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Altamiro Borges: Os heróis da Veja são uma piada
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Altamiro Borges: Os heróis da Veja são uma piada


13/11/2013 - 14h46

Demétrio Magnoli tece loas a Demóstenes na revista Época: direita surtada! (sugestão Gerson Carneiro)

“Rei do camarote” e os heróis da Veja

Por Altamiro Borges, em seu blog

A revista Veja precisa tomar mais cuidado com seus heróis e ícones. Na semana passada, a sua edição paulista, a Vejinha, deu uma patética capa para Alexander de Almeida, o “Rei dos Camarotes” – uma figurinha que se jacta de torrar R$ 50 mil por baladas. Agora, o sítio G1 informa que o sujeito já espancou sua ex-mulher e sua filha. No passado, Veja elegeu o ex-senador Demóstenes Torres como “o cavaleiro da ética”. Depois, o ex-demo foi processado e cassado devido às intimas ligações com o mafioso Carlinhos Cachoeira. Mesmo assim, a revista não se cuida!

Segundo o sítio G1, as acusações contra Alexander de Almeida foram prestadas na 5ª Delegacia de Defesa da Mulher, na Zona Leste de São Paulo. A filha, então com 15 anos, informou que o pai a chamou no escritório, em 2008, e “desferiu diversos tapas, acertando-lhe o rosto, olho direito e braços, além de ter xingado a vítima”. Ela esclareceu ainda que só escapou do espancador porque o seu tio, que trabalhava no local, destravou a porta e “tirou a declarante das mãos do indiciado”. No depoimento prestado consta que a estudante ficou com “lesões corporais aparentes”.

Já a sua ex-mulher foi agredida por motivos de ciúme, em 2011. Segundo o seu relato na 5ª Delegacia de Defesa da Mulher, “Alexander desferiu socos e pontapés, além de agarrá-la pelo pescoço, produzindo-lhe lesões corporais”. Ela disse ainda que o novo herói da Veja “tirou o telefone celular de sua mão para que não chamasse a polícia”. A investigação de ambos os casos não prosseguiu na polícia, o que permitiu que o “Rei dos Camarotes” continuasse a “agregar valor” nas suas baladas – virando capa da Vejinha e motivo de chacota nas redes sociais.

Antes das revelações do sítio G1, o blogueiro Fernando Brito, do Tijolaço, já havia descoberto a estranha fonte da opulência do ricaço metido. Ele é o que se chama na gíria do comércio de “zangão”. Através da sua empresa, a 3A Organização de Despachos, ele trabalha para os bancos que compram carros de pessoas que não conseguem pagar as prestações. Quando maior a inadimplência, melhor para o despachante, que vive da desgraça alheia. “A história de Alexander de Almeida é mais cheia de buracos do que um queijo emmental”, concluiu Fernando Brito.

A Vejinha não se preocupou em apurar a história do “Rei dos Camarotes” e produziu um dos maiores lixos jornalísticos dos últimos anos. Ela fez, como afirmou o blogueiro Paulo Nogueira, no Diário do Centro do Mundo, “a apologia da idiotice” e da ostentação. Azar dela, que perde ainda mais crédito entre os leitores, e do mega-coxinha, que hoje está totalmente desmoralizado!

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33 comentários

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Roberto Caldeira Soares

23 de maio de 2014 às 15h50

Tenho um livro chamado “O mapa da corrupção no governo FHC”. São mais de 100 páginas, a maioria delas da Veja, mostrando a corrupção do governo tucano. Editora da revista: Perseu Abram, petista fanática, idêntica à Carta Capital, o maior órgão de bajulação ao governo do PT. Ou seja, quando a Veja ajudou a derrubar o Collor e mostrava as falcatruas de Fernando Henrique, era muitíssimo bem aceita pelos petistas.Depois que Lula chegou ao poder e a Veja continuou a mostrar o tsunami de corrupção, desta vez promovida pelo PT, os petralhas ficam indignados e se esforçam para anular completamente a mesma revista que, no passado, eles adoravam.

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Fabio Martins

15 de novembro de 2013 às 11h52

Brancaleones vejistas, com perdão pelo uso do nome, encarnam sim o pior tipo de humor negro deturpado, aliás comum aos genios midiáticos e defensores da “liberade de expressão” e dos ‘globalismos politicos,sociais, religiosos, financeirose humanistas”.

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Jogadores em campo por melhores condições de trabalho - Viomundo - O que você não vê na mídia

14 de novembro de 2013 às 10h20

[…] Altamiro Borges: Os heróis da Veja são uma piada […]

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Dirceu diz que tentaram torná-lo "exilado dentro do próprio País" - Viomundo - O que você não vê na mídia

14 de novembro de 2013 às 10h20

[…] Altamiro Borges: Os heróis da Veja são uma piada […]

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Capilé

13 de novembro de 2013 às 21h46

Hay que falsear la verdad, pero sin nunca perder la cara de pau.

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marcos

13 de novembro de 2013 às 21h33

Rei dos coxinhas ta perdidaco.vai pedir pinico pro serra e fhc.ha, tem o vamos enrolar.

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Fabio Passos

13 de novembro de 2013 às 19h47

A realidade é evidente.
A veja é escrita por e para indigentes intelectuais: lixo branco de classe média mal formada.

Se não fosse a propininha que recebe do governo alckmin… já não existiria mais.

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ricleo gutzeit borgmann

13 de novembro de 2013 às 19h16

Não é possivel que uma pessoa, em sã conciencia defenda um marginal feito o tal de Demostenes, óbviamente esperando beneses desse ladrão do erário público, condenado e cassado, onde é que nos estamos?
É óbvio, no BRAZIL……

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coxinha de frango

13 de novembro de 2013 às 18h05

O Demétrio Magnóli é um dos muitos comerciantes substituíveis que trafica sua influência na mídia brasileira, seja em revistas épocas globos da vida ou em jornais televisisos da seara tucana paulista (TV Cultura). Mais um intelectual à venda que não convence ou está preocupado em convencer no seu jogo conservador moderninho.

O que falar de uma VEJA que tinha como fonte confidencial e primordial o mafioso do Carlinhos Cainazoeira. Coxinhas do Brasil, revoltai-vos contra os heróis neoliberais. Pareis de pagar para serdes enganados…….. coragem e saiam de sua triste ilusão, vóis são tão dignos de chacota quanto os patéticos alexanders “são statis”

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Gerson Carneiro

13 de novembro de 2013 às 18h02

Vamos transcrever para evitar que alguém nos acuse de só ter visto a capa.

Os 100 brasileiros mais influentes.
LÍDERES & REFORMADORES

“Do mensalão petista aos atos secretos do Sarney. O Congresso amarga uma longa e penosa trajetoria de desmoralização. Esse cenário deplorável tende a ocultar do público a atuação de figuras de diferentes partidos que atestam o caráter insubstituível do parlamento. Uma das mais destacadas é o senador Demóstenes Torres (DEM-GO). Não é preciso concordar com tudo o que ele pensa ou faz para homenageá-lo. Demóstenes não é mais um comerciante no mercado em que se trafica influência em troca de cargos ou privilégios. Ele tem princípios e convicções. Foi o primeiro parlamentar graduado a erguer a voz contra as propostas de cotas raciais nas universidades. Poucos ousam enfrentar as ONGs racialistas financiadas por fundações internacionais. Seu exemplo, espero, estimulará outros parlamentares a também externarem sua contrariedade. Ciente do convite feito à blogueira cubana Yoani Sánchez para participar do lançamento de seu livro no Brasil (e da resistência da ditadura dos Castros autorizar viagensde oposicionistas).Demóstenes apreoveitou um convite para que Yoani apresentasse o livro em audiência pública no Senado. Não é um gesto menor para quem preza as liberdades e despreza ditaduras de todas as matizes.” Demétrio Magnoli – Geógrafo e Sociólogo.

“Edição Especial Época – 100 Os brasileiros mais influentes em 2009”

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    Fabio Passos

    13 de novembro de 2013 às 19h51

    ” Ele tem princípios e convicções.” rsrs
    É tão ridículo.
    É de sentir dó dos leitores de veja.
    São tratados como imbecis…

Mário SF Alves

13 de novembro de 2013 às 17h54

“facínora”?!!

___________________________
Lembro de ter visto o uso deste adjetivo outro dia. Foi em um livro de fofocas e intrigas publicado sob o título DIRCEU A BIOGRAFIA. O autor?
Um certo editor da (in)Veja.

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    Alemao

    14 de novembro de 2013 às 06h37

    Nossa cara! Vc disse que eu leio a Veja! Que contra argumento! Fantástico! Depois dessa eu deveria me retirar…mas não vou dar essa colher de chá.

ricleo gutzeit borgmann

13 de novembro de 2013 às 16h54

Desculpem a insistência, mas isso é jornalismo, segundo o Rodrigo?

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Marcilio Serrano

13 de novembro de 2013 às 16h49

Rodrigo,

É a Brookfield nenhum comentário????

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ricleo gutzeit borgmann

13 de novembro de 2013 às 16h49

E quem ainda lê aquele detrito?

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Alemao

13 de novembro de 2013 às 16h31

Realmente, esses aí em comparação com o facínora do Che são uma piada. A única diferença é que o Demóstenes era respeitado antes de cair a sua máscara. O Che é idolatrado mesmo com o conhecimento de sua índole e ações.

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O DOUTRINADOR

13 de novembro de 2013 às 16h17

Esse Rodrigo Leme, na melhor das hipóteses ou é: Um Co(ch)inha, empregado da veja, da época, da globo, band, sbt, folha, estadão,etc…, ou é apenas um BABA OVO da elite.

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Luís Carlos

13 de novembro de 2013 às 15h19

Ninguém perde o que não tem. Nesse caso, credibilidade.
A contrário, envenenam, diariamente pessoas com seus valores moralistas, perdulários e absolutamente fúteis. Vendem seus valores, como ideologia dominante. É hegemonia mantida, inclusive por leitores e comentaristas em blogs que dão grande valor ao que escrevem essas revistas e jornais e mostram TVs como a Globo, acreditando em muito do que divulgam. É a disputa permanente que faz parte da manutenção de valores hegemônicos da classe dominante, fazendo trabalhadores sonharem, desejarem ser e fazer, pensar como a classe dominante, negando sua própria origem e valores.
Ganham, mesmo aparentemente perdendo.

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Rodrigo Leme

13 de novembro de 2013 às 15h06

Cada vez mais tenho certeza que o Altamiro e os citados por ele não leram a reportagem.

(O que é justo, pq tenho a sensação que quem critica a Veja não a lê mesmo)

A reportagem é de cabo a rabo uma critica por vezes até humilhante ao estilo de vida desse povo. Tem momentos de chorar de rir, e o repórter fez isso de propósito.

Mas jornalismo é isso aí…”vi a capa da Veja, agora vou me debruçar em análises sobre ela”.

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    Mariano

    13 de novembro de 2013 às 15h27

    Meu caro, vc vai exigir interpretação de textos de fanáticos? Pura perda de tempo.

    Silas

    13 de novembro de 2013 às 15h53

    A revistinha ninguém lê mesmo, mas, o que todos viram foi o vídeo, que não tem nada de jornalismo.

    Marco

    13 de novembro de 2013 às 16h04

    Cara esse blog é isso. Não vai mudar. É você parar de acessar ou não.

    O proximo passo é o monte de gente te chamando de coxinha.

    Depois deste passo é dizer que você está a tempo demais lendo o PIG e ele acabou com o seu cerebro.

    Ai depois vem uma poesia.

    O Gerson com um comentário mudando completamente o foco da discussão se esta nao o agrada

    E por ai vai.

    Marco

    13 de novembro de 2013 às 16h05

    Claro, tem o rapaz que associa todos os problemas da humanidade a elite branca.

    Luís Carlos

    13 de novembro de 2013 às 18h07

    E tem os que defendem a Globo e a Veja, por exemplo, e dizem que elas fazem jornalismo sem nenhum interesse e ganho.

    francisco.latorre

    13 de novembro de 2013 às 18h35

    https://www.viomundo.com.br/humor/sorria-voce-e-mais-inteligente.html

    ..

    José Ricardo Romero

    13 de novembro de 2013 às 16h18

    Rodrigo, não leio a Veja, mas li a reportagem e não tenho a mesma opinião que você. Ela não é uma crítica de costumes, mas uma exaltação tresloucada, até vingativa para atacar aqueles que criticam as elites, da riqueza irresponsável e fácil, da falta de caráter e da falta de noção de valor das coisas. É uma reportagem que humilha São Paulo e os paulistanos porque leva a pensar que aqui as coisas têm esse padrão idiota de consumo como a desse personagem risível. É fácil dizer que o repórter fez isso de propósito. Num mundo onde cada vez mais se dissolvem as certezas com afirmações opostas sem a mínima reflexão e análise para que os propósitos malévolos possam se impor, enganando a razão e as virtudes, qualquer um pode “duplipensar”. Vale tudo, ao gosto do interesse particular e do discurso fácil desligado do mundo real.

    Mário SF Alves

    13 de novembro de 2013 às 18h24

    Taí, gostei.

    Duplipensar, desconstrução da realidade, crítica descontextualizada, análise unilateral de conjuntura, fim da História, desrespeito à lógica… tudo isso em nome da obliteração do senso crítico.

    Luiz Moreira

    13 de novembro de 2013 às 16h55

    Tens razão, só que esqueceu o DEMOSTENES, o REI DO CANGAÇO de gravata. E tem vários deste, na tua DIREITOSA asquerosa. Não esqueça que ela, na ESPANHA, é representada pelo canalha do FRANCO, O REI do GARROTE VIL. Sabe o que é isto? Leia então!! Ou vais perder o LEME?

    Gustavo

    13 de novembro de 2013 às 18h57

    Rodrigo, infelizmente, eu li sim a reportagem do “rei do camarote”. E, em nenhum momento, tive a impressão de que aquela reportagem era uma crítica aos hábitos endinheirados paulistanos. Pelo contrário, o texto enaltece e da ampla visibilidade para comportamentos fúteis. Se a intenção da reportagem era ridicularizar e criticar os costumes desse pessoal deveria ter sido mais direta, pois não é a primeira vez que a Veja faz matérias de gente esbanjando o luxo e torrando dinheiro que nem agua.

    Narr

    13 de novembro de 2013 às 19h57

    Na realidade, a onda de indignação moral que varreu o país de esquerda apenas corroborou a principal tese da revista: existem pessoas que merecem ser ricas e outras que não merecem.
    E o corolário utilitarista: a riqueza de um indivíduo deve proporcionar felicidade ao maior número de pessoas.
    É discutível se o único móvel para o pensamento/práxis de esquerda seja a inveja. Todavia, não há dúvida de que milhões aderem à esquerda por ressentimento: “por que ele e não eu?”
    Existe um tipo de acordo implícito que sustenta relações sociais hierárquicas: o reconhecimento da suposta igualdade das dignidades. O ingênuo rei do camarote ignorou este acordo e revelou nos subalternos o sentimento que não ousa dizer o próprio nome: a inveja.
    Se em vez de champagne Krug, o camarada torrar na compra, digamos, da temporada em Bayreuth, então OK? Sejam ricos, contanto que tenham bom gosto?

    Tiago Tobias

    14 de novembro de 2013 às 03h25

    Rodrigo, se este blog não lhe agrada, por que diabos você o acessa? Você é maluco?

    Rodrigo Leme

    14 de novembro de 2013 às 11h50

    Alguma vez eu disse que não me agrada?

    Não disse isso nem quando a moderação deixou passar um comentário de assessor de vereador petista mandando eu procurar “meu cafetão”…


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