Gasolina nas refinarias privatizadas custa 15% a mais do que na Petrobrás

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Segundo o Observatório Social do Petróleo (OSP), a gasolina vendida nas refinarias privatizadas, administradas pelos grupos 3R Petroleum, Atem e Acelen, está custando, em média, 15% mais do que na Petrobrás. Fotos: Reprodução

Da Redação

A gasolina vendida nas refinarias privatizadas está custando, em média, 15% mais do que na Petrobrás.

Uma diferença no custo do litro de cerca de R$ 0,42. É a maior desde 15 de agosto de 2023.

É o que mostra o levantamento do Observatório Social do Petróleo (OSP) divulgado nesta terça-feira. 09/04.

Confira:

*Refinaria Potiguar Clara Camarão (RPCC), no RN — É preço mais alto do país. Enquanto a Petrobrás vende o litro de gasolina a R$ 2,81, a RPCC cobra R$ 3,35.

Ou seja, o preço da empresa é 19,3% maior do que o da Petrobrás. Privatizada em junho de 2023, a RPCC é administrada pela 3R Petroleum.

*Refinaria da Amazônia (Ream) — Comercializa o litro da gasolina a R$ 3,24. Portanto, 15,3% maior que o da Petrobrás. Desde dezembro de 2022, a Ream é controlada pelo grupo Atem.

* Refinaria de Mataripe — Cobra R$ 3,09 pelo litro de gasolina. Ou seja, 9,9% mais que a Petrobrás. Desde dezembro de 2021, está sob gestão da Acelen.

De acordo com o economista Eric Gil Dantas, do OSP e do Instituto Brasileiro de Estudos Políticos e Sociais (Ibeps), a Petrobrás consegue praticar preços menores do que as concorrentes privadas porque é uma empresa estatal, integrada e que não se baseia exclusivamente na maximização de lucros para definir o seu preço.

“Como a Petrobrás deixou de reproduzir o preço de paridade de importação (PPI) em maio do ano passado, a recente subida de preços internacionais e a manutenção dos valores praticados pela estatal fizeram com que a diferença entre o preço da Petrobrás e o das suas concorrentes privadas chegasse a maior diferença em oito meses”, destaca Dantas.

Para Adaedson Costa, secretário-geral da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), esse cenário só confirma a importância estratégica da Petrobrás.

“Em um momento onde há aumento de preços internacionais, o Brasil consegue manter os preços domésticos por ter uma estatal integrada e forte”, conclui.

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