VIOMUNDO

Diário da Resistência


Você escreve

Esquivel a Obama: Simplismo e hipocrisia para justificar o injusticável


08/05/2011 - 10h55

Tradução publicada na Carta Maior

Estimado Barack, ao dirigir-te esta carta o faço fraternalmente para, ao mesmo tempo, expressar-te a preocupação e indignação de ver como a destruição e a morte semeada em vários países, em nome da “liberdade e da democracia”, duas palavras prostituídas e esvaziadas de conteúdo, termina justificando o assassinato e é festejada como se tratasse de um acontecimento desportivo.

Indignação pela atitude de setores da população dos Estados Unidos, de chefes de Estado europeus e de outros países que saíram a apoiar o assassinato de Bin Laden, ordenado por teu governo e tua complacência em nome de uma suposta justiça. Não procuraram detê-lo e julgá-lo pelos crimes supostamente cometidos, o que gera maior dúvida: o objetivo foi assassiná-lo.

Os mortos não falam e o medo do justiçado, que poderia dizer coisas inconvenientes para os EUA, resultou no assassinato e na tentativa de assegurar que “morto o cão, terminou a raiva”, sem levar em conta que não fazem outra coisa que incrementá-la.

Quando te outorgaram o Prêmio Nobel da Paz, do qual somos depositários, te enviei uma carta que dizia: “Barack, me surpreendeu muito que tenham te outorgado o Nobel da Paz, mas agora que o recebeu deve colocá-lo a serviço da paz entre os povos; tens toda a possibilidade de fazê-lo, de terminar as guerras e começar a reverter a situação que viveu teu país e o mundo”.

No entanto, ao invés disso, você incrementou o ódio e traiu os princípios assumidos na campanha eleitoral frente ao teu povo, como terminar com as guerras no Afeganistão e no Iraque e fechar as prisões em Guantánamo e Abu Graib no Iraque. Não fez nada disso. Pelo contrário, decidiu começar outra guerra contra a Líbia, apoiada pela OTAM e por uma vergonhosa resolução das Nações Unidas. Esse alto organismo, apequenado e sem pensamento próprio, perdeu o rumo e está submetido às veleidades e interesses das potências dominantes.

A base fundacional da ONU é a defesa e promoção da paz e da dignidade entre os povos. Seu preâmbulo diz: “Nós os povos do mundo…”, hoje ausentes deste alto organismo.

Quero recordar um místico e mestre que tem uma grande influência em minha vida, o monge trapense da Abadia de Getsemani, em Kentucky, Tomás Merton, que diz: “a maior necessidade de nosso tempo é limpar a enorme massa de lixo mental e emocional que entope nossas mentes e converte toda vida política e social em uma enfermidade de massas. Sem essa limpeza doméstica não podemos começar a ver. E se não vemos não podemos pensar”.

Você era muito jovem, Barack, durante a guerra do Vietnã e talvez não lembre a luta do povo norteamericano para opor-se à guerra. Os mortos, feridos e mutilados no Vietnã até o dia de hoje sofrem as consequências dessa guerra.

Tomás Merton dizia, frente a um carimbo do Correio que acabava de chegar, “The U.S. Army, key to Peace” (O Exército dos EUA, chave da paz): “Nenhum exército é chave da paz. Nenhuma nação tem a chave de nada que não seja a guerra. O poder não tem nada a ver com paz. Quanto mais os homens aumentam o poder militar, mais violam e destroem a paz”.
Acompanhei e compartilhei com os veteranos da guerra do Vietnã, em particular Brian Wilson e seus companheiros que foram vítimas dessa guerra e de todas as guerras.

A vida tem esse não sei o quê do imprevisto e surpreendente fragrância e beleza que Deus nos deu para toda a humanidade e que devemos proteger para deixar às gerações futuras uma vida mais justa e fraterna, reestabelecendo o equilíbrio com a Mãe Terra.

Se não reagirmos para mudar a situação atual de soberba suicida que está arrastando os povos a abismos profundos onde morre a esperança, será difícil sair e ver a luz; a humanidade merece um destino melhor. Você sabe que a esperança é como o lótus que cresce no barro e floresce em todo seu esplendor mostrando sua beleza.

Leopoldo Marechal, esse grande escritor argentino, dizia que: “do labirinto, se sai por cima”.

E creio, Barack, que depois de seguir tua rota errando caminhos, você se encontra em um labirinto sem poder encontrar a saída e te enterra cada vez mais na violência, na incerteza, devorado pelo poder da dominação, arrastado pelas grandes corporações, pelo complexo industrial militar, e acredita ter todo o poder e que o mundo está aos pés dos EUA porque impõem a força das armas e invade países com total impunidade. É uma realidade dolorosa, mas também existe a resistência dos povos que não claudicam frente aos poderosos.

As atrocidades cometidas por teu país no mundo são tão grandes que dariam assunto para muita conversa. Isso é um desafio para os historiadores que deverão investigar e saber dos comportamentos, políticas, grandezas e mesquinharias que levaram os EUA á monocultura das mentes que não permite ver outras realidades.

A Bin Laden, suposto autor ideológico do ataque às torres gêmeas, o identificam como o Satã encarnado que aterrorizava o mundo e a propaganda do teu governo o apontava como “o eixo do mal”. Isso serviu de pretexto para declarar as guerras desejadas que o complexo industrial militar necessitava para vender seus produtos de morte.

Você sabe que investigadores do trágico 11 de setembro assinalam que o atentado teve muito de “auto golpe”, como o avião contra o Pentágono e o esvaziamento prévios de escritórios das torres; atentado que deu motivo para desatar a guerra contra o Iraque e o Afeganistão, argumentando com a mentira e a soberba do poder que estão fazendo isso para salvar o povo, em nome da “liberdade e defesa da democracia”, com o cinismo de dizer que a morte de mulheres e crianças são “danos colaterais”. Vivi isso no Iraque, em Bagdá, com os bombardeios na cidade, no hospital pediátrico e no refúgio de crianças que foram vítimas desses “danos colaterais”.

A palavra é esvaziada de valores e conteúdo, razão pela qual chamas o assassinato de “morte” e que, por fim, os EUA “mataram” Bin Laden. Não trato de justificá-lo sob nenhum conceito, sou contra todas as formas de terrorismo, desde a praticada por esses grupos armados até o terrorismo de Estado que o teu país exerce em diversas partes do mundo apoiando ditadores, impondo bases militares e intervenção armada, exercendo a violência para manter-se pelo terror no eixo do poder mundial. Há um só eixo do mal? Como o chamarias?

Será que é por esse motivo que o povo dos EUA vive com tanto medo de represálias daqueles que chamam de “eixo do mal”? É simplismo e hipocrisia querer justificar o injustificável.

A Paz é uma dinâmica de vida nas relações entre as pessoas e os povos; é um desafio à consciência da humanidade, seu caminho é trabalhoso, cotidiano e portador de esperança, onde os povos são construtores de sua própria vida e de sua própria história. A Paz não é dada de presente, ela se constrói e isso é o que te falta meu caro, coragem para assumir a responsabilidade histórica com teu povo e a humanidade.

Não podes viver no labirinto do medo e da dominação daqueles que governam os EUA, desconhecendo os tratados internacionais, os pactos e protocolos, de governos que assinam, mas não ratificam nada e não cumprem nenhum dos acordos, mas pretendem falar em nome da liberdade e do direito. Como pode falar de Paz se não quer assumir nenhum compromisso, a não ser com os interesses de teu país?

Como pode falar da liberdade quanto tem na prisão pessoas inocentes em Guantánamo, nos EUA e nas prisões do Iraque, como a de Abu Graib e do Afeganistão?

Como pode falar de direitos humanos e da dignidade dos povos quando viola ambos permanentemente e bloqueia quem não compartilha tua ideologia, obrigando-o a suportar teus abusos?

Como pode enviar forças militares ao Haiti, depois do terremoto devastador, e não ajuda humanitária a esse povo sofrido?

Como pode falar de liberdade quando massacra povos no Oriente Médio e propaga guerras e tortura, em conflitos intermináveis que sangram palestinos e israelenses?

Barack, olha para cima de teu labirinto e poderá encontrar a estrela para te guiar, ainda que saiba que nunca poderá alcançá-la, como bem diz Eduardo Galeano. Busca a coerência entre o que diz e faz, essa é a única forma de não perder o rumo. É um desafio da vida.

O Nobel da Paz é um instrumento ao serviço dos povos, nunca para a vaidade pessoal.

Te desejo muita força e esperança e esperamos que tenha a coragem de corrigir o caminho e encontrar a sabedoria da Paz.

Adolfo Pérez Esquivel, Nobel da Paz 1980.
Buenos Aires, 5 de maio de 2011





35 comentários

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Pedro

10 de maio de 2011 às 13h46

Não esperemoque a carta do Esquivel pra essa coisa chamada Obama tenha qualquer efeito positivo. Ela foi escrita para nós. Ela é um chamamento mundial à luta.

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Pedro

10 de maio de 2011 às 13h44

Esquivel, sua obra-prima está à altura de uma outra obra-prima, aquela que Marx e Engels publicaram em 1848.

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Pedro

10 de maio de 2011 às 13h43

Esquivel, acertar historicamente é muito importante. Você chegou na hora certa.

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Pedro

10 de maio de 2011 às 13h42

É difícil se conter para não ir para a rua apenas para divulgar essa obra-prima histórica.

Responder

Pedro

10 de maio de 2011 às 13h41

Blogueiros do mundo inteiro, uni-vos! para divulgar essa obra-prima do Esquivel.

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Creuza Maciel

10 de maio de 2011 às 00h39

Adolfo termina sua carta com uma nota:
"Un día como hoy, hace 34 años volví a la vida, tuve un vuelo de la muerte durante la dictadura militar argentina apoyada por los EEUU. Gracias a Dios sobreviví y tuve que salir del laberinto por arriba de la desesperación y descubrir en las estrellas el camino para poder decir como el profeta:”la hora más oscura es cuando comienza el amanecer”.

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    beattrice

    10 de maio de 2011 às 17h39

    Essa nota vale pela carta toda, sublime e impecável.

Lulu

09 de maio de 2011 às 23h11

Não há diferenças significativas entre os democratas e os republicanos. Por que esperar alguma coisa de Obama?

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    beattrice

    10 de maio de 2011 às 13h18

    É a falsa opção entre a extrema direita e a direita.

Lucas Parente

09 de maio de 2011 às 22h10

Belíssimo texto. Eis alguém que ainda sabe o que significam direitos humanos. E um dos seus raros autênticos defensores. Quem dera tivéssemos mais "Esquivels" e menos "Obamas", menos "Bushs"…

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Martin

09 de maio de 2011 às 22h08

A chave p/ esclarecer este caso => 11/set + Bin Laden (kkk) + ENRON + família Bush => tem 3 letras e 1 dígito =>

WTC 7

Este prédio NÃO foi atingido por avião NEM pela "queda" das torres gêmeas (WTC 1 e 2) !!
Estava do OUTRO LADO da RUA => MAS DESABOU (!!) naquela tarde de 11/setembro/2001…………!!!

Ei Azenha !! Vamos parar de "papo furado" e perda de tempo !!??

Dedique-se ao prédio 7 ( WTC 7 ) ….

Abraço!!

Att.

Martin

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Marcos de Almeida

09 de maio de 2011 às 17h43

Como os yanques são hipócritas, diz para secretária Hillary Clinton que a China precisa mudar com relação aos direitos humanos e eu pergunto os EUA não precisa mudar ou parar com os assssinados cometem?Sei que os único e verdadeiro julgamento será no Trono Branco em Jesus Cristo julgará as nações e os EUA será cobrado por todos os crimes que praticaram.Esse prêmio nobel é outra furada, que já perdeu a muitos tempo o seu valor, não existe critério para dar esse prêmio, não sei como o Bush não recebeu, acho que ele também merece esse prêmio nobel da "paz" esse paz falsa que o mundo pode dá, não é a verdadeira Paz que so Jesus Cristo pode dar ao homens.

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DUDU

09 de maio de 2011 às 12h37

Irrepreensível!
Tinha que vir a público algo assim.
Mas… adianta alguma coisa falar de justiça a assassinos?
Os estados unidos são os maiores terroristas sanguinários da história da humanidade!
É só lembrar: quantos milhares de pessoas assassinaram no Iraque, na Coréia, no Vietnã, etc., etc., etc….
Usam a força que conseguiram para usurpar, corromper, matar, roubar, humilhar…
Que esperar de animais que produzem as iniquidades feitas no Iraque?
E Guantânamo?
Não esquecendo que Bin Laden e tantos outros que hoje são perseguidos, SÃO CRIAS DOS estados unidos.
Que vergonha obama!!!"

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Fernando

09 de maio de 2011 às 11h04

Ainda não consigo acreditar que o presidente Lula perdeu a disputa do Nobel pra este senho da guerra.

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O_Brasileiro

08 de maio de 2011 às 22h12

Para alguns governos, que ignoram leis e tratados internacionais, o que vale é a força bruta!
Apesar de toda a pompa, a humanidade ainda vive em tempos bárbaros!

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Sebastião Medeiros

08 de maio de 2011 às 19h14

Apesar de não ser adepto da Filosofia Existencialista eu tenho uma grande admiração por Jean Paul Sartre que rejeitou este tal de Prêmio Nobel.No caso não era o da PAZ mas o prêmio Nobel de Literatura de 1964.
Mas mesmo assim,não é uma grande contradição que um prêmio da Paz leve o nome de um inventor de explosivos!

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    GilTeixeira

    09 de maio de 2011 às 07h02

    Nobel criou o prêmio numa espécie de arrependimento pela sua 'invenção' que matou um familiar seu.(que na verdade foram os chineses, aliás como muita coisa que o ocidente diz ter feito, mas copiaram deles, a impressora de Gutemberg é outra, assim como o arado, carrinho de mão, papel moeda, a tecnologia que se usou no Canal do Panamá e muito mais)

Marta

08 de maio de 2011 às 18h47

Pra mim, Obana virou branco.

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Substantivo Plural » Blog Archive » Esquivel a Obama: Simplismo e hipocrisia para justificar o injusticável

08 de maio de 2011 às 18h09

[…] Por Adolfo Pérez Esquivel NO VI O MUNDO […]

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JotaCe

08 de maio de 2011 às 16h47

Caro Azenha,

Li e reli a memorável carta dirigida pelo Nobel da Paz Lauro Esquivel, ao Presidente dos Estados Unidos Barack Obama. Nada poderia ser aditado ou retirado da belíssima e justa pregação da Paz, pela sabedoria, conselhos e graves advertências que encaminhou ao seu homólogo, também laureado com o mesmo prêmio. Como filho da Pátria Grande, que é a América Latina, orgulho-me de que o continente sul-americano tenha produzido homens como Esquivel. Suas ponderações deveriam ser consideradas mais de perto pelo nosso atual governo. Não deveria este esquecer que foi eleito pelos que acreditavam fosse ele continuar as linhas da política externa de paz, de amizade entre todas as nações, e de auto-respeito, iniciadas pelo Chanceler Celso Amorim. De fato, inexistem quaisquer razões, sejam de ordens ética, moral, ou geopolítica, que justifiquem direta ou indiretamente o apoio brasileiro a ações de guerras. Ou a outorga disfarçada a outras nações, por mais poderosas que sejam, da liberdade e do respeito que o Brasil merece. Um abraço,

JotaCe

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    Ronaldo

    08 de maio de 2011 às 20h36

    O que o Tony Patriot tem a dizer a respeito desta declaração do Adolfo Pérez Esquivel?

    Acorda Dilma, antes que seja tarde!

    Há de fazer alarde
    E libertar os sonhos
    Da nossa mocidade
    Antes que seja tarde

    Há de mudar os homens
    Antes que a chama apague
    Antes que a fé se acabe
    Antes que seja tarde.

    Ivan Lins

    beattrice

    10 de maio de 2011 às 13h16

    Tony Patriot não lê português, nem espanhol, acha bobagem.

    Mário SF Alves

    08 de maio de 2011 às 21h03

    A propósito, Jota Ce, eu também a reli e, cuidadosamente, a arquivei em meus favoritos.

    Nelson

    08 de maio de 2011 às 22h39

    Meu caro JotaCe

    Com a devida permissão, faço minhas as tuas palavras.
    A carta de Adolfo Pérez Esquivel é magnífica, para dizer o menos.

Maria Dirce

08 de maio de 2011 às 16h29

Lembro do discurso de Obama, copiando vergonhosamente o discurso de Martin Luther King , violando-o, pois o mesmo Martim e seu discurso era de verdade, e o mundo acreditou na versão Obama.Hoje incrédulos ficam olhando vídeos e lendo nos portais as mentiras a conta gotas espalhadas para dar legitimidade ao assassinato, pq não existem mais tribunais internacionais de julgamentos , foi só o de Nuremberg só valeu para os alemães, e nunca valerá por ex para os americanos e Israel.O mundo assiste esse espetáculo , e ficamos a cada dia vendo explodir bombas em represália ao acontecido.E< Obama vai dar forças as tropas com moços de 18 a 20 anos de idade que ganham no máximo 2 mil reais por mes para morrer, pq filhos de políticos americanos e riquinhos não vão para guerras para depois serem cobertos com mortalha da bandeira americana e serem chamados de heróis!!!!

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    beattrice

    10 de maio de 2011 às 13h15

    Para bem entender o sistema de "recrutamento" do exército americano o Fahrenheit do MICHAEL MOORE é exemplar.

Bonifa

08 de maio de 2011 às 16h10

O que acontece é que a grande imprensa internacional, que deixou de ser uma instância informativa independente para ser uma publicadora de informações que se obrigam a atender a pontos de vista oficiais dos governos dos maiores países ocidentais, quer que suas populações-alvo adotem estes pontos de vista como dogmas e como verdade tranquila, embora não passem da mais deslavada mentira. Vou repassar aqui, maquiavelicamenbte, para os nobres estudantes um velho método infalível (quase) : Se você quer contar uma mentira importante, misture-a com dez verdades desimportantes. Isto propiciará a que digam: "Não, fulano falou isso e isso e era verdade." E o crédito acumulado dá um passaporte à mentira que você quer plantar. Esta sacanagem é praticada desde sempre na diplomacia e na imprensa falida, sujeita economicamente, anti-idealista, anti-nacionalista, anti-humanista, em que se transformou quase toda a grande imprensa internacional. O diferencial é hoje a internat, este fuxico internanacional. Por aqui saberemos, e quem sabe é muito diferente de quem não sabe.

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    JotaCe

    08 de maio de 2011 às 18h11

    Caro Bonifa,

    Você tem razão. Aí é que reside a razão de tanta gente desinformada e que, manipulada pela grande mídia, máfia conectada internacionalmente, se deixa levar por traidores de suas promessas eleitorais e até justifica a ação deles. Como você disse bem, somos até uns privilegiados, pelo acesso a informações que jamais a mídia mafiosa publicaria. Este direito de todos, só será alcançado quando conquistarmos a Lei dos Meios e que obrigue todas as formas de imprensa, inclusive a televisiva, a se comportarem devidamente. A Lei dos Meios, será também um grande instrumento pra que se possa acompanhar os governos, os poderes que o compõem, e até os nossos diplomatas, alguns dos quais poderiam desempenhar suas funções com mais respeito aos verdadeiros interesses brasileiros. Abraços,

    JotaCe

    beattrice

    10 de maio de 2011 às 13h13

    Alguns diplomatas que até se intitulam "patriotas" mas não são.

Reinaldo

08 de maio de 2011 às 12h07

O pessoal acha que governar a nação mais poderosa do mundo é uma tarefa simples e linear… está na hora de deixar de lado as filosofias escolares de ginasial e perceber que a coisa é muito mais complexa do que se imagina, e que Obama não é a rainha da Inglaterra, que tudo pode.

Atirar pedra é fácil, mas só sabe o que é dirigir algo da complexidade de um país, quem se senta na cadeira…

Responder

    Pedro1

    08 de maio de 2011 às 16h31

    Obama não governa coisa alguma. Quem governa os EUA, há um bom tempo, é alite financeira e econômica do país. Os 400 americanos que têm mais dinheiro que os 150 milhões mais pobres.

    M. S. Romares

    09 de maio de 2011 às 01h52

    Reinaldo cabeção, é ocê? Tá perdido por aqui?

Margarida

08 de maio de 2011 às 11h48

Muito bom seu comentário João, e digo mais acho que quem decide o prêmio Nobel da Paz esta com seus valores deturpados, pois este presidente não merece nada, a não ser, ser considerando como a maior falácia que os EUA já produziu. Os países do G20 concorda com tudo que ele faz, mas do que na época de Bush.

Responder

João

08 de maio de 2011 às 11h26

Esquivel disse, na carta a Obama, tudo aquilo que gostaríamos de dizer.
É possível sintetizar em poucas palavras o que o governo dos EEUU (dirigido por Obama) tem feito: dissociado palavras de obras.
Quando o discurso vai contra a prática, cai-se no descrédito, chega-se, mesmo, à hipocrisia.
Por esse raciocínio, o Governo Obama é hipócrita, pois não pratica "em casa" aquilo que cobra dos outros (por outros entenda-se apenas os "inimigos", pois os amigos, como Israel, podem continuar a fazer o que fazem com palestinos que nada acontece – nem mesmo uma moção de repúdio).
Obama é uma falácia! Quem, um dia, acreditou que o primeiro presidente afrodescendente dos EEUU poderia fazer a diferença, enganou-se redondamente. Obama é um Bush mais polido.
Fico por aqui, pois não quero vomitar sobre o teclado ao refletir sobre o quanto o governo Obama mente ao mundo, e aos "hommers simpsons" dos EEUU.

Responder

    Mário SF Alves

    08 de maio de 2011 às 21h07

    Yes, we can't. Yes, we créu!


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