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22 governadores driblam Bolsonaro e assumem ação nacional para enfrentar a pandemia; veja quem não aderiu
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22 governadores driblam Bolsonaro e assumem ação nacional para enfrentar a pandemia; veja quem não aderiu


07/03/2021 - 23h12

Da Redação

Os governadores do Piauí, Paraíba, Bahia, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso, São Paulo, Pará, Distrito Federal, Alagoas, Minas Gerais, Ceará, Sergipe, Goiás, Maranhão, Amazonas, Paraná, Espírito Santo e Rio de Janeiro concordaram.

É preciso uma ação nacional para enfrentar a pandemia de coronavírus.

O comportamento do presidente Jair Bolsonaro está despertando a desconfiança de que o ocupante do Planalto aposta no caos para adotar medidas autoritárias, diante da combinação de caos econômico e sanitário.

Em entrevista ao Viomundo, o economista Márcio Pochmann falou em estado de sítio ainda este ano.

Na sexta-feira, 5 de março, o Jornal Nacional expôs as decisões contraditórias do governo federal que desorganizaram o Plano Nacional de Imunizações, por falta de vacinas.

O Brasil sempre foi exemplo de capacidade de fazer campanhas de grande rapidez e alcance no passado.

Agora, o Planalto, governadores e prefeitos batem cabeça.

Por enquanto, cinco estados não aderiram ao pacto: Mato Grosso do Sul, Tocantins, Rondônia, Acre e Roraima, respectivamente Reinaldo Azambuja (PSDB), Mauro Carlesse (DEM), Coronel Marcos Rocha (PSL), Gladson Cameli (PP) e Antonio Denarium (PSL).

Formado pela Frente Nacional de Municípios, um consórcio batizado de Conectar já recebeu a adesão de 1.703 prefeitos para comprar vacinas por contra própria.

O Brasil ultrapassou os Estados Unidos em número de casos diários, 69.609 contra 56.606.

A média móvel de mortes deste domingo no país bateu novo recorde, de 1.497, a maior desde o início da pandemia.

O Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) vai assessorar os governadores sobre medidas a serem adotadas.

O Brasil dispõe, hoje, de lotes limitados de vacinas da CoronaVac e da AstraZeneca, obtidos a partir de insumos produzidos na China.

A fábrica do Butantan para produzir vacinas em massa, já com insumos feitos aqui mesmo, só começa a funcionar em dezembro.

Já a fábrica nacionalizada da Fiocruz em Manguinhos, já independente de insumos importados, começa a funcionar no segundo semestre.

O grande temor, além do colapso sanitário que já afeta UTIs em vários estados, é que a vacinação demore tanto no Brasil que dê tempo ao surgimento de outras variantes com maior capacidade de infecção e que causem covid com mais gravidade em pacientes mais jovens.

Já existem indícios de que isso está acontecendo.

O Brasil já experimentou falta de insumos básicos como equipamento de proteção pessoal, máscaras adequadas, oxigênio para intubados e anestésicos para o processo de intubação.

O Conselho Federal de Medicina tem um memorial para 551 médicos mortos pela covid 19 no Brasil e o Conselho Federal de Enfermagem estima que até janeiro 500 enfermeiras, técnicos, auxiliares de enfermagem e obstetrizes faleceram por causa da doença.

O Washington Post e o New York Times já publicaram artigos alertando sobre como a pandemia no Brasil pode se tornar um problema mundial.





3 comentários

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MIGUEL ARAUJO DE MATOS

08 de março de 2021 às 13h22

Cada vez que leio que o Butantan e a Fiocruz vão entregar milhões de doses das vacinas ao Ministério da Saúde, fico mais apreensivo do que esperançoso de que a vacinação será agilizada, pois já é óbvio que o genocida e seu pseudp-ministro trabalham para prolongar ao máximo a duração da pandemia no Brasil.

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Zé Maria

08 de março de 2021 às 00h38

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22 Governadores estão Engajados contra o COVIDÃO-17,
todos os 9 do Nordeste, os 4 do Sudeste, os 3 do Sul,
a Maioria dos do Centro-Oeste e alguns dos do Norte.
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Nave filho

08 de março de 2021 às 00h14

Qdo o cara não sabe delegar, não confia no secretário ou ministro, isso a coisa certa a fazer. assumir a coordenação.
Desconfio que o Bozo não sabe fazer nada que exija administração de empresas, de gestão etc. Tava na cara que isso iria acontecer. Bozo tem medo que um ministro da saúde-médico se destaque e roube a vaga dele. Qdo o cara vai entulhando o serviço num canto do escritório é pq ele não sabe fazer. Quem sabe faz e sabe delegar.
Tem que ver se ele não vai boicotar os governadores.

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