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Elaine Tavares: Governador do DEM e aliados massacram professores de Santa Catarina


21/07/2011 - 20h43

Avante professores, de  pé!

por Elaine Tavares, no seu blog, dica, via e-mail, de Maria Salete Magnoni e  Emílio Lopez

A cena apareceu, épica. Uma mulher, já de certa idade, rosto vincado, roupas simples, acocorada num canto da Assembléia Legislativa de  Santa Catarina. Chorava. As lágrimas correndo soltas pela cara vermelha e inchada. Num átimo, a câmera captou seu olhar. Era de uma tristeza  profunda, infinita, um desespero, uma desesperança, um vazio. Ali, na casa do povo, a professora compreendia que o que menos vale é a vontade das gentes. Acabava de passar no legislativo estadual o projeto do governador  Raimundo Colombo (DEM-SC), que vai contra todas as propostas defendidas pelos trabalhadores ao longo de dois meses de uma greve fortíssima.

Um ato de força. A deputada Angela Albino chorava junto com os professores, os demais sete deputados que votaram contra – a favor dos trabalhadores  – estavam consternados e, até certo pontonvergonhados por seus colegas. Mas, esses, os demais, os 28 que votaram com o governo, não se escondiam. Sob os holofotes das câmeras davam entrevistas, caras lavadas, dizendo que haviam feito o que era certo.

Puro cinismo. Na verdade o que aconteceu na Assembléia Legislativa foi o  que sempre acontece quando a truculência do poder se faz soberana.  Atropelando todos os ritos da democracia, o projeto do governador sequer passou por comissões, foi direto ao plenário. Foi um massacre. Porque é assim que é o legislativo nos países capitalistas, ditos “países livres e democráticos“. Os que lá estão não representam o povo, representam interesses de pequenos grupos, muito poderosos. São eleitos com o dinheiro destes grupos. Aquela multidão que esperava ali fora – mais de três mil professores – não era nada para os 28 deputados bem vestidos que ganham  mais de 20 mil por mês. Valor bem acima do que o piso que os professores tantos lutaram para ter, 1.800 reais. E estes senhores  estão se lixando para os professores estaduais porque certamente educam seus filhos em escolas particulares. Vitória, bradavam.

Mas os nobres parlamentares não ficaram contentes com isso. Ao verem os professores querendo se expressar, mandaram chamar a polícia de choque. E lá vieram os homens de preto com suas máscaras de gás,  escudos e armas. Carga pesada para confrontar aqueles que educam seus filhos. Triste cena de trabalhador contra trabalhador, enquanto os  representantes da elite se reflestelavam no ar condicionado. Por isso o olhar de desepero da professora, lá no canto, acocorada, quase perdida de  si mesma.

Ao vê-la assim, tão fragilizada na dor, assomou de imediato  em mim a lembrança da primeira professora, a mulher que mudou a minha vida. Foi ela quem me levou para a escola e abriu diante de mim o maravilhoso mundo do saber. Seu nome era Maria Helena. Naqueles dias de um longínquo 1965, ela era uma garota linda que morava do lado da nossa casa  em São Borja (RS). Normalista das boas, ela não ensinava nas escolas  privadas da cidade. Seu projeto de vida se constituiu ensinando nas  escolas da periferia, com as crianças mais empobrecidas.

Por morar ao lado da minha casa ela percebeu que eu, aos   cinco anos de idade, já sabia ler e escrever. Então, insistiu com minha mãe para que eu fosse para a escola, porque ela acreditava firmemente que  ali, naquele ambiente, era onde se formavam as cabeças pensantes, onde se descortinava o mundo. Imagino que ela fosse até meio freiriana (adepta de       Paulo Freire), por conta do seu modo de ensinar. Minha mãe relutou um  pouco. A escola ficava longe, no bairro do Passo, e eu era tão pequena.  Mas Maria Helena insistiu e venceu a batalha.

Assim, todas as tardes, mesmo nos mais aterradores dias do  inverno gaúcho eu saia de casa, de mãos dadas com a minha professora Maria Helena e íamos pegar o ônibus para o Passo. Numa cidade pequena como São  Borja, só os bem pobres andavam de ônibus e assim também já fui tomando contato com o povo trabalhador que ia fazer sua lida no bairro de maior  efervescência na cidade. O Passo era  a beira do rio Uruguai, onde  ficava a balsa para a travessia para a Argentina, os armazéns que vendiam  toda a sorte de produtos, as prostitutas, os mendigos, os pescadores, os  garotos sem famílias, as lavadeiras, enfim, uma multidão, entre trabalhadores e desvalidos. O Passo era um universo popular.

Maria Helena não me ensinou só a escrever, ela me ensinou a   ler o mundo, observando a realidade empobrecida do bairro, a luta  cotidiana dos trabalhadores, as dificuldades do povo mais simples. E mais,  mostrou que ser professora era coisa muito maior do que estar ali a traçar letrinhas. Era compromisso, dedicação, fortaleza, luta. Conhecia cada  aluno pelo nome e se algum faltava ela ia até sua casa saber o que acontecia. Sabia dos seus sonhos, dos seus medos e nunca faltava um sorriso, um afago, o aperto forte de mão. Com essa mulher aprendi tanto  sobre a vida, sobre as contradições de um sistema que massacra alguns para  que poucos tenham riquezas. E aqueles caminhos de ônibus até o Passo me  fizeram a mulher que sou.

É esse direito que eu queria que cada criança pudesse ter: a  possibilidade de passar por uma professora ou um professor que seja mais do que um “funcionário“, mas uma criatura comprometida, guerreira, capaz de ensinar muito mais do que o be-a-bá. Um criatura bem paga, respeitada,  amada e fundamental.

Mas os tempos mudaram, os professores são mal pagos,  desrespeitados, vilipendiados, impedidos de conhecer seus alunos,  obrigados a atuar em duas ou três escolas para manterem suas próprias famílias. Não podem comprar livros, nem ir ao cinema ou ao teatro. São peças do sistema que oprime e espreme.

Os professores de 2011, em Santa Catarina, são acossados pelatropa de choque, porque simplesmente querem o direito de ver respeitada a  lei. O governador que não a cumpre descansa no palácio, protegido. Mas aqueles homens e mulheres valentes, que decidiram lutar pelo que lhes é direito, enfrentaram os escudos da PM, o descaso, a covardia, a  insensatez. E ao fazê-lo, estabelecem uma nova pedagogia (paidós =criança, agogé =condução).

Não sei o que vai ser. Se a greve acaba ou se continua. Na   verdade, não importa. O que vale é que esses professores já ensinaram um   linda lição. Que um valente não se achica, não se entrega, não se acovarda. Que quando a luta é justa, vale ser travada. Que se paga o preço pelo que é direito.

Tenho certeza que, aconteça o que acontecer, quando esses professores voltarem à sala de aula, chegarão de cabeça erguida e alma em   paz. Porque fizeram o que precisava ser feito. Terão cada um deles essa  firmeza, tal qual a minha primeira professora, a Maria Helena, que mesmo nos mais duros anos da ditadura militar, seguiu fazendo o que acreditava,   contra todos os riscos. Oferecendo, na possibilidade do saber, um mundo  grandioso para o futuro dos seus pequenos. Não é coisa fácil, mas esses,  de hoje, encontrarão o caminho.

Parabéns, professores catarinenses. Vocês são   gigantes!

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51 comentários

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Pires

26 de julho de 2011 às 01h28

TENHO UMA IDÉIA, QUE FOI USADA NA 2ª GUERRA, vamos nos filiar ao PSDB e DEM, nós professores seriamos a maioria e ficariamos na lidera~ça desses partidos. E colocariamos esses escrotos de politicos que vivem as nossas custas. Eu sei que é uma utopia, mas não custa tentar, pois nosso povo não tem disciplina e não é unido.

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Maria A.

25 de julho de 2011 às 18h56

Toda minha solidariedade aos valentes professores de SC. Que tenham memoria de longo alcance para o estado nao repetir a facanha de eleger a direita.

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Antonio Claudio

25 de julho de 2011 às 15h25

Nossa rede estadual aqui no Rio de Janeiro também está em greve ha mais de 40 dias, estamos acampados na porta da secretaria de educação e o governador está com um grande desgaste na opinião publica…pesquisas de opinião encomendadas pelo proprio governo já mostram esse desgaste…Só isso pode fazer governos recuarem….Nossa categoria nas escolas tem uma grande arma nas mãos e nas mentes…temos contato com os filhos da classe trabalhadora e perdemos a capacidade de dialogar com milhares de pais e mães que levam seus filhos diariamente nas escolas…temos que recuperar essa capacidade para as eleições municipais do ano que vem…e diminuir a bancada de vereadores e de prefeitos desses partidos que votam contra a educação…AVANTE CAMARADAS A LUTA CONTINUA!!!

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Gilberto

24 de julho de 2011 às 20h43

Achei a matéria maravilhosa, essa é a realidade da educação em todo o Brasil, e precisamos de professores de coragem e capacidade de se indgnar com o descaso com a classe; aqui o psdb vai fazendo estrago, apesar de Requião ter seu rompantes ele elevou o salario que no tempo do Lerne era menos de R$400,00 para R$1.800,00 ele deu mais dignidade à categoria podia ser melhor; mas hoje o atual governador senhor Beto Richa é um zero à esquerda foi um péssimo prefeito só governou com a midia é estremamente ditador muito mais que Requião e não tem feito nada pela educação; enfim nada pelo nosso estado só faz politicagem o tempo todo; desfez tudo o que era bom de seu antecessor.

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LucieneAmadeu

24 de julho de 2011 às 17h35

A situação deles certamente deve ser periclitante, pois tive a oportunidade de conhecer uma professora de Filosofia que saiu de Santa Catarina para vir dar aula na rede estadual de São Paulo!!!!!!!! Devemos nos lembrar, ainda, de que os governadores do conluio diabólico PSDB-DEM entrou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade contra a chamada Lei do Piso, que institui não só o piso dos profissionais do magistério, como também determina que 33% da jornada do professor seja destinada às atividades pedagógicas extra-classe que, como sabemos, hoje é hora-extra que não é paga ao professor. Mesmo apesar do STF já ter votado a favor da lei, o governo de São Paulo, por exemplo está se fazendo de morto. Belo exemplo de respeito à lei.

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Murdok

23 de julho de 2011 às 23h34

Santa Catarina é um estado em que a oposição não existe. Sempre foi comandada pelas elites oligarcas. Hoje manda o DEM que teve esse trunfo com o apoio do PMDB.
Em Santa Catarina o PMDB usou a máxima de "quando vc não pode com seu inimgo, junte-se à ele". então o PMDB que sempre foi perseguido pela ARENA, PDS, PFL e DEM…resolveu dar os braços com essa gente.
O resultado só pode ser o que estamos vendo.
O Jorge Bornhausem só da risadas.

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Eduardo Raio X

23 de julho de 2011 às 17h29

Depois os pupilos de FHC dizem ter planos de educação integral 100% de qualidade para todos brasileiros assim que voltar ao poder ou estando exercendo ele, como temos visto e presenciado o lado integral já esta sendo bem estudado a base da truculência já a qualidade fica para o dia de São Nunca. Essa gente sabe muito bem que em país desenvolvido vive nele povo esclarecido. E a palavra esclarecimento é arma mortal nas mãos de um povo! Como diz o lema predileto deles enquanto as massas forem estupidas manipuláveis teremos a manobra nas mãos!

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Pablo

23 de julho de 2011 às 06h45

Não se surpreendam se em breve buscarem apoio judicial para proibir greves…

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eliane

22 de julho de 2011 às 22h00

Caro Azenha,

É a maldição do DEM se espalhando. No RN a greve foi contida por coação judicial.O governo Rosalba Ciarli-
ne nega recursos aos professores, mas distribui para os times de futebol. Estamos indignados !

Responder

Edfg.

22 de julho de 2011 às 12h18

"Porque é assim que é o legislativo nos países capitalistas, ditos “países livres e democráticos“.

E como funciona o legislativo nos países socialistas, também ditos "livres e democráticos" por alguns? Qual a independência do legislativo em Cuba, Coréia do Norte, China? São carimbadores do partido, mais nada. Aliás, tentem passar um aumento para os professores federais no Congresso sem apoio do governo (e da maioria governista) e me diga o que acontece no final…papo furadíssimo esse.

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    lLaurindo

    22 de julho de 2011 às 19h26

    Edfg, você não considerou o tema do texto: educação pública. Quanto a isso, os paises socialistas, inclusive a velha e decadente União Soviética, dão de 10 nos capitalistas. Veja o exemplo de Cuba, onde a alfabetização é de 100% e só não faz o curso superior, de qualidade, diga-se de passagem, quem não quer. Educação, você sabe, é o alicerce. E isso, nos paises socialistas é questão definitiva. Sabe porque se pode andar despreocupadamente pelas ruas de qualquer cidade cubana, a qualquer hora, com risco zero de se sofrer um assalto ou qualquer outro tipo de violência, apesar de se tratar de uma população absolutamente pobre: Educação formal, de qualidade, promovida pelo governo do Coma Andante. Estou falando por vivência própria.

    Edfg.

    23 de julho de 2011 às 12h42

    Eu não estou comentando educação pública. Estou discutindo a ideologização absurda de temas, chegando ao disparate de dizer que o cabresto no legislativo é característica do capitalismo, quando qualquer um com um mínimo de cultura sabe que é bem o contrário.

    mark

    24 de julho de 2011 às 17h02

    Pois vc comentou muito mal, Edfg, pois o texto fez ironia com a pseudo "democracia" dos países "livres e democ´ráticos" decantada pela direita, já que o que se viu em SC foi os interesses do capital acima de qqer interesse democrático, boa educação prá quem precisa é fundamental numa democracia, coisa q esses senhores, a cabresto do poder economico, naum tem um pingo de interesse em promover , eis a ironia q vc naum viu ou fez de conta q naum entendeu;;;; pois a ideologia está por tras sim, da má qualidade na educaçao, ma qualiddade na saúde, pois naum ha vontade politica de promover esses valores nessa pseudo "democracia"

    mark

    24 de julho de 2011 às 17h09

    E se há cabresto do legislativo no capítalismo, (e o texto demonstrou isso, e qualquer pessoa com um mínimo de cultura sabe q eh bem assim mesmo), não é caracterísitica apenas do capetalismo, se existe em países socialistas, pelo menos esses não escondem isso, ao contrário do capetalismo, hipócrita, q vive falando em democracia, democracia , liberdade , liberdade, qdo no mundo real essas so existem de fato pro capital e pros capitalistas, eh claro!!!

    Edfg.

    25 de julho de 2011 às 16h32

    Ou seja, o máximo que vc consegue para contestar uma afirmativa que é fato incontestável é que nos países socialistas citados eles "pelo menos não escondem isso", ou seja, seriam ditaduras "hoestas e francas". O problema com sua tese é que nenhum desses paises assume-se como ditadura. Pergunte ao Fidel se lá há uma ditadura. Nem seus seguidores aqui e lá o admitem, em geral. E ainda que o fizessem, isso antes confirma do que desmente o que eu disse. É um não-argumento.

JMZem

22 de julho de 2011 às 11h34

A quem interessa que a escola pública seja cada vez mais vilependiada??? A quem interessa que os professores tenham cada vez menos recursos (salário)??? Não seria esse o mote a ser questionado??? Esse tipo de acontecimento (em SC, RS, RJ, RN, MG), não está mostrando uma forma osquestrada de influir negativamente na formação educacional??? Somem a estes estado SP (que tem uma educação horrorosa há mais de 20 anos pelo mesmo time), MT, MS, GO, TO, …sem contar os outros estados do Norte e boa parte do NE, o que teríamos? Uma crise instituida no que há de mais importante para um país. A formação educacional. E para quê? Qual a finalidade disso? Por que surgem tantas escolas ditas particulares??? Será isso um indicativo dessa política???

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Tiago Camargo

22 de julho de 2011 às 10h59

Sou do interior de São Paulo e na semana passada estive na capital catarinense e pude acompanhar pelo noticiário local a truculência do governador Raimundo Colombo colocando tropa de choque para descer o porrete nos professores na Assembléia Legislativa, método esse utilizado aqui em São Paulo pelo ex-governador Serra. Apesar da luta dos professores no estado percebia-se que era uma luta desigual, pois não só os políticos mas percebia-se claramente que lado a imprensa estava, é revoltante!

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Klaus

22 de julho de 2011 às 10h43

Os professores na Bahia ficaram em greve por dois meses também.

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edmil

22 de julho de 2011 às 10h38

AQUI NO RIO ESTA MUITO DIFICIL PARA O FUNCIONALISMO PUBLICO,O "CABRALADRAO" NÃO TEM DINHEIRO,SÓ PARA SEUS AMIGOS "POBRES" EIKE,CAVENDISH…..

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Rafael

22 de julho de 2011 às 10h27

O que indigna muito é a indiferença da mídia, do governo. Não sou de SC, mas pode ter certeza que a RBS(globo) ignorou a situação dos professores, digo pelo simples fato de o governo ser de candidato simpático a RBS. Aqui no RS foi assim, qualquer greve contra o governo yeda(psdb) era sempre ridicularizado pela mídia. Abafaram o caso do Detran, qualquer denúncia sempre era conduzida como alguma atitude do PT para desestabilizar o governo yeda. Outro fato marcante a questão aqui do défecit zero que o milagroso governo yeda(psdb) conseguiu, fizeram um defesa como se fosse uma obra prima, agora está o Tarso Genro-PT e "sumiu" esse défict, óbvio que não qualquer relação com o governo do Tarso, mas era uma mentira que a mídia contava para apoiar seu governo. E assim sempre vai ser, enquanto existir um governo simpático a mídia, globo rbs, vão abafar qualque situação, corrupção é culpa dos adversários, greve dos professores é para desgastar o governo.

Responder

Julio Silveira

22 de julho de 2011 às 10h23

Eu já teci comentário sobre esse assunto, executores (não executivo) do Brasil versus professores do Brasil.
Essa turma de politicos executores detestam professores, algo instintivo, auto proteção, sabem eles que um povo esclarececido e culto se torna muito mais dificil serem dobrados pelas artimanhas do qual são, esses executores, especialistas.
No Brasil os executores apreciam os professores do crime, que são todos os dias estimulados a investir seus conhecimentos contra os cidadãos de bem, tanto pela facilitação legalmente preparada, quanto pela estimulação da covardia nacional que eleva os criminosos ao nivel super. Precisamos acordar e perceber que existe uma associação entre tudo isso, como temos dito, criar a vitima perfeita, e é a ignorancia nacional que sustentará tudo isso, e assim, desse tipo, ele vão fazendo escolas.

Responder

Edfg.

22 de julho de 2011 às 10h03

"Porque é assim que é o legislativo nos países capitalistas, ditos “países livres e democráticos“.

A autora poderia discorrer sobre como funciona o legislativo de países ditos (por aqui) como livres e democráticos, como Cuba e Coréia do Norte?

Responder

PAULO ANGELO

22 de julho de 2011 às 09h26

Esse legislativo(sic), como todos os outros representa aqueles que os bancaram.
Entretanto quantos desses professores ajudaram a coloca-los lá!
Houve momentos descritos na História que o POVO consegui colocar LEGÍTIMOS representantes nas suas assembléias.
Portanto caros amigos, ainda teremos de esperar muito até que a maioria consiga entender o quanto vale saber escolher seus representantes.
Até lá sao coisas assim que veremos acontecer!

Responder

reinaldo carletti

22 de julho de 2011 às 08h43

porque voce azenha, não leva esse texto para o jornal da record? milhões de pessoas estariam sabendo disso, da greve em minas e em outros estados, comecaria assim, o desmascaramento desses politicos imbecis, e mais ainda, a imprensa que os proteje, estaria em uma "sinuca de bico", pois a partir desse momento, teriam que noticiar essas verdades! pense nisso, de repente, estaremos promovendo o inicio do" efeito murdoch" em nosso pais.
reinaldo carletti

Responder

xicobarreto

22 de julho de 2011 às 08h36

Plagiando
" Povo que não conhece sua história, sempre vai repeti-la"

Responder

Taiguara

22 de julho de 2011 às 08h00

Pessoal, os demofrênicos-tucanopatas não têm a menor afinidade, ou melhor, nem desconfiam do significado da expressão "políticas sociais". E é esse o perigo que paira sobre a cabeça do povo brasileiro. O Baladeiro do Baixo Leblon já está escalado para ser "o mais bem preparado" da vez e, os blogs "sujos' ficam perdendo tempo em chutar o cachorro morto do Serra. Esse quadro de Santa Catarina, exposto na matéria, é o produto final da "franquia" do midiático "Choque de Gestão" saído da cabeça do alucinado Menino do Rio, provavelmente afetado "pelo consumo de substâncias não naturais ao ser humano" (ou qualquer coisa parecida, não é mesmo Zeláia?). É para as pretensões desse Playboy que devem ser apontadas as nossas armas. Depois não se queixem. Aviso….estou com os dedos surdos de tanto teclar os meus "sinais de fumaça". E, não tenho nenhuma pretenção de ser chamado de "Profeta do Passado". O PERIGO MORA EM MINAS. E, pior:…..dirige bêbado.

Responder

Wendell

22 de julho de 2011 às 07h15

Uma correção ao nome do governador na chamada do artigo. O nome é Raimundo Colombo e não Ronaldo Colombo como foi escrito.

Responder

    Conceição Lemes

    22 de julho de 2011 às 09h20

    Obrigadíssima, Wendell, pelo alerta. abs

Jô Silva

22 de julho de 2011 às 01h51

Os professores também foram massacrados aqui no Rio Grande do Norte pela governadora Rosalba Ciarlini (DEM).

A greve durou 80 dias.

O governo não negociou, manteve sua única proposta até o fim.

Se em SC os deputados decepcionaram, aqui no RN foi o judiciário.

A greve foi considerada ilegal, o sindicato levou uma multa de 10 mil dia mais ameaças da multa almentar para 100, 500 e até um mulhão, de ser bloqueda a contribuição dos professores para o sindicato, foi formada comissão de sindicância para cortar ponto e demitir professor…

Além disso, quarta-feira (20), na última esperança dos professores, a audiência marcada entre membros do governo e o SINTE, até o Senador Paulo Davim (PV),a Deputada Federal Fátima Bezerra (PT), o Deputado Estadual Fernando Mineiro (PT) e a Assessoria Jurídica do sindicato foram barrados.

Devido as ameaças e o terrorismo os professores decidiram pelo fim da greve, mas não da luta.

O RN continuará sendo o Estado que paga o pior salário do país.

Comprovem:

Decreto permite punir educadores http://tribunadonorte.com.br/noticia/decreto-perm

Veja aqui a recomendação do MP contra a greve enviada à SEEC e às DIREDS http://www.sintern.org.br/webroot/files/MINIST%C3

Terminou a greve da rede estadual da educação http://www.sintern.org.br/noticias/visualizar/112
http://www.oliveirawanderley.com.br/2011/07/senad
Senador Paulo Davim também foi impedido de participar da reunião entre o Governo e o Sinte

Pesquisa aponta que o Rio grande do norte paga o pior salário ao professor no Brasil http://omossoroense.com.br/cotidiano/4460-pesquis

Responder

Sr. Indignado

22 de julho de 2011 às 01h36

Vergonha.
E o Senador por SC Paulo Bauer tem a cara de pau de participar da comissão de educação. Essa turma protegida pela RBS deveria ser desmascarada em sala de aula. Todos os dias.

Responder

Marcio

22 de julho de 2011 às 01h17

Aqui no RJ o Governo Cabra/Eike/Delta/Lula/Globo, após ter sua reeleição em 1° turno com apoio do PT, "chutou o balde", ignora e massacra todo o funcionalismo do Estado, Bombeiros e Professore possuem o PIOR salário do Brasil e não negocia honestamente com nenhuma categoria do funcionalismo estadual. Pelo contrário, usa a mídia(Globo) para jogar população contra os servidores. Muito triste a situação aqui no RJ.

Responder

Rogerio

22 de julho de 2011 às 00h58

Então lá vai: CADA POVO TEM O GOVERNO QUE MERECE!

As pessoas de Santa Catarina, na sua maioria sempre apoiaram os politicos de direita. Quando não apoiam o DEM, pois são boi no pasto dos Bonhausen, apoiam o PSDB pois também são gado dos Berguer, Luiz Henrique e a corja toda! Não apoiam o PT porque são viceralmente de direita. Pois eu lamento professores, mas se tem hoje um governador tirano, vocês os colocaram lá. SÃO COMO ELEFANTES. Não sabem a força que tem…

Ano que vem deem ao DEM e demais partidos que votaram com o governador Colombo a devida resposta. Mas que seja nas urnas…

Responder

carmen silvia

22 de julho de 2011 às 00h51

Chega a bater desespero quando tomo conhecimento de uma coisa dessas.Sei que a luta continua, e todos sabemos,mas as vezes apanhar doi demais e cansa.Muita força aos professores catarinense.

Responder

Gerson Carneiro

22 de julho de 2011 às 00h19

Eliane Cantanheeeeede, please… convoque o povo para demostrar indignação.

"…Sob os holofotes das câmeras davam entrevistas, caras lavadas, dizendo que haviam feito o que era certo.

Puro cinismo."

Vi isso na votação do Código Florestal.

Responder

Carlos

22 de julho de 2011 às 00h19

Há homens que lutam um dia, e são bons;
Há aqueles que lutam um ano, e são melhores;
Porém, há aqueles que lutam toda a vida;
ESSES SÃO IMPRESCINDÍVEIS (Berthold Brecht).

Responder

Euler Conrado

22 de julho de 2011 às 00h01

Texto belíssimo o da autora Elaine Tavares. Sensível, profundo, inspirador. Aqui em Minas Gerais também travamos uma renhida luta contra o governo que não paga o piso, que é lei federal, mas parece ser uma lei para inglês ver.

O governante de plantão, afilhado do senador-playboy, impôs uma lei do subsídio, que representou um confisco de mais de R$ 2 bilhões nos bolsos dos educadores. Estamos em greve há 43 dias e a nossa disposição é permanecer em greve até que o governo nos pague o piso no antigo sistema remuneratório, cujo vencimento básico inicial é de R$ 369,00 – o mais baixo do país.

Quero manifestar a minha solidariedade aos bravos colegas de Santa Catarina, e dizer para eles que a luta que eles travaram muito nos inspirou. Acompanhamos solidários cada grande manifestação que os colegas catarinenses realizaram. Assim como também acompanhamos à distância a luta, a dor e a alegria dos colegas do Rio Grande do Norte (cuja greve durou 80 dias), e do Rio de Janeiro, cujos educadores continuam em greve.

Essa realidade reflete o descaso dos governos das três esferas – Federal, estaduais e municipais – para com os educadores e para com a Educação pública, no ensino básico. Governos, ministérios públicos, justiças, legislativos, a mídia, todos formam uma cumplicidade de quadrilha quando se trata sonegar os direitos e conquistas dos educadores.

Seguramente isso reflete o pensamento das elites brasileiras, que não querem uma Educação de qualidade para as famílias de baixa renda, para os filhos dos trabalhadores, pois isso certamente poderia abalar a estrutura de poder, voltada para beneficiar banqueiros, empreiteiros, o agronegócio e os grupos políticos profissionais, de todos os partidos.

Permitir uma educação que contribua para a formação crítica e humanista dos filhos dos trabalhadores de baixa renda não está nos planos dos nossos governantes. Além disso, pagar melhores salários para milhares de educadores significa retirar parte do dinheiro que está reservado para banqueiros, empreiteiros e outros mais que financiam as campanhas eleitorais destes governantes e deputados.

O ideal mesmo é que conseguíssemos organizar um grande movimento nacional pela valorização dos educadores e da Educação pública, com a federalização da folha de pagamento dos educadores e um plano de carreira comum. Só dessa forma deixaremos de assistir a esses dramas individuais e coletivos tão bem narrados pela autora do texto.

Enquanto isso não acontecer, assistiremos ao covarde massacre das lutas isoladas, pulverizadas e travadas heroicamente pelos educadores nos limites de cada cidade ou estado do Brasil. A Educação pública não é um problema regional, apenas, apesar dos governantes desejarem que se continue assim.

Que em algum momento, estes combativos educadores, pela base, consigam (consigamos) organizar esta luta nacionalmente, libertando assim, a Educação pública e os educadores, do controle mesquinho dos coronéis regionais, quase todos seguidores de políticas neoliberais. Apesar do descaso também do governo federal, cuja presidenta prometeu em campanha valorizar os professores, omitindo-se agora de forma inexplicável. Esse é o Brasil. Ou melhor: essa é a realidade, dividida entre uma elite cínica e a maioria explorada, que ainda acredita e luta corajosamente por dias melhores.

Responder

Fábio

21 de julho de 2011 às 23h50

Podem me corrigir se estiver errado. Acho que o governador Raimundo Colombo é "cria" do Bornhausen e está mumudando para o PSD.

Responder

Sebastião Medeiros

21 de julho de 2011 às 23h11

Os tucanos, os demos e seus capachos disfarçados em "defensores" da Comunidade Escolar são especialistas em massacrar Professores.Por que será?

Responder

Onice Sansonowicz

21 de julho de 2011 às 22h57

Sou professora e estive vivenciando o narrado acima. Ontem fez uma semana e o sentimento é de um luto muito profundo, como se tivessem nos arrancado um ente muito querido. Essas pragas que atendem pelo nome de políticos, o grupo de asseclas do Sr. Raimundo Colombo, destruiu o plano de carreira do magistério estadual conquistado a duras penas em anos anteriores. O sentimento em todo estado é de revolta e dor. Ele nos fez voltar as salas de aula atingindo nosso ponto mais fraco: o bolso. Mas daremos o troco. Se depender dos professores(as) catarinenses esses caras não se elegem nunca mais.

Responder

    Odete

    22 de julho de 2011 às 00h53

    Olha, Onice. Não acredito nisso. Sou professora, atualmente aposentada, fui líder sindical, e, ajudei a conquistar este plano de carreira, que hoje está sendo jogado no lixo. Já tivemos tantas experiências parecidas com essa, mas, os professores esquecem quem os massacra ou, simplesmente sofre da síndrome de estocolmo. Tivemos a chance de eleger Ideli, que tinha comprromisso com o Piso e demais propostas do magistério. Com toda a certeza, se os professores tivessem votado em Ideli, ela estaria eleita. Mas não. Preferiram eleger um Paulo Bauer (que foi secretário de educação e sempre tratou a educação como um gasto que deve ser contingenciado) e Colombo, que não tem compromisso com a educação. E vão continuar votando assim, infelizmente. Apesar da vida dura que levam, são na maioria eleitistas e votam nos partidos das elites.

    Ivonete

    22 de julho de 2011 às 10h55

    Quando saí do magistério estadual de SC, o sinte estava na mão do PSTU, que pedia para que as pessoas não votassem no PT. Sem dúvida, acho que os professores, pelo menos esses, deveriam ter votado na Ideli. Não por ser do PT, mas considerando que a candidata Ideli já tinha sido presidente do sindicato, e professora desde há muito, penso que era a candidata certa no quesito educação. Não acho que os professores tenham votado no Colombo, portanto, é injusto dizer que merecem o governo que têm. Contudo, acho que existem algumas dificuldades no encaminhamento das questões trabalhistas do magistério estadual, talvez o sindicato deva reavaliar melhor isso.

    Odete

    23 de julho de 2011 às 00h43

    Também acho. E isto ficou claro no final da greve. Uma greve belíssima, com um índice de adesão espetacular, e que simplesmente se desintegrou, justamente pela forma como o sindicato vem sendo conduzido. Infelizmente, apesar de a presidente do sinte não ser do PSTU, quem dá as cartas lá dentro são os militontos/porraloucas do PSTU. Para eles o que importa é marcar posição, é estar em greve. Negociar e conseguir o que se reivindica, é só um detalhe. Deu no que deu.

Marcelo Rodrigues

21 de julho de 2011 às 22h54

A liberdade do trabalhador para fazer soberanamente suas manifestações é o indicador mais preciso para saber se estamos numa democracia. Se a presença (discreta, como deve ser) da polícia não for unicamente para garantir a segurança física dos manifestantes contra eventuais ataques, democracia não é. Infelizmente, muitos países não estão se saindo bem neste teste.

Força, professores!

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João PR

21 de julho de 2011 às 22h41

MInha solidariedade aos Professores catarinenses.

Espero que a greve, ao menos, tenha tido um caráter didático junto a população que, finalmente, pode descobrir quem é o senhor Raimundo Colombo, e para quem o mesmo governa.

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    Elton

    23 de julho de 2011 às 23h12

    Sei não……..ele tem o apoio do P.I.G. local (RBS) isso dificulta as coisas…

sidnea

21 de julho de 2011 às 22h39

Aqui no Rio de Janeiro também estamos em uma luta árdua por melhores salários e condições de trabalho. E, assim como o DEM, o Sr. Cabral do PMBD nos ignora!
Não importa o Governo ou o Partido o descaso com a Educação é o mesmo!

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    Bruno

    22 de julho de 2011 às 10h04

    Aí está uma coisa que, de fato, depende muito pouco do partido: salário de servidor público.

    Um aumento nos salários de servidores pesa muito nas contas públicas. Ora, mas um aumento de, digamos, 2 bilhões na folha de pagamento, não pesa o mesmo que a construção de uma nova avenida de mesmo valor? Pesa. Mas o peso político é outro. Uma nova avenida beneficia VISIVELMENTE a vida de muita gente, enquanto um aumento nos salários só beneficia da mesma forma os servidores – claro que indiretamente isto acaba por melhorar a qualidade de ensino, mas este resultado é bem mais difícil de notar e demora mais para aparecer.

    Como, pela Lei de Responsabilidade Fiscal, não se pode gastar mais do que se tem, e a contração de empréstimos é condicionada à capacidade de honrá-los, cabe ao governante escolher: ou eu melhoro a situação dos funcionários públicos ou transformo a(o) cidade/Estado em um canteiro de obras e me reelejo. E nós sabemos qual a prioridade deles – SEMPRE, independente de ser o PMDB do (corrupto) Sérgio Cabral, o PSDB do (corrupto) José Serra, o DEM do (corrupto) Raimundo Colombo ou o PT da (corrupta) Marta Suplicy.

Mary

21 de julho de 2011 às 22h31

É triste ver o que esses governos estão fazendo com a educação,mas entra governo sai governo e as coisas continuam cada vez pior,tenho certeza que bom mesmo é ser político descomprometido com o povo que os coloca lá só para se beneficiar.

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Antonio

21 de julho de 2011 às 22h13

Os pilantras levaram o voto do povo. O povo precisa saber o que acontece nessa bossal assembléia. Em São Paulo é a mesma coisa. Se-erra, Alckimin, o Chuchu, cansam de jogar a polícia, que deveria proteger o cidadão, em cima de professores e demais trabalhadores. É o gosto demotucano. Eles estão pouco se lixando para o povo. Eles querem que o povo se exploda e que a polícia acabe o serviço. E a polícia aceita fazê-lo com muito gosto. Agora pegar traficante, correr atrás de bandido já é outra históira, mais perigosa, mais dfícil e que exige descomprometimento e um certo sangue frio.

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Czar

21 de julho de 2011 às 22h03

Aqui no Rio Grande do Norte os professores também estão sendo massacrados por uma dessas criaturas formadas na escola do DEM.

Responder

VERA

21 de julho de 2011 às 21h06

Parabéns, Elaine Tavares e Azenha!!! Vocês são GIGANTES!!!

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