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Mauro Carrara: O desespero dos paulistanos


30/05/2010 - 06h17

Você é um paulistano desesperado? Então, fique sabendo…

Desgoverno, caos e sofrimento humano na degradada São Paulo

Mauro Carrara*, no Arlesophia

Você também não agüenta mais viver em São Paulo? Não vê retorno nos altíssimos impostos pagos ao Governo do Estado e à Prefeitura?

Você já se cansou de passar horas e horas no trânsito? Já não suporta ver semáforos quebrados ou desregulados? Já se indigna com a indústria de multas?

Já precisa tapar o nariz para andar pelas ruas lotadas de lixo?

Já teme perder seu carro numa enchente relâmpago?

Já se apavora ao saber que a cidade praticamente não tem mais polícia, e que são suas orações que protegem seus familiares nos trajetos urbanos?

Já se questiona se o suor do trabalho não é suficiente para lhe garantir um mínimo de eficiência nos serviços públicos?

Já se pergunta por que a imprensa nunca lhe dá respostas?

Já nota que o jornal e o portal de Internet nunca lhe fornecem a explicação que você procura?

Talvez, então, você esteja no grupo dos 57% de paulistanos que deixariam a capital caso pudessem, conforme apurou o Ibope.

Talvez, esteja no time dos 87% que consideram São Paulo um lugar completamente inseguro para se viver.

Mas, afinal, como chegamos a esta situação caótica na maior cidade do Brasil?

Analisaremos questões específicas (enchentes, trânsito, segurança, entre outras) do processo de degradação da qualidade de vida em São Paulo.

Porém, comecemos pelo geral.

1) Sua angústia, paulistano, tem basicamente três motivos:

a) A incompetência, a negligência e a imperícia dos grupos que, há muitos e muitos anos, se apoderaram da máquina pública no Estado de S. Paulo. Aqui, o “capitão da província” é sempre da mesma tropa.

b) O sistema desonesto de blindagem e proteção dessas pessoas pelos veículos de comunicação, especialmente a Folha de S. Paulo, o Estadão, a Rede Globo e a Editora Abril, aquela que publica a Veja.

c) A vigência de uma filosofia de gestão pública que nem de longe contempla as necessidades humanas. O objetivo da máquina de poder, hoje, em São Paulo, é privilegiar uma pequena máfia de exploradores do Estado e da cidade. O governo dos paulistas e dos paulistanos exige demais, mas oferece de menos.

2) Em pleno século 21, os velhos políticos ainda administram São Paulo como coronéis de província. São tão arrogantes quanto preguiçosos.

a) Não temos um plano coordenado de construção de “qualidade de vida” na metrópole, que coordene ações na área de saúde, educação, cultura, transporte e moradia. Todas as outras 9 grandes cidades do mundo têm, hoje, grupos multidisciplinares trabalhando duramente em projetos desse tipo.

b) Não temos um projeto sério, de longo prazo, para reestruturação e racionalização da malha viária.

c) Não temos um sistema de transporte coletivo decente. Entre as 10 maiores cidades do mundo, São Paulo é aquela com o menor número de quilômetros servidos por metrô.

3) Por que a doce chuva virou sua grande inimiga?

a) Porque os governantes de São Paulo não pensam em você quando autorizam a construção de novos condomínios e habitações. Onde havia terra e árvores, passa a existir concreto. O solo não absorve a água, que corre desesperadamente para o Tietê.

b) Porque a prefeitura simplesmente abandonou os trabalhos de construção dos piscinões. Você tem medo de morrer afogado no Anhangabaú? Pois bem, os recentes dramas no túnel teriam sido evitados se José Serra e Gilberto Kassab tivessem seguido o projeto de construção dos reservatórios de contenção nas praças 14 Bis e das Bandeiras. Até o dinheirinho já estava garantido, com fundos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Mas os dois chefões paulistas consideraram que as obras não eram necessárias. Agora, você paga por este descaso.

c) Lidar com água, uma das mais importantes forças da natureza, exige pesquisa e conhecimento. Em São Paulo, as obras são feitas de acordo com o humor dos governantes, muitas vezes em regime de urgência. Na pressa, o resultado quase sempre é desastroso. No Grajaú, por exemplo, os erros de engenharia na canalização de córregos acabaram por gerar entupimentos, enchentes e destruição. As famílias da região perderam móveis, eletrodomésticos, roupas e alimentos. Ou seja, obra sem planejamento gera mais prejuízo que benefício.

d) São Paulo tem a sua Veneza. É o Jardim Romano, que vai afundando a cada enchente. Como se trata de periferia, a prefeitura simplesmente abandonou os projetos de drenagem e captação de águas. O resultado é água imunda dentro das casas, doença e morte. Para minimizar o problema, o governo do Estado resolveu lançar um “carro anfíbio”, apresentado com pompa pelo bombeiros. Será que, não satisfeitos com o estrago, ainda querem rir da cara do cidadão?

e) O descaso com a cidade pode ser provado facilmente. Um levantamento técnico mostra que o número de pontos de alagamento aumenta assustadoramente de ano para ano. Em 2007, a cidade tinha 9 pontos fixos de alagamento. No ano seguinte, já eram 43. Atualmente, há 152 lugares por onde o paulistano pode perder seu carro durante uma chuva. É isso aí mesmo: 152! Sem dúvida, anda chovendo bastante. Mas não se pode negar que problemas de escoamento estão gerando o caos em áreas antes seguras. É o caso da Avenida Brasil com a Alameda Gabriel Monteiro da Silva, nos Jardins. Quem podia imaginar que até mesmo a região nobre de São Paulo sofreria com alagamentos, lama e fedor insuportável?

f) O dinheiro que a Prefeitura gasta em câmeras, multadores automáticos e propaganda na imprensa poderia muito bem servir à erradicação de alguns desses problemas. No entanto, o drama da população parece não sensibilizar o prefeito nem o governador. Veja o caso dos alagamentos da Marginal Pinheiros com a Ponte Roberto Rossi Zuccolo. O problema já é grave, mas as obras nem foram contratadas, como admite a prefeitura. No caso da Zachi Narchi com Cruzeiro do Sul, na Zona Norte, a prefeitura limita-se a dizer que há um “projeto para futura implantação”. Tudo muito vago. Nenhuma pressa. No caso da Alcântara Machado (Radial Leste) com Guadalajara, a confissão oficial de incapacidade é assustadora: “as interferências não configuram possibilidades de obras para solucionar o caso de imediato”.

4) Por que São Paulo fede?

a) Porque a gestão Serra-Kassab simplesmente reduziu em cerca de 17% o investimento em varrição e coleta de lixo, especialmente na periferia. Aliás, limpeza urbana é algo que não se valoriza mesmo em São Paulo, vide as declarações do jornalista Boris Casoy sobre os garis.

b) Porque os projetos de coleta seletiva e de usinas regionais de reciclagem foram reduzidos, desmantelados ou sumariamente engavetados.

c) Porque a política de “higienização social” tem dificultado extremamente o trabalho dos catadores e recicladores.

d) Nem é preciso dizer que o lixo que se amontoa nas ruas da cidade vai parar nos bueiros. Vale notar que, nas enchentes, boa parte do lixo boiando está devidamente ensacado. Trata-se de uma prova irrefutável de que o “porco” nesta história não é o cidadão paulista, mas aquele que o governa.

5) Padarização: por que São Paulo é tão insegura?

a) O governo Serra praticamente sucateou o sistema de Segurança Pública. Paga mal os agentes da lei e ainda fomenta a rivalidade entre policiais civis e militares.

b) Em seu ímpeto privatista, o governo paulista incentiva indiretamente os empreendimentos de segurança particular.

c) Mal pagos, mal aparelhados e mal geridos, os policiais paulistas são o retrato da desmotivação.

d) Criou-se informalmente um sistema de “padarização” das patrulhas. Normalmente, os agentes da lei se mantêm na porta de uma padaria ou mercado, reduzindo drasticamente as rondas pelas áreas internas dos bairros. De certa forma, acabam se tornando uma guarda particular dos comerciantes locais. Esse fenômeno atinge não somente a periferia da Capital e de outras grandes cidades, mas também os bairros de classe média.

e) Essa mesma polícia invisível nas ruas, entretanto, ocupou o Sindicato dos Jornalistas de São Paulo (SJSP) durante ato em defesa do Programa Nacional dos Direitos Humanos. Exigiam explicações sobre o encontro… Ora, que terrível bandido se esconderia ali? Ou será que voltamos à época da Operação Bandeirantes, que visava a perseguir os inimigos do regime militar?

f) Cabe dizer: o pouco que restou da Segurança Pública é resultado do esforço pessoal de policiais (militares e civis) honestos, dedicados, que ainda arriscam a vida para proteger o cidadão. Esses, no entanto, raramente são premiados por suas virtudes.

6) Politicalha na calçada, trânsito, impostos e desrespeito ao cidadão.

a) Sem qualquer fiscalização da imprensa, o governante paulista julga-se hoje acima da lei. Não precisa dar satisfações a ninguém.

b) É o caso da Calçada da Fama, já apelidada de Calçada da Lama, no bairro de Santa Cecília. Inspirada na homônima de Hollywood, foi condenada por todos os moradores locais. Mesmo assim, a prefeitura colocou 18 homens da Subprefeitura da Sé para trabalhar na obra (afinal, eles não têm bueiros para limpar). Cabe lembrar que os “testes” de homenagens foram realizados com a colocação de duas estrelas. Uma delas tinha o nome do ex-governador Geraldo Alckmin. A outra, do atual, José Serra, o único governador do Brasil que, entre amigos, se gaba de acordar ao meio-dia.

c) Para obras desse tipo, supõe-se, o prefeito Kassab busca um “aumentaço” no IPTU, tanto para imóveis comerciais quanto residenciais.

d) Cedendo ao cartel das empresas de ônibus, Kassab também decretou aumento nas passagens, de R$ 2,30 para R$ 2,70. A poucos metros da Câmara dos Vereadores, com bombas de efeito moral e balas de borracha, a polícia de Serra reprimiu violentamente os estudantes que tentavam se manifestar contra a majoração. Agressão desse tipo, aliás, já tinha sido vista na USP, em episódio que lembrou a invasão da PUC-SP por Erasmo Dias, em 1977.

e) Se o trânsito é cada vez mais caótico em São Paulo, raras são as ações destinadas a reformar a malha viária, revitalizar o transporte público e constituir um sistema inteligente e integrado de locomoção urbana. Os técnicos da Companhia de Engenharia de Tráfego ainda planejam suas ações conforme modelos da década de 60. A obsolescência no campo do conhecimento é a marca da gestão da CET.

f) Se o tráfego paulistano é um horror, confuso e mal gerido, o mesmo não se pode dizer da indústria de multas. Em 2009, foram arrecadados R$ 473,3 milhões, valor maior do que o orçamento de cinco capitais brasileiras. Só 62 municípios do Brasil recebem, entre todos os tributos, aquilo que o governo paulistano obtém com esse expediente punitivo.

g) Com esse valor, seria possível instalar 2 mil semáforos inteligentes (raros aqueles em perfeito funcionamento na cidade) e 40 terminais de ônibus.

h) Curiosamente, se falta dinheiro para a reforma dos equipamentos de controle de trânsito, sobra para a compra de radares e aplicadores de multas. Foram 105 novos aparelhos em 2009. E a prefeitura projeta a instalação de pelo menos mais 300 em 2010.

i) Se os radares estão atentos ao motorista, dispostos a lhe arrancar até o último centavo, também é certo que não há olhos para as máfias de fiscais nas subprefeituras, especialmente na coleta diária de propinas nas áreas de ambulantes. Em 2008, membros da alta cúpula da subprefeitura da Mooca foram protagonistas de um escândalo, logo abafado pela imprensa paulistana. Hoje, os esquemas de cobrança ilícita seguem firmes e fortes. Faturam milhões, à luz do dia, na região do Brás, da Rua 25 de Março e da Lapa, entre outros, conforme denúncias dos próprios camelôs.

7) Até para fugir, o paulistano pagará caro… Dá-lhe pedágio!

a) Alguns governantes tornam-se conhecidos por construir estradas. Outros, por lotá-las de pedágios e fazer a festa de seus apoiadores de campanha. É o caso de José Serra. Em média, um novo pedágio é implantado em São Paulo a cada 30 dias. O ritmo de inaugurações deve crescer em 2010. Somente nas estradas do litoral, o governador quer implantar mais dez pedágios.

b) José Serra desistiu temporariamente de sua ideia obsessiva de implantar pedágios também nas marginais do Tietê e do Pinheiros. O desgaste político poderia inviabilizar, de uma vez por todas, seu projeto de ocupar a presidência da República.

c) Fora dos centros urbanos, entretanto, a farra do pedágio continua. Em Engenheiro Coelho, na região de Campinas, por exemplo, uma família já precisa pagar pedágio para se deslocar de um lado a outro de seu sítio, cortado pela rodovia General Milton Tavares de Souza (SP-332). Agora, para cuidar do gado, os sitiantes precisam pagar a José Serra e seus amigos da indústria do pedágio. Nessa e em outras cidades, o cerco dos pedágios deixam “ilhados” moradores da zona rural e de condomínios habitacionais. Nem mesmo o “direito de ir e vir” é respeitado.

Como resgatar São Paulo

Nos últimos anos, São Paulo vem sendo destruída e seus cidadãos humilhados. Está perdendo seu charme e carisma. Aumenta-se a carga de impostos, ao passo que os direitos básicos do cidadão são negados pela autoridade pública.

Mas nada comove a imprensa surda, muda e partidarizada. As enchentes, o lixo acumulado, as obras inacabadas, o apagão no trânsito, a fábrica de analfabetos do esquema de “aprovação automática”, as máfias de propinas, a falta de segurança e a fábrica de multas não sensibilizam os jornalistas.

A ordem nas redações é botar a culpa na sorte, nas gestões anteriores ou em São Pedro. Nenhuma tragédia é atribuída aos governantes locais. Jamais.

Quando a cratera do metrô engoliu trabalhadores, pais e mães de família, a imprensa silenciou sobre a culpa daqueles que deveriam fiscalizar a obra.

E o prefeito Gilberto Kassab ainda se divertiu, transformando a tragédia alheia em piada. Nem a Folha nem o Estadão escreveram editoriais indignados sobre o episódio.

A imprensa também se fez de boba quando a ponte do Rodoanel desabou sobre a pista, destruindo veículos e ferindo pessoas.

Aliás, os jornais estampam enormes manchetes quando se constata qualquer atraso em alguma obra do PAC. Mas não encontram relevância no atraso das obras do Rodoanel.

Já são doze anos de embromação, casos de superfaturamento e destruição do patrimônio natural nos canteiros de obras.

Na Capital, José Serra e Gilberto Kassab criaram fama ao inventar a lei “Cidade Limpa”, uma restrição sígnica ao estilo “talebã” que deixaria os habitantes de Nova York e Tóquio perplexos.

Eliminaram praticamente toda a publicidade local e, automaticamente, canalizaram milhões e milhões de Reais para jornais, TVs, rádios e portais de Internet. Um golpe de mestres.

Portanto, aquele que sofre diariamente em São Paulo precisa urgentemente revisar seus conceitos políticos, reeducar-se para a leitura dos produtos noticiosos e mobilizar-se para viabilizar a urgente mudança. Se São Paulo pode ser salva, será você, paulistano sofrido, o artífice dessa proeza.

* Mauro Carrara é jornalista, paulistano, nascido no Brás, em 1939.

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87 comentários

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Bonifa

01 de junho de 2010 às 14h00

"Não temos plano… Não temos projeto…" A ideologia neo-liberal versão tucana baniu qualquer tipo de planejamento (menos o planejamento estratégico de aplicação imediata) como sendo coisa de "neo-bobos." Deixa sangrar.

Responder

PAULO ANGELO

01 de junho de 2010 às 01h58

"Cada povo tem o governo que merece!"

Responder

Carla

31 de maio de 2010 às 19h41

Sem contar que a grande amiga do Serra, beneficiária da calçada da fama (sic), parece ter mais dívidas trabalhistas que cabelo na cabeça. Mas ninguém fala disso. Já imaginaram ela ser amiga da Marta?

Responder

Carlos

31 de maio de 2010 às 17h16

"Mas nada comove a imprensa surda, muda e partidarizada. As enchentes, o lixo acumulado, as obras inacabadas, o apagão no trânsito, a fábrica de analfabetos do esquema de “aprovação automática”, as máfias de propinas, a falta de segurança e a fábrica de multas não sensibilizam os jornalistas.
A ordem nas redações é botar a culpa na sorte, nas gestões anteriores ou em São Pedro. Nenhuma tragédia é atribuída aos governantes locais. Jamais.
"Quando a cratera do metrô engoliu trabalhadores, pais e mães de família, a imprensa silenciou sobre a culpa daqueles que deveriam fiscalizar a obra.
E o prefeito Gilberto Kassab ainda se divertiu, transformando a tragédia alheia em piada. Nem a Folha nem o Estadão escreveram editoriais indignados sobre o episódio.
A imprensa também se fez de boba quando a ponte do Rodoanel desabou sobre a pista, destruindo veículos e ferindo pessoas.
Aliás, os jornais estampam enormes manchetes quando se constata qualquer atraso em alguma obra do PAC. Mas não encontram relevância no atraso das obras do Rodoanel."

A explicação pro silêncio cúmplica: "Eliminaram praticamente toda a publicidade local e, automaticamente, canalizaram milhões e milhões de Reais para jornais, TVs, rádios e portais de Internet. Um golpe de mestres."

Barões da mídia matam a galinha de ovos de outo: a credibilidade.
Pagarão caro.

(O artigo deveria ser repassado para todos os professores da rede pública de ensino.)

Responder

flavio cunha

31 de maio de 2010 às 15h16

Eu sempre comparo o paulista(evidentemente que há exceções), com o americano (aquele típico) que acha que o mundo gira em torno de si, é arrogante, desinformado, preconceituoso, e , sendo assim, perpetua no poder o que há de mais podre na política brasileira.

Responder

    carlos hely

    31 de maio de 2010 às 16h51

    Concordo plenamente!

Geraldo Chaves

31 de maio de 2010 às 14h09

Trabalho em São Paulo desde 2007 e sempre digo que essa é uma cidade DOENTE, em fase quase TERMINAL.
Não vejo a hora de sair daqui,…

Responder

Lili

31 de maio de 2010 às 13h10

Excelente texto!
Ontem, no Fantástico, a Globo mostrou uma reportagem sobre as mega cidades e fez um oba-oba em relação a SP. Só falou de coisas boas e minimizou os problemas. Mais parecia propaganda do que uma reportagem que deveria ser crítica. Ridículo! Não sou de São Paulo, mas moro aqui há um ano e meio e, sinceramente, acho uma cidade caótica, difícil de se viver por conta de todos esses problemas. Os que mais incomodam são: poluição sonora (terrível) e do ar, trânsito infernal, transporte público que deixa muuuuito a desejar (metrôs terrivelmente lotados e ônibus que demoram mt e igualmente lotados), as enchentes, etc. Hoje vejo a cidade como saturada e, a longo prazo, não me imagino vivendo aqui. O governo LULA vem fazendo uma coisa mt importante que é diminuir as desigualdades regionais. O Nordeste é uma das regiões que mais cresce no país e isso é importantíssimo para o Brasil. Agora, está ocorrendo o fluxo migratório no sentido contrário: de São Paulo para o Nordeste. E não é só nordestino que está voltando não, são paulistanos que estão indo morar lá!
PS: Sou nordestina de Fortaleza.

Responder

Carlos Alonso

31 de maio de 2010 às 11h44

Bem pessoal, eu sou uma das pessoas que preferiu sair de SÃO PAULO, por muitas razôes, falta de segurança, excesso de impostos, pedágios principalmente, e mais de 14 anos com estes desgovernantes. E ter que aguentar um prefeito desse que a cidade de SP têm ? tá de brincadeira, tenho vergonha na cara e a 1ª oportunidade que tive, saí bem depressa. Mas tenho certeza que a população de SP irá perceber o quanto estão cegas por admitir a continuação desses desgovernantes, as pessoas quando não aprendem pela razão, infelizmente aprendem pela dor. E quando SP mudar, nunca mais deixará políticos como estes que aí estão voltarem ao poder, mesmo com esta impressa nojenta.
Falo nojenta porque sei como funciona internamente a impressa paulista, pois trabalhei mais de 2 décadas em um jornal tradicional de SP.

Responder

J C Tavares

31 de maio de 2010 às 11h33

Hoje sinto vergonha de dizer que moro em São Paulo. E quando digo, trato logo de explicar que não participei dessa patifaria de manter a mentira desvovenando Sampa com a conivência sórdida do PIG.

Responder

Luciano Prado

31 de maio de 2010 às 11h00

Só o paulista está certo, os outros 84% estão errados.

Responder

ODEMAR LEOTTI

31 de maio de 2010 às 10h54

OBSERVAÇÃO: Os três textos por mim colcados são um só e deve ser lidos de baixo para cima pois ficaram quebrados da forma como estão.

Responder

Jairo_Beraldo

31 de maio de 2010 às 10h42

Ontem (30/05), no programa band Canal Livre, foi recebida a presença ilustre da paulista governadora do RS, Y. Crusius. Vendo enquanto aguentei, lá o PSDB tem livre raciocínio, até param de perguntar, quando eles querem fazer algumas considerações. Semana passada, o entrevistado, foi Jaques Wagner, e só se deu uma entrevista interessante, que assisti toda, porque ele é um gentleman…sempre sendo interrompido, se calava, esperava a matilha ladrar, e na categoria de um grande negociador, respondia de forma ainda mais ponderada, para desespero dos bonecos trolólós.

Responder

bene

31 de maio de 2010 às 11h53

E o paulistano trouxa vota no PSDB porque acha que eles são cheirosos…

Responder

Antonio CArlos

31 de maio de 2010 às 11h38

Que reportagem exagerada. São Paulo, como dizia Getúlio Vargas é a locomotiva que puxa todos os outros Estados. Obviamente isto tem um preço. Esta situação apresentada neste infeliz artigo, representa a situação em todo o Brasil.
Dizer que SP fede é um verdadeiro insulto.
São Paulo, ao contrário de outros Estados abriu as portas para todos os brasileiros. Gente que morria de fome veio para SP e hoje consegue viver.
Prezado jornalista, você precisa conhecer um pouco de SP. Vá ao Bairro da Móoca, ao Bexiga, e muitos outros, e você vai ver que SP está 24 horas no ar pronto para atendê-lo. O povo paulista é um dos mais solidários do Brasil.

Responder

    Carlos

    31 de maio de 2010 às 13h12

    Leia lá no final do artigo:
    * Mauro Carrara é jornalista, paulistano, nascido no Brás, em 1939.

    Nascido no Brás. Em 1939.
    Viu, mano?

    Ricardo Simões

    31 de maio de 2010 às 10h54

    Pô, Antonio, quero conhecer essa sua São Paulo, porque faz trinta anos que eu moro em uma muito mais parecida a do Mauro Carrara.

    Elias São Paulo SP

    31 de maio de 2010 às 12h29

    Antonio Carlos, você não entendeu nada. Mauro Carrara apresentou o caos de uma mesa mal servida e você só soube dizer: o ravioli ‘tá bão'.

    Luis Armidoro

    31 de maio de 2010 às 15h09

    Solidário sim. De tanto consumir esta estupidez neo-liberal (um troço tão nocivo que estragou até as relações humanas), o paulista, se vê um cara se afogando, pisa na cabeça para afundá-lo de vez. Apesar de nascido aqui, não vejo a hora de ir embora deste inferno e ficar longe desta sociedade mesquinha, egoísta e consumista

    Angelo

    31 de maio de 2010 às 21h33

    Antonio
    Realmente Sao Paulo recebeu muitos Brasileiros como escreveu voce, com fome e procurando melhorar de vida
    mas faz 18 anos que eu ouço que á culpa e de Nordestino, pobre e migrantes que destruirão Sao Paulo e nao
    os Porcarias de politicos que estão no poder este tempo todo.
    Por issso o Sr Mauro Carrara acertou completamente no texto acima Parabens Sr Mauro…

ODEMAR LEOTTI

31 de maio de 2010 às 07h33

povo brasileiro e especificamente o dessa província chamada São Paulo que para falar do fundo de meus sentimentos de historiador, você e seus patrões proporcionaram uma situação social em problema psicanalítico que deixaria pasmo qualquer pensador freudiano. Veja a senhora que sou um paulista de nascimento radicado em Mato Grosso e que vim à cidade de Assis fazer meu doutorado em História e, voltando ao freudismo pensante, voltei também às memórias de minha primeira infãncia passada em Rio Preto.

Responder

ODEMAR LEOTTI

31 de maio de 2010 às 07h32

A senhora sabe por ventura de onde provém o poder que legitima à sua fala tanto espaço na mídia? Não sabe? se não sabe talvez isso faça com que nos sufoque o bom humor com tantas palavras vazias porém carregadas de um poder nefasto dos irresponsáveis esquizofrênicos que por sua própria esquizofrenia, que mistura discurso moralista com encobertamento de tanta corrupção e abuso de autoridade com discursos vazios que intoxicam a mente do trabalhador

Responder

ODEMAR LEOTTI

31 de maio de 2010 às 07h30

SANDRA CUREAU. À primeira vista um comentário bem humorado pode parecer falta de seriedade com tão grave assunto que a senhora proporcionou. Mas a partir desse artigo, casa a senhora tenha lido, é impossível, eu como tantos pais de família que levanta cedo para atender ao mundo do trabalho que a senhora defende com tanta veemência ficamos perplexos ou mesmo indignados pelo ultraje de suas palavras.

Responder

SérgioFerraz

31 de maio de 2010 às 04h50

O pior é que o texto de Mauro Carrara é um retrato fiel de SP atualmente. Conseguiram acabar a pujança do nosso Estado e com o orgulho dos paulistas.

Cuidado Brasil !
Maldita direita e seu representantes (jornalistas do PIG).

Responder

Augusto

31 de maio de 2010 às 02h51

"Eliminaram praticamente toda a publicidade local e, automaticamente, canalizaram milhões e milhões de Reais para jornais, TVs, rádios e portais de Internet. Um golpe de mestres."

Se eu não me engano, São Paulo é a única cidade que eu conheço que não tem publicidade.

Responder

Eduardo

31 de maio de 2010 às 01h42

"Eliminaram praticamente toda a publicidade local e, automaticamente, canalizaram milhões e milhões de Reais para jornais, TVs, rádios e portais de Internet. Um golpe de mestres."

Caraca Azenha, só agora que me caiu a ficha… mas que puta estratégia!!! Sórdida e canalha, mas que explica o apreço especial ao candidato vampiro.

Responder

    eduardo

    31 de maio de 2010 às 12h28

    Xará, tem mais coisa aí. Depois do primeiro turno de 2002, a campanha de José Serra para presidente tinha uma dívida de dois milhões de reias com a Central de Outdoors. Sem garantia de pagamento, e com atasos de outras campanhas, o grupo resolveu não fazer mais fiado para o tucanato. O que se viu foi um segundo turno com cartazes apenas da oposição.
    A vingança veio dois anos depois, com o caloteiro na prefeitura.

    Eduardo

    31 de maio de 2010 às 14h09

    Caramba! Quanto mais se aprofunda nessa história mais lama aparece!!!
    E cada a mídia pra investigar e levar a tona esse caso dos outdoors???
    Como disse antes só agora me caiu a ficha dessa medida da "cidade limpa" (limpa dos outdoors, por que do lixo e da corrupção está pior a cada dia….

Malu

31 de maio de 2010 às 01h30

Moro no Vale do Paraiba, não pensem que aqui é muito diferente de Sampa não. Violência um absurdo. Escolas Estaduais péssimas. Saude o caos. A sorte é que temos Lula presidente e os salários melhoraram bastante, não fosse isso estaríamos perdidos.

Responder

    Edu

    31 de maio de 2010 às 03h17

    Então, aqui no Litoral Norte é a mesma coisa, e a Vanguarda, que é do Boni, que mandava na globo, não mostra muita coisa e ainda arma aqueles propgaramas com o serra, comprovando o que o jornalista aí fala no texto, que a imprensa não mostra o que se precisa saber

rita

30 de maio de 2010 às 20h30

o desespero não é apenas dos paulistanos. é minha. sou paulistana, mas támbém sou paulista…

Responder

André

30 de maio de 2010 às 22h35

Ainda tem a questão da Copa de 2014, onde a cisma dos privatistas governantes de São Paulo em colocar os jogos num estádio privado (com dinheiro público, claro!), além de tirar a abertura da Copa, pode tirar mesmo São Paulo da fase final da Copa…dá-lhe competência!

Responder

Rosamaria Costa

30 de maio de 2010 às 19h10

A Safadeza da "campanha antecipada" tem um nome. Leio na revista Época pg 53, desta semana. "incomodado com as declarações da vice-procuradora da Justiça Eleitoral, SANDRA CUREAU, que aventou a hipotese teórica de negar registro à candidatura de Dilam Rousseff em função de infranções à legisção, um Minisro do Supremo Tribunal Federal já manisfestou a colegas o receio de que tantoa agressividade seja uma tentativa de GANHAR espaçõ num eventual governo Serra. "Ninguém pode pensar em impedir uma candidatura com apoio da população por causa de infrações que devem ser punidas com multas, diz o Magistrado.
Lembrem desse nome SANDRA CUREAU<<< São mulheres que não acreditam nas mulheres.

Responder

Gerson Carneiro

30 de maio de 2010 às 18h37

Há uma coisa cômica nessa relação gestão tucana e problemas do trânsito na cidade de São Paulo: é aquela ponte estaiada. Aquilo sintetiza bem o modelo de gestão do PSDB em São Paulo. É um monumento à gestão de aparências.
Uma obra faraônica que em nada resolveu a questão do trânsito. Uma ponte mais simples e mais barata resultaria no mesmo efeito prático para o trânsito. Tanta suntuosidade, coincidência ou não, logo ali em frente ao terreninho que a Globo ganhou de presente do Serra. E a denominação da ponte completa a comicidade (não pelo personagem homenageado em si, mas sim pelo tom de agraciação ao referido "sistema desonesto de blindagem e proteção dessas pessoas ("gestores" tucanos) pelos veículos de comunicação"): Otávio Frias de Oliveira.

Responder

    Gerson Carneiro

    30 de maio de 2010 às 19h00

    "Aparências, nada mais,
    Sustentaram nossas vidas
    Que apesar de mal vividas têm ainda
    Uma esperança de poder viver
    Quem sabe resbuscando essas mentiras
    E vendo onde a verdade se escondeu
    Se encontre ainda alguma chance de juntar
    Você, o amor e eu"

    Aparências – Márcio Greyck – Composição: Cury – Fatha

    frido

    30 de maio de 2010 às 20h32

    Os homens não se interessam pelo que as mãos fazem e sim pelo que os olhos veem

    Maquiavel

    Regina

    31 de maio de 2010 às 11h29

    Detalhe: a ponte 'Otávio Frias' dá acesso à 'av. Roberto Marinho'

    Gerson Carneiro

    01 de junho de 2010 às 01h21

    É Regina,

    Eu sei que esse encontros
    Por acaso
    São coincidências demais …

    E tantos elogios
    Por acaso
    São coincidências demais …

    Sem Vergonha – Barão Vermelho

Tulio

30 de maio de 2010 às 17h37

a empresa que trabalho quer que eu me mude pra são paulo…

depois desse post, tô achando melhor procurar outro emprego aqui em beaga.

Responder

    dukrai

    31 de maio de 2010 às 15h29

    véi, falaram a mesma coisa pro meu vizinho, isso é que é sinuca de bico

voxetopinio

30 de maio de 2010 às 16h10

Pegue São Paulo, amplie para o país todo, eleve no mínimo ao cubo… Essa imagem do caos é Serra presidente.

Responder

Fátima Sousa

30 de maio de 2010 às 14h54

"Demorô" eu já saí fora! Amo Sampa, mas estou morando em Santos há 6 meses. Aqui também é um reduto tucano, mas como diria o poeta: "aqui tem brisa" !

Responder

Julio Silveira

30 de maio de 2010 às 14h44

São Paulo tem o direito de ser o que quiserem, se gostam de cidade cinza, que curtam.
Se gostam de Pink e de Jenio, que curtam.
Se gostam do cheiro de esgoto misturado ao perfume frances, que curtam,
Se gostam de filas quilometricas de seus inacabaveis congestionamentos, que fiquem,
Se gostam de seus alagamentos, de sua criminalidade promiscua, de seus tuneis de areia, de suas pontes de mesmo material que fiquem. De suas soluções pedagiadas que curtam. Agora por favor não queiram exportar esse masoquismo para o Brasil.

Responder

    Marat

    30 de maio de 2010 às 15h47

    Júlio, esse trecho: "Se gostam do cheiro de esgoto misturado ao perfume frances, que curtam" dá bem o tom de muitops de meus compatriotas, hipócritas como sempre!

Marat

30 de maio de 2010 às 14h27

Dou razão ao Carrara. Pena que só fiz a cabeça de umas 25 ou 30 pessoas, para deixar de votar nesses malandros… Mas contínuo em meu hercúleo esforço. Espero que os demais façam o mesmo!
Nossa cidade está um lixo, há muitos anos. É muita corrupção, incompetência e feudalismo num só local!

Responder

Daniel D. Pereira

30 de maio de 2010 às 13h38

Rapaz, a coisa é braba.
Mauro Carrara, que feliz esta sua matéria.
Será que o cidadão paulistano é tão míope assim, que enxergam estes fatos?
Uma turma desta não pode governar o Brasil. Seria um desastre total para a nação brasileira.

Responder

carrara » Twitter Trends

30 de maio de 2010 às 13h19

Mauro Carrara: O desespero dos paulistanos….

Responder

Carlos Marques

30 de maio de 2010 às 13h01

O cidadão paulista é um enigma para mim. Quanta operosidade em seu estilo de vida, mas quanta falta de cultura e consciência políticas ! Historicamente, como explicar Ademar de Barros, votação maciça no rinoceronte Cacareco e no Collor, Jânio, Quércia, Maluf, Pitta, e o domínio duradouro do que há de pior no tucanato ? É um enigma também que políticos tão dignos como foram Montoro e Covas não tenham deixado qualquer herdeiro ou legado políticos. A doutrina social-democrata que inspirou o PSDB foi completamente descaracterizada, pefelização por inteiro, resultando no que há de mais funesto na política brasileira.

Responder

João

30 de maio de 2010 às 12h45

Adorei o texto! Claro, sintético, mostra o que se tornou São Paulo.
Vou enviar para meus contatos da internet, embora eu não seja de São Paulo.

Responder

Druida

30 de maio de 2010 às 12h34

Incrível! O Mauro Carrara nem precisou citar mais um espantoso descaso — o fato de o Tietê ter ficado sem dragagem por pelo menos três anos, de 2006 a 2008, e a dragagem atual não alcança um terço do que o rio acumula por ano — para liquidar de vez o desgoverno do tucanato em SP. Mas os paulistas votam compulsivamente em tucanos, agora argumentando que não têm alternativa!! Por que? Tucano vicia, por acaso? Não no resto do Brasil. É preciso uma mudança, mesmo com os riscos de se ter um governo pior (não creio) e mobilizar-se para bater de frente com essa incrível irresponsabilidade, seja qual for o novo governo.

Responder

Thiago Leal

30 de maio de 2010 às 12h15

Bom texto. Seria ótimo se não fosse tão enviesado pelo fetichismo automotivo do autor, que além de desconsiderar a impermeabilização da cidade como resultado também do excessivo asfaltamento, encara como um dos principais problemas de São Paulo o "trânsito" e não o "transporte". Essa escolha de palavras é evidente e confirmada por outras passagens como o empenho em tratar do assunto das multas, o "medo de perder o carro" em pontos de alagamento e um parágrafo inteiro (o de número 7) sobre pedágios.

Apenas para deixar registrado, porque sei que todos aqui sabem disso: o trânsito é apenas uma parte muito pequena de um problema maior que é o do transporte. Uma cidade com 10 milhões de pessoas que tem 6 milhões de carros não evidencia somente um problema de trânsito. Também não evidencia meramente um governo historicamente despreocupado com transporte coletivo. Mas mostra uma cidade cujo pensamento é o de favorecer o transporte individual. Aqui tudo é individualizado; coletivo é sinonimo de pobreza, indignidade, gente fedorenta. Por isso a população votou em figuras malufescas que ampliavam marginais (o que em si já é uma aberração em engenharia – fazer pistas na várzea de rios…), levantavam minhocão, abriam "Águas Espraiadas"… votou também em PSDB de Rodoanel, em Kassab de Ponte Estaiada… obra sempre dá muito apelo em eleições, a gente ouve… mas que obras são essas? São obras viárias, quase sempre. Marta fez CEUs (e também Bilhete Único…) e não adiantou para ela. Hospitais e escolas ficam com seu uso restrito ao interior daquelas paredes. Mas pontes, viadutos, pistas… sempre tem carro passando por ali, sempre parece bem ocupada, bem útil. Afinal, se novas pistas abrem, sempre, e o metro anda naquele ritmo de transito paulistano, o esquema deve ser aproveitar o IPI reduzido e comprar um carro mesmo. Ou dois, pra não ser pego pelo rodízio… (enquanto isso a indústria automobilística adora esse incentivo do governo. Esse e outros também. Ela recebeu quanto do Serra mesmo? O bail-out paulista na crise foi de quanto mesmo? Não me lembro… 4bi talvez?).

Francamente; para mim, a reforma da malha viária deveria passar por uma redução dela. Ou melhor: todas as verbas para isso deveriam ser revertidas completamente para transporte coletivo. Para ser cidadão em São Paulo, é preciso do pré-requisito "automóvel". Se voce não tem carro, é cidadão de segunda classe. Nos semáforos, nos cruzamentos, nas faixas e mesmo na ausencia delas, o carro sempre se joga em cima do pedestre, o pedestre sempre precisa esperar que o mais forte e quem vai chegar antes no destino passe primeiro. As calçadas não são feitas para as pessoas andarem, mas para os carros entrarem nas garagens…

"Trânsito". Se onibus pega trânsito é por falta de corredores. Às vezes mesmo com corredores, ainda tem trânsito, porque carros não respeitam. Metro não pega trânsito, mas onde tem metro? Por acaso já avaliaram as propostas de expansão da rede? A periferia continuará periferia, isolada, engargalada para entrar na "verdadeira" cidade, que é o centro expandido. Depois, quando tiverem um tempo, vejam quantas estações de metro ficarão fora desse perímetro. Para a massa trabalhadora, lotação e onibus sucateados, e no máximo a reedição do Fura-Fila. Nada de metro. E, ademais, com tanto asfalto e avenida, por que temos tão poucos corredores de onibus?

Enfim, apenas toquei no assunto sem muito compromisso, só para mostrar como o problema do "trânsito" é algo pequeno perto do problema do "transporte". E como eu acho lamentável a escolha daquele em vez deste como um dos "grandes problemas de São Paulo". Em todo o resto, o texto está bom, muito bom. Mas nesse ponto, deixou muito, muito a desejar.

Responder

    Leider_Lincoln

    30 de maio de 2010 às 16h39

    Belissima intervenção, Thiago. Realmente esclarecedor: é o motivo pelo qual volto várias vezes a cada post do Viomundo, se posso fazê-lo. No mais das vezes muitos comentários são bastante enriquecedores.

    Gerson Carneiro

    30 de maio de 2010 às 18h19

    Thiago, talvez no entusiasmo de escrever o Mauro não tenha atentado para essa distinção "Trânsito/Transporte". São tantos os problemas que selecioná-los e definí-los em um artigo é difícil. Eu acho que o teu texto, oportuno, complementa o dele.

    Carlos

    31 de maio de 2010 às 13h20

    No transporte, a orientação deve ser: criar facilidades para o coletivo e dificuldades para o individual.

chico zé

30 de maio de 2010 às 12h12

Prezados,
A solução é mais fácil do que parece. Em outubro, 13 CONFIMA.

Responder

O Brasileiro

30 de maio de 2010 às 11h57

O que é bom (?) pra São Paulo, não é bom para o Brasil!
E vice-versa?

Responder

Druida

30 de maio de 2010 às 11h48

Incrível! O Mauro Carrara nem precisou citar mais um espantoso descaso — o fato de o Tietê ter ficado sem dragagem por pelo menos três anos, de 2006 a 2008, e a dragagem atual não alcança um terço do que o rio acumula por ano — para liquidar de vez o desgoverno do tucanato em SP. Mas os paulistas votam compulsivamente em tucanos, agora argumentando que não têm alternativa!! Por que? Tucano vicia, por acaso? Não no resto do Brasil. É preciso uma mudança, mesmo com os riscos de se ter um governo pior (não creio) e mobilizar-se para bater de frente com essa incrível irresponsabilidade, seja qual for o novo governo.

Como paulista adotado há 30 anos pelos cariocas, não consigo crer que meus conterrâneos irão votar de novo nesse tipo de continuismo.

Responder

Milton Hayek

30 de maio de 2010 às 11h33

Cuidado,Azenha!!!Tem gente copiando seu plano de padarização do Brasil:

"……d) Criou-se informalmente um sistema de “padarização” das patrulhas. Normalmente, os agentes da lei se mantêm na porta de uma padaria ou mercado, reduzindo drasticamente as rondas pelas áreas internas dos bairros. De certa forma, acabam se tornando uma guarda particular dos comerciantes locais. Esse fenômeno atinge não somente a periferia da Capital e de outras grandes cidades, mas também os bairros de classe média".

Eu sabia que o azenhismo vermelho é insidioso.Agora até a polícia entra nesse plano sórdido para mudar a bandeira do Brasil para a bandeira do Vasco da Gama.Eu sou vascaíno,Azenha,mas não posso concordar com mais esse bacalhau ideológico que você lança na nossa impoluta imprensa.
Confesse,Azenha.Esse Leider Lincoln também faz parte do Plano Bacalhau Vermelho,não é????????????

Responder

    Carlos

    31 de maio de 2010 às 10h22

    "bacalhau ideológico"

Carlos

30 de maio de 2010 às 11h13

Belo texto, infelizmente o paulistano pensa diferente do resto do Brasil. Mas um dia eles vão mudar de opinião, e essa corja de politico bandidos que governa esse estado vai desaparecer.

Responder

Messias Macedo

30 de maio de 2010 às 10h56

“Pobre gosta é de ver festa de rico.” Amaury Junior, virtual paulistano do ‘Cansei’!

República Desta Direitona ‘Abestada’
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

Responder

Messias Macedo

30 de maio de 2010 às 10h47

SOBRE AUTOCÍDIO!

Os olhos gordos
do José (S)erra
ocultam
– da calva –
o decoro

Os olhos gordos

e a cegueira da sensatez

Os olhos gordos
devoram…
autocídio!

Messias Franca de Macedo
Feira de Santana, Bahia, República de Nós Bananas

Responder

Messias Macedo

30 de maio de 2010 às 10h47

DECIFRANDO O PIG DOMINICAL!

I- Serra defende ação "mais agressiva" do Brasil no comércio internacional

LEITURA: “mais agressiva” significa dizer, entre outras coisas, (S)ERRAr relações com os países vizinhos!

II- A maioria (51%) dos simpatizantes do PSDB no Brasil se diz de direita, segundo pesquisa Datafolha realizada em 20 e 21 de maio, com 2.660 pessoas em todo o país.

LEITURA: está explicada a ‘MAIS’ agressividade acima citada

FONTE: manchetes em destaque da Folha online

República Destes Bananas de Sempre os Mesmos(!)
Bahia, Feira de Santana,
Messias Franca de Macedo

Responder

Messias Macedo

30 de maio de 2010 às 10h45

[JOSÉ] (S)ERRA, O LOBO EM PELE DE LOBO!

… Ontem 29/05/10), em Cuiabá, dando curso à sua reencarnação de Moreira Franco – que nos anos 80 se elegeu prometendo “acabar com a violência em seis meses” – , Serra seguiu a risca a recomendação de alguma pesquisa qualitativa que revelou o óbvio (a preocupação pública com o tráfico de drogas) e voltou a martela na tecla em que vem batendo desde que chamou o presidente boliviano Evo Morales de “cúmplice” do narcotráfico.
Só que agora foi abertamente para cima de Lula: “”O presidente da República é o culpado pela falta de segurança, porque ele é o corresponsável”. E emendou isso com uma declaração tão dúbia quanto idiota: “parece que virou política de governo mandar cocaína para acabar com nossa juventude”…
Por Brizola Neto – http://www.tijolaco.com.br

República Deste Banana Lobo em Pele de Lobo, candidato da vez da DIREITONA OPOSIÇÃO AO BRASIL
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

Responder

Leider_Lincoln

30 de maio de 2010 às 13h34

Tudo calúnia! Com excessão do tráfego, do tráfico, do trânsito, dos pedágio, das organizações criminosas, das polícias que atiram entre si e deixam ladrões roubarem delegacias, dos policiais que matam inocentes na frente de suas mães em um dia e na semana seguinte estão nas ruas, da educação, da saúde, dos hospitais públicos privatiados, do declínio econômico, da poluição, da sujeira, do lixo, do abandono, do massacre cruel à população de rua, da cracolândia, das enchentes, da baixíssima geração líquida de empregos, da crise no sistema estadual de ensino superior, do metrô que cai em buracos, do rodoanel que se desmonta, da ponte que só suporta ventos de 6 quilômetros por hora, da Alston, da assinaturas milionárias de revistas e jornais, da violência geral e generalizada, São Paulo é o estado mais bem administrado do país, sem dúvida!
Temos que colocar o jênio autor da obra na presidência do nosso pais, para que tenhamos no país inteiro as mesmas maravilhas que apenas os paulistanos e paulistas têm! Não passe inveja! Quer desfrutar do excelente modelo gerencial paulista, sob o qual infelizmente vivemos apenas os oito maravilhosos anos de 1994 a 2002?
Vote no Engenheiro Economista José Chirico Serra, do PSDB da locomotiva: o número dele é 45! Ele é muito competente e tão modesto que até esconde os seus diplomas! Com ele o Brasil pode mais! Pode ser como São Paulo!!! Querem mais?!?

Responder

    Gerson Carneiro

    30 de maio de 2010 às 18h45

    Muito obrigado. Fico com a minha Bahia, apesar de judiada por décadas nas garras de Toninho Malvadeza.

Messias Macedo

30 de maio de 2010 às 13h24

ENTENDA O BIRUTA DE AEROPORTO! OU O LOBO EM PELE DE CORDEIRO!

Ele voltou!
maio 30th, 2010 às 9:43
A gente falou aqui, e não deu outra. O Serra de sempre está de volta! Tirou o “modelito” lulista que seu marqueteiro Luiz Gonzalez tinha preparado, que estava produzindo pérolas inesquecíveis de cinismo, como aquela de dizer que Lula estava “acima do bem e do mal” e partiu para o velho e furibundo discurso direitista, na versão “sem fantasia”.
Ontem, em Cuiabá, dando curso à sua reencarnação de Moreira Franco – que nos anos 80 se elegeu prometendo “acabar com a violência em seis meses” – Serra seguiu…
Em http://www.tijolaco.com – blog ‘tijolaço’, ínclito e impávido Brizola Neto

República Deste Banana Biruta de Aeroporto, Lobo em Pele de Cordeiro, candidato da vez da DIREITONA OPOSIÇÃO AO BRASIL
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

Responder

Messias Macedo

30 de maio de 2010 às 13h23

ENTENDA O BIRUTA DE AEROPORTO! OU O LOBO EM PELE DE CORDEIRO!

Serra na encruzilhada

… Mas também pode optar por uma desconstrução mais incisiva de Dilma. Há tucanos e, sobretudo, aliados do DEM e do PPS que gostariam de uma campanha mais agressiva contra Lula e Dilma. O problema é que Serra não tem como fazer isso sem atacar Lula, que voltou ao índice de popularidade recorde no Datafolha _76% de ótimo/bom…

O “recado” foi dado por Kennedy Alencar “da Folha” [dos Frias da ditabranda!] em 22/05/2010!

NOTA: ‘obedece quem tem juízo!’ Senão vejamos:

Responder

Eduardo Lima

30 de maio de 2010 às 13h19

E como se explica que os paulistas continuem elegendo os candidatos do PSDB para o governo de São Paulo? Poxa gente, os paulistanos precisam fazer uma autocrítica também, né?

Responder

    Jairo_Beraldo

    30 de maio de 2010 às 11h14

    Paulista é chique…só vota na direita!

    Gerson Carneiro

    30 de maio de 2010 às 18h58

    "Graciiiiinha"

    (sem querer copiar uma paulista muito famosa, e CANSADA, que fez campanha até para o finado Pita)

    @marisps

    30 de maio de 2010 às 23h03

    Não, não, não! Não generalize! Sou paulistana e nunca, "nunquinha" mesmo, dei meus votos para a direita!

    Gerson Carneiro

    31 de maio de 2010 às 00h08

    Então é porque você não é "chique" rsrsrs

    @marisps

    01 de junho de 2010 às 20h45

    Ichi! Descobriu que sou da massa do budum!

    Gerson Carneiro

    01 de junho de 2010 às 21h42

    rsrsrs você não pertence à "massa cheirosa". Não, definitivamente: não.

    Mas num se apoquente: eu, Berardão, Leider, dukrai, Voxetopinio, Marat, e mais um monte, tamo juntos e misturados. (tu tá junto, não tá desamparada. É nóis!).

Fernando

30 de maio de 2010 às 13h12

Este texto deve e/ou deveria ser distribuído no centro de São Paulo, é uma compilação da "ficha corrida" ou "capivara", como se diz no jargão policial, desta quadrilha que desgoverna São Paulo durante 16 anos, mas vamos ser justos, o paulistano merece.

Responder

Messias Macedo

30 de maio de 2010 às 12h44

[O CANDIDATO *JOSÉ (S)ERRA ESTÁ DESCONSTRUINDO… O PIG II! Senão vejamos:]
*o candidato José Ferra a Nação, que prometeu criar o Ministério da Segurança Pública!]
O pior resultado de Serra
EPÍLOGO

A explicação oficial é de que a *crise econômica está por trás desses números. Até pode ser, em parte. Estudiosos dizem que falta entrosamento entre as policiais civis e militares –ou seja, gestão.
O fato é que a segurança é o maior telhado de vidro de Serra nesta sucessão presidencial.

FONTE: Gilberto Dimenstein, Folha de São Paulo

ADENDO NOSSO: *crise econômica?! ‘A marolinha’ explica a tragédia da província de SUMPAULO do governador José (S)erra?!
Além de ‘bananas’, querem nos fazer de ‘trouxas´!

República Deste Banana Galhofeiro/Aventureiro, candidato da vez da DIREITONA OPOSIÇÃO AO BRASIL
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

Responder

Messias Macedo

30 de maio de 2010 às 12h44

[O CANDIDATO *JOSÉ (S)ERRA ESTÁ DESCONSTRUINDO… O PIG II! Senão vejamos:]
*o candidato José Ferra a Nação, que prometeu criar o Ministério da Segurança Pública!]
O pior resultado de Serra
02/02/2010

O pior resultado de toda a gestão Serra está num emaranhado de números publicados no "Diário Oficial": o aumento da violência, especialmente de roubos, comparando-se 2009 com o ano anterior. Foi batido o recorde de roubos no ano passado, com 257 mil registros.
Pioraram, no Estado, além dos indicadores de roubo, os de latrocínio (roubo seguido de morte), de sequestros, de furtos e de assassinatos –os homicídios só não foram piores porque o índice caiu na capital e na região metropolitana.

Responder

    Jairo_Beraldo

    30 de maio de 2010 às 11h15

    Claro que a vaga de vice é um problema para a campanha do pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra. Mas encontrar o discurso parece ser um problema ainda maior.

@rldigital

30 de maio de 2010 às 12h42

Nota 1000 para o texto de Mauro Carrara.

Fundamental enviá-lo por e-mail aos nossos parentes e amigos.

Sugiro, inclusive, que não envie o link, mas o próprio texto, para garantir que, pelo menos, ele estará no computador do remetente.

Acorde, paulistano!! Saia da matrix midiática!!

Responder

Cecília

30 de maio de 2010 às 12h11

Só que o povo dos Jardins, Perdizes, Pinheiros, Morumbi, Brooklin, etc.. não pensam como você. Acham que o governo Serra/Kassab é ótimo.

Responder

    rita

    30 de maio de 2010 às 22h31

    só que a violencia está chegando nos bairros chiques. quem sabe mudaram de ideia…

Tweets that mention Mauro Carrara: O desespero dos paulistanos | Viomundo - O que você não vê na mídia -- Topsy.com

30 de maio de 2010 às 09h03

[…] This post was mentioned on Twitter by Aparecido, Dilma 13. Dilma 13 said: Desgoverno, caos e sofrimento humano na degradada São Paulo http://bit.ly/cObi8B […]

Responder

Marcos

30 de maio de 2010 às 11h58

Pronto, está tudo aí.

E o engraçado que eu, mesmo não conhecendo São Paulo, vejo que os problemas não são causados pela chuva e pelos migrantes.

Responder

Luis Armidoro

30 de maio de 2010 às 10h59

Azenha, Mauro e camaradas do blog:

É dificil encontrar palavras para elogiar este texto sensacional. Deveria ser distribuído atodos habitantes de SP, para que saiam das trevas tucanas e vejam a Luz

Responder

Luiz Rogerio

30 de maio de 2010 às 10h06

E vai continuar por muitos e muitos anos, dá-lhes Alkmin…

Responder

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