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A indústria brasileira: Mais longe da China, mais perto dos EUA


03/03/2012 - 12h59

por Luiz Carlos Azenha

Temos tratado deste assunto faz algum tempo. Por exemplo, mostrando que hoje o Brasil importa até mesmo café moido!

O Eduardo Guimarães, nessa questão bem específica, já deu o alerta. Como vendedor de autopeças, o Edu Guim tem sido dizimado pelos concorrentes.

Sim, há a questão do câmbio. Mas não apenas.

Esta semana a CartaCapital traz dois textos imperdíveis sobre o tema.

Num deles, de Luiz Antonio Cintra:

“Entre junho de 2004 e dezembro de 2011, o real valorizou 74%, um índice brutal. Em relação à moeda chinesa, tivemos apreciação de 33%. É a combinação explosiva dos maiores juros do mundo e o câmbio livre”, diz Ricardo Roriz, diretor de competitividade da Fiesp. “Se os produtos brasileiros ficaram mais caros, teríamos de cortar os custos para manter a competitividade. Mas os salários aumentaram em dólar, com reajustes acima da inflação no caso do mínimo. Os encargos trabalhistas aqui são maiores do que nos principais países concorrentes. E temos uma logística ineficiente, com alto custo de energia elétrica, a segunda mais cara do mundo”.

O que emerge deste contexto é preocupante. E ajuda a explicar por que o segmento industrial representa hoje 15,3% do PIB, ante mais de 35% na década de 1980. Segundo a Fiesp, hoje um em quatro produtos industrializados consumidos no País é importado. Em 2003, essa relação era de um para dez. “Apesar dos problemas, a indústria é o setor que mais arrecada impostos: contribui com 30% do total”, diz Roriz. E gera proporcionalmente mais empregos qualificados, ainda que nesse quesito a automação crescente reduza o impulso empregador.

Também na CartaCapital, Luiz Gonzaga Beluzzo e Julio Gomes de Almeida assinam um artigo intitulado Como recuperar o vigor:

A crise da dívida externa e as políticas liberais que se seguiram à estabilização dos anos 90 encerraram uma longa trajetória de crescimento industrial e criaram as bases para o retrocesso da indústria de transformação. A participação da indústria no PIB caiu de 35,8% em 1984 para 15,3% em 2011. O leitor poderá comparar o índice brasileiro com dados de 2010 da ONU para países como China (43,1%), Coreia (30,4%) ou mesmo Alemanha (20,8%). O padrão brasileiro é mais comparável ao país que mais se desindustrializou durante a chamada globalização, os EUA: 13,4%. Essa queda seria natural se decorresse dos ganhos de produtividade obtidos ou difundidos pelo crescimento da indústria, como ocorreu em países de industrialização madura. Mas não foi isso o que se observou no Brasil.

No momento em que ocorria uma revolução tecnológica e a intensa distribuição da capacidade produtiva manufatureira entre o centro e os emergentes, alterando o esquema tradicional centro-periferia, o Brasil foi empurrado para uma inserção desastrada que culminou na desvalorização do real de 1999. As políticas inspiradas no consenso neoliberal desataram a valorização da taxa de câmbio real (nesse caso, na contramão do Consenso de Washington), a privatização das empresas produtoras de insumos e serviços fundamentais e promoveram uma elevação da carga tributária, onerando sobretudo a indústria, o investimento e as exportações.

As privatizações tinham como propósito de curto prazo aumentar a receita do governo. Na verdade, a receita fiscal foi tragada pela carga de juros, irmã siamesa do câmbio real valorizado. A suposta eficiência dos serviços privatizados escorreu pelo ralo do aumento real de tarifas. O Brasil encerrou os anos 90 com uma regressão da estrutura industrial, ou seja, não acompanhou o avanço e a diferenciação setorial da indústria manufatureira global e, ademais, perdeu competitividade e elos nas cadeias que conservou.

Para ler mais, compre a CartaCapital.

Desde a campanha eleitoral de 2010, José Serra tem tratado do assunto. Ou seja, neste caso vocês admitem que ele tem razão?

Leia também:

Operários e empresários: Chega de exportar empregos!

Paulo Kliass: Brasil, importador de café moído

Marcio Pochmann: China produz 18% da alta tecnologia

Brasil de Fato: É preciso mudar a atual política econômica



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55 comentários

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FrancoAtirador

04 de março de 2012 às 16h45

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Há tempos, o Brasil, através do Ministro Guido Mantega, vem propondo no G-20 a substituição do dólar, como moeda de referência internacional, por uma cesta de moedas que incluiria o próprio dólar e mais outras cinco moedas: o euro, a libra, o iene, o iuane e o real.

É uma alternativa viável.

O problema atual é que os países da Zona do Euro estão adotando uma política econômica kamikaze, ao saturar o mundo com trilhões de euros, ao mesmo tempo em que provocam recessão, diminuindo, portanto, o mercado de consumo europeu.
Vem daí a expressão "Tsunami Monetário" utilizada por Dilma, pois este fenômeno provocado na Europa faz com que todos os demais países busquem soluções paliativas internas de protecionismo e com isto se distanciem de uma solução conjunta para a questão.

No momento, somente a China tem bala na agulha, porque tem controle absoluto dos mecanismos de proteção da própria economia, além de possuir um enorme mercado de consumo interno inexplorado.

O risco, ainda que improvável do ponto de vista da maioria dos governos, é que uma hora dessas acabe o estoque de munição chinesa.

Aí, sim, será o 'Deus nos acuda!" e o "Salve-se quem puder!".

Os países da UNASUL deveriam se deter mais neste fato, pois somente com o bloco coeso poderão resistir economicamente, diante de uma eventual superprodução de mercadorias derivada da saturação do mercado chinês.
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Responder

Sergio Santos

04 de março de 2012 às 12h05

O Brasil continua o mesmo desde o fim da era do "Milagre": exportamos cerca de 5% de produtos manufaturados e o resto fica por conta de insumos. Os culpados: a) mercado interno consome porque os salários baixos não deixam o povo poupar (reconhecido até pelo Lacerda, economista da FIESP); b) baixa tecnologia, dando à nossa indústria uma perda competitiva enorme em relação com os produtos importados, e isso se deve aos empresários brasileiros que não investem o suficiente em ciência e tecnologia. A ex-URSS viu o efeito de industrialização com obsolescência: bancarrota. Temos que melhorar salários (com melhor distribuição de renda; reforma tributária e fiscal, etc.), poupar mais e investir em tecnologia e educação.

Responder

beattrice

04 de março de 2012 às 11h51

Um exemplo banal.
O des-governador Alckmin OPUS DEI determinou que nos caixas dos supermercados em todo o estado de SP não podem ser fornecidas sacolinhas plásticas (embora haja um vendaval de embalagens, sacolinhas etc no INTERIOR dos supermercados).
Disso decorre o desemprego dos empacotadores nos caixas, já devidamente desaparecidos, e a aquisição compulsória pelo consumidor das chamadas recicláveis MADE IN CHINA.

Responder

Mineirim

04 de março de 2012 às 11h23

Uma vez economista, sempre economista! Sinto cheiro forte de que esconderam algo nos tais artigos. Ora, se a indústria perdeu força relativa (relativa!) no PIB é porque estaríamos importando mais? Só isso? E os outros setores da economia, não contam? Esa perda relativa (realtiva!) não seria porque os outros setores foram mais eficientes (como eles gostam dessa palavra) do que a indústria e cresceram mais que ela? Além disso, o mundo mudou, o Brasil mudou (para melhor, no meu ponto de vista) e as relações mudaram. Daí, os pesos relativos dos setores econômicos também mudaram? Ou ninguém se lembra do discursos desses mesmos "caras" de que o País era fechado, que precisávamos nos abrir para o mundo, parar de olhar só para o nosso umbigo, e por aí vai. Ora, bolas, como dizia minha mão, vai chorar na cama que é lugar quente!

Responder

    Bernardo

    04 de março de 2012 às 21h42

    É, o Brasil mudou mesmo, mas não da forma como você está supondo: hoje cada vez mais somos um país de VENDEDORES dos produtos FABRICADOS E PROJETADOS EM OUTROS PAÍSES. É isso que significa o país se desindustrializar.

    Para ter uma ideia melhor, dê uma olhada nos anúncios de emprego nos Classificados ou na Folha Dirigida: boa parte é para vendedor, gerente de vendas, operador de telemarketing, caixa,… fora os anúncios para outros cargos técnico-burocráticos ligados a empresas importadoras ou pequenos comércios.

    Outra coisa: dê uma olhada no crescimento da indústria nos últimos anos e você verá que ela: ou cresce pouco ou, em alguns meses específicos, até diminui. Isso não me parece ser problema de "pesos relativos" em relação ao setor terciário.

    Ainda, dê uma olhada nas exportações brasileiras: o setor primário cada vez possui mais peso, com diminuição consistente do peso dos produtos manufaturados. Isso não pode ter relação com crescimento da "eficiencia" do setor terciário.

    Note: eu não sou economista – e o Azenha, acho eu, também não é – mas é só procurar mais dados nas boas revistas e jornais (ou em boas fontes na Internet, ou até mesmo com conhecidos ligados à área) para ver que o "buraco é mais embaixo"…

Eduardo Guimarães

04 de março de 2012 às 09h24

Azenha, viu como é sempre a mesma coisa quando o assunto é câmbio? Ninguém tem propostas. Nem a oposição, que tanto critica. Já quebrei a cabeça, já busquei essa resposta em toda parte. Só encontrei uma solução: uma piora da economia brasileira que gerasse fuga de divisas, o que não seria solução alguma.

Responder

pperez

04 de março de 2012 às 01h14

O governo ja disse que vai proteger a industria nacional.
Prova disso é a medida prov isoria criada para nacionalização obrigatoria de 65% nos componentes dos automoveis fabricados.
Esse percentual deve subir progressivamente durante este ano.
O pessoal da FIESP quer retornar aos tempos da quebradeira e das greves de FHC?

Responder

Ericson

03 de março de 2012 às 22h58

A causa primeira de nossa incapacidade de competir em escala mundial é a nossa própria elite econômica. Nosso subdesenvolvimento expressa-se de várias formas, dentre elas pode-se observar que nos falta uma elite econômica (de empresários, capitalistas e financistas) com visão, cultura, conhecimento, apetite e "vontande de potência" para liderar um processo de desenvolvimento nacional. Nossa elite é (e sempre foi) uma sócia menor de alguém (de multinacionais ou do estado) e não tem capacidade para liderar no campo econômico, nem para atuar politicamente a fim de produzir políticas, regras e instituições que lhe garantam (e ao país) uma posição mais relevante. Com efeito, alguém poderia arguir que eu estaria eximindo o governo de usa responsabilidade. Tal visão é miope, pois em uma economia capitalista, inserida na máquina capitalista mundial, é a elite econômica que, de fato e de direito, impõe sua vontade e seus interesses. O que acontece é que tal elite, no Brasil, é, em geral, miope e, assim, não consegue produzir e liderar um projeto de nação.

Responder

Apolônio

03 de março de 2012 às 22h26

A invasão Chinesa é uma realidade em qualquer país do mundo, não só do Brasil. A situação é muito complexa, tem que ter muito cuidado e equilíbrio para resolver o problema. Não podemos partir para desculpa dizendo que os custos da mão de obra é cara, porque temos férias, décimo terceiro, repouso semanal pago, horas extras, FGTS, indenização quando o trabalhador é despedido, aposentadoria. Na China não tem nada disso, com na Índia também não. O que não podemos já que a China e Índia é assim, então vamos fazer o mesmo. Então, vamos retroceder ao século 19, para nos igualar à China e Índia ? Isto não é solução nem para o Brasil, nem para a Europa. O que me assusta são as loas que se fazem à China, cujo modelo político é completamente diferente do nosso. Devemos respeitar o país que é nosso grande parceiro econômico, mas não adotarmos o mesmo receituário.

Responder

José Maia

03 de março de 2012 às 21h25

Importante mesmo é o emprego e a renda do brasileiro. E isso está sendo bem cuidado!

Responder

    Eduardo Guimarães

    04 de março de 2012 às 09h20

    José Maria, não há sustentabilidade em uma situação como essa. O Mário Henrique Simonsen dizia que a inflação aleija, mas o câmbio mata. Se a questão da hipervalorização do real não for equacionada, vamos nos ferrar

    EUNAOSABIA

    04 de março de 2012 às 16h53

    Meu senhor, desculpe, longe de mim lhe corrigir, dado que não tenho capacidade para tanto, mas o que "mata" não é o câmbio, é o "balanço de pagamentos", a frase original de Mário Henrique Simonsen é esta:

    “Inflação aleija. Balanço de Pagamentos mata”.

    A taxa de câmbio é apenas uma das variáveis que influenciam sobre o equilíbrio do BP, mas não é a única.

    No caso do Brasil, estamos "crescendo" em cima de uma bolha de crédito internacional, isso tem um custo, saldos negativos recordes em "Conta Corrente", lembrando que a Conta Corrente é a principal rubrica onde se registram as transações com o resto do mundo, ou seja, se ela vem apresentando saldos negativos históricos, o balanço de pagamentos segue na mesma direção, mas como tem muita moeda estrangeira correndo no mundo, no curto prazo dá pra ir levando, a maior taxa de juros do planeta também ajuda claro.

    Leia o que escreveu o economista e senador Cristovam Burque e o economista Rubens Ricupero, a economia "parece" bem, mas não "está" bem…. venho alertando isso faz tempo.

    O dólar de hoje a R$ 1,70, vale muito menos que o um pra um do tempo de lançamento do Real.

    Mas uma coisa é certa, a inércia e o comodismo eleitoral estão cavando algo parecido com a Grécia.

    Saudações.

    Almeida Bispo

    04 de março de 2012 às 10h15

    Mas tem que ter a fonte de riquezas, caro Maia. Nem só produção; nem só mercado. Temos uma condição ímpar que é a nossa capacidade agrícola, única no mundo. Mas tudo chega a um ponto de estagnação, e aí é necessário tem salvaguardas. E principalmente, não depender, ou depender o mínimo possível. Com a desindustrialização percebida vamos voltar a importar cachetes de linha de coser. Uma coisa é certa: a base industrial brasileira do século XX não serve para o XXI; mas é preciso reinventar a base, desde a logística ao empresariado que a tocará.

Laura

03 de março de 2012 às 19h56

Quanto a invasão chinesa é mesmo assustadora.
Roupas, sandálias, xícaras, copos de vidro, toda sorte de bugiganga, enfeites de Natal, papel de embrulho, cadeiras de escritório, TUDO passa a ser chinês. Tenho que consumir em chinês.
Basta ir na esquina em qualquer dessas lojas baratas ou em supermercados,em qualquer lugar, para ver que nossa industria está indo para o brejo.
É assustador!
O artigo do Belluzo só dá números ao que vejo na esquina.
Não aguento mais tanta bugiganga chinesa!

Responder

    Mineirim

    04 de março de 2012 às 11h39

    Além disso, o produto fabricado na China/ìndia/Tailândia, ou seja lá o que for, é projetado nos EUA/Europa/Japão, transportado (na maioria da vezes) por transportadores desses últimos lugares, segurado por seguradoras deles, etc, ou seja, há um estudo indicando que de cada dólar pago por um produto "made in China", oitenta e sete centavos retornam para os VERDADEIROS países de origem. Daí, a aparente invasão chinesa é uma continuação da vela invasão européia/estadounidense/japonesa. O resto é bla bla bla. Ah, e essa de salário baixo na China também é bla bla bla, pois na Alemanha (e na escandinávia, hein?) os salário são altíssimos e eles continuam numa boa…

Francisco

03 de março de 2012 às 18h51

PT X PSDB; Republicanos X Democratas; Quem errou, quem acertou, blá, blá, blá…

O ocidente esta deixando de enxergar o óbvio: o modelo do século XVI faliu.

Tem dois bilhões de trabalhadores sem carteira no oriente (um bi na China, um bi na Índia – e crescendo). Não recebem FGTS, PIS/PASEP, aposentadoria, nada. Vai demorar até cobrarem isso dos patrões…

E dois bilhões de consumidores. O mundo tem sete bilhões de pessoas que compram o que é mais barato e vendem para onde tem cliente.

O eixo do mundo girou. O ocidente vai ter de virar uma "União Européia". Uma UE que funcione…

Responder

    MRE

    03 de março de 2012 às 19h14

    Talvez esteja na hora de rever conceitos trabalhistas, sindicais, pensionistas…..ou fechar as fronteiras para todos que produzam sem pagar FGTS ( e multa rescisória de 50% ), que não pagam férias ( com 30 % ), que não pagam 13 salário ( mesmo com a empresa falida tem que pagar e que se dane a galinha dos ovos de ouro- quero o meu se não vou ao sindicato e ajustiça trabalhista).

    O Francisco está certíssimo : o nosso modelo mudou e o político que disser que vai criar um 14 salário ganha a eleição.

    Ruski

    04 de março de 2012 às 01h23

    Que tal revogar então a Lei Áurea? Resolveria nossos problemas. Seríamos competitivos, a indústria e o comércio se voltariam para o exterior, gerando divisas. Pelo amor de Deus. Foi o mercado interno, formado por trabalhadores, que impediu a crise de 2008 de detonar o país e a atual também. A galinha dos ovos de ouro é o mercado interno, que é a classe trabalhadora. Destruir os direitos trabalhistas é suicídio!!!

    MRE

    03 de março de 2012 às 19h33

    Talvez esteja na hora de rever conceitos trabalhistas, sindicais, pensionistas…..ou fechar as fronteiras para todos que produzam sem pagar FGTS ( e multa rescisória de 50% ), que não pagam férias ( com 30 % ), que não pagam 13 salário ( mesmo com a empresa falida tem que pagar e que se dane a galinha dos ovos de ouro- quero o meu se não vou ao sindicato e ajustiça trabalhista).

    Leo V

    03 de março de 2012 às 21h07

    Acho que talvez seja hora de rever o capitalismo.

    Valdeci Elias

    04 de março de 2012 às 13h26

    Os Economistas acham, que os chineses e indianos, nunca vão se revoltar contra o trabalho escravo, e a exploração infantil.

Gilson

03 de março de 2012 às 18h44

Uma das questões que devem ser consideradas nos custos da produção industrial são as elevadas remessas de royalties para os países de origem das multinacionais. Mas, na minha opinião é na questão da tecnologia onde temos ainda muito para progredir. As empresas de modo geral alcançam enormes lucros e não se veem obrigadas a melhorar seus níveis de produtividade, otimizando processos. As Universidades se consolidaram apenas como formadoras de mão de obra com algum nível de qualificação. Há pouco desenvolvimento científico que poderia dar apoio à produtividade industrial local. Principalmente pelas Universidades privadas. Assim, nossa indústria está sempre comprando propriedades intelectuais-industriais sucateadas dos países de alta tecnologia. Assim ficamos menos competitivos. O chororô da Fiesp é só chororô.

Responder

Gerson Carneiro

03 de março de 2012 às 18h34

"Desde a campanha eleitoral de 2010, José Serra tem tratado do assunto. Ou seja, neste caso vocês admitem que ele tem razão?"

Eu não sou besta pra tirar onda de herói
Sou vacinado, eu sou cowboy
Cowboy fora da lei
Durango Kid só existe no gibi
E quem quiser que fique aqui
Entrar pra historia é com vocês!

[youtube 23EO7sDO9Lw http://www.youtube.com/watch?v=23EO7sDO9Lw youtube]

Responder

    Mineirim

    04 de março de 2012 às 11h26

    Desde quando o Cerra (assim mesmo, com C) trata de alguma coisa?

Gustavo Gindre

03 de março de 2012 às 18h25 Responder

assalariado.

03 de março de 2012 às 17h51

Deus mercado, seu sobrenome é hipocrisia. Esta capa da CartaCapital, diz: "Nossa industria em perigo". Oras bolas, quanta cara de pau. Na hora de produzir, as fabricas/ escritórios são nossos e, nas horas de realizarem os lucros as empresas são deles. Que lembre, não sou dono dos meios de produção ( fabricas, latifúndio, grande comercio, …) que, são usados pelos donos do capital para nos explorar, alguma duvida? Vocês se lembram da marolinha de 2008? Quem pagou por mais aquela/ esta crise do capital? Se lembram de algum da burguesia ter ido morar na favela?

A conclusão que chego após ler os textos de: Luiz Antonio Cintra, depois, Luiz Gonzaga Beluzzo/ Julio Gomes de Almeida é que: os culpados pelas crises do capital são os Estados que cuidam muito bem da saúde do povo, excesso de zeladoria com a educação básica do povo, Excesso de gasto com segurança publica, excesso de habitações para os pobres, excesso de transporte público. Enfim, o Estado burgues desperdiça muito com o seu povo e não com os capitalistas/ credores da divida publica interna que, só este ano, de uma forma ou de outra, vão morder 37% das receitas do Estado brasileiro. Me engana que eu gosto, todos somos idiotas (os debaixo, é claro), menos os invisíveis donos dos meios de produção e seu modo de produção capitalista e seu Estado burguês, um antro, o verdadeiro gerente dissimulador e administrador das falcatruas da burguesia industrial/ financeira. Esta é a verdadeira face, a descoberto, da sociedade de luta de classes. Imbecis, acordem!

Ora essa, vão plantar batatas, … "Inocentes uteis". Sim entre aspas.

Saudações Socialistas.

Responder

ZePovinho

03 de março de 2012 às 17h44

Se o meu pai sabe que ando lendo esses jornalistas aí,tô lascado:…………………….

<img width="550" src="http://www.conversaafiada.com.br/wp-content/uploads/2012/03/charge-bessinha_blogueiros-sujos_tv.jpg"&gt;
Responder

Carlos Nunes

03 de março de 2012 às 16h59

não li o artigo todo,
mas pelo recorte publicado do artigo do Luiz Antonio Cintra,
“Se os produtos brasileiros ficaram mais caros, teríamos de cortar os custos para manter a competitividade. Mas os salários aumentaram em dólar, com reajustes acima da inflação no caso do mínimo."
é mais discurso para atacar avanços trabalhistas…

Responder

    Leo V

    03 de março de 2012 às 19h15

    O problema do custo do salário só entra em questão para uma indústria atrasada, de baixa produtividade. Me parece que na Alemanha salários altos nunca foram problema para a indústria do país. Porque a indústria de lá é de alta tecnologia e avançada, ou seja, de alta produtividade por trabalhador.

    beattrice

    04 de março de 2012 às 11h47

    Os salários do trabalhador na Alemanha tb despencam.

betinho2

03 de março de 2012 às 16h41

Penso que a matéria é simplista na análise, culpando apenas juros, câmbio e salários e custo da energia.
Penso que além desses fatores, o pior é a "gordura" que nossas empresas costumam adicionar aos seus ganhos, em toda cadeia produtiva, num efeito cascata que redunda em preços elevados no varejo, ou no atacado, caso da atividade do Edu Guimarães.
Quanto a China, como concorrer se eles tem gastos sociais mínimos, em saúde, previdência e aposentadoria?
Só ai já vai um enorme diferencial em necessidades de cobrança de impostos.
Outra coisa, o industrial brasileiro tem uma enorme dificuldade associativa no sentido de criar sinergias produtiva, com redução de custos, quer mais é concorrer e abater o concorrente.
Mais, aqui ao contrário de outros países, já foi dito, é Empresário rico com a Empresa pobre, altas mordomias sutentadas pela "gordura" acrescentada na venda da produção. Questão de cultura.
Se, como escreve o Edugui, está realmente havendo investimentos na área industrial, podemos dentro de alguns anos melhorar a situação, mas ainda assim não o ideal, pois são investidores extrangeiros, que acabarão desnacionalizando ainda mais nossa industria, por compra e ou ebsorção. A solução mais plausível é a automação, com ganho de produtividade, em detrimento, infelizmente, de menos mão de obra.
Acontece que pra cá tem vindo máquinas obsoletas de outros países, numa caríssima "desova" do que lá já seria sucata.
Uma boa medida, não sei se viável, seria só permitir vinda de máquinas industriais de última geração, mais produtivas.
Fora isso mexer no câmbio por decreto, que seria retrocesso, aumentar taxações de produtos importados, que gera discussões, esperar nova e melhor classificação no "invest grade", que facilitaria queda de juros.
Outra questão, a dívida interna hoje, se compararmos com outros países, o Brasil está numa situação previlegiada, porém em contra partida perdemos longe em poupança interna, desequilíbrio que nos deixa submissos à banca, principalmente a internacional.
Uma boa medida, que recebeu críticas, é a criação do FumpresP, que a longo prazo criará uma enorme poupança, a exemplo da Previ, criada em 1904, que apesar de alguns percalços está ai de pé com um patrimônio de mais de 150 bilhões de reais, que o Fumpresp em alguns anos vai superar pelo maior número de mantenedores e faixas salariais bem mais elevadas.

Responder

    MRE

    03 de março de 2012 às 18h58

    O aporte de $ que vem do exterior ( Ilhas Cayma, Virgns, Bahamas) é tudo de empresário patriota brasileiro – são demagogos ( boa parte) , só querem invesir com certeza de altos ganhos: fui verficar o preço um remédio anticaspa em duas grandes redes populares do Rio. Em uma custava R$ 12,80 e na outra R$ 24,10. Durante um bom tempo ( 2 anos plo menos) , no passado, o supermercado do maior empresário do setor, vendia uma mateiga por 4 vezes mais do que em outros estalecimentos. Nos dos casos procurei os responsáveis e blá, blá, compra quem queru.

    São exemplos da mentalidade empresarial – lei do Gérson e é o governo é que isola a bola do jogo !

    zezinho

    04 de março de 2012 às 07h47

    É interessante vc tocar nesse ponto do lucro empresarial. É muito fácil culpar sistema quando na verdade a culpa é da própria população. Se o brasileiro fosse menos ignorante e mais politizado isso não aconteceria. Acontece que brasileiro adora pagar caro nas coisas e se gabar por isso. Quando não é este o caso ele paga porque não sabe reivindicar seus direitos. Assim funciona a lei de mercado, se estão pagando porque diminuir os preços?

ricardo

03 de março de 2012 às 16h40

Os caras querem ganhar demais, e ponto. Descuidou, deixou o varejo se concentrar e tome, importar bem mais barato e não repassam a vantagem para o consumidor. Do lado de lá, a estratégia está dada, pois, ao contrário dos doutos em si mesmos brasileiros, sabem que a indústria é estratégica para um sistema econômica e, depois que quebra, não dá para recuperar. Empurram a preços baixos produtos de baixíssima qualidade para, em um momento posterior, aumentarem os preços. isso já está acontecendo, por exemplo, no mercado de guarda-chuvas. Mas, esperar o que da verve de "empreendedores" que importam até lixo hospitalar, como em Pernambuco, não é mesmo? Realmente, competir com lixo é muito difícil.

Responder

Leo V

03 de março de 2012 às 16h17

"A especialização da indústria em alguns ramos de actividade, em vez de revelar qualquer desindustrialização, é um resultado necessário da abertura da economia brasileira ao exterior, que estimulou o aumento da produtividade em certos ramos e o declínio dos ramos menos concorrenciais. Nestas circunstâncias, não espanta que os chefes de empresa atingidos negativamente promovam com vigor o discurso da desindustrialização. Os think tanks ligados a estes empresários e os lobbies que lhes emprestam voz e músculo associam sistematicamente desindustrialização a uma moeda tida como sobrevalorizada e que dificulta as exportações, de modo que o remédio para a pretensa desindustrialização seria a desvalorização do real. Ora, o mesmo câmbio sobrevalorizado que ergue obstáculos às exportações beneficia as importações, nomeadamente de bens de capital, contribuindo portanto para um clima propício aos investimentos. «Como mostraram diversos estudos empíricos, no período 1996-1998, particularmente, com a liberalização comercial praticamente consolidada e forte apreciação real da moeda brasileira em relação ao dólar», escreveu André Nassif, «diversos segmentos se modernizaram e obtiveram ganhos de produtividade mediante o aumento das aquisições de máquinas e equipamentos (incluindo importados) […]» [11]." (Brasil hoje e amanhã: 2) desindustrialização ou avanço tecnológico? http://passapalavra.info/?p=43703 ).

Responder

Leo V

03 de março de 2012 às 16h08

Há um texto importante de ser lido sobre o assunto:

"Brasil hoje e amanhã: 2) desindustrialização ou avanço tecnológico?", de autoria de João Bernardo: http://passapalavra.info/?p=43703

Com números ele procura mostrar, num crítica à esquerda, que "A tese da desindustrialização é o suspiro de um nacionalismo retardatário."

Responder

FrancoAtirador

03 de março de 2012 às 16h04

Joe

03 de março de 2012 às 15h33

Concordo com o José X e o Carlos, empresário brasileiro reclama de barriga cheia, na minha opnião muito cheia.
Vou contar um causo aqui. Fui prestar um serviço, para um médio/grande empresário do setor de linhas (se dizem entre os mais afetados da cancorrencia desleal). Em meu trabalho sempre tenho contato com os donos, vai e vem papo o sugeito vai me apresentado e contanto a história se sua fábrica. Enquanto ouço as peripécias de duas gerações desbravando as selvas do mercado, vou vendo a fábrica parada, muitas e muitas maquinas paradas. Pergunto sobre e ouço que quando ouve a abertura de mercado eles quase quebraram, mas sobreviveram, produzindo. Quando mudou o comando na fábrica a "nova geração" os garotos, perceberam que não compensava produzir mais. A solução era importar e embalar aqui, o lucro era muito maior.
Pergunto se isso foi mesmo mais lucrativo? " Nunca vi tanto dinheiro. Mas cade a fábrica do meu pai????
Ouvi isso de um Sr. de setenta anos, já aposentado pelos filhos ou pelo capitalismo.

Responder

Eduardo Guimarães

03 de março de 2012 às 13h58

Um detalhe, Azenha: dizimado por concorrentes estrangeiros, de países como Itália, que vende produtos de altíssima qualidade, a concorrentes como Estados Unidos, que vende produtos feitos na Índia, na China, na Turquia…

Com os concorrentes nacionais a gente tira a diferença no atendimento, na qualidade – só trabalho com primeira linha – e no gogó mesmo, mas com produtos estrangeiros de qualidade superior e 30, 40 por cento mais baratos ou de qualidade inferior mas que custam 1/10 do meu preço, aí é extermínio mesmo…

E o que é pior: ainda não achei uma alternativa para cobrar o governo, pois a entrada no Brasil de capitais de médio e longo prazo para investimento produtivo é que está batendo recorde, de sorte que reduzir juros não mudará nada em termos de valorização do real.

Ocorre que o real sobe por conta da boa situação da economia, pois o investimento produtivo chega e torna abundante a oferta de moeda americana, fazendo seu valor cair. Se essa chuva de dinheiro viesse para especular no mercado financeiro bastaria reduzir os juros. Se viesse por curto prazo bastaria impor uma quarentena.

O problema é que o dinheiro vem para ficar. Todas essas medidas são inócuas. Se o CMN reduzir os juros pela metade, duvido que aumente 10% no preço do dólar. Ora, você viu, Azenha, quais são as diferenças de preços que enfrento? Se o dólar chegar a 2 reais, não adianta nada.

Se alguém tem alguma outra teoria para fazer o dólar subir que não esteja entre as que elenquei, adoraria conhecer. Pelo menos eu teria o que cobrar do governo…

Responder

    Jorge Moraes

    03 de março de 2012 às 16h44

    Olá, Eduardo! Gostaria de ter respostas ao seu questionamento.
    Talvez não haja mesmo resposta eficaz alguma.
    No capitalismo, as políticas econômica, a monetária / cambial em particular, sempre me lembram "cobertor curto": cobre-se a cabeça, descobrem-se os pés.
    A margem para o exercício consequente da soberania (políticas próprias que obtenham resultados diferenciadores) dos países torna-se mais e mais estreita, com o alargamento da mundialização / financeirização do mundo.
    O mercado deitou sua "mão invisível" sobre tudo e todos, provocando o definhamento dos entes de menor poder de barganha da cadeia.
    Ademais, a dinâmica capitalista requer periodicamente crise, em um só tempo funcionando como doença e "remédio". Sua envergadura poderá, no entanto, causar estragos tão fortes que o mecanismo, que é de defesa do capital, imploda.
    Imagino que uma intensificação do processo (dizem que já iniciado) de regimes alternativos ao uso do dólar, poderia aliviar o câmbio.

    Eduardo Guimarães

    03 de março de 2012 às 20h42

    Jorge, é uma bomba-relógio. E ninguém sabe como desarmar. Nem governo, nem oposição. Até porque, é produto de fenômenos além de nossas fronteiras e de nosso controle. É o preço da farra do "Primeiro Mundo".

    EUNAOSABIA

    03 de março de 2012 às 17h26

    Se o dólar chegar a R$ 2,90, o Brasil cai para 12 economia do mundo atrás do México,

    O dólar hoje deveria estar valendo em R$ 3,00 a R$ 3,50 pelo menos, a fim de esquilibrar a conta corrente.

    O crescimento do Brasil é em cima de uma bolha de crédito internacional, ocorre que o balanço de, pagamentos não aguenta muito mais tempo, o déficites em CC estão se tornando insurportáveis (os maiores desde que começaram a serem medidos).

    Sobre o juro cair pela metade, não é preciso ser doutor em economia para saber que haverá fuga de capitais, além do mais, o dólar está no patamar que está a fim de rolar a dívida interna, o Brasil vem praticando algo que é suicídio, tem a ver com a proposição teórica da "equivalência ricardiana", isso não se sustenta no longo prazo. Onde isso vai nos levar? Grécia… foi assim que tudo começou na Grécia.

    Um mês de rolagem de juros da dívida interna pagam 5 copas do mundo ou 3 anos de Bolsa Família.

    Governo socialista e de esquerda é isso aí, e viva Marx.

    paulo castro

    03 de março de 2012 às 21h26

    demitam todos pois o EUNAOSABIA sabe tudo, até o câmbio…
    Ele resolve tudo

Gerson Carneiro

03 de março de 2012 às 13h48

O Serra sabe disso de "ouvi falar".

Quem contou essas coisas para o Serra?
Não é pra falar essas coisas pra ele.

Responder

Lucy

03 de março de 2012 às 13h43

"O nosso freio é a fé em Deus." (Marisa Lobo, ex-psicóloga, cujo registro foi cassado pelo CFP).
http://www.paulopes.com.br/2012/02/psicologa-equi

Klauber Cristofen Pires em artigo (?) pede ajuda à bancada da bala, digo, "evangélica".
http://www.midiasemmascara.org/artigos/direito/12

Responder

    beattrice

    03 de março de 2012 às 15h51

    Esperemos que os casos em discussão no CFP da Marisa Lobo e outros fortaleçam o estado LAICO e impeçam que pastores profissionais ou amadores, como é o caso dessa senhora, limitem-se a "profetizar" nos espaços religiosos e não no exercício profissional ludibriando incautos.

José X.

03 de março de 2012 às 13h21

“Se os produtos brasileiros ficaram mais caros, teríamos de cortar os custos para manter a competitividade. Mas os salários aumentaram em dólar, com reajustes acima da inflação no caso do mínimo. Os encargos trabalhistas aqui são maiores do que nos principais países concorrentes. E temos uma logística ineficiente, com alto custo de energia elétrica, a segunda mais cara do mundo”.

Nossa, estou morrrendo de peninha desse pessoal da FIESP…o Brasil precisa urgentemente colocar em prática aquelas medidas saneadoras que implantaram na Grécia (diminuir salaário, encargos trabalhistas, etc), senão nossos industriais não vão poder continuar com seus lucros obscenos.

Tá certo, a indústria brasileira pode ter problemas, mas as soluções com certeza não passam pela FIESP, que só está interessada mesmo naquilo que todo empresário adora: mamar (nossos impostos) nas tetas do governo. Nada como um incentivozinho aqui, uma anistiazinha ali, e por aí vai. Competir em preços mesmo, nada…já cansamos de ver essa história, exemplificada pelos preços absurdos dos carros nacionais.

Responder

    Carlos Malaquias

    03 de março de 2012 às 13h44

    Também achei isso muito esquisito… Não faz muito tempo o Viomundo publicou uma entrevista do Dr. Ildo Sauer (post "O ato mais entreguista da história" 18/01/12) em que ele criticava que, no Brasil, a energia elétrica é desproporcionalmente mais barata para consumidores industriais do que para os domésticos e estes, aliás, acabavam bancando a manutenção da rede… Agora vem a Fiesp reclamar do preço da energia.

Igor felippe

03 de março de 2012 às 13h09

O Serra é hipócrita e fala da boca pra fora. Foi no governo FHC, que foi implementada essa política econômica que privilegia o capital financeiro e as empresas transnacionais, que prejudica a indústria nacional e o trabalho.

Azenha, leia o texto do boito que entenderá a mudança operada no governo Lula e Dilma, que é insuficiente para enfrentar o processo gravíssimo de desindustrialização.

Responder

    Luiz Carlos Azenha

    03 de março de 2012 às 13h20

    Estou preparando para publicá-lo. A ideia aqui é promover o debate. abs

    EUNAOSABIA

    03 de março de 2012 às 17h33

    Mano velho, quem foi que foi eleito prometendo… "mudar tudo isso que está aí", foi o Serra ou o Lula? você votou em Serra ou em Lula? quem está há nove anos no poder? é o PT ou o PSDB?

    Nove anos de governo, quando a coisa funciona… viva o cara que avistou o Monte Pascoal (Lula), quando nos leva ao abismo, é culpa de FHC…. eu não digo aqui direto que Lula é a cópia pirata e medíocre de Fernando Henrique?? e vocês partem com tudo que tem pra cima de mim, ou eu tô mentindo?

    Vocês são homens ou o quê?

    Lula só prestou para alguma coisa por que deu continuidade a macro economia de FHC e a China fez o resto por ele.

    Nove anos sem fazer o NADA, muito palanque e muito gogó, pão com mortadela e tubaína, cabô velho, muita fanfarronice e pouco trabalho, tudo isso começa a cobrar o seu preço.

    Grécia 2.0 e verde amarela. Já era velho.

    Vitor

    03 de março de 2012 às 19h17

    Eis aí mais um apaixonado do Serra/ FHC.

    Marcelo Fraga

    04 de março de 2012 às 11h33

    EUNAOSABIA, representante no Viomundo da nossa elitezinha vagabunda e sonegadora de impostos, vem falar sobre "trabalhar".

    É fogo!

Caçamba

03 de março de 2012 às 13h03

Nem quando tem razão Serra está certo.

Responder

    EUNAOSABIA

    03 de março de 2012 às 17h33

    Nem quando você respira você está certo.


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