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Joana Salém Vasconcelos: E, afinal, pouco mudou
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Joana Salém Vasconcelos: E, afinal, pouco mudou


07/02/2013 - 12h07

CINEMA BRASILEIRO

O escravismo entre o passado e o futuro

O filme O som ao redor, de Kléber Mendonça Filho, expõe a incompreensão do Brasil sobre si mesmo e sobre as raízes históricas da violência que atravessa nossa vida urbana

por Joana Salém Vasconcelos*, no Le Monde Diplomatique

Recife, berço da bárbara civilização brasileira. Num bairro que sintetiza o Brasil, ilhas de luxo em meio ao oceano de favelas. Empregadas domésticas, mulheres negras, lavam as roupas, passam o café na hora certa, são pontuais na faxina.

A riqueza hereditária acolhe as novas gerações de patrões. Enquanto cada um cumpre suas funções cotidianas, entre ordens, favores e gestos cordiais, há uma tensão subterrânea que cresce, um susto que está por vir. Por isso, mais câmeras de segurança, alarmes, medo, grades elétricas, luzes automáticas, sensores de movimento, mais tecnologia antipânico e novos guardas noturnos particulares.

No primeiro longa-metragem de Kléber Mendonça Filho, o bairro de Setúbal é o protagonista. Cresceu rápido, vertical e paranoico. Foi habitado pela típica classe média alta conservadora e por uma aristocracia rural que se reinventou na cidade. Francisco é o proprietário de quase todos os imóveis de alto padrão da região. Melhor dizendo: senhor Francisco.

Ele é também proprietário de um engenho decadente no interior, onde passa a maior parte do tempo. Seu neto, João, trabalha como corretor dos apartamentos do avô, odeia o que faz e está empolgado por causa do novo romance com Sofia, que também já morou no bairro. Maria, a empregada doméstica que serve a casa de João, viu o menino nascer. Ele é gentil, íntimo e preocupado. Brinca com as netas da empregada, é cuidadoso com a filha, também empregada, que às vezes vai substituir a mãe.

É como se fossem “da família”. A pobreza, como a riqueza, também é hereditária. João é decididamente cordial. Aliás, é um exemplar do “homem cordial” de Sérgio Buarque de Holanda no século XXI, que trata as relações de exploração por meio do afeto. Ele é o eixo do filme, nos conduz pelas cenas e nos apresenta o bairro e seus ruídos.

A chegada de uma equipe de três guardas noturnos, contratados para proteger a rua entre 7 da noite e 7 da manhã, é o mote da história. Clodoaldo, o chefe dos guardas, é misterioso e sagaz. Sua simpatia oblíqua gera certa desconfiança. Conforme o tempo passa, cresce a sensação de que algo terrível está prestes a acontecer. O outro neto do senhor Francisco é Dinho, que apesar da farta herança é um ladrão de toca-discos de carros.

Seu Francisco já havia alertado: o neto era problema familiar, nada de Clodoaldo se meter. Mas, após um telefonema suspeito, Dinho se indispõe com os guardas e os ameaça com a eficaz postura de “filho do dono”, tão típica da cultura escravista, do sentimento hereditário de patronagem. A tensão cresce. Os tambores surdos e intercalados por largos silêncios aprofundam a atmosfera de mistério. É o som ao redor, africano, aquele que não ousamos escutar.

Em uma das poucas casas restantes no bairro mora Bia, com o marido e dois filhos. Aparentam ser o núcleo mais modesto da rua – ou melhor, o menos aristocrático, já que aulas de chinês particular para crianças é um luxo nada corriqueiro.

Atormentada pelos latidos noturnos do cachorro do vizinho, Bia estende sua insônia madrugada adentro, entre um e outro baseado comprado do vendedor de água. Através da noite, observa as pegadas furtivas de um vulto em cima do telhado da frente. Enquanto isso, sua filha sonha com uma multidão de ladrões que invade o quintal. Acorda assustada.

A relação entre patrões e empregados está sempre em evidência, dos esporros às gentilezas. Na reunião de condomínio do edifício onde vive João, a maioria defende a demissão, por justa causa, do porteiro sonolento que trabalha para eles há quase vinte anos. A atitude é do tipo “cansei”: “Cansei de ver a minha Veja chegar sem plástico em casa, é revoltante”, afirma uma moradora.

O filho pequeno de um condômino gravou um vídeo do porteiro dormindo em serviço. “Só pode ser provocação”, dizem. João defende a permanência do empregado e fica isolado. Os demais alegam que seria muito caro pagar os direitos. Antes da votação, ele prefere sair para encontrar-se com Sofia. A cordialidade de João é ingênua. Trata os empregados que o rodeiam com carinho e, diante de uma injustiça, desabafa meia dúzia de palavras rudes e se retira.

Quando João e Sofia decidem visitar seu Francisco no engenho, encontram um cenário de ruínas do antigo complexo açucareiro: um cinema antigo, máquinas invadidas pelo mato, a casa-grande, a senzala e os passos do andar de cima. Revisitam o passado imperial. E no meio de um refrescante banho de cachoeira compartilhado pelos três, embaixo de uma densa massa de água que cai pesada e gélida sobre seus ombros, vem a cena-chave do filme: num piscar de olhos, a água se transforma em sangue, vermelho vívido.

São poucos fotogramas. João é encharcado pelo sangue que construiu a riqueza do avô. É uma pista para explicar a violência latente da vida contemporânea. O escravismo está entre o passado e o futuro.

Essa cena faz emergir, em frações de segundo, a história subterrânea que sustenta a história visível. É a mensagem forte do filme. Que o clima de medo, de catástrofe iminente, de terrível ameaça, não precisou de uma gota de sangue para se expandir.

Precisou de uma cachoeira. Sobre os jovens ombros de João, pesa o passado de seu avô, com seus capatazes e latifúndios. A chave explicativa da violência contemporânea não seria nem a maldade nem o imediatismo. Seria sim uma violência histórica e estrutural, que permeia o cotidiano brasileiro e já está completamente naturalizada.

A paranoia securitária que vivemos é diretamente proporcional à incompreensão das elites nacionais sobre as raízes históricas da violência. Mais que isso: a incapacidade crônica dessas elites de enxergar a reprodução da cultura escravista através dos séculos e as manifestações novas por ela assumidas no presente.

Não façamos tábula rasa da história. O escravismo brasileiro como sistema econômico acabou há mais de um século. Mas o som ao redor não deixa dúvidas: o escravismo como fenômeno cultural está vivo, renovado pelos hábitos modernos das elites brasileiras. O racismo é disfarçado. Que as empregadas domésticas sejam, no filme, como na realidade, predominantemente negras, não deve ser coincidência.

O comportamento autoritário-patronal se expande para muito além da casa-grande. A cordialidade, face fundamental da exploração social, também se sofisticou. Permite que sejamos cada vez mais flexíveis no ato da violência cotidiana. Permite que nossa cultura escravista se adapte às aparências do politicamente correto. Que o intimismo alivie a culpa inconsciente dos herdeiros da aristocracia, dos novos senhores de engenho das cidades.

Mas, afinal, quem é responsável pela cachoeira de sangue? Provavelmente, quem tem medo da vingança.

*Joana Salém Vasconcelos, formada em História na USP e faz mestrado em Desenvolvimento Econômico na Unicamp

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18 comentários

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Marcelo Rubens Paiva: Quem mandou matar meu pai? « Viomundo – O que você não vê na mídia

08 de fevereiro de 2013 às 11h43

[…] Joana Salém Vasconcelos: O escravismo no Brasil “moderno” […]

Responder

José

07 de fevereiro de 2013 às 23h29

Ótimo artigo sobre o filme. Inclusive MELHOR QUE O FILME ! Realmente o filme ilustra a tese de que “a chave explicativa da violência contemporânea não seria nem a maldade nem o imediatismo. Seria sim uma violência histórica e estrutural, que permeia o cotidiano brasileiro e já está completamente naturalizada.”
Ilustra bem o filho burguês que reclama pelos direitos de cidadania do porteiro mas não sai do discurso.
é o “shortcuts” (R.Altmana) versão recifense, ou seja, com o estilo de “Amarelo Manga”/”Baixio das Bestas” de Claudio Assis, mas com planos longos do cotidiano arrastado daquela vizinhança retratada.

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    Mário SF Alves

    08 de fevereiro de 2013 às 07h04

    Gostei, caro José. Por isso lhe sou grato. Enfoque prático, realista e construtivo. Parabéns!

Urbano

07 de fevereiro de 2013 às 21h17

De condomínio, Joões e Josés já os defendi muitas vezes. De um João resgatei cinco meses de trabalho que o antecessor não registrou em sua carteira. De um José resgatei anos e anos de INSS e FGTS não pagos. Incomodei condôminos que queriam fazer dos funcionários do condomínio seus próprios empregados domésticos, para irem à padaria, mercadinho, farmácia; seus filhos com idade suficiente para fazerem tais serviços não eram utilizados. Sem contar as camisas do PT, com a estrelona no peito.

Responder

    simas

    08 de fevereiro de 2013 às 00h04

    Pois, é. O Partido dos Trabalhadores tem se mostrado o melhor partido, político, no Brasil. Tem defeitos e virtudes, sim; Mas. é um partido vitorioso, como nenhum outro; pq, além de ter distribuído renda e encurtado diferenças sociais, o fez com o controle da inflação. Aquela mesma inflação, com q os sábios de antes, ameaçavam os desenvolvimentistas, do passado. O PT, além de tudo, é de um exemplar respeito à Constituição… Fortaleceu a cidadania, à ponto de, agora, fazer surgir o sentimento de orgulho da nacionalidade. E, por ser um partido vitorioso, é q observamos a contumácia, cuidadosa, em denegri-lo, em desqualificá-lo,
    É isso, aê. Buenas

    Mário SF Alves

    08 de fevereiro de 2013 às 07h00

    É assim que se fala, prezado Dimas. Erros existem, mas… é como disse recentemente o ex-presidente Lula: “estamos sendo julgados {e linchados, alguns} não pelos nossos erros, mas pelos nossos acertos”. Infelizmente é isso. Infelizmente o Brasil, um dos mais ricos países do mundo ainda é isso. Infelizmente o regime elite Casa Grande-BraZil-Eterna-Senzala ainda pensa {e age} assim. Infelizmente, amigo, infelizmente. No entanto, aos poucos a gente vai tomando conhecimento das razões históricas e práticas de tudo isso. Infelizmente ainda tem muita gente que só vive de semear ilusões e ódio.
    _____________________________________
    Aceite um cordial [êpa! cordial?] abraço.
    ________________________________________________
    Sobre semear ilusões e ódio, sendo do seu interesse, por favor, de uma olhadinha nisso (mas, só se tiver estômago forte, tá bem?):

    http://www.youtube.com/watch?v=nb_ARWeH4ZQ&NR=1&feature=endscreen

Narr

07 de fevereiro de 2013 às 20h59

No Rio de Janeiro, ‘tá passando em vários cinemas, Botafogo, Santa Teresa, Gávea e até na Barra.

Responder

Mário SF Alves

07 de fevereiro de 2013 às 19h22

O roteiro é um retrato preto e branco [e muitíssimo desbotado] do velho e carcomido sistema elite Casa Grande-BraZil-Eterna-Senzala. A própria eternidade da inconsciência social. Inconsciência esta que teria sido salva pelo Farol de Alexandria, mediante promessas vãs de rentismo igualmente eterno. Ao menos o consenso/acordo tácito com o representante em chefe do Consenso de Washington no Brasil deveria ter servido pra isso. Mas, aí, né, entra essa areia toda aí de Lulo-Petismo… e o resto a gente já sabe. Danou-se. Azedou. E deu nisso, nessa sanguera toda que feriu de morte a Cidadã. Hospitalização de urgência… é a saída. Mas só se for em Hospital Político e os médicos, enfermeiros e enfermeiras forem os filhos do povo.

Responder

    Urbano

    08 de fevereiro de 2013 às 18h27

    Simas e Mário Alves, saudação pra vocês. Se acaso o Lula não houvesse chegado ao Planalto pilotando a locomotiva do PT em 2003, a essas alturas do campeonato não haveria nem mesmo a sombra do Plano Real, que o fred henrique danoso praticamente já o havia levado pro buraco ao término de 2002. Inclusive não foram os tunganos que fizeram o Plano Real como costumam apregoar. O plano foi devidamente elaborado e montado durante o Governo do Itamar Franco. O danoso apenas recebeu o bastão e continuou a corrida, embora desacelerando estupidamente a cada metro. Os tunganos não são de construir como bem sabemos; são altamente competentes em destruir, como estão tentando fazer mais uma vez com a Petrobras. Se por uma desgraça nossa, eles tivessem continuado e ficado, pelo menos, até 2006, certamente a gente hoje estaria urdido e mal pago, pois certamente até os mastros da bandeira brasileira teriam voado no pau da privataria. Se a oropa está meio que de pires na mão, a gente estaria pedindo as migalhas dela, que viessem a cair no chão.
    Obrigado e felicidade para vocês. Valeu!

    Mário SF Alves

    08 de fevereiro de 2013 às 22h00

    Igualmente, prezado Urbano.
    ___________________
    E vamos juntos até – no mínimo – à descoberta da chave [coletiva] que nos permitirá desatar o nó górdio que atrela o Brasil ao insensato e desumano regime Casa Grande-BraZil-Eterna-…
    __________________________________
    O desafio é grande. No entanto tudo fica muito mais fácil se formos nós aqueles que o propõe. Desafiemo-nos. Permitamo-nos propor e testar hipóteses; as mais absurdas, inclusive. Mas, que jamais desistamos.

MariaC

07 de fevereiro de 2013 às 19h17

Alguém pode informar onde encontro um filme de arte, após sair do circuito?

Eu quero assitir ao filme sobre o Luiz Gonzaga e ~só ficou em cartaz uns dias. É sempre assim.

Responder

Julio Silveira

07 de fevereiro de 2013 às 17h18

Por favor ignorem minha msg de 17:10, não estava muito legal.

Responder

    José

    07 de fevereiro de 2013 às 23h04

    achei bons teus comentários! só pontuei que o Eduardo Campos decepcionou-me em seu “socialismo” que privatiza até os cárceres.

Julio Silveira

07 de fevereiro de 2013 às 17h16

Recife, capital de Pernambuco, e origem de grandes da “moderna” politica nacional, de lá saiu o grande Lula, que não se criou por lá. Talves se tivesse, com sua origem, não seria o que foi. De lá saiu o pretencioso grande Roberto Freire, o homem do tranformismo politico, conseguiu transformar “comunistas” numa especie de serviçal do capitalismo de estado. Também é origem de outro bem cotado na politica nacional, e governador, o Eduardo Campos, destacado pelo seu hereditário grau de progressismo. Tem também o Jarbas Vasconcellos, de tantos cargos importantes que parece ungido pelo povo para os doze trabalhos do Hercules nacional que é transformar a sociedade de seu estado, e quem sabe respingar no Brasil. Alem de outros tantos, menos lembrados, mas que fluem como belas alegorias no ideário do estado e quiça do Brasil. Pois bem, esses homens, alguns com histórico logevo no legislativo nacional, que contribuição deram aos seus concidadãos? que impregnasse a sociedade local da necessária inclusão igualitária? alem das que lhes propiciassem certo gráu de inveja pelos cargos e beneficios inerentes alcançados? Qual contribuição tiveram para que, ainda hoje, ocorram registros como esse. Será que está comodo viver em algum dos bairros mais nobres (ou não) da citada cidade, mas certamente cercados de todo um aparato de segurança que certamente o restante da população não será brindada? Se o Brasil não acordar logo e continuar acreditando que BBB é cultura, ao final de mais quinhentos anos, se ainda formos Brasil, um outro julio, como que reencarnado, deverá estar fazendo os mesmos questionamentos, enquanto a cidadania servente e manipulada só pensa em folia.

Responder

    José

    07 de fevereiro de 2013 às 23h01

    o “destacado grau hereditário de progressismo” do Eduardo Campos não o impede de propagar PPPs até no sistema prisional. Pena, eu esperava mais fidelidade às raízes Socialistas desse Partido, mas a Erundina não está sendo ouvida pelas demais lideranças do PSB, infelizmnte!

Julio Silveira

07 de fevereiro de 2013 às 17h10

Recife, capital de Pernambuco, e origem de grandes da “moderna” politica nacional, de lá saiu o grande Lula, que não se criou por lá. Talves se tivesse, com sua origem, não seria o que foi. De lá saiu o pretencioso grande Roberto Freire, o homem do tranformismo politico, conseguiu transformar “comunistas” numa especie de serviçal do capitalismo de estado. Também é origem de outro bem cotado na politica nacional, e governador Eduardo Campos, destacado pelo seu hereditário grau de progressismo, e também do Jarbas Vasconcellos, de tantos cargos importantes que parece ungido pelo povo para os doze trabalhos de Hercules, transformar a sociedade de seu estado, em quem sabe respingar no Brasil, e outros menos lembrados mas que fluem como belas alegorias no ideário do estado, e quiça do Brasil. Pois bem, esses homens, alguns com histórico logevo no legislativo nacional, que contribuição deram aos seus concidadãos, que impregnasse a sociedade local da necessária inclusão igualitária, alem das que lhes propiciassem certo gráu de inveja pelos cargos e beneficios inerentes alcançados. Qual contribuição tiveram para que, ainda hoje, ocorram registros como esse. Será que está comodo viver em algum do bairros mais nobres da citada cidade, ou não, mas certamente cercados de todo um aparato de segurança, que certamente o restante da população não será brindada? Se o Brasil não acordar logo e continuar acreditando que BBB é cultura, ao final de mais quinhentos anos, se ainda formos Brasil, um outro julio, como que reencarnado, deverá estar fazendo os mesmos questionamentos, enquanto a cidadania servente e manipulada só pensa em folia.

Responder

Panino Manino

07 de fevereiro de 2013 às 17h00

Eu tô PUTO com esses cinemas desse país, que não consegui assistir o filme porque não tem salas de exibição!

Responder

Mardones

07 de fevereiro de 2013 às 14h03

Excelente roteiro.

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