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Fátima Oliveira: Igreja continuará satanizando direitos das mulheres?


24/09/2013 - 09h44

O papa e os direitos reprodutivos: entre a cruz e a espada?

Igreja continuará satanizando direitos de mulheres, gays e lésbicas?

Fátima Oliveira, em O TEMPO
[email protected] @oliveirafatima_

O papa Francisco, num mesmo dia, 20 de setembro, apareceu na grande imprensa mundial falando para plateias diferentes, emitindo opiniões aparentemente díspares sobre os direitos reprodutivos.

Há quem diga que ele está entre a cruz e a espada, pois deseja avançar, mas poderosas forças retrógradas do catolicismo romano não permitem. Para outros, ele está se tornando exímio em agradar a plateias: diz o que cada uma quer ouvir. E assim as águas vão rolando, turbulentamente, na Santa Sé.

Em 20 de setembro de 2013, o papa Francisco recebeu os participantes do 10º Encontro da Federação Internacional das Associações Médicas Católicas, cujo eixo foi “Catolicismo e cuidados maternos”. Enfatizou a defesa da vida:

Em cada criança não nascida, mas condenada injustamente a ser abortada, está o rosto de Jesus, tem o rosto do Senhor, que ainda antes de nascer e depois, logo que nasce, experimenta a rejeição do mundo. E cada idoso – falei da criança: vamos agora aos idosos –, mesmo que doente ou nos fins dos seus dias, tem em si o rosto de Cristo. Não se podem deitar fora!

E exortou aos médicos católicos que sejam “testemunhas e difusores da ‘cultura da vida’” (Rádio Vaticano).

No mesmo dia, Philip Pullella, da Reuters, publicou, sob o título “Papa critica obsessão da Igreja com gays, aborto e contracepção”, informações de que o papa concedeu uma “longa entrevista ao padre jesuíta Antonio Spadaro, diretor da revista Civiltà Cattolica, e disse que a Igreja precisa encontrar um novo equilíbrio entre a preservação das regras e o exercício da misericórdia. ‘Do contrário, até o edifício moral da Igreja deve cair como um castelo de cartas’”.

Acrescentou ainda que a Igreja se fechou em coisas pequenas, em regras tacanhas e na avidez de condenar os outros. E foi taxativo ao dizer na entrevista mencionada que: “Nós não podemos insistir somente sobre questões relacionadas ao aborto, casamento gay e uso de métodos contraceptivos. Isso não é possível. Eu não falei muito sobre essas coisas e fui repreendido por isso”.

Embora o papa não tenha citado uma “perspectiva de uma mudança iminente nos ensinamentos morais”, falou a respeito das críticas recebidas do meio conservador católico por ter dito que não poderia recriminar homossexuais que tenham boa vontade e que busquem Deus e que não é possível interferir espiritualmente na vida de uma pessoa.

O diretor do grupo liberal Fé na Vida Pública, John Gehring, declarou: “Este papa está resgatando a Igreja daqueles que pensam que condenar gays e se opor à contracepção define o que significa ser católico real”.

O bispo Thomas J. Tobin, de Providence, Rhode Island, falou em nome de muitos católicos conservadores quando disse que estava desapontado com o fato de que o papa não tinha abordado o ‘mal do aborto’ mais diretamente para encorajar ativistas antiaborto”.

Para muitos, a perplexidade é a tônica, ao mesmo tempo em que indagam: aonde o papa quer ir e para onde ele vai? Ou o papa não vai sair do fundamentalismo e o catolicismo continuará satanizando os direitos reprodutivos (mulheres) e os direitos sexuais de gays e lésbicas?

Eu, particularmente, não “boto fé” em mudanças nas “regras morais” da Igreja Católica. Basta lembrar o Manual de Bioética para Jovens, divulgado por ocasião da última Jornada Mundial da Juventude (Rio de Janeiro, 23 a 28 de julho, 2013), que nada tem a ver com a ética da vida; é tão somente uma compilação do que há de mais pantanoso do fundamentalismo católico romano.

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40 comentários

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Luana Tolentino: Pelo fim das revistas vexatórias que humilham as mulheres « Viomundo - O que você não vê na mídia

20 de julho de 2014 às 19h45

[…] Fátima Oliveira: Igreja continuará satanizando direitos das mulheres? […]

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Dr. Rosinha: Não adianta a Lei Maria da Penha ser ótima, se o Brasil não a fizer valer - Viomundo - O que você não vê na mídia

10 de outubro de 2013 às 13h47

[…] Fátima Oliveira: Igreja continuará satanizando direitos das mulheres? […]

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Kátia dos Santos

27 de setembro de 2013 às 10h03

Não concordo com as esperanças que têm as Católicas pelo Direito de Decidir, mas respeito as esperanças delas
——————————-
Editorial
Católicas comenta palavras do Papa Francisco

Neste momento em que celebramos o dia de luta pela legalização do aborto, queremos compartilhar nossa reação às palavras do Papa Francisco em sua entrevista concedida recentemente.

Recebemos a declaração do Papa Francisco, em entrevista a revista “La Civiltà Cattolica”, afirmando que a religião tem o direito de expressar suas opiniões, mas não de “interferir espiritualmente” nas vidas de gays e lésbicas, como um alento, um soprar de novos ventos na Igreja.

Queremos expressar nossa satisfação pela Igreja Católica ter manifestado que o plano de seu trabalho pastoral deva ter “…como mensagem central do Evangelho: o amor e a misericórdia de Deus” como diz o Evangelho de Lucas.

Reconhecemos na figura do Papa Francisco, perspectivas e esperança de uma igreja mais dialógica que se deixa interpelar pela realidade. Retomar do Concilio Vaticano II a figura da Igreja como “povo de Deus, em caminho com suas dores e gozos” encerra um projeto de Igreja. É significativo que ele reafirme o desejo de ver uma Igreja capaz de escutar o próximo, de levar em conta como primeiro momento teológico a realidade concreta das pessoas, de fazer prevalecer em primeiro lugar o princípio da misericórdia. Sem dúvida, encontramo-nos com uma nova figura e um modelo pouco conhecido de ser Papa: reconhece sua fragilidade e seus erros, realidades comuns a todo ser humano. Frente a questões controversas e difíceis para a Igreja, como o aborto e a homossexualidade, surpreendentemente, sua palavra não é de julgamento e condenação, mas de acolhida e escuta. Uma mudança significativa. Fala da necessidade de aproximar-se, entender a realidade concreta da pessoa como primeiro momento de um diálogo: “O anúncio do amor salvífico é prévio à obrigação moral e religiosa”, diz ele.

Entendemos, entretanto, que a Igreja tem ainda um desafio a enfrentar: respeitar e reconhecer os direitos das pessoas homossexuais, e essa atitude vai além da misericórdia. Trata-se de um reconhecimento das diversas formas de amar; trata-se não somente de aceitar ou tolerar as pessoas homossexuais, mas de abençoá-las. Esperamos também que um dia a doutrina católica possa estar voltada à compreensão das mulheres que abortam, entendendo que muitas vezes esta é a solução que se apresenta a elas como eticamente válida. Que a atitude de humanidade e misericórdia do Papa possa conduzir a hierarquia a respeitar a dignidade das mulheres, a ouvir nossas construções teológicas, a ter uma atitude verdadeiramente dialógica. Essa é nossa esperança.

Vemos o Papa sensível à realidade humana e acreditamos que o tempo nos mostrará os caminhos que a igreja vai seguir… Continuamos atentas…

Neste momento, as palavras do Papa nos parecem um passo significativo para uma igreja mais aberta; para nós, motivo de esperança e alegria!

Cadastrado em: 26/9/2013

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Kátia dos Santos

27 de setembro de 2013 às 09h22

Enquanto os cães ladram a caravana do Estado laico passa, ainda que lentamente. Mas vai passar. É preciso detonar essa gente que defende o Estatuto do nascituro, sem tréguas. O Papa Francisco é ardoroso defensor do Estatuto do Nascituro, em detrimento dos direitos das já nascidas, as mulheres concretas. Não podemos nos enganar.

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Hilton do Carmo Fragoso

27 de setembro de 2013 às 08h59

Questões de fé não devem ser discutidas, apenas respeitadas. Entendo, porque já li muitas vezes que Fátima Oliveira tem deferência especial pela liberdade religiosa. O que se combate, e nisso Fátima Oliveira é dura e cortante como lâmina de punhal afiado, são as ingerências de algumas religiões, no caso do Brasil da Santa Madre Igreja de Roma, e mais recentemente de evangélicos, em especial as seitas, nas questões do Estado Laico. O que não se pode compactuar é que os preceitos morais de algumas religiões se transformem em leis para todo o povo. Quanto ao papa, faz proselitismo barato. Não dá pra “botar fé”.

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Douglas da Mata

26 de setembro de 2013 às 20h46

Não há, pelo que eu saiba, obrigação que nenhum(a) brasileiro(a) que seja obrigado a se filiar a igreja dos lavadores de dinheiro e que acoberta pedófilos.

Dogma é dogma…

A pergunta é: por que mesmo massacradas por todas as religiões monoteístas, que as tratam como escória da humanidade, milhões de mulheres continuam indo a missa, aos cultos, as mesquitas e as sinagogas?

Então, quem se submete a isto, dane-se!

Quem quiser ser respeitada, brigue por um Estado laico, e abandone as religiões.

Simples assim…

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    Douglas da Mata

    26 de setembro de 2013 às 20h48

    Perdão, o trecho a obrigação…seja obrigado ficou horrível, mais a ideia é esta aí: não há dever legal de obedecer a igreja ou se filiar a ela.

    Quem ataca a fé alheia é mais intolerante que a intolerância que diz combater.

Mari

26 de setembro de 2013 às 20h22

Ando cansada de tanto fundamentalismo, inclusive o católico. Já encheu a medida. O Papa Francisco realmente tenta enganar quando usa da misericórdia para mudar um pouco o discurso obscurantista oficial do catolicismo. Mas misericórdia é uma atitude que nunca fez parte da Santa Sé, muito menos do Vaticano. Gosto quando Fátima Oliveira menciona, e já mencionou muito, que A Igreja Católica ora fala como religião e ora fala como Estado, segundo as conveniências. E é a única religião que pode usar e abusar das duas posições. E o papa Francisco é refém de tais posições, por mais que ele tente se desvencilhar dela. É chefe da Santa Sé e chefe do Vaticano.

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João Paulo Peixoto: Novos partidos não influenciam eleições de 2014 - Viomundo - O que você não vê na mídia

26 de setembro de 2013 às 19h06

[…] Fátima Oliveira: Igreja continuará satanizando direitos das mulheres? […]

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Mardones

26 de setembro de 2013 às 09h28

A Igreja, seja qual for, pode difundir – dentro da lei – o que quiser para seus fiéis. O problema é o estado democrático de direito comprar esse discurso.

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valdecir

26 de setembro de 2013 às 09h26

A autora deste artigo ainda não entendeu a figura do Papa Francisco. Parece imaginar que a verdade está de um lado, do seu lado, e que a mentira e a trapaça estão do outro lado, em estado puro. Assim, os sinais de boa vontade do Papa seriam artimanhas de um malaco, com o propósito de se dar bem. Este tipo de reflexão se assemelha a um diálogo entre surdos. Por um lado, os que defendem os direitos reprodutivos, por outro, os que, sem a pretensão de negar tais direitos, dizem defender a vida. Em suma, uma boa forma de polemizar e externar indignação. Uma tentativa de minar pela raiz o argumento do outro, deixando-o sem fala.

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Eline

26 de setembro de 2013 às 09h25

Sempre fico revoltada com a Santa Sé querendo mandar no mundo, nos corpos das mulheres, na sexualidade de gays e lésbicas. É absurdamente irritante

Responder

Elias

25 de setembro de 2013 às 16h19

Essa direita hipócrita que se diz contra o aborto e depois chama de aborto os miseráveis que passam diante dela. Essa direita instalou-se no Vaticano, graças ao, entre outros fascistas, Joseph Ratzinger que tomou conta do micro Estado que aparentemente ainda tem robusto poder. Supondo-se que Francisco seja progressista, ele nada pode fazer para desatar os nós seculares que tanto infernizam católicos e cristãos de toda ordem. Francisco parece legal assim como Obama também parecia. Mas há por trás de ambos influências ocultas que os impedem de ser o que talvez desejassem ser. Por isso, não podemos contar com qualquer avanço de direito humano vindo desses dois. O corpo da mulher a ela pertence e é ela quem deve decidir se continua ou se interrompe a gravidez. O Estado laico tem a obrigação de atender a decisão de suas cidadãs. Portanto, o Sistema Único de Saúde não tem porque dizer não quando uma mulher o procura para abortar um resultado positivo de gravidez.

Responder

Elias

25 de setembro de 2013 às 16h17

Essa direita hipócrita que se diz contra o aborto e depois chama de aborto os miseráveis que passam diante dela. Essa direita instalou-se no Vaticano, graças ao, entre outros fascistas, Josepf Ratzinger que tomou conta do micro Estado que aparentemente ainda tem robusto poder. Supondo-se que Francisco seja progressista, ele nada fazer para desatar os nós seculares que tanto infernizam católicos e cristãos de toda ordem. Francisco parece legal assim como Obama também parecia. Mas há por trás de ambos influências ocultas que os impedem de ser o que talvez desejassem ser. Por isso, não podemos contar com qualquer avanço de direito humano vindo desses dois. O corpo da mulher a ela pertence e é ela quem deve decidir se continua ou se interrompe a gravidez. O Estado laico tem a obrigação de atender a decisão de suas cidadãs. Portanto, o Sistema Único de Saúde não tem porque dizer não quando uma mulher o procura para abortar um resultado positivo de gravidez.

Responder

Rina Laboissiere

25 de setembro de 2013 às 15h39

Mais uma vez. parabens
doutoura Fatima, vc que fala por nós.As restrições da Igreja são desoladoras,a ponto.de não aparecerem mais Fatimas.Avante.

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Urbano

25 de setembro de 2013 às 15h32

Igreja… bah!

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    Urbano

    26 de setembro de 2013 às 13h24

    Faça do recato do seu lar uma verdadeira Igreja, sendo você mesmo o seu padre ou seu pastor ou qualquer outro verdadeiro guia. E sem desembolsar um tostão, receberás muito mais iluminação divina. Tenha certeza que você tem bem mais competência e honestidade para tal.

Ivanice Costa

25 de setembro de 2013 às 11h24

Eu estou de acordo com Fátima Oliveira: “Eu, particularmente, não “boto fé” em mudanças nas “regras morais” da Igreja Católica”. O Manual de Bioética não pode receber tal nome porque realmente consta nele exclusivamente a opinião da Igreja Católica, a sua moralidade nos temas que o compõem.

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Bruno Almeida

25 de setembro de 2013 às 09h21

As religiões cristãs no Brasil, tanto a católica quanto evangélica deveriam ter senso de não interferir nos valores do Estado Laico. O papa Francisco está nos enrolando maravilhosamente bem. Nada mudará e essa invocação de misericórdia é só papo. A Igreja Católica nunca foi misericordiosa. Ao contrário!

Misericórdia é um sentimento de compaixão, despertado pela desgraça ou pela miséria alheia. A expressão misericórdia tem origem latina, é formada pela junção de miserere (ter compaixão), e cordis (coração). “Ter compaixão do coração”, significa ter capacidade de sentir aquilo que a outra pessoa sente, aproximar seus sentimentos dos sentimentos de alguém, ser solidário com as pessoas.

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Jose Mario HRP

25 de setembro de 2013 às 08h20 Responder

Jose Mario HRP

25 de setembro de 2013 às 06h53

Quanto a aqui citada influenciação politica que a igreja exerceria , creio que os evangelicos a praticam despudoradamente, e bem mais sutil é a católica nesse ambito.
O ideal seria isso não existir, mas estamos num país livre, de livre pensar e com liberdade de expressão.
Por isso crer ou não em Deus é free on board!
E pensar bem sobre, atos, hábitos, direitos (possiveis) e vícios, se acreditar em outras vidas.
KKKKKK….

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Jose Mario HRP

25 de setembro de 2013 às 06h09

Porque importa tanto a voz da Igreja?
Se voce nãp acredita em Deus o que importa a opinião de uma instituição que está morrendo porque as pessoas já não querem acreditar em Deus?
Assim é que os jovens , hoje, não são facilmente manipulados e portanto porque esse medo da igreja?
Satanização maior existe nos evangelicos.
E por fim, se voce acredita em Deus, sabe que ele te deu livre arbítrio, e assim somos livres para pensar e agir, faça o que te der na veneta, o depois nessa e outras vidas , te dirá se agistes certo ou não.
As respostas estão dentro de nós!

Responder

Jose Mario HRP

25 de setembro de 2013 às 05h52

O papa ao falar da tal obsessão só quis dizer o seguinte:
Há coisas muito mais importantes a que se dedicar!
Se as mulheres querem se violentar praticando o aborto, que fazer?
Quanto a gays, o que ele deve ter percebido é que gays ou não, são, alás, somos todos criaturas de Deus e dignos do seu amor, e se gays procuram Deus é hoa de abraçá-los.
Portanto feministas vão procurar sua turma porque as portas das igrejas estão abertas e lá dentro ninguém pergunta sua opção sexual ou se praticou aborto.
Coisa semelhante acontece nos centroa espiritas
E tenho dito.

Responder

Natália

24 de setembro de 2013 às 20h43

Grande Fátima Oliveira. Aos poucos a gente vai entendendo mais o conservadorismo do papa Francisco. A Igreja é um atraso de vida, mas deveria ficar feliz em dar ordens ao seu rebanho e não ficar dando pitaco nas leis dos outros países. A Igreja vive de satanizar a vida das mulheres e sendo homofóbica. Um inferno. Aos poucos o povo vai acordando para o sorrisinho falso dele. Se finge de santo. E pode porque as alas mais conservadoras dão o tranco nele. A Igreja jamais mudará, a luta é para que ela deixe de se meter na vida de todo o povo

Responder

Mirtes Trinta

24 de setembro de 2013 às 20h17

Vi muitas feministas vibrando, dizendo que o papa Chico é o tal, grande papa. Pura ilusão! O Catolicismo de Roma será sempre misógino e homofóbico. Realmente ele fala o que bem quer e dependendo de onde. Papa não pode tudo. Nunca. Tem amarras. Quanto à satanização das mulheres, é assim desde o primeiro papa, Pedro.

Responder

Seletivo

24 de setembro de 2013 às 19h29

Sobre a dignidade da mulher, devemos ouvir o que pensa nosso companheiro Gaievski.

Responder

Vinícius

24 de setembro de 2013 às 18h57

Eu ia adorar se, no debate do aborto, ninguém satanizasse ninguém.

Imagina se a gente pudesse escutar os dois lados, sem acusar ninguém de ser misógino, sem acusar ninguém de ser assassino, reconhecendo que os dois lados querem salvar vidas, mas que apenas um deles deve estar certo, e que estamos diante de um problema que exige o máximo de racionalidade, o máximo de empatia, o máximo de nossa atenção, e que a satanização das militantes pró-aborto e a satanização do movimento anti-aborto emperra nossa razão, anula nossa empatia e distrai nossa atenção.

Quem dera você parasse de satanizar os outros, Fátima. Um dia chegamos lá.

Responder

    DENIS

    25 de setembro de 2013 às 06h32

    Caro Vinícius, parabéns pelo comentário tão lúcido e sereno( algo raro hoje em dia…)

JOSE CARLOS DE CAMARGO

24 de setembro de 2013 às 15h50

FÁTIMA: a SANTA ICAR tem só 2000 anos de vida, mais os 4000 anos do Ju-
deísmo! Não será um bando de frustradas e tresloucadas que a fará mudar /
de atitude! Por isso, vê se se manca e mude de ideia, atitude essa que é
de pessoas inteligentes! Acorde menina!
Obs:- ICAR, uma Igreja Universal com raízes judaicas ( conforme Paulo e
Pedro, suas colunas ) !

Responder

    Letícia

    24 de setembro de 2013 às 17h20

    Olha josé camargo, se você pára pra ver a história da humanidade ela é muito mais longa do que 2000mil anos como você disse. Temos cognição, capacidade de reflexão para perceber os nossos próprios atos, os atos dos nos confrades e das instituições que tem poder sobre nós. Com todo respeito, chamar as mulheres de tresloucadas é algo muito desrespeitoso com a própria humanidade. Ouça o que elas dizem antes de adjetivá-las.

    Entendo também que você foi formatado no pensamento da época e talvez seja católico, mas amar aos outros como a ti mesmo é o segundo mandamento da tábua sagrada.

    Outra questão relevante é que jesus veio à terra pra salvar os homens dos seus pecados e pragar o AMOR INCONDICIONAL dos homens pelos homens. Volto a dizer então que chamar as mulheres de tresloucadas é um gesto de ódio e incompreensão. Utilizando portanto o mesmo raciocínio lógico, podemos dizer que Deus não deve ter gostado do que você disse, ele, que mandou o filho pra morrer por você.

    Léa Dantas

    25 de setembro de 2013 às 16h54

    Amar o semelhante que quer assassinar por egoísmo explícito, pelo interesse de não ter trabalho, de nao ter que se doar, de não ter que assumir seus próprios atos impensados etc., não quer dizer aprovar tais intenções egoístas de assassinato de inocentes, totalmente indefesos. Sou mulher, mãe e concordo com o Jose Camargo, mesmo sendo espírita cristã e ecumênica. Amar é perdoar e ajudar a consertar os erros do próximo pois ainda somos imperfeitos

    Ademar Vaz de Moura

    25 de setembro de 2013 às 21h46

    José Carlos de Camargo, rogo tua paciência para estas minhas poucas reflexões…: A ICAR não tem 2000 anos.Ela surgiu ,como tal, no século
    quarto da e.c. com um tal de imperador Focas,o qual determinou que o bispo de Roma teria a predominância sobre os demais bispos. Isso após o imperador Constantino estabelecer o cristianismo com religião do império.
    Aí começou a tragédia, pois, conjugando-se com o poder temporal, —como
    todas as religiões!…. desfigurou-se e está até hoje tentando manter seu poder cada vez menor, certamente.

flavio jose

24 de setembro de 2013 às 15h50

Eliminar uma vida é crime. O corpo é seu porem o feto é vida e vc não tem o direito de assassina-ló. É crime hediondo matar sem dá direito de defesa e negar julgamento.

Responder

Alberto

24 de setembro de 2013 às 13h53

Fátima analisou bem. Dois discursos, segundo a plateia. Triste. Defendo o direito de qualquer religião se meter na vida pessoal de seus fiéis, pois elas, as religiões, existem como freios de suas moralidades, então segue quem quiser, no entanto elas deveriam se limitar a quem lhes segue.
O papa Francisco está fazendo proselitismo de acordo com a plateia porque sabe que a Opus Dei e outras seitas católicas não permitirão mudanças na arena da sexualidade e dos direitos reprodutivos. E assim posa de bonzinho, mas é um conservador. Esse papinho de olhar misericordioso é furado. Por que julgar as pessoas pela ótica da religião quando elas não professam aquela fé?

Responder

Denise Sá

24 de setembro de 2013 às 13h01

O papa Francisco deveria se ater a cuidar do seu rebanho que está minguando no mundo.

Responder

Ivan Cordeiro

24 de setembro de 2013 às 12h57

A Igreja Católica é um mofo eterno. Já seria um grande passo deixar em paz quem não é católico. Eis a verdadeira misericórdia.

Responder

Rafael Leite de Freitas

24 de setembro de 2013 às 10h56

A Igreja Católica defende, e sempre defenderá, que o aborto é inaceitável.
Não há motivo para que essas posições da Igreja mudem e não é isso que o Papa Francisco pretende.
Ele só disse que não há motivo para a igreja condenar / julgar quem comete esses pecados. Ou seja, a Igreja tem que praticar o perdão, trazer essas pessoas para perto.
Quem tem que julgar, espiritualmente falando, as pessoas é somente Deus.

Responder

    Rafael Leite de Freitas

    24 de setembro de 2013 às 10h58

    Aliás, não vejo motivo para tanta vontade para que a Igreja mude sua posição. Se você não é católica, simplesmente ignore o que a igreja diz: esses ensinamentos são para quem é católico.

    Gabriel Braga

    24 de setembro de 2013 às 13h04

    O problema caro Rafael é que a Igreja Católica atua politicamente para que o Estado continue a não reconhecer os direitos dos homossexuais e não mude de posição acerca do aborto.

    Dessa forma o que se tem na prática é que os ensinamentos cristãos acabam sendo impostos a todos,cristãos e não cristãos.

    No mais,saudações rubro-negras.

    Anilson

    24 de setembro de 2013 às 14h01

    Concordo plenamente com o Rafael. A igreja católica tem todo o direito de impor seu dogmas a seus fiéis. Quem não é católico simplesmente os despreza.E até onde eu sei ninguém é obrigado a ser católico. O que discordo, e considero uma afronta ao estado laico, é a interferência religiosa em assuntos de Estado, sugestionando, por exemplo, qual o modelo de saúde pública para mulheres a adotar.


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