VIOMUNDO

Diário da Resistência

Sobre


No Carnaval do repúdio a Bolsonaro, Elza Soares diz que coro contra presidente não leva a nada: “Tem de ir pra rua”; vídeos
Reprodução
Você escreve

No Carnaval do repúdio a Bolsonaro, Elza Soares diz que coro contra presidente não leva a nada: “Tem de ir pra rua”; vídeos


23/02/2020 - 14h39

Da Redação

Apesar da massiva campanha Ele Não, organizada por mulheres em todo o Brasil, Jair Bolsonaro elegeu-se presidente da República.

Ele venceu Fernando Haddad por 63% a 37% entre mulheres que ganhavam acima de dois salários mínimos, justamente aquelas que supostamente estavam preocupadas com questões como o machismo e a misoginia, temas principais do Ele Não.

Bolsonaro venceu por 52% a 48% no conjunto do voto feminino.

Em Recife, depois de ouvir um coro “ei, Bolsonaro, vai tomar ….” em evento do Carnaval, a cantora Elza Soares afirmou:

“Não adianta mandar o cara tomar aqui, tomar ali, gente. O negócio é ir pra rua. É bobagem, a gente não tem que mandar nada, tem que ir para a rua, é na rua que a gente faz a reviravolta, nas ruas”.

A declaração foi feita no segundo dia do Carnaval de Recife, dedicado às mulheres, no Marco Zero.

No dia anterior, Jair Bolsonaro já havia sido alvo de duras críticas de Antonio Nóbrega. A noite foi dedicada a artistas e jornalistas brasileiros.

“Há uma guerra aberta com a área de cultura e ameaça de um retrocesso obscurantista nas prioridades de um governo que ainda não aceitou sequer Copérnico. Para quem não sabe, foi ele quem descobriu há mais de 600 anos que havia movimento de rotação e translação. Se não chegou a Copérnico, muito mal chegou a Darwin”, afirmou Antonio Nóbrega durante o evento.

“Aumentam cortes em gastos sociais, além de cortes em direitos históricos dos trabalhadores. Aumenta a defloração da Amazônia e aumentam as ameaças à imprensa”, ele acrescentou.

Em seguida, Nóbrega cantou sua música em homenagem a Marielle Franco, a vereadora do Psol assassinada com o motorista Anderson em março de 2018, no Rio de Janeiro.

Uma onda de protestos contra o governo Bolsonaro domina o Carnaval 2020.

Em São Paulo, a campeã do Carnaval, Mancha Verde, levou figurantes fantasiadas de empregadas domésticas ao sambódromo, com a carteira de trabalho na mão.

Uma crítica ao ministro da Economia Paulo Guedes, que justificou o dólar alto como forma de frear uma suposta “farra” dos que viajavam de três a quatro vezes por ano à Disney, inclusive domésticas.

Guedes não identificou quem foi três ou quatro vezes à Disney no mesmo ano. Em suas férias mais recentes, o ministro foi a Miami.

O colunista Lauro Jardim, de O Globo, informou que de fato uma servidora de Jair Bolsonaro no Palácio do Alvorada, Rainê dos Santos, foi com a filha à Disney.

Porém, quem pagou a viagem foi o empresário Paulo Marinho, então patrão de Rainê. O dólar estava em R$ 2,20. Hoje, o dólar turismo está acima de R$ 4,50.

Pai, perdoai, eles não sabem o que fazem foi o enredo da Mancha.

No Rio, a Acadêmicos de Vigário Geral trouxe O Conto do Vigário. 

Tratou de promessas não cumpridas por políticos.

Fechou o desfile com o carro alegórico com a imagem do palhaço Bozo com faixa presidencial, fazendo o gesto clássico da campanha de Bolsonaro, a arminha com as mãos.

Bolsonaro foi alvo de críticas até no Carnaval de Colônia, na Alemanha.

Num carro alegórico, ele apareceu com um fósforo na mão, de estandarte para a bandeira brasileira.

Atrás, árvores e animais queimados na Amazônia.

Últimas unidades

A mídia descontrolada: Episódios da luta contra o pensamento único
A mídia descontrolada

O livro analisa atuação dos meios de comunicação.

A publicação traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.

Por Laurindo Lalo Leal Filho



11 comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do VIOMUNDO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie. Leia o nosso termo de uso.

Zé Maria

26 de fevereiro de 2020 às 18h09

Parece que as Escolas de Samba que
tiveram Enredo de Conotação Política
foram Punidas no Rio de Janeiro.
A Burguesia Carioca segue mandando.

Responder

Zé Maria

25 de fevereiro de 2020 às 21h41

Pessoal de Pernambuco tem de se antenar.
O Jagunço de Miliciano mandou espiões infiltrados para Olinda.

https://twitter.com/SF_Moro/status/1232304071140368385

Responder

lulipe

25 de fevereiro de 2020 às 13h03

A mamata acabou Elza, o choro é livre….

Responder

Zé Maria

24 de fevereiro de 2020 às 02h55

https://twitter.com/sofiacavedonPT

A Arte Popular politicamente Engajada
pode mesmo derrubar Ditaduras.

“Obrigada ao samba!
Só mesmo assim, por sua cultura popular,
um país vê uma cruz onde se lê a sentença do ódio:
bandido bom é bandido morto.
Um Jesus-menino-negro.
Como tantas vidas que são roubadas dos braços das mães.
Obrigada ao samba!
Mangueira, teu samba é (mesmo) uma reza!”

https://twitter.com/mariadorosario/status/1231789689834819585

Responder

Zé Maria

24 de fevereiro de 2020 às 02h27

Em São Paulo, a Tom Maior
deu o tom do Carnaval no Brasil, destacando Marielle no Samba-Enredo “É Coisa de Preto”:
“As Minorias são a Maioria”.

E a Estação Primeira de Mangueira arrematou:

A Cruz é o Racismo;
A Cruz é a Misoginia;
A Cruz é o Fascismo;
A Cruz é a Homofobia;
E na Cruz do Nazareno
A Inscrição com Veneno:
Tua Pena é a Agonia,
Por ser Preta, Mulher, Gay,
Da Lança no Peito Cravada.
A Sentença de Morte é a Lei
Para Essa Plebe Arrojada
Que ousa ser Rainha e Rei.

Responder

ALEX DE MORAES

24 de fevereiro de 2020 às 00h39

Engraçado dar ouvido aqueles que ganharam dinheiro as custas do povo, as custas de leis que eram pra ajudar quem precisava, e agora quea teta secou grita aos quatro cantos que Bolsonaro é o culpado. O povo acordou e esse retrocesso nunca ouve, hoje estamos crescendo isso sim.

Responder

Marcos Videira

23 de fevereiro de 2020 às 22h17

Tem que ir pra rua com retroescavadeira como carro alegórico…

Responder

Zé Maria

23 de fevereiro de 2020 às 18h59

Bem. O Carnaval de Rua é um dos Eventos
em que o Povo pode protestar publicamente
sem levar cassetete e bala da Polícia Militar.

Responder

a.ali

23 de fevereiro de 2020 às 18h59

com razão a elza soares…temos é que ir pras ruas, pois só no teclados ñ vamos resolver nada. mas são válidas as críticas ao miliciano mor, no caso, pelas escolas de samba pois, de certa foram, acordam os , ainda, anestesiados

Responder

Deixe uma resposta

Apoie o VIOMUNDO - Crowdfunding
Loja
Compre aqui
A mídia descontrolada

O livro analisa atuação dos meios de comunicação e traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.