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Diário da Resistência


Eldorado dos Carajás: “A sequela física é horrível, mas a psicológica é muito maior”
Foto J. R. Ripper/site do MST
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Eldorado dos Carajás: “A sequela física é horrível, mas a psicológica é muito maior”


23/04/2011 - 02h16

por Manuela Azenha, em Eldorado dos Carajás (PA)

A repórter Manuela Azenha esteve recentemente em Eldorado dos Carajás, no Pará, para uma série de reportagens sobre a herança deixada por um dos incidentes mais brutais da disputa pela terra no Brasil.

A seguir, o primeiro de uma série de relatos:

Era semana de festa no assentamento 17 de abril. Ainda que para homenagear as vítimas do massacre de Eldorado dos Carajás, um dos episódios mais trágicos na história do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), o clima era de confraternização e os convidados, recebidos com alegria.

O assentamento leva o nome da data do massacre, que ocorreu a 21 quilômetros dali, quinze anos atrás.

Em marcha rumo a Belém, mais de mil sem-terra reivindicavam a desapropriação do complexo Macaxeira, terreno que hoje o assentamento ocupa.

O ato culminou na morte de 19 camponeses, executados pela Polícia Militar em operação ordenada pelo governador Almir Gabriel (PSDB) e reforçada pelo secretário de Segurança Pública, Paulo Sette Câmara, que autorizou o uso da força policial para retirar os manifestantes da rodovia.

Os sem-terra reagiram às bombas de gás lacrimogêneo com paus e pedras, ao que a PM respondeu disparando tiros.

Segundo a perícia, no entanto, a maior parte das mortes ocorreu instantes depois do enfrentamento, quando os manifestantes já estavam rendidos.

Fora os mortos, cerca de 70 manifestantes foram gravemente feridos e mutilados por armas brancas utilizadas pela polícia.

Dos 154 policias denunciados pelo Ministério Público, apenas dois foram condenados: o coronel Mario Collares Pantoja e o major José Maria Pereira.

Ambos aguardam em liberdade o fim do processo.

Desde então, o mês da tragédia é  chamado de abril vermelho e tornou-se principal período de lutas e ocupações do MST.

Durante os dias da semana do 17 de abril, foram organizadas oficinas de artes, plenárias e debates.

Na praça central do assentamento, houve shows de música todas as noites.

Foi inaugurada a biblioteca José Saramago, com fotos de Sebastião Salgado decorando as paredes. Saramago fazia parte da grande rede informal de apoiadores do MST no mundo, que inclui de Chico Buarque ao grupo Rage Against the Machine, do fotógrafo Salgado ao linguista Noam Chomsky.

No dia seguinte à inauguração da biblioteca foi lançado o livro de poesias de Diva Lopes, militante do movimento.

A programação encerrou-se no domingo, 17, dia em que centenas de sem-terra refizeram a marcha pela rodovia PA-150, até a curva do “S”, local do massacre.

Quase todos jovens militantes, caminharam por aproximadamente três horas sob o sol, entoando palavras de ordem e cantorias.

O palanque na curva do “S”, onde os convidados fizeram seus discursos e dois shows foram apresentados, foi montado diante do monumento que marca o lugar da tragédia.

Ali ficam dezenove troncos de castanheiras queimados, um para cada vítima fatal do massacre.

Para abrir o ato foi celebrada missa pelo bispo diocesano de Marabá, dom José Foralosso.

Em seguida, diversos políticos discursaram, entre eles a senadora Marinor Brito (PSOL-PA), a deputada estadual Bernadete ten Caten (PT)e o prefeito de Eldorado dos Carajás, Genival Diniz Gonçalves.

“Na história de luta dos povos, foram se consolidando lugares sagrados. Lugares até os quais se caminha para abastecer-se de energia e continuar a luta. Esse é um lugar sagrado, junto a essas castanheiras. Lembramos do momento em que mataram à queima roupa nossos companheiros. Não podemos esquecer, não vamos descansar. Se nos calarmos, até as pedras gritarão!”, declarou João Pedro Stédile, da direção nacional do MST.

José Sebastião de Oliveira é  um dos muitos sobreviventes que vivem no assentamento 17 de abril. No dia do massacre, foi ferido na perna.

“Achava que eles estavam de brincadeira, só querendo nos assustar dando tiros para o alto. Foi quando vi meu colega deitado no chão, com a boca aberta. Foi o primeiro a cair e era do meu grupo”, conta. José não gosta de falar no assunto.

Segundo ele, recordar é sofrer duas vezes. Reclama que já falou muito a jornalistas, que insistem em contar a história com erros factuais.

“Já vi jornal dizendo que o tiroteio começou à noite. Foi às cinco da tarde! Estava claro! Mas eles continuam dizendo isso…”

Quando perguntei a José sua idade, ele respondeu incerto. Seriam 53 ou 54 anos. Ao conferir com a esposa, ao lado, foi corrigido: na verdade, são 63.

Ele reluta, mas relembra. As vítimas que conseguiram alguma indenização receberam menos do que tinham direito. O tratamento médico oferecido pelo governo também é considerado insuficiente.

Ao longo dos anos, cinco vítimas morreram entre um consulta e outra, em decorrência dos ferimentos recebidos no dia do massacre. Mas os danos mais graves muitas vezes são psicológicos. E persistem.

José diz que vai vai trabalhar esperando o dia em que os policiais voltarão para matá-lo.

“Eram pistoleiros vestidos de policiais. Eu sei, olhei bem nos olhos deles, assim de pertinho! Outro dia encontrei um e voltei a olhar nos olhos dele. Como que não tem vergonha? Ele acha que eu não vou lembrar?”, se pergunta, emocionado.

“A escravidão nunca acabou, se não é no pão de cada dia, é no tratamento. Os fazendeiros continuam aí empregando trabalho escravo. Falo mesmo, a gente é tratado feito lixo”, esbraveja.

Josimar Pereira de Freitas preside há quatro anos a associação dos mutilados do massacre de Eldorado dos Carajás.

Estava presente no dia 17 de abril e levou um tiro que lhe custou a perna direita.

Três levantamentos foram feitos para averiguar o número de mutilados. O Ministério Público chegou a 69, a Comissão Pastoral da  Terra, da Igreja Catíolica, contou 75.

Mas, segundo os cálculos do MST, são mais de cem.

Entre as vítimas, vinte receberam uma indenização que varia de 25 a 93 mil reais.

Essas pessoas foram cadastradas e seus pedidos encaminhados à Justiça. Com o passar do tempo, mais vítimas procuraram ajuda financeira, mas o prazo para que a Justiça analisasse os casos já tinha expirado.

“A gente nunca achou que isso pudesse acontecer: o próprio Estado partir para cima do povo. Também não acreditamos que depois conseguiríamos alguma coisa de indenização, por isso as pessoas foram se organizando aos poucos”, explica Josimar.

A governadora Ana Júlia Carepa, do Pará, reabriu o caso por decreto e mais 30 pessoas puderam receber indenização de 20 mil reais, valor acordado com a Justiça.

Todas as vítimas devem receber também uma pensão vitalícia de 308 reais.

Ainda restam desaparecidos. Para Josimar existem duas hipóteses: os corpos foram esquartejados e escondidos por policiais ou as pessoas que faziam parte da manifestação fugiram da região para sempre.

“Nesses dias, como 17 de abril ou 7 de setembro, sempre aparece alguma mãe procurando um filho ou um filho em busca da mãe”, conta.

Josimar tira o sustento do lote de terra que cultiva no assentamento.

Cria porcos, galinhas e bezerros. Cultiva milho, cana, arroz, entre outros produtos.

Sem a perna, diz que sente terríveis dores nas costas.

“Imagina quando eu tenho de carregar um saco de 70 quilos de terra. Uma perna é falsa, então apóio todo o peso na outra e aí atrapalha o corpo inteiro. Como as minhas costas, por exemplo. A sequela física é horrível e vai piorando com os anos, mas a psicológica é muito maior”.

No assentamento 17 de abril vivem hoje 45 mutilados. “Muitos espalharam-se pela região, tiveram medo de voltar para cá. Eu não tenho medo. Para mim, foi aí que a luta começou”, declara Josimar.

A mídia descontrolada: Episódios da luta contra o pensamento único
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A publicação traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.

Por Laurindo Lalo Leal Filho



43 comentários

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ELDORADO DOS CARAJAS: DA TRAGÉDIA PARA A ESPERANÇA – Toninho Kalunga

25 de julho de 2016 às 13h52

[…] improdutivo e desapropriou a fazenda. [Para a primeira reportagem da série, que trata do massacre, clique aqui] A primeira medida dos trabalhadores, depois disso, foi definir onde seria a vila, para em seguida […]

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Stedile: O Massacre de Carajás e pacto do latifúndio com o Judiciário - Viomundo - O que você não vê na mídia

17 de abril de 2013 às 20h46

[…] Eldorado dos Carajás: “A sequela física é horrível, mas a psicológica é muito maior” […]

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Massacre de Carajás: MST espera que comandantes cumpram pena « Viomundo – O que você não vê na mídia

08 de maio de 2012 às 17h34

[…] Pará: “Ausência do Estado torna a impunidade uma regra” Eldorado dos Carajás: “A sequela física é horrível, mas a psicológica é muito maior” […]

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Pará: “Ausência do Estado torna a impunidade uma regra” | Viomundo - O que você não vê na mídia

03 de junho de 2011 às 10h29

[…] Leia aqui sobre o massacre de Eldorado dos Carajás, onde ontem mais um agricultor, Marcos Gomes da Silva, foi assassinado.   […]

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MST: O caminho dos assentamentos é a agroindustrialização | Viomundo - O que você não vê na mídia

08 de maio de 2011 às 11h34

[…] quanto ao processamento, nos assentamentos, da produção local. A primeira reportagem da série está aqui, a segunda aqui e a terceira, aqui. […]

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Eldorado dos Carajás: A escola é orgulho, para romper com passado de exclusão | Viomundo - O que você não vê na mídia

29 de abril de 2011 às 06h38

[…] Clique aqui para ler o primeiro artigo da série, que fala sobre as sequeles físicas e psicológica… […]

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Eldorado dos Carajás: Assentados investem na educação e sonham com agroindústria, mas enfrentam dívidas | Viomundo - O que você não vê na mídia

26 de abril de 2011 às 22h33

[…] [Para a primeira reportagem da série, que trata do massacre, clique aqui] […]

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Nelson Menezes

25 de abril de 2011 às 18h23

E a policia continua matando,o brasil é o unico país que as policias tem licença para matar.

Responder

Fabio_Passos

24 de abril de 2011 às 21h51

E ainda há quem se engane considerando nosso povo apático e alienado.

Na verdade, quando se organizam e enfrentam a injustiça, são presos, torturados, arrebentados e assassinados pela pior "elite" do mundo.

Uma diminuta minoria que amealhou uma fabulosa riqueza… roubada em um banho de sangue que parece nunca ter fim.

Responder

    José Ruiz

    25 de abril de 2011 às 14h01

    Nosso povo é apático e alienado… fosse o contrário, o Brasil teria se levantado em defesa dos camponeses…

    Fabio_Passos

    25 de abril de 2011 às 14h57

    Na verdade o povo (camponeses) se levantou.
    A "elite" os assassinou.
    E a classe média, curral da "elite", silenciou. Cúmplice.

Dominação

24 de abril de 2011 às 21h13

A terra é do povo que historicamente e secularmente não teve acesso a ela, mas trabalhou durante 380 anos para que muitos da elite "decadente" formasse fortuna. Quem trabalha a terra, não tem posse? Apropriar-se da terra para enriquecer, especular, desrespeitando ribeirinhos, indios, quilombolas, o meio ambiente, direitos humanos é violência.

Responder

    José Ruiz

    25 de abril de 2011 às 14h03

    Em verdade, já passou da hora de acabar com o termo posse em se tratando de terra… terra, ar e água são patrimônios da humanidade… algumas pessoas deviam ter, no máximo, concessões, especificamente para produzir algum bem para a humanidade…

Luci

24 de abril de 2011 às 20h26

Fiquei observando por longo tempo as fotos desta matéria e realmente os cidadãos que nela identifico são perigosas (!) porque são corajosas, e coragem diante de injustiças provoca a ira do opressor que covardemente mata para silenciar a verdade e a justiça. O amor é a segurança que o homem tem que reconhecer como valor universal. Basta à violência, ao racismo, às injustiças, machismo, miséria, exclusão e opressões.

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Luci

24 de abril de 2011 às 20h01

Há de chegar o dia que policiais irão se negar a cumprir mandados de reintegração de "posse" injustos, deixarão de atirar em cidadãos brasileiros pobres iguais a eles, pais de família, filhos, irmãos , esposos que lutam pelo direito humano do acesso à terra. Há de chegar o dia que a oligarquia receberá um não.Há de chegar o dia em que mulheres solidárias e compromissadas com mudanças e justiça social serão parte do poder político do país. Há de chegar o dia que a democracia será forte incluindo todos, sem privilegiar grupos sociais que exercem o poder politico, economico e social, excluindo e marginalizando milhões. Há de chegar o dia que o respeito a valores humanos essenciais para a justiça social definirá um país de primeiro mundo, sem concessões para o respeito à dignidade humana, valorizando as diferenças essenciais para sobrevivência da espécie humana.

Responder

EUNAOSABIA

24 de abril de 2011 às 14h40

Fernando Henrique Cardoso assentou mais famílias do que Lula. Isso é fato.

Perdeu tocadores de tuba.

Responder

    Fabio_Passos

    24 de abril de 2011 às 16h56

    fhc assentou… no colo dos latifundiários.
    Assentou e gostou tanto que não sai mais de lá…

    SILOÉ

    24 de abril de 2011 às 21h24

    Essa nós, tocadores de tuba perdemos mesmo, e isso é fato:
    Assentou todas elas em cova rasa com 7 palmos de altura.

    José Ruiz

    25 de abril de 2011 às 14h06

    Essa discussão é pobre… quem assentou mais? FHC ou Lula? Apesar da minha simpatia pelo "companheiro" Lula, acho que nenhum dos dois fez grande coisa… o campo precisa de uma revolução que não está na agenda de nenhuma das atuais lideranças políticas deste país… infelizmente…

Luci

24 de abril de 2011 às 12h01

Doloroso e expõe uma realidade o Brasil é 7a economia mundial, mas não respeita direitos humanos dos que não são parte do grupo de detentores do capital excludente, machista e racista. Eldorado dos Carajás é o massacre por ganância é a imoralidade da oligarquia que insiste em oprimir, matar e dominar para impor seus privilégios, distinções e lucro desmedido, dos que não querem que a terra cumora função social como determina a Constituição Federal. No site Afropress está a foto do brasileiro Márcio Antonio de Souza, 33 anos, vigilante pai de família que foi brutalmente espancado e torturado por seguranças, numa "salinha"(!), da Lojas Americanas, em Campo Grande/MS, acusado de furto de um ovo de Páscoa, o qual havia pago. Radiografias indicam fratura no nariz e lesões na boca e no rosto.O site Afropress tem foto de Márcio no leito do hospital.O fato ocorreu ontem sábado.É a salinha da tortura que se mantém, é a mentalidade escravocrata que tortura porque sim e porque não.

Responder

Allan

24 de abril de 2011 às 10h21

Um capítulo triste de nossa história, é claro. Mas até hoje ninguém soube explicar o que os policiais deveriam ter feito quando foram acuados contra um caminhão, por uma multidão de "dóceis manifestantes" que atiravam paus e pedras contra eles.

Os policiais não tinham munição não-letal e certamente seriam massacrados se não regissem. Mediante essa conclusão, que me parece a mais óbvia diante das imagens, suge outra pergunta: A repercussão teria sido a mesma se os policiais tivessem sido trucidados pelos manifestantes? Se tivessem sido massacrados, o evento também seria lembrado 15 anos depois como massacre em eldorado dos carajás?

A questão fundiária no Brasil é realmente uma vergonha, precisa ser revista, isso entretanto não pode servir de viseira ideológica e impedir que as pessoas analisem os acontecimentos sem o mínimo de racionalidade.

Responder

    João Bahia

    25 de abril de 2011 às 14h14

    A viseira ideológica é justamente a sua análise. Se você fizer convergir para um ponto torcedores do Corinthians e do Palmeiras, após um jogo entre os dois times, vai rolar a maior quebradeira. Quem são os culpados? Corinthianos ou Palmeirenses? Eu vou dizer quem é o culpado: é o poder público, que existe para planejar e se antecipar a esse tipo de situação, isso usando um exemplo bem simples para que você entenda… Seja como for, não existem registros de camponeses enfrentando bala para atacar policiais… a polícia atirou porque quis, porque ideologicamente achava que do outro lado estava o inimigo… por trás de policiais e camponeses está um criminoso que previu esse resultado…

Marcos

24 de abril de 2011 às 10h19

Este tipo de atitude é tipico do PSDB quando está no poder, eles agem como ditadores, não negociam com manifestantes, mandam a polícia bater nas pessoas .Este partido não governo para o povo, governa para os poderosos- fazendeiros latifundiários, empresários corruptores, oligarquias locais,etc… No caso de carajás foi uma chacina.Tinha que prender o governador Almir Gabriel (PSDB) e o secretário de Segurança Pública, Paulo Sette Câmara. Os dois agiram como o Hitler e o Mussolini.
O que me irrita é que o PIG/Globo, braco da elite na midia nacional, chamam os movimentos populares de baderneiros, ou seja, para eles que apoiaram a ditadura, pobre não pode brigar pelos seus direitos.
Até hoje os grileiros da região norte ainda escravizam pessoas em suas fazendas. Tem alguns lugares neste país que as coisas funcionam que se vivessemos no século passado. Dá-le impunidade!

Responder

Fabio_Passos

23 de abril de 2011 às 23h12

Assim são tratados os marginalizados quando ousam protestar e reivindicar direitos: Massacres.
É uma tradição da nossa "elite" branca, rica… e assassina.
E isso tudo sob aplausos da mídia-corrupta: rede globo / quadrilha veja / fsp / estadão.

Responder

Eldorado dos Carajás: “A sequela física é horrível, mas a psicológica é muito maior” | via @viomundo « Opinião Divergente

23 de abril de 2011 às 21h57

[…] Eldorado dos Carajás: “A sequela física é horrível, mas a psicológica é muito maior” | Vio…. […]

Responder

A radiografia da Carta Maior sobre a mídia brasileira | Viomundo - O que você não vê na mídia

23 de abril de 2011 às 21h55

[…] de morte, ela existe no Brasil. Foi praticada, por exemplo, no massacre de Eldorado dos Carajás. A isso, sim, podemos chamar de impunidade. […]

Responder

Silvio I

23 de abril de 2011 às 21h22

Elinaosabia:
Todos os povos têm conseguido conquistar alguma coisa, com sacrifício, e sangre derramado. No existe nenhum parto em na historia, sem sangre. Ninguém foi utilizado como bucha de canhão, eles estavam reivindicando direitos. Apenas que escravistas, fascistas,que estavam ao serviço dos fazendeiros, que eram os governantes, e autoridades nessa época, ocasionarão essa massacre.

Responder

Denise

23 de abril de 2011 às 21h16

Sugiro que leiam o texto do Frei Betto na última Caros Amigos

Responder

stella maris

23 de abril de 2011 às 19h36

Até quando o Brasil, vai conviver sem a reforma agrária???

Responder

Mário SF Alves

23 de abril de 2011 às 16h03

Desburguesar: verbo transitivo direto.
Função prática: acordar para a realidade.

Responder

SILOÉ

23 de abril de 2011 às 14h42

Esse BRUTAL MASSACRE ocorrido no governo do FHC do PSDB com o Governador do estado também do PSDB, Foi a maior demonstração de covardia e crueldade contra o povo humilde e trabalhador, lutando pelo seu direito básico e constitucional de sobrevivência e moradia.
FHC já nos mostrava na época a hojeriza pelo povo finalmente confessada agora, mesmo assim esse traste foi reeleito.
É de estarrecer, saber que ainda tem idiotas e cegos que defendem esse partido e esses políticos, por mais evidenciadas que sejam suas barbaridades.

Responder

    Carmem Leporace

    23 de abril de 2011 às 19h32

    E a morte de Dorote Stang foi o que??? quem era o presidente e quem era a governadora do Pará????

    Você é apenas um tocador de tuba fanático e sem argumentos sólidos.

    Pelo que leio das suas sandices, percebo que a cupa do massacre foi do PSDB… então a culpa pela morte de Dorote Stang foi de quem???

    Adilson S Lima

    23 de abril de 2011 às 21h40

    Todos nós sabemos que os mandantes foram fazendeiros, os mesmos que mandaram matar Chico Mendes e tantos outros líderes sem-terras que tombaram mortos nesses últimos 20 anos em razão dos conflitos agrários.

    SILOÉ

    23 de abril de 2011 às 22h07

    A morte de Doroty Steng foi em 2005 no governo de Simão Jatene do PSDB, e o assassino era um fazendeiro grilheiro, ligado ao PSDB e a UDR sim, julgado e condenado à 30 anos.
    Portanto o massacre de Eldourado dos Carajás e da freira, ambos crimes BRUTAIS no Pará, é também reponsabilidade do PSDB sim, que nunca moveu uma palha sequer, para pelo menos amenizar esses conflitos.
    Detalhe: Adoraria tocar qualquer instrumento musical.
    Quanto aos meus argumentos quando eu tenho dúvidas consulto os livros ou ao Google é tão fácill!!!
    Você deveria fazer o mesmo.

    edv

    24 de abril de 2011 às 17h39

    Quanta inguinoranssa…

    Fernando

    23 de abril de 2011 às 21h17

    É verdade, e infelizmente ano passado o Lula, a Dilma e a Ana Júlia receberam com muitos sorrisos o apoio do então governador tucano do massacre:
    http://candidoneto.blogspot.com/2011/04/blog-post

    SILOÉ

    23 de abril de 2011 às 23h22

    São os ossos do ofício…..

EUNAOSABIA

23 de abril de 2011 às 08h36

Tenho pena desses trabalhadores rurais inocentes que foram usados como massa de manobra e bucha de canhão por espertalhões políticos do PT. Encontraram a morte e o PT não está é nem aí pra eles.

Responder

    Alberto

    23 de abril de 2011 às 12h24

    Tenho pena das pessoas que não entendem a questão fundiária no Brasil, a importância dos movimentos que lutam e apóiam a Reforma Agrária. Todos que apóiam e lutam pela Reforma Agrária merecem nosso apoio e respeito.

    M. S. Romares

    23 de abril de 2011 às 12h28

    É isso mesmo, energúmeno. É tudo culpa do LULA. Continue não sabendo nada e falando bobagens. Cabeça de tucano passa por um buraco de agulha e sobra espaço. Voce se lembra em que governo isso aconteceu, "jênio"? Veja aí:

    O episódio se deu no governo de Almir Gabriel, o então governador. A ordem para a ação policial partiu do Secretário de Segurança do Pará, Paulo Sette Câmara, que declarou, depois do ocorrido, que autorizara "usar a força necessária, inclusive atirar

    Luiz

    23 de abril de 2011 às 12h35

    Você tem pena dos trabalhadores e em momento algum você faz qualquer crítica aos assassinos e/ou pessoas do governo que autorizaram o massacre. Sua visão é unilateral e vem de encontro aos interesses da direita raivosa implantada pela UDR, DEM e PSDB do Zé Bolinha. Saia da sua posição e veja de outro ângulo. Nem o PT nem o MST podem ser responsáveis pelo ocorrido. Eles estavam reivindicando um direito constitucional. Meu amigo: "democracia não é opção é conquista".

    Mário

    23 de abril de 2011 às 15h57

    Desburguesar, verbo transitivo direto!

    P Pereira

    24 de abril de 2011 às 00h09

    Ninguém merece! Isso escapou lá do Delgado e vem encher a paciência aqui!


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