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O discurso de Lula e a identidade dos críticos do Bolsa Família
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O discurso de Lula e a identidade dos críticos do Bolsa Família


31/10/2013 - 18h18

Foto Ricardo Stuckert, no site do Instituto Lula

por Luiz Carlos Azenha

Durante seu discurso sobre os dez anos do Bolsa Família, o ex-presidente Lula mencionou várias críticas feitas ao programa no passado, sem identificar exatamente a origem delas.

Recebemos a sugestão de resgatar a memória.

Começamos o trabalho e convidamos os leitores a completá-lo. Usem como base o discurso, reproduzido abaixo:


Em um trecho Lula menciona Bolsa-eletrodoméstico, provavelmente se referindo a este artigo:

Bolsa Família agora compra eletrodoméstico

por Ali Kamel, em O Globo, em 04.03.2008

Todos são testemunhas de que, quando o Bolsa-Família foi lançado, o objetivo era matar a fome de 54 milhões de brasileiros. Meus leitores são também testemunhas de que, desde o início, venho dizendo que não existem 54 milhões de famintos.

Pois bem, uma visita à página do Ministério do Desenvolvimento Social

(http://www.mds.gov.br/noticias/consumo-de-bens-duraveis-aumenta-por-causa-do-bolsa-familia)

vai surpreender. Ali, o governo anuncia que vários estudos comprovam que o Bolsa-Família tem ajudado os beneficiários a comprar eletrodomésticos.

Isso mesmo, nada de arroz, feijão e carne, isso tudo que há muito já está na mesa dos pobres brasileiros, como provou a Pesquisa de Orçamento Familiar do IBGE; o que tem sido comprado é geladeira, microondas, máquina de lavar, fogão, liquidificador, forno elétrico, televisão e DVD.

Rosa Maria Marques, da PUC-SP é citada dizendo que, no passado, todo dinheiro extra era usado pelos pobres na compra de alimentos, mas que isso mudou, graças ao efeito multiplicador do Bolsa-Família: “Com o passar do tempo, as famílias ganharam segurança de que vão receber o benefício e, assim, puderam destinar parte de sua renda para a compra a prazo de eletrodomésticos.”

Rosa cita outros fatores para explicar o crescimento do consumo daqueles bens, como a elevação constante do salário mínimo, a estabilidade monetária , o aumento do número de trabalhadores com carteira assinada e a ampliação do crédito consignado, mas a ênfase do press-release do ministério é a injeção de recursos do Bolsa-Família, R$ 10,9 bi previstos para este ano.

O release cita também Felícia Madeira, do Seade (São Paulo), para quem oscilações no orçamento sempre impediram que famílias pobres fizessem gastos que necessitassem de um horizonte longo, fato remediado agora pelo Bolsa-Família: “Como existe a garantia de que o dinheiro virá, a pessoa se planeja e pode abrir um crediário para comprar um eletrodoméstico ou um equipamento para trabalhar.”

O ministério dá exemplos. A catadora de lixo Rosineide dos Santos, 47 anos, de Maceió, com três filhos, recebe R$ 76 do Bolsa-Família, mas declara uma renda total de R$ 200. Com isso, pegou um empréstimo de R$ 500 no Banco do Cidadão, uma instituição que opera com micro-crédito para empreendimentos populares.

O release diz que ela já tem fogão, liquidificador, cafeteira e forno elétrico, mas que, assim que saldar a dívida, pretende comprar uma televisão. Ou seja, não usa o Bolsa-Família para se alimentar nem o Banco do Cidadão para um pequeno empreendimento: usa para aumentar a conta de luz. Patrícia Belmira Henrique, de 43, manicure mineira, recebe R$112,00 do Bolsa-Família.

O dinheiro, diz o release, ajuda a pagar a máquina de lavar roupa. “Estou feliz, porque é a minha primeira máquina de lavar. Antes, tinha que lavar a roupa na mão. Dava um trabalho enorme.”

O release cita ainda o economista Cícero Péricles de Carvalho, da Universidade Federal de Alagoas, para quem o Nordeste está se transformando num cenário de muitos investimentos produtivos. O release prossegue: “A explicação para esse crescimento, além da diminuição das desigualdades regionais, vem sempre da mesma origem: as transferências de renda federal crescentes e os investimentos sociais que impactam sobre a maioria da população nordestina.”

O texto conclui, orgulhoso, citando o caso de Alagoas, que há 45 meses bate recordes de consumo popular, sem, porém, “ter um crescimento econômico que justifique tamanha elevação de compras”. A razão, diz o texto, é clara: os R$ 2 bi que a Previdência dá aos aposentados de lá (o dobro do que dava em 2002) e os R$ 300 milhões do Bolsa-Família distribuídos por ano a mais da metade da população do estado.

Aposentadoria e Bolsa-Família. Há futuro nisso?

O discurso oficial agora é que o dinheiro do Bolsa-Família aumentaria a demanda por bens duráveis, o que levaria à ampliação de fábricas e ao aumento de empregos. Balela. Mesmo se fosse verdade, o consumo cresceria nas áreas carentes e a produção, nas áreas já afluentes, perpetuando as desigualdades.

Na realidade, o programa transfere, mas não gera renda: o consumo só aumentaria se a propensão de consumir dos beneficiários do Bolsa-Família fosse maior do que a propensão dos que pagam o imposto que torna o programa possível, o que é improvável.

O contribuinte, sem o imposto, gastaria o dinheiro em alguma coisa. Assim, trata-se de uma soma de resultado zero, não havendo aumento de produção.

O programa distribui renda? Sim, mas de uma maneira não sustentável: o efeito cessará assim que o programa tiver um fim. Distribuição sustentada de renda só se obtém educando o povo, para que se possa abastecer de gente qualificada uma economia crescente.

Ninguém pode ficar contrariado sabendo que pessoas pobres, na ausência de fome, estão comprando eletrodomésticos. É bom olhar a PNAD, como faz o release, e constatar que entre 2002 e 2006, nas faixas de renda mais baixas, cresceu muito o número de lares que tem esses bens. Mas é angustiante olhar os dados das provas nacionais e internacionais que medem o conhecimento de nossas crianças e constatar que tudo vai de mal a pior. Se não há fome, por que gastar R$10,9 bi com o Bolsa-Família em vez de aplicar a maior parte disso em educação? Para aumentar artificialmente a venda de eletrodomésticos em áreas carentes?

Essa política condenará as crianças de hoje a continuar, como os seus pais, a depender do Bolsa-Família para ter um microondas, enquanto um investimento maciço em educação faria delas seres independentes, produtivos, indispensáveis para chegarmos ao bom futuro.

*****

Lula menciona o discurso de um senador. Provavelmente se refere a Mão Santa:

16/11/2006 – 19h19 Plenário – Atualizado em 16/11/2006 – 19h19

Bolsa Família não vai acabar com a pobreza, diz Mão Santa

do Portal do Senado

O senador Mão Santa (PMDB-PI) criticou, nesta quinta-feira (16), o programa de transferência de renda do governo federal Bolsa Família, que, para ele, é “uma esmola aos pobres”. O parlamentar disse reconhecer que se trata de uma política emergencial para assistir os que têm fome — ele informou que, em seu estado, o Piauí, mais da metade da população recebe a bolsa –, mas ponderou que esse tipo de prática jamais vai eliminar a pobreza.

Mão Santa argumentou que é preciso valorizar o trabalho como forma de acabar com a miséria. Ele fez uma série de citações sobre o tema, incluindo a letra de Vozes da Seca, de Luiz Gonzaga e Zé Dantas, em que o compositor afirma que “uma esmola, para um homem que é são, ou lhe mata de vergonha, ou vicia o cidadão”. O senador lembrou também as Escrituras Sagradas onde se encontra, no livro do Gênese, a sentença de Deus aos homens após sua expulsão do Éden: “Comerás o pão com o suor do teu rosto”.

*****

Lula mencionou críticas genéricas ao programa, que continuam. O leitor indignado deu um exemplo recente. De Cláudio Slaviero, na Gazeta do Povo, em 12.06.2013:

Bolsa-família estimula a preguiça, disse Álvaro Dias (dica do Gerson Carneiro):

 Falemos, também, dos que “apoiaram” desde o início. Tudo começou com o ACM. Dica do Gerson Carneiro:

Leia também:

Aécio Neves e o Bolsa Família: programa perene





87 comentários

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Cobrando a verdade de quem diz falar em nome dos jornalistas - Viomundo - O que você não vê na mídia

20 de fevereiro de 2014 às 14h07

[…] 5. Ali Kamel é um figura pública, dirigente da maior emissora de TV da América Latina, uma das maiores do mundo. Escreveu artigos e livros. Um deles, Não Somos Racistas, foi badaladíssimo e formou opinião contra a implementação de cotas raciais no Brasil. Kamel também criticou aspectos do programa Bolsa Família. […]

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Hildete Arruda

05 de fevereiro de 2014 às 22h56

MUITO BEM lula CONCORDO PLENAMENTE COM O SENHOR, ATE PORQUE TE ADMIRO DESTE CRIANÇA SEMPRE, O bolsa família É MUITO BOM PRA QUEM PRECISA, SO QUEM PRECISA É QUEM SABE. E SÓ OS QUE SÃO PODEROSOS QUE TEM SUAS MANSOS É QUEM FALA MAL DO BF , ELES Ñ SABE O QUE É SOFRER SEM TER UM EMPREGO NEM O QUE COMER, MAIS MEU CARO, EU Ñ CONCORDO É COM UM BANDO DE PESSOAS QUE DE VEZ ENQUANTO ME DEPARO OUVINDO NA TV, QUE FAMÍLIAS QUE TEM MUITA CONDIÇÃO DE VIDA BOA TA RECEBENDO O BOLSA F, ISSO É VERGONHOSO, E MAIS AQUI ONDE MORO FAZEM POLÍTICAS COM O bf, ODE FAMÍLIAS NESSE CITADAS FORAM EXCLUÍDAS DO PROGRAMA E OUTROS QUE TEM MAIS DE UM SALÁRIO,OU SEJAS GANHAM MAIS DE MIL REAIS ESTÃO RECEBENDO E QUEM GANHA APENAS UM MISERO SALÁRIO E É UM POBRE AGRICULTOR ELES ACABAM EXCLUINDO DO PROGRAMA , EU DIGO ISSO PORQUE SEI E FUI VITIMA DISSO.. GOSTARIA DE TER ASSE CO A DONA Dilma pra me falar com ela mais sei q/ isso é impocível..aqui é só politicagem…isso ñ é certo ..agradeço e muito obrigado se o LULA ESTIVE SI LENDO TUDO ISSO SERIA MUITO BOM….!!!!!!! OBS SOU DA REGIÃO DO SERTÃO DA PARAÍBA.. CIDADE,QUE OS POBRES SÃO ESQUECIDOS, BONITO DE SANTA FÉ PB..

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Processado, Miguel do Rosário dá surra verbal em Ali Kamel - Viomundo - O que você não vê na mídia

06 de novembro de 2013 às 23h22

[…] do Viomundo: Derrota política, vingança na Justiça. Ali Kamel perdeu no Bolsa Família (leiam o que ele escreveu sobre o Bolsa Família). Perdeu nas cotas raciais. Mas, na Globo, ganhou, o que diz muito sobre as escolhas dos irmãos […]

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Centrais sindicais convencem Mantega a discutir direitos dos trabalhadores e não custos - Viomundo - O que você não vê na mídia

04 de novembro de 2013 às 18h29

[…] O discurso de Lula e a identidade dos críticos do Bolsa Família […]

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Helenita

03 de novembro de 2013 às 20h29

Sandro, você diz que Lula “manteve a política de distribuição de renda” de FHC? Meus Deus, no desgoverno FHC o povo pobre estava em total abandono, e a classe média baixa desempregada, sem moradia e demais recursos… Viajar de avião? Jamais! Viajar de férias? Jamais… Adquirir um pequeno imóvel? Em hipótese alguma; veja as estatisticas de empréstimo para casa própria nos 8 anos de trevas e aquele período em que FHC foi ministro da Fazenda de Itamar…
Não me diga que FHC tinha programa de distribuição de renda: só se for distribuição de renda aos banqueiros, pelo modestíssimo PROER, aí eu concordo. Leonel Brizola e Lula passaram FOME, literalmente, daí vem a alta sensibilidade frente aos problemas da pobreza, e seus esforços para enfrentá-la.
As senhoras damas do engenho, digo, das classes dominantes,incomodam-se como a libertação do seu exercito industrial de reserva, em especial as domésticas, que encontraram no crescimento econômico do país as portas para alcançar melhores salários, acesso aos estudos, às universidades, à casa própria etc
Aliás, tenho pedido ao PHA que publique um estudo sobre a existência de uma entidade chamada “rede da solidariedade” comandada por Ruth Cardoso, a qual consumiu fábulas de dinheiro público, fábulas, e dela não conheci qualquer trabalho ou benefício, além de propiciar luxuosas viagens à Sra Ruth, figura que a imprensa endeusa e protege. Penso que essa nuvem deve ser removida e seus resultados exibidos para todos nós. Para onde foi tanto dinheiro?

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Capilé

02 de novembro de 2013 às 16h27

Para pensar:
“Muitos jovens usam camisetas com a foto de Che Guevara estampada. Isso, na cabeça deles, basta para colocá-los como “críticos do sistema”. Mal sabem que Che pensava que o jovem, em particular, devia aprender a “pensar e agir não por si, mas como parte da massa”. Aqueles que escolhiam o próprio caminho, de forma independente, eram apontados como párias e delinquentes sem valor. Em um discurso famoso, Che prometia “fazer sumir da nação a praga do individualismo!”

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Jayme Vasconcellos Soares

02 de novembro de 2013 às 14h46

Aceito até um programa transitório, emergencial, assistencial de bolsa-família, e também a aposentadoria rural, mas não sendo financiados pelos recursos da Previdência Social, que é um direito dos aposentados urbanos, que recolheram parte de seu proventos, para terem assegurada uma vida digna após a fase laboral de suas vidas. Quem tem que bancar a aposentadoria rural é o próprio governo, com verba específica, e não com os recursos da Previdência Social do trabalhador urbano. O que é preciso é que o governo realize um programa de educação do povo brasileiro, para que este possa sobreviver condignamente, sem receber esmolas como o bolsa-família

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    Helenita

    03 de novembro de 2013 às 19h39

    Prezado Jayme, você já conhece os programas de ensino técnico do Governo Federal (Dilma), o PRONATEC, que está inundando esse país de jovens e adultos preparados para o mercado de trabalho, no qual já se formaram incontáveis turmas, como por exemplo no RN há poucos dias onde se formaram 4.500 alunos nas mais diversas espcialidades, o mesmo se viu em MG e Bahia (Vitória da Conquista), em números igualmente expressivos? Pois é, isso sem falar nas Escolas Técnicas Federais (IFECT), que no governo Lula foram criadas 214 novas unidades? Os cursos do PRONATEC estão no Brasil inteirinho, inclusive em municípios pobres e até então esquecidos, onde todos têm oportunidade e estímulo financeiro para ingressar nos cursos e neles permanecer… Vale à pena conhecer a realidade dos beneficiários do bolsa família, procurando informar-se FORA da grande mídia…

Marat

02 de novembro de 2013 às 12h28

Ali Kamel diz que “[…] O programa distribui renda? Sim, mas de uma maneira não sustentável: o efeito cessará assim que o programa tiver um fim. Distribuição sustentada de renda só se obtém educando o povo, para que se possa abastecer de gente qualificada uma economia crescente […]”
Com relação à educação, a Rede Globo bem que poderia para de apenas criticar, e utilizar meia hora por dia, em horário nobre, a inserir em sua programação algo de útil, um telecurso, por exemplo. Não nos esqueçamos que concessão, para mim, não deixa de ser uma bolsa… Eu até poderia dizer que é uma bolsa que estimula vagabundos, que não têm senso crítico, a pensarem em coisas estúpidas, tais como novelas ou Big Brother, e isso sim, idiotiza parte da população, que, em vez de trabalhar, estudar ou assistir algo útil, perde seu tempo com idiotices, e com isso, emburrece cada vez mais.
Outro detalhe: Nunca vejo jornalistas “50 tons de marrom” criticarem as inúmeras mamatas que os banqueiros e as multinacionais recebem do governo do Brasil… as tais Bolsas-Empresário. Por que? Será que as bolsas destas pessoas não devem ser questionadas?

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Recordar é viver: Rebatendo as críticas ao Bolsa Família - Viomundo - O que você não vê na mídia

02 de novembro de 2013 às 12h00

[…] Ajude Lula a dar nomes aos bois […]

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    Marcelo Junior

    03 de novembro de 2013 às 17h41

    Perguntar não ofende:

    Porque o ‘Fome Zero’ na sua forma original não saiu do zero ?

    Marat

    03 de novembro de 2013 às 23h11

    Enquanto houver sede zero (de poder e de dinheiro) para os banqueiros;
    Enquanto houver impostos zero para as multinacionais;
    Enquanto houver má distribuição de renda etc., etc., etc…
    Deverá haver ao menos um pouco de planos para os desfavorecidos!

    Marcelo Junior

    03 de novembro de 2013 às 17h44

    Adivinha de quem são estas palavras ???

    Antigamente, quando chovia, o povo logo corria para plantar o seu feijão, o seu milho, a sua macaxeira, porque ele sabia que ia colher, alguns meses depois. E, agora, tem gente que já não quer mais isso porque fica esperando o ‘vale-isso’, o ‘vale-aquilo’, as coisas que o Governo criou para dar para as pessoas.

    Acho que isso não contribui com as reformas estruturais que o Brasil precisa ter para que as pessoas possam viver condignamente, às custas do seu trabalho. Eu sempre disse que não há nada mais digno para um homem e para uma mulher do que levantar de manhã, trabalhar e, no final do mês ou no final da colheita, poder comer às custas do seu trabalho, às custas daquilo que produziu, às custas daquilo que plantou. Isso é o que dá dignidade

edir

02 de novembro de 2013 às 07h35

O Mäo Santa cita uma passagem da bíblia que diz: Comerás o päo com o suor do seu rosto. Mas ele tá comendo brioche todos os diad com o suor dos seus eleitores.

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FrancoAtirador

01 de novembro de 2013 às 20h21

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29/6/2008

PESQUISA DO IBASE DESMONTA PRECONCEITOS CONTRA O BOLSA FAMÍLIA

CartaCapital, via Vermelho

O Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase) está prestes a divulgar os resultados da pesquisa Repercussões do Programa Bolsa Família na Segurança Alimentar e Nutricional das Famílias Beneficiadas.

A pesquisa desmonta boa parte dos preconceitos que a elite, setores da mídia e da oposição ventilam a respeito do programa.

Para chegar aos dados a seguir, o Ibase fez entrevistas qualitativas com 15 grupos de beneficiários e de gestores municipais do programa.

Em seguida, saiu a campo para entrevistar 5 mil titulares do cartão Bolsa Família, em 229 municípios de todas as regiões do País.

“Além de questionar se estavam se alimentando mais e melhor, buscamos saber como decidem diante da escassez”, explica Francisco Menezes, diretor do Ibase e coordenador da pesquisa.

Entre as constatações, nas famílias de renda mais baixa, aumentou o consumo de cereais, principalmente arroz e feijão, alimentos que declinam na dieta brasileira.
No geral, os atendidos pelo programa priorizam alimentos calóricos, ditos fortes, e de menor valor nutritivo.

O presidente Lula empenhou-se em garantir que o novo reajuste no repasse às famílias eliminasse as perdas da inflação no preço dos alimentos.

O aumento, anunciado na quarta-feira 25, será de 8% e passa a valer a partir de julho.

Com a mudança, cada família beneficiada passará a receber de 20 a 182 reais por mês, de acordo com a renda mensal por pessoa e com o número de crianças e adolescentes até 17 anos.
As famílias mais pobres recebem o benefício básico, de 62 reais.
Cada filho em idade escolar (até três) dá direito a mais 20 reais, e cada adolescente (até dois), a 30 reais.
O benefício é pago desde que os filhos freqüentem a escola e sejam vacinados regularmente.

Mal saiu o reajuste e políticos da oposição contestam o programa que, apesar de ser regido pela Lei Federal 10.836, é acusado de ser eleitoreiro, de criar acomodação ou de ser mero assistencialismo.

No entender de Patrus Ananias, ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, esse raciocínio se deve a uma visão economicista da sociedade, mas é, essencialmente, uma questão ideológica.

“Esses mitos se devem a setores cada vez mais minoritários, encastelados em instituições de poder, que mantêm uma ideologia decorrente da escravidão, do coronelismo, das capitanias hereditárias e do mandonismo, ainda que revestidas de uma falsa modernidade.”

A pesquisa do Ibase vasculha a fundo o Bolsa Família.

Além de apontar mudanças reais na alimentação dos beneficiários, pode ser confrontada com os principais mitos a respeito do programa.

“Não existe fome no Brasil”
Existe. Ainda que tenha havido avanços, a fome é uma realidade para milhões de brasileiros.
A partir das discussões geradas pelo Fome Zero, em 2003, conforme a nutricionista da Unicamp Ana Segall, os indicadores baseados apenas na renda foram substituídos:
“Há um imaginário um pouco estilizado da fome, mas ela pode ser algo cotidiano”. A partir de 15 perguntas sobre oferta e quantidade de comida, a Escala Brasileira de Insegurança Alimentar determina se a situação é grave (fome entre adultos e/ou crianças da família), moderada (restrição na quantidade de alimento) ou leve (receio de faltar comida no futuro próximo).
Mais da metade, 55% das famílias atendidas pelo Bolsa Família estão em situação de insegurança alimentar moderada ou grave.
São 6,1 milhões de lares, ou cerca de 30 milhões de brasileiros, segundo o Ibase.

“O Bolsa Família não chega a quem precisa”
Na avaliação da secretária nacional de Renda de Cidadania do Ministério do Desenvolvimento Social, Rosani Cunha, o programa está próximo de atender os mais pobres.
Ele se dirige a 11,1 milhões de famílias, aproximadamente 50 milhões de brasileiros.
“O mais difícil é chegar às famílias mais vulneráveis, quase invisíveis”, admite, referindo-se àquelas com endereço precário, submetidas a trabalho escravo, indígenas ou quilombolas, para as quais o MDS desenvolve credenciamento diferenciado.
“O programa chega às que precisam, mas não a todas”, diz Menezes, baseado na pesquisa do Ibase, segundo a qual 60% dos entrevistados disseram conhecer quem precise do programa e não o receba.

“O programa é assistencialista”
Há uma diferença entre assistência social, direito essencial dos cidadãos, e assistencialismo, que visa tirar proveito político e eternizar o dependente.
“No Brasil, há desprezo e cinismo quanto ao direito à assistência do Estado”, alfineta Menezes.
“Embora não se possa negar o peso na reeleição do presidente Lula, o Bolsa Família não é uma política de governo, é uma política de Estado, regida por lei.”

Segundo o Ibase, 64% dos titulares concordam com a exclusão das famílias que não cumprirem as contrapartidas (manter os filhos vacinados e estudando).
“A defesa das condicionalidades é uma resposta a essa crítica”, diz Rosani Cunha, “pois mostra que há uma responsabilidade do Estado e uma do beneficiário”.

“Receber o Bolsa Família acomoda”
O suposto efeito preguiça é a crítica mais contumaz ao programa.

“A pesquisa desmente cabalmente essa afirmação”, diz Menezes.

Os números são claros: 99,5% dos pesquisados não deixaram de trabalhar (ou fazer algum tipo de trabalho) depois do Bolsa Família.
“Entre os 0,5% que deixaram ocupações, a maioria exercia trabalho degradante, como os cortadores de cana do Nordeste.
Se disseram não a um trabalho indigno, é uma conquista de cidadania.”

A pesquisadora do Ibase, Mariana Santarelli, afirma que, nas entrevistas qualitativas, o maior desejo dos beneficiados era conseguir um emprego e, em segundo lugar, emprego com carteira assinada.

Quando questionadas sobre até quando receber o benefício, 20% disseram “para sempre”, porcentual considerado baixo e atribuído, na maioria, aos habitantes de áreas rurais sem perspectiva:

“É importante ver que 80% dos pesquisados têm esperança de ingresso no mercado de trabalho”.

Rosani Cunha ataca a raiz:

“Essa crítica é ideológica, não tem base em número real”.

Ela cita dados da Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílio (Pnad) de 2006, em que o nível de ocupação entre os atendidos pelo Bolsa Família é maior do que entre os não beneficiários (77% a 73,8%).

“Há uma busca por trabalho, mas como muitos não têm escolaridade, não saem da pobreza.”
A secretária aposta na escolaridade como oportunidade de emancipação.
E Menezes, na integração de políticas públicas.

Em Osasco, arredores de São Paulo, a prefeitura aproxima os programas de transferência com os de geração de renda.
“O segredo é apresentar alternativas ao mesmo tempo que atendemos à necessidade imediata”, diz Dulce Cazunni, secretária do Desenvolvimento, Trabalho e Inclusão do município.
A transformação é visível no dia-a-dia das iniciativas centralizadas pela prefeitura.
A maior parte das mulheres carentes que freqüentam a oficina de costura recebe o benefício federal (há 20.157 titulares do Bolsa Família na cidade).
Elas produzem os uniformes da rede municipal de ensino.
Este ano, 457 mil peças sairão das mãos de gente como Daniela de Jesus Gregório, de 24 anos, mãe de Ryan, de 5 anos.
“Eu não sabia nem sentar numa máquina. Vi essa chance e agarrei”, diz a jovem, que vivia de bicos e agora recebe a bolsa de 450 reais da prefeitura. “Hoje, tenho segurança para fazer um teste numa empresa.”

Além de aprender a profissão, Edilene Lídia de Souza, de 32 anos, e outras 27 mulheres, com apoio dos programas de Economia Solidária da cidade, montaram uma cooperativa de costureiras.
Edilene, que estudou até a 6ª série, diz que a oportunidade de trabalhar mudou sua vida.
“Comecei a ver portas abertas para mim. Sou uma pessoa, tenho potencial.”

“O pobre não sabe usar o dinheiro”
Na pesquisa do Ibase ou em qualquer outra sobre o Bolsa Família, a primeira resposta sobre “em que o dinheiro é gasto” é alimentação.
No Nordeste, 91% dos titulares do programa apontaram a comida.
No Sul, 73%.
No geral, com opção de até três respostas, os beneficiários disseram gastar em alimentação (87%), material escolar (46%), vestuário (37%), remédios (22%), gás (10%), luz (6%), tratamento médico (2%), água (1%).

“A alimentação consome 56% da renda total das famílias”, afirma Menezes.

“A razão para não comprarem mais é o preço”, complementa Santarelli. De acordo com o Ibase, após o recebimento do benefício, foi possível comprar mais alimentos dos seguintes grupos: açúcares (78%), arroz e cereais (76%), leite e derivados (68%), biscoitos (63%), industrializados (62%), carnes (61%), feijões (59%), óleos (55%), frutas (55%), ovos (46%), raízes (43%) e vegetais (40%).

O aumento no consumo de biscoitos, óleos e gorduras, açúcares e industrializados não é saudável, e segue uma tendência nacional, já observada pelo IBGE.

A dieta dos beneficiários do Bolsa Família se diferencia da tendência no aumento do consumo de arroz e feijão, principalmente nas famílias em situação precária. Estas, no entanto, optam por alimentos calóricos em lugar dos nutritivos (mais caros). “Uma dieta muito energética dá a falsa impressão de que a fome acabou. É um ciclo perverso que leva à obesidade”, alerta Ana Segall.

Nas famílias que já têm o básico, o Bolsa Família permitiu acesso a alimentos “complementares”, como frutas, verduras e industrializados, além da carne. Nos grupos focais, as mães disseram poder oferecer aos filhos o que chamam de “lanche”, biscoito recheado e iogurte.

“Não acho que não seja digno comprar um tênis para o filho, um ventilador, panela de pressão. Se a mãe tem condições de administrar esse dinheiro, está mais do que certa. Porque dignidade a gente tem que continuar tendo”. Quem ensina é uma mãe, beneficiária do programa, residente no Rio de Janeiro.

A regularidade na entrega do dinheiro possibilita que seja usado como garantia de crédito. A aquisição de eletrodomésticos, em vez de comida, foi muito criticada. “Comprar uma geladeira, um fogão é mau uso do dinheiro? Isso é uma arrogância”, crê Rosani Cunha: “Há preconceito em achar que o pobre não sabe escolher”.

A assistente social Maria de Lourdes Ferreira, moradora de Carapicuíba, nos arredores de São Paulo, é um caso raríssimo de renúncia voluntária ao Bolsa Família. “Eu dizia para mim mesma: não posso depender desses 15 reais do governo. Eu me revoltava”, diz. Aos 43 anos, perdeu um dos três filhos vítima de meningite, parou de estudar para cuidar dos outros dois e foi diarista para colocar comida em casa. Há seis anos, separou-se do marido e mudou a vida graças não ao Bolsa Família, mas a um somatório de iniciativas.

Maria cursou o pré-vestibular comunitário da ONG Educafro, e conseguiu bolsa integral na Universidade São Francisco. “Trabalhava como diarista e estudava à noite, eu não comia. Pedi o Bolsa porque vi as coisas apertarem.” O benefício era de 15 reais (hoje 20), mas fazia diferença. Ainda na faculdade, conseguiu um estágio remunerado e, com peso na consciência por ver gente “muito mais miserável”, decidiu cancelar o cartão. Hoje recebe bolsa de 470 reais mensais, de uma fundação vinculada ao governo estadual, para especializar-se na área. E sonha com uma vaga no serviço público.

Melhorar a comunicação

Rosani Cunha, do MDS, reconhece que é preciso melhorar a comunicação do ministério com os gestores municipais do programa e com as famílias. Mas considera o Bolsa Família vitorioso porque alivia a pobreza imediata, reduz a pobreza nas gerações seguintes e integra-se a outras alternativas de desenvolvimento.

“O Bolsa Família é bem-sucedido no que se propõe, mas tem um limite. Não vai acabar com a pobreza”, diz Menezes, sem ilusões: “Transferir renda não resolve os problemas sociais”.
Assim como Rosani, ele destaca a importância de outras iniciativas.
Um exemplo é o Programa de Aquisição de Alimentos, do MDS, que liga a agricultura familiar aos consumidores.
Ou o PRONAF, que dá crédito às famílias produtoras.

Em fevereiro deste ano, o governo federal lançou o programa Territórios da Cidadania para integrar políticas públicas nas áreas rurais mais miseráveis.
“O que indevidamente se chama de grotões são ambientes onde vivem brasileiros que precisam de tratamento”, defende Humberto Oliveira, um dos coordenadores do programa que tem 12,9 bilhões de reais de orçamento.

Com a participação de 24 ministérios e órgãos federais, a intenção é potencializar o efeito dos benefícios.
“Além do Bolsa Família, programas como o Brasil Alfabetizado, cursos de capacitação profissional e acesso ao crédito também chegarão a essa família”, explica Oliveira, e vislumbra um futuro menos árduo para brasileiros como Rogéria e os filhos alimentados à base de farinha. “Ao juntarmos tudo, a possibilidade de este cidadão ingressar em uma atividade produtiva e gerar a própria renda é muito maior.”

MÁ-VONTADE DA DIREITA [PSDB/DEM]

“O Bolsa Família distribui renda sem porta de saída. É bom por um lado, mas não é bom habituar as pessoas à dependência”, critica o senador José Agripino [DEM-RN].
O líder do DEM também não vê com bons olhos o reajuste no repasse ao programa.
“O governo aumenta o Bolsa Família para exibir um crescimento artificial do PIB.
À medida que ofereceu renda àqueles que nunca puderam ter uma geladeira, um microondas, criou uma escalada de consumo baseada numa capacidade artificial de compra”, diz.

O senador Cristovam Buarque defende um repasse ainda maior aos beneficiados, mas critica a gestão do programa pelo MDS, e diz que o vínculo com a escola é fraco: “Sem melhorar a qualidade do ensino, não se vai emancipar as famílias da pobreza”.

Na Câmara dos Deputados, Nazareno Fonteles (PT-PI) tenta costurar a aprovação de um Projeto de Lei que influenciará diretamente os beneficiados do Bolsa Família, pois trata da Merenda Escolar.

Além de estender a merenda ao ensino médio, visa aproximar o produtor do comprador.
“Isso favorece o produtor local, produz renda, valoriza a cultura e a agricultura familiar”, diz o deputado.
Ele explica que tem de haver uma hierarquia de necessidades e, por isso, é favorável ao aumento no repasse do Bolsa Família.

O PL da Merenda tramitará em uma comissão especial.
Até o momento, no entanto, está parado, pois o DEM e o PSDB insistem em não indicar seus representantes. [!!!]

Para a cientista política Lúcia Avelar, da Universidade de Brasília, tem uma tese para a má vontade.
Em uma análise acadêmica das últimas três eleições municipais (de 1996, 2000 e 2004), ela verificou o avanço dos partidos de esquerda a partir de 2000, e o recuo constante dos partidos de direita.

“A transferência de renda cria um vínculo do eleitor com o Estado [Federal], sem intermediários, e este é o primeiro passo para um sentimento de cidadania”, diz.

Entre os municípios com pior índice de desenvolvimento humano predominam o DEM e os partidos considerados de direita.
“São locais tradicionalmente controlados pela elite financeira local. Por isso há tanta chiadeira”, conclui.

Íntegra em:

(http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=37108&id_secao=141)
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Responder

Vila Autódromo: Quando a Globo apoia manifestação popular, o povo desconfia - Viomundo - O que você não vê na mídia

01 de novembro de 2013 às 20h20

[…] Sobre os críticos do Bolsa Família que Lula não identificou […]

Responder

emerson57

01 de novembro de 2013 às 14h53

o aócio never kkkkkkkkkkkkk foi quem inventou:
http://poderonline.ig.com.br/index.php/2013/10/30/aecio-apresenta-projeto-para-incorporar-bolsa-familia-a-lei-organica-de-assistencia/
e agora?
os coxinhas que odeiam o bolsa familia terão que votar na marina e seu bolsa família do bagre, com um caminhão de vantagens!
NATURal.

Responder

    gaudério

    01 de novembro de 2013 às 15h15

    O aébrio never vai introduzir na borça família a famosíssima caninha 51 que é pra deixar todos ébrios de amor. todos navegando na maresia. uick! e viva o Lula, um verdadeiro fenômeno, segundo aquele nobre amigo etílico. acessem o yotube e vejam a entrevista.

Bernardino

01 de novembro de 2013 às 14h43

Só cego ou petista não enxerga a verdade. O programa bolsa-escola, criado por um prefeito de Campinas nos anos 90, foi encampado pelo Cristóvão Buarque e posteriormente pelo Governo Federal. A ideia era incentivar as famílias a manter os filhos na escola e o resultado foi excelente. O que o PT fez foi simplesmrnte ampliasr,porem nao é autoria do PT o Programa.

Sao votos de 40 milhoes no norte e nordeste é uma politica assitencial que gera dependencia.E por conseguinte e ELEITOREIRO SIM

O BRASIL só vai pra frente no dia que tiver um ESTADISTA pra valer : Primeiro PASSO: FEDERALIZAR A EDUAÇAO BASICA e acabar o ANALFABETISMO pra issso tem que mexer com gente GRAUDA e os TUCANALHAS E PETRALHAS nao tiveram CORAGEM de FAZÊ-LO,nem farão!!

Tem que ter bolsa familia e tudo isso que falei,senao é mesmo que jogar CONFETE EM AVIAO;ASSISTENCIALISMO PURO!!!

Responder

    Péricles

    01 de novembro de 2013 às 15h33

    Meu caro Bernardino, tudo começou com o Eduardo Suplicy que propôs um imposto de renda negativo para toda família que tivesse renda inferior a um salário mínimo. Há até um livro dele sobre isso. Até hoje ele não consegue conversar com ninguém sem tocar nesse assunto. Ele não reivindica a paternidade de nada, até porque sabe que o importante é que alguma coisa seja feita contra a miséria. Eu ganhei dele um exemplar desse livro na primeira metade dos anos 1990. Tudo o mais é evolução de um mesmo tema. E foi o Lula quem trouxe o melhor e mais abrangente avanço para essa questão de solidariedade humana. Queiram ou não queiram os inimigos do PT, o embrião de tudo isso veio de lá. Mas isso não importa. Se a oposição não conseguir implodir o Mais Médicos teremos debate semelhante no futuro. Essa iniciativa da Dilma não é a primeira. O Siqueira Campos (que não é e nem nunca foi do PT) fez um acordo com Cuba para trazer médicos de lá em 1998. Algum cretino (temos tantos por aí) conseguiu que algum juiz irresponsável emitisse uma liminar para impedir que pessoas carentes pudessem ser atendidas. Uma pena. A Dilma apenas tomou uma atitude mais abrangente, que o Siqueira Campos não podia ter tomado por ser governador em vez de presidente. Os que tentaram fazer o bem são diferentes e de partidos diferentes, mas são poucos. Aqueles que tentam impedir que o bem seja feito são os mesmos, mas são em quantidade muito maior.

    edir

    02 de novembro de 2013 às 07h49

    Bernardino, eu sou de Campinas e era do movimento popular/membro do Conselho Local de Saúde e pertencia a diretoria da Associedade Amigos de Bairro na época.
    O que o Magalhäes implantou em Campinas nos anos 90, foi o um programa criado pelo Senador Suplicy. Ná época, o Senador fora convidado para ir à Campinas para uma homenagem, mas por causa de compromissos o Senador näo compareceu. O programa em Campinas, funcionou bem para umas famílias e outras näo. Acompanhei por exemplo algumas famílias que receberam esse benefício que tinha prazo de dois anos. Uma familia de 5 membros, (casal e tres filhos) que moravam num barraco à beira do riacho em péssimas condicöes. O Marido trabalhava no Ceasa, tinha uma salário näo täo ruim, mas com o dinheiro do Bolsa Familia eles construiram uma casinha no lugar do barraco. A mäe que näo podia trabalhar poque o filho era portador de uma doenca, estava muito feliz com a nova moradia. Outra familia, a mäe comprou um tanquinho e passou a lavar roupas e ganhar um dinheiro extrar. Tinha pessoas que recebia o dinheiro e comprava drogas, mas no geral o programa näo era muito bem controlado e a exigencia da crianca na escola näo era tanto como o programa do governo federal.

    GSneto

    02 de novembro de 2013 às 12h44

    Sou de Campinas. A iniciativa do Magalhães Teixeira foi inspirada na luta do Suplicy por um programa de renda mínima.

Gerson Carneiro

01 de novembro de 2013 às 13h58

“Foi o Senador Antônio Carlos Magalhães quem criou o Bolsa Família.
Vamos levar o Bolsa Família para as pessoas que mais precisam na nossa cidade”. ACM Neto.

http://www.youtube.com/watch?v=jreD542VPks

Responder

    renato

    01 de novembro de 2013 às 20h30

    Assim não dá, assim não pode Gerson.
    Bolsa família é coisa seria, você não
    pode me fazer dar risada.

FrancoAtirador

01 de novembro de 2013 às 13h52

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BOLSA FAMÍLIA: O ‘EFEITO MULTIPLICADOR’ KEYNESIANO

A expansão do valor total dos benefícios pagos pelo Bolsa-Família entre 2005 e 2006, de R$ 1,8 bilhão, provocou um crescimento adicional do PIB de R$ 43,1 bilhões, e receitas adicionais de impostos de R$ 12,6 bilhões.

Esse ganho tributário é 70% maior do que o total de benefícios pagos pelo Bolsa-Família em 2006, que foi de R$ 7,5 bilhões.

Essas estimativas estão num estudo recém concluído dos economistas Naercio Aquino Menezes Filho, coordenador do Centro de Políticas Públicas (CPP) do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), antigo Ibmec-São Paulo, e de Paulo Henrique Landim Junior, aluno da graduação do Insper.

O objetivo do trabalho era investigar os efeitos do Bolsa-Família – que hoje atinge 12,9 milhões de famílias – na economia dos municípios.

Os pesquisadores investigaram 5,5 mil municípios nos anos de 2004, 2005 e 2006. Os dados utilizados foram o PIB, a população e a arrecadação de tributos nos municípios, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE); e os desembolsos do Bolsa-Família, do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS).

A partir dessa base, Menezes e Landim empregaram métodos estatísticos para calcular o impacto na economia municipal de aumentos dos repasses do programa per capita – os repasses divididos pela população do município (e não pelo número de beneficiários).

A conclusão foi de que um aumento de 10% no repasse médio per capita do Bolsa-Família leva a uma ampliação de 0,6% no PIB municipal no ano em que ocorre a expansão e no seguinte.

“O impacto pode parecer pequeno, mas quando analisamos os efeitos levando em conta os números absolutos do PIB, ele é bem grande”, diz Menezes.

A magnitude do efeito do Bolsa-Família no PIB ficou clara quando os pesquisadores fizeram o que chamaram de “análise de custo-benefício”, tomando os anos de 2005 e 2006.

Entre os dois períodos, os repasses do programa subiram de R$ 5,7 bilhões para R$ 7,5 bilhões, num salto de R$ 1,8 bilhão, ou de 30,34%.

O valor médio do repasse em 2006 foi de R$ 61,97 por família, e o porcentual da população beneficiada foi de 36,4%.

Considerando-se a relação de 0,6% a mais de PIB para cada 10% a mais de Bolsa-Família, o aumento de 30,34% em 2006 significa um ganho no conjunto dos municípios – isto é, do País – de 1,82%.
Aplicado ao PIB de 2006 de R$ 2,37 trilhões, chega-se ao PIB adicional de R$ 43,1 bilhões.

Dessa forma, para cada R$ 0,04 de Bolsa-Família a mais, o ganho de PIB foi de R$ 1.

Menezes fez cálculos adicionais, levando em conta que a distribuição do aumento do Bolsa-Família de 2005 para 2006 não foi homogênea entre todos os municípios brasileiros, e obteve resultados muito parecidos.

Ele diz que aquele efeito explica-se pelo chamado “multiplicador keynesiano”, que faz com que um gasto adicional circule pela economia – de quem paga para quem recebe – várias vezes, aumentando a demanda bem mais do que o seu valor inicial.

A análise dos dois economistas permitiu avaliar também o impacto dos aumentos de repasses do Bolsa-Família nos diferentes setores da economia municipal.

O maior efeito foi encontrado na indústria – para cada 10% a mais de Bolsa-Família, o PIB industrial aumenta 0,81%.
Nos serviços, o impacto foi de 0,19%, enquanto na agricultura não foi registrado efeito significativo.

“É possível que a indústria tenha sido mais afetada por causa do aumento de consumo de energia elétrica, água, esgoto e gás das famílias pobres e extremamente pobres que recebem Bolsa-Família”, diz Menezes.

No caso da arrecadação municipal, o estudo indica que um aumento de 10% nos repasses leva a um aumento médio de 1,36%.

Levando-se em conta o total de impostos gerados nos municípios em 2006, de R$ 304,7 bilhões, concluiu-se que o aumento de 30,34% do Bolsa-Família provocou uma alta de 4,1% na arrecadação, ou R$ 12,6 bilhões.

NÚMEROS [2005/2006]

R$ 7,5 bilhões
foi o total gasto com o Bolsa-Família em 2006

R$ 1,8 bilhão
refere-se à parcela que superou o gasto de 2005

R$ 43 bilhões
foi o PIB gerado pelo gasto adicional com o Bolsa-Família em 2006

R$12,6 bilhões
foi a receita adicional de impostos com o programa em 2006

(http://www.ihu.unisinos.br/noticias/noticias-arquivadas/26635-expansao-do-bolsa-familia-elevou-pib-em-r$-431-bilhoes-indica-estudo)
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Leia também:

(http://www.ipc-undp.org/mdsPort.do?active=3)
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Responder

Gerson Carneiro

01 de novembro de 2013 às 13h46

“Bolsa Família não tira ninguém da miséria e estimula a preguiça, inclusive”. Álvaro Dias

http://www.youtube.com/watch?v=cn6l-RVNw_k

Responder

    edir

    02 de novembro de 2013 às 07h52

    O Alvaro Dias recebe uma polpuda bolsa familia, pois recebe salário dos tributos pago pelo povo, sem trabalhar. Esse sim é um dos maiores vaga… do Senado.

edson silva

01 de novembro de 2013 às 13h40

O PIG e a Direita, que são a mesma porcaria, não aguentam pobre, não aguentam que pobre sonhe, não aguentam que suas empregadas queira ensino superior, não aguentam correr o risco de que seu filhinho abastado divida sal com uma empregada doméstica.

Esse País apresenta mudanças fantásticas, possui suas limitações, mas ainda sim a maior de todas é que de tanto não ser aguentado pelo PIG e pela Direita, o pobre cansou e não aguenta mais ambos, nem a Direita e muito menos ainda o PIG/Globo.

Responder

victor paoleschi

01 de novembro de 2013 às 11h21

A BURGUESIA GOSTA DO CHEIRO DA MERDA…..OLHA O RIO PINHEIROS

Responder

João Ghidetti

01 de novembro de 2013 às 10h49

Bolsafamília e LULILMA estão atravessados na garganta do PIG.

Responder

victor paoleschi

01 de novembro de 2013 às 09h53

ah não gente…a gente escolhe ser pobre …que isso….magina

Responder

victor paoleschi

01 de novembro de 2013 às 09h52

é histórica a aliança política burguesa..não nos deixemos enganar….aí qualquer tentativa ao contrário para mudar o status quo….o empresariado esperneia, grita, chora, xinga…gesticula..enfim…revelando o mau caratismo

Responder

Panino Manino

01 de novembro de 2013 às 09h47

No conversa afiada tem meio que transcrito discuro muito bom do próprio Lula sobre o Bolsa Família, que ataca diretamente essa desconexão com as realidades.

“Disse Lula:
Não existe indicador estatístico que possa medir a dignidade.
Nenhum Orçamento prevê a esperança.
Não basta ter alimento para matar a fome. É preciso ter geladeira, fogão.
Os “especialistas” ficam aborrecidos porque usam o dinheiro do Bolsa Família para comprar dentadura.
É porque esse “especialista” nunca ficou sem dente, nunca tentou mastigar um pedaço de carne sem dente.
É mais difícil vencer o preconceito que a fome.
Chamam de “Bolsa Vagabundagem”, mas 70% dos adultos do Bolsa trabalham.
Eles têm preconceito: acham que se é pobre por indolência.
Para a mãe, o dinheiro do Bolsa não é esmola: é um direito !
O eleitor não precisa mais trocar o voto por um prato de feijão, por uma cuia de farinha.
Essa Sociologia que ataca o Bolsa está acostumada a servir à elite.
O Bolsa tem 10 anos e a injustiça vem de 5 séculos.
Enquanto houver uma família precisando se alimentar, a presidenta Dilma vai atender.
Dizem que o Bolsa eleva o gasto público.
São os mesmos que defendem o desemprego e a redução de salário.
Outro dia eu vi na televisão um cidadão representante de banco defendendo um pouco de desemprego e conter o aumento de salário.
Se desemprego e arrocho salarial resolvessem, não existiriam os problemas que a gente tinha quando o PT chegou ao poder.
Se arrocho e desemprego resolvessem, a Europa já teria resolvido seu problema.
Jorge Viana já disse: muito dinheiro na mão de poucos é concentração, especulação; pouco dinheiro na mão de muitos significa comida, inclusão.
Quando você começa a comer, fica mais bonito.
Não tem nada mais feio que a fome.
Eu fui conversar como presidente George Bush.
Ele só falava do Iraque e das armas de destruição em massa.
E da guerra que ia começar.
Antes que ele me pedisse para entrar na guerra, eu disse que a minha guerra era contra a fome.
O Saddam Hussein nunca fez nada contra mim !
A Guerra do Iraque, como o Bolsa, faz dez anos.
Foi com um pretexto falso: as armas de destruição em massa do Saddam.
A arma química do Iraque era o Saddam, que destruiu o país.
Além das perdas humanas, segundo o Stiglitz (Joseph), a guerra contra o Iraque custou US $ 3 trilhões.
Esse dinheiro dava para fazer bolsas famílias para atender um bilhão e meio de pessoas durante dez anos !
Os Estados Unidos e a Europa já gastaram US$ 10 trilhões para salvar um sistema que foi destruído pela ganancia financeira.
Eu me lembro que quando saí de Garanhuns minhas pernas eram finas e a barriga enorme.
Era só lombriga.
Ficamos 13 dias comendo só farinha.
Os mais ricos levavam farinha e queijo.
Os mais pobres, só farinha.
Hoje, 36 milhões de brasileiros estão no Bolsa Família !
Não podemos deixar um brasileiro sem comer.
A única coisa impossível é Deus pecar.
(A Miriam Belchior, Ministra do Planejamento, e Guido Mantega, da Fazenda) Parem de regatear com os pobres!
Eu sei que é difícil conviver com a nova situação.
A patroa usa um perfume e no dia seguinte a empregada usa um perfume igual.
Não sei se é paraguaio ou não, mas usa.
A empregada ocupa o meu lugar no avião.
É duro !
Eu estava sozinho nessa praça e agora tem esse cara aí.
Isso já aconteceu na Argentina, no interior de São Paulo e vai acontecer no resto do Brasil.

Responder

victor paoleschi

01 de novembro de 2013 às 09h45

porque os ricos reclamas do bolsa família se eles são os verdadeiros e únicos sonegadores? e parasitam a máquina pública? an?

é triste ver a classe média ter este tipo de opinião quando na verdade ela que se arrasta para sustentar uma corja de safados……e a imprensa porca fazendo a cabeça….infelizmente

Responder

Péricles

01 de novembro de 2013 às 09h40

Lendo o que esse Ali escreveu e sabendo que ele é um dos poderosos da Globo, fica fácil saber porque aquela emissora espirra merda pra todo lado. Ele escreveu um livro intitulado Não Somos Racistas. Talvez o título pudesse ser: NÓS, OS CRETINOS, NÃO SOMOS RACISTAS.

Responder

J.R.

01 de novembro de 2013 às 09h36

Sou a favor do bolsa família, mas acho que passou da hora de planejarem e divulgarem ações que garantam a saída digna dos dependentes do programa. Acho que seria ótimo criarem mecanismos que possibilitem a (pelo menos) uma parte dos beneficiários conseguirem caminhar com a s próprias pernas e garantir sua subsistência e, principalmente, garantir que os filhos dessa geração tenham meios (educação de qualidade) de chegar à vida adulta fora desse ciclo de dependência.
Alguém citou que a municipalização do ensino básico é uma dos fatores do baixíssimo nível da educação e eu concordo. Na maioria das cidades, os índices são maquiados para aumentar o repasse de verbas que são desviadas para outras finalidades e mal empregadas dentro da educação. É preciso criar um sistema que funcione e garanta um futuro melhor para a róxima geração, sem isso, não tem pré-sal que resolva o caso.

Responder

    Ricardo

    01 de novembro de 2013 às 18h51

    Caro J.R., isso já é uma realidade. Os jovens filhos dos beneficiários do programa são encaminhados para as empresas do sistema S: Senai, Sesi, Senac, Sebrae e Sesc, para fazer cursos de qualificação profissional. Com isso, nunca precisarão do Bolsa Família. Terão emprego e salário digno. 800 mil jovens já foram qualificados. O mesmo se aplica às crianças,que devem ter no mínimo 85% de frequencia escolar. Isso quebra qualquer insinuação sobre um suposto ciclo vicioso do programa. Muito pelo contrário, um dos objetivos é justamente impedir um ciclo vicioso, usando a educação como principal arma.

Zhungarian Alatau

01 de novembro de 2013 às 09h35

Quando o BNDES de FHC salvou a Globo da falência, o Sr. Kamel se encandalizou?

Responder

victor paoleschi

01 de novembro de 2013 às 09h25

é muito legal ouvir um patrão falando mal do governo e ele no mesmo ato ir chorando engatinhando pedidno dinheiro úblico para financiar suas maracutaias…..que legal…

Responder

victor paoleschi

01 de novembro de 2013 às 09h24

que tal tirarmos o acesso da elite nojenta branca e seus patrões tolos e idiotas que dão tudo por dinheiro ao bndes, caixa e outros fundos ? isto daí não chega nem ser assistencialismo e sim verminose parasitismo porcos nojentos…..em? que tal? vamos tirar todas as concessões de esstradas, hidrelétricas, aeroportos e outras atividades que são mantidas por essa maracutiaia sonegadora..vamos? ..porcos

Responder

Caracol

01 de novembro de 2013 às 09h22

As ideias que as elites socioeconômicas brasileiras querem fazer passar por serem contrárias ao bolsa família, coisas do tipo “esmola”, “prêmio por vagabundagem” e outras, são ideias que escondem aquilo que realmente lhes incomoda ao extremo, mas que não podem externar. O que lhes incomoda e que vem a ser considerado um verdadeiro anátema, aquilo que deixa a todos aterrorizados é o fato de que o dinheiro parte DIRETO do Governo federal lá em Brasília e chega DIRETO na conta do beneficiado. Isso eles não conseguem suportar, pois não passa pelos governadores nem pelos prefeitos e PIOR(!) não passa pelas gavetas dos burocratas sugadores de comissões. Horror! Se a moda pega, a fonte da corrupção seca.
Isso de dinheiro ir DIRETO pro bolso do pobre é que é o bicho.

Responder

Mario José Costa

01 de novembro de 2013 às 09h17

Este dinheiro dado aos “bolsistas” provém dos impostos que eu pago. Concordo, continuem usando meu dinheiro para isso.

Responder

nanico

01 de novembro de 2013 às 09h05

PS. Não foi na folha, foi no, o globo.

Responder

Viviane

01 de novembro de 2013 às 09h02

“Ou seja, não usa o Bolsa-Família para se alimentar nem o Banco do Cidadão para um pequeno empreendimento: usa para aumentar a conta de luz.” SÉRIO? Gente, vamos mandar um tanque de lençóis, toalhas, calças jeans e outras roupas, para o sr. Kamel ver como é “facim, facim”, lavar e torcer roupa na mão. Depois da dor nos braços, ombros e coluna que ele fatalmente sentirá, aí a gente conversa, ok?

Responder

nanico

01 de novembro de 2013 às 09h00

Muito fácil criticar quando você tem dinheiro para comprar comida e eletrodomésticos e outras coisas. A questão é você só ter dinheiro para optar entre comida e eletros, depois do bolsa família, passou a ter dinheiro para a comida e também para o bem estar da família.
Saiba esse imbecil do artigo da folha, que o bolsa família, além de garantir a comida, trouxe o BEM ESTAR para a família.

Responder

Irineu

01 de novembro de 2013 às 08h50

Pessoas não são pessoas ,são seres na opinião do senhor kamel

Responder

Vinicius Rodrigues

01 de novembro de 2013 às 08h41

Aí vem o senador mineiro/carioca criticar Lula nesta quinta-feira.Será que ele desconhece a herança maldita? veja: http://www.platodocerrado.blogspot.com.br

Responder

Mardones

01 de novembro de 2013 às 08h35

A ministra Campelo mostrou as estatísticas do Bolsa Família. E uma em especial chamou a minha atenção. A que diz respeito aos índices escolares dos alunos beneficiários do programa em comparação aos da rede pública em geral. Os primeiros têm melhores avaliações que os segundos. Só isso seria suficiente para apoiar o programa, pois a educação é a porta de saída do programa essencial. Muitas pessoas não querem saber que o Bolsa Família exige 85% de frequência escolar. É mais fácil inventar que o programa gera vagabundos do que ler os resultados oficiais elogiados até pela ONU. Mais dez anos de Bolsa Família e os netos dos coronéis vão ter que botar seus filhos para estudar e concorrer a uma vaga no mercado de trabalho.

Responder

Ricardo CP

01 de novembro de 2013 às 07h50

Ainda não mencionaram a crítica da Sra Serra (Mônica?, a esposa do José, enfim, aquela que abortou no Chile e acusou a Dilma de pró-aborto e de querer matar criancinhas)! Ela chamou o BF de “bolsa-vagabundagem”.

Responder

Romanelli

01 de novembro de 2013 às 07h02

O Bolsa Família foi o melhor programa de assistência lançado pelo governo, é a marca do governo LULA, assim como o MAIS Médicos será o da Dilma.

..pra começar foi dos poucos que não APELOU pra critérios RACISTAS-eugenistas e/ou sexistas, o que convenhamos, hoje em dia, isso já conta como vitória.

De um programa tímido, que ajudava a livrar da fome milhares de pessoas ..um que inibiu a migração regional ..que ajudou a desenvolver até um comércio de subsistência local ..este que turbinou as estatísticas de distribuição de renda ..verdade é que hoje ele atende a 13,4 MILHÕES de famílias ..algo como 60 milhões de indivíduos. (uma barbaridade)

O ruim da história é que ele, depois de 10 anos, ainda continua a aumentar, e não tem perspectiva de desinflar ..pior ainda quando vemos autoridades governamentais dizendo que a porta de saída dele é extramente estreita (constatando aqui que o país CONTINUA a não se criar de oportunidades sustentáveis)..

..ou que mesmo após a sua existência, ainda temos que conviver com outras muletas que de há muito já deveriam ter sido extintas e que prometeram que seriam por ele absorvidas (Vale Gás e Leite, absorvente, enxoval e fralda, pra ficar num mínimo).

Dizer que com seu maior benefício alguém fica rico (pouco mais de R$ 300,00), ou que se sustenta no todo, é um tremendo absurdo, assim como o é afirmamos que todos quem o recebem, fazem jus ao benefício.

Aliás, um outro ponto positivo é o Estado dar o dinheiro pra família poder gastar aonde mais lhe faltar ..aqui, muito melhor do que o Estado licitar, superfaturar, perder com transporte e estocagem, desviar e na ponta, como seria de praxe pra fazer minguar, quando conseguisse, uma cesta básica da pior qualidade.

Infelizmente o que não vi chegar com o BF foi o Cadastro UNICO UNIVERSAL (este que nos livraria de tanto desvio e falcatrua) ..ou a existência de uma legislação severa e CONSEQUENTE pra quem ousasse frauda-lo (tipo os recentes eleitos que ainda o recebiam marotamente e que SEQUER perderam seus mandatos por tal atentado) ..e sem isso, pensar que um dia, ele descerá a níveis aceitáveis, eu não acredito.

ps – aliás, INFINITAMENTE PIOR que o Bolsa Família, um programa ordinário, uma verdadeira máfia e ASSALTO aos cofres públicos, um atentado à boa fé da sociedade, é o tal AUXÍLIO ALUGUEL, este que de um socorro temporário dado a desesperados desabrigados por calamidades, passou a ser praticamente PERMANENTE, um estimulante a invasão, deformador de mercado, de obrigações e de ambições, um programa sem critério, MUITO MAIS CARO, e praticamente sem nenhum controle ..e deste, interessante, quase ninguém fala.

Por fim, é interessante notarmos que fora das AMPLAS garantias constitucionais (pra saúde e educação) o resto dos penduricalhos sociais que carregamos (meia entrada/tarifa/passagem pra isso ou daquilo, isenção pra este ou aquele, pra idoso, professor, aposentado, vale desemprego, cesta básica, restaurante popular etc) ou mesmo “gentilezas” institucionais (assento exclusivo, preferência na fila) tudo isso vem a nos ALERTAR que, ACIMA de tudo, dum lado falta mesmo SALÁRIO pra população que precisa ser compensada pra poder se manter ..e doutro, que a INFRA estrutura, no geral, é insuficiente pra absorver tantas pessoas.

Responder

    Wladimir Pulga

    01 de novembro de 2013 às 11h03

    O Bolsa Família está até em Nova York, pois é um programa social que consegue interromper o processo de pobreza. Com a obrigatoriedade de permanência na escola e outros condicionantes como estar em dia com as vacinas e etc, sob o a ameaça do cancelamento do beneficio, os cidadãos que viveriam a margem da sociedade são inseridos para cidadania e para o emprego, pela própria condição de alcançarem a escolaridade. E neste caminho a possibilidade de evoluírem em seus estudos aumenta incrivelmente. O mais incrível é o retorno, pois como entram para o consumo, retornam direto e indiretamente para o governo muito mais que o dinheiro investido. Foi o melhor investimento e com melhor retorno (financeiro e social) já feito na história do Brasil.

Elias

01 de novembro de 2013 às 02h50

“Porque essas pessoas começam a comer. E quando a gente começa a comer, a gente começa a ficar bonito, o rosto da gente não fica chupado, pega forma. Não tem nada mais feio que a fome, gente, não tem nada mais feio.”

Luís Inácio Lula da Silva (Dez anos de Bolsa Família)

Responder

Sagarana

01 de novembro de 2013 às 00h26

E o Bolsa Família Eike Batista, quando vai ser motivo de discurso? Foram 10 bi do Tesouro Nacional!

Responder

    M D

    01 de novembro de 2013 às 10h32

    Ele não enganou o governo somente, enganou Itaú, Bradesco e investidores estrangeiros.
    Você tem razão, é preciso discutir

    Sagarana

    01 de novembro de 2013 às 21h59

    O dinheiro dos outros não me importa mas o dinheiro público também é meu, entende?

Pai

31 de outubro de 2013 às 22h10

O bolsa familia é necessário, mas é uma aberração. Como pode tanta gente depender de ajuda governamental?
Se nao aumentar a educação do povo e por conseguinte a economia, é só manobra eleitoral.
Nao melhorou a economia. O governo so botou grana-nossa grana- pra circular. Ainda que seja louvavel melhorar a vida das pessoas, isso não é sustentável.
O Brasil sempre fracassou e continuará fracassando.

Responder

    SERGIO SANTANA

    01 de novembro de 2013 às 02h55

    É fácil vc falar em aberração do Bolsa Família quando está de fora do problema da fome! Experimenta ficar 1 dia sem comer nada e sentir na pele as pessoas te negarem trabalho e 1 prato de comida!

    Pedrop Henrique Florêncio

    01 de novembro de 2013 às 06h14

    Ó pai ó…

    “O bolsa familia é necessário, mas é uma aberração. Como pode tanta gente depender de ajuda governamental?”

    Meu…primeiro lê depois comenta.

    Conmentando antes de ler a gente acha que é tripudiação e acaba nem respeitando a opinião.

    Paulo Figueira

    01 de novembro de 2013 às 10h19

    “O bolsa familia é necessário, mas é uma aberração. Como pode tanta gente depender de ajuda governamental?”
    Experimente abandonar uma população por décadas, sem políticas públicas de educação, saúde, emprego e moradia e etc…
    Você entenderá como chegamos ao século XXI com tanta gente dependendo de ajuda governamental.

    pai

    01 de novembro de 2013 às 17h36

    vcs na realidade concorda comigo. O BF, é uma aberração. É transferencia do dinehiro alheio para fins eleitorais. Ainda que seja mesmo necessário em vista do lixo que se tornou o Brasil, continua sendo uma aberração.

    Luís Carlos

    01 de novembro de 2013 às 22h16

    Aberração é a miséria, fome e exploração de milhões de pessoas. Isso é aberação, mas parece que não é pai, e “padrasto”.

Alessandro

31 de outubro de 2013 às 21h55

Não se esqueça do Roberto Freire…
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Freire critica ampliação da idade do Bolsa Família e diz que Brasil é ‘país dos bolsistas’

‘Talvez sejamos um dos únicos países do mundo que admite um enfrentamento emergencial que se transforme em permanente’, afirmou o presidente nacional da Mobilização Democrática

O deputado federal Roberto Freire (SP), presidente nacional da Mobilização Democrática (MD), fez questão de registrar seu voto contra a ampliação da idade limite de crianças e adolescentes das unidades familiares beneficiárias do programa Bolsa Família. Ela passou de seis para 15 anos, conforme medida provisória aprovada sobre o assunto nesta terça-feira.

“Talvez sejamos um dos únicos países do mundo que admite um enfrentamento emergencial que se transforme em permanente”, protestou Freire. O parlamentar lembrou que há mais de 10 anos o Brasil “tem se transformado no país dos bolsistas”.

Freire acrescentou que não se tem mais a dignidade do trabalho como objetivo a ser perseguido por todos. “Evidentemente, é absurdo que um País como o Brasil fique imaginando que vamos mudar a nossa realidade com bolsas que não são outra coisa senão o velho coronelismo.”

http://www.robertofreire.org.br/site/noticias/item/1823-freire-critica-amplia%C3%A7%C3%A3o-da-idade-do-bolsa-fam%C3%ADlia-e-diz-que-brasil-%C3%A9-pa%C3%ADs-dos-bolsistas

Responder

    Sérgio Pestana

    01 de novembro de 2013 às 09h47

    Pior é esse cidadão que durante anos a fio teve a filha estudando na antiga União Soviética – sem pagar nada – e na ocasião era deputado pelo PMDB, salvo engano, vem agora com esse pseudomoralismo criticar o Bolsa Família. E faz disso uma crítica pequena, própria dos sicofantas. Além disso, saiu de Pernambuco onde não tinha mais respaldo político e homiziou-se em São Paulo, até pouco tempo atrás era um dos que viviam às custas de dois “empregos” dados pelo Serra para viver à tripa forra. Portanto, praticamente vivendo das benesses do estado, como vimos da antiga URSS, e há pouco tempo atrás também como comensal do Zé Chirico. Eis o “comunista” dos sonhos da ultradireita brasileira.

Vlad

31 de outubro de 2013 às 21h40

O pior é o Marconi Perigo querer dizer que o Bolsa Família foi idéia sua, só porque uns desinformados disseram isso.

http://vimeo.com/15740312

Que abeçurdo!

Responder

Fabio Passos

31 de outubro de 2013 às 21h21

O PiG e sua manada adestrada de idiotas transbordam preconceito e racismo.
A “elite” branca quer que a população pobre se dane!

Responder

renato

31 de outubro de 2013 às 20h31

Não é possivel!!!!
Comecei a ouvir, e tive que ir até o fim..
Este meu presidente…

Responder

Gersier

31 de outubro de 2013 às 20h27

Esse imbecil e lambe botas dos marinho com certeza gostaria que os beneficiários do bolsa família ao fazer sua feira,deixasse de comprar carne,leite e outros produtos perecíveis porque sem geladeira,esses produtos com certeza estragariam.Pobre ter um simples liquidificador, comprar frutas e fazer uma vitamina pros filhos,pra esse imbecil então é uma afronta.
Esse imbecil gostaria que os beneficiários do Bolsa Família também não tivessem direito a diversão já que segundo esse lambe botas dos marinho,pobre ter um aparelho de DVD e uma televisão em casa é um absurdo.
Absurdo maior fazem ele e seus patrões que usam uma concessão pública para achincalhar o Brasil e tentar idiotizar o seu povo com seus big bos… da vida e suas novelas preconceituosas.
Esse imbecil gostaria que as donas de casa beneficiadas pelo Bolsa Família continuasse lavando suas roupas esfregando não só as mãos mas também a barriga nos tanques.
Ele e seus iguais julgam os outros pelos que eles são,ou não foi um deles que chamou o Lula de anta?

Responder

jõao

31 de outubro de 2013 às 19h48

écinho ébrio quer intruduzir 51 na bolsa falia

Responder

Panino Manino

31 de outubro de 2013 às 19h21

Meo Deos… a incompreensão do Kamel é assustadora.

Ele fala sobre o assunto com um ar de escândalo.
Esse trecho [O dinheiro, diz o release, ajuda a pagar a máquina de lavar roupa. “Estou feliz, porque é a minha primeira máquina de lavar. Antes, tinha que lavar a roupa na mão. Dava um trabalho enorme.”] que deveria ser algo bom é como que transformado em denúncia. Como se “desmascarasse” a “preguiça” da mulher, porque pobre não pode ter preguiça, tem que lavar a roupa no braço, só rico pode ter máquina de lavar… e empregadas. E não são preguiçosos por isso, “mereceram”, não é?

Mas olha, vai ficar chato e até meio perigoso ficar agora só apontando dedo. Por experiência própria eu já cheguei a conclusão de que discutir e enfrentar não leva a nada, e ninguém vai mudar de opinião.
Minha “perda de tempo” nas internetes só deu fruto quando eu fiquei quieto no meu canto disseminando informações, apenas isso, informações. Uma hora pessoas se interessaram e quiseram saber mais até mudar um pouco de opinião sobre certas coisas.
Então ao invés de agora ficar cobrando coerência dos outros deveríamos é apenas repassar as informações negligênciadas e escondidas.

Responder

Sr.Indignado e Ingênuo

31 de outubro de 2013 às 19h11

E tem mais…. é fácil para o Senador Mão Santa citar as escrituras a partir de sua b… na cadeira estofada em uma sala com ar condicionado. Sátrapa! Não sabe como é difícil procurar emprego sem ter dinheiro, é difícil, sujeita-se a tudo, a mau atendimento, a longas esperas sem almoço, café da manhã e janta, a ter que assinar termos com letras miúdas e que ficam escondidos, preencher fichas e fichas, fazer testes absurdos, responder sobre tendência política… é F…
Com bolsa família fica mais fácil começar a ter dignidade!
O Mão Santa está muito longe do povo, não sabe nada.

Responder

Sr.Indignado e Ingênuo

31 de outubro de 2013 às 19h01

O bolsa família é o mais F A N T Á S T I C O programa de transferência de renda que já se viu. Não gosta quem acha que pobre deve sempre existir.

Senão vejamos os absurdos:
http://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/conteudo.phtml?id=1381049
http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2012N33232
http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2010/04/2096-efeitos-nefastos-do-bolsa-familia.html

Responder

sergioa

31 de outubro de 2013 às 18h50

O que se pode dizer destas BESTAS GLOBAIS … Não tenho palavras para definir completamente estes IDIOTAS GLOBAIS … Eles continuam brigando com os números, as estátisticas, as pesquisas, a realidade e a mudança visível da situação tudo para defender seu status quo, seu egocentrismo centrado no próprio umbigo. São tão cegos que não conseguem enxergar um palmo na frente dos olhos, se isto significar uns tostões em seus bolsos. Por que ao invés de criticar um program consagrado, não criticam seus patrões sonegadores contumazes? Por que não se indignam com as trapaceadas de milhões de seus patrões? Quanta seletividade …

Responder

Bruno

31 de outubro de 2013 às 18h50

A gente podia fazer uma colectânea de todos. O que a cham?

Responder

    renato

    31 de outubro de 2013 às 20h44

    Guardar todos no livrinho para 2014.
    Uma lista de nomes. e suas respectivas fontes.

Augusto

31 de outubro de 2013 às 18h50

Faltou citar o próprio Lula Azenha…que falha hein!

Responder

Luís Carlos

31 de outubro de 2013 às 18h36

Ali Kamel fez contorcionismos para não dar a entender que é racista. Ele ainda pensa assim? Creio que sim, mas sem coragem de mostrar a cara escrever de novo sobre o Bolsa Família.
Além dele teve muito “intelectual” da academia contra o Bolsa. Quebraram a cara. Se dependesse deles, o Brasil continuaria o mesmo, ou pior.

Responder

Rodrigo Leme

31 de outubro de 2013 às 18h33

Eu conheço um crítico de programas assistenciais.

http://youtu.be/khrWYPd3hRQ

Responder

    MAURO AZEVEDO

    31 de outubro de 2013 às 19h12

    Sr. Matheus:
    Desconheço a data do segundo pronunciamento do ex-presidente. Parece-me ter ocorrido em alguma antiga campanha eleitoral.
    Porém entendi que o ex-presidente referia-se a costumes centenários que geravam os famosos ¨currais eleitorais¨, que eram a regra e não a exceção.
    Comparar ¨os currais¨ e as moedas de troca que haviam (par de botas, tijolos , cestas básicas, etc, etc.)com o programa Bolsa Família é uma tremenda desonestidade intelectual.
    Proponha, procure não desconstruir.
    Sds

    sandro

    31 de outubro de 2013 às 20h22

    Lula criticava os programas assistenciais da época do fernando henrique, incluindo o bolsa escola, embrião do fome zero. Bom, pra sorte dos mais carentes, ele manteve a política de distribuição de renda.

    lukas

    31 de outubro de 2013 às 20h25

    Entendeu ou quis entender errado. Quando na oposição Lula era contra, chamava de esmola. Depois que viu o potencial eleitoral, adaptou o bolsa familia.

    Zanchetta

    31 de outubro de 2013 às 21h10

    Foi em 1997… e sim, foi aproveitamento eleitoral… Agora escute o que diz Hélio Bicudo… http://www.youtube.com/watch?v=ANmOtnZoMKM

    Tiao Macalé

    31 de outubro de 2013 às 19h57

    Os dois tipos…

    Programa Assistencial: fornecimento indiscriminado de alimentos, roupas ou medicamentos, sem a exigência de contrapartida de quem os recebe. Ações pontuais, de baixa amplitude e com forte conotação política. Não melhora a condição do assistido e não o liberta de um futuro sombrio. Exemplo: Campanhas contra a fome que arrecadavam no sul/sudeste do Brasil cestas básicas, para distribui-las no norte/nordeste do Brasil.

    Programa de distribuição de renda: programa estruturado, com controle dos beneficiários, que fornece recurso financeiro, mediante o cumprimento das exigências de contrapartidas. O beneficiário pode utilizar o recurso financeiro no que ELE achar mais importante para a sua família. Aumenta a renda da população, fomenta a economia local, possui grande amplitude de beneficiários. As condicionantes de permanência no programa, fazem com os beneficiários tenham um duplo atendimento: no presente, através do acesso aos recursos financeiros e no futuro, com a melhoria das condições de vida da família.Exemplo: Bolsa Família

    Existem dois tipos de pessoas: as ignorantes e as preconceituosas.

    1) As ignorantes: não conhecem o bolsa família e o rejeitam.
    Essas pessoas estão “perdoadas”, pois todos nós somos ignorantes em alguma coisa.

    2) As preconceituosas: conhecem o bolsa familia e MESMO assim o rejeitam.
    Essas pessoas são o que de pior existe na face da terra. Preferem ver o seu semelhante morrer de fome…do que vê-lo alçar a uma vida menos trágica.

    Aos ignorantes, o direito ao conhecimento.

    Aos preconceituosos…todo o meu nojo.

    Rodrigo Leme, a escolha é sua!

    Você quer ser um ignorante ou um preconceituoso ?

    Rodrigo Leme

    01 de novembro de 2013 às 07h58

    Nunca disse que rejeitava o Bolsa Família. Vc deve ser daqueles ignorantes que colocam palavras onde não existem. Ou não? Vc escolhe.

    E gostei da sua diferenciação dos dois programas. Eu acho que vc deveria ser mais simples e usar:

    Programa bom = do PT
    Programa ruim = do resto.

    Seria mais honesto.

    Leandro

    01 de novembro de 2013 às 07h41

    Fantástico. Como alguém pode mudar tanto de opinião ? Ah, na época ele era oposição. Vou baixar e guardar esse vídeo. Botar no cel e divulgar. Valeu, Rodrigo.

    FrancoAtirador

    02 de novembro de 2013 às 02h10

    .
    .
    Bolsa Família supera preconceitos e retira 36 milhões da miséria

    No ato de comemoração dos 10 anos do Bolsa Família, o governo apresentou resultados daquele que já é o maior programa de transferência de renda do mundo.

    Por Najla Passos, na Carta Maior

    Brasília – A cerimônia de comemoração dos 10 anos do Bolsa Família, nesta quarta (30), no Museu da República, em Brasília, foi tão concorrida quanto emocionante.
    Além de apresentar os números do programa que, conforme as estatísticas oficiais, proporcionou mais qualidade de vida a mais de 50 milhões de brasileiros e retirou 36 milhões da extrema pobreza, o governo deu cara e voz aos seus beneficiários, reiteradas vezes acusados pela imprensa conservadora de “vagabundos” e “indolentes”, entre outros vários adjetivos nada atraentes.

    Uma delas foi a gaúcha Odete Delaveccia, que recebeu o benefício social por 5 anos. Desempregada e mãe de três filhos, a dona de casa aproveitou o suporte para se qualificar via Pronatec, um outro programa social associado. Hoje, atua em uma empresa da construção civil. E com salário no bolso, saiu voluntariamente do programa.
    “Se um dia eu voltar a ficar desempregada, volto a requerer o benefício. Por hora, estou muito satisfeita com o salário da minha profissão”, afirmou ela, ajudando a desmontar a tese de que o Bolsa Família é uma “escola de mendigos”.

    Os resultados apresentados pela ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, foram incisivos contra as críticas que, há dez anos, os conservadores repetem em coro. Segundo ela, o programa criado em 2003 com o objetivo de acabar com a fome é uma tecnologia simples e barata, que atende hoje a 13,8 milhões de famílias.
    Sua meta de impedir que nenhum brasileiro viva com renda mensal inferior a R$ 70 já retirou 36 milhões de pessoas da extrema pobreza, ao custo de apenas 24 bilhões, ou 0,46% do PIB [Produto Interno Bruto].

    De acordo com a ministra, a renda destinada às gestantes associada à exigência de que elas fizessem adequadamente os exames pré-natais reduziu o nascimento de crianças prematuras em 14%.
    O acompanhamento médico subsequente garante que 99,1% das crianças sejam vacinadas.
    O vergonhoso índice de mortalidade infantil por diarreia caiu 46%.
    E, nos municípios com maior cobertura, o índice de morte por desnutrição foi reduzido em 58%.
    “A mãe faz pré-natal, se alimenta melhor, o filho nasce saudável, é vacinado, se alimenta bem, cresce e vence a barreira”, sistematizou.

    Na educação, as pesquisas apontam que a taxa de permanência na escola é maior entre os beneficiários do programa, acompanhados por 32 mil servidores em 160 mil escolas brasileiras.

    “São 15 milhões de alunos monitorados mensalmente, o que equivale a 75% dos alunos de 6 a 16 anos de toda a Europa ocidental”, comparou.

    A ministra também destacou que a taxa de aprovação dos beneficiários já alcançou a média nacional, superando-a entre os alunos do ensino médio e, no nordeste, em todas as faixas.

    “Pela primeira vez, temos um indicador entre os mais pobres superior à média nacional”, comemorou.

    Acerto de contas
    Idealizador do programa, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou os números, mas aproveitou a oportunidade para fazer um acerto de contas com jornalistas, especialistas e políticos críticos do programa.

    E enumerou várias das manchetes negativas que saudaram o lançamento do Bolsa Família, há dez anos:
    “Bolsa Família é escola de mendigos”, “Bolsa Família é tragédia social”, “Bolsa eletrodoméstico”, Bolsa Cabresto”, entre outras.

    Ele recordou também teses conservadoras defendidas na imprensa e hoje já superadas pelos números, como a de que “a fome atingia poucos brasileiros”, a de que “a exigência escolar é pouco relevante”,
    a de que o “Bolsa Família não tira ninguém da miséria porque estimula a preguiça” ou a de que “faltam portas de saída para o Bolsa Família”.

    Segundo o ex-presidente, se ele tivesse que começar tudo outra vez, começaria novamente pelo Bolsa Família.

    “Nenhum outro programa que implantamos teve tanto impacto na formação de uma nova mentalidade”.

    E, ao admitir a resistência que ainda perdura, afirmou:
    “certas reações levam a crer que é mais fácil vencer a fome do que o preconceito”.

    Para ele, o Brasil precisa superar a mentalidade de que a pessoa é pobre não por condições históricas, mas por indolência ou preguiça.

    “Isso é tentar transferir para o pobre a responsabilidade pelo abismo social do nosso país”, rebateu.

    E criticou também aqueles que desmerecem o benefício:
    “para a mãe que recebe, o dinheiro que alimenta o filho não é esmola: é direito”.

    Ele confrontou os afoitos, que pedem uma porta de saída para o programa:
    “vamos deixar bem claro: esse é um programa que acaba de completar 10 anos, em um país onde a injustiça tem mais de cinco séculos”.

    Com aqueles que alegam que o programa onera os cofres públicos, foi ainda mais implacável.
    “Dinheiro público aplicado em gente, como em saúde e educação, depois dos dados aqui apresentados, nunca mais poderá ser tratado como gasto. É investimento”, ponderou.

    Segundo Lula, é a microeconomia desenvolvida no país que tem permitido ao país enfrentar a crise mundial e crescer.
    E mandou um recado direto à equipe econômica de Dilma: “parem de regatear dinheiro para os pobres”.

    Velho preconceito clientelista
    A presidenta Dilma Rousseff também enfrentou as críticas dos adversários. Ela destacou o fato do programa ter conseguido colocar todo o aparato do estado brasileiro a favor dos mais pobres, sem criar relações de dominação, como acontecia com as velhas políticas clientelistas que sobreviveram durante séculos no país.

    Ela criticou o estupor de muitos ao detectarem que os beneficiários não usavam os recursos apenas para comprar comida.

    “Só quando você cria relações de subordinação é que você pode interferir no que a pessoa vai comprar. É o velho preconceito clientelista”, afirmou.

    Para a presidenta, o Bolsa Família é um programa emancipador, que transfere o poder o estado para o cidadão, respeitando sua liberdade e livre-arbítrio.

    “É justamente por isso que o Bolsa Família não é esmola nem caridade. É uma tecnologia de transferência de renda e diminuição da desigualdade”, afirmou.

    Para Dilma, só quem não conhece o Bolsa Família, ou se recusa a conhecê-lo de forma muito obstinada, pode criticá-lo.

    “O ódio ao Bolsa Família é anacrônico, antigo e obscurantista. Ninguém que governou de costas para o povo tem legitimidade para atacar o programa”, afirmou.

    Segundo ela, o Bolsa Família vai existir enquanto houver uma só família pobre no país.

    “O Bolsa Família não acomoda nem vicia, e sim mostra que é possível vencer a pobreza e a desigualdade”, concluiu.

    (http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/Bolsa-Familia-supera-preconceitos-e-retira-36-milhoes-da-miseria-/4/29394)
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