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Diário da Resistência


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Ana Nemi: “A polícia foi chamada porque esses alunos não respeitam a democracia, a diversidade”


17/06/2012 - 23h29

por Ana Nemi, sugerido por Maria Fernanda Lombardi Fernandes (Ciências Sociais/Unifesp) nos comentários

Gostaria de me manifestar sobre os episódios recentes no campus Guarulhos, onde funciona a Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da UNIFESP.

Ao contrário do que vem sendo veiculado, o que os alunos faziam ali não era ato político pacífico, eles estavam cassando o direito de ir e vir dos professores e funcionários que eles acuaram na Diretoria Acadêmica gritando “invasão”, “invasão”.

O que a polícia fez foi retirar os alunos de lá para que os professores e funcionários ali acuados pudessem retornar do trabalho para suas casas. Quando a polícia chegou eles já haviam vandalizado o prédio quebrando vidros e pichando as paredes que estavam sendo recuperadas dos atos de vandalismos cometidos por eles durante os dias em que ocuparam o campus na semana anterior.

Sendo assim, gostaria de afirmar que também fiz movimento estudantil, também defendi a democracia no exato início dos anos 80 quando, em meio ao apagar das luzes da ditadura e o retorno dos exilados, lembrávamos que Edson Luís morreu para que pudéssemos falar e não para que estudantes das décadas seguintes impedissem colegas, professores e funcionários de uma instituição pública de se manifestarem e de darem aulas.

A polícia não foi chamada para impedir movimento político pacífico, ela foi chamada porque alguns alunos acuaram pessoas da comunidade acadêmica e optaram por tratar questões universitárias, por mais complexas e controversas que sejam, por meio da violência. Exatamente ao contrário do que vem sendo divulgado. A polícia foi chamada, repito, porque esses alunos não respeitam a democracia, a diversidade intelectual, cultural, social e política.

E que não se afirme que o que ocorreu na EFLCH/UNIFESP é precedente para que a polícia ocupe espaços universitários ou que estaríamos importando tecnologia da USP, conforme poucos colegas apressados e desinformados disseram. Estamos lidando com a exceção e, em nome dos princípios democráticos que a exceção pretende suspender, não permitiremos que se torne regra. Assim, não estou advogando a presença da polícia no campus e nem considero aceitável ver alunos feridos ou enfrentando policiais armados.

Mas é bom lembrar que foram os alunos que precisaram chamar a polícia há algumas semanas para que um colega deles que defendia outras ideias saísse escoltado do campus em função das agressões que sofria, exatamente do mesmo grupo de grevistas que acuou parte da comunidade acadêmica na quinta-feira, 14 de junho. O recurso à exceção, portanto, tem partido dos alunos devido às atitudes autoritárias do grupo de alunos minoritário que vem sequestrando o espaço público de debates que vínhamos construindo na EFLCH, infelizmente…

Quero, no entanto, e para finalizar, resistir ao uso político e partidário que vem sendo feito dos problemas decorrentes da construção de um campus de universidade pública. Evidentemente não somos favoráveis ao uso da força como argumento político, por isso repudiamos o grupo de alunos que vem nos acuando violentamente e tentando sequestrar o espaço do campus em favor das pautas eleitorais dos seus pequenos partidos, assim como repudiamos a imprensa que os acolhe sem ouvir aos professores que eles perseguem e caluniam.

Ana Nemi é professora de História/Unifesp. Texto feito em colaboração com:

Rita Paiva (Filosofia/UNIFESP)
Maria Fernanda Lombardi (Ciências Sociais/UNIFESP)
André Medina Carone (Filosofia/UNIFESP)
Maria Luiza Ferreira de Oliveira (História/UNIFESP)
Plínio Junqueira Smith (Filosofia/UNIFESP)
Bruno Konder Comparato (Ciências Sociais/UNIFESP)
Rafael Ruiz (História/UNIFESP)
Mirhiane Mendes de Abreu (Letras/UNIFESP)
Ligia Ferreira (Letras/UNIFESP)
Wilma Peres Costa (História/UNIFESP)
Gabriela Nunes Ferreira (Ciências Sociais)

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81 comentários

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    Unifesp

    25 de junho de 2012 às 15h32

    Concurso para docentes oprimidos por uma “minoria” (apesar de eleita por centenas de alunos da periferia) e que não aguentam mais “essa gente” diferenciada de Guarulhos:

    http://www.usp.br/drh/novo/recsel/eachconc0362012.html
    http://www.usp.br/drh/novo/recsel/cargosdoc.html

    Vantagens:

    Local de trabalho próximo às suas residências nos aprazíveis bairros de Higienópolis, Perdizes, Pinheiros, Sumaré e Alphaville;
    Estrutura e infra-estrutura;
    Renome internacional;
    Comparecimento diário não obrigatório e sem Lei 8112 que os obrigue a isso;
    Polícia já operando e detonando no campus;
    Tradicional estrutura autoritária que não permite nem 5% de participação não-docente nos órgãos de decisão;
    Apoio do governo estadual para “dar aula de democracia” à discentes desobedientes e sem paciência para esperar ser Professor e dar o troco em seus alunos;
    Caça às bruxas eficiente e rápida;
    E, sobretudo, a maioria já é de casa.

marilamar

18 de junho de 2012 às 20h45

Como ela pode ser professora de historia de uma universidade??? Será que nao viu o que a tropa de choque da PM faz com toda populaçao(professores, estudantes, ambulantes, sem terras, pinheirinho, ditadura, trabalhadores, pobres em geral e etcs). Realmente esta universidade tá muito mal mesmo de professores, muito mal….

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Márcio Carneiro

18 de junho de 2012 às 19h41

Infelizmente a alta inteligencia neste país morreu e no lugar foi posto uma pseudointelectualidade a serviço do partidarismo. A historia não é mais analisada a luz dos fatos e sim a luz da politica (ou como diriam muitos, a luz da revolução).

Esse caso analisado ao lado do caso da USP, percebe-se a falta de coerência quando se vê dois casos semelhantes. Alunos com revindicações justas, mas com vários abusos e crimes cometidos por eles, convocação de força policial para retirar os alunos por parte da reitoria da universidade e a posterior confusão que isso causou.

Mas ai vem a minha pergunta. Porque o caso da USP foi tratado como um crime contra os alunos e a liberdade de expressão e o caso da Unifesp está sendo tratada como um abuso dos alunos? Simples. O fato não importa. Apenas o uso politico dele. Enquanto a USP é menina dos olhos do governo de SP, logo, do PSDB. A Unifesp é de controle do PT.

E no fim quem sofre é o cidadão comum. Que não tem mais acesso a “verdadeira informação” e sim apenas a imprensa marrom e panfletaria, cabendo apenas a escolha se irá ler o PIG ou o JEG.

Responder

strupicio

18 de junho de 2012 às 18h32

como nossa “sinistra” embarca fácil no que é, de modo gritante, manobra de provocação…

Responder

Fabio Passos

18 de junho de 2012 às 18h27

Algumas pixações e atos menores de vandalismo não justificam a polícia militar atacar brutalmente estudantes dentro de uma universidade.

Se haviam professores e funcionários com medo de sofrer agressões físicas (será mesmo possível?) a polícia poderia agir para protege-los e garantir sua integridade. Barreira de proteção. Eventualmente uma escolta.
A policia jamais poderia sequestrar uma manifestante e atacar os demais estudantes com bombas por presumir que haveria alguma agressão.
Um absurdo.

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Gabriel

18 de junho de 2012 às 18h11

Não posso dar uma declaração 100% certa sobre o que ocorreu na Unifesp, visto não estar lá.

Contudo, como ex-aluno da USP, sou simpático e compreendo a denúncia da professora. Práticas autoritárias e violentas, por meio de piquete, em nada contribuem para um debate democrático e profícuo, mas trata-se tão somente de uma forma de coerção.

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Wilson

18 de junho de 2012 às 16h10

O meu direito termina na exata linha em que começa o direito do outro. Liberdades devem ser exercidas, ma medida em respeitem a liberdade alheia. Transgredir esses primados básicos da democracia é optar pelo caos.

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Lucy

18 de junho de 2012 às 15h45

Acho lastimavel a posição de alguns comentadores em relação ao texto da professora. É como se a crítica (bastante pertinente) dela a postura violenta de alguns indivíduos estivesse, automaticamente, postando-a contra o movimento estudantil como um todo, contra as lutas empreendidas pelas ampla maioria dos setores da universidade – que, em uma greve justa e pacífica, pleiteia melhorias para todos – e a favor da truculência policial. É injusto reduzir o movimento estudantil a um pequeno grupo de “sem limites”, mas é incrivelmente ingênuo supor que não existam setores intransigentes e violentos nele. Ter uma orientação mais progressista é assumir uma postura contrária à violência e à violação de direitos, independentemente de onde venham as transgressões, seja da polícia, seja dos alunos.

Responder

O_Brasileiro

18 de junho de 2012 às 15h36

É a violência no Brasil correndo solta…
O povo brasileiro está se barbarizando!
“Taxa de homicídios no Brasil cresceu 41% desde 1992, aponta IBGE”
http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1106408-taxa-de-homicidios-no-brasil-cresceu-41-desde-1992-aponta-ibge.shtml

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Marcelo

18 de junho de 2012 às 15h04

Não entendo como uma minoria , segundo a professora , consegue encurralar a maioria . Não entendo tambem pq o texto não esclarece qual era a divergencia entre estudantes e adm da universidade . Por fim, se a PM quer entrar na faculdade deveria inscrever seus soldados no ENEM.

Responder

    Unifesp

    24 de junho de 2012 às 19h14

    Pois é, mal explicada a história, não?

    A arrogância é TÃO gritante que combinaram o discurso de “minoria” na ânsia de isolar as lideranças, mas fica até feio para eles serem tão medrosos com uma minoria desse jeito.

CLAUDIO LUIZ PESSUTI

18 de junho de 2012 às 13h44

Remessa de lucros, ferro de Carajas, Unifesp, politicas de Washington, poxa , ninguém viu o Maluf por aqui não hein???

Responder

    Glauco Lima

    18 de junho de 2012 às 15h35

    Ví o Maluf sim – ele estava em uma festa em sua casa com o Lula e o Hadad a quem ele apoiará de coração nas eleições para a prefeitura de são paulo (minúsculas mesmo!).

    CLAUDIO LUIZ PESSUTI

    18 de junho de 2012 às 16h48

    Olha la, encontrei o Maluf, e olha só com quem ele estava do lado!Parece que os blogs “sujos” sempre tao atenciosos com os movimentos do presidente Lula, perderam essa.Ta aqui com fotinha e tudo…

    http://eleicoes.uol.com.br/2012/noticias/2012/06/18/maluf-oficializa-apoio-a-haddad-em-sao-paulo.htm

    Moacir Moreira

    18 de junho de 2012 às 16h50

    Agora que o Maluf se converteu à “centro-esquerda” não duvido de mais nada.

André Medina Carone

18 de junho de 2012 às 13h22

Texto da Professora Rossana Pinheiro, do Departamento de História da UNIFFESP/Guarulhos.

Tempos sombrios

Há um ano e meio fui nomeada para um cargo público de Professora no Departamento de História da Universidade Federal de São Paulo/Guarulhos. Este não era o início da minha carreira docente, pois já havia passado por uma universidade particular em Uberaba, como professora de Filosofia do Direito, seguida de uma estadia na Universidade Federal de Alagoas na cadeira de Filosofia Medieval. Com o ingresso na Unifesp tive a possibilidade de atuar, pela primeira vez, na área de minha formação e escolha profissional desde meu ingresso em uma Universidade pública do Estado de São Paulo em 1997: a História, e mais especificamente, a História Medieval. Considerei que, ali, teria condições de desenvolver um bom trabalho dado que estava em uma Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas. Acreditei que, ali, “minha disciplina” não seria considerada fútil ou inútil, a despeito de ser tido como “exótico” tentar compreender um período tão distante em um país que não vivenciou uma “Idade Média” com suas invasões de bárbaros. Durante este ano de 2012 pude presenciar uma situação inusitada e arrisco a dizer, de completa inversão. De fato, na Unifesp-Guarulhos não fui questionada sobre a importância de minha disciplina, como já aconteceu, por exemplo, quando estava em Uberaba. Falar sobre Nietzsche e Dostoievski para alunos de Direito, alguns deles policiais, foi uma tarefa de risco. Passei por minhas dificuldades ao tentar mostrar aos alunos que a liberdade é produto passível de venda ou de troca, e que tudo o que a maioria faz é seguir “o rebanho” por medo de questionar seus próprios pressupostos, deixando nas mãos de um outrem transcendental a responsabilidade por suas ações ou omissões. Expor aos alunos que nem sempre a letra da lei é sinônimo de justo e que a luta pelo direito não humaniza porque, na maioria das vezes, os homens são incapazes de abrir as infindáveis e morosas portas da lei, segundo nos alertava Kafka contra Jhering, também foi uma empreitada arriscada. Mesmo assim, em nenhum momento, fui agredida, intimidada, cerceada no meu dever e obrigação de conduzir uma sala de aula. Questionada, sim. Interrogada, sim. Contrariada, sim. Mas jamais tive meus direitos civis suspensos por um grupo que se auto proclama em luta contra professores que chamam de opressores e fascistas. Professores que ousam caminhar pelo campus. Que ousam ocupar suas salas de aula. Que ousam entrar em seus escritórios. Que ousam corresponder às obrigações e aos deveres que lhe são impostos por terem assumido um cargo público. De fato, em um ano e meio de Unifesp, não fui questionada sobre a importância de se estudar História Medieval no Brasil. Todavia, junto com meus colegas, tenho sido chamada a me justificar sobre a validade e relevância do próprio exercício de minha profissão. Os episódios de quinta-feira à noite (14 de junho de 2012) foram o ápice de um estado de violência em escala crescente que não partiu da força policial, já que se iniciou em, pelo menos, abril de 2012. É interessante notar que somente agora, quando a polícia é acionada, não para “mediar” um conflito, como foi divulgado pela imprensa, mas para garantir a integridade física, quiçá a própria vida, de docentes, discentes e técnicos administrativos é que a mídia comece a se pronunciar sobre nossa Escola, invertendo os sinais da equação. Que fique bem claro. Não estou justificando a ação policial. Mas tampouco trata-se de “militarização da Universidade” como já começam a dizer por aí. Desde março deste ano, quanto se iniciou a “greve” discente, o diálogo vem sendo buscado, e não por aqueles que estão sendo vistos como oprimidos. Não consigo nem contar o número de reuniões coletivas de diálogo e ações pela retomada da normalidade no campus das quais participei ao longo deste semestre. Já passou da hora de deixar a cegueira de lado e recolher os dedos apontados em apenas uma direção. Tremo só de pensar o quão distantes estamos daquele que é considerado um dos ícones de nossa área: Marc Bloch, constantemente lembrado por ter sido fuzilado pelos nazistas. Se na década de 30 ele se perguntava: “Para que serve a história?”, hoje temos sido questionados e questionamos a nós mesmos: “Para que serve um professor?”. Felizmente, não me dirijo a todos os estudantes e agradeço àqueles que também estão pasmos diante de tudo o que estão vendo e que se esforçam para que esta situação tenha um fim. Agradeço àqueles que têm buscado alternativas de mobilização que não se reduza à submissão ao grito de palavras de ordens, à depredação e à consideração de que seus professores são dejetos, já que ocupam escritórios que receberam a placa de “sanitário” durante a invasão deste novo tipo de barbárie. Agradeço àqueles que ousaram abrir os olhos e se distanciaram do rebanho. Mas lamento profundamente por aqueles que conheço e acompanho desde meu ingresso na Unifesp, os quais sei os nomes, as feições, o desejo de aprender, a seriedade com seus estudos. Os quais sempre ouvi, de forma respeitosa, mesmo quando discordavam de mim e me faziam rever e refazer meus argumentos. Os quais me fizeram ter orgulho de ser professora naquele espaço, naquelas condições. Lamento e me entristeço porque vejo que, de certa forma, alguns se entregaram à desrazão, engoliram o discurso que vitimiza o agressor e demoniza seus professores e gestores acadêmicos. Seguem em frente a qualquer custo, quando o momento é de parar com o intuito de, ao menos, tentar juntar os cacos reais de vidros estilhaçados. Lamento porque perdem e pedem para perder um pouco mais, sem limites. E perdem, dentre outras coisas, o que esta Escola tem de melhor: seus professores e a vontade que tinham de dar aulas e estar junto de seus alunos. Perdem em formação. Perdem em possibilidades de trabalho e pesquisa. Perdem a chance de entender que o diálogo não se exige, muito menos quebrando janelas, esmurrando portas, batendo bumbos, mas se conquista e se constrói. E em nome de que tudo isto é feito? Da melhoria da Universidade? Todos queremos a melhoria do campus. Mas não consigo entender um movimento que pede por melhoria usando como estratégia a depredação, a intimidação, o apontar de dedos. São tempos sombrios, obscuros, de trevas, que estão muito além da minha capacidade de compreensão. Não, não me refiro à Idade Média. Refiro-me a um estado alucinado que enquanto perdurar nos manterá diante do Grande Inquisidor, trocando nossa liberdade e capacidade de reflexão e ação por um pedaço de pão. E, ainda assim, nos manteremos com fome.

Rossana Alves Baptista Pinheiro
Departamento de História/Unifesp

Responder

    xacal

    18 de junho de 2012 às 14h03

    Professora Rossana,

    Como policial civil (do RJ) e como ex-aluno de Direito suas palavras são um bálsamo.

    “Os templários” que se julgam portadores da grande missão “divina”, a hegemonia política na Universidade são, a bem da verdade, bem mais próximos dos policiais truculentos que imaginam.

    Os primeiros por se auto-intitularem os donos exclusivos da pureza política e verdade acadêmica.

    Os segundos, por confundirem o uso legítimo da força com a violência.

    Mas de todo modo, é muito mais compreensível uma polícia violenta em uma sociedade violenta, a enxergarmos vandalismo entre os que se dizem “pensantes”.

    Unifesp

    24 de junho de 2012 às 18h55

    Os 23 Profs que deflagaram a greve em Guarulhos, juntando-se à greve nacional dos docentes das federais estavam FURANDO GREVE no dia 06 e 14 de junho?
    Os “seguidos” diálogos referem-se ao que exatamente se não são os docentes que resolvem nada na Unifesp? Só para pressionar e tentar enquadrar os alunos mobilizados?
    Qual normalidade no campus? Aquele lugar sem condição de estudo? Para quem vai para Guarulhos 1 vez por semana é fácil querer a “normalidade” de volta!
    O vídeo da ação policial PROVA que ninguém corria risco coisa nenhuma. Os vidros estavam intactos. Essas afirmações terão que ser provadas na PF onde correm os processos contra os alunos a pedido de ditadores que não admitem ser contrariados por “reles” alunos que “têm muito o que ler”
    O que os Profs e suas infinitas comissões de trabalho fizeram para impedir que a Unifesp devolvesse $45 milhões em verba federal recentemente após perder o prazo de utilização? E para fiscalizar a utilização das verbas destinadas à expansão universitária?
    Quando irão cumprir a carga horária de Dedicação Exclusiva ajudando, de fato, a resolver os problemas da Universidade?
    Universidade Pública não é trampolim para projetos pessoais e nem para ter seu nome utilizado para viajar o Brasil fazendo palestras enquanto a Unifesp está nessa situação.

Sandra

18 de junho de 2012 às 12h41

É isso que dá chamar galpão com esgoto a céu aberto de “universidade”.

Essas são as tais trocentas universidade criadas pelo de Lula e seu Haddad.

A obra do Haddad tem que ser revelada para que tipos incompetentes como ele nunca mais seja nomeado ministro da educação.

Essas são as “universidades” de Lula, um amontoado qualquer que um demagogo chama de universidade.

Enquanto isso a USP é considerada a melhor universidade da América Latina.

Responder

    André Medina Carone

    18 de junho de 2012 às 12h56

    Sandra, como professor da Unifesp terei que discordar de você. O trabalho que eu e meus colegas desenvolvemos em Guarulhos é sério e todos nós estamos criando uma faculdade de linha. E investimos muito na formação dos alunos, como se faz na USP.
    Hoje nós somos um galpão destroçado por conta de duas ocupações e pela depredação violenta que antecedeu à intervenção brutal da PM, que precisa ser investigada e não deve ocorrer nem nas universidades e nem fora delas.
    O REUNI e a atuação do Haddad no ministério da educação tiveram várias falhas e você só apontou algumas delas. Mas conflitos como estes nos impedem de discuti-los seriamente, como uma questão que interessa a toda a população. Volto a repetir que os professores buscaram a via da negociação o semestre inteiro e que a polícia foi chamada porque funcionários e professores eram mantidos sob constrangimento ilegal, ameaças e o nosso prédio (que existe e não aparece nos jornais) estava sendo destruído.

    Unifesp

    24 de junho de 2012 às 19h10

    De fato, um grupo de Profs querem fazer na Unifesp o que alguns fazem na USP >> Ditadura de pseudo-deuses que não podem ser contrariados.
    O discurso combinado de destruição do campus terá que ser provado e não adianta a blá-blá-blá que não aparece nos jornais. A mídia jamais ficaria a favor dos alunos. O que deu errado na estratégia de um grupo de autoritários é que as fotos PÓS ação policial (fruto de acordo prévio com a Unifesp) foi DESMENTIDA por um vídeo PRÉ ação policial. E tudo que era pra ser foi por água abaixo. Conformem-se.
    Alguns ex-alunos da USP foram um a um passando em bancas de concurso docente na Unifesp e agora acham que irão reproduzir a estrutura de poder da USP que é Muito pior do que a da Unifesp.
    Até o argumento de “diálogo” foi tentado é arrogante, pois NÃO APITAM NADA dentro da Unifesp rs. Até nisso, os autoritários dão bola fora, pois ao se dar muito mais poder do que possuem, querem assumir a incompetência pelo não término do campus já que verbas federais chegam e não são usadas por absoluta inoperância.

    Leider Lincoln

    18 de junho de 2012 às 13h00

    Es sabia que os trolls e o pessoalzinho do PSDB dariam um jeito de comentar; evidentemente, sem mostrar a cara. “Demagogo” “mimimi’, “blá blá blá” e claro, HADAD! Esta será mesmo a estratégia de vocês? Ácido, fel e vísceras?!? Pobre São Paulo, quanto mais roma acha que é, mais cloaca maxima se torna…

    Fabio SP

    18 de junho de 2012 às 13h34

    O gozado é que qualquer probleminha na USP e vem o nome do Alckmin ( do Serra por tabela), demotucanos e quetais…

    Quando o problema é de faculdade federal NÃO PODE aparecer o nome da Dilma (e seu ex-ministro Haddad), petralhas e quetais…

    ISSO É DEMOCRACIA…

    E...

    18 de junho de 2012 às 13h08

    Calma!! Todas começaram assim. E bem lembrando. Antes na lama, sujeito a tudo quanto é desgraça e agora com oportunidade de ter diploma de curso superior, num país em que basta mostrar o canudo que todo mundo baixa a cabeça e não pergunta nada. E com grande chance de tirar isso, colando, copiando trabalhos na base do control C, já que a maioria dos dos docentes detesta sala e aula e precisa ter é cargo administrativo para não morrer de fome. E esse caso mostra isso: se queria apertar professor, esquça sala de aula de vão encontrá-lo na coordenação acadêmiuca, onde mesmo ainda pela noite e em greve, esse tá lá.

    Felipe

    18 de junho de 2012 às 13h43

    Professor,

    É por afirmar que a precariedade do campus é culpa dos alunos que vocês recorrem à truculência da PM, ou seja, perderam o dialogo e não conseguem assumir a incapacidade na resolução de problemas que não se baseia na autoridade de um mero título acadêmico – existe uma crise moral e não simplesmente acadêmica. Sou ex-aluno do curso da Unifesp. E tenho a propriedade da vivência que pude ter por dois anos no campus e no bairro. E asseguro a qualquer um aqui neste blog que o problema da Unifesp não é um vidro quebrado ou uma pichação com dizeres políticos. Estes alunos presos gritam por um prédio há seis anos, por uma moradia (foi o principal motivo pelo qual mudei de universidade), por um transporte eficiente e público que atenda as demandas de um dos bairros mais populosos de Guarulhos, enfim, o senhor se esqueceu da pauta de reivindicações do Movimento Estudantil ou apenas pensa na sua bolsa de pesquisa? Você esqueceu de que os alunos vem de todos os cantos do Brasil se submetem a uma vivencia numa comunidade carente – era o que mais me causava angustia, assistia às aulas dos senhores, muitas delas sobre questões sociais e suas demandas, e me sentia angustiado por ser um aluno de ciências humanas e me ver atado numa comunidade acadêmica indiferente ao entorno. Não é criminalizando o ME que os docentes resolverão estas questões, os alunos já não acreditam mais em vocês – o discurso está descolado das suas atitudes. Ou todos acham que deixar um monte de aluno – estudando filosofia, letras e ciências humanas – num bairro carente onde o ser humano é maltratado não daria em convulsão. Querem pensar em questões superiores, então mudem a Unifesp pra Alphaville, onde exista uma biblioteca de Alexandria pra cada curso, uma bolsa pesquisa de dez mil reais pra cada aluno e muito vinho.
    Apoio sim os alunos, pois só reclama quem apanha, e faz mais de seis anos que a educação tá tomando uma surra do REUNI.

    André Medina Carone

    18 de junho de 2012 às 16h55

    Encaminho esta resposta ao Felipe, ex-aluno da Unifesp que assina um texto que provavelmente está logo abaixo deste.
    Felipe, eu estou na Unifesp há um ano e meio e tenho orgulho por participar da criação de um campus de ciências humanas numa região afastada do centro, que atende alunos da Zona Norte de São Paulo, da região metropolitana e de outras regiões do Brasil, como parece ter sido o seu caso. Antes que começasse a greve, eu já sentia a angústia que você descreve e sempre conversei francamente sobre estes problemas com alunos que me procuravam. Dar aulas em Alphaville não é o meu objetivo de vida e nem o dos meus colegas; no meu caso, comecei a receber meu salário aos 40 anos de idade (até então eu vivia das bolsas de doutorado e mestrado ou do meu trabalho autônomo como tradutor) e não tenho agência nenhuma financiando meu trabalho de pesquisa. Escrevi meu mestrado e meu doutorado com uma biblioteca cujo acervo era pior do que este da EFLCH. Em abril, quando tentei reunir meus alunos para conversar sobre a greve e a infra-estrutura precária do campus, mudamos da nossa sala de aula no campus (bloqueada por piquetes) para uma sala do CEU que teve todas as suas carteiras retiradas da sala pelos militantes em meio a berros e ameaças. Fiz a discussão com os alunos escondido na minha sala (que divido com outros sete professores) entupida de alunos apertados no chão e em cima das mesas, falando baixo para não ser descoberto pelo Comando de Greve dos Alunos.
    Muito antes da entrada da PM no campus, o clima que havia se instaurado para o diálogo era este. Outros professores enfrentaram situações muito piores, alguns tiveram que passar por alunos que empunhavam caibros de madeira e barras de ferro; muitos já pediram licença médica. Acho importante que você tenha estas informações para avaliar o que realmente está acontecendo hoje na Unifesp e não reduza os professores a um grupo de elitistas que torce o nariz para o Bairro dos Pimentas e só pensa na própria carreira.
    Não afirmei que os alunos são responsáveis pela nossa falta de infra-estrutura. Disse que o nosso espaço físico (que é limitado, mas existe e deveria servir a todos) vem sendo depredado pelo movimento estudantil – muros derrubados, pichações, vidros estilhaçados não são obra da reitoria.
    Os professores e os funcionários com quem você conviveu durante o curso não gerenciam a universidade; nem o reitor tem autonomia para pegar o dinheiro da Unifesp e começar a construir o prédio. Eu não consigo imaginar como um aluno pode achar que os professores estejam satisfeitos com a nossa infra-estrutura, ou que prefiram deixá-la como está e simplesmente esquecer o assunto. Para muitos de nós trabalhar na universidade é uma missão que não pode ser adiada, e mesmo assim não viramos as costas para estes problemas: será que vocês não entendem que não somos engenheiros ou pedreiros, e que não temos o poder para fazer um prédio aparecer ali da noite para o dia? Você já encontrou alguma moradia estudantil que não fosse limitada, com fila de espera e problemas físicos, em qualquer universidade do país? Vocês acreditam, sinceramente, que professores universitários são os agentes da opressão social no país, que concentram a renda nacional e só pensam no seu umbigo?
    Nós estamos no Bairro do Pimentas e lá oferecemos, sem falsa modéstia, uma formação que poucos alunos de ciências humanas poderiam encontrar no resto do país. É o que temos para dar, e posso garantir que isso não é pouco. Você estava estava fazendo política na sala de aula enquanto discutia questões sociais e outras questões com meus colegas, apesar de todos as dificuldades que enfrentávamos e continuamos a enfrentar. Tudo o que eu, você e tantos outros alunos e ex-alunos de ciências humanas estudamos nas salas de aula faz parte da nossa formação como sujeitos políticos: reduzir a política ao uso da força e da pressão é tão falso quanto reduzi-la ao voto no candidato A ou B a cada quatro anos. O que não queremos é o assistencialismo imediatista que confunde restaurantes populares com ensino universitário. Em outras universidades já vi esta mesma tentativa ser ensaiada, mas por políticos de direita, antigos deputados ou prefeitos da ditadura, que fizeram de tudo para isolar a universidade em seus municípios.
    Para finalizar: acho que não se deveria cobrar da universidade uma integração com o bairro enquanto ela não consegue dar conta sequer das necessidades dos alunos ou dos professores. E não considero honesto querer discutir a violência só após ter apanhado da polícia, depois de ter feito uso explícito dela por tanto tempo.
    Apesar de tudo, Felipe, agradeço pela oportunidade que você me deu de conversar com um aluno da Unifesp. Ela não teria sido tão rara se para nós, professores, se tudo não tivesse se passado como descreve a Professora Ana Nemi.

    Unifesp

    24 de junho de 2012 às 20h12

    Reunião de Prof.com alunos para “discutir” problemas de infra-estrutura é blá-blá-blá, pressão para alunos abandonarem a mobilização.
    Prof. não resolve problema de infra-estrutura. Aliás, sequer são recebidos pelo MPOG. Qual o motivo de querer “restaurar” a normalidade no campus senão pressão para por fim à greve como foi feito nas 3 anteriores?
    Os Profs são servidores apenas, mas um grupo comporta-se como donos de fábricas ou de fazendas.

    Aos 40 anos a maioria dos trabalhadores brasileiros já tem mais de vinte anos de trabalho. Uma minoria absoluta tem o privilégio de viver até os 40 anos de bolsa de estudos de mestrado e doutorado. Não é verba pública?

    Os profs se esquecem que o campus não é feito só por eles Há mais 2 grupos envolvidos. São tão egocêntricos que falam como se fizessem tudo sozinhos. Ajudariam muito se cumprissem a jornada docente NO CAMPUS.

    O reitor não pode pegar a verba e usar???!!!! A coisa está pior do que se pensa!! Ele é o gestor e designa quem! Deve ser por isso que a Unifesp devolve as verbas que o governo federal manda!

    O governo federal precisa COM URGÊNCIA alterar a estrutura de poder das Universidades Federais, pois como se comprova nos comentários há muitos que nem sabem quem e como devem ser usadas as verbas e consolidada a expansão. Mas adoram dizer que formam comissão para isso, desconhecendo totalmente como funciona a Universidade. Mas querem cargos sempre, claro!

    Enquanto perdurar os 70X15 que mantém na administração quem só faz reunião e comissão e nem consegue tirar gordas verbas do papel, os incompetentes só conseguirão chamar a PM e negar as provas materiais.

    shirl

    18 de junho de 2012 às 17h28

    Sandra,
    Você não entendeu ou entende NADAAAA!!!!!Socorro,filha!Vai ler e estudar,por favor!!!

ricardo silveira

18 de junho de 2012 às 12h21

Se houve depredação de instalações, uso da violência para o impedimento do exercício da liberdade de ir e vir e de se expressar de quem quer que seja, aí tem que chamar a polícia sim, pois não se trata mais de política. Quanto ao despreparo da polícia a questão é outra. Um outro problema, não menos grave, é a desinformação, a manipulaçao que a grande mídia promove para defender seus interesses partidários.

Responder

Luiz Moreira

18 de junho de 2012 às 12h05

A Policia de SP é ótima. No tratamento dado aos presos, naquele presidio que foi demolido posteriormente mostra o nível. Olhem para o índice de assassinatos cometidos por policiais!Supera em muitas vezes a média da população. Perguntem a qualquer um qual o nível de corrupção na polícia!
Eu perguntei a um amigo, policial aposentado. Sabem qual foi a resposta? Eu não falo nisto. Tenho familia. um amigo tambem, engenheiro de um grande laboratorio farmaceutico em SP, me colocou uma vez: olha, sefores assaltado por um assaltante, entregue o dinheiro e pronto. O problema é ser parado por policial. Ele vai querer teus bens e te matar a seguir, para garantir a impunidade. Sabendo disto, e que a sociedade avançou sempre devido aos rebeldes, chamar a polícia é solicitar serviços de um bando de assassinos. LEGALIZADOS.

Responder

    Fabio SP

    18 de junho de 2012 às 12h25

    Ainda bem que a polícia no resto do país é boa, né?

Romanelli

18 de junho de 2012 às 12h01

GRAVE é instrumento contra a mais valia, não contra a CIDADANIA ..assim, pra mim, ficam de fora qq movimento que represente a supressão dos direitos básicos da população ..segmentos como policia, saúde, transportes, justiça e educação por ex

E pra mim o mesmo vale pra protesto que representa DEPREDAÇÃO de patrimônio público ou bloqueio de vias ..

se não sabem reivindicar, planejar e negociar, desculpe, mas AVACALHAR e vandalizar não

Responder

Julio Silveira

18 de junho de 2012 às 11h55

Pelo que vejo acho que existe uma polaridade que excede o bom senso.
Bastou levantar bandeira que os apoiadores mesmo atropelando não querem deixá-la cair. Existem inimigos imaginários e mesmo a pessoa trazendo argumentos recheados de lógica já partem para associações “bullinizantes”
Acho que o caos e a balburdia não são meios da civilidade. Logo vão justificar a detonação da violencia como meio para se atingir fazendo o serviço inverso do proposto. Calma pessoal, assim como a versão dos alunos pode não ser toda a verdade, a da professora pode não ser de todo mentira.

Responder

Regina Braga

18 de junho de 2012 às 11h11

Que absoluta falta de capacidade de negociação…Qualquer conflito, tome PM.Desculpe professora,entendo o seu ponto de vista…mas criar canais de comunicação entre alunos,professores e reitoria é papel da Universidade.Jovens precisam de formação,de exemplos,de opções…PM não opção é repressão.PM sufoca.Universidade Liberta.

Responder

Gerson Carneiro

18 de junho de 2012 às 11h01

“A polícia foi chamada porque esses alunos não respeitam a democracia, a diversidade”

Geraldo Alckmin falou: “Esses alunos estão precisando de uma aula de Democracia”.

Olhaí, o mesmo discurso.

Responder

Killimanjaro

18 de junho de 2012 às 11h00

E a polícia respeita a diversidade?????

Quem confia em polícia??? Eu não sou louco!

Responder

João-PR

18 de junho de 2012 às 10h24

Um errro jamais justifica outro.
Os alunos, para quem os entende, são o sal da terra. Eles querem a mudança, e que bom que assim seja, pois do contrário estaríamos todos condenados à mesmice.
Sou Professor, e admiro quando alunos vão para as ruas, fazem passeatas, param o campus, pois é uma forma de dizerem que algo está errado.
Se os meios que usam, às vezes, são extremados, é porque tem a energia de dizer “está errado”, “este não é o mundo que queremos”.
Agora, fazer uso da polícia para reprimir alunos lembra-me os tempos da ditadura. Corroborar com essa prática é ser, no mínimo, reacionário.
Como Professor, de vez em quando me pergunto: que geração estamos educando? Para onde eles irão?
A Professora Ana Nemi (que não conheço) deve entender que seu objeto de estudo não está nos livros, mas no seu dia-a-dia. Professora, procure, como historiadora, entender o que acontece (é uma questão de método apenas). Ou então, fique escrevendo e falando sobre a história da vida privada (que pode gerar romances, como “O perfume”). Ginzburg ganhou notoriedade escrevendo sobre Menochio. Quem sabe a senhora não se enclausura em alguma arquivo e acha um processo para escrever um livreco. Sim, porque acho “o queijo e os vermes” um folhetim. Mas essa é outra questão, cujo espaço e tempo não me permitem aqui discorrer.
Enfim, caros docentes, ainda bem que existem alguns alunos que gritam, protestam…será que seremos os inquisidores dos mesmos???

Responder

    angela

    18 de junho de 2012 às 12h03

    Que clareza! Muito boa sua análise.

    Vamos lá

    18 de junho de 2012 às 13h09

    A HISTÓRIA QUE QUASE NENHUM DOCENTE DE PÚBLICA CONTA. EM ALGUNS CASOS, SE CONTAR SERÁ PERSEGUIDO IMPLACAVELMENTE E O QUE SÓ TIROU DIPLOMA POR PROCESSOS SAFADOS NUNCA SOUBE

    Quando custa uma universidade pública? Cerca de 15 bilhões. R$ 5 bi é com infraestrutura:tudo da aluno carente precisa (alojamento, comida livro e bolsa), residencial para docente e funcionários, biblioteca de qualidade,etc. Os outros R$ 10 bi é para ser aplicado na rede básica para produzir o que universidade prescinde para ter o mínimo de qualidade, e disso nem preciso dizer que a maior parte é para pagar salário docente.

    As nossas universidades públicas começaram com JK, o qual fundou 10. Quanto gastou por isso? PRATICAMENTE NADA. O que fez foi juntar alguns núcleos cursos isolados num pacote e se deu o nome de universidade. E na maioria dos casos, designou terreno conseguido por doação (coisa que até turma de construtora entrou alegremente) para ser o campus. Obviamente todos os terrenos ¨doados¨ exigiram gastos fabulosos só com fundações, como a história mostra. E enquanto não, continuariam funcionando nos mesmos prédios de sempre e em alguns casos em espaço cedido da rede pública. E tudo SEM GASTAR UM CENTAVO A MAIS COM REDE PÚBLICA DE ENSINO BÁSICO.

    Por que a classe docente superior deixou tudo isso acontecer sem um suspiro de protesto? Em tais criação de universidade tinha um presente maravilhosos para todos: os cargos administrativos seriam ocupados por esses ganhando extra. Porquanto, deixaria sala de aula, espaço lúgubre, mal cheiroso e cheio de aluno com as piores deficiências, sem perder um centavo e as benesses da carreira docente, mais extras com possibilidade de ir até ao infinito. Fora os ganhos políticos dos mais importantes.
    (Cont)

    Veio a ditadura e precisa atuar nesse quadro por haver um inimigo feroz: estudante de nível superior. Era preciso levantar bilhões para fazer os campi universitários. E nem isso queriam, as construtoras com sempre estavam na jogada, mas que fosse cidade universitária: Tinha que ser coisa tão inóspita para pobre que mesmo que fosse só para ir uma aula para seguinte precisaria ter carro.
    A turma delfiniana entrou em campo para conseguir fábulas via empréstimos internacionais MEC/USAID. Como há certas coisas que provocam vergonhas mesmo em facínoras, precisar explicar como gastar bilhões com curso superior sem ensino básico, educação para o povo. Eis que entra em cena o MOBRAL. E ficou assim: dos bilhões vindo se gasta centavos com educação para o pouco e os demais com construtoras para fazer cidades universitárias.

    Construída essas cidades universitárias, uma enormidade de problemas surgiram e um era gritantes: como conseguir docente para tanto, havendo dois subtraendo: mais cargos administrativos e.. alguns indesejáveis que precisavam perseguir e demitir. A grosso modo resolveram isso delegando ao general que cuidada da universidade pública (toda essa tinha gabinete comando por gente do serviço de informação, sendo reitor apenas boneco de figuração) . Esse passou nomear como docente tudo quanto era escória social e com mais gosto quanto mais escória fosse (O CONCURSO ERA FAJUTICE, SALVO EXCEÇÕES, MAS ESSAS O GENERAL TENTAVA POR TODOS OS MEIOS EVITAR A NOMEAÇÃO ). Precisava até que o sujeito se fingisse de esquerda para fazer relato e denunciar ao general e não só, aluno, como todo e qualquer. Alguns aproveitaram, já que desejava que general nomeasse esposa/amante, parente, amigo, etc para vaga, para delatar docente. E alguns casos, para o sujeito tomar fugir, bastava esse colocar bilhetinho por baixo da porta do gabinete do docente, dizendo-se amigo anônimo e que estava sabendo que o general desconfiava que esse era comunista.

    Veio do tempo dito de redemocratização: a primeira providência foi tocarem fogo em todos os arquivos do general, alguns foram pelo fato do general cumprir o prometido, e com um prêmio: EFETIVAÇÃO DE TODOS SEM CONCURSO. E um dado: a quantidade de cargos administrativos estava estagnada. Para tanto, criaram a figura dos campi para o interior, na imensa maioria nada além de escola pública cedida pelos municípios. Esse precisava ter curso superior para diplomar docente que prestasse e tendo sem prestar, de onde viria aluno para fazer curso superior? Como o que interessa mesmo era o cargos administrativos, isso era questão para safado colocar.

    O governo Lula fez tal qual JK, com alguns adendos próprios e com algumas atualizações exigidas pelo tempo e nada mais.

    Attila Louzada

    22 de junho de 2012 às 10h52

    Assim posto, a universidade brasileira foi criada para que a escoria da sociedade tivesse cargos administrativos. E tudo por culpa de JK, dos militares, de um general que teve os arquivos queimados, e Lula e Haddad. Entendi.

Julio Silveira

18 de junho de 2012 às 10h12

Alguns de nossos mais retrogados representantes levantaram no passado bandeiras democraticas. Há que se observar o cerne dos revoltosos para que não haja a tendência natural a simpatia, que pode virar cumplicidade com atos incompativeis com o que se pretende o bom senso.

Responder

bene nadal

18 de junho de 2012 às 10h03

MEU PONTO DE VISTA:

No fundo, no fundo o que está em discussão não é nem o ato da direção em chamar a polícia, nem o ato de “pressão” dos alunos. O que realmente está em discussão; são os métodos de uma corporação policial criada para abafar qualquer possibilidade de levante popular contra governos.
Se formos ler um pouquinho da história da polícia militar, saberemos logo que ela foi “útil”, em determinados momentos como: ditaduras, e pseudo levantes populares. O que faz dela uma corporação militar pronta para a guerra, e não para ações junto ao povo.
A história recente nos mostra algumas ações desastrosas dessa polícia, quando em ação “em tempos de paz”… Basta lembrarmos a estupenda invasão da USP recentemente, e mais recente ainda a invasão de uma casa de estudantes da UNILA, em Foz do Iguaçu, sem contar o famoso caso de Diadema, na década passada. E em outras centenas de ações em todo o Brasil.
Todos sabemos que ninguém é “santo”, que não se possa bater nem com “pétalas de rosa”, mas também não é “diabo”, que se possa detonar “a ferro e fogo”.
O que está em discussão, ou pelo menos nas entrelinhas, é a violência usada por esses profissionais, na maioria de suas ações, lembro agora mais um caso bem recente; que é o caso da desocupação violentíssima em São José dos Campos, onde essa força toda foi usada para arrancar de suas casas, aproximadamente 1600 famílias, que já ocupavam o lugar a mais de dez anos, os quais, na maioria deles foi enganado por “espertinhos”, que vendem áreas irregulares, e pior ainda área que pertenceu a um contraventor, e tomado por banqueiros. Acompanhe o “juízo de valores”, jogar no frio e na chuva, 1600 famílias para entregar a área para BANQUEIROS, Legal ou não, não interessa… O poder público teve 10 anos para fazer o trabalho, e não o fez, que assuma! E jogue o “ônus”, em cima de pessoas pobres que não tem onde morar, enquanto os mandantes estão em suas casas de luxo com todo o conforto, e os BANQUEIROS, que já são milionários, a custa do povo, vão ganhar ainda mais dinheiro em cima desses terrenos!!!
O que mais me preocupa é que esses atos horrendos “andam” acontecendo em estados governados pelos conservadores, que são governos mais autoritários, e não se dão ao trabalho do diálogo, o que nos faz pensar que tem outras coisas por traz disso, “Deus me livre pensar nisso”.
MINHA OPINIÃO: REPENSAR A POLÍCIA MILITAR, como já bem aconselhou a ONU.

Responder

Adrián Pablo Fanjul

18 de junho de 2012 às 10h02

O recurso à Polícia Militar mostra absoluta incapacidade política, omissão e indisposição a lidar com o conflito. Se estavam “acuados”, por que não esperaram que os ânimos se acalmassem? Acaso não esperam com toda naturalidade em um engarrafamento na Dutra? E se algum aluno era diretamente morto ou mutilado (não esteve longe disso, que acontece todo dia nas ações policiais no Brasil), o que iriam dizer agora esses professores? Que ele merecia?
Por que os docentes não têm interlocutores reconhecidos, como chegaram nesse ponto? A greve dos estudantes já leva quase 3 meses, o que foi dos professores nesse tempo todo? Ou faz 3 meses que a única força atuante no campus são “falsos estudantes”?
Quais são as armas que levam esses estudantes? Quantos professores foram realmente atacados fisicamente? Todos os relatos que ouço falam de agressão verbal e intimidação, que não justifico de maneira nenhuma. Mas a incapacidade de perceber a diferença qualitativa entre a violência verbal e intimidadora e a força letal de uma das corporações mais assassinas do continente, que já protagonizou massacres denunciadas em todos os órgãos internacionais de direitos humanos, é lastimável. Mostra quão profunda é a defasagem do país em relação à apuração do terrorismo de estado, passado e presente.
Que em um momento em que a ONU pede a transformação da polícia brasileira com o fim da PM e sua substituição por uma polícia normal, sejam precisamente professores universitários, e de uma escola de ciências humanas, que se valem com toda naturalidade dessa força, alguns se deliciando com a sua violência, é lamentável. Espero que pelo menos a atitude do pró-reitor de assuntos estudantis chame um pouco esses docentes, que tanto gostam de autoridade, para a reflexão.

Responder

    Unifesp

    24 de junho de 2012 às 20h31

    Muito boa resposta.

    ” Se estavam “acuados”, por que não esperaram que os ânimos se acalmassem? Acaso não esperam com toda naturalidade em um engarrafamento na Dutra?”

    Simples. Não era esse o intuito coisa alguma. O acordo para a polícia entrar já existia e o pedido de punição é antigo. O que há é autoritarismo, pedantismo, omissão e falta de compromisso com a expansão universitária.

    Estão indignados porque esses alunos não os tratam como seres iluminados que não podem ser contrariados. Não tem capacidade de diálogo.

    Não são capazes nem de dialogar, nem de sair de cara limpa para enfrentar uma “minoria”. Não eram maioria no dia?

    E nem são capazes de explicar porque estavam no campus “tentando trabalhar” e FURANDO A GREVE NACIONAL DOS DOCENTES.

    Em breve, “intelectuais” que defendem sindicância e PM no campus irão assinar manifesto pela democracia e a favor de candidatos. Quem tiver juízo que recuse o apoio.

    Ação: http://vimeo.com/44081562

    Consequência: http://greveunifesp.wordpress.com/2012/06/20/relatoria-do-direito-humano-a-educacao/

Gerson Carneiro

18 de junho de 2012 às 10h00

A imagem mostra um policial que de repente dá o bote, captura uma moça e foge. Isso é o quê?

Responder

    Esse é o ponto

    18 de junho de 2012 às 14h06

    A PM estava ali para manter a ordem desse ponto em diante. O que houve anteriormente é coisa para inquérito. Essa atitude do policial é um destrambelho e só criou mais tumulto.

strupicio

18 de junho de 2012 às 09h46

agora eu entendi a velha piada do Bussunda,que quando perguntado qual foi o lugar mais esquisito onde ja fez sexo, respondeu: São Paulo..

Responder

José Ricardo Romero

18 de junho de 2012 às 09h36

Pela experiência que tenho da vida universitária como graduando, pós-graduando e professor universitário por cerca de 45 anos, sei, com certeza (porque sempre fui muito ativo politicamente), que os atos de extremismo e violência são provocados (não me lembro de nenhuma excessão a essa regra) por minorias frustadas nas suas pretenções radicais, seja entre os estudantes ou funcionários. E não são minorias segundo o argumento de que a maioria não participa de assembléias e outros movimentos: são minorias dentro dessa minoria que se interessa pela politica na vida da universidade. Assembléias com mínimo de participantes já coloca em dúvida o caráter democrático de qualquer resolução, mas vamos lá. São minorias que perdem as votações de suas proposições quando são radicais e ficam inconformadas e violentamente frustradas. Que ridículo e triste ver essas pessoas falando em democracia.

Responder

    Jomaria

    18 de junho de 2012 às 11h25

    Professor,

    Concordo plenamente com o seu comentário.

    Ora, o que o texto da professora Ana Nemi discute e põe o dedo na ferida é justamente o que aqui é sumariamente desconsiserado pela maioria das posições, principalmente de um que quer se passar por “sábio”. O que o debate sobre o Queijo e os Vermes tem a ver, nesse momento, para a discussão em tela? Só por isso já dá para perceber que se iguala aos “radilcalzinhos” com discurso vazio que, infelizmente, junto com partidecos de quinta categoria, assolam as universidades. Na USP é a mesma coisa.
    Já chega pessoal!: a maioria dos estudantes – já adianto, pois sei que a distorção dos “amiguinhos” dos “radicalzinhos”, que, por sinal, só pelas falas já dá para antever, nunca foram no campus da Unifesp, no Pimentas, em Guarulhos – de todos os ramos dos conhecimentos – exatas, biológicas e humanas – está cansada desse “discursinho” de meia tigela – violência contra os estudantes e professores que discordam das ideias retrógradas pode, PM quando vai cumprir ordem judical (não venha com o papo furado à lá 68, tentando forçar a barra comparando-a com o DOI-CODI do regime militar, isso não cola para quem minimamente pensa)ela é cruel, desumana, foi ela que começou!

    Professora e demais estudantes e professores contrários tanto as tecnocratas que acham que PM resolve conflito universitário quanto aos “radilcazinhos crecheiros” de classe média que infestam a universidade e são massa de manobra de partidecos e “filósofos” sem contéudo, espero que tenham força e determinação.
    A luta é oomplicada mesmo: temos de vencer os espertalhões de ambos os lados: da “esquerda-creche” e da “direita conservadora”. No fundo, são dois discursos aparentemente diferentes, em um mesmo corpo, contrários à valorização e compromisso real com a universidade pública.

    Antonio Gramma

    18 de junho de 2012 às 12h51

    Perfeito teu comentário. Os espanhóis tem um ditado, “Cria cuervos e te sacaran los ojos”. O que esses estudantes estão fazendo é resultado daquilo que os professores, principalmente das ciências humanas (fefelechi em especial) fazem há anos: incutir besteiras pseudorevolucionárias nos burguesinhos (sim, burgueses)que lá estudam. O resultado é esse aí. Terminando com outro ditado, quem pariu Mateus que o embale, foram vocês, professires, que criaram esses projetos toscos de Che Guevara.

    Unifesp

    25 de junho de 2012 às 15h12

    Quem nunca pisou em Guarulhos é quem chama os estudantes de lá de classe média!

    Bem se vê que é gente que só aparece para dar uma outra aula, em meio a sua vidinha cheia de compromissos pessoais e usando a Universidade como trampolim. E o salário pago com dinheiro público é só uma poupança em meio a tantas viagens e palestras.

    Até a situação econômica dos alunos é fácil de provar, já documentada. E esses trolls dos reaças que chamaram a PM para agredir e prender alunos estão ajudando bastante postando bastante besteira, ato falho, preconceito e desconhecimento do local onde deveriam trabalhar 40h por semana.

    Unifesp

    24 de junho de 2012 às 20h38

    O Professor está muito mal informado.

    As assembleias eram enormes e há vários vídeos no youtube que provam isso.

    O que chamam de minoria foram eleitos por assembleias massificadas.

    Minoria é o grupo de Profs que assina documento defendendo PM no campus e vão à Reitoria mais de uma vez pedir punição à alunos.

    Aliás, vão mais à Reitoria do que ao campus Guarulhos ou ao setor que deveria tirar as verbas federais do papel para terminar o campus.

    Discurso de “minoria” é o discurso da criminalização e da tentativa de isolamento das lideranças.

fontinatti

18 de junho de 2012 às 09h06

É engraçado ver professor universitário definindo democracia. Muito engraçado.

Responder

    Smilinguido

    18 de junho de 2012 às 09h47

    sou ruim de entender piada, então dá um desconto…mas…onde está a graça mesmo?

    Veja se explico

    18 de junho de 2012 às 13h17

    Para quem nunca teve problema, problema não há. Entretanto, quem teve algum desacordo com docente de pública a coisa funciona ¨democraticamente¨ assim: será aberta uma comissão de três membros, sendo um dos quais o dito professor.
    Veja o caso da USP; uma das acusãções contra os aluno foi de estragarem 12 TOLELADAS DE ALIMENTO. Digamos que foi isso. Então antes quem deveria ir para cadeia eram os quem deixaram tal patrimônio público tão absurdamente vunerável, posto que, o mesmo poderia até ser feito por um bando da favela ao lado da USP.

Antonio Gramma

18 de junho de 2012 às 09h01

Conversa fiada para justificar a diferença de tratamento. Se os alunos fizeram isso, fizeram a mesmíssima coisa que os alunos da Fefelechi e sindicalistas do sintusp fazem em toda ocupação, no youtube há dezenas de videos mostrando as “manifestações pacíficas”. O problema é bem outro, é quem está no governo de sp e no federal. Em um caso, o governo é fascista, no outro está apenas restaurando a democracia, mesmo praticando atos IDÊNTICOS. é de dar vergonha. parabéns, Gramsci.

Responder

monge scéptico

18 de junho de 2012 às 08h15

Alguns estudantes, são violentos e pouco dados a concórdia. A maioria, oriundos de berços mais privilegiados, querem fazer valer seus pontos de vista, na marra. Ocorre
em todo lugar. As discussões políticas etc no seio do campus, devem ser feitas com
espírito sereno, aceitando a presença de moderadores como a polícia por exemplo. Caso
contrário, as coisas podem descambar para o caos. Todos tem direito a tudo.

Responder

Adalberto Simões Mania

18 de junho de 2012 às 07h33

Trabalhei neste campus e graças a Deus consegui uma transferência para outro local, durante o curto período que trabalhei houveram manifestações pacíficas mas esta situação extrapola limites. Concordo plenamente com a professora, nos videos divulgados de ocupações anteriores nada parecido com o ocorrido, a necessidade de ligação para a PM demonstra o extrapolamento dos limites por parte dos vandalos chamados de estudantes.

Me espanta haverem pessoas que defendem estes ‘alunos’ e ainda argumentar sobre aprendizado. Educação é uma só, esta provado que alguns não tem a minima, escola é ambiente para o conhecimento e universidade é o grau máximo para se obter conhecimento, a educação deve vir de casa. Se não há respeito sequer por autoridades como a policia como podemos esperar que estes indivíduos enquanto alunos respeitem professores ou trabalhadores da universidade?

Violência só gera violência, é preciso apurar quem estava exagerando para criar esta situação. Já ocorreram ocupações e muitas manifestações pacíficas no campus mas certamente este episódio ficará marcado pelo exagero da policia militar e não dos revolucionários. Há de se investigar e punir os envolvidos.

Responder

Gerson Carneiro

18 de junho de 2012 às 05h37

Ana Nemi,

O que se ver no vídeo é um policial sequestrando uma aluna. É um sequestro relâmpago praticado pela PM.

O que quer que a senhora diga em favor da ação policial, as imagens desmentem.

Responder

    André Medina Carone

    18 de junho de 2012 às 08h56

    Gerson, a polícia interveio porque os professores e funcionários estavam presos dentro de uma sala, enquanto os militantes destruiam portas, vidros e iniciavam uma nova invasão do campus. O video dos alunos começa somente com a chegada da policia. Defendemos que abusos policiais sejam investigados e somos contra o acobertamento da violencia das pessoas comuns, sejam elas estudantes ou não.

    Jomaria

    18 de junho de 2012 às 11h31

    Não dão corda para esse “cara”.

    Ele só que polemizar para deslocar o foco da real discussão.

    É estratégia retórica: ele é puramente evasivo.

    ricardo

    18 de junho de 2012 às 09h12

    Sequestro relâmpago? Você é um pândego, mas a situação não comporta piadinhas. Parabéns ao policial que, no justo cumprimento de sua função, estava tentando prender a moça.

    Killimanjaro

    18 de junho de 2012 às 10h53

    Função de polícia nunca será estar dentro de uma universidade. A democracia não existe, professor que define isto está alucinado faltou na terapia.
    Anarco punx 77

Arainat

18 de junho de 2012 às 03h11

Quando o último reduto – nas sociedades democráticas – de livre manifestação e enfrentamento do “status quo” sucumbe à força do Estado, e mais que isso, tal violência é defendida de forma canhestra por àqueles que deveriam estar do lado da rebeldia (diga-se não só professores e alunos, mas toda a comunidade acadêmica), fica patenteado o quão frágil e enganoso é o projeto político-educacional que está em curso em nossas universidades. Se a liberdade de pensar e agir na contramão do Sistema não merece guarida na Universidade, então a Universidade não tem razão de existir. Não como espaço de liberdade, de questionamento e enfrentamento de todos os saberes e fazeres estabelecidos e sedimentados. Ser “conforme” o que o Estado impõe e a sociedade aplaude não contribui em nada para com àqueles que querem um mundo menos obsequioso com a violência e a exclusão.
Lutar por isso no espaço de uma Universidade livre exige coragem, enfrentamento e desordens, que devem ser resolvidas de forma autônoma dentro do escopo da própria Universidade.

Responder

R.Racin

18 de junho de 2012 às 01h53

“Ao contrário do que vem sendo veiculado, o que os alunos faziam ali não era ato político pacífico, eles estavam cassando o direito de ir e vir dos professores e funcionários que eles acuaram na Diretoria Acadêmica gritando ‘invasão’, ‘invasão'”.

Professora, se eu fosse um desses “alunos que não respeitam a democracia” eu ia pedir pra que a senhora digitasse assim no google: “invasão x ocupação”. Não ia ser difícil entender a diferença. MAS, longe de mim querer questionar vossa sabedoria suprema que ilumina nossas mentes vazias.
Isso me parece mesmo uma questão política muito clara. Seu discurso reacionário é tão claro que se demonstra algo além de sua fala. É um discurso tão reacionário, quanto cínico, que ao reproduzir o grito de ordem do movimento estudantil não consegue nem pronunciar (se fosse isso mesmo que tivesse ocorrido): -OCUPAÇÃO! OCUPAÇÃO!
Isso está longe de ser uma crítica ao movimento estudantil, muitas das quais não fugimos de expor, sabendo da importância da auto-crítica como forma de construção do próprio movimento. É sim uma política de repressão e criminalização de qualquer movimentação que fuja à ordem; que a professora não deve se incomodar ao falar de boca (e barriga) cheia – uma ordem burguesa.
Mas não se sinta tão triste, professora, você está bem acompanhada de nomes muito importantes. Desde professores que não saem de cima do muro, passando por professores que chamam alunos de fascistas – e que criticam a mesma atitude quando vem do outro lado – até parentes de senadores do PSDB.
Mas, embora em greve há quase 3 meses, felizmente uma coisa tenho aprendido muito bem, e na prática. A depender de alguns específicos professores e gestores, além de todo seu aparelho repressivo (PM, mídia, judiciário etc), está muito mais claro para mim o que é uma luta de classes.

Ah, e quanto a sua fala, não poderia esquecer de perguntar se é o mesmo cenário, que está nesse vídeo http://vimeo.com/44081562 (antes da polícia entrar no campus), quanto é no cenário pós-invasão(?) da PM. Se, alguns professores entraram na Diretoria Acadêmica antes ou depois do ato começar? Se, a sensação descrita foi a mesma que o ME enfrentou, na reintegração de posse do 05/05 ou 06/06, com arma na cara e ouvindo “choque, choque, choque”, ou das balas de borracha, bombas de efeito moral, provocações do tipo “imagina se esses alunos descobrem que você foi do DEOPS”? Se, é tão difícil conviver com um salário de professor federal quanto de uma bolsa auxílio e salário de professor do Estado?
E olha, ainda nem estamos discutindo, pelo menos com vocês, situações muito mais precárias do que a nossa; como dos que dividem os mesmos muros que os nossos e, muitos, não possuem sequer uma rede de esgoto tratado, ou de que aquela nave espacial (nosso campus) é um espaço público que todos tem o direito de usufruir e questionar.

Num desses dias de greve acabei ouvindo: “não é difícil sentir o cheiro de merda no ar”

Obrigado! E me desculpe a fala de educação, é apenas reflexo daquilo que eu tinha como esperança.

Responder

Júlio De Bem

18 de junho de 2012 às 01h37

Não importa se o que a professora fala sobre o caso represetanta fidedignamente o que realmente aconteceu. Mas, em qualquer hipotese os vagabundos depredadores não tem o direito de destruir o que não lhes pertence. Se o faz, merece levar porrada da polícia pois é vagabundo. Que se faça uma discussão na base de idéias e nao na base da depredação. Bando de playboy vagabundo tem mesmo que apanhar da polícia para aprender a ter limite. Ou respeitam quem se opõe ao seu pensamento, ou vão sofrer as consequências disso. Debatam a vontade, gritem, se exaltem, mas não agridam, pois a PM é mais forte que vcs e vai baixar o cacete… Bando de descerebrados.

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    Killimanjaro

    18 de junho de 2012 às 10h57

    Destruíção de patrimonio não é violência, propriedade é roubo. Conhecimento não é mercado, parem todas as universidades, a educação no brasil é uma piada CONHECIMENTO não é mercado merda de mercado. Intervenção é Arte.

Maurício Caleiro

18 de junho de 2012 às 00h43

Alunos gritando “inavasão, invasão” não acuam ninguém, professora. O vídeo mostrando a ação policial demonstra claramente tratar-se de reação desproporcionalmente agressiva contra estudantes que se limitavam a gritar palavras de ordem. Trata-de de mais uma evidênca de despreparo policial da PM paulista, posto que cidadãos e cidadãs manifestarem sua insatisfação publicamente é direito constitucional.

Quanto a eventuais agressões ao patrimônio da Unifesp, uma sindicância interna é mais do que suficiente para resolver o problema – afinal, jovens justificadamente revoltados tendem a se exceder, mas a universidade, justamente por sua função de laboratório social, tende a melhor acolher tais ousadias.

O que é preciso examinar são as razões de tamanha revolta, por parte de quem quer melhores condições para estudar. O governo Lula construiu 17 novas universidades. Mas, infelizmente, algumas funcionam precariamente, em prédios de escolas de segundo grau, como é o caso da Unifesp. Isso já há anos, causando justa revolta nos estudantes.

Portanto, paremos tanto com ilusões de endeusamento de Lula quanto com atitudes policialescas em relação aos estudantes: a Unifesp representa dilemas das políticas de Educação no país, nos dias de hoje. Não é culpando os justificadamente revoltados estudantes que os resolveremos.

Responder

    Fábio Franzini

    18 de junho de 2012 às 08h33

    Prezado Maurício,
    Desculpe-me, mas quem deve deixar as ilusões de lado é você. Também sou Professor da EFLCH-Unifesp, colega de Departamento da Professora Ana Nemi e, como ela e todos do campus, sei bem que a violência praticada por esse grupo (que me recuso a chamar de “alunos”) esteve e está, há tempos, muito longe de meros gritos de “invasão, invasão”. Julgar o que lá estamos vivendo nos últimos três meses apenas a partir de um vídeo produzido e postado por essas pessoas – parcial, portanto, como tudo na vida – é por demais desrespeitoso com aqueles que foram vítimas das “vítimas da PM”. Insisto: não se iluda. A “revolta” deles não é justificada, de forma alguma, muito menos suas práticas; justamente por isso, uma “sindicância interna” não é “mais que suficiente para resolver o problema”: se a nossa situação chegou a tal ponto lamentável, foi por obra e graça dessas pessoas.

    Ronildo Alves

    18 de junho de 2012 às 10h11

    Fábio Franzini, não sei qual sua área, mas peço que, do alto de sua excelência judicativa, considere as consequências de uma frase como essa: “se a nossa situação chegou a tal ponto lamentável, foi por obra e graça dessas pessoas.” É ilusão (mais um iludido!), sei bem, dado o atual nível de nosso ensino (mesmo o universitário), mas não esperava ler isso de um professor universitário. Como diriam alguns, “tá tudo dominado”.

    Luiza Carioca

    18 de junho de 2012 às 11h34

    Eu sei o que vocês passam. sou professora da UERJ e durante anos estivemos reféns desses grupos de “alunos” que representam o que há o de mais retrógrado na sociedade. Não respeitam a democracia e o direito de ir e vir. Não apresentam pautas de reivindicação, radicalizam o movimento, não houvem o corpo docente nem discente e se arvoram como voz dos alunos. Não são!

    Fabio SP

    18 de junho de 2012 às 12h35

    Cara Luiz Carioca, só espero que você não seja professora de Português… eu não gostaria de “houvir” uma aula sua…

    Unifesp

    24 de junho de 2012 às 20h52

    O aro falho de escrever “invasão, invasão” é mais uma entre muitas outras provas de que a maioria NEM ESTAVA NO LOCAL. Estavam em casa e foram à PF ACUSAR algo que não há provas.

    Além disso, esta é uma das palavras de ordem do ME de Guarulhos apenas. Foi usada no Ato da Paulista e nem por isso nada foi ocupado. E se fosse? Os “iluminados” de Guarulhos vão chamar a PM para o MST também? Ou gostariam e não podem porque depois suas assinaturas em Manifestos a favor de candidatos não serão aceitas?

    A Unifesp não tira as verbas federais do papel, devolve milhões por inoperância e chefes da Universidade vêm a público dizer que a situação chegou a esse ponto por conta das lideranças do ME?

    A arrogância não tem limites. Chega ao ponto de achar que ninguém sabe de quem é a culpa por não tirar gordas verbas do papel.

    Outra coisa. Trabalhar na Universidade Pública é ir ter o compromisso de construí-la, todos os dias, para todos, em todos os aspectos.

ZePovinho

17 de junho de 2012 às 23h35

Como pode haver democracia se o voto do aluno vale 1/3 do voto do professor????????????????????????????

Responder

    Jomaria

    18 de junho de 2012 às 11h36

    Seu nome faz jus.

    Quer dizer então que basta termos voto proporcional e tudo está resolvido no que tange à democracia.

    Cada uma viu. É isso que os “radilcazinhos” gostam … gente que ou trata como piada coisa seríssima ou cultiva uma ignorância fora de série.

    ZePovinho

    18 de junho de 2012 às 17h50

    Esses professores………….falam tanto de democracia e adoram poder escolher o reitor em um processo antidemocrático onde o voto deles vale mais do que os dos alunos,que sustentam a universidade com o peso dos impostos.
    Eu não sou aluno,como muitos aqui sabem.Estou como professor,também,mas não aceito esse discurso que torna o corpo discente um mero detalhe na “democracia” universitária.
    E ‘radilcalzinho”,em mopinião,é quem fica nas ADUFES fazendo a viciada política professoral.

    Como tenho pensado

    18 de junho de 2012 às 13h27

    Aluno de pública votando é pura safadeza. Pois, no final da apuração vai resultar, pelo menos, um docente a menos em sala de aula e ainda ganhar melhor, o que é chamar os que ficam em sala de aula de otário. Para tanto, precisava que os ¨lá de cima¨ tivesse, pelos menos, um pouco de vergonha para garantir para todo aluno carente: alojamento, comida, livro e bolsa. Para quem precisa!!! Qualquer um que pegasse nisso sem precisão ou não fosse para estudar – três reprovação leva chute na bunda – vai para rua.


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