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Diário da Resistência


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Fátima Oliveira: 5,3 milhões de abortos no Brasil


03/09/2010 - 06h00

É possível uma ressonância magnética do aborto no Brasil?
FÁTIMA OLIVEIRA
Médica – [email protected]

Ressonância magnética é exame de imagem, como a abreugrafia (lembra?), a radiografia, a ultra-sonografia, a tomografia… A ressonância é imagem de última geração que capta e reproduz, tipo foto de grande resolução, o interior do corpo, evidenciando “lesões” mínimas com margem de segurança grande e valiosa para o diagnóstico, orientando com maior precisão a prevenção e o tratamento.

Em 2010, tive o conforto mental de ler dados de duas pesquisas iluminadoras do fazer política pelos direitos reprodutivos, área minada e sob ataque de antiaborcionistas. Falo da Pesquisa Nacional de Aborto (PNA), patrocinada pelo Ministério da Saúde, e da tese de doutorado da cardiologista Pai Ching Yu: “Registro nacional de operações não cardíacas: aspectos clínicos, cirúrgicos, epidemiológicos e econômicos” (InCor, USP), apelidada de “pesquisa do InCor”. Ambas obtiveram repercussão midiática de vulto.

A PNA não é sobre o aborto, mas sobre mulheres que fizeram aborto; conforme seus coordenadores – profª. drª. Debora Diniz e o prof. dr. Marcelo Medeiros, da UnB -, cobriu o Brasil urbano, entrevistando mulheres alfabetizadas de 18 a 39 anos: “…uma mulher em cada cinco, aos 40 anos, fez aborto. Ou seja, 5 milhões e 300 mil mulheres. Metade usou algum medicamento; e a outra metade foi internada pra finalizar o aborto”. A tese da drª. Pai Ching Yu, com dados do DataSUS, revelou que “entre 1995 e 2007 a curetagem pós-aborto foi a cirurgia mais realizada pelo SUS: 3,1 milhões de registros, contra 1,8 milhão de cirurgias de correção de hérnia”.

Os méritos dos dados revelados são inegáveis e, sobretudo, desnudam que desconhecíamos muito do contexto em que as mulheres abortam e como abortam, comprovando um argumento dito zilhões de vezes por feministas: o desejo de ter filhos ou não se equivale! As mulheres abortam porque precisam e aqui o fazem entre o pecado e o crime, praticando desobediência civil, arriscando a saúde e a vida!

A PNA gerou várias tentativas de demonstrar “quem é essa mulher que aborta no Brasil”. Os perfis eram imprecisos, pela falta do “quesito cor” (classificação do IBGE) – item obrigatório de identificação pessoal, como escolaridade, idade, classe social -, conforme exige a Resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde (Diretrizes e Normas Regulamentadoras de Pesquisas Envolvendo Seres Humanos): um pré-requisito para a cientificidade e eticidade da pesquisa, por possibilitar evidenciar de que adoece e morre cada segmento populacional segundo cor (VI. Protocolo de Pesquisa, VI.3).

Inconformada, me perguntei: o quesito cor não foi coletado ou não foi analisado? Contatei a coordenação da PNA e o Ministério da Saúde. A resposta: “A PNA incluiu dados ‘sobre raça’ (grifo meu) em seu desenho metodológico. Os resultados divulgados correspondem a resultados parciais da fase quantitativa. Os dados sobre raça serão oportunamente divulgados”. Me basta que haja “quesito cor”. A tese da drª. Pai Ching Yu foi defendida em 2010 sem o “quesito cor”. A USP não desconhece a Resolução 196/96. E por que não a respeita?

Há indagações que causam comichão. O que o governo fará com os dados? Presidenciáveis não deram um pio sobre eles. Aspiram passar batido. Urge exigir que se manifestem sobre tão relevante tema da saúde pública e instar a TV Globo a abordá-lo no debate de 30 de setembro. É o que faço agora como cidadã. É insuficiente dialogar apenas com as “instituições amortecedoras do sofrimento”, pois as sofredoras também votam.

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41 comentários

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Adolph H. Herman

23 de setembro de 2010 às 19h36

Lideranças como eu, DiLLma E Jandira FegaLLi gostamos de práticas saneadoras como o aborto. Principalmente para com os filhos dos pobres, negros e judeus. Não se esqueçam de "abortar" os indesajáveis como os homosexuais, os adversários, os doentes e os velhos…

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Maria Consolação

08 de setembro de 2010 às 16h11

"O próprio presidente Lula comentou ninguém é a favor de abortos, mas faz parte da discussão de politica de saúde…bla bla bla…" puxa, Enio, se o Lula falou deve ser verdade, afinal o lula não mente e sabe de tudo (ou quase tudo), né?

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Carlos Gomes

08 de setembro de 2010 às 16h06

Aborto é questão de vida ou morte: para a criança, que não pode escolher. Para o adulto (homem ou mulher) fica sempre a opção entre prevenir ou não ANTES de fazer. Depois alegar que não tem saída é hipocrisia

Responder

Anna

08 de setembro de 2010 às 16h04

Fui censurada em comentário anterior. Não liberaram minha opinião. Talvez por ter comparado as propostas sanitaristas (disfarçadas de opção da mulher) com as práticas de Stálin e Hitller. Talvez por considerar que todos e todas tem direito a opinião, mesmo quando não concordo com a mesma. Mesmo se a opinião me manda calar a boca. Ou se zurra (literalmente) um comentário. Mulheres ditas feministas propôem a morte de outras mulheres (crianças do sexo feminino) e homens se auto proclamando progressistas e libertários afirmam a morte de bebês. Não mudarei minha postura devido aos outros e outras. Um beijão da Anna.

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Carlos Gomes

06 de setembro de 2010 às 13h12

Por que tanto medo da avaliação moral? Por que sempre que alguém fala contra o aborto é rotulado como religioso? por que os argumentos aqui postados em geral colocam uma falsa oposição entre LAICIDADE X RELIGIÃO, mesmo sem que nenhum argumento contrário ao aborto e postado aqui neste espaço ter alegado o princípio da fé ou das religiões?
A falta de coerência e de foco aqui é mato.

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Roberto Freitas

06 de setembro de 2010 às 13h07

"Essa questão do aborto é machismo e asneira religiosa, e ponto!" – Ué, Zica, pensei que fosse questão de saúde pública como apregoam os abortistas… dá para combinar melhor a defesa do indefensável?

Responder

Fátima Oliveira

04 de setembro de 2010 às 23h50

Agradeço a leitura e os comentários. Quem escreve gosta de ser lido(a). Relembro que independente de leis restritivas e punitivas, o aborto é legal para quem pode pagar, em qualquer lugar do mundo! A criminalização só pune as pobres, de qualquer grupo racial/étnico.
O meu artigo não tem o propósito de discutir quem é contra ou a favor da legalização do aborto. Trata duas últimas pesquisas nacionais que revelam dados até então desconhecidos sobre aborto, diante dos quais governo e presidenciáveis precisam dizer algo.
A LEGISLAÇÃO DO ABORTO NO MUNDO
– 40% da população mundial (25 países) — aborto descriminado e legalizado;
– 25% da população mundial (13 países) — aborto proibido;
– 12% da população mundial (42 países) — aborto permitido por razões médicas e em caso de estupro ou de incesto. O Brasil desde 1940 permite o aborto em caso de risco de vida da gestante de estupro.
– 23% da população mundial (13 países) — aborto autorizado por razões sociais ou sociomédicas.
(J. Rebeca Cook)

Responder

    Cynthia Bezerra

    16 de dezembro de 2010 às 14h46

    Nos Estados unidos, uma entidade chamada NARAL mentiu a respeito do numero de abortos (eram 100.00 abortos/ano e eles mentiram que eram 1 milhao abortos/ano) e que o numero de mulheres mortas por causa de aborto era de 5 a 10 mil mortes/an…o, mas na verdade eram 200 mortes/ano.
    Mentiram e forjaram pesquisas e resulatados para legalizar aborto aqui nos Estados Unidos.
    A mesma coisa está acontecendo no Brasil. Estao forjando pesquisas e resultados para legalizar o aborto. Leia o link: http://www.acidigital.com/noticia.php?id=20447

    " Em um recente envio o boletim Situação da Defesa da Vida (SDV) afirma que estas mortes, "não são milhares, como afirma (o Ministro da Saúde) Temporão à imprensa, nem 115, 152 ou 156, como foi afirmado pela Ministra Nilcéia em documento ofic…ial entregue ao CEDAW. As mortes por falhas de tentativa de aborto provocado (às quais se referia Dilma Rousseff), as únicas realmente registradas como tais nos dados do DataSUS, foram, respectivamente nestes anos de 2002, 2003 e 2004, em número de 6, 7 e 11 mortes”, afirma o boletim do SDV. "

    Se voce entende ingles assita: http://www.facinglife.tv/episode/season_5/episode

    Aborto é assassinato, homicídio. Quando a mulher descobre que está gravida, o coracao do bebe já está batendo. SOU MEDICA e sou TOTALMENTE CONTRA ABORTO.

    Quando o embriao (ser humano!!!) tem 5 milímetros o coracao dele já esta batendo há algunsdias!!!!!!!

    Nao facam do meu país a mesma cpoisa que os liberais estao fazendo com o resto do mundo. Vidas na lata de lixo ou no forno crematório das clinicas de aborto.

    Chaga de mentiras!!!!!!!!!!!!!!

william porto

03 de setembro de 2010 às 22h23

Acho essa preocupação com o aborto algo que poederia ser discutido com mais calma. Há muita excitação. Tem que haver normas, não se pode legalizzar o aborto de forma total, como querem algumas feministas. Não estamos na Suécia. É preciso ser racional e realista.

Responder

    Manuel F. Matias

    03 de setembro de 2010 às 23h15

    A democracia deve ser conquistada cotidianamente. A legalização do aborto é uma questão de democracia. Uma democracia não pode permenecer negando às mulheres do nosso país definir quando quer ter filhos ou não. Qual a excitação em exigir um direito? Achei essa posição sua desrespeitosa com quem luta pelos direitos femininos. O Brasil existe há quantos anos? E até hoje o aborto é crime. Cadê a pressa? Onde está a pressa? Por que em sua cabeça só a Suécia pode ser democrática e nós no Brasil temos de nos conformar com leis religiosas para serem cumpridas por quem nem se importa com religião? Quem dizer que legalizar o aborto não é uma norma? Quem lhe disse que não é meu amigo? Se informe mais. No mundo todo onde o aborto é legalizado há regras a serem cumpridas.
    Eu gostaria também de saber o que Dilma, Serra, Marina e Plínio acham dos resultados dessas pesquisas. O blog do Azenha deveria encontrar um modo de fazer chegar aos organizadores do debate da Globo a reivindicação de perguntas sobre as duas pesquisas.

    Cynthia Bezerra

    16 de dezembro de 2010 às 14h50

    Democracia nao é matar pessoas.

    A mulher brasileira tem diante de si muitos métodos anticoncepcionais e muitos sao fornecidos de graca pelo SUS.

    Nos Estados unidos, uma entidade chamada NARAL mentiu a respeito do numero de abortos (eram 100.00 abortos/ano e eles mentiram que eram 1 milhao abortos/ano) e que o numero de mulheres mortas por causa de aborto era de 5 a 10 mil mortes/an…o, mas na verdade eram 200 mortes/ano.
    Mentiram e forjaram pesquisas e resulatados para legalizar aborto aqui nos Estados Unidos.
    A mesma coisa está acontecendo no Brasil. Estao forjando pesquisas e resultados para legalizar o aborto. Leia o link: http://www.acidigital.com/noticia.php?id=20447

    " Em um recente envio o boletim Situação da Defesa da Vida (SDV) afirma que estas mortes, "não são milhares, como afirma (o Ministro da Saúde) Temporão à imprensa, nem 115, 152 ou 156, como foi afirmado pela Ministra Nilcéia em documento ofic…ial entregue ao CEDAW. As mortes por falhas de tentativa de aborto provocado (às quais se referia Dilma Rousseff), as únicas realmente registradas como tais nos dados do DataSUS, foram, respectivamente nestes anos de 2002, 2003 e 2004, em número de 6, 7 e 11 mortes”, afirma o boletim do SDV. "

    Se voce entende ingles assita: http://www.facinglife.tv/episode/season_5/episode

    Aborto é assassinato, homicídio. Quando a mulher descobre que está gravida, o coracao do bebe já está batendo. SOU MEDICA e sou TOTALMENTE CONTRA ABORTO.

    Quando o embriao (ser humano!!!) tem 5 milímetros o coracao dele já esta batendo há algunsdias!!!!!!!

    Nao facam do meu país a mesma cpoisa que os liberais estao fazendo com o resto do mundo. Vidas na lata de lixo ou no forno crematório das clinicas de aborto.

    Chaga de mentiras!!!!!!!!!!!!!!

Ed.

03 de setembro de 2010 às 22h14

Enquanto a ciência não discernir quando o feto passa a ter consciência de si, fica difícil descobrir o que é tirar a vida de um ser humano. Células também são vivas e morrem aos milhõe diariamente em nossos corpos masculinos e femininos. Com certeza, a mulher tem direito de decidir até certo ponto, sobre sua gestação em muitos casos.
Além deste certo ponto, eu acho que a mulher tem também o direito de ter e não querer a criança e o estado deve assumí-la, caso assim ela o deseje, incluindo sua gestação.
Mas não posso concordar por ex: que um aborto de um bebê de 7 meses seja universalmente razoável.
Pode ser por ex., uma escolha entre duas vidas, se a mãe corre riscos. Ou de um bebê sem cérebro… Mas não há aborto que vá eliminar, por ex: o trauma de um estupro… Pode até aliviá-lo em algum grau.
Mas também poderá piorá-lo, pelo remorso.
Enfim, só quero dizer que não há solução universal de defesa ou condenação do aborto.
Em muitos casos deverá ser uma opção da mulher. Em outros, da família. Em outros mais, do estado.

Responder

    turmadazica

    04 de setembro de 2010 às 14h23

    Véio, num creio no que eu li… Opção do abordo pode ser do estado?? Cara, no dia em que os interesses do estado prevalecerem sobre os individuais, estaremos numa ditadura, sinistra ou destra… Ainda mais nesse caso, jesuis… A opção é dá mulher, o útero é dela, a vida é dela; não importando se ela foi estuprada pelo demo, se ela é uma vagabunda, se ela parirá um acéfalo… Lógico que estamos falando de abortos até o primeiro trimestre… Opção do estado… Essa eu fiquei chocado brother, sem zuera… Espero que eu tenha compreendido mal suas palavras, e se for o caso, me desculpe… MAs tenho a impressão que não é o caso…

Manuel F. Matias

03 de setembro de 2010 às 22h09

Meus parabéns para o Flávio F de Farias pela argumentação precisa e sólida no comentário aqui feito.
Lamentavelmente a viseira ideológica e religiosa de muita gente impede o debate. Este não é um artigo sobre quem é a favor ou contra o aborto. Sejamos sensatos! Deixemos a hipocrisia de lado! A autora fala sobre duas pesquisas de grande porte que desvendam muito do aborto clandestino no Brasil. Denuncia a ausência do quesito cor e que nem o governo, que patrocinou as pesquisas diz que atitude vai tomar diante dos dados e nem os presidenciáveis falaram a respeito até agora. A situação é calamitosa e merece que os presidenciáveis se manifestem. Estou completamente de acordo.

Responder

sergio figueiredo

03 de setembro de 2010 às 18h30

parte 3

Para mim aborto tinha que ser considerado homicídio hediondo, por motivo fútil, cruel, sem direito de defesa da vítima. 30 anos de cana, para acabar com essa lenga lenga de que isso é aceitável, permitido, moderninho, etc.
Se mulheres morrem no aborto o fazem tentando o homicídio. Tem um monte de bandido que morre assim.
Muito fácil considerar um feto um nada, sem direito a vida, já que vc nunca mais será um feto.
Não tem passeata de feto, não tem associações de feto, não tem feto protestando, ou seja, eles não tem representatividade.
Com a sua lógica, defenda o aborto de velhos também, porque aí vc estar demonstrando ser coerente com seus argumentos e defendendo uma lei que pode te pegar que afronte também o seu direito a vida.
Mas aí corre o risco da lei te pegar né meu caro? E sabe como é, no fundo da hipocrisia humana, pimenta nos olhos do feto…..
Papai do céu tá de olho em vcs e ele não deve ficar feliz com homicidas, principalmente de crianças indefesas com 100 anos de vida pela frente
Reflexão pela evolução. Abs

Responder

sergio figueiredo

03 de setembro de 2010 às 18h29

parte 2

Pelo menos eles já viveram décadas e tem pouco tempo pela frente
Quem vc acha que é para institucionalizar que feto não é gente, é descartável e que não tem direito a vida?
A mulher tem direito ao corpo dela e não ao corpo dentro dela.
Todos os seres humanos tem que vir ao mundo através das mulheres, e tem que passar pelo processo embrionário, essa é a regra da natureza
Se a mulher não quer filhos ela sabe o que fazer, ou pelo menos o que não fazer.
Se foi estuprada, destino triste, poderia ser pior, poderia ter levado um tiro e ficado paraplégica, faz parte, mas isso não dá direito a ela de matar
Eu não posso matar o estuprador e nem quem mata alguém da minha família, porque poderia matar um inocente produto do estupro?

continua…

Responder

    Mariana Andrade

    03 de setembro de 2010 às 19h42

    "Se foi estuprada, destino triste, poderia ser pior"
    A lógica do estupra mas não mata!

    Desculpa querido, mas vc nasceu menininho e jamais saberá o que é ser vítima de estupro e carregar o resultado disso dentro de vc. Assim fica fácil condenar quem opta por abortar né?

    Não estou querendo dizer que todos os homens são insensíveis ao ponto de pensarem da forma como o sergio figueiredo, pois sabemos que também existem meninos que são vítimas de abuso sexual, mas pela sua constituição física jamais gerarão um feto a partir de experiência tão terrível como esta.

    sergio figueiredo

    04 de setembro de 2010 às 13h17

    quer dizer que o seu conforto em caso de estupro é matar o menininho seu filho que tem 100 anos de vida pela frente

    e eu que sou insensivel

    ta combinado assim entao

    Deus deve lhe dar toda a razão

    To ferrado com minha alma

sergio figueiredo

03 de setembro de 2010 às 18h28

comentário cortado em 2 vezes sem juros

Acho impressionante a facilidade de uns para defender, sem qualquer cerimônia ou remorso ou sei lá o que, o direito de se extirpar alguma coisa (já que não querem considerar alguém) que tem 100 anos de vida humana pela frente.
Com que direito? Qual o argumento? O direito da mulher ao corpo? A criança vai atrapalhar a organização da família e da mulher?Com esses argumentos não seria melhor regulamentarmos o aborto de velhos?Não qualquer velho não, só aqueles velhinhos que tem alzaimer, cagam nas calças, dão despesas para a família, que tal abortá-los?As motivações são exatamente as mesmas, são indesejáveis, atrapalham a organização da família, dão despesas, ferem o direito de não ter o saco cheio, etc.

. … continua

Responder

    Araujo

    05 de setembro de 2010 às 17h35

    Ô Sergio, calma.
    Quem é a favor de que o aborto não seja um crime é porque sabe que fetos indesejados, quando vingam, se tornam pessoas insuportáveis na idade adulta, entendeu?

Enio

03 de setembro de 2010 às 15h36

O próprio presidente Lula comentou ninguém é a favor de abortos, mas faz parte da discussão de politica de saúde, dentro do planejamento familiar também tem que ser discutido.
O pais poderia começar facilitando o acesso a todas as formas de anticonceptivo, inclusive a pílula do dia seguinte (sem necessidade de receita) pelo SUS.

Responder

Anna Luiza Britney

03 de setembro de 2010 às 14h33

As mulheres abortam por que precisam? Que mulheres cara pálida? PRECISAM? Faz me rir! Isto não é um argumento, muito menos de quem se diz médica (sic) e sanitarista.
Se o fato de tornar algo legal já é suficiente como solução de um problema, listo aqui uma realação "legalizações" para "SOLUCIONAR" o Brasil – acabando com o crime:
– legalizam as drogas ( e o crack) e pronto: solucionado estará a questão do uso e abuso de drogas no Brasil!
-legalizam as armas, assim ninguém que as porta (ou as usa para matar) vai ser um fora da lei!
– aproveitem e legalizam o trabalho infantil, a pedofilia, a venda de sexo e de votos, a corrupção nas prefeituras, estados, união.
E por fim: medidas sanitárias (como as tomadas por Hitler e Stálin e apregoadas disfarçadamente por Fátima Oliveira ) podem limpar a população mas não limpam as consciências

Responder

    Odete Cristina

    03 de setembro de 2010 às 15h09

    Anna Luiza Britney , você é um ser humano digno de dó. Abjeta com essa sua ideia de que todo o mundo vai agir como você acha que deve. O mundo é bem diferente. Pro seu azar. A minha felicidade é que o que você pensa e nada são a mesma coisa. Cai na real menina! Cuida de tua vida e deixa as das outras pessoas em paz.

    "Nenhuma mulher deve ser presa, punida, humilhada ou maltratada por ter feito um aborto".
    Some-se à Frente Nacional pelo Fim da Criminalização das Mulheres e pela Legalização do Aborto
    http://www.frentepelodireitoaoaborto.blogspot.com

    CC.Brega.mim

    03 de setembro de 2010 às 19h12

    Não conhecia, já visitei, assinei o manifesto e divulguei no meu blog. Valeu, Odete.

    turmadazica

    03 de setembro de 2010 às 16h06

    Hi-Hon!

Ruy

03 de setembro de 2010 às 13h23

Querida colega. Tem coisa que se faz e não se fala, tem coisa que se fala e não se faz. Quem morre de véspera é peru. O voto dos católicos, evangélico conta muito. O aborto hoje atinge principalmente a mulher jovem, negra, pobre, seguramente abaixo dos 18 anos. O Brasil vai ter de distribuir pílulas do dia seguinte e investir na educação sexual de homens e mulheres.

Responder

    O_Brasileiro

    03 de setembro de 2010 às 19h08

    Jovens, sim.
    Mas negras e pobres só as que vão parar nas curetagens do SUS.
    Porque há muitas brancas, ricas e de classe média, que vão para as clínicas clandestinas!
    Alguma pesquisa alcançaria esse subgrupo?

    turmadazica

    04 de setembro de 2010 às 14h26

    Taí o ponto… Só se ferra quem é pobre (no nosso caso, negros principalmente)… Onde está o deus da filha do Juiz que mora em Higienópolis, mas ela engravidou do namoradinho e foi fazer aborto na clínica que tem nesse mesmo bairro, que todos sabem, mas obviamente não darei mais detalhes… deus no rabo dos outros é muito cômodo… Essa questão do aborto é machismo e asneira religiosa, e ponto!

Odete Cristina

03 de setembro de 2010 às 13h11

Jonas, não cabe fazer juízo de valor sobre como uma mulher engravida, cara! Não é da sua conta. A não ser quando você é o autor da gravidez. Desconfia! Deveria se acanhar de se portar como espada do mundo. Cada um que cuide e mande em sua vida. Se conseguir já está passando de bom. Se engravida por milhões de motivos e de descuidos, e até porque os métodos falham. Todos. Não há prevenção de gravidez 100%. Eu, por exemplo, sou filha do DIU. Saiba, que ser filha do DIu não foi fácil em minha vida. Sei que meus pais me amam, mas eles não me queriam naquele momento em que vim. Causei muitos problemas para eles. Ninguém pode querer obrigar uma mulher a ser mãe quando ela não quer ou não pode. Nem a sociedade, nem o Estado e nem a igreja. O resto é conversa fiada. Das mais idiotas.

Responder

    turmadazica

    03 de setembro de 2010 às 16h10

    Boa… "Nem a sociedade, nem o Estado e nem a igreja."… Diria mais, nem os machos…

Maria G. Malheiros

03 de setembro de 2010 às 12h50

As leis de um país laico, caso do Brasil, devem refletir a laicidade do Estado. Se aceitarmos que sigam as orientações de qualquer religião é uma ameaça à democracia, pois do jeito que está sobre aborto, apenas em gravidez pós-estupro e risco de vida da gestante, obriga quem concordam e quem não concordam a seguir o que defendem as religiões. Se a lei legaliza o aborto não significa de modo algum que obriga a mulher que não quiser abortar a abortar. Quem é contra o aborto não abortará com o aborto legalizado. Deixemos de hipocrisia. O aborto existe, está aí, mulheres pobres morrem, porque as ricas vão para as boas clínicas e nem adoecem.

Responder

    jonas de carvalho

    03 de setembro de 2010 às 18h16

    Discordo Maria. Segundo voce quem quiser fumar que fume, quem quiser beber que beba e assim vai. È preciso deitar um olhar menos libertário e mais etico e moral sim senhora. Eu não disse que sou contra o aborto. Reeconheço que existem estupros por exemplo, existem váriaveis incontaveis para se conceber. Mas também existe a irresponsabilidade a molecagem. Se o Estado entendesse como voce não teria havido a Campanha contra a Aids que recomenda inclusive a diminuição de parceiros e o uso de critérios mais seletivos para atividades sexuais.

    O que eu vejo especiamente nos sabados e domingos são um bando de bebados irresponsaveis arrumando problemas não só pra si mas também pra todo o resto da sociedade. Tenho netas e filhas e não estou a fim de ve-las engravidar em razão de uso de drogas e alcool tanto por elas quanto pelos parceiros.

    Precisamos sim chamar atenção para o aspecto comportamental de nossa sociedade.

    Essa historia de legalizar para ter assistencia é outra balela. Ou para tratar de abortos as mulheres serão mandadas para hospitais belgas ou finlandeses??!!

    Não senhora. As probres vão entrar na fila do SUS e o tempo vai passar e não vão abortar coisa nenhuma. Vão acabar indo pra clinica clandestina do mesmo jeito. Desconfia!!!

    Grandes abraços e fique em paz.

Mariana Andrade

03 de setembro de 2010 às 12h02

Se não estou enganada o candidato Serra falou algo como se o estado legalizar o aborto haverá uma carnificina.
O candidato na sua profunda ignorância jogou todas as mulheres brasileiras no mesmo balaio da promiscuidade, da desmiolice, da indignidade, da leviandade.
Não acredito que a legalização fará com que as mulheres recorram ao aborto como fazem com a cirurgia plástica, por exemplo, ou como quem vai ao dentista, ninguém planeja fazer aborto como quem planeja colocar silicone!
Aborto não é uma experiência agradável pra ninguém!
O que se propõe é dar tratamento digno às mulheres que hoje se expõe a risco de vida recorrendo a este procedimento como último recurso.
Mas pela declaração do candidato não importa se cada uma de nós é contra ou a favor da legalização, o que importa para ele é que somos cidadãs incapazes de decidir pelo o que julgarmos ser melhor para nós.

Responder

Maria Luiza

03 de setembro de 2010 às 09h45

Carra Fátima,
É muito difícil uma ressonância magnética do aborto no Brasil, uma vez que a questão não é tratada pela ótica da ética (autonomia do sujeito) mas pelo viés puramente moralista, dogmático, fundamentalista, que não considera a esfera política como o mundo da pluralidade. Isso é o que impede que se considere o aborto como uma questão de saúde pública e, como tal, uma questão de direito. É o moralismo autoritário e desumano que impede que se entenda que ser a favor da descriminalização do aborto não significa o mesmo que ser a favor do aborto, mas a favor do respeito às mulheres que em algum momento da vida, ou por algum motivo que só diz respeito a elas, precisam ou desejam interromper uma gravidez indesejada. Ser mãe não é um dever nem um castigo para a mulher, mas um direito reprodutivo. A hipocrisia é o véu que não permite sequer a discussão do aborto em nossa sociedade.

Responder

jonas de carvalho

03 de setembro de 2010 às 09h00

Não sou médico, nem estudioso. Sou apenas uma cidadão comum. Sua frase " as mulheres abortam por que precisam" soou desafinada em meu ouvido e por isso me ocorreu perguntar se nessa pesquisa estão incluidas as fecundações acontecidas por embriaguez, nas baladas, na trocas ilimitadas de parceiros com os mais variados habitos de higiene e segurança, etc. etc

A mim me parece muito justo discutir a regulamentação ou ao menos o reconhecimento do aborto como uma prática em muitos casos absolutamente necessária.

Mas paralelamente seria muito bom que os profissionais da área da saúde lembrassem também de discutir o péssimo comportamento de homens e mulheres na área sexual. E encabeçassem uma campanha nacional tentando dizer as pessoas que não devem entregar ao Estado a obrigação de cuidar de seus desmandos.

O Estado não pode e nem deve estimular comportamentos que gerem riscos. Muito menos omitir-se de alertar as pessoas sobre os efeitos nefastos de certos comportamentos para sua própria saude. Não é assim com as campanhas anti-tabaco? Anti-drogas?

Ao caminharmos na direção de alertar as pessoas de que elas são responsáveis diretas por suas ações não eliminariamos a realidade da necessidade parcial de abortos mas certamente diminuiriamos os casos de gravidez irresponsável, fora de época e de lugar.

Grandes abraços e bom dia.

Responder

    Paulo

    03 de setembro de 2010 às 11h10

    Viva!!!
    Um parecer sensato – o de Jonas de Carvalho – na questão do aborto!
    Parece que, ao defender o direito do aborto, não percebemos também que estimulamos um comportamento irresponsável. Pior, considerando a cultura contemporanea, do "prazer a qualquer custo" (é ou não é essa a cultura de hoje??) a questão da responsabilidade fica em segundo plano, pois a questão do prazer está em primeiro.
    Quem deve estar no timão da responsabilidade? Os adolescentes? Talvez os jovens… Isto, os universitários devem ser os responsáveis nesta necessária mudança cultural? Ou talvez cabe aos "adultos", aos profissionais, médicos, pedagogos, professores, pais de família, tios e avós a levantar a questão de uma sexualidade responsável?
    Nunca esqueço um gigantesco outdoor, em um dos carnavais de uma nossa capital: "Seja responsável. Use camisinha". Parece a solução, mas é enganadora, porque estimulamos o sexo precoce e estimulamos também a não responsabilidade.
    Isto não é uma questão de moralismo.

    Flávio F de Farias

    03 de setembro de 2010 às 13h31

    E por meio deste raciocínio, que digo, devíamos acabar com o SAMU. Afinal gastar dinheiro público com pessoas que se acidentaram por culpa de seus maus hábitos – ingestão de bebida alcoólica (acidentes de trânsito), infarto do miocárdio (fumo e dieta gordurosa e falta de exercício) só para ficar em dois exemplos.

    Temos que lembrar do péssimo comportamento alimentar. Assim, atender a esta demanda é incentivar o povo a beber, a fumar e a se alimentar mal.

    O_Brasileiro

    03 de setembro de 2010 às 14h43

    Partindo dessa premissa, o Estado deveria proibir as campanhas de bebidas álcoolicas?
    E o SUS? Deve dar atendimento àqueles que têm complicações do álcool e das drogas, usadas de forma irresponsável por pessoas que são responsáveis diretas por suas ações? E os que dirigem em alta velocidade? E os que andam armados?
    Quem engravida, às vezes só erra uma vez! E quem ingere álcool e tabaco, erra só uma vez também???
    Sou contra o aborto, mas mantê-lo clandestino está saindo muito caro, tanto em termo de vidas também das mães quanto dos recursos públicos!
    Há um grande equívoco que é não fazer a correta distinção entre a legalização do aborto e o apoio ao aborto!

    CC.Brega.mim

    03 de setembro de 2010 às 19h19

    Eu gostaria de lembrar aos colegas comentaristas que vida é prazer.
    Sem prazer, nada vale a pena.
    A irresponsabilidade acontece com todos em alguns momentos.
    E com alguns muitas vezes, em geral pessoas que precisam de acolhimento e ajuda.
    E pergunto a meus colegas de classe média: quanto você gasta de dinheiro para ajudá-lo no seu prazer?
    Com a legalização do aborto muitos tabus do diálogo sexual poderão finalmente ser quebrados.
    Quanto à sexualização precoce, seria bom desligar a TV e conversar muito.

    Paulo

    04 de setembro de 2010 às 00h07

    Sim, vida é prazer, nisto estamos de acordo. O prazer será maior e mais duradouro quanto maior for a responsabilidade… Para alguns, prazer é fazer um ''racha'', a 200 km/h; uma coisa é fazer em um local adequado, outra é na Av Paulista, na contramão!
    "A irresponsabilidade acontece com todos…". Também estou de acordo; ajudemo-nos a ser + responsáveis, começando com uma formaçao adequada, também na questão dos valores.
    Eu poderia propor um pequeno ''jogo/questionamento'' para que cada um perceba em si mesmo como a questão dos valores (e aí entra a questao da responsabilidade…) tem um sentido muito profundo na nossa vida!!!

monge scéptico

03 de setembro de 2010 às 08h45

O sr. george soros é o maior criminoso econômico do mundo(um dos maiores) .
Impressionante!! Tal número de abortos legais ou ilegais, são alarmantes. Precisa de tratamento
muito sério .

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