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Hermann Hoffman: Os critérios para a vinda de médicos estrangeiros
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Hermann Hoffman: Os critérios para a vinda de médicos estrangeiros


23/05/2013 - 00h43

22.05.13 – Brasil
Triunfa a luta pela vida: o caso dos médicos estrangeiros

por Hermann Hoffman*

na Adital

22 de maio de 2013

Não tem volta. Não adianta o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Associação Médica Brasileira (AMB) se desesperarem mais. O Governo Federal determinou: médicos espanhóis, portugueses e cubanos agora podem trabalhar no Brasil, nas áreas que muitos médicos brasileiros não querem ir. É oficial.

Primeiro o acordo foi Cuba e agora com a Espanha. Só falta Portugal chegar a um entendimento. Os médicos formados nestes países chegarão ao Brasil nos próximos meses, e já adianto, a partir de 9 de julho, a empresa aérea Cubana iniciará voos noturnos semanais de Cuba para São Paulo.

Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, os médicos estrangeiros podem trabalhar sem a revalidação dos diplomas por três anos, mas também, sem direito de se transferirem para as grandes capitais, como São Paulo. A medida será um paliativo para a deficiência de médicos nos pequenos municípios do Brasil.

Sobre o registro para exercer a profissão, um tema polêmico e o alvo principal das agressões do CFM e AMB, o ministro Padilha, informou que os profissionais terão uma autorização exclusiva para que só possam atuar em regiões específicas, onde há falta de médicos. Ele excluiu a possibilidade que a revalidação dos diplomas seja feita por provas como o Revalida, já que com esta modalidade o profissional estaria livre pra trabalhar em todo Brasil e não haveria a fixação nas zonas mais carentes.

O critério capital estabelecido pelo Governo Federal, para as cooperações médicas internacionais estão baseadas no descarte automático de países que tenham a taxa de médicos por 1.000 habitantes, inferior a do Brasil (1,95), como é o caso da Bolívia que tem 0,5 médicos por 1.000 habitantes ou o Paraguai que possui 1,3 por 1.000. Em contrapartida, países da região como Cuba, que conta com quase 7,0 médicos por cada 1.000 habitantes, a maior quantidade de médicos por habitantes do mundo, está incluído. De Cuba são esperados mais de 6 mil médicos que já passaram por aulas de português. Espanha e Portugal também irão enviar estes profissionais para o Brasil de acordo com o ministério da Saúde. Também serão descartados os médicos formados nas universidades que não sejam reconhecidas pelos próprios países.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informa que o Brasil possui 17,6 médicos para cada 10 mil pessoas, enquanto a Áustria possui 48 médicos a cada 10 mil cidadãos, contra 40 na Suíça, 37 na Bélgica, 34 na Dinamarca, 33 na França, 36 na Alemanha e 38 na Itália. É importante, que além da falta de médicos no Brasil, existe uma péssima distribuição geográfica. Em 2011, dos quase 372 mil médicos registrados no país, aproximadamente 209 mil estavam concentrados na Região Sudeste, e pouco mais de 15 mil na Região Norte, o cenário fiel da trágica distribuição no território nacional, fator que também estimula a entrada de médicos do exterior.

Por fim, para aqueles médicos e estudantes que preparam uma manifestação nacional, no próximo dia 25 de maio, contra a entrada de médicos estrangeiros no Brasil pela via proposta pelo Governo Federal, recomendo humildemente: mais que protestarem por um aumento necessário de médicos, é imprescindível tomarem doses de um bom antídoto chamado humanismo. Assim exercerão a medicina para o povo mais necessitado, por um povo carente e com o povo que clama.

Quem nos tira o direito a legalidade, subtrai do povo as possibilidades.

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46 comentários

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O ministro Padilha, a campanha eleitoral e a falta de médicos no Brasil - Viomundo - O que você não vê na mídia

27 de maio de 2013 às 19h39

[…] A ideia de trazer médicos de fora revoltou as associações médicas e tem provocados protestos de profissionais e estudantes de Medicina (por exemplo, em Hermann Hoffman: Os critérios para a vinda de médicos estrangeiros). […]

Responder

Bruno Andrade Paulino da Costa

24 de maio de 2013 às 23h10

Lastimável ler um artigo com uma visão distorcida e simplória da realidade da saúde nacional e das proposta irresponsável e eleitoreira do governo para burlar tais problemas., Através de Dados apresentdos que nada acrescentam a esta visão deturpada, o autor, cria argumentos sofríveis e termina com um conselho à classe médica o qual não creio que nem mereça resposta.
Em alguns momentos penso que deixar o governo colocar em prática tal plano e assistir que este se enforque com sua própria corda seria bom, porém sabemos bem que planos governamentais ridículos e falhos se desenvolvem diariamente e sua exposição não resulta em reação popular, pois infelizmente ainda somos um povo apático de memória curta. Após o fracasso da vinda de médicos despreparados em caráter de tapa buraco, quem sofrerá ainda é o povo com o ēxodo dos medicos das áreas necessitadas e a classe médica com a permanencia do sucateamento do sistema de saude e condicoes de trabalho, da estagnação do mercado de trabalho nas capitais, e pior, ganharemos um fluxo de mão de obra extrangeira sujeitando-se a salários mais indignos que a atual, para trabalharem nas regiões populosas.
Enfim, se o manifesto aberto contra tais medidas, o qual deve sim ser feito, não resultar em resposta, métodos mais agressivos como a paralizaçao responsável como a realizada em portugal, são a única saída.

Responder

José Souza

24 de maio de 2013 às 19h26

Marcelo (24/05-0:10), os procedimentos listados por você só são acessíveis no Brasil-A. No Brasil-B os procedimentos são outros. É preciso conhecer de alimentação, moradia, saneamento, endemias e medicina social para atender a população que lá está e precisa de socorro. É esta a população que deverá ser atendida pelos médicos cubanos, espanhóis, portugueses ou de outro país, a origem não importa. Os médicos cubanos são famosos porque junto com o atendimento possível vem o aconselhamento de como sobreviver em condições adversas que, seguido, dá resultados em pouco tempo. Marcelo, nas periferias das grandes cidades as vítimas são de balas, facadas e batidas de veículos, com ou sem plano de saúde, lá no interior é picada de bicho peçonhento, verminose, diarreia, desnutrição etc.. O termo “BRASINDIA” continua valendo. É a nossa parte “INDIA” que deverá ser atacada, eu creio.

Responder

Dhiego Bastos

24 de maio de 2013 às 15h27

Gostaria de fazer um adendo a discussão. Alguém procurou saber quer é esse Hermann Hoffman? É um brasileiro que cursa medicina em Cuba no que ele diz ser uma das melhores faculdades de medicina do mundo, quanto a isso nao posso opinar, pois não conheço a mencionada faculdade. De qualquer forma, trouxe a tona essa informação porque não vejo motivo pra tanta discussão. O que temos aqui não é nada mais do que um manifesto de alivio de brasileiro querendo voltar. Um texto extremamente enviesado, tendencioso e escrito por uma pessoa segundas, terceiras e quartas intenções na questão. É obvio que o caro Hermann é a favor de sua própria migração ao seu país de origem. E quem sabe depois de três anos de trabalho em algum rincão desse país, tenha o seu direito de exercer a medicina no Brasil reconhecido?! Ele mais do que ninguém que escreveu aqui nesse post deve saber o quanto é difícil fazer uma faculdade de medicina decente nesse país, afinal teve que ir para Cuba fazer faculdade. Ou foi porque a faculdade era “uma das melhores do planeta”? Se assim fosse, você ja ouviu falar de Harvatd Medical School? Ou quem sabe John Hopkins? Muito subversivo pra você? Então, quem sabe da faculdade de medicina da Usp? Fica no Brasil, é publica, muito bem conceituada. Ou você escolheu Cuba por uma questão de princípios? Mas se foi assim, por quê nao escolheu fazer o curso de economia que você trancou no Brasil em Cuba? Interessante a sua escolha! Leitores desse post, não se deixem enganar por pessoas com outros interesses. Essa medida do ministério da educação não tem nada de preocupação com o bem estar e saúde da população. É uma medida que busca garantir de maneira pífia um direito constitucional de todo o cidadão brasileiro que é o acesso a saúde. É a velha história de medicina de má qualidade para a população pobre, assim como educação de má qualidade, segurança de má qualidade, moradias precárias e por ai vai. Essa idéia romântica que a maioria das pessoas de fora da área da saúde tem de que a medicina pode ser praticada com estetoscópio, aparelho de pressão e termômetro é equivocada, antiga, ultrapassada. Usava-se isso apenas quando não haviam métodos diagnósticos mais acurados e determinantes. Não que eles não sejam a base da propedêutica médica, eles ainda são. Mas um aparelho de Rx também é, há mais de 100 anos, um aparelho de eletrocardiograma há mais de 50 anos e por aí vai. Mas muito mais do que a falta disso nesses rincões, estamos falando da falta de retaguarda. Qualquer medico mais ou menos formado pode diagnosticar um quadro de alta suspeita de infarte agudo do miocardio, mas para o diagnostico final preciso de dois exames da sangue e um eletrocardiograma que na maioria desses lugares nao esta disponivel. E se mesmo assim resolvo tratar, cade o trombolitico? Cade o leito de UTI? Cade o hospital de retaguarda? No interior do Brasil é isso, você é a UTI, você é o hospital, você é a retaguarda. E estamos falando só da doença que mais mata no mundo! Ou você acha que no interior só tem verminose pra tratar? Alguém duvida que essa situação não aconteça. Então, você se ponha na pele de uma pessoa que passou 6 anos da vida estudando como salvar outras pessoas e coloca uma situação dessas. Quem aqui já viu alguem morrer e não poder ajudar? E nao poder ajudar não porque não sabe o que fazer, mas muito pior, porque não tem com o que ajudar! Sensação de impotência! Como conviver com isso? Como conviver com esse sentimento. Na minha opinião, humilde opinião, quem consegue não é herói como se fala, é um psicopata, pois so esses podem ver a morte impotentes e não sentir nada! Está lá no código de ética mêdica, nenhum médico é obrigado a trabalhar em local sem condições de trabalho, salvo em situações de excessão, cito aqui guerras e desastres naturais. Agora, ninguém venha me dizer que um país que ocupa o posto de 6a economia mundial, que vai sediar uma copa do mundo e olimpíadas, que tem autosuficiência de petróleo, que há 150 anos não entra em guerra, que esse país trate a sua saúde publica com medidas de calamidade pública! A única calamidade que existe aqui é a falta de responsabilidade, compromisso e competência dos nossos governantes! A vinda de médicos estrangeiros sem a devida revalidação de seus diplomas é justamente uma dessas medidas que não resolverá o problema, apenas ganhará o apreço daquelas pessoas que não conhecem a realidade. Uma pergunta que nào consigo deixar de me fazer é, se esses médicos são tão bons nos seus países natais, por quê querem vir para o Brasil? Um fato interessante que tenho observado é que em todos esses países que os médicos e demais profissionais da área de saúde são mal remunerados, a qualidade da medicina praticada também é ruim. Afinal, porque você, proficional liberal irá investir mais em você se isso não trouxer uma remuneração adequada? Essa política de trazer médicos de fora e de abrir indiscriminadamente faculdades de medicina de modo a inundar o mercado com esses profissionais pode encobrir uma maneira de tentar baixar os custos com honorários. Não importa a qualidade desse médico desde que se cumpra a questão constitucional de se levar “saúde” a todos por um custo menor. E quando um dia, esses governantes precisarem de cuidados medicos de qualidade sabem que sempre terão o Albert Einstein e o Sírio Libanês. E se mesmo assim precisarem de mais, poderão correr para a superpotência subversiva e seus notórios melhores hospitais do mundo. Afinal, eles podem ter o discurso parecido, mas não querem acabar como seu companheiro Chavez, certo?! Então, para finalizar acho que a medida de trazer médicos cubanos e outros estrangeiros deveria vir com uma condicionante, que a presidente da república, seu séquito de ministros e seus familiares, bem como os nosso queridos deputados e senadores, deixassem de se tratar no Sírio Libanês e Albert Einstein, e passassem a ser tratados em hospitais públicos com esses mesmos médicos importados. Fica o recado ao nosso ilustre ministro da saúde, “Não faça aos outros o que não queres a ti mesmo”.

Responder

    José Souza

    24 de maio de 2013 às 18h40

    Dhiego, a decisão que o governo tomou não foi política, foi em atendimento às solicitações dos Srs. Prefeitos das cidades afastadas dos grandes centros. Ele foram a Brasília, em caravana, pedir uma providência de governo para, pelo menos, amenizar a situação. O governo só fez selecionar os países que poderiam enviar médicos e, se entre eles está Cuba, é porque os médicos de lá são bons. Não sou eu que afirmo, são organismos internacionais que assim os qualificaram. Que venham os médicos de Cuba, da Espanha, de Portugal ou de outro país, a origem não é importante. Importante é colocar à disposição o atendimento à população dessas cidades distante e atender às solicitações dos Prefeitos, que oferecem salários aos médicos brasileiros e eles não aceitam. Se será uma medida acertada só o tempo dirá mas não tomar medida nenhuma teria seria muito pior. Na minha opinião o governo acertou.

    Ricarda

    25 de maio de 2013 às 00h28

    Sr. José, a tempos o tal CFM propõe implanto de carreira federal para médicos. Nunca foi aceito. O Sr. tem idéia de porque? A proposta é baseada à exemplo do que acontece no judiciário. Faz-se um exame, e os aprovados são mandados para vários lugares, e vão. Nunca foi aceito. Será que é porque se fosse aceito, ter-se-ia que criar espaços para que esses médicos fossem? É mais fácil,construir uma delegacia, do que um centro de saúde. Porque só consultorio: mesa e três cadeiras náo resolve, não é?

    Franciluz

    28 de maio de 2013 às 18h32

    Esses mesmos prefeitos que dão calote, que pagam 10mil reais pro assessor e abrem os concursos Pra médicos com salários de 3000 reais Pr ninguém fazer. Os mesmos prefeitos que falam que vão contratar médicos por 12 mil mas na verdade nao pagam a metade ou sequer pagam!
    Acho que verdadeiramente deveríamos importar políticos porque esses sim são os que estão matando aos milhões nesse país!

    Marcos

    30 de maio de 2013 às 20h42

    Meu amigo, se estes ditos médicos são tão bons como dizem, qual o problema deles passarem por um revalida???

elizeu leal

24 de maio de 2013 às 12h50

eu conheço o interior, sei da realidade… não da pra construir uma casa só com pedreiro e sem material de construçao… mas…oh quem não conhece nao fale besteira…

Responder

ESTRELA

24 de maio de 2013 às 12h23

Tem que ficar bem claro que as vagas são para interior e periferias, o Brasil tem que deixar claro isto , que o salário é x e os locais onde tem vagas são x, se quiser bem s não quiser TCHAU. Caso queiram outros privilégio façam o revalida para trabalhar em qualquer lugar.

Responder

Samuel

24 de maio de 2013 às 10h06

Me desculpem os médicos formados no Brasil, mas se vocês acham ruim virem os médicos estrangeiros, então se aprecatem e vão para os interiores, para as regiões pobres. Ajam, não fiquem só no discurso, pois assim ficando só no blablabla de vocês, o governo é obrigado a tomar uma atitude que talvez não seja a que vocês querem. O governo é obrigado a resolver da maneira que pode. A infraestrutura que falta é coisa que não é de uma hora para outra que pode ser feita.Esses médicos cubanos estudam bastante, são experts em diagnósticos, mesmo que nem sempre haja condições de conseguir os exames. Olhem o exemplo da ação deles no Haiti. Quando a maioria dos paises saiu de lá, eles continuam dando a assistência necessária até hoje. Não sejam preconceituosos, pois eles para somar e não para diminuir. Existem profissionais bons e ruins em todas as profissões, mesmo formados nas melhores escolas, depende muito da pessoa. Todos nós somos diferentes; uns são mais dedicados outros menos.Isso em todas as partes do mundo.

Responder

    Anderson

    24 de maio de 2013 às 11h33

    Finalmente uma vitoria do povo brasileiro. Eles terao medicos em todas as cidades do interior, formados em escolas medicas que nunca ouvimos falar, em um pais cujo povo nao e’ livre, e vive sob o controle ideologico de alguem, que abriga muitos brasileiros que nao tiveram a competencia para fazer medicina em seu pais, mesmo com 180 escolas medicas. Eles irao povoar lugares com menos que o minimo investimento necessario para atender dignamente, um animal machucado, que dira um ser humano. Mas, o mais importante e’ a bondade deste povo, que tambem vao para a venezuela para trabalhar e fogem entrando ilegalmente nos estados unidos. Parabens brasileiros pela vitoria. F

liborio

24 de maio de 2013 às 01h03

Sugiro aos ilustres debatedores que tentem se informar sobre a atual situação da saude no Vale do Ribeira, região geografica situada ao sul do estado mais rico da federação .Não existem rincões ou grotões, existem locais onde existe a minima estrutura para qq profissional de saude ou não.Achar no seculo vinte que um medico e um estestocopio resolvem problemas da saude publica é uma fantasia absoluta. se esta ação realmente se concretizar sugiro ao ministerio da saude que vistam os ilustres medicos que vierem com uma cartola verde e uma varinha amarela

Responder

Isabelle

24 de maio de 2013 às 00h16

Muitas vezes os médicos não querem trabalhar no interior porque recebem calote de prefeituras, que prometem salários e não pagam. Não querem trabalhar pelas péssimas condições de trabalho, que muitas vezes deixa o médico de mãos atadas quanto a tratamento de um paciente que não tem condições de comprar remédio, (poxa, às vezes falta remédio no PSF da capital, imagina no interior?). E quando tem, é aquele remédio já obsoleto, que não se usa mais pra tratar tal doença porque tem muitos efeitos adversos e tal, mas é esse que o SUS disponibiliza para a população, fazer o quê? Quando o médico não vai, é por essas e outras coisas, e não por falta de querer ajudar a população. No interior do país faltam inúmeros outros profissionais pra dar assistência à população, assim como professores. O que estávamos lutando era pra que houvesse revalidamento do diploma desses profissionais, pois a populaçao precisa de respeito e ser tratada por profissionais capacitados! Quem garante a boa formação deles? Mas penso que, opinião pessoal, se esse dinheiro que vai ser gasto pra trazer esses médicos fosse investido em remédios, equipamentos e estrutura, já seria muito melhor! Criar um plano de carreira pra médicos, assim como tem a de Juiz, é a solução! O médico ser obrigado a passar tantos anos em cada localidade, concursado, com um bom salário como de Juiz, seria muito melhor do que ficar se matando trabalhando de dia e de noite, nos feriados e finais de semana, pra ver se ganha perto do que um juiz ganha. Aumentar a quantidade de médicos não vai solucionar se não houver melhorias de estrutura, pelo contrário, vai piorar!! Porque os encaminhamentos para as capitais (porque em vááárioss interiores nem máquina de raio x tem) vão aumentar, e sobrecarregar mais ainda o sistema. É muito fácil falar sem estar dentro da realidade todos os dias. Enquanto isso… os ricos vão continuar sendo atendidos no Sírio Libanês e no Albert Einstein!

Responder

neto

24 de maio de 2013 às 00h08

medidas eleitoreiras não vão resolver o problema, só vai resolver o problema de alguns nas eleições de 2014… se em um PSF de uma cidade rica do interior de SP um ultrassom demora 6 meses para ficar pronto, e falta inclusive fio de sutura, broca durante uma cirurgia , imagina entao como é na amazonia… o que precisa é mais infra estrutura e condições para exercer uma medicina digna, por que dinheiro não falta pra mensaleiro e empreiteira de estadio de copa do mundo, agora a saúde é só trazer médicos de cuba que eles resolvem td (não conseguem resolver nem os problemas de saude de cuba imagina os daqui) hahahahaa piada neh
Ah e mais uma coisa se medicina humanitaria não é receber menos de 5 reais por uma consulta, então é o que… pagar pra trabalhar
não me venha com demagogia e conversinha fiada

Responder

Maria

24 de maio de 2013 às 00h05

De que mundo voces são?!
Estão muito longe de serem humanistas e defenderem esta postura!

Responder

Mário SF Alves

23 de maio de 2013 às 18h55

Aplausos!

________________________
Ufa! Ainda bem que a mídia fora-da-lei não se meteu e tentou boicotar (também) essa decisão.

Responder

Fabio Passos

23 de maio de 2013 às 18h54

Otima noticia.
Bem vindos os medicos cubanos.

Nosso povo mais carente precisa e merece atendimento digno de saude.
Saude e direito fundamental… nao e mercadoria.

Responder

    Pedr Ferraz

    24 de maio de 2013 às 11h16

    O rio de Janeiro é o estado com a maior proporção médico/população, e tem um dos piores indices de saúde do Brasil. Será que o problema é a falta de médicos? Se voces nao entendem a parte prática da questão, que nao ha medicos lá pela falta de estrurura, condiçoes mínimas. Entendam pelo menos a parte matemática. Vou dar uma dica: começa pela porcentagem da arrecadação que o governo investe na saúde, contando com os desvios que acontecem ate chegar em uma cidade com 7 mil habitantes por exemplo, e descubra sozinho porque nao ha medicos lá, e nem engenheiros, advogados, juízes, educação de qualidade.

antonio carlos ciccone

23 de maio de 2013 às 17h11

É mentira que os médicos brasileiros não queiram ir para regiões carentes, só por que são carentes. O que falta é salário decente, equipe completa, material , medicamentos, equipamentos, estrutura fisica, etc, etc.Não adianta nada colocar um médico num casebre, mesmo ganhando bem , se ele nada vai poder fazer pelo paciente.Quem não entende nada de medicina e assistencia médica não deveria palpitar frases infelizes, como é infeliz todo o artigo acima.

Responder

    José Souza

    23 de maio de 2013 às 19h30

    Antônio, você precisa rever seus conceitos. Para se trabalhar nas regiões longínquas do nosso país, o médico além de ter que saber trabalhar com termômetro, estetoscópio e aparelho de pressão, tem que saber sobre alimentação, moradia, saneamento básico e aconselhamento familiar. Observe que a medicina nessas regiões possui o lado chamado “assistência social”. E o pagamento dos honorários médicos, quando acontecer, poderá ser em galinha, porco, frutas, legumes e etc. regionais. Não adianta pedir uma tomografia, isso não existe por lá. Entendeu ou quer que eu desenhe. Abraços.

    JOTACE

    23 de maio de 2013 às 20h57

    Que belissima lição, José Souza! O caso é que os defensores da mutreta do esperaí não enxergam o que se passa nos sertões brasileiros onde, entre outros fatos deploráveis, está a incidência do Mal de Hansen, que corrói, desfigura, e mata, p qual coloca o Brasil no primeiro ou segundo lugar depois da Índia em número de portadores! A doença, que é curável, acontece mais frequentemente nas comunidades rurais e é associada à pobreza que determina a ausência de condições de sanidade satisfatórias. Os nossos médicos cubanos ao praticarem uma medicina básica darão certamente uma extraordinária contribuição para a extinção desse quadro vergonhoso e deprimente para o Brasil!

    Marcelo

    24 de maio de 2013 às 00h10

    Gostaria de te informar que medicina desta forma deixou de ser exercida HA ANOS. Talvez na epoca dos seus aavós, o que não fosse diagnosticado ia pra 7 palmos do chão. Porco, galinha e vaca não pagam escola dos meus filhos, ou mesmo a conta de energia, agua ou internet, não pagam minhas atualizações, ou meus congressos para me manter atualizado com o que ha de melhor no mundo para meu paciente.
    quando um paciente de 30 anos chegar alegando visão turva e crises de convulsao, vou pedir tomografia de cranio e não tem, faço o que frente a possibilidade de tumor ?
    Paciente chega com queixa de perda ponderal de 20kgs em dois meses e saciedade precoce, preciso de uma endoscopia, ou fazer o que ? Isto é o que mais aparece dentro de uma PSF, alem de lombalgia que varias vezes eh na verdade uma discopatia degenerativa ou mesmo um mieloma multiplo.

    Sugiro que se não é da area medica, deixa de palpitar, pois ja leio merda demais escrita por leigos que não estão na frente de trabalho, lidando com paciente morrendo por falta de estrutura ou tendo que olhar nos olhos do paciente enquanto ele morre porquÊ falta material pra entubação.

    liborio

    24 de maio de 2013 às 01h24

    Fica entendido então que pobre não tem direito à fazer tomografia, mesmo que precise…

    Filipe Gusmão Carvalho

    24 de maio de 2013 às 00h39

    Eles exigem que sejamos Jesus cristo, como se tivessem esse direito, passo 6 anos estudando, me privando de várias coisas, pra no final ir pro interior, ganhar salário de miséria, quando não ganhamos calote, nos submeter a condições terríveis, e vejam só o médico é responsável, segundo o código de ética, pelo lugar em que trabalham, ou seja assumimos até o risco de perder o CRM, só para deixar uma corja de Político felizes, que podem roubar a vontade, não dar nenhuma condição de trabalho, colocar o médico nessa situação e no final ainda usar a falta de Educação que impõem a população para jogar a culpa toda na classe médica, e como o Brasil está cheio de semianalfabetos, existem vários que caem nessa história, então a culpa dos desvios de verba das grandes obras públicas são dos engenheiros, da previdência é dos aposentados que não aceitam reduzir as suas pensões em prol de toda a nação, da polícia é dos policiais e os políticos são os santinhos, que fazem tudo certo, só falta uma foto deles com uma bíblia na mão, a´liás, nem isso falta.

Sr.Indignado

23 de maio de 2013 às 11h56

Eu tenho uma idéia, escolhem-se candidatos de diversas nacionalidades (inclusive um brasileiro) e realiza-se um reality-show em Urucará e arredores no Amazonas. Mosquito, lama, mosquito, calor, mosquito, falta de recursos, mosquito e… mosquitos. Além de tratar dos doentes terão de desenvolver atividades de medicina preventiva e educativa. O país que vencer leva a maior fatia dos médicos estrangeiros contratados.

Kerosóvê.

Responder

Willian

23 de maio de 2013 às 11h27

“De Cuba são esperados mais de 6 mil médicos que já passaram por aulas de português.”

Pô, e tem gente que fica anos tentando aprender o espanhol em cursinho. Qual foi o método usado?

Responder

    José Souza

    23 de maio de 2013 às 19h16

    Willian,o método eu não sei mas deve chamar-se SUCESSO. Sempre Útil Como Esperado,Só Sendo Ótimo. Há alguns anos, o método cubano de ensino foi implantado na Venezuela de Chaves e eliminou o analfabetismo. A Venezuela recebeu o diploma ou certificação da UNESCO. As pequenas cidades estão torcendo para que seja rápida a chegada dos doutores. Abraços.

    Marise

    24 de maio de 2013 às 08h07

    Eu moro em Roraima, em Boa Vista, há 200 km da Venezuela, onde o que se vê é ignorância, pobreza, e muitas vezes falta de alimentos básicos. Eles se mantem com os brasileiros que fazem compras e turismo no Monte Roraima, que a maioria de vcs não tem noção de onde fica. A maior parte da população de lá é contra Chves e companhia. Aqui em Roraima, não Rondonia, temos muitos médicos cubanos , morando há anos que n4ao falam nem portunhol.Receitam Fluconazol diaramente ao invés de 1x por semana, amputam a perna errada da paciente de 76 anos que morre logo depois. A formação deles não tem nada de boa. Estou aqui há 11 anos e o número de médicos que vem pra cá não é muito grande porque a salário é basicamente o mesmo nesses 11 anos. No interior se paga um poucp mais para quem fazer saúde indígena. Não existe salário de R$30.000,00. Quem quizer realidade vem pra cá ver, e não é dos piores lugares pra se trabalhar. A mioria não quer ir pro interior, pros outros 14 municipios do Estado, que tem o tamanho do Estado de São Paulo, porquenão existe laboratório, RX, hospital funcionando. O estado está abarrotado de dentistas, fisioterapeutas, farmaceuticos e enfermeiros e os salários não são meñhores dos que se paga no resto do país. Tá bom o querem mais. Malária, tuberculose, Hanseníase, etc…

    jane

    24 de maio de 2013 às 11h29

    É o sonho de se ter libertade e morar em país que tudo se pode!

Mardones

23 de maio de 2013 às 10h44

Apoiado!

Responder

Adalberto

23 de maio de 2013 às 09h24

Perfeito!!É inacreditável a insistência dos conselhos de medicina em querer exigir prova de revalidação, quando hoje todo mundo sabe do péssimo nível de formação da maioria de nossas faculdades, com um índice de reprovação para conhecimentos básicos de medicina de mais de 50, e o que é pior, vão exercer a profissão com as mesmas regalias que os aprovados! E a quantidade de vagas para residência médica não atende nem metade da demanda nacional.
É melhor nem querer comparar os indicadores de saúde em Cuba com os nossos, morreríamos de vergonha. Avante Padilha!

Responder

    Marcelo

    24 de maio de 2013 às 00h13

    Ninguem morre de infarto em CUBA, porquÊ eles são proibidos de registrar estes indicadores, eles omitem varios dados e só publicam o que desejam, conheço Cuba, e num mesmo dia vi 4 infartados irem a obito por total falta de estrutura e sabe qual foi o indice de obitos por infarto naquele mesmo mês ??????????????? ZEROOOOOOOOO.

    Felipe

    24 de maio de 2013 às 08h13

    O índice de reprovação no revalida é de 91%.O índice de reprovação de alunos formados em Cuba é ainda maior: 95%.Melhor pensar a respeito antes de ficar arrotando besteiras por ai. Embora eu seja a favor de uma prova para médicos brasileiros também.

    Marcos

    24 de maio de 2013 às 17h04

    Simplesmente cansado de gente leiga discutindo este tópico.

    Não existe nenhum outro país da América e da Europa em que se aceita profissionais estrangeiros sem avaliar seus conhecimentos – independente da classe profissional.

    E, antes de acharem que o que falta no Brasil é médico, dêem um pulo na região metropolitana de suas cidades e vejam a estrutura oferecida nos postos de urgência e emergência e nas unidades de saúde. Se encontrarem estrutura precária, imaginem no interior.

Jayme Vasconcellos Soares

23 de maio de 2013 às 08h53

Os médicos formados no Brasil não querem cumprir o seu papel humanitário, declarado em juramento, quando do recebimento de seus diplomas profissionais. Muito oportuno e lúcido este seu comentário Hermman Hoffman! Parabéns, e que os nossos médicos reflitam e tomem uma postura decente, refazendo as suas atitudes, e também indo atender aos pobres carentes que demandam suas assistências, pois é assim que eles se tornaram grandes perante Deus!

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    Filipe Gusmão Carvalho

    24 de maio de 2013 às 00h25

    Algumas pessoas deveriam pensar um pouquinho a mais no que falam. Como em todas as classes existem os bons, os médios, os ruins, os que tem caráter e os que não tem caráter. Sou médico cirurgião, meu conselho me pune em caso de danos ao paciente no caso de estar trabalhando em condições subumanas de emprego, vou lhe dar um exemplo, adoro operar, gosto mesmo, tenho extrema felicidade em diagnosticar uma doença, submete-lo a cirurgia e ter sucesso. Mas desisti de trabalhar como cirurgião, fui trabalhar em UTI e agora estou fazendo residência para sair da Emergência, apesar de ser a parte da medicina que mais gosto de fazer. Porquê isso aconteceu? Bem, inicialmente escolhi a cirurgia baseado em meu gosto por essa especialidade, fiz residência e sai com a doce ilusão de que conseguiria ajudar as pessoas. Resultado, voltei para a Bahia e entrei no primeiro Hospital, lá vi que o “Esquema” da Cirurgia era o seguinte: Existiam 2 médicos cirurgiões no plantão, um ia a cada semana e ganhavam como se estivessem toda semana lá, o conselho nos impede de operar sozinho, então ali, não conseguiria operar ninguém, e como acontecia? Bem, os pacientes que necessitavam de cirurgia a gente pedia transferência para outro hospital, esta que não acontecia, porquê para o pessoal da regulação, aquele Hospital tinha o investimento necessário para realizar o procedimento, então o paciente ficava ali, até morrer, sem ter direito a realizar o procedimento. Bem, não precisa explicar muito mais, basta dizer que não quis permanecer e fui para outra instituição, nessa outra encontrei um gestor que recebia verba para ter 4 cirurgiões, comia o salario de 2 e colocava outros 2 pra trabalhar de maneira extremamente desgastante, sendo que um dia, o outro cirurgião falou pra mim que não ia no próximo plantão, conversei diretamente com o gestor que me falou que arranjaria um substituto pro próximo plantão, o tempo passou e no próximo plantão estava sozinho, passei por uma situação de atender paciente das 7 horas da manhã até as 7 do outro dia, sem direito a 1 minuto de descanso, relatei a minha indignação ao gestor e falei que no próximo plantão não iria se não houvesse alguém comigo, ele falou que estava tudo certo, mas na véspera do próximo plantão, liguei pra ele e pedi o telefone do outro cirurgião para confirmar, quando ele assumiu que não existia ninguém e eu informei que como havia falado anteriormente não iria no plantão. A partir daí, passei a dar plantão só de UTI, agora me explique, como trazendo médicos que não se submeteram a avaliações adequadas e que aceitariam essas condições de trabalho, porque como estratégia o governo está usando isso, trazer muitos para que essas condições sejam aceitas vai resolver o problema de saúde da população, então o que você está me falando é, o modelo da saúde brasileira é adequada, o problema é que os médicos tem que se submeter a tudo, até ao risco de perderem o CRM por trabalharem em condições precárias para melhorar o sistema de Saúde, ou seja, isso é a mais pura ignorância, fruto da falta de Educação, premeditadamente imposta pelos nossos políticos para que consigam colocar esse tipo de ideia ridícula na cabeça da população.

    Anderson

    24 de maio de 2013 às 00h42

    Você cumpre seu papel humanitário ? Eu não ganho vale refeição, vale transporte e etc. Tenho que pagar por tudo isso e mais um pouco. Sem falar nos meus impostos. Deixa de demagogia (procure no dicionário)!

    liborio

    24 de maio de 2013 às 01h30

    fica entendido então que medico tem que ser humanitário, se anular como ser humano , esquecer que tem que pagar contas e não pode constituir familia. Será que não dá pra trazer os medicos do Vaticano?

João Paulo

23 de maio de 2013 às 07h36

O pensamento dos estudantes de medicina não é bem assim. Como será os vencimento desses médicos? As condições de trabalho? Serão as mesmas que hoje em dia os médicos brasileiros sofrem? Só estão trazendo coitados que serão iludidos sobre a qualidade do sistema de saúde brasileiro. Já vejo isso como um grande motivo para protestos, medidas paliativas sem um projeto pra mudar a real necessidade, é a cara do atual governo.

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Luís Carlos

23 de maio de 2013 às 07h31

Bom texto. O Ministério da Saúde trem trabalhado há muito nessa proposta. Não se trata de ação intempestiva ou improvisada, mas planejada e estudada com fundamento na realidade da assistência médica brasileira. As entidades médicas evitam de todas as formas abertura de novos cursos e novas vagas em cursos de medicina e nas residências, restringindo muito o surgimento de novos médicos. De 2003 até 2011 aproximadamente de 145 mil novos empregos para médicos foram criados mas foram formados cerca de 93 mil novos médicos, havendo portanto déficit de mais de 50 mil médicos. Há inequívoca falta de médicos no Brasil e estratégia de reserva de mercado por entidades médicas. Exatamente por isso médicos brasileiros chegam a ter absurdos 4, 5 ou 6 empregos, não se dedicando de forma adequada a nenhum deles, enquanto a população brasileira espera desnecessária e desumanamente por serviço médico. Finalmente iniciaremos nova caminhada, tão necessária na assistência médica no Brasil, possibilitando novo modelo de atenção à saúde pelo SUS, e é isso que justamente aterroriza entidades médicas, pois assim iniciará a derrocada do modelo hegemônica mercantilista da prática médica brasileira.

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    Ricarda

    24 de maio de 2013 às 23h36

    Caro Srs. Tenho ainda, algumas duvidas, quanto à como trabalharão esses médicos. Me parecem bem informados, p.f. Me esclareçam : eles falam português? Se sim, conhecem os vários nomes que temos aqui para as mesmas coisas nas regiões diferentes? Vêem para atendimento básico, digamos parto normal. Para onde mandarão as mulheres que tiverem complicações e precisarem de cesárea? Nesse locais haverão locais para caso seja necessário possam operar uma apendicite? Na Espanha não tem Hanseniase, esquistossomose, doença de chagas, tuberculose que aqui no Brasil tem muito. Não sei em Cuba. Saberão fazer diagnostico e tratamento de doenças que não conhecem? As chamadas doenças tropicais, como Malária, Leishmaniose? As verminoses daqui, que se pega por que usam sandália de dedo, sáo as mesmas que se pegam em Cuba, Espanha e Portugal? Lá andasse de sandália de dedo? E quando alguém precisar de óculos? Cirurgia de catarata? Tratamento para câncer não farão, nem sei se algum exame preventivo. Então no final,das contas, tudo que não for tranquilo, terá que ir para a cidade grande , se possível mais perto, ela existe? Para pobres medicina de ” se der deu” para ricos” se der vai para o hospital ou são Paulo, será assim se ao menos eles não exigirem mudanças em todo o sistema. Espero que sejam humanos, e juntem-se a nós para que as mudanças que ansiamos sejam feitas. Porque também devem ser bons profissionais e saberem que só médico não resolve doença, nem saúde publica.

Ana Cruzzeli

23 de maio de 2013 às 07h31

De tudo que já foi falado até agora, os dados da OMS e mais os dados da distribuição demografica de médicos no Brasil,vem agora essas instituições que NUNCA se preocuparam com a dor da nossa gente com esse tipo de manifestação de RUA?

PATÉTICO, mas mostra o quanto um PAC de Saúde é NECESSÁRIO nessa gente desalmada onde o bolso fala mais alto.
A geração coca-cola, todo mundo sabia que daria trabalho, mas pelo menos aquela geração tinha vergonha na cara, mas infelizmente formaram essa geração que aí está que pelo visto não terá vergonha de sair às ruas para dizer o que pensa. Essa geração que a ditadura formou, que a tv golpista formou, que a Xuxa formou aí está mostrando toda a sua feiura.

Hipócrates deve esta se revirando na tumba, que promessa é essa que os médicos fazem depois de colar grau…

¨Prometo que, ao exercer a arte de curar, mostrar-me-ei sempre fiel aos preceitos da honestidade, da caridade e da ciência. Penetrando no interior dos lares, meus olhos serão cegos, minha língua calará os segredos que me forem revelados, o que terei como preceito de honra. Nunca me servirei da minha profissão para corromper os costumes ou favorecer o crime. Se eu cumprir este juramento com fidelidade, goze eu para sempre a minha vida e a minha arte com boa reputação entre os homens; se o infringir ou dele afastar-me, suceda-me o contrário.¨

… e depois se esquecem ao virar a esquina?

O que quer dizer a arte de curar para os médicos atuais?

Eles não entendem que arte coloca o médico junto a qualquer outro mortal e aí está a humildade que eles não querem ver e praticar,de jeito nenhum

Na verdade o médico é menos que um artesão,afinal quem fez é que merece consideração, quem é o artesão é Deus senhores médicos tenham respeito pela arte alheia, faz favor!

Humildade, oh flor rara …

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    Ricarda

    25 de maio de 2013 às 00h14

    Acho que os médicos geração Coca-cola, são mesmo produtos de uma ditadura que inventou XUXA com ” todo mundo ta feliz? Hahaha . Uma geração toda, o que ao vejo, a Sra. faz parte. Uma geração, infelizmente, àcritica, que aceita tranqüilamente, o preço abusivo do transporte publico, o esmaga-esmaga dos trens, ônibus. Que não reclama de esperar seis meses para ser chamado para uma cirurgia, de não ter leito em ÚTI, de ficar em macas nos corredores de hospitais, de morar em cidades aonde nem hospitais existem. Não reclama das escolas sucateadas. ÀCRITICA, como a Sra. Que só enxerga o imediatismo, a solução fácil, que faça calar os que nem sabem aonde se queixar. Jovens que pagam altos impostos, que pagam caros seus estudos, que querem andar de branco limpo ( como esperamos que estejam) , que teem sapatos confortaveis( para 12/24hs de plantáo,) , que estejam atualisados( com sus livros, revistas, e cursos caros) , cabelos bem cortados, estejam bem alimentados, felizes, tranqüilos. Hipócritas não previu, qdo fez o juramento, que isso seria exigido também, e muito menos que isso custa DINHEIRO Sra. Simples assim. Quer que se sustentem como, com tudo que lhes é exigido? AMOR ao próximo Sra. Não enche barriga nem de médico, nem de filho de médico. Padre é sustentado pela igreja, pastor pela comunidade( e vivem bem!) , jogador de futebol pelo time, político? aha pela corrpção. E médico Sra.? por Hipocartaes? Por favor, leia mais, observe mais, aprenda,. Em breve, trarão professores, pq a Sra. Deve achar que eles tb não precisam COMER, ESTUDAR, SE DEDICAR ! A Sra. me lembra figurinha de papel-mandado da geração anterior a coca-cola. É fraquinha de argumentos…..Aonde vai qdo tem dor de cabeça? Quer fazer o exame de prevenção de mama? Pede para o médico fazer o pedido, e vá marca-lo. Se já as tiver, claro.

Oscar

23 de maio de 2013 às 06h11

Grande notícia: ganhei o meu dia!

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JOTACE

23 de maio de 2013 às 04h05

Finalmente! Uma vitória para o povo brasileiro cujos anseios foram tão bem representados neste blog pelos seus responsáveis jornalistas, colaboradores, e praticamente a maioria esmagadora dos comentaristas…Viva a Medicina descomprometida dos ganhos mercenários! Parabéns para todos aqueles como os que fazem Adital, que se sensibilizaram para a causa do grande contingente de excluídos do Brasil! Abraços a todos, Jotace

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