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O diálogo de Mujica com o mendigo El César. Imperdível!


29/11/2014 - 16h12

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Pepe Mujica e o mendigo El César (Imagem: Pragmatismo Político)

Durante uma entrevista para a imprensa uruguaia no meio da rua, Mujica foi abordado por um mendigo que lhe pediu ‘uma moeda para comer algo’. A reação do presidente uruguaio virou notícia internacional

do Pragmatismo Político, sugerido por Gerson Carneiro

O presidente do Uruguai, José Mujica, era entrevistado por jornalistas das emissoras dos canais 12 e 5 quando foi abordado por um morador de rua conhecido como “El César” [vídeo abaixo].

O homem pediu ao presidente “uma moeda para comer algo”. Mujica disse a “El César” que se ele continuasse a chorar, não iria dar coisa alguma.

El César continuou insistindo, e o presidente uruguaio pediu para que seu assessor ajudasse o homem. Não satisfeito, o morador de rua afirmou que só aceitaria uma moeda que saísse do bolso do próprio Mujica. “Uma moeda sua, Pepe”.

Quando Mujica, então, tirou do bolso a sua carteira, El César desabou em prantos. “Mas não chore, caral**”, disse o presidente, em tom descontraído, para em seguida entregar ao morador de rua uma nota de $ 100 pesos.

Com o dinheiro em mãos, El César agradeceu: “Obrigado! Obrigado! Quero que sejas presidente para sempre”.

“Não, não. Estás louco?”, disse Mujica, arrancando risos dos profissionais da imprensa e de todos que testemunharam a cena.

O episódio se espalhou pelas redes sociais e vários veículos da imprensa internacional repercutiram o gesto de Mujica, como por exemplo a CNN.

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18 comentários

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Giusepe

03 de dezembro de 2014 às 11h14

Acho que o Lula faria a mesma coisa! Se já não fez….uma coisa eu garanto, a midia golpista não mostrará nunca………

Responder

tiao

01 de dezembro de 2014 às 16h46

Ri pra carajo!!!!

Responder

FrancoAtirador

30 de novembro de 2014 às 23h01

.
.
Até o candidato opositor dá aula de Democracia na República do Uruguay:

“Os resultados se acatam, se respeitam e se defendem.
Nós não somos partidários de que, às vezes, a maioria se equivoca.”

30.11.2014 21:42
TÉLAM
Agência Nacional de Notícias (Argentina)

LECCIONES EN URUGUAY

Lacalle admitió su derrota y prometió
“controlar” y “convencer” desde el Parlamento

El diputado nacionalista Luis Lacalle Pou reconoció su derrota en el balotaje ante el oficialista Tabaré Vázquez, a quien felicitó por haber triunfado “legítimamente”, y prometió que procurará “controlar” y “convencer” al gobierno desde el Parlamento.

El diputado nacionalista Luis Lacalle Pou reconoció su derrota en el balotaje ante el oficialista Tabaré Vázquez, a quien felicitó por haber triunfado “legítimamente”, y prometió que procurará “controlar” y “convencer” al gobierno desde el Parlamento.

“Si estamos convencidos, como estamos, será desde el Parlamento que la vamos a tratar de llevar adelante; si nuestra agenda era buena si ganábamos, sigue siendo buena porque creemos que es lo mejor para el país y la vamos a impulsar con acuerdos”, dijo Lacalle.

El candidato del Partido Nacional (‘Blanco’) admitió su derrota menos de dos horas después de que terminaran los comicios, primero por Twitter y después en breves declaraciones.

“Hace pocos minutos llamé a Tabaré Vázquez
para felicitarle y desearle el mayor de los éxitos”, afirmó.

“Los resultados se acatan, se respetan y se defienden;
nosotros no somos partidarios
de que a veces la mayoría se equivoca”,
agregó Lacalle.

(http://www.telam.com.ar/notas/201411/87235-elecciones-en-uruguay-lacalle-pou.html)
.
.

Responder

FrancoAtirador

30 de novembro de 2014 às 20h11 Responder

Luiz Carlos

30 de novembro de 2014 às 16h56

Pepe Mujica, assim como Lula da Silva, são pessoas que se enquadram na descrição do grande filósofo José Ingenieros, contida no Livro “O Homem Medíocre”, a seguir transcrita: “Nem todos, como você, se extasiam diante de um crepúsculo, sonham diante de uma aurora ou vibram diante de uma tempestade. Nem todos gostam de passear com Dante, rir com Molière, tremer com Shakespeare, crepitar com Wagner. Nem todos emudecem ante o David, a Ceia ou o Partenon. É de poucos essa inquietude de perseguir avidamente alguma quimera, venerando filósofos, artistas e pensadores que fundiram em síntese suprema suas visões do ser e da eternidade, voando para além do real. Os de sua estirpe, cuja imaginação é povoada de ideais e cujo sentimento neles concentra toda a personalidade, formam uma raça à parte na humanidade: são idealistas.
Definindo sua própria emoção, poderia aquele que se sente poeta dizer: o Ideal é um gesto do espírito no sentido da perfeição.”

Responder

Edgar Rocha

30 de novembro de 2014 às 12h26

Fórmula simples e antiga. Comparo Mujica a outros notáveis estadistas e líderes na história. Que eu me lembre, apenas dois. Izabel de Aragão e Gandhi.
A rainha de Portugal, personificando a autoridade moral já reverenciada desde os tempos mais remotos da antiguidade, punha-se entre dois exércitos no front de batalha. curvavam-se todos os soldados, a despeito de ordens superiores de seus soberanos e interrompia o conflito com sua simples e molambenta presença. Ai de um rei, num rompante de orgulho, que viesse a atentar contra a sua força. Matá-la era o mesmo que perder o trono. simplesmente, porque perderia seu exército. Gandhi, mais conhecido e recente, tinha o mesmo poder. Nem preciso contar sua façanha. Apenas dizer que venceu o maior império de seu tempo, sem uma única bala.
O velho Mujica, igualmente, modesto e molambento, detém este poder acima de todas as forças. Não teme nenhum atentado. Não teme a morte, não tema a força dos que se armam. Como? Talvez, outro líder, atualmente, esteja a caminho de construir o mesmo “escudo místico”, protetor e invencível. Francisco, o Papa.

Quem quiser entender, busque nos mitos (lá vou eu de novo). Aceite que a força mais poderosa do Universo é também a mais discreta e imóvel. Basta a ela saber que, se a ferirem, quem o fizer não mais terá nada. Procurem o significado de “Vesta”. A única deusa do Olimpo a quem Zeus se curvava e perdia perdão.

Responder

Elias

30 de novembro de 2014 às 10h23

Não é à toa que até a CNN registrou o fato. Tal cena não acontece em lugar nenhum do mundo. Apenas no Uruguai e com Mujica, uma figura ímpar da história recente. Grande Mujica!

Responder

Jorge Portugal

30 de novembro de 2014 às 02h54

Deus não é capaz de acabar com a pobreza imaginem o pobre do Presidente Mujica que tem menos poder.

Responder

FrancoAtirador

30 de novembro de 2014 às 00h17

.
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Com toda Experiência acumulada da Geração Passada

o Ser Humano Pepe Charrua está Além do nosso Tempo.
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Responder

Vander

29 de novembro de 2014 às 23h39

Poderíamos começar por aprender a ter um pouco mais de desapego ao dinheiro; pensar um pouco mais nas políticas solidárias e de distribuição de renda; poderíamos escolher votar em homens que vivem e lutam por estas causas e as representam com seu próprio exemplo de vida; poderíamos aplicar no Brasil os 60 bilhões que “turistas” brasileiros gastam por ano no exterior; poderíamos desejar acumular menos, parar de cobiçar coisas supérfluas e viver apenas com o necessário para uma vida decente, ou seja, moradia, boa alimentação, escola, saúde (sem comprar remédios e sem cirurgias plásticas), lazer lúdico e cultural e cultivar boas e sinceras amizades.

Responder

Francisco

29 de novembro de 2014 às 19h28

Alem de mostrar a humildade de Mojica, também serve pra lhe mostrar que seu governo não foi suficientemente competente para acabar com a pobreza.

Responder

Paulo

29 de novembro de 2014 às 16h40

Grande Mujica o melhor presidente da América Latina

Responder

Toga

29 de novembro de 2014 às 16h39

Ué, uma vez a espera do ônibus junto com alguns amigos eu pensava se usava ou não os poucos trocados que tinha sobrando além do dinheiro da passagem para matar a sede, já que o caminho de volta levaria algumas horas. Comprei a água com o ambulante que estava por perto, mas ao invés de beber eu acabei comprando para alguns garotos de rua que pediram. Eles estavam igualmente com sede e queriam beber água limpa e fresca, porque as porcarias da fontes da cidade não funcionam.

Vendo um caso desses fico com o mesmo sentimento que fiquei naquela ocasião com a reação dos meus amigos, de me verem falando casualmente e despreocupadamente com moradores de rua e gastando dinheiro com eles. O que há para se pensar, para transformar em notícia? Não sei, é ainda não sei.

E alguém tiver algo significativo para dizer aí me ilumine por favor.

Responder

    Patrick

    30 de novembro de 2014 às 07h58

    “O que há para se pensar, para transformar em notícia?”

    Em 11 de cada 10 países um mendigo não conseguiria nem se aproximar do presidente, provavelmente seria abordado por leões de chacará, seria alvo de spray de pimenta na cara ou choques de taser.

    EDUARDO MICHELAZZO

    30 de novembro de 2014 às 17h07

    Patrick, enquanto lia todos os comentários pensei nisso que você falou.
    Quem, exceto Pepe Mujica conversaria fraternalmente com um mendigo e lhe daria uma nota de 100 pesos senão Pepe.
    Ninguém impediu a aproximação do mendigo que falou diretamente com o Presidente.
    Viva Pepe Mujica, Viva o Uruguai, Viva a Fraternidade.


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