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Mauro Santayana: O grande irmão e o seu olho


02/01/2013 - 21h47

por Mauro Santayana, em seu blog

Estamos no universo orwelliano de “1984”. É quase impossível a alguém andar sem ser monitorado por alguma câmera; vigiado, passo a passo, onde quer esteja, pelos satélites; localizado quando usa o aparelho telefônico celular, e assassinado por controle remoto. Todo esse sistema, que deixa anacrônica a ficção, é dominado, em escala mundial, pelo grande irmão, o governo norte-americano. O sistema financeiro, industrial e militar, que manipula o poder, conta  com as maiores empresas internacionais de comunicação eletrônica, por ele controladas.

Contra o voto de pequena minoria, o Congresso dos Estados Unidos acaba de renovar lei  do Governo Bush, autorizando a escuta telefônica e o monitoramento de comunicação eletrônica sem autorização judicial, incluindo emails, de cidadãos estrangeiros de todo o mundo, por parte dos serviços secretos norte-americanos – sobrepondo-se à soberania de todas as outras nações.

Embora a desculpa seja a luta contra o terrorismo, não há como saber onde acaba a  preocupação com a “segurança nacional” dos Estados Unidos e começa a espionagem comercial e tecnológica, ou a coleta de informações que  sirvam para pressionar ou chantagear “inimigos” dos EUA, como os ativistas da democracia ou da transparência, como  Julian Assange.

Todos nós, a começar pelos nossos líderes políticos,  podemos ser espionados pelos vários serviços norte-americanos, como a CIA e o NSA. Dentro da paranóia ianque, qualquer estrangeiro, que não for seu vassalo e assalariado, é inimigo potencial de seu país.

O monitoramento de “inimigos” dos EUA pelos seus serviços de informação não é novidade. Ao longo do século XX, jornalistas, políticos, lideranças sindicais e sociais de todos os continentes foram  monitoradas, perseguidas, e, em muitos casos, diretamente seqüestradas e assassinadas por agentes da CIA, ou  matadores por ela contratados – conforme vários livros de  ex-agentes, que deixaram suas atividades.

Essa legislação de exceção, aprovada logo após 11 de setembro, foi agora incorporada às leis norte-americanas ordinárias. O que os Estados Unidos estão dizendo ao mundo é que, ao aprovar essa lei, colocam sob a proteção de seu poderio militar qualquer assassino a soldo de seus interesses que seja identificado e detido, em qualquer lugar do mundo. É a velha prepotência, denunciada pelos seus pensadores mais eminentes, como o Senador Fullbright – que foi contra a guerra do Vietnã, e se opunha a toda ingerência de seu governo nos assuntos internos de qualquer outra nação  – em seu livro Arrogance of Power:

“O Poder se confunde com a virtude e tende também a ver-se como onipotente. Uma vez imbuído da idéia de missão, uma grande nação facilmente assume que ela possui todos os meios para usá-los como um dever, no serviço de Deus”.

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9 comentários

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Nelson

04 de janeiro de 2013 às 11h53

“Dentro da paranóia ianque, qualquer estrangeiro, que não for seu vassalo e assalariado, é inimigo potencial de seu país.”

Complementando a frase de Santayana, eu diria que… pode ser o próximo a estar na mira de um drone.

Que bela democracia a que temos no grande país do norte.

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Lafaiete de Souza Spínola

03 de janeiro de 2013 às 22h20

Tenho publicado e repetido um tópico: UM PROJETO PARA A EDUCAÇÃO NO BRASIL.

Toda essa nossa preocupação demonstra a nossa fragilidade. Nosso país possui um baixíssimo nível educacional.

Grande parte da nossa classe média tem dinheiro para: trocar de carro a cada ano e depois pegar um engarrafamento no trânsito ; viajar a New York para comprar quinquilharias (dizem que neste fim de ano a língua mais falada por lá, depois do inglês, é o português), mesmo humilhado para pegar um visto no passaporte; pagar a escola particular e tocar a vida que Deus lhe deu. O resto é o resto.É, apenas, um país onde vive.

O Santayana é um jornalista muito bem informado e conhecedor profundo da história antiga e atual desse nosso mundo cada dia menor.

Preocupa-me a nossa fragilidade em referência à segurança nacional. Somos um país com dimensões continentais, com uma população que possui uma única língua, porém com áreas ricas e muito pouco povoadas.

O povo chinês, de cultura milenar, sofreu as consequências das guerras impostas pelos invasores ocidentais e orientais por culpa de uma elite que já não correspondia às necessidades históricas da época, não vendo os perigos vindos de além-mar e, por isso, foram pegos de surpresa, pois não possuíam uma marinha protegendo sua vasta costa, quando era possível tê-la.

As elites viviam, então, a vida que podiam viver, com muitas facilidades, até que a tempestade ocidental e o terremoto oriental, inesperadamente, chegaram por lá. Quem mais sofreu? O povo!

Para o Brasil, nos dias atuais, considero o investimento na educação, pelo menos 15% do PIB,a grande falha das nossas elites.

O país precisa acordar para esse desleixe. Considero essa a nossa maior fragilidade na área da segurança nacional. Precisamos desenvolver e produzir nossas armas de defesa. Não devemos importar armamentos de ponta, pois, se alguma má surpresa ocorrer, não será de nossos irmãos vizinhos e sim de potência com poder militar desproporcional.

A única atitude, a médio prazo, é, portanto, conquistarmos um alto índice de educação, diminuindo as injustiças sociais e desenvolvermos tecnologia com a criatividade de um povo educado.

Sugiro que haja uma mobilização nacional em torno desse projeto e, como ponto de partida, sejam aplicadas 40% das reservas na construção de centros educacionais de porte maior que os CIEPS do nosso Darci Ribeiro.

Tudo deve começar pelas áreas mais necessitadas do país.

Peço ao Santayana, que use seus recursos na mídia em torno desse assunto de tão alta relevância para o nosso povo.

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Lu Witovisk

03 de janeiro de 2013 às 12h40

É isso aí, só notícia auspiciosa… hoje tá boa a coisa no mundo.

Fazer o que diante disso?? Enquanto esses canalhas aprontam todas, uma multidão se endivida para comprar os apetrechos tecnológicos mais “smarts” que os usuários e tem otário louco esperando a venda do “smart glasses” só pq ser meio monitorado não basta, tem que ser totalmente.

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anac

03 de janeiro de 2013 às 12h39

E o ship identficador que sera por cirurgia colocado no corpo do indigitado paciente. Não é a besta da Biblia mas estará proximo. No minimo os planos de saude condicionarão o contrato a colocação desse ship para monitorar os passos de seus clientes. Quem fumar terá o plano aumentado pelo risco de ficar doente.
Obama é o menos do mesmo. Ouso dizer que talvez até mais letal que um republicano pois no poder a direita dos USA, com holofotes em cima, tende ir para o centro, já a esquerda dos USA para a extrema direita.
Guerra contra o Irã é questão de pouco tempo.

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Hans Bintje

03 de janeiro de 2013 às 12h25

O verdadeiro problema para a Agência não são

o Azenha,

o Luis Nassif,

o Eduardo Guimarães.

Eles jogam pelas regras antigas, são pessoas educadas.

O drama é outro, está estourando dentro do sistema.

Explico, citando o inferno inglês ( http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=21459 ):

“Em uma carta pública ao governo, três dos maiores municípios do norte da Inglaterra – Liverpool, Newscatle e Sheffield – advertiram que o corte adicional de 2% que o governo anunciou em dezembro e que se soma aos 28% de cortes orçamentários em curso está devolvendo o país a um mundo ‘dickensiano’.

‘A delinquência está aumentando, as tensões sociais e comunitárias, os problemas nas ruas vão terminar em uma dissolução social se não mudarmos de rumo’, assinalaram os diretores dos três conselhos municipais (na Inglaterra não há governo provincial).”

Não existe CIA que consiga controlar essa situação.

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Julio Silveira

03 de janeiro de 2013 às 10h56

Não nutro nenhuma simpatia por este estado, e manifesto isso claramente em minhas participações no Blog, ou em qualquer meio social que participo, em função disso tudo que é dito e até mais. Sempre fui contra pretenções de dominância, principalmente quando o subjugado é o meu país e minha gente. Agora, espero não ser vitimado por alguma espécie de retaliação marginal feita ao revés dos sistemas soberanos de meu país. Mas me preocupo por que sei que se acontecer, eu e os meus, ficaremos sozinhos com a nossa dor e nossas consciências, pela fraqueza com que buscamos a libertação cultural de nosso estado diante deles.
Aqui dentro tem gente e até instituições culturais que trabalham (a tempos), de forma dissimulada, pela assimilação pura e simples da cultura deles, em detrimento da nossa, fácil de constatar nos atos falhos, quando “jornalistas” pseudo brasileiros, na analise da conjuntura Yanke, cita dificuldades com o partido republicano no congresso americano, dizendo que a ação deles irá diretamente nos prejudicar. Fala sério, o que nos prejudica são os atos do congressistas brasileiros, e de todos os nossos sistemas, quando se comportam como se nosso amanhã dependesse exclusivamente dos humores Yankes. As vezes acho que ainda precisamos fabricar brasileiros que amem mais o Brasil, e com tenacidade para verdadeiramente projetar nossa liberdade em todos os campos. A exemplo deles, que costumam debochar, como receentemente, da nossa possibilidade de um dia ter um ganhador de nobel. Será que isso é o correto para nós? Eu não espero ser vendido.

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Fabio Martins

03 de janeiro de 2013 às 10h52

Enquanto o decrépito e impropriamente apelidado “Tio Sam” promove o perene, ilegal e hitlerista controle do “mundo inimigo”, a própria nação dele mergulha cada vez mais no descontrole moral e financeiro…

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Ana Cruzzeli

03 de janeiro de 2013 às 07h47

O que mais me assusta no Obama é que ele dá a impressão que não vai atacar o Irã.
Ele é um excelente ilusionistas. Na arte da distração acho que não vai existir ninguém igual a ele. Ah me esqueci do Bill, marido da Hillary, a doida.

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wandson

02 de janeiro de 2013 às 22h43

Esses caras enlouqueceram de vez! é o inicio do grande ataque! dias piores virão.

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