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Cartas de Minas
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Bancários de SP: Doria erra em achar que País não precisa de dois bancos públicos; privatizar só vai aumentar a crise

12 de setembro de 2017 às 22h13

Ivone Silva é a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região 

Dória erra ao supor que o Brasil não precisa de dois bancos públicos

Declaração mostra o despreparo do prefeito ao analisar o Brasil

do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região, via Cecília Negrão

O prefeito de São Paulo, João Dória, reafirmou nesta terça-feira (12) que o país não precisa de dois bancos públicos (BB e Caixa) e defende a privatização de um deles, por entender que a fusão evitaria “a sobreposição e o uso político também”.

Qualquer estratégia de governo minimamente comprometida com os interesses da população brasileira deveria estar centrada no papel dos bancos públicos no financiamento da indústria nacional, na aquisição da casa própria, na agricultura familiar e na melhoria da infraestrutura.

Somente os bancos públicos aumentaram sua participação no crédito total de 36% para 56% de 2008 para 2016. Enquanto que os bancos privados reduziram sua participação de 64% para 44% no mesmo período.

Atualmente, o Banco do Brasil representa 19,6% do total de crédito no Sistema Financeiro Nacional (SFN) e 60% do crédito no agronegócio.

A economia brasileira passa por um momento grave, com forte retração da atividade econômica, elevação do desemprego e queda na renda das famílias.

Em 2016 o PIB teve queda de 3,6% e as perspectivas futuras não trazem esperanças para a massa do povo brasileiro, visto que dia após dia são anunciadas intenções de medidas regressivas, como endurecimento das regras da previdência, congelamento dos gastos públicos primários, inclusive com saúde e educação, mudanças no FGTS, entre outras.

Privatizar os bancos públicos não nos permitirá sair da crise, mas pelo contrário, irá aprofundar a recessão na medida em que enfraquece o mercado interno e a infraestrutura social e econômica que nos fizeram avançar na última década.

Nesse sentido, é urgente que alternativas para a saída da crise sejam construídas e que passem pela retomada da expansão do crédito para setores prioritários como moradia popular e agricultura familiar.

Tais medidas contribuiriam ao mesmo tempo para fortalecer a economia, gerar empregos em setores intensivos em mão de obra, dinamizar o mercado interno e amenizar graves problemas sociais do Brasil como o déficit de moradias, a falta de acesso a terra e também a alta dos preços dos alimentos.

Os bancos públicos levam a iniciativa privada a seguirem o exemplo e não o contrário. Eles realizam políticas anticíclicas em momentos de crise, auxiliando no acesso a casa própria, barateando a comida e auxiliando os pequenos empresários.

Defender os bancos públicos significa, portanto, defender um país melhor, mais desenvolvido, menos desigual, mais justo e mais fortalecido.

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Pedro Neiva

14/09/2017 - 20h21

“Qualquer estratégia de governo minimamente comprometida com os interesses da população brasileira deveria estar centrada no papel dos bancos públicos…”

Inglaterra, França, EUA, Japão, Canadá, Espanha, etc, etc, etc… Não têm banco estatal!

Brasil, Argentina e Venezuela, por exemplo, têm!

Achar q políticas de interesse público dependem de um banco (e não de um governo) para serem implementadas é simplesmente burrice!

Alguém aí conhece a ineficiência do BB e da CEF?

Eu trabalhava no “finado” Banco Nacional quando, em 1994, os bancos foram convocados para uma reunião na LIGHT para tratar de um serviço (débito automático de contas)…

Pelo Banco Nacional, foram 2 pessoas: eu e um par da área operacional…

Chegando lá na reunião, demos de cara com 11 funcionários do BB!!! Isto mesmo, 11!!!

E o mais engraçado é q eles não se conheciam e ficavam trocando cartões entre si…

Este caso, real, é um pequeno exemplo do gigantismo e da ineficiência das estruturas públicas no Brasil!

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