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Professoras que estudaram 200 edições do Jornal Nacional mostram como cena de avião marcou operação de “silenciamento” do ex-presidente Lula
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Professoras que estudaram 200 edições do Jornal Nacional mostram como cena de avião marcou operação de “silenciamento” do ex-presidente Lula


02/10/2018 - 12h23

por Conceição Lemes

Ângela Carrato é jornalista e professora do Departamento de Comunicação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Eliara Santana, também jornalista, doutoranda em Estudos Linguísticos pela PUC Minas/Capes.

Desde janeiro, quando o Tribunal Regional Federal da 4.a Região (TRF-4) condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, elas estão debruçadas sobre as edições diárias do Jornal Nacional, da Rede Globo.

Objetivo: observar os movimentos de produção de sentido e a construção de estratégias discursivas para compreender como seriam trabalhadas em um ano eleitoral no cenário pós-golpe.

Aa duas pesquisadoras já analisaram mais de 200 edições do JN, e observaram que:

*A partir do período inicial do julgamento, houve exposição crescente e diária do ex-presidente, sempre no quadro da corrupção.

*Em abril, com a prisão, detectaram movimento oposto: o silenciamento, apagando Lula não apenas do noticiário, mas da vida política brasileira.

Se antes a superexposição visava mostrar que tudo de ruim era culpa da política e dos políticos, agora a ausência de Lula objetivava reforçar um candidato de extrema-direita, fascista, que “não é político”, mesmo estando na política partidária há quase três décadas.

*Em junho/julho, com a proximidade das eleições e a subida crescente de Lula nas pesquisas de intenção de voto, há um novo movimento nas edições diárias do JN: o ex-presidente reaparece no noticiário, mas sempre em matérias enviesadas pelo tema corrupção.

Uma imagem que retrata bem esse movimento do JN é a imagem no topo deste post.

Toda vez que William Bonner ou Renata Vasconcelos fazem menção a Lula e ao PT aparece, ao fundo, essa imagem vermelha, com um duto de esgoto do qual saem notas de dinheiro.

Para as pesquisadoras, uma associação simbólica gravíssima, porque toda vez que o PT colocar suas bandeiras vermelhas em cena, o telespectador vai associar à corrupção.

Ângela Carrato e Eliara Santana divulgam, com exclusividade ao Viomundo, os resultados iniciais do estudo em andamento.

Eles serão apresentados em quatro atos.

ATO 1: SILENCIAMENTO DE LULA, O CANDIDATO INDESEJADO 

por Ângela Carrato e Eliara Santana*, especial para o Viomundo

CONTEXTO

Desde janeiro de 2018, quando iniciamos esta pesquisa, já analisamos mais de 200 edições do Jornal Nacional à procura de padrões que pudessem indicar o comportamento da cobertura jornalística do principal veículo da Rede Globo, como ator que se posiciona no campo político, na disputa de poder.

O nosso estudo não avalia apenas os elementos objetivos — duração das matérias, pertinência das fontes ouvidas, presença do contraditório.

Atenta também ao que é dito, como é dito, por quem é dito, pois são aspectos igualmente importantes numa análise com esse perfil.

Vale dizer: entonação de voz, fisionomia da pessoa, vestuário, contexto em que a pessoa fala, cores predominantes na cena, entre outros detalhes. Tudo isso importa e muito.

É importante observar, ainda, que pesa muito o modo como as informações/notícias são organizadas e apresentadas para os telespectadores.

O resultado dessa empreitada é que pudemos verificar, na análise, que há padrões internos claros na cobertura, bem como mudanças estratégicas neles, de acordo com o cenário e as ênfases que a edição pretenda dar.

A mídia, em especial a televisiva (principal fonte de informação do brasileiro, em que se destaca o Jornal Nacional, com cerca de 70% de audiência), é um poderoso elemento que atua na forma como as pessoas passam a perceber a realidade.

Percepção que se torna fundamental para, num momento seguinte, se posicionarem sobre essa mesma realidade.

Ressaltar esse aspecto é essencial, tendo em vista a divergência reinante entre os estudiosos da mídia.

De um lado, aqueles que defendem que a mídia manipula a compreensão do público sobre os fatos, valendo-se para tanto de várias técnicas, entre elas o agendamento (agenda setting).

De outro, os que defendem que o público tem autonomia e outras fontes de informação, sendo assim capaz de formar julgamento próprio (as teorias sobre deliberação).

Os defensores da segunda visão estariam menos equivocados se no Brasil existissem, efetivamente, fontes plurais de informação (em especial também uma mídia pública) e não um monopólio comercial de mídia.

Estariam menos equivocados se existisse aqui uma educação de qualidade para todos e uma população plenamente — e não apenas funcionalmente — alfabetizada, como acontece em países da Europa ou mesmo nos Estados Unidos.

Nesse esforço analítico a que nos propomos, delineamos, nesse período de nove meses, algumas estratégias na cobertura do JN, bem como padrões que se consolidaram.

A edição dos telejornais brasileiros, em especial o JN, utiliza um recurso que segue a mesma lógica das novelas (tão apreciadas no País) e das séries.

Um assunto começa num dia e se prolonga por vários “capítulos”.

O que aconteceu num “capítulo” acaba tendo influência em outro.

No entanto, ao contrário das novelas, onde um personagem não pode desaparecer por muito tempo, nos telejornais, a presença de personagens e dos temas a eles ligados não segue essa lógica.

Em outras palavras: nos telejornais, onde deveria haver espaço para recortes de um dado real, tem predominado mais ficção — compreendida aqui como reconstrução enviesada do real — do que nas próprias novelas.

A CONSTRUÇÃO DE CENAS

Há movimentos bastante precisos e coordenados em relação às edições do jornal nesse período (que denominamos ATO 1), com um enquadramento muito bem construído a partir dos temas (assuntos principais em destaque), da qualificação dos atores e da construção da cena enunciativa.

É preciso ficar bem claro que o JN não está fazendo (se é que algum dia efetivamente fez) puramente jornalismo.

Ele está tentando criar um repertório coletivo, recorrendo à memória discursiva, modalizando o dizer, com estratégias muito bem construídas do ponto de vista discursivo, para substituir a percepção e a memória que os telespectadores têm dos fatos.

Dito de outra forma: o JN está tentando reescrever a história do Brasil, de acordo com os interesses da família Marinho e da elite dominante brasileira (e de seus apoiadores externos).

Esses aspectos são fundamentais para podermos mostrar como, enfim, a discussão de temas relevantes no cenário nacional é circunscrita no e pelo JN, visando a determinadas interpretações e problematizações.

Afinal, o que está circunscrito opera dentro de quadros e enquadres limitados, delineados, produzindo determinados sentidos.

Há acontecimentos relevantes que são redimensionados pelo JN, bem como assuntos que são trazidos à cena para ocultarem ou silenciarem outros.

Por exemplo, a cobertura na semana do julgamento do habeas corpus (HC) à prisão do ex-presidente Lula.

Durante esse período, a cena enunciativa construída no JN projeta uma instância plural, tendendo à neutralidade, atenta à veracidade dos fatos, com foco em temas variados e que contemplam todo o conjunto da sociedade.

Desaparecem os grandes temas POLÍTICA e ECONOMIA.

Tudo gira em torno de questões técnicas (relativas à prisão, ao julgamento).

Alguns aspectos se destacam:

1. Reforço a questões técnicas — o discurso cumpre a função de mostrar que não há um viés determinante no JN.

Há fatos e aspectos técnicos que demonstram esses acontecimentos, e todas essas percepções são mostradas por vozes de autoridade — o jornal não fala.

2. Edições num esforço de equilíbrio, projetando um ethos de neutralidade.

3. Reforço à ideia de justiça para todos, justiça acima de interesses desse ou daquele partido — a grande justiça que está sendo feita é apartidária.

4. Ideia de que a Globo não é contra a justiça — mas a quer para todos.

5. Há um tom sóbrio e de neutralidade.

6. O julgamento do HC pelo STF (4 de abril), a determinação do juiz Sérgio Moro (de cumprimento da prisão menos de 24 horas depois da decisão do STF) e a prisão de Lula são enquadrados pelo aspecto das tecnicalidades: é preciso explicar o que aconteceu e mostrar às pessoas que se trata de um caso comum de detenção, analisado sob um ponto de vista estritamente técnico.

7. Tal enquadramento não contempla a política. Tudo se resume à técnica, à adequação à justiça.

8. Cobertura a-histórica: não há nenhuma recuperação do que foram os governos Lula (2003-2010). A historicidade é apagada da cobertura.

SEM O FINAL ESPERADO

Foi a partir de uma chamada do Plantão JN, no final da tarde de 5 de abril, que a maioria da população tomou conhecimento de que o juiz Sérgio Moro acabava de decretar a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A notícia, lida de forma sóbria por uma das apresentadoras do JN, Renata Vasconcellos, com a câmera destacando seu rosto e sua camisa alvíssima (veja acima), remetia simbolicamente a uma ideia de purificação, limpeza.

Imagem que visivelmente contrastava com a “sujeira” contida nas centenas de matérias feitas nos últimos anos pelo JN, denunciando corrupção e atribuindo-a ao PT e aos seus integrantes, sempre ilustradas por um grande tubo de esgoto, com fundo vermelho, por onde saía todo o dinheiro ilícito.

A construção das cenas, portanto, não é apenas o quadro para a TV, é uma construção de uma cena para enunciar, para dizer de determinado modo, conduzindo a interpretação do espectador.

As cenas são fortemente marcadas por elementos simbólicos (o duto, de um lado; a roupa alva, de outro) que estarão sempre na memória do espectador. E são elementos que aparecem reiteradamente, em quase todas as edições.

A decisão de Moro dominou toda a edição do JN.

Ênfase especial foi dada às condições determinadas por ele para a prisão, lidas com destaque:

“Em respeito ao cargo que ocupou, o ex-presidente deve se entregar até às 17 horas do dia seguinte”; “não serão usadas, em hipótese alguma, algemas” e “ele terá uma cela individual na sede da Polícia Federal, em Curitiba”.

O tom anunciado e que se confirma na matéria é o de pintar o juiz com as cores da benevolência, civilidade, respeito aos direitos.

E isso é marcado pelo verbo que descreve a ação do juiz – Moro CONCEDE O DIREITO A LULA…

Essa ideia perpassa toda a matéria, pois há a descrição dos inúmeros benefícios concedidos a Lula pelo juiz.

A matéria também faz um histórico da decisão do STF sobre o pedido de HC e leem com destaque o ofício de Sérgio Moro.

Não há comentários sobre a rapidez no pedido de prisão.

Há uma descrição detalhada dos benefícios concedidos a Lula, como o banho de sol mais longo e a sala individual e com chuveiro elétrico funcionando.

Na descrição da sala, fazem uma comparação com a situação de outros presos — que não têm essas “regalias”.

Mostram-se as manifestações favoráveis a Lula, em todo o Brasil, bem como depoimentos de vários políticos em Brasilia sobre o pedido de prisão.

Bonner arremata para projetar o ethos de um jornalismo plural — lê uma nota afirmando que a Globo cobre todos indistintamente.

A matéria tem um tom marcadamente sóbrio, descrevendo as ações e os acontecimentos.

A repetição dessas condições, ao longo da edição do JN, acabou funcionando como uma espécie de denúncia de privilégios que Lula, mesmo numa situação extrema, continuava gozando.

A edição do JN do dia seguinte, 6 de abril, trouxe como destaque a não apresentação de Lula e o encerramento do prazo dado a ele por Moro.

Novamente são construídos dois campos de sentidos: Moro, o benevolente, o que concede benefícios, e Lula, o infrator, aquele que descumpre até ordem de prisão.

Havia uma expectativa de que o JN fizesse, no sábado, 7 de abril, uma edição apoteótica, uma espécie de coroação do combate que há anos vinha empreendendo, “em nome da moralidade pública”, contra o PT e os seus integrantes.

A prisão do ex-presidente tinha os ingredientes para ser apresentada ao respeitável público como o ponto final para Lula, o lulismo e o PT.

Mas a cobertura da apresentação de Lula, chamada pelo JN de “entrega”, ficou muito distante do “grand finale” pretendido.

Uma multidão se aglomerou no entorno da sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, para onde Lula se dirigiu e permaneceu antes de se entregar.

Isso ressaltava simbolicamente a resistência e o grande apreço por um líder político, destoando de possíveis imagens que remetessem ao ostracismo de alguém acuado e rechaçado pela população.

Daí a emissora ter preferido veicular apenas imagens em planos fechados, totalmente diferentes daquelas em que Lula era carregado em meio a um mar de gente, exibidas nos principais sites brasileiros e em jornais internacionais.

Não passou despercebido aos olhares mais atentos que, naquela edição, a imagem que permaneceu mais tempo no ar foi a de um pequeno e defasado avião monomotor Cessna Caravan, da Polícia Federal, que decolou de São Paulo, rumo a Curitiba, levando um ex-presidente que, aos poucos, sumia num céu escuro.

Uma vez que a prisão de Lula não deu à imprensa o espetáculo esperado, tendo ele se projetado como sujeito histórico de muita relevância, as edições da semana de 09/04 a 16/04 cumprem o papel de criar para os espectadores o sentimento de uma “virada de página” — está em curso um novo momento na história do Brasil, sem Lula, sem o PT.

Simbolicamente, a imagem do avião cumpre essa função — uma parte da história se encerra para dar lugar a um recomeço.

Para isso, algumas estratégias, do ponto de vista do discurso, da encenação da notícia, são bem pontuadas, como o silenciamento.

É necessária uma operação para silenciar sentidos potentes advindos do movimento de prisão de Lula, como Lula = ideia.

É preciso conter e silenciar esses sentidos, é fundamental deixar de dizer, é essencial mostrar página virada: por isso, não há qualquer menção a Lula ou aos desdobramentos da prisão nos dias seguintes.

Vejamos as cenas dos próximos capítulos.

Jornal Nacional, Ato 2: Quando a Globo correu atrás de um candidato “de centro”

Jornal Nacional, Ato 3: O tiro na água com Huck e o silêncio sobre Lula

*Ângela Carrato é jornalista e professora do Departamento de Comunicação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

*Eliara Santana, também jornalista, doutoranda em Estudos Linguísticos pela PUC Minas/Capes.

A mídia descontrolada: Episódios da luta contra o pensamento único
A mídia descontrolada

O livro analisa atuação dos meios de comunicação.

A publicação traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.

Por Laurindo Lalo Leal Filho



26 comentários

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Marcel

19 de março de 2019 às 00h05

É um excelente tema. Mas está parecendo mais um trabalho de TCC do que de Doutorado. Acho que faltou um maior aprofundamento. Mas já é um início para um tema tão urgente.

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    Ozotoceros

    15 de junho de 2019 às 22h19

    Aqui se trata de um artigo sobre o trabalho das professoras e não à tese. Saiba ler e comentar corretamente. De ignorantes o país já está cheio.

José Carlos Marques Aleixo

17 de março de 2019 às 14h35

Fantástico o trabalho das pesquisadoras, tão necessário num país em que o ensino público sabotado pela mesma lógica perversa não dá à população meios de pensar criticamento as imagens e o discurso visual!
Fenomenal!!!

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Sirlei da Silva

07 de março de 2019 às 20h00

Urge democratizar a mídia. A gente sente que a globo mente!

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L'Amie

04 de outubro de 2018 às 20h48

Ao que comentou estranhar que a Renata com a blusa alva fosse parte do processo subliminar, dizemos que não seria necessário telefonar e determinar-lhe o vestuário. As televisões mantém uma rouparia que atende às novelas. Logo possível sim a determinação de usar aquela roupa. As professoras fazem do seu lado, o que fazem seus adversarios no tocante as suas convicções, técnicas, filosofias e ideologias ao escreverem ou realizarem algo. Assim, nada há de excepcional que desmereça o trabalho delas. Que tenham boa sorte e mantenham a dignidade.

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Morvan

04 de outubro de 2018 às 14h33

Boa tarde. Estupendo o trabalho dessas “mestras” (a rigor, [email protected]). Tudo que alegamos no dia a dia, de forma empírica, fizeram-no com rigor científico, muito apuro e paciência descomunais.
As técnicas de semiose aplicada e de exacerbado, malgrado sutil, uso do subliminar só nos deixam uma dúvida: é tecnologia da Vênus ParaTiNada ou empréstimo junto aos beneficiários (leia-se Império)? De qualquer modo, vale o investimento…
Com relação à escolha adrede das vestimentas e dos símbolos, nada ali é dissociado, tudo se encaixa.

Saudações “#HaddadPresidente, #ManuVice, #LulaLivre, Democracia, Justiça E Paz“,
Morvan, Usuário GNU-Linux #433640. Seja Legal, seja Livre. Use GNU-Linux.

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    Sebastião Aparecido de Souza

    19 de julho de 2019 às 21h05

    Boa noite Morvan, muito interessante seu comentário. Mas contudo minha resposta tem outra intenção. Seu nome é raro, só conheci uma pessoa até hoje, Morvan Santos Portal, seria você? Se for, meu e-mail é [email protected] gostaria de falar contigo. Abraços, se houver algum equívoco, desculpe por favor, grande abraço.

Josias

03 de outubro de 2018 às 17h40

A globo não detém mais o monopólio dos meios de comunicação, como podemos concluir analisando essas eleições. Em vez de estarmos elegendo alguém de centro-direita, como seria natural numa democracia após o desgaste da centro-esquerda ocorrido após 12 anos de PT, estamos elegendo um fascista alimentado por correntes de fake news no youtube, facebook e whatsapp. Dizíamos com tanto gosto que o povo não é bobo, abaixo a rede globo… Parece que abaixada foi a rede globo, mas a esquerda não soube se posicionar. Continua batendo na globo, que não tem mais essa influência toda enquanto as mídias alternativas, sem qualquer resquício de compromisso com a verdade, cria narrativas alternativas completamente bisonhas com uma velocidade assustadora.

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    Matheus Larangeiras

    04 de outubro de 2018 às 16h09

    Acontece que a Esquerda se acomodou e deixou lutar, quando pra eles aparentava estar tudo bem. Ficaram confiantes que o PT iria ser o partido do futuro e ganharia todas as eleições, só que ao pensar assim deixaram bastante espaço pra propagandas extremistas de direita que em resposta extremas da esquerda (que iria vir a sujar a imagem do partido e do movimento). Isso não é só no Brasil a minha leitura é que estamos vivendo o momento de mudança política global novamente, o que aconteceu com o falha do liberalismo na década de 80 dando abertura para governos progressistas, está voltando a acontecer só que estamos “progredindo” para extremismos, tendo os partidos de extrema direita uma visibilidade enorme fora do Brasil e concorrendo para a presidência.

Fernando Carneiro

02 de outubro de 2018 às 20h39

Por tudo isso e por muito mais, não assisto. E essa emissora está banida de minha casa. Aqui mando eu.

Responder

    Aristides Bartolomeu Novaes

    04 de outubro de 2018 às 09h02

    Eu também, parei de vê e ouvir manipulação e estou bem!

Antonio Adonias

02 de outubro de 2018 às 17h41

Sei que o Jonal nacional não é neutro. Para isso se tem um Editor Chefe filtrando as reportagens segundo interesses superiores. Mas essa pesquisa está viciada! Foi contaminada pelas ideologias de suas autoras. Essa pesquisa tendenciosa está longe da neutralidade. Exemplo de teoria da conspiração que avaliam até a roupa da jornalista…. Como se o editor chefe fosse ligar para a casa dela dizendo com que roupa ela deverá ir para edição daquele dia…como se houvesse tempo dentro de 1 dia e todos os dias de, maquiavelicamente e brilhantemente, direcionar, nos mínimos detalhes, a edições do jornal. Essa pesquisa comporá o material de militancia dos inocentes seguidores do PT no Brasil.

Responder

    Jan Miranda

    03 de outubro de 2018 às 03h01

    Nada é neutro. Nem o seu comentário… A blusa alva da Renata foi escolhida a dedo. Pois, o corpo fala, a roupa fala, o silêncio fala.

    Vanner

    12 de outubro de 2018 às 23h16

    Ali. No JN udo é bem estudado. Há muito R$ envolvido. Nada é por acaso.

    FJPadua

    20 de março de 2019 às 12h18

    Quanto custa a desconstrução da imagem de um Lula? As professoras estão de parabéns.

    Vitor

    20 de março de 2019 às 15h51

    Isto não é uma pesquisa

Jose Fernandes

02 de outubro de 2018 às 17h05

ENQUANTO ESTE CÂNCER(GLOBO) NÃO FOR EXTIRPADO DA SOCIEDADE BRASILEIRA, OU ESTA SOCIEDADE DEIXAR DE ASSISTIR ESSA EMISSORA DE LIXO, MANIPULADORA,TENDENCIOSA,E SONEGADORA…..VAMOS ASSISTIR ESSE CIRCO DE HORRORES QUE É O ESTA ACONTECENDO NO BRASIL..MORO GLOBO,MPF..SERÃO LEMBRADOS COMO OU SEMELHANTES A OS GRANDES DITADORES DESSAS REPUBLIQUETA, ONDE A SOCIEDADE NÃO REAGIU,E ENGOLIU TUDINHO A SECO……..QUE PESADELO….,SÓ TEM UMA SOLUÇÃO,,SAIR AS RUAS OU LUTA ARMADA….ESPERAR QUE A COISA MELHORE,ESQUEÇAM…A TENDENCIA E PIORAR….

Responder

RONALD

02 de outubro de 2018 às 17h03

Essas professoras estão de parabéns. Excelente visão do simulacro construído pela tv golpista !!!!

Responder

Julio Silveira

02 de outubro de 2018 às 16h15

Não sei se mudou mas aprendi nos meus tempos academicos que a pratica da subliminaridade é p proibida no mundo, por induzir pessoas naquilo que elas nem percebem, através de seu subconciente, podendo levá-las a praticar atos que vão contra seus proprios interesses. Mas aqui no Brasil essa pratica, como vemos, se tornou um habito cultural corriqueiro de quem tem poder economico e que, sem pudor ou escrupulos, quer manter esse dominio concentrado nas próprias mãos. Aqui vai se consagrando como o universo paralelo das aberrações do planeta. Só os muito tolos para acreditarem que possa haver altruismo neesa gente, de onde parte esse tipo de construção cultural.

Responder

João Lourenço

02 de outubro de 2018 às 14h13

Sabem quanto vale uma pesquisa como esta ??Nada e sabem pq ?Foi feita pelos pelegos infiltrados dentro da universidade peque precisam defender o espaço que tomaram mas que em breve serão recuperado por quem merece de fato

Responder

    Gersier

    02 de outubro de 2018 às 16h38

    Amebiano

    cid elias

    02 de outubro de 2018 às 17h41

    imbecil, corrupto e canalha!

    Cristiane Torres

    03 de outubro de 2018 às 23h07

    Que nervosinho…!

    Jair Vieira Soares

    05 de outubro de 2018 às 01h48

    De fato, para bozomínions, que valor teria uma pesquisa acadêmica? Seria o equivalente a esperar que um jumento apreciasse um vinho do porto!

    Tania

    17 de março de 2019 às 15h55

    Quem não tem estrutura cognitiva e conhecimento basico de ciência linguística e semiótica, vai sempre tentar
    ” entender” o assunto em pauta dentro dos limites da sua ignorância e estupidez.

Paulo Nogueira

02 de outubro de 2018 às 13h42

Entrarão para a história como o esgoto da comunicação.

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