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Adrián Fanjul e as sinfonias para a brutalidade e o retrocesso democrático: FHC, um coronel Telhada uspiano?
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Adrián Fanjul e as sinfonias para a brutalidade e o retrocesso democrático: FHC, um coronel Telhada uspiano?


02/11/2015 - 00h30

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FHC, um Telhada uspiano?

SINFONIAS PARA A BRUTALIDADE

Adrián Pablo Fanjul, especial para o Viomundo

Hoje leio em O Estado de São Paulo a enésima coluna golpista de Fernando Henrique Cardoso, com o título “Por uma agenda nacional”.

Desta vez, não apenas indica como deve ser a saída da presidenta eleita, mas desce o programa inteiro para o novo governo que deve assumir no seu lugar.

Vale a pena parar um instante sobre alguns detalhes do seu dispositivo discursivo, diga-se de passagem, nada sofisticado.

Cardoso não começa falando de política, mas da sua própria vida social e cultural. Conta que acaba de voltar de Berlim, onde assistiu à execução de duas sinfonias de Beethoven, na Filarmônica, a cargo de um grande regente, e o quanto isso o confortou.

Dado que a informação não tem qualquer relação temática com o resto do texto, mas inicia a coluna, deve entender-se como apenas a “captatio benevolentiae”, momento de atrair corações e mentes para o que lhe segue. E como tal, diz muita coisa.

Se for para pensar em viagens ao exterior, a maior parte da base eleitoral de FHC e seu partido provavelmente estejam mais preocupados com não poder ir a Maimi, Cancun ou como muito, Dubai, e não tenham cogitado investir em chegar a Berlim para ouvir um concerto desses.

Por isso mesmo, provavelmente não façam o simples raciocínio de que muitos, mas muitíssimos brasileiros podem baixar por Youtube e escutar, inclusive com boa amplificação, se reunirem uma mínima infraestrutura, a bela sessão que assistiu o ex-presidente.

Menos ainda imaginam que, graças ao trabalho de professores e estudantes e a uma certa diminuição da desigualdade social, a mesma sessão ou outras semelhantes possam já ter sido escutadas em salas da periferia das nossas cidades, e ainda aprofundadas com instrutivas explicações dadas por quem trabalha em projetos de extensão.

Talvez, por que não, em alguma dessas escolas “ociosas” que o partido do colunista viajante está tentando fechar em São Paulo e no Paraná.

Se nada disso passa pelas hipóteses desses leitores, o efeito pavão está conseguido: Fernando Henrique, o culto, assistiu à sessão de gala e teve que voltar a este imerecido chão para nos falar das “agruras” da política. Escutemo-lo, ele sabe.

Na coluna, FHC reitera que a presidenta Rousseff deve ter a “grandeza” de renunciar (é a terceira vez que o diz), e imediatamente propõe “cinco ou seis pontos fundamentais” para sair da crise.

Nada de impostos às grandes fortunas, que no Brasil são ridiculamente baixos. Nem uma palavra sobre os lucros escandalosos dos banqueiros, quem ganha tem que continuar ganhando.

As propostas são aumentar a idade mínima de aposentadoria, reduzir o gasto público e precarizar mais o trabalho assalariado “mesmo a despeito do legislado”.

Esses são os componentes concretos da “agenda”, mais algumas formulações já rituais sobre “credibilidade das instituições políticas”.

E parece que não contente com fazer um plano de governo para o Brasil, Cardoso está fazendo propostas para a Argentina.

Segundo a Folha de São Paulo também de hoje, ele foi opinar sobre o governo argentino atual como “desastroso”, torcer pelo candidato opositor (Macri) e recomendar a ele que “tem que vencer o preconceito de que pertence a uma classe alta, não com palavras, mas com gestos de aproximação com pessoas de todos os tipos”.

Se tivesse, quanto menos, se dado ao trabalho de averiguar algo mais sobre “seu” candidato, FHC não teria produzido esse conselho descabido. Macri foi durante anos presidente do clube Boca Juniors, o mais popular da Argentina, e não precisa, portanto, que logo o tucano ele vá lhe ensinar a parecer “povo”.

Mas o que chama a atenção é um contraste: que para atrair o público argentino Cardoso recomende “modéstia”, mas para obnubilar o leitor do Estadão se valha do pavoneio atrasado de contar que ouviu música erudita na Alemanha.

Isso me lembra um belo estudo de Gulhermo O´Donnell [1] que, comparando os modos discursivos de ratificação da distância social na Argentina e no Brasil, observava, na Argentina, gestos de encurtamento dessa distância que, sem deixar de ratificar a diferença existente, atuam como traços de uma formação social historicamente menos desigual.

O´Donnell resumia esses gestos no clisé coloquial “Y a mí qué me importa?” (extensível, segundo o mesmo cientista, como “Y a mí qué m…. me importa?”).

Acontece que a sociedade brasileira também mudou um pouco, e a anacrônica tentativa de esnobar por ter ido a um concerto só funciona com quem não para um minuto a pensar. Por isso, meu convite é a um sonoro e mercosulino  “Então você foi a Berlim? Descobriu Beethoven? Y a mí qué m… me importa?”.

O que pode importar que Cardoso escute Beethoven (em Berlim ou na casa dele) se seus vereadores, em Campinas, votam pelo repúdio a Simone de Beauvoir, que parece que era “do mil e trocentos”?

Dá para associar com algum tipo de mérito ou de hierarquia no campo cultural projetos de lei como o “escola sem partido”, de autoria de deputados do partido de FHC?

A qual refinamento cultural corresponde a aliança com o fundamentalismo religioso em tantos espaços legislativos para restringir direitos elementares?

E é, acaso, de um alto padrão civilizatório ter deputados que se autodenominam “bancada da bala”, que se vangloriam de quantos mataram, e ainda nomear um deles para presidir uma comissão de direitos humanos, como faz o partido de Cardoso em São Paulo?

Não está na hora, por esses e por tantos motivos, de os setores progressistas deixarem de ver nesse senhor um “aristocrata” (com ou sem empatia com o termo) e comecem a ver como um dos coronéis da brutalidade, do retrocesso cultural, educacional e democrático?

Citar música erudita não resolve, nem sequer indo à Filarmônica de Berlim. Recomendaria aos que, diante da “alta cultura” de FHC, pressupõem que deve “saber o que é bom” para o país e o mundo, ler o livro Efeito Beethoven. Complexidade e valor na música de tradição popular, de Diego Fischerman [2].

Talvez desse modo entenderiam que, ao serem postas como artefato retórico, as sinfonias recuam ao lugar de música de uso, não se diferenciando a cena de escuta na Filarmônica da de uma telenovela ou de um reality, gêneros sem dúvida muito mais adequados ao projeto cultural que pode acompanhar a “agenda” do Estadão e de FHC.

[1] O’ DONNELL, G. (1984) “¿Y a mí, que me importa?” Notas sobre sociabilidad y política en Argentina y en Brasil. Kellog Institute. Working paper 9.

[2] Buenos Aires: Paidós, 2013.

Adrián Pablo Fanjul, professor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, que não se explica como um vulgar golpista declarado continua sendo professor emérito da casa.

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Por Laurindo Lalo Leal Filho



48 comentários

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Urbano

04 de novembro de 2015 às 15h58

Um coroné telhado; e sem ser papai noé…

Responder

Nelson

03 de novembro de 2015 às 22h31

“Se de um lado a direita estribucha e não tem lideranças confiáveis, incluindo o PSDB e o PMDB, do outro lado temos o estado brasileiro completamente aparelhado pelo PT, com seus quadros ideológicos fincados em pontos chaves dos três poderes, preparando o pulo do gato para implantação do socialismo tupiniquim bolivariano venezuelano”

Desde que surgiu, há uns 500 anos, o capitalismo nunca esteve tão dominante quanto em nossa época. Não há, praticamente, espaço algum do planeta onde este sistema econômico/produtivo não tenha se expandido. E o Sr Mendonça se pelando de medo de que o socialismo venezuelano invada nosso país e nos escravize.

Que escuridão, amigo! Por favor, deem uma luz para que este cara enxergue um pouco do que está, realmente, se passando no nosso país e no planeta.

Tão dominado que está pela propaganda, que o Sr Mendonça acredita que o PT tem os três poderes sob controle, quando é exatamente o contrário que está a acontecer. É a direita tá no controle desses aparatos, meu chapa. Por isso mesmo é que emparedou o PT e seus governos.

Responder

Wladimir

03 de novembro de 2015 às 19h04

Já dizia o Filósofo Grego Antístenes em 400 a.C. sobre FHC: “A inveja consome o invejoso como a ferrugem, o ferro”

Responder

Urbano

03 de novembro de 2015 às 18h37

Denunciar a quem, se quem está mandando e desmandando sãos os quatro poderes bandidos da oposição ao Brasil???

Responder

    Urbano

    03 de novembro de 2015 às 18h48

    Será que os três Poderes Republicanos do Brasil já foram avisados que a tolerância é para a democracia ordeira, honesta e universal, e não para o fascismo dos bandidos da oposição ao Brasil, apenas com ares de democracia de cabaré?

Luis

03 de novembro de 2015 às 16h58

D E T O N O U geral. Coloque esse infeliz no lugar dele. O presidente que vendeu o Brasil por centavos de dólar. Ou seja, deveria ser um pária dessa nação. Qualquer pessoa minimamente informada sabe o que esse traste significou e significa para o nosso país. Até entendo o PSDB querer reerguê-lo, a total falta de carisma do FHC e dos demais políticos desse partido forçam esse traste voltar a ativa. A pergunta que se deve é a última
“Universidade de São Paulo, que não se explica como um vulgar golpista declarado continua sendo professor emérito da casa.” Ele envergonha os quadro dessa Universidade que já teve entre outros brilhantes professores Florestan Fernandes.

Como diria Vinícius e Moraes “Que fossa em meu chapa, que fossa”, aplicando-se ao dondoca…
“Que foça em meu chapa, que foça”

Responder

FrancoAtirador

03 de novembro de 2015 às 16h18

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Só haverá Redistribuição de Renda
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se os Ricaços pagarem Impostos
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e se os Pobres deixarem de pagar.
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Isso a Plutocracia jamais aceitará.
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Responder

Bacellar

03 de novembro de 2015 às 14h21

Fiquei embasbacado lendo na Piauí (que alias anda caidinha hein…) uns trechos do tal diário ao perceber que sobre Carajás o que atormentava mais Don Fernando era a má repercussão na imprensa para o coitado do governador do Pará.

Responder

Nelson

03 de novembro de 2015 às 13h18

Millôr Fernandes – este sim, um gênio – sobre “ociólogo” Fernando Henrique Cardoso:

“FHC é superlativo de PHD”

Responder

roselvett teixeira

03 de novembro de 2015 às 09h35

eu ja acendi as velas para o fhc ele ja morreu de inveja do lulala. tenho dito

Responder

roselvett teixeira

03 de novembro de 2015 às 09h17

ja acendi uma vela para o falecido fhc ele morreu de inveja do lulala, falei

Responder

Sérgio

03 de novembro de 2015 às 03h28

Deixem o esclerosado em paz ouvindo Beethoven sossegado. Parem de perseguir esse senhor do bem. Qual o problema de morar aqui:
http://br29.com.br/o-unico-professor-no-mundo-que-possui-um-apartamento-de-11-milhoes-de-euros/

Responder

Francis Lopes de Mendonça

02 de novembro de 2015 às 23h56

A situação está para lá de séria.Tanto corremos o risco de um golpe da Direita, como estamos correndo um risco de um golpe da Esquerda. Se de um lado a direita estribucha e não tem lideranças confiáveis, incluindo o PSDB e o PMDB, do outro lado temos o estado brasileiro completamente aparelhado pelo PT, com seus quadros ideológicos fincados em pontos chaves dos três poderes, preparando o pulo do gato para implantação do socialismo tupiniquim bolivariano venezuelano. Realmente, não dá para saber o que é pior: se uma ditadura da Direita ou se uma ditadura da Esquerda.Porque Democracia mesmo nenhuma dessas ideologias praticam.Vai valer a Lei do Silêncio, das prisões arbitrárias, do medo, da incerteza, da morte e de certo mesmo só a falta de liberdade. Tenho dito!

Responder

FrancoAtirador

02 de novembro de 2015 às 22h20

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Se Abraham Lincoln houvesse sido Presidente do Brasil não seria Assassinado,
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mas, após deixar o Executivo, seria Perseguido pela Justiça e Preso na Papuda,
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por haver Unificado o País, realizado a Reforma Agrária e Abolido a Escravatura.
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Já G. W. Bush, se Presidisse a República, estaria na Academia Brasileira de Letras.
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Responder

abolicionista

02 de novembro de 2015 às 19h52

Esse é um monstro defensor de assassinos, torturadores e estupradores que engrossam as fileiras de seu partido fascista e anti-democrático. Tucano nasce pela cloaca. Se no nosso país houvesse democracia e princípios republicanos essa gente já teria sido enforcada em praça pública.

Responder

    Lukas

    02 de novembro de 2015 às 22h16

    Abolicionista, volte a tomar seus remédios. É um dos branquinhos pela manhã e um amarelinho na hora de dormir.

    abolicionista

    03 de novembro de 2015 às 00h41

    Vai lamber botas de general, defensor de estuprador. Conheço sua laia.

FrancoAtirador

02 de novembro de 2015 às 19h18

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“A Veja não é mais Fascista, é Nazista”
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E, atualmente, também não é a Única.
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(http://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/a-veja-nao-e-mais-fascista-e-nazista-defende-cientista-social)
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Responder

FrancoAtirador

02 de novembro de 2015 às 18h40

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Enquanto estiver em Operação a Rede Jabá de Comunicação
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do Governo do PSDB no Estado de São Paulo, o PT se ferrará.
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Responder

    FrancoAtirador

    02 de novembro de 2015 às 18h49

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    Se Governantes, Parlamentares e Lideranças Petistas, especialmente de São Paulo,
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    tivessem um Mínimo de Altivez, não dariam Entrevistas nem escreveriam Artigos
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    nos Veículos de Comunicação da Mídia-Empresa UltraLiberal Fascista e Corrupta.
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    FrancoAtirador

    03 de novembro de 2015 às 10h30

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    Cadê o Candidato do PSol em São Paulo?
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    O único segmento em que Russomanno não lidera
    é o dos eleitores mais ricos,
    com renda acima de dez salários mínimos.
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    Nesse grupo minoritário (11% da amostra),
    Haddad surge na dianteira com 23% em seu melhor cenário
    ante 16% de Russomanno e 15% de Andrea Matarazzo.
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    (http://www1.folha.uol.com.br/poder/2015/11/1701425-russomanno-lidera-isolado-disputa-pela-prefeitura-de-sp-diz-datafolha.shtml)
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Euler

02 de novembro de 2015 às 18h26

Perguntinha simples: este indivíduo ainda vive? Pelo visto anda gastando nas metrópoles imperiais as sobras das generosas gorjetas recebidas dos donos da Casa Grande pelos generosíssimos serviços prestados. Após quebrar o Brasil três vezes e entregar o patrimônio líquido das estatais brasileiras para grupos de rapina, esta pessoa ainda tem a cara de pau de arrotar receitas para as crises.

De uma certa forma, convenhamos, o atual mandato da presidenta está tão aquém do esperado que abre até brecha para que defuntos políticos pronunciem em voz alta. O pedido de renúncia da presidenta Dilma, de uma certa forma, chega a soar como alívio para setores do governo, do próprio PT, que não demonstram qualquer interesse em governar. Por incompetência, ou por traição. É bom essas pessoas saberem que o PT e as expectativas criadas junto ao povão não pertencem aos ministros ou mesmo aos militantes desse partido. Toda a esquerda e os movimentos sociais estão sendo detonados. Por isso as pessoas não acreditam quando o governo adere a ajustes neoliberais, ou quando o ministro da justiça finge que nada está acontecendo com a PF e o MPF, ambos ligados ao processo golpista em curso no Brasil.

Em parte, o texto desse egocêntrico e ultra vaidoso ex-presidente de triste memória se justifica pela ausência de governo. Todos nós, que não fomos lobotomizados pela mídia golpista, sabemos que um governo que viesse com a derrubada da presidenta Dilma – por renúncia ou impeachment – traria um grande retrocesso para os trabalhadores e para a democracia, enfim. Mas, ao mesmo tempo, e este é o nosso dilema, manter este governo sem governar também não é uma boa para ninguém.

As piores medidas contra as conquistas dos últimos 100 anos de luta do nosso povo estão sendo aprovadas no congresso em parte pela falta de liderança do governo, que foi eleito para governar, para usar os poderes que detém, para convocar o povo brasileiro para resistir aos golpes. Mas, para isso é preciso ter políticas que atendam as demandas dos de baixo, e não mais choques neoliberais, aumentos de juros, desinvestimento da Petrobras, enfim, o ideário neoliberal que combina desemprego, salário arrochado e recessão. Ninguém – a não ser a militância organizada – sairá às ruas para defender um governo que não luta pelo seu povo.

Por isso, Lula, Dilma, PT e seus ministros de estado, vocês são responsáveis sim em grande parte pela ressurreição de figuras como FHC e seus pupilos, que já deveriam estar enterradas politicamente. E justamente neste dia 02 de novembro, deveríamos acender uma vela para ele, para que ele e seus seguidores jamais pudessem sonhar com a possibilidade de retornar ao governo central.

Responder

    Simone

    02 de novembro de 2015 às 23h26

    Excelente comentário!

amauri henrique da silva

02 de novembro de 2015 às 18h21

Não por acaso esta semana o partido ( este sim) mais corrupto do Brasil , o pmbd fez pronunciamento identico em nota oficial , tenho certeza que se o golpe se configurase o modomo de Dracula ( Michel temer ) se debandaria para o lado de Fhc e sua camarilha em dois minutos !

Responder

Nelson

02 de novembro de 2015 às 18h21

O PT deveria ter feito uma devassa, verdadeira, nas privatizações feitas pelos dois governos dos tucanos, para expor o tamanho dos crimes por eles perpetrados contra o povo brasileiro.

Tivesse feito isso, FHC e seus asseclas estariam presos por tempo indeterminado, quiçá pendurados em praça pública como deveria ser o destino dos vende-pátrias.

Em tempo. Sou contrário à pena de morte, mas, quando lembro dos crimes dos tucanos, tenho uma recaída – só passageira, felizmente – e acabo admitindo-a.

No entanto, os petistas também fizeram suas privatizações, ou concessões, como gostam de chamá-las.

No entanto, também, os petistas, mesmo com a tremenda afronta à democracia representada pelos dois mandatos de FHC, ainda têm a coragem de afirmar que “O PT e o PSDB têm muito a contribuir com a democracia brasileira” (Aloisio Mercadante).

Lamentável.

Responder

José Carlos Vieira Filho

02 de novembro de 2015 às 18h11

Se ainda é preciso enunciar a ratazana, é que estamos muy malo, pobrecitos.

Responder

    José Carlos Vieira Filho

    02 de novembro de 2015 às 18h12

    correção: denunciar.

s. aral

02 de novembro de 2015 às 18h05

Já comprendi. O PSDB esta fazendo oposição e criando este impasse para o Brasil, para dar espaço para FHC dizer tanta bobagem. Ele estava sumido e até envergonhado, Mas agora ( no meio de uma crise, e ele sente muito bem dentro de crises) ele tem espaço para falar como ele estava bem na Europa, e como é triste viver num país que sobre ele não tem boas lembranças apenas uma vaga memória. Callate!!! caballero de triste figura.

Responder

JoãoP

02 de novembro de 2015 às 17h42

Esse entreguista e traidor tem de ser desmascarado! Obrigado, prof. Adrián.

Responder

FrancoAtirador

02 de novembro de 2015 às 16h26

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O RAFEIRO-MOR DO PSDB
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(http://imgur.com/4aDY0tD)
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Responder

italo

02 de novembro de 2015 às 16h06

Momento ético: O Príncipe da privataria, nunca investigada, faz uso da empresa de comunicação que consta da lista do HSBC para comunicar, ao povo que não é bobo, o que a Dilma deve fazer para eles retomarem a Presidência.

Responder

FrancoAtirador

02 de novembro de 2015 às 15h50

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Globo & The Economist planejando o Futuro do braZil.
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(http://g1.globo.com/globo-news/noticia/2015/10/globonews-fecha-parceria-com-economist-no-forum-brazil-summit.html)
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A Monica foi Escalada pra dar Coelhadas nos Petistas:
(https://youtu.be/hu4AHvMETCw?t=779)
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E o Moro pra fazer Pré-Julgamentos dos Investigados:
(https://youtu.be/hu4AHvMETCw?t=869)
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Curiosidade
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Será que ainda resta ao menos um Parlamentar Petista,
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com um Mínimo de Brio, para responder tais Acusações?
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Responder

Julio Silveira

02 de novembro de 2015 às 15h29

Francamente, para mim o mundo está de pernas pro ar. Por que pior que ver esse governo conservador que a Dilma faz, ruim, teimoso, terceirizado, é ter que aguentar Fernando Henrique, o entreguista, pregar sobre renuncia ou qualquer coisa parecida, com a cara de pau que a mídia corporativa lhe empresta.
Fala sério, a quantos será que ele acredita sinceramente que engana. Só por que tem parceiros não significa que engana alguém.

Responder

Helbert Fagundes

02 de novembro de 2015 às 15h27

Boa tarde,

é, fazer igual a FHC! separar verbo com vírgula, começar falando nada e dá minha proposta de agenda que é a seguinte: poderia voltar a escravidão no Brasil, cada rico poderia ter em coleira dois pretinhos, e esses só poderá dirigir a ao senhor como senhorzinho, toda brasileira tem que ser puta ( promotor), toda mulher tem direito a uma surra sem saber porque, a cocaína tem que tá liberada nos helicópteros, não pode ir a cuba ou Venezuela e por ultimo, toda filha primogênita teria quer perder a virgindade para o TIO SAN. Essa e uma agenda válida para a classe pensante brasileira! Pede para o seus Ícone pensante FHC por essas proposta para votação no congresso!!

Responder

Mauricio Gomes

02 de novembro de 2015 às 15h01

Concordo com os demais, se for para mostrar esse verme desprezível e vaidoso que seja ridicularizando-o por ser exatamente o que é. A saber, um pseudo-intelectual que mandou esquecerem o que tinha escrito e que hoje tenta fazerem os tolos lembrarem de alguma coisa boa que nunca fez. Aliás, bem que hoje o dia podia ser dedicado a esse morto-vivo da política que se corrói de tanta inveja que sente do Lula.

Responder

Francisco de Assis

02 de novembro de 2015 às 14h01

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Última viagem a Berlim para assistir à execução de duas sinfonias de Beethoven? Antecipação da publicação das memórias, com masturbação pública e exibição de auto-elogios? Ataques contínuos, canalhas e covardes, a Lula e Dilma na imprensa golpista, onde não existe direito de resposta? Dezenas de colunas e entrevistas diárias, sem parar?
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A verborréia gordurosa do VELHACO FHC nos últimos dias ultrapassou à larga todos os seus recordes anteriores. Passa até a impressão que O VELHACO possa estar com alguma doença terminal e queira aproveitar o tempo que resta para soltar toda a sua gosma podre contra os trabalhadores.
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Que desespero do VELHACO. Cruz credo!

Responder

Vargas

02 de novembro de 2015 às 13h17

Parabéns ao FHC pelo seu dia!

Responder

    Nelson

    02 de novembro de 2015 às 22h42

    Tirada genial, Vargas. Parabéns!

    Pena que a realidade seja outra. Ele poderia e deveria estar morto quanto à credibilidade perante o povo brasileiro, mas não está. Ainda existe uma montoeira de brasileiros a acreditarem que ele e seu Plano Real salvaram o país. A acreditarem que Lula só fez o que fez, porque FHC organizou a economia.

    Tivemos muitos governos corruptos e deletérios; podres, em suma. Porém, creio que o de FHC superou a todos com larga folga.

Dilma Coelho

02 de novembro de 2015 às 12h21

Seria possível vocês esquecerem de dar tanto espaço para este energúmeno, transtornado que não tem consciência de suas limitações. Que é usado por um jornal cretino para irritar os de maior bom senso.
Não toleromais tentar ler os blogs de esquerda e encontrar imagens de criaturas que deveriam esta fora daqui.

Responder

Bernardo

02 de novembro de 2015 às 11h27

Penso que estão dando muito espaço a esse ex presidente, inclusive nos blogs. Ele quer é isso; holofotes para iluminar sua vaidade. Vamos pensar em assuntos mais sérios?

Responder

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O livro analisa atuação dos meios de comunicação e traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.