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Diário da Resistência


Wanderley Guilherme: Jornalismo, Judiciário e a herança maléfica de 2013
Política

Wanderley Guilherme: Jornalismo, Judiciário e a herança maléfica de 2013


20/12/2013 - 16h59

O jornalismo ornitorrinco e a herança maléfica de 2013

por Wanderley Guilherme dos Santos, em Carta Maior,  sugerido por Julio Cesar Macedo Amorim

O recorde mais espetacular do ano de 2013 foi o número de previsões fracassadas. Dia sim, outro também, os jornalões estamparam notícias recebidas com surpresa pelo famoso mercado, que as esperava o oposto.

De boca aberta também andaram seus renomados especialistas, a inventar explicações fora da curva para os furos especialmente enormes. Erros que, imediatamente, soterraram com pompa, circunstância e virgens anúncios de futuras tempestades.

É intrigante a permanente charlatanice com que os periódicos, diários e semanais, afagam o ego dos conservadores sem que estes se sublevem contra a falcatrua. Ou, talvez, os conservadores desconfiem de que a realidade seja bastante diferente, mas aspiram, tal como os jornalistas e especialistas, a vê-la materializar-se conforme a aspiração.

Este parece o sonho derradeiro dos colunistas e pitonisas da oposição: obter o condão de pronunciar profecias que se auto-cumprem. Daquelas que, uma vez proclamadas, contribuem para a realização do desastre. Uma corrida a um banco disparada por falsa previsão de que vai quebrar pode, de fato, levar à bancarrota um estabelecimento sólido. Mas é impossível evitar uma estupenda safra agrícola escondendo-a sob pragas e tormentas apenas verborrágicas.

Criam, contudo, uma espécie ornitorrinco de jornalismo – aquele que retrata o que lhe apeteceria acontecesse efetivamente, não o que, com modesta realidade, ocorre. Daí a freqüente discrepância entre as manchetes e o conteúdo, ainda que este venha narrado como que sob tortura, tão tortuosa é a narrativa.

Diverso é o caso do jornalismo a soldo. Não há como perdoar àqueles que sabem o que fazem. Omitem informações relevantes, adulteram outras, inventam terceiras. Cada um dos desvios é serviço prestado. Digamos que eles fabricam um tipo especial de caixa dois, recursos contabilizados como salário, quando, contudo, resultam de um efetivo domínio do fato inventado ou distorcido.

Essa cumplicidade entre fiéis ingênuos e deliberados bandoleiros que assaltam a reputação alheia, maculam o estafante trabalho de legislar ou de executar tarefas de interesse geral, enriquecendo ao longo da labuta, dificulta identificar a composição da quadrilha que, diariamente, vende engodo à população. Estamos de acordo que as matérias impressas, tanto as assinadas quanto as editorializadas, constituem atos de ofício e aceitável evidência dos crimes assinalados, certo?

Sendo assim, uma legislação democrática, que proteja os cidadãos comuns contra os achaques e calúnias dessa quadrilha de mistificadores e inventores de escândalos, deve ser uma das preocupações de qualquer governo de origem popular. Os antigos gregos já puniam severamente os  propagadores de infâmias e em alguns casos de indução de outros a atos perversos, aplicavam a pena do ostracismo, da multa e, eventualmente, impunham até a pena de morte.

O Brasil nunca ultrapassou essa fase porque nunca esteve nela.  O jornalismo ornitorrinco e o jornalismo adversativo (o que acrescenta um mas, porém, todavia, contudo a toda notícia positiva) ainda são  os controladores do mercado de notícias. O mercado de notícias é o único que os conservadores não desejam livre.

Qualquer iniciativa de soltá-lo das garras oligárquicas é, ornitorrincamente, apresentada como seu oposto, o de invadir a liberdade da notícia. Ora, o que não existe no país é justamente uma imprensa livre, plural e competitiva o suficiente para que o cidadão possa optar.  O mercado de notícias está cativo de tiranetes sem escrúpulos, de colunistas a soldo, sem  mencionar o inacreditável nível de desinformação e de cultura da média das redações desses jornais.

O Judiciário, por sua vez, além da adoção do discurso de ódio, inaugurou uma etapa bastante peculiar em nosso constitucionalismo. Dizem seus arautos que o Supremo Tribunal Federal representa a vanguarda iluminada das sociedades contemporâneas. Ainda com mais fulgor no Brasil, entendem, em vista da podridão de que estariam acometidos os demais poderes da República.

Entre suas atribuições abrigar-se-ia a de estabelecer prazos para que o Legislativo legisle sobre matérias que ele, Judiciário, considera inadiáveis. Isso, como todos sabem, inclusive os senhores ministros do STF, não está escrito na Constituição.

Os únicos prazos legitimamente impostos ao Legislativo, salvo engano, são aqueles hospedados por seu Regimento Interno e pelos estatutos de urgência e medidas provisórias, ambas emanadas do Poder Executivo. De uma penada os atuais e transitórios ministros do STF ofendem o Executivo e o Legislativo.

É cautelar, em conclusão, que se observe como os conflitos por vir não deverão ser debitados à conta de um confronto direto entre  o capital e o trabalho, mas entre o jornalismo ornitorrinco e o Judiciário e os demais poderes. O ano de 2014 promete.

Veja também:

“Como mostrar a origem da corrupção se a oligarquia controla a mídia?”

Venício Lima: A guerra de palavras que semeia a intolerância e o ódio





14 comentários

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FrancoAtirador

22 de dezembro de 2013 às 22h38

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Para desopilar:

Brasil chega ao topo do desporto mundial

em mais uma modalidade de esporte coletivo:

SELEÇÃO BRASILEIRA FEMININA DE HANDEBOL

CAMPEÃ DO MUNDO

Campanha Invicta

Primeira fase:
Brasil 36 x 20 Argélia
Brasil 34 x 21 China
Brasil 25 x 23 Sérvia
Brasil 24 x 20 Japão
Brasil 23 x 18 Dinamarca

Oitavas: Brasil 29 x 23 Holanda
Quartas: Brasil 33 x 31 Hungria
Semifinal: Brasil 27 x 21 Dinamarca

LANCES DAS PARTIDAS
(http://www.youtube.com/watch?v=_qxQngTlIbw)

Final: BRASIL 22 x 20 Sérvia

Atletas que participaram da última partida:
Babi, Dara, Duda, Deonise, Alê, Fernanda, Ana Paula,
Mayssa, Dani Piedade, Mayara, Déborah Hannah e Samira.

GOLS DA FINAL
(http://www.youtube.com/watch?v=mVQWcaPlx-w)

SELEÇÃO CAMPEÃ

EQUIPE COMPLETA

Responder

    FrancoAtirador

    22 de dezembro de 2013 às 23h35

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    COMISSÃO TÉCNICA

    Por Monique Danello, no Yahoo Esporte Interativo

    Em qualquer esporte coletivo, é normal dar destaque aos atletas e ao treinador no momento de uma grande conquista.
    Mas também é importante ressaltar que, por trás deles, tem muita gente trabalhando, profissionais que são fundamentais em qualquer time de alto rendimento.

    Na seleção feminina de handebol não é diferente, aqui na Sérvia a comissão técnica é formada por sete profissionais, além da nutricionista Julia Bargieri, que acompanhou o grupo, durante a fase de treinamentos na Áustria.

    Se dentro de quadra quem comanda é o técnico Morten Soubak, do lado de fora quem cuida de todos os detalhes é a supervisora Rita Orsi, que já esteve com o grupo na Olimpíada de Pequim e de Londres.
    Rita começou no handebol há quase trinta anos, já comandou equipes de base do Brasil e é responsável pelo bom funcionamento dos bastidores da seleção brasileira.

    “A minha função é fazer com que todos possam trabalhar da melhor maneira possível, fortalecer os mecanismos para que todos possam realizar suas tarefas. As meninas terem o conforto para treinar bem, a parte médica ter todos os equipamentos e remédios, o Morten ter a logísitca para que as coisas funcionem, e a gente acaba fazendo a ponte entre corpo técnico, atletas e Confederação Brasileira. Eu estou nessa constante ligação com a gestão e a prática”, explicou a supervisora da seleção feminina de handebol.

    Mas quem disse que ela não trabalha em quadra também? Durante os jogos, podem ficar de olho. Rita Orsi está sempre ajudando e conversando com as atletas.

    “Ali é a Rita treinadora, que não consegue deixar as quatros linhas e, graças ao bom entedimento com o Morten e com o Alex, eu também posso passar meus palpites. Ali eu faço um mapeamento estatístico do nosso grupo, onfesivamente e defensivamente, onde estão nossos pontos fortes e fracos, e tento ajudar com alguma informação”, conta Rita.

    A comissão técnica brasileira ainda conta com o excelente trabalho da massoterapeuta Cidinha Rocha e da fisioterapeuta Marina Calister, que cuida das meninas como se fosse uma mãe. Marina fez um trabalho fantástico com a ponta Jéssica Quintino, que, por pouco, não conseguiu se recuperar de uma grave lesão no joelho e disputar o Campeonato Mundial.

    Quem também é muito querida pelo grupo e tem seu trabalho reconhecido nacionalmente é a psicóloga Alessandra Dutra. Ela é a responsável por todo o trabalho motivacional da equipe, desde 2009. Neste Mundial, a “psico”, como é carinhosamente chamada por todas, utilizou a música “Celebrar”, do Jammil e Uma Noites, para embalar a equipe. O hit virou um sucesso entre as atletas, e passou a ser tocado pelo DJ da Arena Belgrado, sempre que o Brasil está em quadra. Alessandra é uma das grandes responsáveis por toda a evolução que a seleção teve na parte emocional, desde a derrota para a Espanha, no Mundial em casa, em 2011.

    Como ele mesmo diz “prefere não ter que atuar como ortopedista, porque seria um sinal de que algo grave aconteceu”. Essa é a especialidade do Doutor Leandro Gregorut, graduado pela Faculdade de Medicina da USP, com título em Ortopedia e Traumatologia. Na seleção feminina de handebol ele é responsável por cuidar da saúde das meninas e, aqui na Sérvia, foi fundamental na recuperação da goleira Mayssa, que cortou a mão na pia do banheiro do hotel, e precisou levar cinco pontos.

    “É até engraçado, porque quando falo que vou viajar para alguma fase fora do país, as pessoas brincam dizendo que vou passear bastante e isso é a última coisa que fazemos aqui. O trabalho começa muito antes de viajar, tem que mentalizar e preparar tudo que pode acontecer aqui. Se dura uma semana, tem que levar medicação para uma semana, se for trinta dias, para trinta dias. Eu monto uma mala de primeiros socorros, onde eu consiga fazer desde uma imobilização por uma pequena fratura, até uma cirurgia plástica, se for o caso. Na rotina da fase, eu acompanho as atletas, elas podem se machucar, mas também ficam gripadas, tem febres, eu tenho que agir como um médico de clínica geral”, explica o doutor Leandro Gregorut.

    Para fechar o grupo, ele que sempre está ao lado do técnico Morten Soubak e é fundamental fora e dentro de quadra na preparação do grupo. O trabalho do assistente técnico Alex Aprile praticamente não termina nunca. Mal uma partida acaba e ele já tem que pensar e “preparar” a próxima.

    “O Morten faz toda a parte de treino, monta o time, elabora a estratégia, e eu fico com a parte de edição de imagem, para depois ele analisar e traçar a melhor estratégia para a equipe. A gente sempre brinca, nos esportes em geral, que o treinador é o sangue quente e o auxiliar é o que está com a cabeça mais fria. Mas não contra a Hungria, nesse dia estava todo mundo exaltado. Toda instrução que eu penso no jogo passo pra ele, ele analisa se é válida ou não, mas sempre com uma ideia comum”, analisa Alex Aprile.

    Comissão técnica também relembra o começo da trajetória

    Nesse momento de pura emoção, não são só as atletas que relembram suas trajetórias, histórias e dificuldades que passaram. Para os integrantes da comissão técnica também passa aquele famoso filme. Foi assim com o assistente técnico Alex Aprile e com o Doutor Leandro Gregorut.

    Alex era goleiro de handebol no Esporte Clube Pinheiros e Morten Soubak foi o treinador dele de 2005 até 2008. Nesse período, o ex-goleiro acabou parando de jogar, e ficou apenas exercendo a função de treinador no próprio clube. Ainda em 2008, o dinamarquês saiu do clube paulista e assumiu a seleção brasileira. Pela boa relação dos dois, Alex Aprile foi convidado por Morten para trabalhar com ele, a partir de 2009, na seleção juvenil.

    “Claro que eu aceitei, eu ainda estou começando, mas em 2009 estava mais ainda. Foi uma experiência muito legal, tem meninas aqui que participaram daquele grupo que conquistou a medalha em Cingapura”, contou Alex.

    Em 2010, Morten Soubak convidou Alex Aprile para trabalhar como ele na seleção adulta e o próprio assistente técnico brinca: “não sei o motivo”.

    “Eu pensei muito! Sabia que eu só tinha a ganhar, mas queria ter certeza que eu poderia contribuir a altura do que ele precisava, sabendo que jogaríamos um Mundial no Brasil e teria muito pressão. Ele sempre assumiu e, em momentos difíceis, ele vestiu a camisa e me levou junto. Hoje, tudo da seleção que ele solicita eu faço, muita coisa por ele, pelo que ele segurou, ele merece todo meu apoio”, relembra o assistente técnico.

    Já o Doutor Leandro Gregorut, que nas horas vagas também ataca como fotógrafo da equipe, tem uma história um poquinho diferente. Ele já era do mundo dos esportes quando foi parar na seleção de handebol, até jogou basquete e já tinha o sonho de disputar uma Olimpíada e um Mundial. O médico é sócio da clínica Movité e também trabalha com atletas de MMA. Mas no caso do “doctor”, como é carinhosamente chamado por algumas meninas, foi ele mesmo quem criou a oportunidade.

    “Eu trabalho com esporte desde o meu terceiro ano de faculade de Medicina. Iniciei na Liga de Medicina Esportiva da USP, e comecei a seguir atletas naquela época. Eu soube, pelo meu sócio, que é médico da seleção masculina, que iria abrir uma vaga na feminina. Fui em uma fase de treinamentos em São Bernardo, em 2010, conversei com o presidente da Confederação Brasileira, levei meu currículo, e também conversei com o Morten. Como todos sabem, a esposa do Morten também é médica, ele deve ter perguntado alguma coisa para ela, me chamou para fazer a experiência e fiquei até hoje. Eu corri atrás e tem sido muito especial”, relembra o doutor.

    Cada uma com sua história e sua função, mas o principal: todos com o mesmo espírito. A união é um porte forte da seleção feminina de handebol, e, certamente, essa foi uma sementinha que começou a ser plantada pela comissão técnica.

    (http://br.esporteinterativo.yahoo.com/noticias/highschool–vaga-in%C3%A9dita-na-final-tamb%C3%A9m-emociona-comiss%C3%A3o-t%C3%A9cnica-da-sele%C3%A7%C3%A3o-brasileira-de-handebol-000545701.html)
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    APOIO FINANCEIRO

    O ouro histórico para o esporte brasileiro passa por um aumento de investimentos na modalidade desportiva.

    A CBHb (Confederação Brasileira de Handebol) tem atualmente seu melhor cenário financeiro, que possibilitou que há dois anos fosse firmado um convênio com um time austríaco, o Hypo Nö, que levou oito das jogadoras que defendem a seleção para atuar no time europeu e em uma das melhores ligas do mundo.

    Há seis meses, a entidade firmou um acordo com novos patrocinadores e recebe algo em torno de R$ 13,4 milhões em receitas fixas anuais, contando com apoio do Banco do Brasil, Correios (ECT), mais os aportes extras do Governo Federal, além de verbas obrigatórias repassadas com base na Lei Agnelo/Piva (10.264/2001) que estabelece que 2% da arrecadação bruta de todas as loterias federais do País sejam repassados ao Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e ao Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB). Do total de repasses, 85% são destinados ao COB e 15% ao CPB.

    Esta receita permitirá, ainda, uma premiação para as campeãs:
    cada uma receberá um valor extra próximo aos R$ 20 mil pelo título.

    A presidente Dilma Rousseff comemorou neste domingo o título inédito da seleção brasileira feminina de handebol, que conquistou o Campeonato Mundial, derrotando a Sérvia por 22 a 20, em Belgrado, na final da competição.

    “Com garra e determinação, nossas meninas do handebol superaram a Sérvia, na casa adversária”, escreveu Dilma, em sua conta pessoal no microblog Twitter. “Nossas meninas do handebol são campeãs mundiais invictas!”, completou.

    Para a presidente, a vitória da seleção, que obteve um feito histórico para o País, indica “o caminho certo na preparação do handebol para os Jogos Olímpicos do Rio 2016”.

    Neste sábado, a presidente já havia usado o Twitter para comentar o desempenho do time nacional, destacando que o Banco do Brasil e os Correios assinaram em junho patrocínio de R$ 9,4 milhões para ajudar o esporte.

    (http://esportes.r7.com/esportes-olimpicos/noticias/no-twitter-dilma-festeja-titulo-do-brasil-no-handebol-20131222.html)
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    IMPORTÂNCIA DO TÍTULO NO CENÁRIO DESPORTIVO INTERNACIONAL

    Para completar a alegria brasileira, Babi entrou para a Seleção do Campeonato Mundial como a melhor goleira,
    e Duda foi eleita a MVP (sigla em inglês para jogadora mais valiosa) da competição.
    Alexandra Nascimento, atual melhor do mundo, foi a artilheira da decisão com seis gols anotados.

    O Brasil é o Primeiro País das Américas a conquistar o título de Campeão do Mundo de Handebol Feminino, e desde 1995, com a Coreia do Sul, uma seleção feminina, dessa modalidade desportiva, fora da Europa não conquistava o Campeonato Mundial.

    (http://pt.wikipedia.org/wiki/Campeonato_Mundial_de_Handebol_Feminino#Conquistas_por_pa.C3.ADs)
    (http://www.youtube.com/watch?v=qRpusbp08Sc)
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Fabio Passos

21 de dezembro de 2013 às 20h01

Não há dúvida. O PiG trata seus leitores como imbecis.
É por isso que serão varridos do mapa em 2014…

Responder

FrancoAtirador

21 de dezembro de 2013 às 14h22

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Jornalismo Monotremado…

É… Tem sentido lógico:

Monotremata

Do Grego:
‘Mónos’=’único’ + ‘Trêma’=’Orifício’

“A ‘Cloaca’ está presente
em ambos os sexos,
e constitui o orifício único,
que deu nome a Ordem Monotremata,
isto é, uma só abertura
para todas as excreções”.

(http://files.biogeografia.webnode.com.br/200000038-e5714e66b3/Mam%C3%ADferos.pdf)
(http://pt.wikipedia.org/wiki/Monotremata#Caracter.C3.ADsticas)
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Responder

    Mário SF Alves

    22 de dezembro de 2013 às 17h50

    Vários orifícios, não? Entendendo-se como tais, a Rede Gloebbels de Desinformação; [in]Veja e demais sucursais da rede TFP; Foia, e o jornal do cavaleiro num cavalinho. Muitos orifícios, muitos “in puts”, porém, um único “out put”, uma única excreção, ou seja: o pensamento único à Goebbels.
    __________________________________
    Se segura Brasil!

    FrancoAtirador

    22 de dezembro de 2013 às 23h52

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    Na verdade, Mário, são diversos canais

    de despejo de sólidos, líquidos e gases

    que são liberados por um único buraco,

    analogicamente, a Rede Globo de TV.
    .
    .

José Carlos lima

21 de dezembro de 2013 às 12h03

Em 2013 vimos como o judiciário pode ser usado pela elite tupinquim pq, sem votos, só tem chances de chegar ao poder pelo golpe como este desferido pelo judiciário que teve Joaquim Barbosa como abre-alas

Responder

roberto

21 de dezembro de 2013 às 09h11

quem veio com essa conversa de republicanismo foi o Lula,da proxima vez escolha juizes que tenham um lado , o do POVO!!!!!!!

Responder

Messias Franca de Macedo

20 de dezembro de 2013 às 23h04

Miruna, a filha de Genoino

O drama de Genoino tem extremos de caráter. De um lado, Joaquim Barbosa. A ele se contrapõe Miruna, que representa o que há de melhor no caráter humano.

Por jornalista Paulo Nogueira

Miruna. Poucas pessoas me impressionaram tanto, em 2013, quanto Miruna, a filha de Genoino.
As circunstâncias revelam a pessoa, sabemos todos. E no drama de seu pai, perseguido implacavelmente por Joaquim Barbosa e defendido tibiamente pelo PT, Miruna se mostrou um colosso.
Quem haveria de supor que por trás de uma jovem mulher tão doce e tão delicada estava uma leoa? Sua ira santa passará para a história como um testemunho do suplício ignominioso imposto a um homem que dedicou sua vida à luta por um país socialmente justo.
O drama de Genoino tem extremos de caráter. De um lado, você tem Joaquim Barbosa, impiedoso, vingativo, um homem que parece se comprazer no sofrimento alheio.
Joaquim Barbosa é o antibrasileiro, a negação da índole generosa e cordial dos filhos do Brasil. É também, para lembrar um grande morto destes dias, o anti-Mandela. Joaquim Barbosa promove a discórdia, e Mandela personificou a concórdia. Barbosa é um deslumbrado, um alpinista social. Mandela conservou a simplicidade sempre, mesmo quando já era claro que fora um dos maiores homens de seu tempo.
A Joaquim Barbosa, no caso de Genoino, se contrapõe Miruna. Se ele é um exemplo negativo para os brasileiros, ela é o oposto. Miruna representa o que há de melhor no caráter humano: a paixão pela justiça, a perseverança na defesa de seus ideais, a devoção filial, a capacidade de se indignar diante de absurdos.
Num plano maior, o que estamos vendo nas ações de Joaquim Barbosa e de Miruna em torno de Genoino é o enfrentamento entre duas forças antagônicas.
Barbosa tem o poder. Miruna tem a verdade. Barbosa é o ódio. Miruna é o amor. Neste tipo de luta, o veredito costuma ser dado pelo tempo. Ainda que o poder prevaleça momentaneamente, a verdade se impõe com o correr dos longos dias.
Miruna é, também, uma lembrança doída da falta de combatividade do PT. É um embaraço para o partido que a voz que se ergueu valentemente contra a perseguição cruel a Genoino seja a de Miruna, e não a de seus líderes.
A prioridade um, dois e três do PT é a reeleição de Dilma, e com isso Genoino foi posto de lado. Talvez só seja efetivamente lembrado em caso de morte.
Miruna tem razão em dizer que sente vergonha do seu país. Os inimigos massacram seu pai. Os amigos se calam, ou emitem balbucios irrelevantes.
Numa perspectiva histórica, falta ao PT o que sobrou em Hugo Chávez e sobra em Cristina Kirchner: a coragem de quebrar muros e, com eles, resistências ao avanço social.
Chávez retirou a concessão de uma emissora que patrocinou uma tentativa de golpe contra ele. Kirchner não descansou enquanto não colocou de joelhos o grupo Clarín, obrigado enfim, depois de anos, a abrir mão de seu monopólio.
No Brasil do PT, a Globo segue impávida – recebeu 6 bilhões de reais em verbas publicitárias estatais nos últimos dez anos — e com ela os três ou quatro grupos que controlam a mídia brasileira.
É nesse universo que Miruna combate seu combate – numa solidão desesperadora que a história registrará como um dos mais lindos momentos de um tempo sob tantos aspectos frustrante.

20/12/2013

FONTE: http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/Miruna-a-filha-de-Genoino/4/29852

Jornalista paulo Nogueira – http://www.diariodocentrodomundo.com.br/

Responder

Marat

20 de dezembro de 2013 às 22h07

É por isso que a tal coligação se chama:
Unidos pela Mentira (PSDB/PFL/PPS/PIG/PSTF)

Responder

Dudu Cartucho

20 de dezembro de 2013 às 20h47

É impressionante que os leitores não percebam a charlatanice dos jornalões e telejornais, ou percebem?
Acredito que seja mais torcida mesmo. E quanto menor o número de leitor/telespectador mais raivosos vão ficando, os enganados e enganadores.
Porque há um dado que 62% do povo não acredita em jornais e 71% não acredita no telejornalismo.

Responder

ricardo silveira

20 de dezembro de 2013 às 20h42

A mídia que mente, esconde informação para defender os interesses dos ricos e o STF não são os únicos males do Brasil de hoje, mas, seguramente, são os piores e mais nocivos ao país, à sua democracia, e ao seu desenvolvimento.

Responder

lulipe

20 de dezembro de 2013 às 20h10

É por essas e outras que muitos admiram Cuba e a China, onde a imprensa e o judiciário servem ao partidão.Aqui, felizmente, nunca terão….

Responder

renato

20 de dezembro de 2013 às 20h03

Acho legal o Ornitorrinco.
MAS, já que somos altos conhecedores da Ornitologos.
Poderiamos descobrir outra ave que representasse a
Direita…
Tucano
Urubu
Corvo
Coruja
Mas……….esta certo!!! Ornitorrinco tem Bico de PATO
e bota OVO.
Parabens, vamos começar uma nova linha as aves para o Legislativo
e os (” entre repteis e mamiferos” ( especie do Orni). para o Jornalismo.
Mamifero – mama nas tetas dos Governos,com uma arma na cabeça deles.
Serpente – não precisa adjetivar.

Responder

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