de 2014 às 16h22

Acho que tem gente que delira demais, vê coisas onde elas não existem, e buscam sempre um pouco mais de piedade da sociedade.

Chega de lamúria. Ela enche o saco, em todos os segmentos. Cumpra-se a lei, se houver racismo. E ponto final. Eduque-se as crianças nas escolas, e em algumas décadas teremos resolvido o problema. O país plantou o racismo por décadas, não vai ser em meia dúzia de ações estabanadas ou por sistema de cotas que isso vai acabar. Há que ter paciência.

Se pela sua percepção um seriado fere a honra de alguém, é simples, não assista. É a era do controle remoto. 99% das pessoas que possivelmente você julgue “burras” não fazem sequer estas ligações entre o “dizer” e o “querer” dizer, e não leem nas entrelinhas este conteúdo pretenso conteudo. É entretenimento, ninguém quer formar conceitos vendo programa da Globo, quisesse, veria outra coisa.

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Alcy Behatzaide

23 de setembro de 2014 às 15h24

O trecho “…que humor covarde é esse que se compraz em colocar na alça de mira do seu riso reacionário aqueles que tradicionalmente, na escala social, são relegados à subalternidade ou à invisibilidade?
Não é um humor em sentido forte – que subverte a convenção –, trata-se apenas de um humor classe média, votado a manter tudo e todos no mesmo lugar, um humor cujos alvos são sempre os mesmos: negros, homossexuais, gordos, pobres, mulheres, enfim, tudo isso que se transforma na zorra total patrocinada pelos filósofos do subúrbio cenográfico…” se aplica perfeitamente a toda esta barbaridade designada de “programas de humor” que se tem visto na TV (e ouvido no rádio)…

O tema do artigo de Ronald Augusto é concreto protendido, forjado sobre a realidade pessoal excruciante de muitos e torna, por isso, virtualmente impossível uma posição serena, um debate com nuances (sem qualquer trocadilho metido a engraçadinho) e de consequências concretas na situação imediata.

Na dúvida, no entanto, que valha a máxima tomista “Quidquid recipitur ad modum recipientis recipitur”, isto é, seja qual for a mensagem, ela será recebida segundo o entendimento de quem a recebe. Quem se insurge contra qualquer forma ou aspecto do racismo deve sempre tê-la em mente: à existência da menor dúvida que uma mensagem possa gerar qualquer conotação de preconceito racial, e assim auxiliar na sua perpetuação, essa não deve ser emitida. Muito menos por aqueles que tem a condição de verem amplificadas e multiplicadas por milhões suas palavras como, por exemplo, os artistas e os jornalistas.

Responder

Eduardo Guimarães

23 de setembro de 2014 às 14h33

Alguém pode afirmar, em sã consciência, que esse programa não reforça estereótipos contra os negros? E talvez o pior mesmo seja dizerem que Falabella “dá chance” a negros em seu programa. Isso em um país em que a maioria esmagadora do povo é afrodescendente. Bem disse a ONU: o racismo é endêmico, no Brasil

Responder

    Vander

    23 de setembro de 2014 às 16h25

    A ONU é tão sabia de que deixou 900 mil negros morrerem em Ruanda. Não seja inocente.

    Como falei em outro comentário, qualquer lunático, com a pretensão de formar opinião sobre o que quer que seja, vai conseguir faze-lo mesmo assistindo aos Teletubbies. O problema é a cabeça, não a programação. Ou é difícil pegar o controle remoto e mudar de canal?

Mauro Silva

23 de setembro de 2014 às 13h03

pois o aranha definiu a palhaçada numa única frase: “tentou, mas nem conseguiu chorar”.
aranha é um profissional de futebol muito bem quisto no meio pela correção, dignidade e, mostrou agora, um orgulho pela origem que edson arantes do nascimento, muito mais velho, continua a dever ao próprio espelho.
ele não se deixou seduzir pela pieguice rasa que ‘blindou’ a boçalidade daquela cretina racista.
e resumiu essa ‘era do cinismo’ (o corrupto que prega a ética, o vagabundo que prega o trabalho, o fanático que prega ‘deus’, o religioso que prega ódio ao outro …); essa ‘idade da hipocrisia’: ‘tentou, mas nem conseguiu chorar’ …

Responder

    Vander

    23 de setembro de 2014 às 16h27

    O crime não se discute. Discute-se a proporcionalidade. Há justiça para puni-la. Não é preciso acabar com a vida de uma pessoa por uma crime que, perto de um estupro, de um assassinato, é algo de menor peso.

Jair Fonseca

23 de setembro de 2014 às 12h09

Conforme se sabe, o grande modelo da turma da Globo e de nossa classe média tradicional é o “american way of life”, inclusive o título dessa série aí é inspirado no seriado “Sex and The City”. Agora, imaginem se alguém faria nos Estados Unidos uma série de TV chamada “Sex and the Sistah” ou “Sex and the Niggah”… De jeito nenhum! Mas “nosso” racismo “cordial” pode tudo, pois “não somos racistas”, segundo Kamel, o grande ideólogo da Globo.
Parabéns pelas reflexões, Ronald.

Responder

Luiz

23 de setembro de 2014 às 11h50

É realmente isso mesmo, é para a classe média ver e dar risada achando eles “bonitinhos”

Responder

Gerson Carneiro

23 de setembro de 2014 às 09h23

A Rede Globo é tão depravada que coloca a vítima para exibir um sorriso obediente sem constrangimento.

Responder

Gerson Carneiro

23 de setembro de 2014 às 09h22

Rede Globo = Depravação.

Responder

FrancoAtirador

23 de setembro de 2014 às 08h45

.
.
E dizer que para apresentar um Show de Marionetes e Fantoches,

na TV Globo, a Fatinha Simpson ganha 5 MILHÕES DE REAIS

só de Cachê Mensal da empresa de alimentos JBS/SEARA/FRIBOI

que por sinal é de propriedade do marido da Ticiana da BAND.

(http://abre.ai/fatinha_simpson_5_milhoes_jbs_seara_friboi)
(http://abre.ai/ticiana_band_jbs_seara_friboi)
(http://pt.wikipedia.org/wiki/JBS)
.
.
25/02/14 06:00
Extra/GLOBO
Telinha – Carla Bittencourt

Fátima Bernardes ganha cachê de R$ 5 milhões:
Mais que Tony Ramos e Ana Maria Braga

Muita gente se surpreendeu ao ver Fátima Bernardes à frente de um comercial de TV, afinal é a primeira vez que a jornalista trabalha como garota-propaganda.

Mas a negociação demorou quase um ano e envolveu a direção da Globo.

É que Fátima não tem empresários e são os diretores da emissora,

junto com o departamento comercial,

que avaliam as propostas para contratar a apresentadora do “Encontro”

para dar voz e rosto a campanhas publicitárias.

No mercado publicitário, especula-se que Fátima
vai ganhar R$ 5 milhões por mês
enquanto a campanha estiver no ar.

Só para ter como base, Ana Maria Braga cobra R$ 1 milhão,
e Tony Ramos leva R$ 3 milhões para ser garoto-propaganda da Friboi.

A Seara também faz parte do grupo JBS, o mesmo da Friboi,
que aumentou suas vendas em mais de 20%
depois que Tony Ramos deu cara à marca.

A ideia da agência W/McCann,
que criou as duas campanhas,
é fazer de Fátima Bernardes para a Seara
o que Tony Ramos foi para a Friboi.

(http://extra.globo.com/tv-e-lazer/telinha/fatima-bernardes-ganha-cache-de-5-milhoes-mais-que-tony-ramos-ana-maria-braga-11699183.html#ixzz3E8byGgPi)
.
.

Responder

    marcio gaúcho

    23 de setembro de 2014 às 16h26

    Por falar em Ticiana Villas Boas, casou e embarangou de vez? Notaram que, ao apresentar as notícias do tempo e clima no Jornal da Band, do umbigo para baixo não é mais mostrada? É a carne bombada da Friboi…

Alfredo

23 de setembro de 2014 às 07h42

A alvanca da globo é a Time Life, desde as origens. Brancos protestantes, casa grande. É logico que tenham uma atitude assim. O tema é o poder que tem violando a constituição e como colocar limites numa influencia tao negativa anti brasileira. Em nenhum pais do mundo nem na matriz usa existe tamanho desequilibrio de poder. Mas hoje tem internet e o caminho esta sendo trilhado. Nao desistamos. Em principio estamos nos ouvindo e vemos que nao estamos sozinhos. Tem uma cambada de gente igual a vc e eu. O pagamento sao numeros. Os logros nao tem preço

Responder

Julio Silveira

23 de setembro de 2014 às 07h25

E na TV paga a Globo também tras um programa com esse tipo de mensagem subliminar, um chamado “meu amigo Encosto” e advinhem a cor do ator Que representa o encosto. E sabedores da má intenção já botaram o proprio ator, empregado, a explicar o significado de “encosto”, para eles. Para mim reforçam a mensagem do preconceito num momento de busca por afirmação de uma nova cultura, muito inapropriado, mas revelam um sentimento.

Responder

José Ademar

22 de setembro de 2014 às 22h43

Hoje na cidade de Manaus,Marina Silva estava de novo dando uma entrevista a jornalistas e sonháticos quando vi que no seu microfone estava colado um adesivo do partido que ela vai criar depois das eleições chamado Rede Sustentabilidade.

Semana passada vi a mesma coisa em outro estado e hoje aqui na cidade de Manaus.

Então pergunto mais uma vez e perguntar não ofende,e em especial ao povo de Pernambuco,onde está a grande afinidade,amizade e compromisso de Marina Silva com o PSB/Eduardo Campos?

Será que não está na hora do pernambucano devolver os votos a Dilma em Pernambuco e deixar Marina Silva a vontade com o seu Rede Sustentabilidade?

Responder

    Que coisa

    23 de setembro de 2014 às 08h47

    A turma do PSB não se preocupa com isso e petista só por pura peninha toma as dores.

Wladimir

22 de setembro de 2014 às 21h59

Lixo de programa…..

Responder

denis dias ferreira

22 de setembro de 2014 às 21h53

Não assisti a esse programa (ou seriado?). Não conheço o trabalha do Falabella. Vejo muito pouco televisão. Para avaliar o tal programa teria que assisti-lo. Mas aí é que mora o problema. Será que eu conseguiria ser um telespectador do tal programa? Mesmo a causa sendo boa, acho que me recusarei a aumentar a audiência da rede Globo.

Responder

    Mauro Assis

    23 de setembro de 2014 às 13h22

    Vais fazer uma falta…

Fabio Passos

22 de setembro de 2014 às 21h45

Não assisto lixo há muito.
Mas para mim faz sentido o que Ronald Augusto escreveu. A globo só convida e dá destaque aos negros em debates… quando eles concordam com o brancos.

A globo é o sustentáculo do Apartheid Social.
É a máquina de propaganda que defende os privilégios indecentes da casa-grande.

E já passou da hora de mandar a casa-grande pelos ares!

Responder

Lukas

22 de setembro de 2014 às 21h11

Eu não assisti ao programa, tenho alergia a qualquer coisa do Falabela. Qual o problema, o título?

Responder

Francisco

22 de setembro de 2014 às 19h50

O copo meio vazio:

A televisão é um caso perdido. Os apresentadores de TV (brancos) recebem 200, 400 mil por mês para fazer o que fariam de graça, sendo brancos: usar o monopólio do microfone para fazer o “deixa disso”. O que Iôiô branco Falabella nos concederá? Mais ou menos personagens negros. Fale-se baixo: pode ser que ele se zangue e o Iôiô não arranje mais vaguinha para alguém da maioria da população… A TV brasileira é uma latrina.]

O copo meio cheio: Porque nós, a maioria, ainda não assaltamos a internet com produção independente? Que eles nos procurem e que nós os esnobemos…

O último a sair da TV que puxe a descarga.

Responder

    Daniel

    23 de setembro de 2014 às 08h16

    Hum… Fazer um _bom_ programa de televisão exige competência, criatividade e dinheiro, e é difícil fazer estes três pontos se juntarem em um dado período ao mesmo tempo. E se isso não fosse difícil o bastante você têm que encarar os esqueletos da ditadura que arrogam poder divino sobre o destino das pessoas e por isso sabotam todo e qualquer pensamento (ou programa) que destoe dos sonhos de Guerra Fria deles.


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