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Metri: O silêncio sobre U$ 675 bilhões extraídos dos brasileiros


16/04/2013 - 20h22

Escola Margareth Thatcher

Veiculado pelo Correio da Cidadania a partir de 12/04/13

por Paulo Metri – conselheiro do Clube de Engenharia, por e-mail

Determinado bem pertencente ao povo brasileiro, que vale no mercado em torno de US$ 1,5 trilhão, vai ser repassado, no próximo mês de maio, a empresas estrangeiras pelo pagamento de US$ 225 bilhões de royalties durante um período de 30 anos.

Pode ser suposto que, para colocar o bem no mercado, as empresas precisam recuperar investimentos e custos realizados, além de ter um bom lucro, ou seja, elas precisam retirar US$ 600 bilhões do negócio.

Em outras palavras, nosso povo deveria receber pelo bem em torno de US$ 900 bilhões (= US$ 1,5 trilhão – US$ 600 bilhões). Como recebe só US$ 225 bilhões, ele vai ter seu patrimônio subtraído exatamente em US$ 675 bilhões, parcela esta que irá para os caixas das empresas como superlucro.

O PIB do Brasil em 2012 foi de US$ 2,3 trilhões. Assim, esta subtração do patrimônio do nosso povo é igual a cerca de 30% do PIB brasileiro.

No entanto, nenhum meio de comunicação tradicional, quer sejam os jornalões ou as revistas semanais ou as TV abertas ou por assinatura, falou sobre este fato.

A população brasileira nada sabe sobre uma ação que representará uma gigantesca subtração de patrimônio público.

Este silêncio é a comprovação da parcialidade da grande mídia, que oculta as verdadeiras questões de interesse da sociedade.

Por outro lado, fica patente também a falta de compreensão da classe política, com raras exceções, com relação às prioridades da nossa sociedade.

Se não for falta de compreensão, pode ser algo bem pior.

É preciso deixar claro que tudo será feito e o patrimônio será entregue estritamente dentro da lei. Uma lei extremamente injusta para com a sociedade e muito benéfica para as empresas, principalmente as estrangeiras. Mas é a lei vigente para blocos fora da área do Pré-sal, de número 9.478 de 1997.

A referida subtração é aprovada a partir da entrega de áreas do território nacional como concessões para empresas explorarem e produzirem petróleo e gás, que ocorrerá na 11ª Rodada de leilões de blocos, promovida pelo governo brasileiro nos dias 14 e 15 de maio.

A estimativa de petróleo a ser descoberto nestes blocos foi fornecida pela própria diretora-geral da ANP em seminário de promoção da Rodada.

Vou repetir argumentações de outros artigos meus sobre este assunto, para explicar sumariamente como esta Rodada é pouco atraente.

As empresas estrangeiras arrematarão grande número de blocos e irão exportar todo petróleo descoberto nestes blocos in natura. Na fase de investimentos, quase não irão comprar no país, não irão contratar desenvolvimento tecnológico nem engenharia no Brasil, quase não irão empregar mão de obra local e deixarão no Brasil o royalty, que é, em comparação com o lucro, uma parcela bem menor.

Também, o Brasil perde a possibilidade de uso do fornecimento garantido de petróleo de médio prazo a outros países como instrumento de ação geopolítica. A lei 9.478 permite todas estas injustiças e usurpação da nossa riqueza.

À primeira vista, a alegria devido à morte de um ser humano pode ser considerada uma desumanidade. No entanto, pode também significar uma explosão de alívio, pois a fonte de opressão e insensibilidade, representada pelo morto, foi extinta. Foi o que aconteceu com a morte de Margareth Thatcher.

Ou seja, o povo comemorou a execução pela Justiça divina, ou pelo acaso, daquilo que a Justiça terrestre foi incapaz de corrigir.

Injustiças causadas pelo preposto do capital, com ajuda da mídia subalterna, tristemente suportadas pelo povo, oprimem tanto que a morte do algoz pode ser comemorada.

Apesar da inegável realização social dos governos Lula e Dilma, fica uma pergunta na nossa mente: qual o legado a presidente Dilma quer deixar neste setor? Ser lembrada como membro da Escola da privatista Margareth Thatcher?

Se você estiver convencido sobre o que foi explicado e quiser fazer valer seu desejo, mesmo porque a Constituição afirma que todo poder emana do povo, remeta um recado para a presidente Dilma através do endereço: https://sistema.planalto.gov.br/falepr2/index.php.

Com relação aos deputados e senadores, mandar mensagens é mais complicado, porque teria que ser através de e-mails individuais.

Um e-mail para cada um dos 513 deputados e cada um dos 81 senadores. No entanto, não deixe de mandar para aqueles nos quais você acredita. Sugiro, também, que você se defenda, pois estará sendo lesado. Lute como puder para esta usurpação ser barrada.

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Por Laurindo Lalo Leal Filho



33 comentários

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Paulo Metri: Conseguiram calar as vozes discordantes - Viomundo - O que você não vê na mídia

29 de abril de 2013 às 15h21

[…] Paulo Metri: U$ 675 bilhões extraídos dos brasileiros […]

Responder

Marat

19 de abril de 2013 às 20h30

Vez por outra ouço alguns incautos, açulados pelo PIG, rosnarem que o “Brasil, com tantos problemas, e ainda ‘ajuda’ os palestinos”… Vai tentar convesar com essa gente alienada… Alguns ainda são inteligentes e aceitam a contra-argumentação.

Responder

lando carlos

18 de abril de 2013 às 19h32

dilma thatcher em ação rainha da privataria, entregando tudo financiado com nosso dinheiro , o niobio sera o proximo não tenham duvidas disto, o eua precisa deste minerio ultra estrategico eu não quero ditadura mas e hora do nosso exercito, dizer a esta senhora e outros entreguistas, que o brasil pertence ao povo brasileiro.um eleitor revoltado que odeia politico traidor.

Responder

Paulo

18 de abril de 2013 às 11h46

Com a palavra, um especialista em geologia:

O professor de geologia Carlos Jorge Abreu, da Universidade de Brasília (UnB) pondera sobre a produção da OGX:

“É provável que tenha havido uma superavaliação. Podem ter tentado supervalorizar a reserva. A Petrobras já fez a mesma coisa. Agora, a presidente Graça Foster parece que está botando nos trilhos. Tem muito marketing nisso. A geologia não é assim não, não é tão exata.
Qualquer companhia só põe para produzir quando tem certeza que o campo é comercial. Com os estudos anteriores, muito meticulosos, a incerteza diminui. O jogo não é para perder. Acontece de haver uma produção menor, mas não tão menor assim.”

Link: http://exame.abril.com.br/meio-ambiente-e-energia/noticias/ogx-pode-ter-superavaliado-tubarao-azul-diz-geologo-2

Responder

Paulo Metri

18 de abril de 2013 às 00h07

Sou o autor deste artigo. Parece que alguns leitores não entenderam a minha frase: “A estimativa de petróleo a ser descoberto nestes blocos foi fornecida pela própria diretora-geral da ANP em seminário de promoção da Rodada”.
Assim, usei a expectativa de descobertas nos blocos da 11a rodada da Doutora Magda Chambriard, diretora-geral da ANP. Expectativa esta declarada no evento de promoção da rodada, promovido pela ANP no dia 18/3 passado, no hotel Windsor Copacabana.
Não tenho a declaração dela a mão, mas, de memória, ela disse: “Só nos blocos da margem equatorial existem 7,5 bilhões de barris de petróleo, nos blocos tais …” Então, quem não gostou das estimativas de descobertas pode reclamar com a Doutora Magda.
Eu também acho arriscado fazer previsões de descobertas, mas, não poderia deixar de usar o número já declarado para mostrar como seremos lesados.
Paulo Metri

Responder

    Paulo

    18 de abril de 2013 às 08h01

    Como se trata de uma rodada de PROMOÇÃO, você esperava que ela estimasse para baixo? Ela estava cumprindo um papel óbvio de quem está leiloando algo, que é o de mostrar um potencial e esquecer de falar sobre os riscos. Cabe a um bom analista e conselheiro entender o contexto para tecer opiniões lúcidas. Veja o caso da OGX, que dizem ter contado com privilégios para obter informações estratégicas e angariar determinadas áreas nobres de exploração e que, além disso, contratou pessoal gabaritado da própria Petrobras, e mesmo assim não consegue extrair a quantidade de barris estimadas em seu planejamento produtivo.

    Seremos lesados?

    Sua pontuação sobre o “roubo”, utilizando o PIB está totalmente equivocada! Indo além, para caracterizar um roubo, num estado de direito, é só a lei que deve definir tal prática. Não sou partidário de Dilma ou do PT, muito pelo contrário, mas neste caso, eles estão seguindo o que determina nossa legislação e não há porque acusá-los de nada. Se a lei é ruim, devemos mudá-la, dentro das regras constitucionais, antes de classificar alguém de lesa-pátria!

    Para entender porque sua conta está errada, sugiro a leitura básica do conceito de PIB:

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Produto_interno_bruto

    Um bom artigo está no site do Banco do Nordeste.

    “OS IMPACTOS DOS ROYALTIES DO PETRÓLEO E GÁS NATURAL SOBRE O
    PIB PER CAPITA, ÍNDICES DE POBREZA E DESIGUALDADES.”

    Segue o link:

    http://www.bnb.gov.br/content/aplicacao/eventos/forumbnb2011/docs/2011_os_impactos.pdf

    Felipe

    18 de abril de 2013 às 12h48

    Fiz uma busca rápida na internet e, ao que me parece, as reservas do pré-sal entram no sistema de partilha. Por favor, corrija-me se eu estiver errado (afinal, o uso do mesmo sistema de concessões de 1997 para uma reserva das proporções do pré-sal seria uma verdadeira atrocidade).

    Eis o que encontrei:

    “Lei nº 12.351/2010 estabeleceu o regime de partilha para as áreas não concedidas do pré-sal e outras áreas consideradas estratégicas. Definiu novas funções para a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), do Ministério de Minas e Energia (MME) e do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) neste novo regime. Criou o fundo social para gerir a aplicação dos recursos da União oriundos da produção do pré-sal.”

Haddad conversa com manifestantes e promete 55 mil moradias - Viomundo - O que você não vê na mídia

17 de abril de 2013 às 22h47

[…] Paulo Metri: Governo Dilma vai deixar que levem U$ 675 bi do pré-sal […]

Responder

José Souza

17 de abril de 2013 às 20h09

O governo é obrigado a realizar estes leilões? Só receberemos os royalties? Caso haja vazamento, de quem será a responsabilidade? A Lei prevê este tipo de ocorrência? Pode a Presidenta cancelar ou adiar, por decreto, a realização dos leilões? Quem poderia responder a estas perguntas? Precisamos saber mais sobre este fato.

Responder

    Paulo

    18 de abril de 2013 às 06h51

    “O governo é obrigado a realizar estes leilões?”

    Não existe obrigação! É uma opção e, para muitos, economicamente saudável, porque não há como, em tempo hábil, exigir que a Petrobras assuma a exploração de todas as reservas. Isso exigiria da estatal e de seu principal acionista, o governo federal (nós), recursos que eles não possuem.

    No caso do pré-sal, existe um complicador na exploração das jazidas e que muitos analistas tupiniquins não se dão conta. Ao colocar tudo no colo da Petrobras, obrigou a mesma a bancar sozinha o know-how de exploração em águas profundas e com complicadores de tecnologia em diversas áreas. Neste caso, somente ela deverá selecionar e desenvolver fornecedores e custear os meios necessários para que os outros players concorrentes se aproveitem, num segundo momento, em campos com características semelhantes que podem existir em outras plataformas continentais. É o tipo de “senso comum” popular que ao invés de ajudar, atrapalha! O risco intrínseco característico ficou todo por conta do nosso bolso. Se der certo e após a tecnologia estar desenvolvida, os outros concorrentes se aproveitarão. Se não der certo, o mico é todo nosso!

    “Só receberemos os royalties?”

    Não! Se os produtos derivados circularem aqui dentro, gerarão impostos que serão computados como “nossos”. Mesmo que a empresa seja uma multinacional, por ela estar internalizada dentro das fronteiras do estado-nação, seus investimentos e vendas impactarão positivamente o PIB!

    “Caso haja vazamento, de quem será a responsabilidade?”

    A responsabilidade sempre é da empresa que explora! Cabe ao governo federal, através de leis específicas, e da atuação da ANP, a aplicação de multas, mas estados e municípios também podem, através de legislações ambientais em suas instâncias, definirem outras penalizações. À justiça cabe julgar se as mesmas são cabíveis e constitucionais.

    “A Lei prevê este tipo de ocorrência?”

    Sim!

    “Pode a Presidenta cancelar ou adiar, por decreto, a realização dos leilões?”

    Pode e não há necessidade de decreto, pois a lei não obriga uma data para a prática do leilão. Dilma não está engessada neste caso. É uma opção que qualquer governante, sob a égide de nossa legislação atual, tem como ferramenta de sua gestão.

Jotace

17 de abril de 2013 às 19h58

A VOLTA AO BACKYARD

É uma pena que existam ainda comentaristas cultos, inteligentes e de boa fé que, ao defenderem o governo de Dilma, a candidata de Lula, tentem esconder, ou dirimir a gravidade do que vem se passando no país. O caso desta denúncia está a revelar o que REQUIÃO denunciou há pouco tempo: para continuarem no poder, Dilma e seu mentor,continuarão a facilitar de todas as formas o saque do país.

Certo que foi mais uma sujeira do FHC haver promulgado a lei no. 9.478, que facilitaria a continuidade da entrega. Mas de Lula e Dilma jamais partiu sequer uma iniciativa para conseguir apoio do povo no sentido de mudar o status quo. Muito pelo contrário, Lula e Dilma têm se esmerado na subserviência, no servilismo ao grande capital e às exigências de poderosas nações.E mesmo de outras, como a Espanha, por exemplo. Culpar agora o REQUIÃO é tentar afastar como que o único ou um dos poucos congressistas que se empenham em denunciar os absurdos, a afronta, o desrespeito ao patrimônio do povo, à soberania da nação.
Para nós, brasileiros, tão desmoralizados, resta uma compensação: o nosso (?) país, ao menos aparentemente, não é mais importador do lixo hospitalar estadunidense como sucedia em Pernambuco até que os ‘blogs sujos’ protestaram. Teríamos perdido assim a honorável condição de depositário do lixo, ou ‘basurero’ dos que falam espanhol, do México à Argentina. Mas, oficialmente, para nossa glória, está mantido para o BraZil o título de integrante do “pátio traseiro”, ou do ‘backyard’ para os que preferem entregar em inglês. Nossos governantes do Executivo e especialmente os congressistas, podem continuar no delírio da entrega, inciada por FHC e seu bando. Pois para a alegria deles foi essa tão honorífica designação utilizada pelo Secretário de Relações Exteriores John Kerry: em seu depoimento de hoje, 17 de abril, à Câmara de Representantes do seu país; pois assim ele nomeou a região a referir viagem próxima que fará à Colômbia e ao Brasil.

Responder

    FrancoAtirador

    18 de abril de 2013 às 00h15

    .
    .
    É triste mesmo, meu caríssimo JotaCe.

    Passados 10 anos de governos encabeçados pelo Partido dos Trabalhadores,

    o Chefe do Departamento de Estado Norte-Americano, sem nenhuma cerimônia,

    tacha o Brasil de “País Fundo de Quintal” dos United States of America,

    sem que haja contestação diplomática alguma das Autoridades Brasileiras,

    é realmente para decepcionar qualquer militante patriota que se preze.

    Um abraço Camarada e Libertário.
    .
    .

    Jotace

    18 de abril de 2013 às 15h58

    Caro Franco,

    Conforta-me o espírito de brasileiro sentir o teu comportamento solidário frente ao desprezo até das mais altas autoridades quanto à soberania da nossa amada nação. Fraternal abraço do, Jotace

Sagarana

17 de abril de 2013 às 19h57

Dama de lata!

Responder

Urbano

17 de abril de 2013 às 15h04

O poder como um todo está encharcado de bandidos que surrupiam a Nação, em troca de gordas propinas…

Responder

FrancoAtirador

17 de abril de 2013 às 12h07

.
.
A Lei nº 9.491, de 9 de setembro de 1997,

o Programa Nacional de Desestatização – PND, de FHC,

(leia-se: Plano Multinacional de Privataria Tucana),

também continua em vigor até a presente data:

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9491.htm

Responder

carlos cruz

17 de abril de 2013 às 10h40

Viva o governo do PT!!!!!! Viva ao entrguismo desenfreado!!! Viva as multis, que nunca lucraram tanto!

Responder

H. Back™

17 de abril de 2013 às 10h30

A culpa disso tudo é do governo FHC que, no apagar das luzes do seu famigerado governo, aprovou a lei que permite mais essa excrescência.

Responder

    carlos cruz

    17 de abril de 2013 às 20h47

    Tamanho ficando repetitivo o tal argumento. Não tem outro? O neoliberal governo do Pt trai tudo que disse e o culpado da incompetência é outro?

    H. Back™

    20 de abril de 2013 às 11h46

    Lei é lei, e a mesma tem que ser cumprida principalmente aquelas que asseguram os contratos internacionais, ou você nunca ouviu o governo americano frisando que os cumprimentos dos contratos firmados com as multinacionais tinham que ser cumpridos sob pena de sanções?

Mardones

17 de abril de 2013 às 09h02

O Correio da Cidadania é um dos poucos veículos de comunicação que vem batendo nessa tecla. E o Paulo Metri trava uma batalha cruel, pois não tem ‘representante’ para defender a causa do povo brasileiro.

A exploração de poços – fora da área do pré-sal – é uma das maiores roubalheiras que FHC implantou no Brasil.

Infelizmente, o PT finge que nada pode fazer a esse respeito. Aliás, em termos de defesa do povo, o PT tem deixado a desejar em nome da governabilidade.

O pior é que os críticos do governo – fora a oposição entreguista – estão dentro de partidos, na maioria da base governista, e não entendem que é preciso formar uma frente para defender medidas que contribuam para o desenvolvimento do Brasil e não atendendo interesses privados, como é o caso da lei do Petróleo de FHC.

No entanto, os Requiões da vida acham que seguir no PMDB e usar a tribuna para falar dos prejuízos das ações do governo é cumprir o dever dele de representante dos interesses do povo.

Responder

    Jotace

    17 de abril de 2013 às 23h49

    Caro Mardonnes,

    Dizem que uns choram porque apanham e outros choram porque não lhes dão. Lembrei-me desse adágio ao ler no teu comentário as críticas sobremaneira injustas feitas ao corajoso e digno Senador REQUIÃO. Se você critica o Senador por considerar que, em integrando a bancada do PMDB, ele não deveria “usar a tribuna para falar dos prejuízos das ações do governo”, pois não estaria a cumprir com os seus deveres, teu julgamento ao meu ver não se justifica. Pelo contrário, sua omissão atestaria um comportamento no mínimo leniente para com os desmandos governamentais. Não está, também traindo o PMDB porque não acredito que conste da programática partidária deste, que devam se comportar seus membros como omissos ou coniventes com bandalheiras. Mas, consideras também que REQUIÃO deveria formar uma frente para defender determinadas medidas, justas e corretas, ao que entendo. Eu te perguntaria, se tal ‘frente’ seria no Senado, com quem? Acompanhei dentro do meu possível, todos os últimos pronunciamentos do Senador REQUIÃO, e os únicos apartes que até agora consegui notar foram de dois outros senadores, um da comunista Vanessa Grazziotin e o outro do petista (no qual votei infelizmente por várias vezes) Eduardo Suplicy. A senadora perdeu uma excelente oportunidade de ficar calada ao apelar para o cansado refrão de ajudar os estados pobres do Nordeste e do Norte. Ou seja, auxiliar as empreiteiras para a “transposição do S. Francisco”, e a outorga das riquezas da amazônia a troco de uns minguados royalties. Quanto ao Suplicy, seus apartes os deu quando presidia uma sessão do Senado, simplesmente tentando sustar o discurso de REQUIÃO. Creio que, mais do que a este corajoso e digno senador, cabe a nós como povo formar uma frente para apoiá-lo contra a bandalheira, em favor da pátria, em qualquer partido em que se encontre. Quanto aos ‘requiões’ que referes, eu diria como brasileiro que eles fazem uma grande falta! É de Senadores assim que justamente o Brasil está a precisar, antes que acabem com ele… Um abraço para ti do, Jotace

Paulo

16 de abril de 2013 às 23h39

Como engenheiro, esse Paulo Metri se sai bem como pastor “sindicalélico”. Que coia é essa de “justiça divina” com a morte de Margaret Tatcher? Parece coisa de Feliciano. Achou que a velha ia viver para sempre e Deus a chamou para passar um corretivo? E será que ele acredita mesmo que a lógica de mercado neoliberal vai ser enterrada amanhã?

Pra piorar a sensação de nonsense, a relação de valor de mercado das EXPECTATIVAS de reservas de petróleo convertidas com álgebra simples em PIB é coisa de secundarista que leu por cima os fundamentos da macroeconomia e resolveu sair falando pelos cotovelos.

Este sujeito deve ser mais um dos que compraram ações da OGX do Eike FantasiaX, achando que arrancar petróleo em profundezas submarinas de mais de 7 km é coisa de tecnologia barata e já dominada pela expertise tecnológica mundial.

É cada biruta que aparece!

Responder

    augusto2

    17 de abril de 2013 às 09h08

    ah, sim?
    as reservas maiores de oleo descobertas pela petrobras no exterior foram tomadas pelos governos respectivos e nao vieram para o ativo da propria. Porque nos em nossa casa faremos diferente? Poque é que as petroleiras mundiais hoje, em toda a parte exceto onde assaltaram (Iraq, Libia) se contentam com uma pequena parcela de partilha?
    No dia em que as petroleiras revelarem a quantidades de oleo recuperavel que seus geologos pensam que de fato existe ali ou acolá, o preço do produto no mercado vai perigar. Eles, como metri, tambem fazem contas…mas nao divulgam.
    Pra saber isso, basta ver o que fazem com os paises pequenos-Na costa
    de Timor Leste e palestina tem ouro negro. E veja o que fazem la.
    E a lei 9478 nao foi mudada porque faltou ao pt força politica ate hoje.

    Paulo

    17 de abril de 2013 às 11h42

    “as reservas maiores de oleo descobertas pela petrobras no exterior foram tomadas pelos governos respectivos e nao vieram para o ativo da propria.”

    Sério? Quais? Seriam as reservas de gás da Bolívia? Uai, Lula não abençoou a transação? As outras, pelo que Graça Foster vem dizendo, serão vendidas para seus parceiros internacionais para fazer caixa, já que a Petrobras se meteu numas “frias”, fazendo alianças esquisitas por aí. Numa delas, a tal refinaria de Abreu e Lima, aquela mesma que tem dois sócios, o Chávez que entrou com o “blá-blá-blá” e “nós” que entramos com a grana, parece que o rombo foi grande.

    “No dia em que as petroleiras revelarem a quantidades de oleo recuperavel que seus geologos pensam que de fato existe ali ou acolá, o preço do produto no mercado vai perigar. Eles, como metri, tambem fazem contas…mas nao divulgam.”

    Perigar? Pra cima ou para baixo? Se for para cima, a extração do pré-sal é rentável. Se for para baixo, muito provavelmente não! E lógico, entendendo a geopolítica do planejamento estratégico do império dos EUA, com investimento em novas tecnologias e metas de independência energética até 2030, em conjunto com o império nascente da China, também com políticas de eficientização de energia e empreendimentos extrativistas na África e em outros cantões, pode ser que a Petrobras tenha que concorrer com todo o Oriente Médio e Venezuela, todos juntos na venda de petróleo de baciada. E fica claro que o Metri faz contas sim, só que, pela falta de profundidade no tema, erradas. No máximo faz com méritos é política de boteco!

    Ademais, sabe-se de longa data, destoando dos discursos populistas que iludem nosso povão, que o petróleo de nossas praias quase sempre é do tipo pesado, com exceção do pré-sal que parece prover óleo de alta qualidade, o que exige mais tecnologia e grana para seu fracionamento.

    “E a lei 9478 nao foi mudada porque faltou ao pt força politica ate hoje.”

    Faltou força política?

    Poderia ser:

    Faltou vontade política? ou
    Faltou competência governamental?

    Vamos ver quantos “sanguinários capitalistas” aparecem no leilão e ver o quanto deste discurso se sustenta. Com a aversão de investidores ao intervencionismo dos últimos anos, aposto uma cerva que será piada de salão.

    E por último, estivesse Monteiro Lobato vivo, estaria cuspindo marimbondos com a ideologia barata que fizeram de seu legado empreendedor. Certamente seria preso novamente, agora pelos “nacionalistas” de araque desta esquerda alienada e corrupta!
    Diria ele que o único petróleo que é nosso é aquele que se converte em valor capital. Aquele que adormece no subsolo é de ninguém e todo resto é conversa para Emília dormir!

Gilson Raslan

16 de abril de 2013 às 22h32

Nem todas as pessoas conhecem as leis que regulam a exploração de petróleo na área do pré-sal e fora dela. Por isto, já que o Paulo Metri não fez, vou tentar explicar as duas formas de extração do óleo.
A exploração fora da área do pré-sal tem o regime de concessão, implantado pelo governo FHC.
A exploração na área do pré-sal tem o regime de partilha, implantado pelo governo Lula.
O artigo do Paulo Metri se refere à exploração do óleo fora da área do pré-sal, cuja empresa concessionária arremata a área a ser explorada e fica com toda a produção, muito diferente do regime de partilha, no qual a PETROBRÁS tem direito a 30% do óleo produzido.

Responder

Jorge Vieira

16 de abril de 2013 às 22h25

Essa lei (nº 9.478)foi promulgada em 1997 por FHC. O que Paulo Metri está propondo ? Revogá-la. Concordo.
Mas mensagens para alguns senadores e deputados não terão efeito algum.
Uma ação deveria ter sido tomada há pelo menos dois anos através de coleta de 1,5 milhão de assinaturas para entrar no Congresso com um projeto modificando a lei.
Agora, parece-me que vamos chorar em cima do leite derramado.

Responder

Julio Silveira

16 de abril de 2013 às 21h27

Pior é que não tem salvação para aqueles que ainda se sentem brasileiros.
Não temos ninguem em quem confiar com fé. Só temos oradores de lero lero, mas que fora das vitrines, no particular, são os primeiros a assinar as transações “estrategicas”. Estão vendendo o Brasil pessoa juridica e nós pessoas fisicas estamos sendo entregues junto como móveis e utensilios.
Certamente por gente que está garantindo sua cidadania internacional e de seus descendentes, por muitas gerações, gente que nos vê apenas como ferramente de barganha e vêem o País como uma grande propriedade privada.

Responder

Fabio Passos

16 de abril de 2013 às 21h26

E um butim.
Os abutres vem surrupiar nosso petroleo com as bencaos da “elite” entreguista, de um governo fraco e sob aplausos do PiG.

A renda do petroleo deveria ser usada para financiar a saude e educacao da populacao… mas vai virar lucro para coorporacoes inescrupulosas.

Responder

Fernando

16 de abril de 2013 às 21h13

Melhor o Requião criar o Partido do Bem Estar Social e mostrar à sociedade o que está acontecendo. Que o PT virou neoliberal. E que o Brasil não precisa nem de Neoliberalismo nem do Socialismo de Marx. Mas de um Estado de Bem Estar Social.

Responder

Fernando

16 de abril de 2013 às 21h09

Melhor deixar eles privatizarem e o Roberto Requião desprivatizá-las para o bem de todos e felicidade geral da nação.

Responder

lulipe

16 de abril de 2013 às 20h45

E a culpa é do “PIG”???? Faz-me rir…..

Responder

    demetrius

    16 de abril de 2013 às 22h25

    Se considerarmos que o FHC e o PIG são irmãos e que a lei foi sancionada por ele, tem dedo do PIG sim, certeza.

    Pode rir agora.
    Abs.


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