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Diário da Resistência


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Fátima Oliveira: Brasil tem compromisso muito baixo em dar fim ao racismo


26/02/2014 - 18h41

Por uma política de tolerância zero contra o racismo. Foto: Geledés

Brasil tem compromisso muito baixo com erradicação do racismo

Herança da cultura escravista que urge ser erradicada

Fátima Oliveira, em OTEMPO

[email protected] @oliveirafatima

Estou a matutar com meus botões, após ler duas matérias sobre o racismo nosso de cada dia: “‘Não vou sujar minha mão com uma raça ruim’, disse australiana presa por racismo em Brasília” – fato ocorrido em um salão de beleza, local que tem aparecido de vez em quando na mídia como feudo de racismo, da clientela ou de trabalhadores; e “Racismo explica 80% das causas de morte de negros no país”, que é um saber público, denunciado inúmeras vezes.

Eu mesma já disse em “O racismo mata, às escancaras, todo dia”, minha segunda crônica neste jornal, em 10 de abril de 2001! Então, disse: “Na Conferência das Américas, em Santiago do Chile (2000), preparatória da 3ª Conferência Mundial contra o Racismo, fui à tribuna dizer que, em meu país, o Brasil, as crianças negras morrem mais que as brancas e, para mim, tal fato é prova de racismo”.

“Mencionei evidências do racismo na pesquisa em dois estudos feitos nos Estados Unidos. O estudo Canto, coordenado por John Canto, Universidade do Alabama (2000), mostra que negros, independentemente do sexo, têm probabilidades bem menores que brancos de receber tratamento de grande eficácia para ataques cardíacos.

O caso Tuskegee, história clássica de racismo descrita no filme/vídeo “Cobaias”, revela que, de 1932 a 1972, o Serviço de Saúde Pública dos EUA pesquisou, em Tuskegee, no Alabama, 600 homens negros – 399 com sífilis e 201 sem a doença (…). Nos anos 50, chegou a cura para a sífilis, com a penicilina – proibida para as cobaias do estudo Tuskegee. Após 40 anos, 74 sobreviventes. Mais de cem faleceram de sífilis ou de suas complicações. Em 1997, quando Bill Clinton pediu desculpas pelos erros e abusos cometidos pelo governo dos EUA, os sobreviventes eram apenas 8!”.

E fui aos meus guardados. Escrevi “Bete, a manicure que se ufana de ser uma preta racista” (O TEMPO, 4.12.2012). Mais de um ano depois, a delegacia nem sequer convocou a manicure Elizabete da Conceição Vaz Soares, a Bete, para ouvi-la! E ela continua lépida, fagueira e racista no Dell Cabeleireiros da avenida Prudente de Morais. E a coordenadoria municipal de Promoção da Igualdade Racial de Belo Horizonte nunca conseguiu um horário para ouvir-me, embora eu tenha tentado inúmeras vezes durante dois meses! A coordenadora estava sempre sem agenda! Eu não queria nada além de dizer que estava à disposição para ajudar a pensar “ações de tolerância zero contra o racismo” nos salões de beleza.

Quantos séculos ainda teremos pela frente até uma nação livre de racismo? Não atino o que o governo brasileiro está esperando, pelo menos, para escrever uma “Carta de Compromissos do Estado Brasileiro para a Erradicação do Racismo” – algo capaz de dizer que o Brasil abomina práticas racistas, para além das pequeninas políticas públicas, quase cosméticas, para minorar os efeitos do racismo, posto que elas são necessárias, mas insuficientes, atuam sobre fatos consumados e nada possuem de pedagogia antirracista.

O racismo vige no Brasil sob a batuta de uma cultura racista, herança da cultura escravista que urge ser erradicada. Não suplantaremos uma cultura racista secular sem que o governo queira erradicar as bases ideológicas da cultura racista.

Entendo que a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) precisa ser mais arrojada em exigir do governo uma medida que diga com todas as letras que é uma política de Estado a tolerância zero contra o racismo. Penso que o caminho é por aí… Ou a Seppir discorda?

 Leia também:

Luiz Eduardo Soares: “Acabou o sossego para as elites brancas brasileiras”





20 comentários

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Alice Matos

03 de março de 2014 às 00h58

Martinho da Vila: “O Racismo existe”
Publicado em Domingo, 02 Março 2014

Cantor usa o caso do ator Vinícius Romão de Souza, preso por engano, como exemplo da realidade brasileira: “no Brasil, parte-se do pressuposto de que, sempre que ocorre um roubo, desde que não seja de dinheiro público, um negro é suspeito” Martinho da Vila

O cantor Martinho da Vila resgatou o episódio da prisão por engano do ator Vinícius Romão de Souza para tratar do racismo no Brasil.

Vinícius, que fez parte do elenco da novela das 18h, Lado a Lado, exibida em 2012, foi acusado por engano de roubar R$ 10 e um bilhete de ônibus. Ele foi abordado por policiais após deixar a loja em que trabalha, em um shopping da Zona Norte do Rio. Ele perdeu sete quilos durante os 16 dias que ficou preso.

Segundo ele, no país, parte-se do pressuposto de que, sempre que ocorre um roubo, desde que não seja de dinheiro público, um negro é suspeito.

No Brasil, parte-se do pressuposto de que, sempre que ocorre um roubo, desde que não seja de dinheiro público, um negro é suspeito

1. Um rapaz negro caminha de volta para casa em uma rua suburbana do Rio de Janeiro. Um carro com um casal para à sua frente, a mulher grita: “É ele o ladrão!”. Um homem salta apontando-lhe um revólver. É o policial Waldemiro Antunes de Freitas Junior que o obriga a deitar-se de bruços, faz a revista, constata que não encontra-se armado e o conduz à delegacia.

2. O delegado William Lourenço Bezerra o autua, apesar dos seus gritos veementes de inocência, mesmo sem o acusado estar com o produto do roubo. Era a palavra dele contra a dela, que prevaleceu.

3. Vinícius Romão de Souza é trabalhador empregado em uma loja como vendedor de roupas e é recém-formado em psicologia, além de ser ator que já participou de novela da TV Globo. É o orgulho da sua família, que ficou muito abalada com a notícia da prisão.

4. O rapaz é mandado para uma casa de detenção em outro município e lá permanece por duas semanas, entre assaltantes perigosos, presos por agressões e outros negros inocentes como ele.

5. O desespero da mãe e as andanças do pai por hospitais públicos, necrotérios e depósito de presos até conseguir descobrir onde o filho se encontrava e a notícia da prisão ser publicada pela imprensa.

6. O drama da mulher que o acusou, agoniada pela dúvida de que tinha ou não cometido uma injustiça ao reconhecê-lo, a ponto de desejar ir retirar a queixa, o que não o fez apenas por faltar o dinheiro para a passagem. Dalva da Costa Santos é pobre. O que lhe foi furtado foram poucos reais e um telefone celular desatualizado.

7. As reações de militantes do movimento negro e os protestos públicos dos amigos brancos do rapaz, o que levou o delegado Niandro Lima, titular da 25ª DP (Engenho Novo), a impetrar um habeas corpus, documento jurídico que tem o poder de libertar indivíduos que possam estar sofrendo alguma injustiça.

8. Procurado pela imprensa, o pai, Jair Romão, militar aposentado, declarou: “Eu sou espírita e perdoo a acusadora e o policial que prendeu meu filho”. No Brasil, muitas vezes parte-se do pressuposto de que, sempre que ocorre um roubo, desde que não seja desvio de dinheiro público, um negro é suspeito. Por motivo da lentidão das nossas ações judiciais, o habeas corpus levou ainda um dia para ser cumprido.

9. Respondendo a um jornalista sobre os dias no presídio, Vinícius disse: “Assim que cheguei, tive medo, mas tremi mais quando fui abordado porque a arma estava apontada para mim e podia disparar. Eu sou inocente e sabia que a justiça seria feita. Por isso não me desesperei nem chorei”.

Questionado sobre discriminação racial, falou: “Racismo existe, mas o que posso dizer é que todos os meus amigos nunca colocaram um apelido discriminatório em mim. Tanto nos colégios particulares em que estudei como na faculdade, todos sempre me respeitaram e eu também me dei ao respeito. Na loja de roupas onde eu trabalho, dos 17 vendedores temporários, sou o único negro, e nas outras lojas, não há nenhum. Uma lição boa que tiro de tudo isso é aproveitar cada minuto simples da vida, como abrir a geladeira e beber um copo de água”.

10. A alegria da família e dos amigos ao recebê-lo. Romão ergueu os braços de cabeça erguida, com os cabelos simbólicos cortados no presídio. Sem rancor, declara: “Não tenho raiva dela. Ela sofreu um assalto, estava nervosa, acabou me confundindo. Desejo muita luz e felicidade para ela”.

Final. Vinícius atendendo a um freguês na Toulon, que o manteve no emprego, cena seguida pela cerimônia de colação de grau em psicologia. No letreiro do filme, apareceriam os amigos que o apoiaram e por fim uma imagem parada de Vinícius sorrindo e a frase: “O racismo existe”.

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Edson Paz

01 de março de 2014 às 15h07

A Seppir vai calar,é? Tá maus

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FrancoAtirador

28 de fevereiro de 2014 às 05h22

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6/12/2013 – 20h21 – Século 21 – Idade Contemporânea
Território Da Música (TDM) e Cena Musical

“Jesus Cristo Superstar”

Versão brasileira conta com Negra Li e Alírio Netto

O musical “Jesus Cristo Superstar” terá uma nova versão brasileira, que estreará no dia 14 de março de 2014, no Complexo Ohtake Cultural, São Paulo.

‘Jesus Christ Superstar’ é uma ópera-rock composta por Andrew Lloyd Webber e Tim Rice, que dramatiza os últimos sete dias de vida de Jesus Cristo.

No Brasil, o musical ganhou sua primeira montagem em março de 1972, com tradução de Vinícius de Moraes, estreando em São Paulo, no teatro Aquarius, no bairro do Bixiga, tendo no papel principal o ator carioca Eduardo Conde.

Agora o espetáculo volta numa nova versão, assinada por Bianca Tadini e Luciano Andreys e dirigida por Jorge Takla.

A produção conta ainda com cenografia de Paulo Correa, figurinos de Mira Haar, direção musical de Vânia Pajares e coreografias de Anselmo Zolla.

O elenco conta com vários nomes de atores e músicos conhecidos.

O papel de Jesus Cristo será interpretado pelo ator Igor Rickli, que participou da versão brasileira do musical “Hair”.

O vocalista da banda Age of Artemis, Alírio Netto, que já havia trabalhado na versão mexicana do musical como Jesus, ficou com o papel de Judas Iscariotes, enquanto Negra Li, que recentemente participou do musical infantil ‘O Chapeleiro Maluco’, interpretará Maria Madalena.

Também na lista de protagonistas estão Wellington Nogueira, como Herodes, e Fred Silveira, como Pilatos.
Wellington vem de ‘A Família Addams’, onde interpretou o personagem Mau Beineke, durante as temporadas de São Paulo e do Rio.
Já Fred participou recentemente do musical ‘O Primo Basílio’ e acumula diversas produções em seu currículo, como ‘Les Miserables’, ‘O Fantasma da Ópera’ e ‘Evita’.

O elenco conta ainda com mais 22 atores, cantores e bailarinos.
São eles:
Alessandra Dimitriou, Beto Sargentelli, Beto Sorolli, Cadu Batanero, Daniel Caldini, Felipe Guadanucci, Fernando Lourenção, Gabriel Camilo, Jhafiny James Lima, Julia Duarte, Marcelo Vasquez, Marisol Marcondes, Murilo Armacollo, Nathalia Mancinelli, Olivia Branco, Paula Miessa, Philipe Azevedo, Renato Bellini, Sandro Conte Febras, Thatiane Abra, Thiago Lemmos e Tino Zanni.

(http://www.cenamusical.com.br/noticias/jesus-cristo-superstar-chega-ao-brasil-em-marco)


Negra Li, que fez o musical infantil ‘O Chapeleiro Maluco’,
interpretará Maria Madalena em “Jesus Cristo Superstar”,
que estreia dia 14 de março no Complexo Tomie Ohtake


Em 1973 o diretor Norman Jewison levou as telas esta ópera rock estrelada por Ted Neeley (Jesus), Carl Anderson (Judas Iscariotes) e Yvonne Elliman (Maria Magdalena).
Foi indicado ao Oscar de melhor trilha sonora daquele ano.
Em 2000 o musical ganha uma versão moderna (sem sofrer nenhuma alteração nas musicas).

Sob a visão atormentada de Judas Iscariotes (Carl Anderson), são mostrados os sete últimos dias de Jesus (Ted Neely) na Terra, terminando com a sua crucificação.

A Cena:
Maria Madalena interpretada pela cantora e atriz Yvonne Elliman,
canta ‘I Don´t Know How To Love Him’ (Eu não sei como amá-lo).
(http://www.youtube.com/watch?v=G9S072UBKYs)

O Filme de 1973: (http://www.youtube.com/watch?v=Vz_6zSjNxMI)
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19 fevereiro, 1014 – Século 11 – Idade Medieval
Carolas do Alto do Pinheiros – São Paulo – SP

Nosso Senhor está sendo humilhado e flagelado novamente.
Não permita que O torturem ainda mais!

No dia 14 de março, em plena Quaresma, o Ministério da Cultura está promovendo a peça blasfema “Jesus Cristo Super Star”.

Em 971 essa peça infame revoltou os cristãos americanos que a impediram de ser apresentada na Broadway.

De lá até agora ela enfrentou reações no mundo inteiro.

E nós?

Vamos permitir que essa blasfêmia seja cometida no Brasil?

O roteiro do tal “musical” é uma história de Jesus contada nada mais nada menos que por Judas Iscariotes. O traidor. O assassino que vendeu Nosso Senhor por 30 dinheiros.

Também sugere uma relação indecente entre Maria Madalena e Jesus (para dizer só isso!).

O ator que representa Jesus Cristo se apresenta vestido de calça jeans.

Segundo declarou o diretor dessa blasfêmia ao jornal O Estado de São Paulo, “trata-se de um musical com uma pegada muito forte no rock, o que influencia a coreografia”.

Será que você precisa de muito esforço para imaginar as infâmias e as vestimentas que serão utilizadas nessa “coreografia”?

O Brasil católico, o Brasil cristão, não pode aceitar que um pecado dessa magnitude seja cometido em nosso território.

O Brasil católico, o Brasil cristão, não pode aceitar que um pecado dessa magnitude seja cometido em nosso território.

Reaja agora mesmo.

Assine a Petição à Ministra da Cultura, Sra. Marta Suplicy, exigindo que o seu Ministério respeite a Fé da grande maioria da população, e cancele esse espetáculo, blasfemo, sacrílego, grotesco e pecaminoso!

Diga a ela que você não quer que 1 centavo seu sequer seja utilizado para esbofetear Nosso Senhor, como fizeram os verdugos durante a Paixão!

Por isso, faça agora seu ato de repulsa a essa montruosidade [sic], não deixe para assinar amanhã essa Petição urgente.

Que seu Anjo da Guarda conduza sua mão e faça de tudo para você assinar agora a Petição, e receber as maiores graças de Nosso Senhor Jesus Cristo a quem você está defendendo.
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Outros detalhes em:

(http://www.diariodocentrodomundo.com.br/jesus-cristo-superstar-fez-mais-por-jesus-do-que-os-grupos-religiosos-que-querem-proibir-o-musical)
(http://pt.wikipedia.org/wiki/Jesus_Christ_Superstar)
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Responder

Urbano

27 de fevereiro de 2014 às 18h53

Século XXI, e o Brasil atolado até a medula no racismo e nos trabalhos infantil e escravo… E mesmo assim os fascistas não se contentam, pois além de manterem essas excrescências, ainda querem avançar mais e mais na ladroagem contra o Brasil e seu povo. Se ontem eram três dinheiros, então depois de tanto tempo serão trinta, até para repetir uma história mais antiga, mas tão escroque quanto.

Responder

Ulisses

27 de fevereiro de 2014 às 17h53

Fátima estamos diante de uma luta política (por direitos iguais na vida) e uma luta por mudança cultural (combater as ideias racistas que sustentam os preconceitos, discriminações). E você tem razão, o governo Brasileiro precisa fazer mais no sentido de promover os direitos e a mudança cultural. Não tem feito e pouco é cobrado. A ministra Luiza Bairros precisa ser mesmo mais arrojada, ir além das políticas públicas que estão aí.

Responder

FrancoAtirador

27 de fevereiro de 2014 às 17h37

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Aproveitando alerta do texto agudo da sempre brilhante Fátima Oliveira,

reitero comentário postado em outro artigo aqui no Viomundo:

Os grandes portais da Mídia Empresarial (G1, UOL, Terra, Veja OnLine)

têm grande responsabilidade na disseminação do preconceito e do ódio.

Não há absolutamente nenhuma moderação aos comentários de leitores.

Chamar índios de bichos, negros de macacos e pobres de bandidos

não faz parte do mundo civilizado, republicano e constitucional.

É, de fato, mil vezes pior do que meramente ‘brincadeira’ ou ‘modismo’:

é a naturalização do Fascismo, isto é, a banalização do neonazismo.
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Responder

    Ulisses

    27 de fevereiro de 2014 às 17h58

    Concordo com seu comentário na responsabilização dos grandes portais da Mídia Empresarial (G1, UOL, Terra, Veja OnLine) quanto à disseminação do racismo. Está aí um ponto onde o governo, caso queira, sem censura – porque impedir a veiculação do racismo não é censura, apenas a afirmação da democracia republicana -pode atuar, digamos assim, na afirmação de uma nova cultura, sem racismos. E por onde anda a SEPPIR que não pensa assim?

    FrancoAtirador

    28 de fevereiro de 2014 às 06h06

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    Caro Ulisses.

    Além do mais, cabe representação

    no Ministério Público Federal

    por qualquer entidade associativa.
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    Mário SF Alves

    02 de março de 2014 às 00h11

    Sim, Ulisses, o Fraco tocou o dedo na ferida. Ferida aberta ainda mais com a farsa do mensalão; exponencialmente aberta com o julgamento da AP 470, vulgo tudo [só] contra o PT.
    ________________________________

    A propósito, quando será que esse novo mosqueteiro da estética, digo, ética à (in)Veja irá cair em si?

    FrancoAtirador

    27 de fevereiro de 2014 às 19h08

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    Isto não é exceção, é regra:

    (http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2013/12/rolezinhos-em-shoppings-sao-grito-por-lazer-e-consumo-dizem-funkeiros.html)
    (http://g1.globo.com/politica/noticia/2014/02/dilma-classifica-de-lamentavel-atos-de-racismo-contra-o-jogador-tinga.html)
    .
    .

Kadu

27 de fevereiro de 2014 às 17h25

O racismo precisa ser mais e mais denunciado e a resposta das instituições que dele cuidam, a partir das delegacias precisa ser mais ágil. Acontece que tais instituições sequer percebem, em sua maioria, o que é o racismo. Assim fica difícil punir.

Responder

Mauro Assis

27 de fevereiro de 2014 às 09h16

“Racismo explica 80% das causas de morte de negros no país”: a pesquisa de Rodrigo Leandro de Moura que chega a essa conclusão é, na minha opinião, uma tremenda forçação de barra.

Quem lê o título pensa que os negros são mortos porque são pretos, e não é isso que os dados que ele levantou dizem. O próprio Rodrigo diz:

“As mortes violentas de negros são 132% maiores que as de brancos”

“Embora as razões para explicar esses dados não estejam totalmente claras, “20% da causa da morte de negros” pode ser atribuída a “questões socioeconômicas”

“Os outros 80%, esclarece, podem ser explicados por uma “variável socioeconômica que não observamos, mas, apesar de não conseguirmos imaginar qual seja, pensamos que um componente importante para explicar esse dado seja o racismo”

Ou seja, o sujeito parte de razões “não muito claras” para 20% das mortes de negros e também de “uma variável a qual ele não consegue imaginar qual seja” para “pensar” que 80% das mortes violentas de negros tem origem no
racismo.

Então tá…

Responder

Romanelli

27 de fevereiro de 2014 às 05h18

O problema é cultural, da de cara com o sócio econômico, com a POBREZA, esta que por décadas nos impregnou com todo tipo de ESTEREÓTIPO, e estereótipo se combate com esclarecimento, não com decreto.

AO contrário do que muitos pensavam, e ainda pensam, o problema não esta na CARA, como aparenta.

E digo mais, com esta de tutelarmos o NEGRO formado, quer em emprego ou em concurso, aonde o MELHOR e mais DEDICADO, o mais PREPARADO deveria assumir, a coisa tente a piorar, e muito.

Aliás, parada técnica pruma pergunta que antes pouco interessava: Bem, qual é a sua côr, mesmo ? ..francamente, que te interessa ? penso

Aqui talvez nunca seja demais repetir o que sempre venho dizendo: O BRASIL não era (antes das cotas), há décadas, um país INSTITUCIONALMENTE RACISTA mas, a julgar por nossas autoridades, já já chegaremos lá, é só continuarem a insistir que mais dia menos dia eles nos INVENTAM uma luta de classes pra poderem governar e se divertir.

nota – sou pela cota SOCIAL e contra a lei Maria da Penha ..dar a pão a quem precisa

Responder

    Romanelli

    27 de fevereiro de 2014 às 05h38

    Aliás, todos estes fracassos que verificamos em inúmeros EXPERIMENTOS sociais a que de tempos em tempos os governantes nos submetem, eu reputo ao nosso complexo de Vira Latas, e responsabilizo uma elite recentemente EMERGIDA e “viajada” que, quando vai ao exterior, trata de voltar aqui pra nos impor a primeira porcaria que nos states ela se defrontou..

    ..isso tudo, independente de analisar e contextualizar muitas das medidas e soluções no tempo, ou mesmo no caldo cultural a que elas estavam inseridas. por exemplo:

    -Nas calçadas bi colores que o Kassab copiou e que aqui já arrebentou
    -Nas cestas de lixo do mesmo prefeito
    -Nas sacolinhas de supermercado abolidas lá fora primeiro
    -nas plataformas de madeira nos decks das praias, e que aqui já viraram casinha de RATO
    -cota pra minorias, ou mesmo MAIORIAS sexistas, no parlamento

    -agora mesmo com a tentativa de se liberar – mesmo com a gente não bancando os custos sociais do álcool e cigarro – mais uma medida pró industria americana, o plantio e trafego da maconha.

    -em tempos dá existência de tudo quanto é tipo de anticoncepcionais, e de se admitir o SEXO livre, porém RESPONSÁVEL e seguro, falaciosamente vermos grupos tentarem atribuir ao ABORTO (um efeito secundário no processo) o nosso “maior problema de saúde pública”, e com base neste erro de diagnóstico, estes movimentos tentarem se valer pra aprovarem o que eles querem, o aborto legalizado.

    -ou agora mesmo, quando vemos a prefeitura de SP tentar imitar europeu ao começar a incutir a necessidade de nós adotarmos as SALAS SEGURAS que, lá fora dada a viciados de heroína, aqui seria pra proteger o consumo do craque (uma droga muito mais destrutiva) ..e isso, antes de melhor cuidarmos das nossas fronteiras, da GRANA que circula, das penas e dos cárceres.

    Enfim, é assim, de experimento em experimento nós vamos vivendo, e os problemas básicos mesmo, vão ficando pra escanteio e se AVOLUMANDO (como na saúde, educação, infra e segurança por exemplo)

    Romanelli

    27 de fevereiro de 2014 às 05h44

    ps – sim, concordo, o BRASIL primeiro deveria ter tido tolerância ZERO com o racismo subversivo – bastava ter apertado a partir da lei Afonso Arinos – (racismo que parte SIM tanto de um quanto doutro lado), isso, antes, MUITO antes de ter nos tornado institucionalmente um país racista, um aonde a COR hoje manda mais do que a necessidade.

    Romanelli

    27 de fevereiro de 2014 às 06h03

    e já que lembrei, dentro deste mimetismo tropical que ainda somos vitimados, eu lembrei de outros 2 exemplos copiados e que, sozinhos, NEM de longe darão conta do problema a que se propuseram a enfrentar, o da mobilidade urbana (e não estou falando da Copa nem das Olimpíadas)

    -falo dos teleféricos copiados da Colombia que deixaram as favelas aonde sempre estiveram, dependuradas e intransitáveis.

    -ou dos corredores de ônibus de SP – de HORÁRIOS experimentais , múltiplos, DIVERSOS ..um stress de dar pena – corredores desacompanhados de, PASMEM, de MAIS ônibus e de qualidade, de metro/trens, de MONOTRILHOS ou do nacional aero trem suspenso, descasado duma PROIBIÇÃO de estacionamento em vias de pista simples ou dupla, do incentivo para construção de Edifícios garagem e COM garagem A(aqui, ao contrário, hoje a PMSP aprova construção sem elas), e do DESENVOLVIMENTO e estímulo ao uso de carro compacto e econômico por exemplo.

    Enfim, e depois disso tudo eu ainda tenho que ver o AZENHA indo pro trabalho a pé e competindo em velocidade com carro ..o dó, ainda mais dele que percorreu ruas PLANAS (queria ver o mesmo ocorrendo na Aclimação ou em Santana)

Romanelli

27 de fevereiro de 2014 às 05h16

Evidente que não há este compromisso, em se combater o racismo que eu chamo de “subversivo”, para isso teríamos que nos preocupar com o indivíduo de forma INDISTINTA, com a CIDADANIA, aliás, basta por exemplo vermos a adoção das COTAS RACISTAS entre nós pra constatarmos que caminhamos justamente no sentido contrário.

Como previsto, as COTAS, por apartarem indivíduos em situação IDÊNTICA, foram um grande retrocesso e, assim como na economia com a SELIC placebo, foi mais um engodo criado pelas elites demagogas para, em não fazendo o que tinham que fazer (priorizando de fato a saúde, educação, moradia e infra), justificarem-se dizendo que estavam fazendo algo.

Verdade é que o coitadismo e o vitimismo que substituíram e ANULARAM o conceito pleno da CIDADANIA, da meritocracia, nos custaram, e ainda irão nos custar muito em valores morais, quer na questão racialistas, como na sexista e, quiça, nas das minorias escolhidas a dedo por decisões oportunísticas e ininteligíveis.

Responder

Romanelli

27 de fevereiro de 2014 às 05h10

Evidente que não há este compromisso, em se combater o racismo que eu chamo de “subversivo”, para isso teríamos que nos preocupar com o indivíduo de forma INDISTINTA, com a CIDADANIA, aliás, basta por exemplo vermos a adoção das COTAS RACISTAS entre nós pra constatarmos que caminhamos justamente no sentido contrário.

Como previsto, as COTAS, por apartarem indivíduos em situação IDÊNTICA, foram um grande retrocesso e, assim como na economia com a SELIC placebo, foi mais um engodo criado pelas elites demagogas para, em não fazendo o que tinham que fazer (priorizando de fato a saúde, educação, moradia e infra), justificarem-se dizendo que estavam fazendo algo.

Verdade é que o coitadismo e o vitimismo que substituíram e ANULARAM o conceito pleno da CIDADANIA, da meritocracia, nos custaram, e ainda irão nos custar muito em valores morais, quer na questão racialistas, como na sexista e, quiça, nas das minorias escolhidas a dedo por decisões oportunísticas e ininteligíveis.

O problema é cultural, da de cara com o sócio econômico, com a POBREZA, esta que por décadas nos impregnou com todo tipo de ESTEREÓTIPO, e estereótipo de combate com esclarecimento, não com decreto.

AO contrário do que muitos pensavam, e ainda pensam, o problema não esta na CARA, como aparenta.

E digo mais, com esta de tutelarmos o NEGRO formado, quer em emprego ou em concurso, aonde o MELHOR e mais DEDICADO, o mais PREPARADO deveria assumir, a coisa tente a piorar, e muito.

Aliás, parada técnica pruma pergunta que antes pouco interessava: Bem, qual é a sua côr, mesmo ? ..francamente, que te interessa, penso ?!

Aqui talvez nunca seja demais repetir o que sempre venho dizendo. O BRASIL não é, há décadas, um país INSTITUCIONALMENTE RACISTA mas, a julgar por nossas autoridades, já já chegaremos lá, é só continuarem a insistir que mais dia menos dia eles nos INVENTAM uma luta de classes pra poderem governar e se divertir.

nota – sou pela cota SOCIAL e contra a lei Maria da Penha ..dar a pão a quem precisa

Responder

Tito Bahiense

27 de fevereiro de 2014 às 02h05

Um desabafo em forma de artigo que compartilharei! Parabéns!
Vc, Fátima, por acao já buscou informações sobre os “cordeiros”? Pessoas, em sua maioria pobres, entre homens e mulheres, negros/negras, favelados, que trabalham em época de folia momesca para os blocos carnavalescos de Salvador, onde o serviço é proteger de um público que vê o espetáculo, aquele que pagou a fantasia, abadá, para brincar, mas precisa de seu espaço protegido, delimitado por estes trabalhadores em pleno subemprego, atravez de cordas bem grossas? Tem documentário no you tube. Bjs!

Responder

    Mário SF Alves

    02 de março de 2014 às 00h14

    Nada que seja tão distante da realidade dos funcionários dos grandes supermercados.


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