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Wassef tentou sequestrar jornalista de O Globo e pode ter embate com os Bolsonaro, diz jornalista; vídeo
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Política

Wassef tentou sequestrar jornalista de O Globo e pode ter embate com os Bolsonaro, diz jornalista; vídeo


22/06/2020 - 19h18

Da Redação

Foi o advogado Frederick Wassef, agora ex-advogado de Flávio Bolsonaro, quem ameaçou de sequestro o jornalista Lauro Jardim, de O Globo, revelou a jornalista Thais Oyama em programa da rádio Jovem Pan.

O episódio já havia sido revelado pelo ex-ministro Gustavo Bebbiano, mas sem nomear quem teria ameaçado o jornalista.

De acordo com Oyama, Wassef foi informado por dirigentes do diário conservador carioca que só deveria se comunicar com Jardim através de advogados.

Para a jornalista, Wassef é “mercurial” e não gosta de ser contrariado.

Wassef é amigo íntimo do presidente Jair Bolsonaro.

Uma empresa ligada à ex-mulher dele, Cristina Boner Leo, tem contratos de R$ 41,6 milhões com o governo federal, sendo R$ 12,5 milhões com o Ministério da Educação de Abraham Weintraub.

De acordo com Oyama (ver vídeo), Wassef fica extremamente incomodado quando se diz que ele foi ouvido como testemunha num processo contra uma suposta seita satânica do Paraná, que ele frequentou.

A seita foi investigada pelo sumiço de uma criança.

Afastado da defesa de Flávio, Wassef ainda não conseguiu explicar como Fabrício Queiroz foi parar na casa do advogado em Atibaia, apesar de ter dado várias entrevistas.

É possível que ele deixe de frequentar os Palácios da Alvorada e do Planalto — criando uma situação que pode transformá-lo em homem bomba para o clã Bolsonoro, se for desprezado e eventualmente acusado de algum crime.

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7 comentários

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Zé Maria

23 de junho de 2020 às 11h56

Bolsonaro/Mourão mudou Lei, após fraude de assessora de Flávio
para driblar pedido do UOL por informações sobre ponto na Alerj

Adulteração do ponto da Assessora na Alerj foi concretizada no dia
24 de Janeiro, mesma data do Decreto assinado pelo Vice Mourão

“os jornalistas começaram a perturbar o juízo aí
eles foram levantar o meu ponto e parece
que tá faltando alguma informação, eu não sei.
Parece que é falta de algum ponto que não tá assinado.
Só que eu não lembro de não ter assinado algum ponto, entendeu?”,
disse ao pai a ex-Assessora de Flavio Bolsonaro na Alerj

Reportagem: Igor Mello, do RJ, no UOL

Um requerimento feito pela reportagem do UOL com base na LAI
(Lei de Acesso à Informação) motivou uma articulação para fraudar
os registros de controle de ponto de uma ex-assessora do senador
Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

No mesmo dia [24/01] em que a manobra foi concluída, o governo do
presidente Jair Bolsonaro restringiu por decreto (*) a abrangência da lei,
reduzindo a transparência sobre dados e documentos públicos.

No dia 10 de dezembro de 2018, a reportagem solicitou acesso às folhas de ponto de Luiza Souza Paes, uma das ex-assessoras de Flávio Bolsonaro citadas no relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras).

As investigações apontam que ela repassou R$ 155,7 mil para Queiroz —mais de 76% de tudo que recebeu como assessora parlamentar.
Ela é uma das pessoas investigadas por participação no suposto esquema de
‘rachadinha’ no gabinete de Flávio —quando funcionários devolvem parte
de seus salários para um político.

Segundo as investigações do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ),
o servidor da Alerj Matheus Azeredo Coutinho entrou em contato com Luiza
para alertar sobre o pedido.
Os pontos não tinham sido preenchidos, forte indício de que a ex-assessora
era, na verdade, uma funcionária fantasma.

A adulteração foi concretizada na manhã de 24 de janeiro, mesma data
em que um decreto foi publicado no Diário Oficial da União restringindo
o acesso a informações por meio da LAI.

De acordo com esse decreto — que foi revogado parcialmente um mês depois —, um número muito maior de servidores públicos podia classificar documentos e dados como reservados, o que os colocaria sob um sigilo de cinco anos.
A medida valia apenas no âmbito federal e deu essa prerrogativa a mais de 2.000
pessoas —incluindo ocupantes de cargos comissionados de livre indicação
política.
No entanto, abria brecha para que outros entes federativos e poderes adotassem
providências similares.

Embora o decreto tenha sido assinado por Hamilton Mourão — que exercia a
Presidência durante a viagem de Bolsonaro ao Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça —, o próprio vice-presidente declarou à época que a medida
foi avalizada por Bolsonaro. “Isso já vinha do governo anterior. O presidente
Temer é que não assinou. O presidente Bolsonaro deu luz verde”, disse Mourão.

Essa é a segunda coincidência entre movimentações clandestinas investigadas
pelo MP-RJ de pessoas ligadas a Flávio Bolsonaro e atos envolvendo
o presidente Jair Bolsonaro.

No sábado (20), o UOL mostrou que Bolsonaro se encontrou com Frederick
Wassef — advogado de Flávio Bolsonaro no caso da rachadinha até esta manhã—
horas depois de a mulher de Fabrício Queiroz receber a resposta de uma
proposta feita ao miliciano Adriano Magalhães da Nóbrega, chefe do Escritório do Crime.

Matheus entrou em contato com Luiza no dia 17 de janeiro. Fontes na Alerj confirmam que o requerimento de informação chegou ao Departamento de Legislação de Pessoal —exatamente o setor em que Matheus trabalhava— no fim do expediente do dia anterior.

O pedido seguiu parado no setor de Matheus até a tarde de 24 de janeiro.
De acordo com as investigações — que resultaram na deflagração da Operação Anjo na última quinta-feira (18) —, foi justamente na manhã deste dia que Luiza
foi à Alerj assinar os pontos que estavam em branco, encobrindo assim possíveis
evidências de que não trabalhava de fato.

De acordo com conversas em um aplicativo de mensagens apreendidas pelos
promotores no celular de Luiza, a articulação para que a suposta fraude fosse
consumada teve a participação de duas pessoas de confiança de Flávio
Bolsonaro: o próprio Fabrício Queiroz e o advogado Gustavo Botto, que
representava Flávio nas investigações da rachadinha naquela ocasião.

Luiza relata ao pai, Fausto Antunes Paes, em uma mensagem de áudio que
o contato de Matheus se deu por conta de pedidos de jornalistas.
A informação teria sido apurada por Gustavo Botto.
Tanto o acesso do advogado ao requerimento quanto a iniciativa de pesquisar
informações sobre o cidadão que o fez violam a Lei de Acesso à Informação.
O mesmo ocorre no caso de adulteração de informações requisitadas.
Segundo a LAI, esse tipo de prática pode ser enquadrada como improbidade
administrativa e resultar em punições administrativas.

“Oi pai. O Gustavo me ligou agora. Ele falou que foi levantar a situação, né?
A Pequena conversou com ele e esse cara que tá me ligando ele trabalha lá
e parece que os jornalistas começaram a perturbar o juízo aí eles foram levantar
o meu ponto e parece que tá faltando alguma informação, eu não sei.
Parece que é falta de algum ponto que não tá assinado.
Aí ele supostamente está querendo ajudar antes de entregar isso pra jornalista.
Só que eu não lembro de não ter assinado algum ponto, entendeu?”, disse a ex-assessora.

O MP-RJ apurou ainda que Luiza de fato esteve na Alerj no dia 24 de janeiro, entre 9h28 e 10h28. Registros de sinal de seu aparelho telefônico recolhidos pelos investigadores mostram que ela só realizou ligações nas proximidades da sede da assembleia em três dos 792 dias em que esteve formalmente nomeada como assessora parlamentar.

Temendo que a fraude —classificada como “adulteração de provas” e “crime de obstrução de Justiça— tivesse alguma consequência negativa para a filha, Fausto chegou a questionar Queiroz em 23 de janeiro se era seguro fazer isso. “Muito seguro”, respondeu Queiroz. Fausto então encaminha a mensagem para Luiza.

Além de Luiza, outra ex-assessora foi procurada por Queiroz para tratar da adulteração das folhas de ponto. Trata-se de Alessandra Esteves Marins, chamada de Pequena por ele. Queiroz fala que Luiza está sendo procurada por uma pessoa da Alerj —que seria Matheus— por haver pendências em seus pontos. Alessandra segue como funcionária de Flávio Bolsonaro no Senado.

Alessandra então responde: “O rapaz foi lá conversar comigo. É isso mesmo, ficou uma pendência lá”. Ela também dá o endereço do Departamento de Legislação de Pessoal, onde Luiza teria que ir preencher os pontos.

Na Operação Anjo, Queiroz foi preso em um sítio em Atibaia (SP), propriedade de Frederick Wassef. Luiza Souza Paes, Gustavo Botto, Matheus Azeredo Coutinho e Alessandra Esteves Marins foram alvos de mandados de busca e apreensão, e estão proibidos de manter contato com outras testemunhas. Matheus também foi afastado de sua função na Alerj.

*(https://www1.folha.uol.com.br/poder/2019/01/gestao-bolsonaro-muda-lei-e-assessores-poderao-impor-sigilo-a-dados-do-governo.shtml)

https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2020/06/22/bolsonaro-mudou-lai-apos-fraude-de-assessora-de-flavio-para-driblar-pedido.htm

Responder

Zé Maria

23 de junho de 2020 às 11h08

Só por Curiosidade:

A PM vai trocar tiros com a mulher do Queiroz na Bahia ou no Ceará?

Responder

Zé Maria

23 de junho de 2020 às 09h53

https://twitter.com/i/status/1275208631710035974
Soldado Queiroz foi Motorista do Jipe do General Mourão. Muito Cuidado, STF!

Responder

Zé Maria

23 de junho de 2020 às 08h32

Só por curiosidade:

Quanto será que o Wassef cobrou pelos ‘Serviços’ prestados ao Chefe da Milícia ?

Responder

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