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Bancários realizam nesta terça, às 11h, ato em frente ao BC


15/08/2011 - 18h04

do Sindicato dos Bancários de São Paulo

Comitivas de bancários vindas de várias regiões do Brasil chegam a Brasília, nesta terça-feira 16, para acompanhar a audiência pública, às14h30, na Comissão de Tributação e Finanças da Câmara dos Deputados, que debaterá o Projeto de Decreto Legislativo (PDC) 214/2011 de autoria do deputado Federal Ricardo Berzoini (PT-SP). O PDC suspende as resoluções do Banco Central sobre a liberação desenfreada das funções dos correspondentes bancários.

Criados em 1999 pela resolução nº 2.640, do Conselho Monetário Nacional (CMN), a ideia inicial era que os correspondentes fossem instalados apenas em cidades distantes dos grandes centros, onde não houvesse agência bancária. Porém, ao longo desses 12 anos, o Banco Central (BC) flexibilizou as regras por meio de várias resoluções e a função dos correspondentes foi desvirtuada.

Em dezembro de 2007 havia no Brasil 95.849 correspondentes. Em maio de 2011, 160.943 – aumento de 68% em três anos e meio. No mesmo período, o número de agências bancárias cresceu apenas 8%, totalizando 19.909 unidades no país.

Uma mostra da distorção na utilização dos correspondentes em relação à proposta original, está em São Paulo. O estado mais bancarizado concentra a maior parte dos correspondentes bancários do Brasil. Das 160.943 unidades existentes em maio de 2011, 41.338 estavam São Paulo. Portanto, 26% do total. A região Sudeste concentra 45% dos correspondentes e tem também 55% das agências bancárias do país. Em compensação, as regiões Norte e Nordeste e as periferias dos grandes centros urbanos continuam com poucas agências e poucos correspondentes.

“O sistema financeiro está utilizando os correspondentes e tem aumentando a ainda a exclusão bancária no país. Tornaram-se um ótimo negócio só para os bancos que economizam na prestação de serviço e nas relações de trabalho. Os recursos economizados ficam com os banqueiros e não com os bancários e a sociedade, que paga tarifas, taxas e juros elevados”, diz Juvandia Moreira, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.

“Defendemos a democratização do acesso aos serviços, para que todos tenham direito a atendimento de qualidade feito por bancários em agências e postos (PABs), independentemente da região do país, garantindo proteção ao sigilo bancário, aplicação do plano de segurança para funcionamento das agências, bem como a inclusão bancária”, ressalta Juvandia, lembrando que cerca de 40% população brasileira ainda não têm conta-corrente.

Audiência

O requerimento para a audiência pública foi do deputado Cláudio Puty (PT-PA), e aprovado no dia 13 de julho. O documento prevê a convocação de representantes do Banco Central, da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT,) da Fenaban (federação dos bancos), do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça, além do deputado Berzoini.

O PDC 214/2011 tramita em caráter ordinário na Câmara dos Deputados. Após o parecer da Comissão de Finanças e Tributação, o projeto vai para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania e em seguida para apreciação no plenário da Casa. O PDC “susta a aplicação dos artigos 1º a 21º, dos incisos I e II do artigo 22, e do inciso II do artigo 23 da Resolução 3.954, de 24 de fevereiro de 2011, do Conselho Monetário Nacional (CMN)”. Ou seja, se aprovado pelo Congresso, o projeto anulará medidas que transformaram o correspondente em “verdadeira filial do banco”, diz o texto do projeto.

ATO BC

Dentro das atividades pela democratização do acesso a serviços bancários no país, as comitivas vindas de diversas regiões do Brasil participam às 11h, em frente ao Banco Central (BC), de manifestação contra a flexibilização das regras do correspondente bancário, que precarizam as relações de trabalho e o atendimento à população.

Juvandia Moreira denuncia: Banco Central está extrapolando as suas funções ao legislar sobre questões trabalhistas



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9 comentários

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Henrique

29 de agosto de 2011 às 15h26

Gostaria de apoiar,sim, as "bancárias" das agências correpondentes que estão na linha de frente percebendo 1/10 dos seus homônimos e ainda assim, nos tratam com simpatia, dedicação e paciência. São mães, donas de casa, proletárias, com grau de instrução precária, mas que fazem a diferença na hora que precisamos realizar um serviço bancário com mais presteza que as dondocas de nível superior e suas indiferenças indisfarçaveis.

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CartaCapital: No Paraná, a xepa está de volta? | Viomundo - O que você não vê na mídia

16 de agosto de 2011 às 02h02

[…] Bancários contra a precarização do trabalho   […]

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beattrice

16 de agosto de 2011 às 01h15

Até dezembro de 2010 a responsabilidade dos descaminhos do BACEN eram do senhor Meirelles, saiu o Henrique e o BACEN vai de mal a pior.
A pergunta que não quer calar:
Alguém aponta seis ministros dignos do nome?

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FrancoAtirador

16 de agosto de 2011 às 00h34

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Por que Marcha das Margaridas?

Marcha das Margaridas foi criada em homenagem ao legado de Margarida Maria Alves, dirigente sindical e símbolo da luta das mulheres por terra, trabalho, igualdade e justiça. Margarida rompeu com padrões de gênero em sua época ao ocupar, durante 12 anos, a presidência do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Alagoa Grande (PB), município a 100 quilômetros a oeste da capital.

Ela fundou também o Centro de Educação e Cultura do Trabalhador Rural e teve a sua trajetória marcada pela luta contra a exploração, pelos direitos dos trabalhadores rurais, contra o analfabetismo e pela reforma agrária. Morreu aos 50 anos, em 1983, assassinada por um pistoleiro, que disparou um tiro de escopeta em seu rosto a mando dos usineiros da Paraíba.

O crime teve repercussão nacional. Porém, como tantos outros cometidos contra trabalhadores rurais, ficou impune. A Marcha das Margaridas foi criada como forma de dar visibilidade às lutas das mulheres do campo e da floresta e para denunciar a impunidade contra as mortes de trabalhadores rurais.

A Marcha se consolidou na luta contra a fome, a pobreza e a violência de gênero a partir de grandes mobilizações nacionais realizadas em 2000, 2003 e 2007. Nesta edição de 2011, as mulheres marcharão com o lema “Desenvolvimento Sustentável com Justiça, Autonomia, Igualdade e Liberdade”.

Serão dois dias de atividades, com início na manhã desta terça-feira (16), quando acontece o lançamento de uma campanha contra o uso agrotóxicos e um ato público no Congresso Nacional pela reforma política. Estão previstos ainda atividades culturais, painéis de debates sobre desenvolvimento sustentável e um show, no final da tarde, com a cantora baiana Margareth Menezes.

Nesta quarta-feira (17), a partir das 7h, as mulheres seguirão em marcha à Esplanada dos Ministérios para a grande manifestação em frente ao Congresso Nacional. O ato de encerramento acontecerá na Cidade das Margaridas, às 15h, com a presença da presidenta Dilma Rousseff.

De acordo com a coordenação do evento, as pautas de reivindicações levadas ao governo partem da constatação de que a pobreza, a desigualdade, a opressão e a violência predominam entre as trabalhadoras do campo e da floresta.

Com isso, as mulheres construíram pautas de reivindicações baseadas em sete eixos, divididos em mais de 150 pontos, que abordam questões como democratização dos recursos naturais, atualização dos índices de produtividade, fim da violência no campo, maior participação política da mulheres e melhores condições de trabalho, com autonomia e igualdade

A pauta, com todas as reivindicações da Marcha das Margaridas, já foi entregue ao governo no dia 13 de julho, no Palácio do Planalto, com a participação dos ministros do Desenvolvimento Agrário, do Desenvolvimento Social, do Meio Ambiente, da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial e da Secretaria de Políticas para as Mulheres.

“A gente acredita muito neste mandato, acreditamos muito na presidenta Dilma e, acima de tudo, acreditamos na nossa pauta”, afirma Carmem Foro, coordenadora geral da Marcha das Margaridas, secretária de Meio Ambiente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e secretária de Mulheres Trabalhadoras Rurais da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), entidade responsável pela marcha.. .

“Nós temos a absoluta certeza de que a pobreza no nosso país tem sexo, tem a cara feminina; tem cor, pois são negras as pessoas mais pobres; e tem lugar: estão no campo e na periferia das cidades.
Portanto, nossa pauta não tem só apelo, mas também legitimidade”.

http://www.portalms.com.br/noticias/detalhe.asp?c

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FrancoAtirador

15 de agosto de 2011 às 23h45

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A MARCHA DAS MARGARIDAS

Trabalhadoras rurais ocupam Brasília, e pedem mais crédito e menos violência

Maior manifestação de mulheres da America Latina começa nesta terça-feira (16) em Brasília.

Organizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), federações e sindicatos de trabalhadores, a quarta edição da marcha tem o objetivo de divulgar uma pauta de reivindicações relacionadas ao desenvolvimento sustentável do campo.
Por Marcel Gomes na Carta maior

SÃO PAULO – Milhares de mulheres trabalhadoras rurais de todos os cantos do país chegarão a Brasília, nesta terça-feira (16), para o primeiro dos dois dias de atividades da Marcha das Margaridas. Organizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), federações e sindicatos de trabalhadores, a quarta edição da marcha tem o objetivo de divulgar uma pauta de reivindicações relacionadas ao desenvolvimento sustentável do campo.

“Vamos defender a atualização dos índices de produtividade, o limite ao tamanho das terras, mais crédito para as trabalhadoras rurais e menos violência contra elas”, disse à Carta Maior Rosane Silva, secretária de Mulheres da CUT – uma das diversas entidades parceiras da iniciativa, como a Marcha Mundial das Mulheres e a Articulação das Mulheres Brasileiras.

Segundo Rosane, a marcha também fará um alerta contra a violência no campo. Há menos de três meses, em 24 de maio, a extrativista Maria do Espírito Santo e o marido dela foram mortos por pistoleiros no Pará. Dados colhidos pela CUT junto à Comissão Pastoral da Terra (CPT) indicam que, entre 2001 e 2011, passou de 7% para 20% o índice de mulheres na lista de ativistas ameaçados de morte por conta de conflitos agrários.

Sobre o projeto do Novo Código Florestal em debate no Senado, a Contag, apesar de reconhecer que o texto aprovado na Câmara contemple propostas defendidas pela entidade, como o “manejo sustentável” de áreas de proteção permanente e da reserva legal, diz que o atual projeto beneficia o setor ruralista ao não fazer a diferenciação entre agricultura patronal e familiar. Durante a marcha, o assunto será tratado de maneira mais ampla, com o debate de questões que vão além do código, como pagamento por serviços ambientais e criação de reservas extrativistas.

Desde a semana passada, lideranças das trabalhadoras vêm se reunindo com representantes de ministérios, como o da Saúde, Desenvolvimento Agrário e Meio Ambiente, com o objetivo de pressionar o governo para que atenda às demandas das margaridas. O movimento aguarda a visita da presidenta Dilma Rousseff na tarde de quinta-feira (17), no encerramento das atividades.

A Marcha das Margaridas é considerada a maior manifestação de mulheres da America Latina. É uma homenagem à Margarida Alves, que ocupou por 12 anos a presidência do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Alagoa Grande (PB). No cargo, lutou contra o analfabetismo e em defesa da reforma agrária. Foi assassinada em agosto de 1983.

Informações sobre o cronograma de atividades e a pauta completa de reivindicações podem ser obtidas no site da Contag: (www.contag.org.br)

Mais notícias em:

http://www.portalms.com.br/noticias/detalhe.asp?c
http://www.sof.org.br/marcha/?pagina=noticias&amp

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laura

15 de agosto de 2011 às 20h57

Sim, no Nordeste faltam agencias. E quando as fazem tem pouquíssimos caixas. No que dá? Filas ENORMES. Não dá. Todo apoio aos bancários.E a nós, por consequencia.

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Carlos

15 de agosto de 2011 às 20h48

O BACEN, no decorrer dos anos, especialmente no governo do PT, transformou-se no MAIOR banco PRIVADO do pais. Desvirtuou-se sua misssão principal que seria a manutenção do sistema bancario e proteção da moeda, SEGUNDO a LEI. De regulador passou a LEGISLADOR, com a OMISSÃO do LEGISLATIVO (que nada mais faz alem de briga e futrica), conivencia do EXECUTIVO e NEGLIGENCIA do JUDICIARIO que sempre julga em favor dos bancos + BACEN + FEBRABAN, mesmo quando suas ações ultrapassam a lei (CF, CLT, CDC ou o que seja). Está na hora de mudar a triste realidade da relação banco, empregados e consumidor. Cobram a MAIOR taxa de juros do MUNDO, que chegam a mais de 210% aa. Tarifas que chegam a ser extorsão, diante do alto valor. TODO dia desrespeitam o consumidor em filas que demoram de 1h a 2h no atendimento. Rasgam a CLT na relação empregado x empregador. Em TODOS os bancos a situação é a mesma, seja ele estatal ou privado.

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Fabio_Passos

15 de agosto de 2011 às 19h09

Alguém ainda tem dúvida que o BC não responde aos interesses da população?
O BC é a banca privada impondo seus interesses.

No Brasil as instituições que merecem manifestações de insatisfação duríssimas e protestos cotidianos são o Banco Central e a mídia-lixo-corporativa.

São as instituições mais corruptas do Brasil. E as que mais se assemelham em práticas e conceitos as instituições que levaram os eua-europa a esta derrocada econômica e ética.

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