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Alerta na rede: Como o Google nos domina


08/10/2011 - 16h53

Como o Google Nos Domina *

James Gleick, no New York Review of Books

Alain de Botton, filósofo, escritor e agora aforista online, escreve no Twitter:

“A conclusão lógica de nossa relação com computadores: buscar ‘qual é o sentido da minha vida’ no Google, esperando por uma resposta.”

Você pode fazer isso, é claro. Escrever “o que é” e mais rápido do que você consiga digitar “um” ou “uma”, o Google está oferecendo uma série de escolhas para você: o que é uma nuvem? o que é um significado? o que é um sonho americano? O que é um illuminati? O Google está tentando ler sua mente. Só que não é sua mente. É o Cérebro do Mundo. E seja lá o que ele for, sabemos que uma empresa de doze anos de idade, com sede em Mountain View, Califórnia, está conectada a ele como ninguém.

O Google é o lugar aonde vamos para encontrar respostas. Antes, as pessoas buscavam por elas de outra maneira ou, mais provavelmente, conformavam-se em não saber. Hoje em dia, você não pode ter uma discussão na mesa de jantar sobre “que atriz ganhou o Oscar interpretando uma atriz que não ganhava o Oscar no filme do Neil Simon”, porque a qualquer momento alguém vai puxar um dispositivo de bolso e fazer uma busca no Google (1).

Se você precisasse saber o significado da palavra “pitoresco” para a História da Arte, você poderia encontrá-lo em O Livro de Respostas, compilado há duas décadas pelo setor de referências da New York Public Library [Biblioteca Pública de Nova York] – mas você não vai. Parte da missão do Google é tornar os “livros de respostas” inúteis (e os bibliotecários de referência, também). “Hamadríade é uma ninfa, uma cobra venenosa na Índia, ou um babuíno do Norte da África”, diz o narrador do romance The Infinities, de John Banville, de 2009, “É preciso um deus para saber uma coisa dessas.” Não mais.

A busca por fatos tem sido um importante elemento na engrenagem do conhecimento humano, e essa tecnologia acaba de saltar de uma liga elástica para um reator nuclear. Não é de se admirar que exista alguma confusão sobre o papel exato do Google nisso – juntamente com o medo crescente de seu poder e suas intenções.

Para dizer a verdade, na maioria das vezes, o Google não tem as respostas. Quando as pessoas dizem: “Eu dei uma olhada no Google”, elas estão cometendo um solecismo. Quando elas tentam apagar as suas histórias pessoais embaraçosas “no Google”, estão batendo na porta errada. Raramente é correto dizer que algo está certo “segundo o Google”. O Google é o oráculo do redirecionamento. Vá até lá buscar por “hamadríade”, e ele vai te apontar a Wikipédia, ou o Dicionário Online Grátis, ou o site oficial do Hamadryad (é uma banda de rock, também, veja só!).

O Google define sua missão como “organizar a informação do mundo”, e não possuí-la ou acumulá-la. Por outro lado, uma parcela substancial dos livros impressos do mundo já foram copiados para os servidores da empresa, onde dividem espaço com milhões de horas de vídeo e imagens do mundo inteiro, em diferentes níveis de detalhamento, obtidas a partir de satélites e de esquadrões móveis de câmeras de rua. Para não mencionar o grande e crescente tesouro de informações que o Google possui sobre os interesses e comportamento de, aproximadamente, todo mundo.

Quando eu digo que o Google “possui” todas essas informações, não quero dizer que ele seja dono delas. O significado de “ser dono de informação” é algo muito volátil.

Em mais ou menos uma década, o Google tornou-se uma marca global maior do que a Coca-Cola ou a General Electric; ele gerou riqueza mais rapidamente do que qualquer outra empresa na história; ele domina a economia da informação. Como isso aconteceu? Aconteceu mais ou menos à vista de todos.

O Google tem muitos segredos, mas os principais ingredientes do seu sucesso não são um segredo de maneira alguma, e a história desse negócio já forneceu munição para dezenas de livros. O novo livro de Steven Levy, “In the Plex”, é a obra de maior autoridade – e por vezes também a mais interessante – sobre o assunto até a data.

Por quase trinta anos, Levy tem escrito sobre computadores pessoais para a Newsweek e a Wired, publicou seis livros sobre o tema, e tem visitado a sede do Google periodicamente desde 1999, conversando com seus fundadores, Larry Page e Sergey Brin, e observando a empresa a partir do seu interior – tanto quanto foi possível para um jornalista. Ele foi capaz de registrar algumas conversas bastante provocativas, se ao menos ligeiramente conscientes, como esta, em 2004, sobre as expectativas dos fundadores do Google em relação a sua criação:

“Ele será colocado no cérebro das pessoas”, disse Page. “Quando você pensar em algo e realmente não souber muito sobre isso, você irá receber informações automaticamente.”

“É verdade”, disse Brin. “Em última análise, vejo o Google como uma maneira de aumentar o seu cérebro com o conhecimento do mundo. Agora você vai para o seu computador e digita uma frase, mas você pode supor que isso será mais fácil no futuro. Você só precisa ter um dispositivo de voz, ou computadores que prestam atenção ao que está acontecendo ao seu redor…”

… Page disse: “Eventualmente, você vai ter o implante, e se você pensar sobre um fato, ele vai prontamente lhe dizer a resposta”

Em 2004, o Google ainda era uma empresa privada, com cinco anos de idade, que já valia 25 bilhões de dólares e concentrava cerca de 85 por cento das buscas na internet. Sua única e grande inovação foi o algoritmo chamado PageRank, desenvolvido por Page e Brin quando eram estudantes de pós-graduação de Stanford, e realizavam seu projeto de pesquisa a partir do computador de um quarto de dormitório. O problema era que, até então, a maioria das pesquisas na internet produziam listas inúteis de resultados de baixa qualidade. A solução foi uma idéia simples: colher o conhecimento implícito já incorporado na arquitetura da World Wide Web, organicamente em evolução.

A essência da Web é estabelecer links entre as “páginas” individuais de sites. Cada link representa uma recomendação, um voto de interesse, ou mesmo de qualidade. Assim, o algoritmo atribui uma classificação [rank] para cada página, dependendo de quantas outras páginas oferecem um link para ela. Além disso, os links não são todos avaliados da mesma maneira. A recomendação vale mais quando se trata de uma página que tem uma alta classificação, ela mesma. A matemática por trás do PageRank não é simples – ele é uma distribuição de probabilidade, e o cálculo é recursivo: a classificação de cada página depende da classificação de outras páginas que depende… e assim por diante. Page e Brin patentearam PageRank e publicaram seus detalhes, mesmo antes de criar a empresa que chamaram ‘Google’.

A maioria das pessoas já se esqueceu de quão “escura e mal-sinalizada” a Internet já foi. Um usuário em 1996 – quando a Web era composta por centenas de milhares de “sites” com milhões de “páginas” – não esperava fazer uma simples busca por “Olimpíadas” e localizar automaticamente o site oficial dos jogos de Atlanta. Tratava-se de um problema muito difícil. E que resultado podia-se esperar da busca por uma palavra como “universidade”? O AltaVista (principal mecanismo de busca de então), oferecia uma lista aparentemente desordenada de instituições acadêmicas, encabeçada pelo Oregon Center for Optics.

Levy relata uma conversa entre Page e um engenheiro do AltaVista, que explicou que seu sistema de pontuação aumentava a classificação de uma página se “universidade” aparecesse várias vezes no título. O AltaVista parecia não se preocupar com o fato de que Oregon não fosse considerada uma grande universidade. A maneira convencional de classificar universidades seria consultar os peritos e avaliar as medidas de qualidade: os índices de pós-graduação, de retenção, os resultados de avaliações. A estratégia do Google foi a confiar na Web e seus inúmeros links, para melhor e para pior.

O PageRank é uma daquelas idéias que parecem óbvias depois que ficamos sabendo delas. Mas o negócio de buscas na Internet, jovem como era, tinha caído em algumas preceitos bastante ortodoxos. A principal tarefa de um mecanismo de busca parecia ser a compilação de um índice. Naturalmente, as pessoas pensavam nas tecnologias existentes usadas para organizar a informação do mundo, que podiam ser vistas nos dicionários e enciclopédias. Elas podiam ver que ordem alfabética estava prestes a tornar-se menos importante, mas demoraram a perceber o quão dinâmico e incompreensível era seu alvo, a Internet. Mesmo depois de Page e Brin acenderam a luz, a maioria das empresas continuou a usar vendas nos olhos.

A Internet havia entrado em sua primeira fase explosiva, expandiu e depois retraiu-se para dar novos e ambiciosos passos. Uma coisa que todos sabiam era que a maneira de fazer dinheiro era atrair e reter os usuários. A palavra-chave era “portal” – o ponto de partida do usuário, como Excite, Go.com e Yahoo – e os portais não conseguiriam ganhar dinheiro incentivando seus clientes a navegar pelo resto da Internet. “Retenção”, como diz Levy, “foi a qualidade mais desejada em sites na época.” Portais não queriam que suas funções de pesquisa fossem boas demais. Isso pode soar estúpido, mas como é que o Google pretendia ganhar dinheiro sem cobrar nada dos usuários? Sua interface de usuário no início era simples, minimalista, e enfatizava não ter qualquer publicidade – não havia nada senão uma caixa para que o usuário digitasse uma consulta, seguida por dois botões, um para produzir uma lista de resultados, e outro com a famosa e audaciosa frase “eu estou com sorte”.

Os fundadores do Google, Larry e Sergey, fizeram tudo do seu próprio jeito. Mesmo na cultura informal do Vale do Silício, eles se destacaram desde o início como algo original, como “crianças de Montessori” (segundo Levy), despreocupadas com as normas e propriedades, que preferiam grandes bolas de ginástica vermelhas em lugar de cadeiras de escritório, desprezando organogramas e títulos formais, indo de patins para reuniões de negócio. Fica claro em todos esses livros [aqui examinados] que eles acreditavam em sua excentricidade; eles acreditavam com fervor moral na primazia e poder da informação. (Sergey e Larry não inventaram o famoso lema da empresa, “não seja malvado”, mas eles o abraçaram, e agora eles podem muito bem ser donos dele.)

Nota da tradução:

(1) “Google”, em inglês, tem sido utilizado como um verbo: “to Google”.

PS do Viomundo: Continua… (como o texto é longo, será publicado em partes)

Clique aqui para a segunda parte.

Tradução Pedro Germano Leal

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46 comentários

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Ana Cruzzeli

23 de maio de 2012 às 11h07

Já disse no passado e repito… O assusta no Google são os e-mails gratuitos é uma dependencia direta e ASSUSTADORA.
O Brasil tem que fazer urgentemente um buscador tipo GUARANI para que as pessoas tenha verdadeiramente e-mails GRATUITOS.
A China está 5 anos na nossa frente, estamos atrasados nesse universo da dependência.
Todo cidadão brasileiro tem CEP de graça, doado pelos ECT ela tem que entrar com os CEPs-eletronicos o mais urgentemente possivel.
Quando o ECT fizer isso haverá boicotes por parte do GOOGLE nas suas plataformas alternativa e uma delas são os mapeamentos terrestres.
As forças Armada ( ministro da defesa), os Correios ( ministro do transporte e comunicação), enfim todo mundo tem que pensar no PORTAL-BUSCADOR.

P.S O Guarani seria um bom nome, afinal a maior peça que temos na cultura brasileira em sinfonia é a obra O GUARANI. Eu vou brigar pelo buscador, O GUARANI e tenho dito.

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Edward Luce: Obama e o tom de falsa intimidade do Facebook « Viomundo – O que você não vê na mídia

22 de maio de 2012 às 23h55

[…] Alerta na rede: Como o Google nos domina […]

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Twitter adere à censura prévia | Viomundo - O que você não vê na mídia

27 de janeiro de 2012 às 14h08

[…] Alerta na rede: Como o Google nos domina   […]

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Google: Não seja ‘evil’; mas, quem é mesmo malvado? | Viomundo - O que você não vê na mídia

18 de novembro de 2011 às 14h02

[…] A primeira parte está aqui […]

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O Google está nos observando!!! Anúncios no g-mail mostram quanto o Google sabe sobre você. «

11 de novembro de 2011 às 22h00

[…] A primeira parte está aqui […]

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O Google está nos observando!!! « LIBERDADE AQUI!

10 de novembro de 2011 às 23h42

[…] A primeira parte está aqui […]

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Juli

10 de novembro de 2011 às 16h28

o google foi/é uma invenção que possibilitou o difundimento do conhecimento adiquirido pela população mundial no decorrer de milhares de anos.
Trouxe maior velocidade ao acesso das informações, o que é formidável em uma época onde cada minuto "perdido" significa muito.
Nós Terranos queremos tudo pra ontem, a sociedade nos exige tal feito….. e o google veio nos auxiliar nesta tarefa.

Responder

Marcio H Silva

10 de novembro de 2011 às 02h00

O problema é o perfil do usuário e como "alguém" pode se servir disto.
Fica gravado nos bancos de dados o seu gosto, seu pensamento, seus vicios, opção sexual, etc…
Imagine se um dia um governante de extrema direita ou de extrema esquerda quiser usufruir desta informação e separar os perfis de usuários estratificando estas informações?
O eunãosabia vai ser fichado com a impressão digital no saco do serra ou fhc.
O Gerson Carneiro vai ser considerado pistoleiro do sertão bahiano.
O Pamplona como louco irado que fugiu do manicomio.
Eu como inimigo público nº 1 do cabral.
e por aí vai, é perigoso mesmo.
Mesmo que o perfil levantado cotenha erros de apuração…. aí é mais perigoso ainda……

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Anúncios no g-mail mostram quanto o Google sabe de você | Viomundo - O que você não vê na mídia

09 de novembro de 2011 às 23h00

[…] A primeira parte está aqui […]

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Diógenes Siqueira

13 de outubro de 2011 às 12h01

Poderíamos resumir a matéria para quem acha que não há ideologia e dominação por meio do conteúdo que o Google ressalta ou esconde mais ou menos assim: "Google: quando o serviço é de graça, o produto é você e o seu tempo, o tecido da sua vida."

Responder

zwca

11 de outubro de 2011 às 19h03

Aqui em casa, a gente já aprendeu que, quando quer achar alguma coisa que NÃO seja o que o Google pensa sobre alguma coisa, a gente começa a procurar do fim pro começo da lista de exibição. Quer dizer: eu entendo o Google e o Google não me entende (mas pensa que entende). Até parece que o Google é o primeiro instrumento de manipular opinião geral, que os ricos inventaram!

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peixebr

10 de outubro de 2011 às 15h11

Não tive paciência de ler o texto até o final, não cheguei nem na metade. O autor deve ser alguém com fobia de tecnologia e alguém que está naquela de "no meu tempo que era bom….".
Poxa vida, a coisa mais fantástica da internet é a democratização do conhecimento, a facilidade de se encontrar respostas para infindáveis perguntas (lógico que não todas) e o autor vem querer dizer que era melhor antes quando você tinha que pegar um transporte, ir até uma biblioteca descente (se tivesse uma em sua cidade), e tentar achar um livro que lhe desse a resposta. Quantas pessoas aqui fariam isso? Como é que esse cara quer convencer alguém ao iniciar um texto dizendo que informação para poucos e difícil de conseguir é melhor do informação ao alcance de qualquer um? Eu, hein.

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Edson

10 de outubro de 2011 às 01h33

Tudo bem, mas quem aqui usou o IBM Iocs Cards 1133 printer?

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@sergiobio

09 de outubro de 2011 às 23h35

Sem querer, esse artigo me fez recorrer ao Google, para encontrar o significado de "solecismo".

Responder

    zwca

    11 de outubro de 2011 às 18h54

    Boa, @sergiobio!

    Esse negócio de a internet manda em nós é papo de aristocrata broxa. A internet talvez mande nos aristocratas broxas. Para as massas que NUNCA tiveram nem dicionário e nunca foram ensinadas a usar nem dicionário, a Internet é a libertação — pq todo mundo está aprendendo a usar a internet, sem ninguém precisar ensinar. Claro que o cara aí também está querendo dizer que, sem os inteligentíssimos que 'produzam conteúdo', os pobres ficaria condenados a repetir ignorâncias. Já disseram isso, igualzinho, quando se inventou o livro de bolso. A informação de boa qualidade sempre nasceu dos grandes números, de muita gente falando ao mesmo tempo, não de alguma elite metida a saber das coisas, que sempre exigiu que o mundo se calesse, quando a elite falava. Cala a boca, dona Zelite!

Iva

09 de outubro de 2011 às 20h01

O problema não é o google manipular alguma coisa, o problema é alguma coisa manipular o google. Tem uma legião fazendo isso ou tentando, manipular as informações que circulam na rede. Quem leu O Guia do mochileiro das galáxias sabe que o segredo está na pergunta.

Responder

Janah

09 de outubro de 2011 às 16h30

Quando quero uma receita de bolo, pão, etc, o google me dá vários sites. Onde está o perigo?

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Vitor

09 de outubro de 2011 às 13h06

Eu lembro de ter lido um texto sobre o rádio e como algumas pessoas na época ficaram assustadas com informações voando pelo ar. Eu lembro também, nos anos 90, o medo das pessoas com o Windos: Que ele estaria em todas as casas e teriam controle sobre nós. Tipo um Big Brother. Agora eu vejo esse texto. Daqui a pouco vou ver um do Facebook.

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Allen

09 de outubro de 2011 às 11h18

Textinho bem parcial esse e bobo! Basta ler o texto de novo seguindo a lógica da memética. Criticar o Google é fácil, eu tb o critico mas em outras vias. Simplesmente o que o texto nos faz entender é que o Google tem controle das informações….e daí, ela é menor do que a 10 anos atrás! A web é um sistema evolutivo que depende esclusivamente da sociedade que a usa, portanto a sociedade tem que aprender/evoluir com relação ao Google. O mesmo acontece com o Facebook e outros sites de convivência virtual. Qual o problema desses sites? Seguem os ideais capitalistas de controle da informação porém quando aplicam tais controles e passam de um certo "limite" a sociedade tende a migrar para novas propostas, desenvolvidas por pessoas que entenderam qual o mecanismo que precisa mudar para que a sociedade mude. Um bom exemplo dessa consciência é presente na wikipedia modificada pelos usuários. Não existe verdade ou mentira o que existe é a competição da informação e a evolução da consciência social dela mesma! De novo leiam o textoa com viés memético! Abraços

Responder

Substantivo Plural » Blog Archive » Como o Google Nos Domina

09 de outubro de 2011 às 10h33

[…] Por James Gleick No The New York Review of Books VIA VI O MUNDO […]

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emerson

09 de outubro de 2011 às 08h26

Quando de minha permanência na Venezuela no ano passado, um adolescente me mostrou que, ao escrever no google a palavra "como" logo aparecia o resto: "como matar a Chávez".

Responder

    Morvan

    09 de outubro de 2011 às 16h13

    Boa tarde.

    Emerson, aqui no Brasil também fizeram isso. Os "Padins" do PSDB/PFL alteraram o motor de ranqueamento do Google para, sempre que se procurasse pela palavra-chave "Mentiroso" aparecesse "link", elo, para, adivinha quem? Para alguém que manipula páginas WEB e conhece o modus operandi do Google, não é difícil…

    Isso, mesmo que não signifique diretamente o tópico, nos remete à questão levantada recentemente aqui, sobre Neutralidade Na Internet (https://www.viomundo.com.br/entrevistas/marcelo-branco-lobby-poderoso-das-teles-quer-acabar-com-neutralidade-da-rede.html).

    :-)

    Morvan, Usuário Linux #433640.

    zwca

    09 de outubro de 2011 às 19h45

    Ora bolas! Isso, precisamente, o 'jornalismo' do grupo GAFE (Globo-Abril-Folha-Estadão) também faz, igualzinho. Melhor espinafrar o William Waack, que espinafrar a Wikipedia. Falta de assunto?

Gustavo Pamplona

08 de outubro de 2011 às 22h43

Nossa… o Google nos domina? Isto é sério mesmo? Que ALIENAÇÃO!

Amigos.. sou técnico de informática e tenho computadores desde 1993, quando eu tinha 12 anos, meu primeiro PC foi um 386 DX de 40Mhz com 4Mb de RAM fui de um tempo em que existia o MS-DOS e o Windows 3.x e também um SO (Sistema Operacional) da IBM chamado OS/2 e os Macintosh's rodavam MacOS.

Fui de um tempo antes da Internet ter deslanchado comercialmente no Brasil, a partir de 1995, existia desde 1991 e quando ainda existiam BBB's (Buletim Board System's) e acessávamos com modem's de 9600 baud e 14.400 bauds em programas de terminais baseados em protocolos VT-100, Kermit, ZModem, YModem e Xmodem.

Fui dos primeiros brasileiros a ter Internet em casa (Nov/1995) quando a Horizontes BBS daqui de BH passou a oferecer acesso discado a rede.

Vi os sites serem criados e desenvolvidos e tenho quase 16 anos de Internet, na realidade vi a história da Internet Brasileira e até hoje não fui DOMINADO por ninguém…

Um conselho: Desliguem o computador… vão ler um livro… escutem uma boa música… assistam um filme saiam com seus amigos… vocês estão REALMENTE precisando.

É… eu acho que vou parar de comentar por aqui… e não é a toa que venho falando que vocês estão tão ALIENADOS e mais uma coisa… vocês NÃO SABEM de nada.

Responder

    Marcelo Fraga

    08 de outubro de 2011 às 23h52

    Concordo que esse história de Google que nos domina é balela, mas fala sério.
    Quer aplausos por ser o sustentáculo da lucidez e do bom senso aqui no blog?

    Saturnino Lyra

    09 de outubro de 2011 às 00h10

    Vai parar de comentar aqui? É um favor que você nos faz!
    P.S. Toda a sua explanação sobre computadores é absolutamente irrelevante. Ela não prova que o google não domina algo – prova apenas que você é muito chato e bem alienado. Se quer criticar o texto, leia-o por completo.

    P Pereira

    09 de outubro de 2011 às 02h19

    "É… eu acho que vou parar de comentar por aqui…".
    Alvíssaras!

    M. S. Romares

    09 de outubro de 2011 às 13h02

    Pereira, ele fala isso só pra nos deixar feliz….mas acaba voltando para nosso desespero.

    Daniel

    09 de outubro de 2011 às 06h13

    16 anos de internet e ainda não sabe que a rede é: insegura, onipresente e indestrutível. Esse comentário seu vai ficar aqui enquanto houver o Viomundo, e se entrar no cache do Google ficará talvez para sempre. A sua sorte é que só escreve bobagem, por isso, se algum dia um regime facista bisbilhotar aqui, vai te ignorar completamente. Essa é a realidade da internet. Se quiser te dou exemplos de como alguém é "Dominado" pela internet. Mas pelo visto, duvido que você queira saber.

    Alvaro Tadeu Silva

    09 de outubro de 2011 às 11h28

    Gustavo Pamplona, não seja inocente, não se discute o uso do Google por gente que está na estrada há tanto tempo. Nessa história de computador sou seu veterano, usei Burroughs Bull 1600(ou 3600?) com linguagem ALGOL, MSX com BASIC, sem disco rígido e apenas uma unidade de fita cassete, PC-XT com 1 megabyte de RAM e modems de 1200 bauds. Como vê, a coisa já foi muito mais difícil. Há uns 4 anos, fiquei surpreso quando procurava uns azulejos antigos numa pequena loja de material de construção. O dono, que não era nenhum hacker, me recomendou: procure esse azulejo no Google, vocxê acha. Isto sim é uma história de terror.

    Gustavo Pamplona

    09 de outubro de 2011 às 12h18

    Chegue a "brincar" com MSX 1.1 da Gradiente, TK-3000 (clone de Apple-II nacional), Amiga 1200, o XT, alguns terminais burros da Itautec e IBM e até mesmo com um Macintosh Classic.

    Bom…e sobre os azulejos o cara tinha que falar sobre o Google. É o mais "conhecido". O Yahoo era bem conhecido até um bom tempo atrás… O Altavista citado no texto acima também foi bem conhecido… Existe o Bing da Microsoft.

    Eu até hoje lamento que o "alltheweb.com" foi fechado… foi comprado pele Yahoo, gostava do "All The Web"

    Bom… visitem isto aqui: http://en.wikipedia.org/wiki/Web_search_engine

    Saturnino Lyra

    09 de outubro de 2011 às 19h47

    Grandes m*rd*s… Ao 7 anos de idade, antes de vocês fazerem isso tudo, já usava um ábaco!

    Francisco

    12 de outubro de 2011 às 12h50

    E eu, cara: aos 7 anos já brincava com bolas de gude e com estilingues. Nossa!

    Michel

    09 de outubro de 2011 às 19h41

    Tenho internet desde 1997, tempo de conexão dial up via Nutecnet que depois virou Zaz e depois virou Terra. Tempo de sites de busca Altavista, Cadê, RadarUol etc. Com o Google, a coisa melhorou infinitamente. Hoje eu posso digitar "globo manipuladora" ou "mídia sionista" e os resultados (ainda) me são satisfatórios. Acho que tem muita gente por aí enxergando chifre em cabeça de burro. Mas chega a ser engraçado. Um conhecido meu chegou a dizer que o Google Earth está a serviço da CIA-Pentágono, com detalhes de quase todos os cantos do planeta. Respondi apenas: "E o Pentágono esqueceu de mandar a Google apagar os detalhes de todas as cidades norte-americanas tb expostas".

    zwca

    11 de outubro de 2011 às 18h57

    Então, Gustavo Pamplona, fica provado que a Internet NÃO consegue meter boas ideias em cabeças fechadas, nem que o cara tenha nascido dentro dela. Tampouco, pelo que se vê, consegue tirar ideias fracas de cabeças onde as ideias fracas estejam implantadas. A internet é uma ferramenta. Ninguém julga ferramentas: julgam-se as pessoas que usem as ferramentas. Você não foi dominado por ela: você já estava dominado antes. Tanto que, agora, vc acha que domina a internet. Só rindo!

Morvan

08 de outubro de 2011 às 20h48

Boa noite.
O Google não é também o bicho-papão, apocalipticamente vislumbrado pelo Alain de Botton. Na verdade, o Google representa o nascedouro de uma tecnologia de buscas que se tornará onipresente (RDF) *, não por causa deste presumível poder avassalador da gigante de buscas, mas por imposição da própria evolução dos processos comunicatórios mundiais (quiçá universais); se se fala em Google, não se pode olvidar que esta outrora pequena empresa começou comprando "know-how" (o Datarank não é da Google, como se apregoa – aquisição bastante traumática…). E que esta mesma empresa é uma das grandes incentivadoras de inovação no mundo (se alguém quiser buscar um pouco mais, com o próprio motor Google, ou Bing (MS$), Yahoo, que seja, procure por "Google Summer of Code" e vai ver o quanto a empresa fomenta tecnologia.).
Outrossim, o Google se contrapõe à MS$! Não temos mais um mundo monopolar.
A "guerra fria" digital está no mínimo começando…

* – para saber mais sobre um mundo pós-Google, ou tecnologia de busca semântica, acesse:
http://www.pcmag.com/encyclopedia_term/0,2542,t=RDF&i=50223,00.asp#fbid=qKHnEcE9evU
(Definição de RDF)

Observação: se quiser, pode buscar via Google…
Observação 2: o Google já se antecipa, no meu "desktop": como eu digito bastante lento, deixei o "Instant Search" habilitado no Google.

Morvan, Usuário Linux #433640.

Responder

Bonifa

08 de outubro de 2011 às 20h30

Sempre consideramos estas ponderações. E fomos até criticado aqui quando falamos do absurdo de depender unicamente de pesquisas da Wikipédia, que se assemelha com o livro geral e único de notícias e cadastros de 1984, que poderá vir a ser facilmente modificado segundo circunstancias e interesses.

Responder

    Roberto Locatelli

    09 de outubro de 2011 às 07h37

    Realmente, Bonifa, a Wikipedia é, ao mesmo tempo, uma ótima fonte de consulta e uma perigosa brecha para manipulação.

    Morvan

    09 de outubro de 2011 às 16h20

    Boa tarde.

    Bonifa / Roberto Locatelli, suas parcimônias com a "WikiPaedia" são louváveis, mas devo lembrá-los de que, hoje, a WikiPedia é muito mais rigorosa no processo de criação e mesmo de edição de páginas. Como contribuinte (no sentido literário, e também contribuinte eventual – financeiramente) posso asseverar que o processo de criação / manutenção de páginas hoje é bastante seletivo. O ideal, como regra geral, é buscar mais fontes de cotejamento dos dados / informações, sempre…

    :-)

    Morvan, Usuário Linux #433640.

    zwca

    09 de outubro de 2011 às 19h43

    A Wikipedia não é pior, em matéria de manipulação, que os livros didáticos para o pré-vestibular editados pela editora Abril. E, em matéria de informação é MUITO melhor. Por que essa preocupação com a 'manipulação' do Google, e a nenhuma preocupação com os livros didáticos para o pré-vestibular editados pela editora Abril? Quero dizer: manipulados já somos. A Google não manda em mim: eu posso checar o que encontro lá e a [empresa] Google não pode ME checar.

    Que besteira é essa de "Google manda em nós?" Em mim, não manda.

João Paulo

08 de outubro de 2011 às 19h42

Glecio comigo aconteceu diferente. Eu estava no Internet Explorer, e um belo dia eu não consegui abrir mais os livros paroquiais de Prados, MG, onde tenho antepassados. Comuniquei o problema ao familysearch, e eles me avisaram que era um problema do Internet Explorer. Tentei instalar o Google Chrome e não consegui. Instalei o Mozilia Firefox, e voltei a abrir os livros de Prados.

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Fábio

08 de outubro de 2011 às 17h42

Que medo eu tenho do Google!! Comecei a usar na faculdade de ciência da computação. Não só para coisas sérias, também para procurar coisas aparentemente inúteis, fato é que hoje faz parte da minha vida. É impressionante como inovação e sucesso causa medo em mentes pequenas. No começo o bicho papão era a IBM, na década de 90 a Microsoft, hoje parece que escolheram o Google como Judas. Se os "sabichões" gastassem metade de seu tempo procurando fazer algo útil em vez de reclamar, talvez arrumassem mais adeptos. Tente você também parar de reclamar da Microsoft postando sua reclamação direto de um Windows pirata.

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Glecio_Tavares

08 de outubro de 2011 às 17h32

O google chegou na minha vida me oferecendo um email em que eu não teria que armazenar as mensagens em meu computador. A partir dai entrei no orkut e o google foi la e comprou o orkut.
Cancelei meu email do uol e só tenho o gmail e o email do serviço.
Meu navegador até hoje era o google chrome, mas agora fui obrigado a voltar para o internet explorer, senão não consiguiria mais abrir as páginas do viomundo. Não podia ser o firefox? rs

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    Klaus

    08 de outubro de 2011 às 18h56

    "O Orkut é uma rede social filiada ao Google, criada em 24 de Janeiro de 2004 com o objetivo de ajudar seus membros a conhecer pessoas e manter relacionamentos. Seu nome é originado no projetista chefe, Orkut Büyükkökten, engenheiro turco do Google."

Ismar Curi

08 de outubro de 2011 às 17h31

Com democracia a gente pode estatizar a instituição quando achar que é melhor, e assim manter o controle popular sobre ela.

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