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Líbia: A exposição pública da hipocrisia ocidental
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Líbia: A exposição pública da hipocrisia ocidental


12/03/2011 - 13h41

por Manuela Azenha

Na segunda parte da entrevista de Reginaldo Nasser, mestre em Ciência Política pela UNICAMP e doutor em Ciências Sociais pela PUC (SP), o professor fala da hipocrisia explícita dos Estados Unidos e de países europeus em relação aos ditadores da África e do Oriente Médio e sobre possíveis formatos de uma intervenção militar (Haiti?).

E, atentem, prevê que as revoluções árabes vão provocar mudanças nas lideranças de Israel e dos territórios palestinos, se não imediatamente, a médio prazo.

Manuela– E porque o senhor acha que a comunidade internacional demorou tanto para se posicionar e de uma hora para outra, os Estados Unidos passaram a crucificar o Gadaffi abertamente? O que tem em jogo e quem sai ganhando com isso?

Reginaldo Nasser
– Na verdade, a chamada comunidade internacional não é uma comunidade: são os Estados Unidos, a Inglaterra, a França, tal.  O Mubarak foi aceito por eles há muito tempo e o Gadaffi adotaram recentemente, desde 2003.  Essa reintrodução do Gadaffi na comunidade internacional foi feita num acordo muito bom para as duas partes. As reservas de petróleo da Líbia tornaram-se cada vez mais exploradas, pela Shell, BP, Exxon, etc. O Gadaffi declarou que estava suspendendo toda e qualquer forma de produção de armas de destruição em massa, que é uma obsessão dos Estados Unidos. O Huffington Post mostrou o lobby pró-Líbia dentro do Congresso americano, um lobby que já existia antes da suspensão. Um lobby que envolve petróleo, indústria de armas e universidades.

Manuel–Universidades?

Nasser – Sim, não sei se você viu, com os Estados Unidos e com a Inglaterra.  O filho do Gadaffi deu 1 milhão e meio para a London School of Economics, estudou e defendeu doutorado. Fundou um centro de estudos sobre democracia e governança. Não sei se é para rir ou chorar. Agora a London School está devolvendo o dinheiro e falando que foi plágio. Eles relatam visitas de intelectuais à Líbia, o Gadaffinho democrata. Tudo tranqüilo. O Gadaffi vendeu que é inimigo do [Osama] bin Laden e é verdade. É uma outra briga. Teve casos dele entregar terroristas para a CIA. Supostos terroristas. É um aliado. Passou a ser bem recebido na Europa, o outro filho dele tinha um time de futebol na primeira divisão, de Perugia, na Itália. O outro foi jogar com o Kaká. Outro dia eu vi um no show dos Rolling Stones. Isso sabendo que a repressão continuava existindo. Isso é fato. As ONGs divulgando a repressão [na Líbia].

Essa é a política clássica, tradicional, não tem nada de novo.  A ditadura amistosa. Agora, os Estados Unidos estão tentando ser espertos. No popular, cara de pau. Eu me lembro bem a declaração da Hillary Clinton no primeiro dia de revolta no Egito: não é só que o Mubarak era aliado, ele é da família norte-americana. “Ele é da nossa família”. E aí aquela frase muito objetiva: torço para que as coisas se resolvam bem.  E ao longo, a coisa foi crescendo e eles mudaram. E agora na Líbia, mudaram mais rápido por causa do desgaste.  Eles tinham que sair na frente e nesse aspecto eles estão sendo muito espertos. Porque agora já estão aparecendo nas manchetes do jornal que os Estados Unidos são o grande opositor do Gadaffi. O Brasil  e outros países perderam a oportunidade. Estava claro, já nesse momento, que tinha que sair um grupo de países e apoiar os movimentos.

Não tem essa de ficar esperando, relações diplomáticas. Porque é uma questão política, você tem de estar com os líbios, com os egípcios, e não com o Mubarak. E apostar nisso. O Brasil deu aquelas declarações que o Itamaraty sempre dá. Sinto muito.  Aliás, quem teve uma posição muito boa foi o embaixador do Brasil no Egito. Ele foi contundente, falou ao vivo no Jornal Nacional.  Pegou pesado: que estava lá, a repressão que assistia não podia acontecer. Os conservadores americanos já estão falando que têm que fazer como fizeram das outras vezes, na Coreia, nas Filipinas, no Chile, ou seja: quando as ditaduras desgastam, tiram os caras.

Manuela – E como vai ficar a relação dos Estados Unidos com esses países árabes?

Nasser – A relação dos países árabes com os Estados Unidos não vai continuar como era antes, impossível.  Mas também não estarão ausentes. Por exemplo, os militares do Egito com os militares americanos tem uma relação orgânica, não vai romper isso de uma hora para outra.  A posição dos Estados Unidos é essa, como é a da Inglaterra, como é a da França. É sempre assim: agora, na França, o problema era a ministra das relações exteriores, não era o Sarkozy. Chama-se o tradicional bode espiatório. Para eximí-los não só da cumplicidade mas das políticas conjuntas que foram adotadas. Sabe-se que o Gadaffi segurava a leva de imigrantes que ia para a Europa. O Gadaffi era o melhor aliado.

Manuela – Os líbios no leste,  “libertos”, rejeitam explicitamente qualquer intervenção estrangeira. O que eles pedem é que o Conselho de Segurança da ONU monitore uma zona de exclusão aérea. A ONU já condenou as ações de Gadaffi, mas pode-se esperar uma intervenção militar?

Nasser – Eles estão corretíssimos em rejeitar intervenção estrangeira. O Conselho de Segurança da ONU pode votar e autorizar uma intervenção coletiva.  A autorização é do Conselho, mas as tropas são de cada país.  Em todo e qualquer caso, os Estados Unidos aparecem como os que têm mais condições e vontade de se envolver nos conflitos.

Manuela – Mas seria justificável uma intervenção militar?

Nasser – Acredito que não seja justificável mas houve outros fatos que aconteceram. No Haiti, por exemplo.  Não estou dizendo se sou favorável ou não. O que havia no Haiti? Uma instabilidade, um prenúncio de guerra civil. De direito, não existe a idéia de intervenção militar em guerra civil. Você pode fazer os acordos, colocar as partes para conversar, mas não  intervenção. Mas isso já abriu precedentes. Eu diria, com o precedente, pode se justificar como crise humanitária, que é o mais provável. Estão bombardeando civis, existe a questão das migrações, que está atrapalhando a Tunísia, o Egito, está indo para a Europa. Quer dizer, não é um problema interno.

Que foi o caso do Haiti, autorizado pela ONU, na década de 90, na época do Bill Clinton. Então pode autorizar, mas é improvável. Duvido que a Rússia e a China apoiem. Quase impossível porque vai ter veto.  Agora, os Estados Unidos podem agir sozinhos. Ou a OTAN. Aí não passa pela ONU, como foi em Kosovo, que não passou pela  ONU. A OTAN autoriza entre eles, europeus e americanos, para dar um ar de que não é unilateral e pode agir. Mas eu acho improvável. Os neoconservadores americanos estão querendo a intervenção sob o princípio humanitário. O Obama vai sair desgastado, ele está perdido. Qualquer coisa que ele fizer, está perdido.

Manuela – Qual é a implicação dessa instabilidade nos países árabes para Israel?

Nasser – É um desafio interessante.  Acho que vai começar a passar o seguinte recado. Nós reconhecemos o Estado de Israel. Duvido que algum governo na Líbia, no Egito, vai se posicionar negando [o direito] a existência de Israel. Outra coisa é aceitar a política de Israel para os palestinos. Isso vai ser questionado, não tenha dúvida. E isso vai permitir colocar as relações diplomáticas em outro patamar. Tanto é assim que eu vejo, já tem sinais disso, que vai haver mudanças dentro de Israel.

A ascensão de líderes como Netanyahu e Mubarak, depende do ambiente em que eles circulam. O Netanyahu não vai mais saber circular nesse ambiente. Nem o Mubarak, que não dá satisfação a ninguém. Essas discussões vão minimamente para o congresso do Egito, para a opinião púbica. O discurso que deve surgir é: não queremos a destruição de Israel mas também não queremos a cumplicidade de fechar Gaza, por exemplo. Acho que vai acontecer um debate dentro de Israel sobre que tipo de político eles querem para fazer os acordos, as negociações no Oriente Médio. Já sabem que com armas não vai dar. No lado militar da coisa, Israel é o mais poderoso mas o Egito é a décima força militar no mundo. Não é nada desprezível. A situação é complicada mas a guerra é improvável e eu acredito que teremos novas lideranças. O [jornal israelense] Haaretz está colocando isso diariamente.

No começo, Netanyahu  apoiou Mubarak deliberadamente. E nas entrelinhas, todos preocupados com a chamada instabilidade. Estão acostumamos com esse ambiente, o bin Laden, o Ahmadinejad ou o Mubarak e o Gadaffi. O próprio Gadaffi esta falando que é o bin Laden que está incitando a multidão, então todo mundo vivia de criar seus mitos, que são seus inimigos. Sobrevalorizar o poder e o radicalismo da Irmandade Muçulmana… o terrorismo, os atos de terrorismo são ótimos para esse tipo de liderança.

Não tenha duvida, é fácil cuidar disso. Agora, lidar com esse tipo [de política] que vai surgir, é mais difícil, exige um outro tipo de tratamento da política externa, dos acordos, que vai repercutir nos palestinos também.  O Fatah, que está na Autoridade [Palestina], é herança dessa época também, desse tipo de liderança. Acredito que vão começar a questionar o Fatah e o Hamas. No primeiro momento, vai crescer o Hamas, mas eu acho que com o tempo vai aparecer uma outra força com os palestinos. Eles não podem ficar parados entre esses dois polos: Hamas e Fatah. Ou seja, vai haver repercussões internas em todos os países. Discussões políticas, de partidos, de representação, de propostas, é uma verdadeira revolução.





30 comentários

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Pedro Luiz Paredes

14 de março de 2011 às 16h13

Os "rebeldes" estão com medo de que uma intervenção maior do que a exclusão aérea atraia uma situação como a do Iraque pós guerra, e que junto com o poderio militar venham empresas de óleo explorar seu país e ingerir politicamente.
A ONU e Estados Unidos estão enrolando… "menos" pela esperança de que isso aconteça, "mais" para que haja o desencorajamento dos setores insatisfeitos na Arábia Saudita.

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Líbia, intervenção e a ideologia dos direitos humanos

14 de março de 2011 às 14h39

[…] este ponto, o professor Reginaldo Nasser foi certeiro: Na verdade, a chamada comunidade internacional não é uma comunidade: são os Estados Unidos, a […]

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Julio Silveira

13 de março de 2011 às 16h52

O problema dos ditadores é não aceitar a voz das massas e partirem para a repressão, ao invés de retirar-se e dar espaço para a conciliação legal.

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Marat

13 de março de 2011 às 13h48

Enquanto isso, no Egito está em curso uma eleição viciada, na qual será eleito um aliado da "comunidade internacional"…

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Carmem Leporace

13 de março de 2011 às 09h05

""Meu irmão, meu amigo, meu camarada, e meu amado líder perfumado""…

Lula, na Líbia.

qua qua qua qua qua….

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    ornitorrinco risonho

    13 de março de 2011 às 10h23

    qua qua qua qua qua uma pata pateta com caneco pintado com a cara do careca rsrsrsrsrsrsrsrsrsrssrr,este sim uma nulidade absoluta.

Francisco

13 de março de 2011 às 04h45

O que seria dos EEUU se justo agora acontecesse algo como em 1973 (crise do petróleo)?

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SILOÉ

13 de março de 2011 às 01h17

Se os palestinos sacaram a tempo que a estratégia desse jogo além do petróleo, é a faixa de Gaza: Fatah e Ramás se unirão.
Com o apoio do Irã, do Egito e de: entre outros, alguns países da comunidade muçulmana, conseguirão nesse momento de desgaste dos EUA e Israel; impor uma rodada de negociações em defesa da faixa de Gaza, de vital importância para a Palestina.

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Mário SF Alves

13 de março de 2011 às 00h03

Manuela,
Gostei da entrevista. Simples, clara e eficiente. A análise amarra, senão todas, pelo menos grande parte das pontas do problema. Tudo sem nenhuma das tão comuns afetações acadêmicas e sem pedantismo. Um belo serviço!

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Pedro Luiz Paredes

12 de março de 2011 às 23h22

Se analisarmos com imparcialidade qualquer das questões submetidas ao positivismo atual, retrógrado, veremos que as coisas são muito mais simples, tanto quanto nas relações interpessoais, que são refletidas coletivamente.
Esse positivismo não tem envergadura moral para resolver os problemas mais críticos, com coesão, sem recorrer aos princípios naturalistas do Direito.
Primeiro precisamos analisar a situação a nível de pré direito; então a situação de fato; e depois, no sentido do respeito às liberdades sócio-políticas¹, as possíveis, se possíveis, ações.
*¹ No caso de relações interpessoais as liberdades sócio-políticas seriam os direitos individuais já consagrados na teoria (na prática pouco desenvolvidos).
Não é o caso, então falaremos coletivamente.
O pré direito em questão é o da legitimidade.
Sabido que não é necessário território e nem qualquer outro elemento específico se não o humanos para se considerar a existência e legitimidade de uma Nação (para quem não sabe), temos que para existir só é necessário elementos identificadores e individualizadores de uma Nação.
Os próprios elementos que a individualizam e a identificam, sejam quais forem, já bastam paraconsiderar a existência ou coexistência de uma Nação. Isto esta no animo humano de ser considerada como tal.
A pretensão de defesa já é um elemento que ultrapassa essa legitimidade, não se podendo então, contrariar a legitimidade dos "rebeldes" nesse caso.
A partir do momento em que se tem considerada essa legitimidade a Nação é livre para contratar, independentemente de lei ou qualquer outra formalidade.
Quando dessa liberdade de contratar, o pedido de ajuda e defesa à comunidade internacional pelos "rebeldes" e a realização dessa ajuda tem total cumplicidade com os princípios mais nobres do direito, seja o da autodeterminação, da liberdade, da igualdade, etc. Como queiram.
O que esta impedindo a ajuda desses nacionais ("rebeldes") na defesa de seus interesses é justamente a complexidade desgraçada que o direito positivo internacional deu aos mais simples e nobres princípios já citados.
(Tendo analisado resumidamente o pré direito e a situação de fato vamos ao que resta)
As ações que podem ser tomadas devem ter por base esses princípios, não podendo a intervenção militar, ir além dos limites estabelecidos por essa Nação, mesmo que do outro lado tenha um ditador.
Posto a defesa do espaço aéreo e terrestre pela comunidade internacional, sob a conivência espontânea dos titulares desse território, qualquer ato que se insurja contra a integridade de seus representantes ou o prórpio território pode e deve ser considerado como ato de guerra, sendo totalmente legítima a defesa.
Não há guerra civil nesse caso, o que há é a divisão baseada pura e simplesmente na dominação territorial por parte de um líder político já rejeitado pela Nação que um dia o legitimara.
Quanto às pessoas que compõem o território ainda dominado por esse líder, eles tem o mesmo direito.
A situação pode ser analisada como se fossem duas Nações distintas, uma nova e a outra remanescente.
Esse conceito pode gerar estranheza posto que provavelmente só há a conivência da Nação remanescente por medo de represálias violentas do líder no controle concentrado do poderio militar.
No entanto, da mesma forma como aquela nova Nação se livrou, em seu tempo, da antiga cultura política, a Nação remanescente em seu tempo, se quiser, em seu tempo, fará o mesmo.
Minha opinião é a de que faria mais brevemente com a ajuda internacional ao estado vizinho, se valendo das mesmas premissas, na luta pela liberdade e mudança da cultura política.

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luiz pinheiro

12 de março de 2011 às 22h13

O presidente venezuelano Hugo Chávez reiterou neste sábado a advertência de que o governo dos Estados Unidos pretende seguir invadindo outros países com a intenção de apoderar-se das suas riquezas naturais. O líder enfatizou que, apesar da intensa revolta popular, nenhum agente estrangeiro tem o direito de intrometer-se no país árabe.
A solução para a guerra civil “tem que ser pacífica e democrática; a posição do governo estadunidense representa uma ameaça para a soberania da Líbia, porque sua intenção é apoderar-se do petróleo", disse..

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Gustavo Xavier

12 de março de 2011 às 21h45

O povo líbio tem que agradecer à Al Jazeera. Aliás, o povo egípcio também.

Para entender a conjuntura internacional atual, tem que se levar em conta o "fator Al Jazeera". Vejamos:

Se a Al Jazeera não existisse, o governo dos Estados Unidos teria continuado apoiando Mubarak no Egito, como apoiou nos primeiros dias. Teria continuado apoiando, pois a redes de TV norte-americanas, CNN e Fox News, iriam dar pouca importância ao levante do povo egípcio, e iriam deturpar os fatos, dizendo que era "um levante fundamentalista" liderado pela Irmandade Muçulmana.

Se a Al Jazeera não existisse, Mubarak poderia ter massacrado o povo, afogado a rebelião em sangue, e ninguém ficaria sabendo. E o governo dos Estados Unidos teria ficado calado, e continuaria a apoiar Mubarak.

Como a Al Jazeera existe, e mostrou tudo ao vivo, 24 horas por dia, o governo dos Estados Unidos acabou tendo que mudar de posição, devido à pressão da opinião pública mundial.

O mesmo se aplica à Líbia. Nos primeiros dias o governo americano ficou calado. Mas depois que ficou claro que Benghazi e outras cidades do leste haviam sido liberadas, e com a Al Jazeera mostrando tudo, o governo dos EUA acabou se reposicionando rapidamente (afinal, já havia aprendido a lição do Egito) e abandonou seu amigo Kadafi, passando a pedir sua renúncia.

Ou seja, se não existisse Al Jazeera, os EUA estariam apoiando Kadafi, e talvez até cedendo uns aviões para ajudar a massacrar os rebeldes.

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Fernando

12 de março de 2011 às 21h40

Mubarak nunca foi chamado de ditador, ja o kadafi….e a midia local só mostra libia…é para desviar a atenção do que esta acontecendo com os ditadores aliados dos eua

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Antonio Alves

12 de março de 2011 às 21h15

A LIGA dos DITADORES ÁRABES pediram à "comunidade internacional" (EUA e Europa) para que criem uma zona de exclusão aérea.

Os ditadores dos países do norte da África, amigos do tio Sam, continuam livres da pressão "internacional".

Vale tudo por petróleo, a coisa descambou de vez, hipocrisia deslavada, no espaço que seria para o exercício da DIPLOMACIA INTERNACIONAL, a força das armas estão absolutas.

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Almeida Bispo

12 de março de 2011 às 20h32

"Dream it's 'NOT' over!"
Wisconsin se mexe. http://www.youtube.com/watch?v=GXHv7Q5VKGk&fe

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José Ivan

12 de março de 2011 às 20h30

Azenha,

O Metalúrgico da Esperança vai fazer a próxima palestra junto à TV Al Jahzeera. Num futuro próximo, LULA será o político de renome mundial com autoridade constituída para promover a paz possível entre os árabes, os muçulmanos, os judeus, os capitalistas, os socialistas. Ainda em março ele receberá dois prêmios, um na Espanha e outro na Inglaterra vindo de Moscou via Perestróika.

José Ivan Mayer de Aquino
Ação da Cidadania Contra a Fome, a Miséria e Pela Vida

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    Paulo

    12 de março de 2011 às 22h41

    Se tirarem a foto do Lula mijando vai aparecer o José Ivan segurando o saco

    Carmem Leporace

    13 de março de 2011 às 09h04

    Vai aparecer é todo mundo daqui, exceto nós que não somos, PROGRESSISTAS.

    qua qua qua qua…. esse turma não tem opinião própria amigo, é tudo auto enganado, pobres diabos.

RICHARD PEREIRA

12 de março de 2011 às 18h40

É triste ver a hipocrisia do mundo ocidental e da podre mídia comprada e totalmente corrompida pelo dinheiro.

Vejam , o até outro dia MINISTRO DA JUSTIÇA , vejam bem ministro da justiça do KHADAFFI , por muitos e muitos anos , de repente vislumbrou a possibilidade de liderar a rebelião que até hoje não sei se é do povo LÍBIO , ou dos interesses do OCIDENTE e imediatamente passou a ser cultuado como herói, claro com ambições de assumir o cargo mais alto do governo LÍBIO e com o apoio dos U..S.A . e dos macacos europeus que ainda cultuam a inútil política externa americana, pasmem lógicamente com o apoio generalisado da mídia , que com raríssimas excessões é qualquer coisa menos informar o povo do que realmente acontece.

RICHARD PEREIRA

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P A U L O

12 de março de 2011 às 18h07

Assistam ao excelente documentário sobre os 'nazisraelitas',

Difamacao (Defamation) – A Indústria do Antissemtismo – Yoav Shamir.
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embed

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    FrancoAtirador

    12 de março de 2011 às 21h12

    Digite o texto aqui![youtube rCUPXWyE1HY&feature=player_embedded http://www.youtube.com/watch?v=rCUPXWyE1HY&feature=player_embedded youtube]

    betinho2

    13 de março de 2011 às 02h11

    S E N S A C I O N A L
    Como pode uma "nação" manter seu próprio povo chantageado e refém do medo e do ódio, além de alimentar a intolerância entre os povos?

Bruno

12 de março de 2011 às 17h23

Hipocrisia ou não, Gaddhafi tem de cair. Antiimperialista ou não, é um fascínora, como dito acima.

Responder

FrancoAtirador

12 de março de 2011 às 17h06

.
.
Nas entrelinhas dos textos da mídia oligárquica ocidental, eu sempre encontro, de uma forma ou de outra, a seguinte mensagem subliminar:

" Oh, escravo imbecil, plebeu ignorante, não te preocupes em falar, escrever, criticar ou pensar!

O Senhor dos Exércitos Norte-Americano cuidará da tua segurança e te dará a tua cota de vida na proporção que ele entender que tu mereças.

Resigna-te à tua escravidão e ignorância, que o Senhor dos Exércitos Norte-Americano cuidará de todo o resto."
.
.

Responder

Bonifa

12 de março de 2011 às 15h35

Impossível não comentar sobre o jornalista do Estadão capturado na Líbia. Ao chegar a Paris, o rapaz não parecia um correspondente de guerra. Parecia mais com um surfista, deportado de algum país asiático depois de levar cinqüenta chibatas por haver sido flagrado fumando umzinho. Um correspondente de guerra se queixando de que os soldados que o prenderam gritaram com ele? O que Rubem Braga diria sobre isso? É bom lembrar ao Estadão que quando a guerra esquentar na Arábia Saudita, não mande para lá este rapaz. Como o Lula não se abraçou com o Rei Abdula, é muito provável que ele volte de lá com algum membro decepado.

Responder

David R. da Silva

12 de março de 2011 às 15h34

Uma coisa está certa: O Bicho tá Pegando Geral pra cima de Tio Sam. de Belo Horizonte.

Responder

ZePovinho

12 de março de 2011 às 14h12

Daniel Ellsberg,precursor do WikiLeaks com os Pentagon Papers,continua na luta:
http://redecastorphoto.blogspot.com/2011/03/vergo

A vergonhosa violência contra Bradley Manning

“Ou o presidente Obama sabe de tudo, ou é hora de assumir, como sua, essa vergonha”

11/3/20011, Daniel Ellsberg, Guardian, UK
This shameful abuse of Bradley Manning
Traduzido pelo Coletivo da Vila Vudu

[youtube o4xU-Lo3crI http://www.youtube.com/watch?v=o4xU-Lo3crI youtube]

Responder

Luis

12 de março de 2011 às 14h02

Acho que o K ou Ghadafi , o Saddam, o Mubarak etc são do time dos facínoras. Que se articulam com times de canalhas como Corbatchov,Putin e outros.
Mas que a Europa ao deixar de reconhecer o facínora líbio como chefe de estado é uma grande piada, isso é.
Porque não declaram a vacância da presidência francesa em função das sublevações na periferia de Paris?
Ou do governo da Arabia Saudita? Ou de Israel, pela matança de Palestinos e Libaneses?

Responder

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