VIOMUNDO

Diário da Resistência

Sobre


Você escreve

New Yorker: Ódio do futebol encobre desprezo por hispânicos


06/07/2010 - 01h23

por Hendrik Hertzberg, na coluna The Talk of the Town, New Yorker, 12 a 19 de julho de 2010

Tradução do Viomundo

Os americanos odeiam futebol? Não o futebol regular, naturalmente. Não o futebol da primeira das dez jardas, da jogada longa, dos acertos tardios e dos times especiais, das cheerleaders pneumáticas em roupas curtas, das concussões cerebrais em série — o jogo que todos os americanos amam, com exceção de alguns cabeçudos. Não aquele. O outro. Aquele cujo princípio básico do jogo é chutar uma bola com o pé. Aquele que o resto do mundo chama de “futebol”, exceto quando é chamado (por exemplo) futbal, futball, fútbol, futebol, fotball, fótbolti, fussball ou (como na Finlândia) jalkapallo, que traduz literalmente como “futebol”. Aquele.

A questão é colocada agora — como surge periodicamente por oito décadas — por conta da Copa do Mundo, o torneio global quadrienal do esporte que aqui é chamado de soccer. “Soccer”, por sinal, não é um neologismo ianque mas uma palavra de impecável origem britânica. Deve-se a sua invenção a um esporte rival, o rugby, cujos proponentes estavam lutando uma batalha perdida pela marca “futebol” mais ou menos na época em que estávamos preocupados com uma guerra mais sanguinária, a Guerra Civil. O apelido do rugby era (e é) rugger e seus jogadores são chamados ruggers — uma coisa da classe alta, que usa “champers” para champagne. “Soccer” é o equivalente de ruggers no palavreado de Oxford. O “soc” é diminutivo de “assoc”, para “futebol de associação”, as regras que foram codificadas em 1863 pela toda poderosa Football Association, a FA — a FA sendo no Reino Unido o que a NFL, NBA e MLB são nos Estados Unidos. Mas onde estávamos? Ah, sim. Os americanos odeiam futebol? Soccer, quero dizer?

Aqui está uma resposta plausível: nós não odiamos. Os que não odeiam somam cerca de 20 milhões que ficaram dentro de casa em um sábado de clima agradável para ver Gana se juntar à Inglaterra, Eslovênia e Argélia na lista de países que este ano foram derrotados ou empataram com os Estados Unidos na Copa do Mundo. Ficamos decepcionados — Gana venceu por 2 a 1 e mandou nosso time para casa desde a África do Sul. Ainda assim, 19,4 milhões, o número registrado pela audiência do Nielsen, é um monte de gente. Não foi apenas o recorde de pessoas que viram um jogo de futebol nos Estados Unidos. É mais gente, na média, que aqueles que viram a World Series [Nota do Viomundo, que torce para os Yankees, de Nova York: final do “campeonato mundial” de beisebol dos Estados Unidos, disputada entre dois times americanos] do ano passado, transmitidas em horário nobre. É alguns milhões a mais que os que viram o Kentucky Derby [principal prova de turfe] ou a final do Masters de golfe ou a Daytona 500, a jóia da coroa da NASCAR [categoria mais popular de automobilismo nos Estados Unidos].

E nós não apenas assistimos. Nós praticamos. É estimado que haja cinco milhões de adultos americanos praticando soccer nos Estados Unidos de forma regular. As crianças são doidas por futebol, especialmente as mais novas. Mais crianças americanas praticam futebol, informalmente ou em ligas organizadas, que qualquer outro esporte coletivo. O soccer pode ser importado, assim como toda nossa população não nativa, mas está a caminho de se tornar algo tão americano quanto a pizza, o taco e as batatas fritas [french fries]. (E a maternidade: apesar da Sarah Palin, as “soccer moms” — um termo introduzido no mundo político em 1996, por um consultor republicano — representam um traço demográfico chave).

[Nota do Viomundo: “Soccer moms” são as mães que levam os filhos para jogar futebol em ligas locais nos fins-de-semana, ou que vão levar e buscar os filhos e filhas nos treinamentos de futebol que acontecem nas escolas. Elas ficam incentivando as crianças ao lado do campo e trocam figurinhas sobre os assuntos essenciais do subúrbio americano, inclusive sobre política. Subúrbio nos Estados Unidos não é pejorativo, são os condomínios abertos de classe média]

Naturalmente, o soccer tem enfrentado desafios nos Estados Unidos, a maioria deles devido a ser uma novidade na arena do comércio americano. O entusiasmo das crianças é ótimo, mas se fosse suficiente a Nike inventaria uma divisão dedicada à queimada. Comparado com seus rivais já estabelecidos, o soccer é ruim para a exploração televisual. O caráter contínuo do jogo, de ação quase ininterrupta, nega os intervalos necessários para promover cerveja e para permitir que se vá à geladeira apanhar uma. O expediente de vender espaço no corpo dos jogadores — encher os uniformes com logos corporativos do pescoço ao umbigo — é bem menos que satisfatório. Além disso, o campo de futebol é bem maior que o grid do futebol americano ou o diamante do beisebol e a coreografia do jogo exige ângulos abertos de câmera. Na TV, os jogadores aparecem minúsculos — um problema para aqueles que não estão equipados com as telas enormes de TV.

Os americanos odeiam o soccer? Bem, alguns de nós desgostamos moderadamente — não do jogo em si, mas do que acabou representando. Mas nesta primavera os ataques anti-futebol da direita deram um salto equivalente à venda das TVs gigantes. Em 1986, Jack Kemp, o ex-quarterback do Buffalo Bills que se tornou deputado republicano, foi à tribuna do Congresso para se opor a uma resolução que apoiava a tentativa dos Estados Unidos (que acabou bem sucedida) de sediar a Copa do Mundo de 1994. Nosso futebol, ele declarou, incorpora o “capitalismo democrático”; o futebol “deles” é “socialismo europeu”. Kemp, no entanto, estava brincando.

Hoje os conservadores que atacam o futebol não parecem estar de brincadeira. As reclamações deles são variações do tema “não americano”. “Eu odeio o soccer talvez porque o mundo goste tanto dele”, Glenn Beck, a estrela da Fox News, proclamou. (Também, “as políticas de Barack Obama são uma Copa do Mundo”). O que realmente incomoda “os bobos críticos da esquerda”, editorializou o Washington Times, é que “os esportes mais populares nos Estados Unidos — futebol, beisebol e basquete — tiveram origem aqui na Terra dos Livres”. No site do American Enterprise Institute o colunista do Washington Post Marc Thiessen, autor de discursos de George W. Bush, escreveu que o “soccer é um esporte socialista”. Também, que é “um esporte coletivista”. Também, “talvez em tempos de Barack Obama o soccer vai finalmente pegar nos Estados Unidos. Mas suspeito que socializar o gosto dos americanos em relação a esportes é uma tarefa mais difícil que socializar nosso sistema de saúde”.

E, então, há G. Gordon Liddy. Soccer, ele disse aos ouvintes de seu programa de rádio, “vem da América Latina e primeiro temos de lidar com este termo, hispânicos. Isso indicaria o idioma espanhol e, sim, essas pessoas na América Latina falam espanhol. Isso é porque os conquistadores que vieram da Espanha — como você sabe entre eles não estava um grande número de caucasianos — conquistaram os indígenas, conquistaram os indígenas e os indígenas adotaram o idioma de seus conquistadores. Mas o que chamamos de hispânicos na verdade são indígenas sul americanos. E este jogo, penso eu, se originou com os indígenas sul americanos e em vez da bola eles usavam uma cabeça, a cabeça decapitada de um guerreiro inimigo”.

O convidado de Liddy, um “crítico de mídia” conservador chamado Dan Gainor, respondeu cautelosamente (“o soccer é um jogo tão básico que provavelmente você pode seguir várias pistas sobre suas origens”), mas ao mesmo tempo afirmou que “toda a questão hispânica” está entre as razões que fazem “a esquerda” promover o jogo “em escolas do país”.

Nós odiamos o soccer? Isso depende de quem “nós” pensamos que somos. Uma das coisas que o charmoso livro “Como o soccer explica o mundo”, de Franklin Foer, explica, é como o futebol, com a globalização e seus efeitos unificadores, nos dá oportunidade para a expressão de ideias nacionalistas, não necessariamente anti-liberais, e para a expressão do tribalismo, que quase sempre é anti-liberal. A soccerfobia da direita americana é tribalismo mascarado de nacionalismo. Um de cada quatro telespectadores daqueles vinte milhões que viram o jogo Estados Unidos vs. Gana estava assistindo a Univision, a principal rede de televisão hispânica dos Estados Unidos. Os outros três eram — bem, quem sabe… Liberais provavelmente, ou algo pior [Nota do Viomundo: A palavra “liberal”, nos Estados Unidos, é usada em contraposição a “conservador”]. Deu. Cartão amarelo ou vermelho. Talvez o soccer nunca se torne o jogo americano (embora já seja um deles), mas os Estados Unidos são jogo para o soccer. Somos a Terra dos Livres, não? Podemos ser a terra do chute livre, também?

Últimas unidades

A mídia descontrolada: Episódios da luta contra o pensamento único
A mídia descontrolada

O livro analisa atuação dos meios de comunicação.

A publicação traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.

Por Laurindo Lalo Leal Filho



99 comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do VIOMUNDO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie. Leia o nosso termo de uso.

Doug Spazio

02 de outubro de 2010 às 14h14

Ótima tradução, ótimo texto!

Me divertiu bastante observar os exemplos citados pelo autor rsrsrsrs, deu pra notar um pouco sobre a visão do estadunidense médio quanto ao esporte idolatrado na América do Sul e Europa.
Todos os esportes são saudáveis, divertidos, emocionantes e são motivação para a união pacífica de todos os povos sobre a Terra. A Copa do Mundo de Futebol (Sou brasileiro e pra mim o futebol original é aquele do Pelé! rs) é um evento magnífico em si por reunir o mundo inteiro numa energia vibrante e coletiva.

Oxalá o cidadão desse novo mundo possa ver algo além desses paradigmas toscos de "direita" e "esquerda", que possam se centrar no que tange a coletividade e unidade entre os povos.

Responder

Colin Brayton

07 de julho de 2010 às 07h22

Parabens ao tradutor pela tradução da descrição do jogo americano no começo do artigo. Eu jogava o jogo no colégio e ainda não sei explicar direito as regras! George Carlin tem um monólogo lindo sobre as conotações de estupro homosexual, uma vez que o objetivo é de penetrar o "end zone" do opositor …

Sobre G. Gordon Libby, entretanto: foi um dos arapongas do caso Watergate, pegou cadeia por isso, e descubriu Jesus em cana.

Algo que temos em comum com os hispanos é o amor pelo beisból. Cubanos, panamenhos e venezuelanos são craques do jogo e muitos dos grandes jogadores são hispanos.

Esse gringo gosta de futebol-sóquer e comida mexicana … não há restaurante mexicano decente em todo São Paulo, aliás.

Responder

catarino

07 de julho de 2010 às 02h25

PArabéns ao Uruguai que, mesmo com o erro do árbitro, correu atrás até o juiz apitar o fim do jogo.

Responder

O diálogo do Latorre com o José Sabino | Viomundo - O que você não vê na mídia

06 de julho de 2010 às 22h51

[…] por Francisco Latorre e José Sabino, nos comentários deste post […]

Responder

Claudia Marques

06 de julho de 2010 às 21h50

Azenha, mais um texto da extrema-direita pregando a separação do Sul do resto do Brasil e a guerra civil se Dilma vencer as eleições;
http://blogdovampirodecuritiba.blogspot.com/

Isto não é crime? Ninguém faz nada?

Responder

    joão grillo

    06 de julho de 2010 às 23h26

    Foram escancarar as portas do país pra receber estes indigentes fugitivos da miséria e das gueras na Europa. Deu no que deu. A presidenta Dilma vai jogar muito dinheiro fora com o tratamento mental de pessoas como estas, logo no dia seguinte da vitória, mais uma vez, do povo brasileiro. Olha só o que o mentiroso dissimulado do vampiro tucano faz com o Brasil; joga brasileiros contra seus próprios irmãos.

    francisco p neto

    07 de julho de 2010 às 02h28

    Claudia
    Eu se fosse vc nem postaria o link desse blog.
    Você está dando chance para esse cara ser conhecido usando o site do Azenha.
    Sinceramente!!! Você acha que aquele sujeito tem cérebro?

Henderson Sousa

06 de julho de 2010 às 21h46

http://terratv.terra.com.br/Noticias/Brasil/4194-

Vejam só: A Dilma bate na imprensa com propostas vesanas e seus simpatizantes também batem, só que com agressões físicas mesmos.

Todo meu apoio ao jornalista da Band!!!!!!!!!!!!!!

Responder

    Marcus Vinicius

    07 de julho de 2010 às 00h01

    … e como sempre, ele estava lá para praticar o "jornalismo isento e imparcial da Band" !!

    procure apurar o que aconteceu, ok?

    tsc, tsc, tsc…

    Guilherme

    07 de julho de 2010 às 01h04

    como é no futebol…"imparcial e isento"

    francisco.latorre

    07 de julho de 2010 às 08h49

    ainda bem que seu apoio é igual a nada.

    ..

Roberto A.P.

06 de julho de 2010 às 21h32

Na América do Sul o maior esporte e quase único é o futebol,ou soccer, só que perdeu de forma insofismável para todos os europeus,que por sinal praticam muitos outros esportes além do futebol com o mesmo profissionalismo e entusiasmo. A derrota dos sulamericanos foi total,não sobrou ninguém,foram todos comidos vivos pelos europeus.
Que fenômeno é esse? maldição?, fase ruim? Nada disso. Muito simples, a crônica esportiva sulamericana matou o futebol. A imbecilidade campeia tão solta nessa imprensa autofágica que o esporte sumiu total,dando lugar aos CALA A BOCA, que acabaram sim de calar a boca do futebol, talvez pra sempre!!

Responder

    catarino

    07 de julho de 2010 às 02h23

    O BRasil tem o vôlei

    A Venezuela o baseball

    A Argentina o basquete de primeira e o polo (e entre as mulheres o hoquei de grama, ou você nunca ouviu falar das "leoas"?)

    MAs o amor número 1 é mesmo o futebol

Henderson Sousa

06 de julho de 2010 às 20h57

Esse repentino sucesso futebolístico nos EUA demonstra claramente uma das chagas desse país: os imigrantes ilegais.

Esse é um mal que o Arizona já mostrou ao mundo uma pequena forma eficiente de combater.

Sejamos gratos com os imigrantes legalizados; intolerantes com aqueles que agem em surdina sem documentos nem nada.

Que o futebol se popularize lá pelas vias legais e democráticas.

Saudações.

Responder

    dukrai

    07 de julho de 2010 às 02h13

    vc está falando sério?

    francisco.latorre

    07 de julho de 2010 às 08h57

    zieg heil!..

    sub-amerikano.. é dose.

    ..

fog

06 de julho de 2010 às 20h35

O Uruguai acaba de perde em função de um erro do juiz… Nessa copa, só loiros de olhos azuis… ( a Espanha, que renega seu tipo árabe, vai perder da Alemanha)

Responder

Klaus

06 de julho de 2010 às 15h24

Sou da teoria de, na dúvida, siga o dinheiro. Mais do que apenas preconceito a hispânicos, o motivo da soccerfobia é que o dinheiro dos patrocinadores já está dividido entre as ligas dos outros esportes e mais um esporte coletivo de apelo popular dividiria as verbas já existentes. Se descobrierm como ganhar muito dinheiro com o soccer, o preconceito acaba. Com a F1 é a mesma coisa.

Responder

    Guanabara

    06 de julho de 2010 às 16h07

    E ainda digo mais: se vc pegar outros países que tem outros "esportes nacionais", como a Inglaterra, que divide seu "fanatismo esportivo" entre futebol (soccer), rugby e cricket, os maiores salários e patrocínios estão no futebol. Não adianta. O dia em todo o mundo ainda tem 24 horas. Se nos EUA as verbas publicitárias e os altos salários esportivos já estão bem divididos entre basquete, futebol americano, baseball e Nascar, a popularização do futebol (soccer) é um novo "player" dentro de um mercado já consolidado. Ou seja, se ele vier a crescer, vai ter gente perdendo dinheiro. A audiência de alguns jogos pode começar a ser prejudicada em favor ao "soccer". Botar a culpa nos hispânicos nada mais foi do que "as armas de destruição em massa no Iraque" ou um possível "islamismo = terrorismo" na invasão e anexação do Iraque , a técnica para encobrir o real motivo das críticas, tentando justifica-las (nesse caso do exemplo, petróleo = $$ para as grandes empresas ligadas à família Bush (Halliburton) e seus amigos, como Condolezza Rice, na Chevron).

    Fernando José

    06 de julho de 2010 às 21h02

    Caro,
    Gostei da avaliação…
    1 abraço

dukrai

06 de julho de 2010 às 15h17

se eu soubesse escrever assim não tinha comentários censurados

Responder

Rodrigo

06 de julho de 2010 às 15h12

Nossa, como eles são loucos e bitolados com esse negócio de socialismo… Os Eua estão completamente dominados pelas grandes empresas e suas estratégias de marketing. Por isso são uma nação de obesos mórbidos.

Responder

FernandoB

06 de julho de 2010 às 17h46

Poxa, torcedor do Yankees? Agora tenho algo contra você, pois sou torcedor do Red Sox!! hahahahah

Responder

monge scéptico

06 de julho de 2010 às 17h40

Informação isenta, é algo difícil de achar. Quando encontramos uma informação
aparentemente isenta, ficamos em dúvida.
Os ianques não gostam de futebol? azar o deles. eles estão no futebol para mani-
pular etc…….

Responder

Gustavo

06 de julho de 2010 às 17h29

Ei, o termo "free kick" não seria o nosso "tiro de meta"? (Acho q vale uma nota específica pro termo…)

Responder

    Valmont

    06 de julho de 2010 às 15h27

    Tiro livre, direto ou indireto, sempre foi cobrança de falta.

    Anderson

    06 de julho de 2010 às 22h05

    "Tiro de meta" é "goal kick"… "Free kick" é o nosso "cobrança de falta"…

Marcelo Fraga

06 de julho de 2010 às 17h07

O que eu vou dizer pode parecer preconceito, mas é o que eu mais tenho visto. A maioria do povo estadunidense é ótima para trabalhar, inventar e comandar finanças. Por isso são hoje o país mais rico do mundo. Entretanto, quando fazem uma análise simples da sociedade ou da política só sai besteira e preconceito. Como podem ser tão ignorantes com certos assuntos. Falta de informação não é. Está mais para falta de informação. Eu ainda não entendo como existe até hoje o medo do comunismo.
É um país tão desenvolvido, mas tão cheio de preconceitos. Talvez esse blog, nossa mentalidade e grande parte da militância de esquerda e centro-esquerda não existissem se eles não tivessem essa mentalidade atrasada.

Responder

francisco.latorre

06 de julho de 2010 às 16h49

'apoio da arbitragem' é realmante o choro final..

mas manipulação nos tribunais existe.. aí o crime é na caradura.. mão grande.. visível. cheio de testemunhas.

..

Responder

Michel Tams

06 de julho de 2010 às 13h43

O nosso futebol é muito complexo para muitas mentes norte-americanas. hahahhahahahahahah!

Responder

    Henderson Sousa

    06 de julho de 2010 às 20h59

    Chiste sem graça. Ou "xiste" como vocês escrevem.

    Malchíades A. Prado

    06 de julho de 2010 às 22h00

    Oi Henderson
    Vai ler a sua revista Veja e não encha o saco, cara! Seu Tio Rei, que v. gosta de chamar de Uncle King, está lhe chamando. Como nós escrevemos, você é mesmo um xato de galoxa….

Maria Dirce

06 de julho de 2010 às 13h42

Na época do FHC, em que o brasileiro de melhor situação econômica imitada seu presidente, iam um monte de brasileiros para os Usa, no avião da alegria fazer compras pq aqui não tinha nada de bom só nos Usa que a qualidade era chic e melhor.Hoje, esta provado que a comiga que comemos o tal fast food ,segundo o relatório da CNN, os nuggets servidos nos EUA conteriam um conservante feito à base de petróleo e um agente antiespumante altamente nocivo, e podem crer que o tal dos fast food são todos perigosos para saude e nossas crianças entram nessas redes americanas de alimento e acham o máximo, se envenenarem consumindo essas porcarias, e falando inglês pq é tudo falar inglês!!Ainda bem que foi, o que já deveria a muito tempo instituído nos currículos escolares o espanhol.

Responder

Mario

06 de julho de 2010 às 13h35

" Bernardo O'Higgins · 1 hora atrás

"Mas não sei como Venezuela e Cuba ainda não baniram o beisebol, esse esporte dos malditos imperialistas yankees. Onde está a alternativa bolivariana? Porque não uma animada corrida de llamas?"

Não dá a idéia, que acaba chegando aqui…

Responder

    Henderson Sousa

    06 de julho de 2010 às 21h01

    O Beisebol foi uma via de enriquecimento a muitas pessoas pobres nos EUA e outrossim beneficiou jogadores pobres de outros países que intentaram lograr êxito lá.

Jairo_Beraldo

06 de julho de 2010 às 13h32

Me lembro quando em 1994, durante a copa lá, uma pergunta feita a um estadunidense, se gostava de Soccer. Me espantou a resposta do indivíduo -"um esporte muito violento". Fique a imaginar, sobre o que eles chamam sofisticadamente de FootBall (que é jogado mais com as mãos,e pouco shoot). Usam, acho, que para "enfeitar", capacetes, ombreiras protetoras (talvez coletes a prova de balas para supostamente se protegerem de algum veterano de guerra), uniformes de "gala". Um esporte para gentlemens. Esses estadunidenses tem na alma a violencia, o preconceiro e a discriminação contra tudo que não é deles. Disperdício dar atenção a esse povo.

Responder

francisco.latorre

06 de julho de 2010 às 13h17

Terra dos Livres. ..[ risos novamente ]..

..

a amerika.. trincando.

agora tudo tudo é 'socialismo'.. [ tudo que é gostoso não pode.. oh calvinismo puritano antinatural triste. e produtivo.. dizem.. ]

tudo que se afasta do fundamentalismo mitoideológico da ultradireita.. é 'socialismo'.

se não rolar uma inflexão.. zinha que for.. o pêndulo estoura.. aí é a explosão que sucede o fascismo. pois o fascismo ja está encaroçado.

parece que no usamerika-ex-império o processo de despolitização absoluta não tem mais retorno .

[ política mesmo.. discutir e disputar o poder.. é 'socialismo'.. melhorou até.. já foi 'comunismo'. ]

alguém imagina como vai ser a inflexão dialética?.. inexorável inescapável. inevitável.

a corda está chegando ao limite..

o que vem por lá.. desafia a imaginação.

e todos os possíveis bons cenários parecem implausíveis.

alguém ousa?.. a pergunta é..

o usamerika tem jeito?.. ou é melhor se preparar pra explosão?..

e aí.. que jeito?.. qual?..

até agora.. não vejo como. não mesmo.

fim de império. não costuma ser pacífico.

..

comunista-terrorista-socialista..

daqui a pouco vão ter que chamar de feio-bobo-dormedemeia..

o fantasma do 'outro' ameaçador vai se tornando cada vez mais risível.

de repente é por aí.

o fascismo cai por ridículo.

vale pra uma certa eleição num certo país. o brasil. nosso brasil. de todos.

será em outubro.

vamos defenestrar os ridículos reacionários.

..

boa sorte pros amerikans.. vão precisar.

ah.. se não pararem com as bombas.. retiro meu boa sorte.

viram.. não dura dez minutos a boa-vontade.. explodiu uma bomba..

an amerikan bomb.. somewhere..

bye amerika.

difícil ter saudade.

..

Responder

    José Sabino

    06 de julho de 2010 às 17h38

    Francisco,

    É difícil imaginar mas não é impossível.

    O que vai acontecer com a economia americana é EXATAMENTE o seguinte, sem a menor possibilidade de ser diferente:

    O império anoitecerá com o dólar e amanhecerá com outra moeda. É absolutamente impossível os EUA honrarem os dólares que existem em todo o mundo.

    Acompanhe o raciocínio: a cada dólar que saiu de lá entrou uma rapadura (didaticamente falando). Agora a cada dólar que entrar terão uma rapadura para devolver? Nem em sonho. Como desde Bretton Woods acontece esse fenômeno diuturnamente – que em outras palavras – o mundo fornece rapaduras em troca de papéis. Como ninguém come papéis um dia faltará rapaduras para o resto do mundo ou acabarão os papéis para impressão de mais dólares.

    Focando melhor: essa moleza de viver às custas do resto do mundo fez dos americanos os mais perdulários e obesos do mundo. Gostaram tanto disso que se recusam a mudar. Também mudar para que, não é? Ainda acham quem queiram dólares, não é?

    Mas o fim está próximo.

    A saída será uma nova moeda. E pobre de quem estiver com o colchão cheio de dólares. Mas eles consolarão o infeliz assim: Não se preocupem, não pagaremos agora, mas, se vocês adquirirem nossas lascas (a nova moeda) proporcionalmente à metade do valor dos dólares que vocês possuem, daqui a trinta anos resgatamos os dólares que vocês possuirem.

    Assim, os imbecis (todos nós) seremos (de novo) os agentes que espalharemos as lascas pelo mundo inteiro, recomeçando assim um novo ciclo. Quem seria capaz de descobrir que é a perpetuação do golpe?

    Hoje os melhores economistas dizem que quando há uma ameaça de quebradeira americana devemos comprar dólares como meio de resguardar de risco. Dizem também que quando o dólar cai o valor aqui no Brasil têm-se que comprar dólares no mercado para a manutenção do seu valor.

    Isto posto, pergunta-se: quem tem que cuidar do valor do dólar é o Brasil ou os EUA?

    Se obrigatório o uso de dólares pelo Brasil, teria que ser lícito que o Brasil o imprimissem também. A moeda ou é americana ou é universal. O que existe hoje – e desde Bretton Woods – é uma aberração.

    Deu no que deu.

    Economistas nunca acertam uma! E já foi dito que economia é um assunto sério demais para ficar nas mãos de economistas.

    José Sabino

    Guanabara

    06 de julho de 2010 às 16h22

    Mt bom! O problema é que isso não é economia, é política.

    Um abraço.

    valmont

    06 de julho de 2010 às 15h41

    Aliás, entre os serristas (em especial, cito Arnaldo Jabor) está na moda a caça aos comunistas (ou "comunas", como chamavam há 50 anos atrás). Pois não é que os cretinos desenterraram essas coisas da época da UDN?!!!
    COMUNAS!
    Quando eu vi o citado falando esta palavra, percebi que eles estão como que entrando no TÚNEL DO TEMPO, retornando aos anos de chumbo, da ditadura, em que a palavra comunista era tão pesada que alguns usavam essa gíria ridícula.
    Está na moda dizer que Dilma Rousseff é comunista, bem como todos os que a apoiam. Querem reduzir a eleição a um plebiscito comunismo x capitalismo.
    Pois bem, tomara que a moda fique apenas entre eles e que não consigam realizar o seu principal desejo que é o de ressuscitar a DITADURA neste país.
    VADE RETRO, JABOR E DEMAIS SAUDOSOS DA DITADURA!!!
    Que se f……

    augustinho

    06 de julho de 2010 às 20h30

    Latorre… comentarios instigantes
    coceirinhas no cerebro
    chicotadas na imaginaçao.. Letra de Chico buarque: que será que será?

francisco.latorre

06 de julho de 2010 às 16h14

Terra dos Livres. ..[ pausa para o riso ]..

..

a influência do futebol. portal luís nassif

futebol, um jogo revolucionário – albenisio josé de andrade fonseca
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-influe

..

história contada por brasileiro.

esclarece outras razões.. que afastam os 'wasps' do futebol.

futebol é plebe.

..

Responder

Chico LoBispo

06 de julho de 2010 às 12h45

Império. Imperialistas. Porquinhos metafísicos.

Hamburger. Hot dog. Coca Cola. Milky Shake.

Já perderam. Ainda não sabem. Patéticos patifes.

Football. Ludopédio. Baseball.

Responder

    Leonel

    06 de julho de 2010 às 20h54

    hahaha… boa paródia de uns "versos" que cometem por aqui…

    Henderson Sousa

    06 de julho de 2010 às 21h05

    Vocês podem tecer comentários preconceituosos contra os cidadãos estadunidense.
    Mas se acontece o contrário…

    Eles são a nação mais desenvolvida pela mente aberta de seus libertadores. Imaginou se Washington propusesse um PNDH lá à época? Madona…

LuisCPPrudente

06 de julho de 2010 às 12h28

É a primeira vez que torço para uma equipe esportiva dos EUA, geralmente torço contra eles em todos os esportes. desta vez torci para os EUA passar de fase, vencer Gana e jogar com o Uruguai. Como eles dizem que o soccer é coisa de socialista, quero que os estadunidenses adorem cada vez mais o soccer

Responder

orlando mg

06 de julho de 2010 às 12h25

Quando adolecente joguei muito futebol (eu era bem ruinzinho) e me divertia independente de bandeiras. Hoje o futebol saiu da classificação de esporte para finanças. Então surgem as guerrinhas insufladas pela midia e patrocinadores, o estúpido culto ao WINNER(o segundo lugar e os demais não existem), e os fins justificam os meios. Xenofobia absurda porque o cara que gosta do mesmo "esporte" que voce nasceu em outro lugar (não são apenas os hermanos, há também sul CONTRA o norte, os paulistas CONTRA os cariocas e outras imbecilidades).Enquanto isso toma-se grana dos incautos, Esporte tem que ser praticado e não exclusivamente assistido. É SÓ O DINHEIRO IDIOTA.

Responder

Cecéu

06 de julho de 2010 às 12h15

"O futebol é um esporte socialista". E o basquete seria um esporte individualista. Os estúpidos que se sentem em plataforma de poder costumam servir-se da arrogância para exigir que suas bobagens sejam levadas a sério. Mais isto aí já não é estupidez. É mera doença mental que se torna muito perigosa.

Responder

Klaus

06 de julho de 2010 às 12h02

Azenha, quando vc cobriu a Formula Indy nos EUA não notou por lá também uma F1fobia? Esta F1fobia não teria a mesma origem da soccerfobia?

Responder

    Mario

    06 de julho de 2010 às 13h17

    Pergunta das mais pertinentes.

    Felipe Amaral

    06 de julho de 2010 às 15h00

    Falou tudo! Tem rudo a ver.

    Luiz Carlos Azenha

    07 de julho de 2010 às 01h39

    Klaus, a tradição do automobilismo americano, no Meio Oeste, é nas pistas ovais. Por isso a F1 tem dificuldade lá. Na região onde as pessoas "bebem"gasolina (Iowa, Michigan, Illinois), automobilismo é corrida em pista oval, Em todas as categorias. abs

    Gerson

    07 de julho de 2010 às 00h18

    Lá é tudo OVAL…a bola de futebol a pista e a cabeça.

    Eu acho que "eles" são uns ETs.

    A nave mãe está à deriva ?

Carlos

06 de julho de 2010 às 14h11

Texto traduzido para o espanhol?

Responder

Carlos

06 de julho de 2010 às 14h08

Azenha
Li recentemente registro sobre decisão da Suprema Corte que estabeleceu total liberação de porte de armas nos EUA.
Algum artigo sobre o assunto?
País em crise, o "acerto de contas" entre eles pode ser…

Responder

    Thales Mendes

    06 de julho de 2010 às 12h26

    Carlos, aqui nos Estados Unidos qualquer um pode comprar arma… desde que tem identidade e nao tem passagem pela policia!!!

    Carlos

    06 de julho de 2010 às 15h15

    Mas não houve decisão recente da Suprema Corte a propósito da posse?

Mc_SimplesAssim

06 de julho de 2010 às 14h06

O povo estadunidense provavelmente é o mais manipulado de todo o mundo pelas grandes corporações de mídia, até mais do que "nosotros", que muitas vezes temos lampejos de bom senso.

Responder

    Henderson Sousa

    06 de julho de 2010 às 21h07

    Não , meu amigo. Manipulados a flux são o povo norte-coreano, o chinês e o cubano.

    Eles ouvem do Governo.

    O povo dos EUA de sua imprensa livre. Notou a diferença?

    francisco.latorre

    07 de julho de 2010 às 00h11

    imprensa livre..

    humorista.

    ..

    Leider_Lincoln

    07 de julho de 2010 às 00h29

    E imprensa não manipula não, "jênio"?

    Mc_SimplesAssim

    08 de julho de 2010 às 08h54

    hahahahaha

voxetopinio

06 de julho de 2010 às 10h55

Aculturação, cultura de supermercado, tradição, xenofobia. Tudo misturado num balaio caótico… Eita complexo!

Responder

Fernando

06 de julho de 2010 às 10h52

NY Yankees é tipo o Flamengo ou o Corinthans de lá, tem o apoio do PIG estadounidense e da arbitragem.

Responder

    Luiz Carlos Azenha

    06 de julho de 2010 às 14h07

    Ah, ah, apoio da arbitragem…

    Renato

    06 de julho de 2010 às 11h55

    Arco-iris que não sabe perder é um problema! A velha história da do mega esquema envolvendo Globo, Yakusa, arbitragem CBF (que equivocadamente não reconhece que somos hexa), FBI, etc., para favorecer o Flamengo. Vale lembrar que os bambis do Morumbi, na última vez em que foram campeões brasileiros, ganharam diversos pontos no campeonato em supostos erros de arbitragem. E acho que foram erros mesmos, não vou ficar aqui bolando teorias maquiavélicas. Ao invés de fazer isso, dê apoio ao seu time, de repente um dia ele também se torna hexa brasileiro e campeão do mundo.

    A propósito, sobre o artigo, é excelente! Como colocou o "voxetopinio" tá toda aquela porcaria que ele citou misturada num balaio caótico. E isso demonstra como a direita americana enxerga a identidade americana como constituída somente pelos descendentes dos primeiros colonizadores, ignorando que os primeiros descendentes incentivaram a imigração, sem a qual o país hoje teria uma população muito menor e uma economia menos pujante.

    Christian Schulz

    06 de julho de 2010 às 13h21

    Os "erros" de arbitragem talvez você devesse chamar de "Hernanes".

    O Mais Querido tirou uma diferença de 11 pontos para ser campeão em 2008. Isso é basicamente ganhar por WO.

    francisco.latorre

    06 de julho de 2010 às 16h51

    penta. por wo.

    não adianta chorar. penta.

    ..

Milton Hayek

06 de julho de 2010 às 10h50

Eu acho,Azenha,que a seleção da França passou por um forte conflito racial durante a copa do mundo.Ficou óbvio.O que vocês acham????

Responder

    francisco.latorre

    06 de julho de 2010 às 17h03

    por aí mesmo.

    e a holanda essa é uma holanda branqueada.

    começou com van basten.. que tinha bronca de gullit. como o finado dunga de ronaldo gaúcho.

    aquela placa 'diga não ao rascismo'.. diz tudo.

    lembram bush pai?.. 'meu filho não é louco..'

    muito negam. pra encobrir.

    ..

    pelo que vi na africa.. o apartheid acabou. e os brancos venceram.

    são donos.

    e se der holanda ou alemanha.. vencem no simbólico também.

    a semiologia do futebol somatiza a sócio-política. outra vez.

    ..

    Milton Hayek

    06 de julho de 2010 às 20h59

    Pois é,Francisco.O racismo anda pesado na Europa.Tenho um amigo de Mossoró(Rio Grande do Norte) que está em Mainz ,no Instituto Max Plank para Pesquisa em Polímeros.É a mesma história.E o pior de tudo é que a Alemanha(onde se pensa em pedir testes de QI para morar no país) montou uma seleção com muitos estrangeiros que joga bem diferente daquela Alemanha Puro Sangue das outras copas.
    Repararam naquele craque,o Otzi????????Ele é de origem turca!!!A mesma Turquia que cansou de ser humilhada pela Europa e agora montou um novo eixo no Oriente Médio:Turquia,Síria e Irã.Eles cansaram de tentar ser europeus e voltaram a dar mais atenção aos árabes.

    Leider_Lincoln

    06 de julho de 2010 às 21h00

    Tão evidente quanto o da Holanda, na última copa que ela participou, não nesta. Estados Unidos e Alemanha não, ao menos futebolisticamente, todas as raças convivem.

Pedro

06 de julho de 2010 às 10h39

Conversa fiada a parte, o que interessa é o seguinte: Até quando viveremos como se o planeta terra fosse propriedade particular dos EUA. Até quando ficaremos de quatro???????

Responder

    José Sabino

    06 de julho de 2010 às 14h28

    Pedro,

    Somos escravos voluntários. Se você ler "Confissões de um assassino econômico" de John Perkins que (corajosamente, uma vez que americano), explica como aquele império domina os povos com garrotes econômicos.

    Outra obra imperdível é "Cidade antiga" de Fustel de Coulanges. Nesta, verá que, como nós, os escravos de então achavam que ter um "dono" já era alguma coisa.

    Somos escravos voluntários uma vez que erradamente usamos dólares. Se todos vendessem seus dólres estaríamos livres de tal domínio econômico. Quem dá tanto poder aos americanos são os desavisados portadores de dólares.

    O difícil é informar isso ao povo.

    O Henrique Meireles por exemplo compra em média 1,5 milhão de dólares ao dia. Com o nosso dinheiro, que fique claro.

    José Sabino

    Armando do Prado

    06 de julho de 2010 às 12h05

    Ou voltemos aos clássicos. Marx e a alienação do trabalho.

beattrice

06 de julho de 2010 às 10h36

Enquanto isso, segundo o Esquerdopata, teriam invadido a FFF, Federação Francesa de Futebol, exigindo a exclusão de jogadores pretos ou muçulmanos daquela seleção.

Responder

augustinho

06 de julho de 2010 às 10h35

Neste topico ai, por favor deem uma olhada no sitio "www.wpstalk.blogspot.com",
com o Titulo "O de sempre"
Ali vc vai ver logo o priemeiro video de como na semana passada, uma cucaracha 'hispanica', chamada MARTA , aquela das Alagoas, faz com a bola num jogo da Liga feminina americana profissional, a WPS. É um blog dedicado ao futebol feminino.
Falar nisso, pra quem nao soube porque este futebol e tratado como algo clandestino pela Midia… este mes de Julho a começar dia 13/7 vai começar na propria Alemanha o campeonato mundial feminino sub-20. E as brasileiras estao lá
e vão fazer bonito (a marta nao porque tem 24 agora)

Responder

Alex

06 de julho de 2010 às 10h19

texto inteligente, original e ousado….muito boa postagem

Responder

silvio

06 de julho de 2010 às 09h16

Morei em St Louis entre 88 e 89. É impressionante o que aconteceu com os americanos neste período de lá para cá. Nunca pensei que seria possível este tipo de pensamento tacanho ser exposto com tamanha desenvoltura e de forma tão espalhada. Foram os anos Bush ou é uma questão da mídia Murdoch?

Responder

    augustinho

    06 de julho de 2010 às 11h49

    Vinte e um anos. Voce estaria dizendo entao que a sociedade usa mudou muito, muito rapido e para pior? Essa impressao tambem tinha mas com a desvantagem da distancia.

    Leider_Lincoln

    06 de julho de 2010 às 21h29

    É a crise! Como a desigualdade social vem aumentando dramaticamente nos EUA, ao mesmo passo que o desemprego cresce ano após ano e o nível dos salários cai na mesma proporção, cada vez mais estadunidenses estão saindo da classe média para a média baixa ou simplesmente se tornando pobres.
    Ora, as pessoas se perguntam o motivo. Querem saber por que elas não podem mais fazer o que seus pais faziam. A resposta é óbvia: a globalização financeira, a mundialização da produção, a wallstreetização do jogo político-econômico estadunidense.
    Sucessivos governos fizeram o caminho contrário ao de Roosevelt, convertendo consumidores em trabalhadores, em um primeiro instante, e depois trabalhadores em desempregados. Os estadunidenses médios estão sendo moídos.
    Mas a coisa me parece na verdade pior: o tal complexo industrial militar, que Truman tanto temia, exige centenas de bilhões de dólares anuais para funcionar. E medo. Os bilhões estão escasseando e o medo também.
    A Rússia (vide crise da Geórgia) e a China já desafiam abertamente os EUA, quando lhes convém. Pior: nem mesmo países como Brasil e Turquia demonstram mais temer os EUA; Israel ignora solenemente os ianques. Os sauditas tramam às escondidas, os iranianos os desafiam já há anos, impunemente.
    Ficam então três questões: a primeira é que para desviar o "americano médio" desta discussão, usa-se o bem mais simples "nós x eles" "bem x mal" [os estadunidenses parecem-me um povo maniqueísta]; a segunda é que Muirdoch, Bush, Reagan, Obama, são apenas engrenagens diferentes da mesma máquina; a terceiras é que, em minha humilde opinião, quando os EUA não puderem mais impor o fascismo ao mundo, o imporão aos seus próprios cidadãos. Não demorará muito até os primeiros estadunidenses começarem a protestar e a guarda nacional a agir.
    Então, para quem pensa que futebol é só futebol, vê-se diante da grande surpresa de perceber que futebol é na verdade, espelho.

Rogério Floripa

06 de julho de 2010 às 09h03

Putz!!!!!!!!!!!
Que texto confuso. Mas a sociedade americana é preconceituosa e não hípócrita, como a nossa.

Responder

    Cecéu

    06 de julho de 2010 às 12h18

    Meu amigo, a hipocrisia nos Estados Unidos é tanta que chega a ser institucionalizada. Em certos lugares há até regras para a prática da hipocrisia. Trata-se da pátria da hipocrisia.

Marci

06 de julho de 2010 às 08h52

Os psicopatriotas norte americanos sao mesmo incriveis!!
Minha amiga chegou recentemente de miami(aaarghhh!!incrivel como ainda tem gente que gosta daquilo!!),onde foi passear e fazer compras.Teve o carro que fora alugado arrombado e furtados varios pertences seus(laptop,camera,etc);qdo foi dar queixa na delegacia,os policiais informaram que o furto deveria ter sido feito por hispanicos ou BRASILEIROS,ja que os norte americanos nao sao ladroes!!
Chupem brasileiros que amam miami e os eua e continuem a ir limpar os pratosdeles por la!!!

Responder

Mario

06 de julho de 2010 às 08h40

Quanta bobagem. O próprio texto traz a resposta, há esportes mais populares e que, criados lá, tem mais simpatia do público. Os venezuelanos não gostam de futebol, os cubanos idem. Esse pessoal vê lua de classes e ideologia política até resultado de corrida de cavalos.

Responder

    augustinho

    06 de julho de 2010 às 10h41

    A diferença que existe pode ser outra, mario.
    A 'esquerda' ..cubana e venezuelana, por mais esquerda que sejam, nao falam nem proclamam que o baseball
    seja esporte da elite capitalista… Porque nao tem esse preconceito estupido. Porque a direita americana dos rednecks
    e quejandos NAO faz o mesmo no sentido inverso?

    putscarai

    06 de julho de 2010 às 17h14

    Fidel adora o beisebol, seu filho é o médico da seleção.

    Ed.

    06 de julho de 2010 às 14h25

    Esportes criados lá? O baseball, derivado do cricket? o "handsometimesfoot"ball, derivado do rugby?,Ambos vindos da "Mother England"? Cuba, ex-quintal americano até Batista? Venezuela idem, pelo petróleo?
    Bobagem é não reconhecer a bobagem de congressistas e jornalistas conservadores declararem (Fox) que os EUA estão se atrasando porque o futebol (aquele que se joga com os pés e não 98% do tempo com as mãos) está crescendo no país; que acha que tem a prerrogativa de dizer que o resto do mundo não sabe o que é bom…
    Nada contra os esportes LOCAIS, mas que eles não desdenhem provincianamente os esportes efetivamente MUNDIAIS. Ou que façam um evento internacional do tamanho e da audiência da Copa para o "american cricket/rugby".
    "Esse pessoal", que estuda e analisa a História, sabe que o predomínio cultural faz parte do predomínio político-econômico. Se não der que venha o militar…

    Bernardo O'Higgins

    06 de julho de 2010 às 11h41

    Ed, por essa ótica o futebol também foi criado na mother england.

    Mas não sei como Venezuela e Cuba ainda não baniram o beisebol, esse esporte dos malditos imperialistas yankees. Onde está a alternativa bolivariana? Porque não uma animada corrida de llamas?

    Ed.

    06 de julho de 2010 às 14h54

    Sim senhor, O'Higgins! Não disse que não! (muito menos que fomos nós, pentacampeões).
    A difusão cultural do "império onde o sol nunca se punha" trouxe também o tênis e a língua mais internacional (que antes, na diplomacia, era o francês).
    O que o americano difundiu muito bem foi o dólar, no pós guerra, com o resto do primeiro mundo arrasado.
    (tá bom, tem várias outras coisas: o jazz, infelizmente meio moribundo, o rock e tudo mais que Hollywood trouxe)
    Quanto a "malditos imperialistas, bolivarianos e llamas" e quetais, saiba que sou capitalista (não predatório), nunca fui comunista que come criancinhas, já morei na "Metrópole", sei admirar os EUA e sei distinguir claramente a diferença entre preconceito, soberba medíocre, política e interesses humanos legítimos. Quem está preocupado com o FOOTball e dando conotação política é o americano (conservador) e não nós que, neste esporte ( e várias outras coisas), vivemos muito bem com ou sem eles.

Cleber

06 de julho de 2010 às 07h54

Numa resenha dessas, mesmo bem humorada, é que a gente percebe uma certa esquizofrenia coletiva que existe nos EUA.

Responder

Gerson Carneiro

06 de julho de 2010 às 07h24

Quem não gosta de futebol,
bom sujeito não é
ou é ruim da cabeça,
ou doente dos pé

Responder

    catarino

    06 de julho de 2010 às 11h32

    Também não exagere

Eugênio

06 de julho de 2010 às 03h27

Oi Azenha, magnífica matéria.

Quanto a moda pegar nos EUA, já está pegando, para desespero de Rupert Murdoch, que NÃO está a frente do negócio bilionário.

Não sei porque, mas nem sempre consigo postar. Meu último post foi ainda quando que da queda do BraSil na Copa.

(Ora, isso é uma “Crônica de uma Morte Anunciada”, disse Gabriel, no Bar “García Márquez”.)

Responder

catarino

06 de julho de 2010 às 02h04

Depois a Veja vem berrar que a decadência dos EUA é falácia.

Pelo amor…

Responder

    francisco.latorre

    07 de julho de 2010 às 09h10

    erro de digitação.

    falência.. não falácia.

    ..

Polengo

06 de julho de 2010 às 04h31

Impressionante como o capitalismo destrói o folclore, a cultura popular.

Responder

    Luiz

    06 de julho de 2010 às 09h37

    Desculpe, Polengo, mas cultura popular é cultura popular.
    Folclore é como as classes dominantes tratam a cultura popular, porque para elas a cultura popular não é cultura.
    abraço

    Fabio SP

    06 de julho de 2010 às 17h31

    Luiz, vai saber de onde vem a palavra Folclore antes de falar pataquada. Uma dica, a palavra começa com o mesmo radical do Volkswagen.


Deixe uma resposta

Apoie o VIOMUNDO - Crowdfunding
Loja
Compre aqui
A mídia descontrolada

O livro analisa atuação dos meios de comunicação e traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.