VIOMUNDO

Diário da Resistência

Sobre


Você escreve

O medo dos europeus. E dos Estados Unidos


19/05/2010 - 13h16

Fears Intensify That Euro Crisis Could Snowball

por NELSON D. SCHWARTZ e ERIC DASH
Published: May 16, 2010

Do New York Times (em inglês, aqui)

Depois de uma breve pausa que se seguiu ao anúncio na semana passada de um plano de ajuda de 1 trilhão de dólares da Europa, o medo nos mercados financeiros está crescendo novamente, desta vez com preocupações com o fato de que os grandes bancos continentais vão enfrentar dificuldades que poderão prejudicar as economias europeias.

Num sinal de profunda ansiedade, o euro caiu na sexta-feira a seu ponto mais baixo desde o início da crise financeira, quando investidores abandonaram a moeda, assim como ações, em favor de ouro e de outros bens que oferecem mais segurança.

Nas negociações de segunda de manhã, o euro caiu de novo, chegando num momento e atingir um patamar recorde de quatro anos em relação ao dólar.

O presidente do Banco Central europeu, Jean-Claude Trichet, numa entrevista publicada sábado, advertiu que a Europa está diante de “severas tensões” e que os mercados estão frágeis.

Para os bancos europeus, os problemas são duplos. Os custos de empréstimos de curto prazo estão aumentando, o que poderia levar as instituições a evitar novos empréstimos ou se desfazer dos antigos, ameaçando o crescimento econômico.

Ao mesmo tempo, instituições mais seguras em economias sólidas como a França e a Alemanha tem grande quantidade de ações de seus vizinhos trêmulos, como Espanha, Portugal e Grécia.

Os investidores temem que com muitos governos sob o peso de grandes déficits, a dívida das nações mais fracas que usam o euro como moeda terá de ser reestruturada, reduzindo profundamente o valor de seus papéis. Isso acertaria duramente as instituições financeiras europeias e poderia ricochetear em todo o sistema bancário global.

Papéis ligados aos bancos europeus perderam valor na sexta-feira por causa deste temor, e Wall Street seguiu. As ações também cairam em Tóquio e na Austrália no início dos negócios da segunda-feira.

“Este resgate não foi feito para salvar os gregos; foi feito para ajudar os bancos franceses e alemães”, disse Niall Ferguson, um historiador de economia de Harvard. “Jogaram alguma água no fogo, mas o fogo não foi extinto”.

O plano de resgate europeu, totalizando 750 bilhões de euros, tem o objetivo de evitar o risco de quebra, mas aumentaria vastamente os empréstimos. Isso poderia impedir a nascente recuperação econômica da Europa.

Na verdade, foram as dívidas que causaram o problema inicial: um novo relatório do Fundo Monetário Internacional adverte que “os altos graus de endividamento público poderiam pesar no crescimento econômico por anos”.

O déficit mundial como porcentagem do PIB está em 6%, quando estava em apenas 0,3% antes da crise financeira. Se o endividamento público não for reduzido ao nível de antes da crise, diz o relatório do FMI, o crescimento econômico das economias avançadas poderia cair 0,5 ponto percentual anualmente.

Mas nem todas as tendências são negativas. Um euro mais baixo vai tornar as exportações europeias — sejam os automóveis alemães ou os objetos de couro italianos — mais competitivos em todo o mundo.  E a Grécia, a Espanha e Portugal tomaram medidas de austeridade na semana passada para reduzir os seus déficits orçamentários.

Esses passos não foram suficientes para prevenir o sumiço de dinheiro dos fundos “money market”, uma esquina pouco notada mas crucial do sistema financeiro na qual os investidores americanos oferecem mais de 500 bilhões de dólares em empréstimos para que os bancos europeus financiem suas operações diárias.

O dinheiro vem de fundos conservadores que controlam a poupança de grandes corporações dos Estados Unidos e de consumidores individuais.

Até agora, o pacote de resgate proposto não conseguiu reduzir a preocupação destes fundos, que cortaram os empréstimos para os bancos europeus e estão exigindo maiores taxas de juros e repagamento mais rápido.

“Mais gente está tomando decisões de sim ou não para cair fora deste mercado e manter o dinheiro mais perto de casa”, disse Lou Crandall, o economista-chefe do Wrightson ICAP, uma empresa de pesquisa do mercado.

Inicialmente, foram os bancos gregos e portugueses que foram desprezados pelos investidores americanos. Mas nas últimas duas semanas os grandes bancos da Espanha, da Irlanda e da Itália tiveram dificuldades para assegurar empréstimos de curto prazo dos Estados Unidos por causa do aumento da ansiedade.

Na sexta-feira, mesmo os bancos de sólidas economias europeias, na França, Alemanha e Holanda, foram afetados, de acordo com corretores e analistas de mercado.

“Os investidores estão esperando para ver se o pacote de estabilização é de fato adotado”, disse Alex Roever, um analista da J.P. Morgan Securities.

“Enquanto os investidores sentem a situação, ficamos pendurados no limbo”.

Por causa do recuo dos investidores americanos, a taxa que os bancos cobram uns dos outros para empréstimos, conhecida como Libor para London Interbank Offered Rate, tem subido constantemente. E a importância da Libor vai muito além da Europa: é a taxa que ajuda a determinar as taxas de juros em muitos empréstimos imobiliários e nos cartões de crédito dos consumidores dos Estados Unidos.

As taxas de empréstimo dos bancos ainda estão bem abaixo do ápice da crise financeira. Temor de que os problemas da Europa façam efeito nos Estados Unidos, no entanto, levou o Banco Central americano a retomar linhas de crédito para o Banco Central Europeu e outros bancos centrais em conjunção com o pacote de resgate europeu anunciado uma semana atrás.

A medida garantiu que as instituições europeias poderão tomar dólares para emprestar a seus clientes, mas isso é mais caro do que contar com o dinheiro de investidores privados.

“Não fizemos isso por amor especial à Europa”, Narayana R. Kocherlakota, o presidente do Banco Central de Minneapolis, disse a um grupo de pequenos empresários de Wisconsin na quinta-feira. “Somos autoridades dos Estados Unidos  e tomamos decisões para manter a economia americana forte”. No entanto, ele disse, “os problemas de liquidez nos mercados europeus podem criar problemas perigosos de falta de liquidez em nossos próprios mercados financeiros”.

Não é o único dominó que pode cair.

Se a exposição direta de bancos americanos à Grécia é mínima, as instituições financeiras dos Estados Unidos estão fortemente interligadas a grandes bancos europeus, os quais tem grandes investimentos nas nações mais fracas da Europa.

Por exemplo, os bancos portugueses devem 86 bilhões de dólares a bancos da Espanha, que por sua vez devem 238 bilhões a bancos alemães e 220 bilhões de dólares a bancos franceses. Os bancos americanos também controlam grande quantidade de dívida de bancos espanhóis,  cerca de 200 bilhões de dólares, de acordo com o Banco de International Settlements, uma organização global que serve a bancos centrais.

Além disso, os formuladores das políticas financeiras se encontram quase sem armas em seu arsenal.

Depois de emprestar trilhões para estimular suas economias e acabar com as preocupações de crédito durante a última onda de medo no fim de 2008 e início de 2009, os governos não podem emprestar outros trilhões sem causar inflação e atropelar outros emprestadores, como indivíduos e companhias. As taxas de juros de curto prazo, próximas de zero nos Estados Unidos, não podem mais ser reduzidas. E passos vitais como o aumento de impostos ou corte de investimentos poderiam atrapalhar o início da recuperação econômica do norte da Europa e piorar a situação de economias em dificuldades como a da Espanha, onde o desemprego recentemente ultrapassou 20%.

Com a exceção dos tempos de guerra, “as finanças públicas da maioria dos países industriais avançados estão em estado pior hoje do que em qualquer outro período desde a revolução industrial”, Willem Buiter, o principal economista do Citibank, escreveu em um relatório recente.

“Restaurar o equilíbrio financeiro vai emperrar o crescimento por muitos anos”.

Últimas unidades

A mídia descontrolada: Episódios da luta contra o pensamento único
A mídia descontrolada

O livro analisa atuação dos meios de comunicação.

A publicação traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.

Por Laurindo Lalo Leal Filho



40 comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do VIOMUNDO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie. Leia o nosso termo de uso.

carlos

21 de maio de 2010 às 00h44

Deixa ver se eu entendi, quer dizer que e tudo como um jogo?Fulano deve pra ciclano que deve pra beltrano???Beltrano não tem então fulano e ciclano tb nada terão!!!!!! Sera que não e resultado dessa insanidade que foi o neoliberalismo onde o que apenas valeu foi esse cassino enorme em que o Mundo se transformou!!!!Me parece que o Trabalho uma das condições necessarias para a existencia do capitalismo, foi deixada pra tras!!!Afinal não sei como vive-se as economias do Mundo, tudo que é produzido vem de paises miseraveis do Terceiro Mundo onde salário fruto de trabalho e risivel!!!Parece que as nações desenvolvidas deixaram o trabalho arduo ao pobres(como sempre foi feito)!!!!E agora não sabe como sairam dessa enroscada, pois estão todos enroscados uns aos outros, num labirinto que não vislumbra nenhuma saida!!!Logico que a corda vai arrebentar do lado dos pobres(como sempre)!!!!

Responder

mariazinha

20 de maio de 2010 às 15h18

Acho que foi de Pietro Ubaldi:
"….é do caos que sempre surgem as coisas boas, mudanças regeneradoras."
Então, no discurso de LULA, em Madri, ao receber mais um PRÊMIO, vislumbra-se algo muito bom: "muitos estão pagando os excessos de poucos", ainda: "necessário será a reforma do sistema financeiro internacional, além da redução das desigualdades."
Surgirá uma nova ordem internacional, onde os belicistas devem dar lugar aos da PAZ. È isto!

Não é possível que Israel, na sua sede de vingança cruenta, continue comandando o MUNDO; inocentes pagarão diuturnamente, ininterruptamente, por seus sofrimentos? E o nosso, quem nos acudirá? Aposto que não serão eles, pois tomam à força, o que não lhes pertence, matam e mutilam inocentes, sem piedade. Essas violações precisam parar, AGORA!

Responder

Jeova Leite

20 de maio de 2010 às 15h14

Azenha, seria possível você escrever uma matéria aqui no blog sobre a saúde financeira do Brasil, com opinião de especialistas, levando em conta a isenção de um jornalista sério? Precisamos saber a verdade, pois trata-se de nosso futuro. Dependemos muito de Estados Unidos e Europa e precisamos saber o que nos espera. Abraços, gosto muito de seu blog

Responder

Anderson Jovino

20 de maio de 2010 às 12h45

Isto que está prenunciando é a tal serpente de 7 cabeças que falam as escrituras sagradas. Todo mundo deve para todo mundo e ninguém paga ninguém. Só vaisobrar os paises produtores de alimento e petróleo o resto vai pro ralo! O Brasil como é um Fazendão e produz de um tudo vai assistir de camarote é auto suficiente vai rir na cara destes paises que se consideram todo poderosos!

Responder

    antonio rodrigues

    20 de maio de 2010 às 15h22

    Nas escrituras sagradas, que voce cita, ninguem escapa.

Daniel Campos

20 de maio de 2010 às 11h04

É, não aprenderam com a "crise global". Mais uma vez vão salvar os banqueiros (e se danem os clientes endividados desses bancos) com uma montanha de dinheiro que JAMAIS seria levantada para algo mais útil (que tal acabar com a fome mundial? Custa beeem menos que um trilhão), para que os banqueiros no ano que vêm causem outra crise por agirem mais como gafanhotos do que seres humanos. As pragas bíblicas do Egito são fichinha perto dessa praga chamada "banqueiros"

Responder

Marat

20 de maio de 2010 às 10h58

Medo da decadência e da pobreza. Pobreza mental essa turma já tem. O problema é que estão armados até os dentes…

Responder

    francisco.latorre

    20 de maio de 2010 às 10h31

    vai rolar um fascismo guerreiro atroz.

    e a gente desarmado..

    melhor se preparar.

    não perder tempo.

    ..

    Miriam

    21 de maio de 2010 às 08h46

    Eles estão além da pobreza mental. O que eles tem é indigência mental e por isso estão armados até os dentes.

Pedro Luiz Paredes

20 de maio de 2010 às 10h10

ahhh se o FHC fosse o Lula…
Comecemos pela errônea idéia de que a baixa do euro vai impulsionar as exportações. Nem tanto porque a europa é muito protecionista e os países compradores vão exigir uma contra-prestação, ou seja, a abertura de mercado europeu para seus produtos. Não nos esqueçamos que a China vai exportar carros elétricos; e nem os EUA nem o Brasil vão abrir mão do mercado de suas industrias automobilísticas. Pode até haver um ligeiro aumento das vendas até os Países compradores quererem se aproveitar um pouco mais da situação.
O negócio vai ficar preto se a China quiser dar o pulo do gato e começar a tirar seu dinheiro(que não é pouco) dos títulos norte americanos, tá certo que dependendo de onde ela colocar vai inflacionar sua moeda e alguns mercados por ai e por aqui também. Mas que ia ser engraçado ia. De repente os EUA não seriam mais o centro do mundo, digo, de uma hora para a outra. Como? Onde? Por que? São coisas que eles vão se perguntar até estarem atolados, cheios de bombas atômicas e não terem mais desculpa para solta-las e ninguém para apoiar.
A zona do euro é o cara que ficou tomando sol dentro na piscina, enrrugando os pés e engordando a base de salame e cerveja, agora não consegue nem sair sozinho da piscina.
Se o FHC fosse o Lula não teria marcado toca e hoje o Brasil seria muito mais apto a receber dinheiro e investimentos estrangeiros do que é hoje pois já teríamos uma maior infraestrutura econômica, fiscal e potencial de mercado consumidor. Além é claro da base infraestrutural que esta sendo criada agora e que se fosse criada antes faria o trampolim perfeito hoje, para facilitar a entrada do Brasil na classe de países desenvolvidos.
Mas ainda temos a India, o Irã. esse mesmo, o Irã, que cresce a níveis chineses também e de agora em diante vai mostrar para o new york times que Lula não é bobo, e ainda vai mostrar o porque, não como PHA que fica só divagando na questão nuclear e geopolítica como se o Brasil quisesse fazer oposição aos EUA e G2, 3, 4 (chushcuhsuhc) por fazer.
Temos ainda, por que não, outras frentes comerciais se abrindo na américa latina, oriente médio. A américa central que não se cuide! Posso incluir a África, digo a África da China, não a Africa da África. Tem uma tal de Rússia também.
O mundo só vai se ver livre de tudo isso quando buscar o bem estar social de sua população mesmo que individualizada e subdivididas em povos posto que a globalização até então se mostra utópica. Isso fará surgir a busca por auto sustentabilidade e mesmo não sendo possível se tratará a auto-determinação dos povos com muito mais igualdade e respeito. O resultado será políticas econômicas muitas mais sólidas e menos sugestiva para aproveitadores.
Já ia me esquecendo, bla bla bla!

Responder

    Carlos

    20 de maio de 2010 às 10h30

    Que coisa confusa, embolada, … Viajou.

Fernando Frota

19 de maio de 2010 às 21h54

Meu comentário sumiu no limbo. Será que falei alguma coisa imprópria ou não verídica?

Responder

Sandra

19 de maio de 2010 às 21h52

Quanto fich aao a limpa nenhum comqentátio? ë tão insignificante assim que não merece um comentário sequer?

Responder

Jair Orichio Junior

19 de maio de 2010 às 21h36

O que está mais estranho… é o silêncio da China e da Russia!!!. Será que o Rasputin barba Vermelha se vendeu também, quinenqui o Sarkozy Chifrudo e o primeiro ministro chinês Zhinguran Dumazanabria?
Eu esperava mais do primeiro ministro da India, o presidente da Africa do Sul e o povo do Merdirional…
Como esse povo abaixo da linha do Equador vive de pires na mão para osEUA… ninuém fala nada… cambada de frouxos…
Somente o SEM DEDO e SEM DIPROMA com o maluco do Turco, que deve estar vendendo até a mãe lá no Iran, foi se expor com o Lula.
Mas essa tropa de chupa sangue ainda via arder nas profundas do infierno…

Responder

Fernando Frota

19 de maio de 2010 às 19h52

A reunião dos países da chamada Eurolândia não disponibilizou apenas os bilhões de euros para dar enfrentamento à crise. Foi muito mais importante do que isso. Resolução histórica foi tomada, quando ficou decidido que as crises individuais dos países da zona do euro serão enfrentadas pela Europa como um todo e tratadas como uma parte de uma única crise de responsabilidade de toda a Europa. A Grécia já não está abandonada, como parecia há pouco. Essa decisão contrariou frontalmente os EUA, que desejavam ver as crises de cada país europeu em separado serem enfrentadas pelo FMI e seus carissimos doláres . Analistas europeus garantem que esta atitude possibilitará o equacionamento de todo o problema na zona do euro, o qual irá cair, mas se manterá na proporção de 1=1,5 para com o dólar e não menos que isso. Com o equacionamento, os compromissos da Europa com os EUA e o Japão, por exemplo, serão melhor administrados. Sacrifícios grandes serão cobrados a curto prazo principalmente nos países mais fragilizados, mas serão enfrentados numa perspectiva positiva de superação. Quem viveu o ajuste feito pelo Brasil em 2003 sabe o que é isso. O crescimento será comprometido por algum tempo, mas haverá esperança fundada na solidariedade mútua européia. Em situação difícil ficará mesmo é a Inglaterra, que os analistas calculam que será atingida em cheio pelo rebote da crise já em julho ou agosto. A Inglaterra sempre esnobou a Europa continental e agora só poderá apelar para os EUA. Abraço de afogado, dizem alguns, pois também os EUA, em sequência ao acelerado derretimento do dólar, serão atingidos em breve pela segunda onda da crise, de intensidade desconhecida.

Responder

    mariazinha

    20 de maio de 2010 às 17h18

    Fernando Frota !
    Será que já posso comemorar o derretimento da empáfia do Reino?
    EUA, Inglaterra, Israel…Podem derreter; Não farão falta.

Aldo Luiz

19 de maio de 2010 às 21h22

Caro Azenha e amigos
Os belicosos e banqueiros a serviço do intocável capital da velhíssima nova ordem mundial escravagista, jamais desperdiçam um único dracma. Tudo é muito bem matematicamente calculado. Não somos capazes de ver além de nossas próprias escolhas, principalmente das que não compreendemos… Nossas crenças equivocadas no sistema por eles implantado não nos deixam ver um palmo adiante do nariz, é como nos cassinos de Las Vegas, todos jogam, poucos ganham, muitos perdem e eles, os donos da banca cada vez se enriquecem mais, na razão direta em que controlam com seus crupiês o jogo sujo da nossa escrava perene pobreza na escassez planejada de tudo. A midiocracia lhes garante a invisibilidade.
O próximo passo será “uma nova moeda universal” e a proposta da “chipação” de todos os sobreviventes, o que eliminará de vez nossa liberdade de qualquer coisa. O controle será total sobre o como e o que ganhamos e gastamos. Aos insurretos a repressão. Enquanto estamos criminosa e midiocraticamente distraídos assentindo o fla x flu das eleições e fajutas copas mundiais até a náusea, não estamos vendo por exemplo como a monsanto avança suas garras letais sobre o Haiti recém ocupado.http://www.ecocidio.com.br/2010/05/17/haiti-monsa
A mente aberta está desafiando o que nos mantém escravos presos no nada, longe da criadora verdade infinita. Comecemos a grande mudança do mundo por cada um de nós mesmos. Sinto muito, te amo, sou grato.

Responder

Luiz de Carvalho

19 de maio de 2010 às 21h09

Obama e Chico Heráclio: paráfrase ao Coronelismo
Prezado Azenha,
Talvez o filósofo Bertrand Russel e o físico Enstein, estejam com a razão sobre os perigos da bomba científica. Entenderam eles que seria mais seguro à comunidade internacional, se todos os Países produzissem o artefato perigoso. Também estou quase de acordo com os donos da tecnologia nuclear, de que o que eles realmente querem , é pôr a economia em funcionamento já que os restos da mais –valia global só tende cair e por isso, a doutrina do choque de Naomi Klein torna-se o motor da economia estagnada.
Mas o episódio da lambança Norte Americana na questão do acordo com o Irá, tem aqui no nordeste do Brasil em Pernambuco no município de Limoeiro, seu correlato provinciano. Conta-se que os empregados do coroné nas horas vagas, que eram poucas, resolveram fazer um campo de futebol e um time da fazenda do coroné para pelo menos, ganharem os uniformes e bola. O time foi formado, inventaram uma obra que ia fazer o coroné conhecido no mundo; aproveitaram a lezêra do coroné, construíram um campo com arquibancada e tudo que tinha direito. A cidade estava em festa e todo mundo vinha cumprimentar o coroné pelo feito e bondade com os meninos da região. O coroné de vez em quando perguntava a seu capataz por que as pessoas o estavam olhando com um sorriso alegre: ô bastião?! O que esse povo tanto ri pra mim? Sebastião respondia: o povo gosta muito do senhor coroné. Esse povo tá querendo alguma coisa, isso sim…Coroné por aqui…Pora qui o que? Pra onde nós vai? Coroné, nos vai inagurar a obra…que obra? Eu acabei de tomar cafezim e num fiz precisão ainda não Sebastião…não coroné , é o seu campo de jogo que os meninos fizeram e botaram seu nome… o sinhô vai ficar conhecido em todo canto. É? Bom…Começa o jogo e coroné lá sem entender muito o que acontecia… Bastião? Por que esses mininos corri tudo atrás de uma bola só? Tão doido? Manda comprar mais bola e bota aí! Não, coroné é assim mesmo. E é? E jogo vai e jogo vem e de repente, pênalti . Era aquele zumzum na área e o coroné perguntou: bastião, que é aquilo ? todo parado e muita confusão? É o pênalti coroné. O que é isso? É assim e assim,…e é contra nosso time? Há não… manda batê do outro lado! E assim o time do coroné ganhou de um a zero…
Tem sido dessa forma que EUA tem tratado a arena política internacional, como se fosse seu quintal. A real comunidade internacional, os jovens, ao organizações não governamentais ecológicas e de direitos humanos, mídias independentes, sindicatos, artistas, Igrejas, e etc precisamos ir às ruas exigir que os problemas internacionais sejam resolvidos de forma democrática e no respeito às diferenças culturais e políticas. Não aceitaremos outro Iraque com colaboração da mídia capacho do coronelismo internacional.

Responder

Irani

19 de maio de 2010 às 21h09

“Este resgate não foi feito para salvar os gregos; foi feito para ajudar os bancos franceses e alemães”, disse Niall Ferguson, um historiador de economia de Harvard. “Jogaram alguma água no fogo, mas o fogo não foi extinto”.

Azenha,

Isso pode ser interpretado que estes bancos também estão mal das pernas?

Responder

Jair Orichio Junior

19 de maio de 2010 às 21h08

Eu me considero um beócio, em termos de mídia e influência do jornalismo na vida das pessoas… Quando uma m´´idia toda se esmera em dizer que o melhor é a guerra, ao invés da paz, e adora dizer que nos países totalitários de esquerda, os direitos humanos são achincalhados e que é importante a mídia campaneá-los para que não consigam galgar vitórias econômicas no cenário mundial.
Como será que o mundo vai reagir a este escárnio dos Donos da Guerra?
Quando será que a hipocrisia da sociedade que fala mal da Dilma porque foi guerrilheira, vai se insurgir contra os massacradores de países insurgentes?

Responder

Flávio

19 de maio de 2010 às 20h39

Outra ironia do destino é que passados 20 anos da queda do muro de Berlin/Socialismop e 2 anos da queda de Wall Street, as economias que segurarão o mundo, pelo menos por agora, serão China, Rússia (frutos do socialismo), o Brasil de Lula (com forte atuação social) e a Índia.

Karl Max deve estar se divertindo no túmulo.

Responder

Tweets that mention O medo dos europeus. E dos Estados Unidos | Viomundo - O que você não vê na mídia -- Topsy.com

19 de maio de 2010 às 17h18

[…] This post was mentioned on Twitter by belaspalavras. belaspalavras said: Mercados a beira de um ataque de nervos https://www.viomundo.com.br/voce-escreve/o-medo-dos-europeus-e-dos-estados-unidos.html […]

Responder

O vice do Lula?

19 de maio de 2010 às 20h16

A nave mãe do capitalismo(G7),esta em queda livre,as maquinas de fazer dinheiro,dos Estados nacionais,estão desde 2008 cobrindo o rombo deixado pelo capital especulativo nas bolsas de valores,surgido da crise imobiliaria do EUA,que por sua vez,esta doidinho pra fazer uma guerra mundial,pra ver se reativa a economia reproduzindo armamentos,e tudo mais… O capital se reproduz na produção(MAIS VALIA),e não na especulação,mas esta atual e última fase do capital mundial é sem retorno,de modo que,sua financeirização,não passa de uma crise de superprodução de dinheiro que gera dinheiro,que como se sabe,não produz novos valores(mercadorias),que por sua vez gera lucros fictícios(papeis),que por sua vez,e cada vez mais,leva o planeta e os homens a barbarie social,o capitalismo se faz um mal desnecessário.Ou seja,não é uma crise de falta mercadorias ou das nações,é sim,uma crise do excesso de capital,melhor dizendo,o capital na sua abundancia,entra em crise,Marx explica…

francisco.

Responder

nino

19 de maio de 2010 às 19h53

Azenha,
Deu na CBN agora
Editorial do Le Monde diz que o dia 17 de maio vai entrar para a história….
Tá aqui, em francês: http://www.lemonde.fr/opinions/article/2010/05/19
Tradutores, çivuplê?

Responder

    nino

    19 de maio de 2010 às 19h54

    desculpe, acho não foi CBN, mas BandNews. Pouco importa.

Leider_Lincoln

19 de maio de 2010 às 16h13

Era para esse clube que o FHC queria que fôssemos e é para ele que o Ubaldo nos recrimina por não termos ido… E o Serra, bem, o Serra concorda com os dois anteriores.

Responder

    Flávio

    19 de maio de 2010 às 20h21

    O Serra concorda com a idéia que lhe trouxer mais votos.

Leonidas de Souza

19 de maio de 2010 às 16h04

Faltou colocar mais um prego nesse caixão, a convulsão social que os programas de ajustes vão gerar, com os governos atuais perdendo todas as eleições = crise política.
Logo entraremos na fase do "salve-se quem puder". Só falta aparecer um corajoso para colocar o guizo no pescoço do gato para o "efeito manada" se manifestar.
Por enquanto, os governos ainda estão na fase do "reboletion".

Responder

Eu mesmo

19 de maio de 2010 às 15h40

Que ironia do destino: os gregos que fundaram o mundo ocidental irão destruí-lo.

Responder

Roberto Locatelli

19 de maio de 2010 às 15h13

A globalização financeira e a desregulamentação dos mercados – como sempre pregaram os neoliberais – está dando agora seus frutos envenenados.

Responder

    Alexandre

    19 de maio de 2010 às 20h12

    Não são os frutos envenenados, mas o efeites destes nos tolos que os comeram. Ainda bem que o Lulinha corrigiu o rumo a tempo.

Carlos Morelli

19 de maio de 2010 às 14h56

Por mais desconhecedor de macro-economia que sou, não acredito nada do que foi dito por NELSON D. SCHWARTZ e ERIC DASH. Eu acredito que os EUA foram irresponsáveis e como todo irresponsável ; coloca a culpa nos outros daquilo que fez errado. E além do mais: Está na hora do mundo não depender de investidor, isso é uma mazela e está longe de ser um "mal necessário".

Responder

Milton Hayek

19 de maio de 2010 às 14h54

Querem nos fazer assinar o protocolo adicional do TNP que nos impede de desenvolver tecnologia nuclear e de usar nosso urânio.Além disso tudo,vejam o que querem fazer:

Sistema Mundial de Patente será prejuízo certo para países pobres, diz pesquisador

Redação do Site Inovação Tecnológica – 19/05/2010
http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/no

Responder

Jairo_Beraldo

19 de maio de 2010 às 14h45

Este texto me fez lembrar dos tempos de juventude…peguei dinheiro no banco Itaú, quando venceu o papagaio, peguei no Bradesco para pagar o Itaú, depois no Banco do Brasil para pagar o Bradesco…e virou uma bola de neve…até que vendi um imóvel para dar fim a esta ciranda!

Responder

dukrai

19 de maio de 2010 às 14h31

No andar da carruagem o Brasil vai ser a terceira economia do mundo só de ver a turma dando marcha ré. E o FMI, que o Lula e a gente achava que tinha morrido, se delicia em ferrar com milhões de pessoas, populações inteiras que deram azar de ter um banco na esquina que deve para um banco na Alemanha, que é, afinal, quem manda.

Responder

Milton Hayek

19 de maio de 2010 às 14h29

A era da moeda fiduciária vai pro ralo????????Será?????????????

Responder

yacov

19 de maio de 2010 às 14h03

É o feitiço virando contra o feiticeiro… Países neoliberais individados são obrigados a tomar medidas recessivas. Os EUA também não estão em boa situação. Espero que eles não estimulem uma guerra contra o IRã como solução para os seus, já enormes, problemas.

"O BRASIL DE VERDADE não passa na glOBO – O que pasa na gLobO é um braZil para os TOLOS"

Responder

O Brasileiro

19 de maio de 2010 às 13h47

Onde estaríamos se o Serra tivesse sido eleito presidente em 2002 e nós tivéssemos fechados os acordos de livre comércio com os EUA e a Europa como é (até hoje) o sonho dele?
Imaginem se o Lula não tivesse ampliado o comércio com outros países… e com o Mercosul, que o Serra despreza!
O povo brasileiro foi sábio em 2002. E espero que seja sábio em 2010 votando na Dilma!

Responder

    rita

    19 de maio de 2010 às 21h49

    verdade. não teriamos o que comemorar. a crise seria forte aqui. mas estamos comemorando o crescimento da economia por volta de 10%; a informação está no blog do jornalista paulo henrique amorim.


Deixe uma resposta

Apoie o VIOMUNDO - Crowdfunding
Loja
Compre aqui
A mídia descontrolada

O livro analisa atuação dos meios de comunicação e traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.