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“Vozes silenciadas” confirma exclusão do MST como fonte


19/08/2011 - 12h23

Pesquisa mostra que MST é abordado de forma pejorativa pela mídia

do Intervozes

O Intervozes publica pesquisa que analisa a cobertura da mídia sobre o MST durante a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito de 2010. O lançamento oficial da pesquisa ocorre na próxima quarta-feira, dia 24/8, em Brasília.

Uso de termos negativos, pouca relevância dada às bandeiras do Movimento e exclusão do MST como fonte. O que já era percebido pelos movimentos sociais agora foi comprovado em pesquisa que analisou cerca de 300 matérias sobre o MST em TV, jornal impresso e revistas. O resultado desse trabalho será lançado nessa quarta-feira, dia 24, às 19h, na Tenda Cultural do Acampamento Nacional da Via Campesina (Estacionamento do Ginásio Nilson Nelson), em Brasília.

O relatório, intitulado “Vozes Silenciadas”, analisou as matérias que citaram o MST em três jornais de circulação nacional (Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e O Globo); três revistas também de circulação nacional (Veja, Época e Carta Capital); e os dois telejornais de maior audiência no Brasil: Jornal Nacional, da Rede Globo, e Jornal da Record. O período pesquisado foi de 10 de fevereiro a 17 de julho, duração das investigações de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) sobre o MST.

O lançamento contará com a presença de Mônica Morão,  professora da UFC e responsável pela pesquisa, de Leandro Fortes, jornalista da revista Carta Capital, e da Coordenação do MST. O relatório foi realizado pelo Intervozes  – Coletivo Brasil de Comunicação Social com o apoio da Fundação Friedrich Ebert e da Federação do Trabalhadores em Radiodifusão e Televisão (FITERT).

O estudo

MST é retratado como violento e suas bandeiras recebem pouco destaque. A pesquisa concluiu que o movimento, na maioria dos casos, não era central nas matérias que o citam. O tema predominante foi as eleições (97 inserções), com uma grande diferença em relação ao segundo lugar, o Abril Vermelho (42 inserções). A CPMI foi tema apenas de oito matérias (ou 2,6% do total). Nas matérias sobre eleições, o MST não apareceu nos debates sobre políticas agrárias, mas sim como ator social mencionado de forma negativa pelos dois principais candidatos do pleito nacional. O Movimento aparece em segundo lugar no ranking de fontes ouvidas (em primeiro lugar estão matérias que não ouvem nenhuma fonte). Porém, essa colocação representa apenas 57 ocorrências num universo de 301 matérias.

Quase 60% das matérias utilizaram termos negativos para se referir ao MST e suas ações. O termo que predominou foi “invasão” e seus derivados, como “invasores” ou o verbo “invadir” em suas diferentes flexões. Ao todo, foram usados 192 termos negativos diferentes, entre expressões que procuram qualificar o próprio MST ou suas ações.

A maioria dos textos do universo pesquisado cita atos violentos, o que significa que a mídia faz uma ligação direta entre o Movimento e a violência. Não bastasse essa evidência, dentre as inserções que citam violência, quase a totalidade (42,5% do total de matérias) coloca o MST apenas como autor.

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Por Laurindo Lalo Leal Filho



31 comentários

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O MST vai ao Planalto | Viomundo - O que você não vê na mídia

23 de agosto de 2011 às 21h47

[…] “Vozes silenciadas” confirma exclusão do MST como fonte jornalística   […]

Responder

Via Campesina: por que se mobiliza a partir desta segunda | Viomundo - O que você não vê na mídia

20 de agosto de 2011 às 17h05

[…] “Vozes silenciadas” confirma exclusão de MST como fonte   […]

Responder

Roberto Locatelli

20 de agosto de 2011 às 11h06

O MST é o movimento social mais consciente e organizado existente em nosso país.

– As escolas de ensino de primeiro grau criadas pelo movimento são campeãs em notas do ENEM.

– o MST não se dobra a partidos, governantes ou latifundiários.

– o MST tem-se fortalecido à margem da mídia rentista* e até mesmo dos partidos "de esquerda".

Sendo o Brasil um dos países com maior concentração de terras DO PLANETA, é fundamental a existência do MST e da luta pela distribuição de terra.

_____________
*mídia rentista – meios de comunicação a serviço dos banqueiros e especuladores, ou seja, do capital financeiro. Aqui inclui-se Globo, Folha, Veja, Estadão e outros de menor importância.

Responder

    FrancoAtirador

    20 de agosto de 2011 às 17h52

    .
    .
    Tens toda razão, Locatelli.

    Inclusive, entendo que o MST é o movimento mais legítimo da esquerda,
    porque é o único que efetivamente tem base de sustentação popular.
    .
    .

Rafael

19 de agosto de 2011 às 20h49

Acredito que é raltivo ao assunto, o modo como a globo está tratando o novo ministro da agricultura, nem assumiu e a globo já deturpa frase do Mendes Ribeiro assim como faz com o MST. Tá mais do que na hora de fazer lei do meios de comunicação, eu não entendo por que ainda Dilma não se mobiliza , não tem o que perder, esse denuncismo vazio vai ser até o fim, faz a lei agora e o Brasil só ganha com isso.

Responder

Fabio_Passos

19 de agosto de 2011 às 19h48

Agora mensurado o que todo brasileiro com sensibilidade e razão já sabia.

A mídia-lixo-corporativa é uma máquina de difamação a serviço da "elite" branca e rica para atacar o MST.

Com a rede temos a oportunidade de demonstrar que esta mídia-corrupta – rede globo / quadrilha veja / estadão / fsp – não vai mais conseguir espalhar suas mentiras sem resposta.

O MST somos nós!

<img src=http://4.bp.blogspot.com/_ZbZp2YbTB0M/SHzDR6UaFQI/AAAAAAAAACw/wLlmaVmmH1w/s320/Todos%2Bcontra%2BMST.jpg>

Responder

Étore

19 de agosto de 2011 às 19h20

A pesquisa deve estar correta, afinal é essa a impressão que se tem assistido/ouvindo os meios de comunicação.
.
A pergunta que fica é: já que o movimento é realmente violento e sua principal atividade "política" são as invasões de terras, onde a mídia errou desta vez ?

Responder

    peraledo

    20 de agosto de 2011 às 07h22

    "A pergunta que fica é: já que o movimento é realmente violento e sua principal atividade "política" são as invasões de terras…"

    Comentário capcioso, pois infere ao movimento uma qualidade já dada. O MST existe há mais de trinta anos e são raríssimos os casos de lesão corporal causados por seus integrantes durante suas operações (não chegam a 20 os casos comprovados, de acordo com a obra "pulando a cerca: 30 anos de MST"). Este número, ao contrário, mostra a responsabilidade do movimento em relação à segurança de seus integrantes, dado o clima de extrema tensão que antecede e acompanha uma ocupação.

    Dá vontade de rir da turra daqueles que cismam em chamar de violento um movimento que, em trinta anos de existência, contando com mais de 400.000 pessoas e que realizou centenas de ocupações – ombreando-se com policiais corruptos e jagunços armados – envolveu-se em 20 crimes de lesão. Em uma saída de estádio de futebol faz-se mais vítimas.

    Houveram abusos? Decerto. No entanto não vejo os campeões da moralidade atribuirem a todos os estudantes a pecha de violentos quando uma passeata dá errado e ocorrem conflitos. Apenas o MST é responsabilidado em sua totalidade por erro de alguns de seus membros. Vou respeitar sua posição a partir do momento em que o senhor dedicar algumas linhas para acusar a Senadora Kátia Abreu de Maníaca Genocida pelos mais de 3000 assassinatos ocorridos no campo contra lideres camponeses e comunitários a mando de Latifundiários. Pau que bate em Chico também deve bater em Francisco.

    Se forçarmos a barra chegaremos, no máximo à violência contra a propriedade privada. Mas sabendo que a maioria devastadora das terras de latifundio no Brasil são griladas, é violência ocupar o espaço que não pertence a outrem, meu caro? Por fim, me desculpe, mas você é bastante ignorante quanto ao MST e suas atividades. O MST não apenas "invade" terras. O Movimento coordena centenas de escolas rurais (há sérios indícios que a redução do analfabetismo no campo se deu mais pelos programas do MST do que todos os esforços conjuntos das últimas 10 administrações federais); gerencia uma universidade voltada à juventude lavradora e comanda, ao lado de cientistas, centenas de experimentos ecoagrícolas internacionamente reconhecidos. (para dar um exemplo, posso citar o programa "manancial", levado a cabo pelo assentamento do pico do jaraguá, que busca provar a viabilidade de se utilizar a atividade extrativista como um escudo ecológico de proteção aos mananciais).

    Por fim, é difícil convencer as pessoas quando lhe é retirada a voz. Mas eu não esqueci de Chico Mendes, Dorothy Lang, Adelino Ramos e das vítimas do Massacre de Eldorado de Carajás. Enquanto viver os honrarei em minha memória, pois sei de que lado está a justiça (teleológica, não dos homens) na guerra calada travada por aqueles que lutam por dignidade e um pedaço de terra.

    Enquanto você, meu amigo, chora pelas laranjas da Cutrale. Fazer o quê?
    [youtube sMGrqJuiA9g http://www.youtube.com/watch?v=sMGrqJuiA9g youtube]

    Rubens

    23 de agosto de 2011 às 08h57

    Étore escreveu:
    > já que o movimento é realmente violento e sua
    > principal atividade "política" são as invasões de
    > terras, onde a mídia errou desta vez ?

    PERFEITO! Os caras invadem mesmo a terra dos outros, praticam atos violentos (danos à propriedade alheia, destruição de lavouras, saques, mortes de animais…) e depois nao querem ser mostrados de forma negativa pela midia?… Ahhh, vão catar coquinho!!!…

    Leider_Lincoln

    24 de agosto de 2011 às 18h31

    Escreva "latifundiários" e "assassinatos" no Google, veja o que sai e volte. Eu te mostro o que você pode fazer com os coquinhos que catamos!

Luiz Carlos, o velho

19 de agosto de 2011 às 15h35

Mas, e o que diz a lei. entre outras coisas, nós temos que respeitar a lei . E o que diz a lei maior sobre o tema em discussão? Vejamos: CF de 88 Cap.5º ,XXII – É GARANTIDO O DIREITO DE PROPRIEDADE

XXIII – A PROPRIEDADE ATENDERÁ A SUA FUNÇÃO SOCIAL.
Mas, não cabe ao MST ou assemelhados julgar qual, quem e onde se determina o que é de interesse social ou não. É a lei. Sempre a lei.
Não sendo dentro e conforme a lei, é lícito sim, chamar de invasão e usurpação.
XXIV – A LEI ESTABELECERÁ O PROCEDIMENTO PARA DESAPROPRIAÇÃO POR NECESSIDADE OU UTILIDADE PÚBLICA, OU POR INTERESSE SOCIAL, MEDIANTE JUSTA E PRÉVIA INDENIZAÇÃO EM DINHEIROa l, ressalvados os casos previstos nesta Constituição;
XXV – no caso de iminente perigo público, a autoridade competente poderá usar de propriedade particular, assegurada ao proprietário indenização ulterior, se houver dano.

Responder

    peraledo

    20 de agosto de 2011 às 13h15

    Esse é o tipo de argumento legalista que me dá engulhos. As mesmas Leis que asseguram coesão ao corpo social devem se submeter às suas demandas. Uma Lei que deixa de resguardar os direitos da sociedade e passa a atender os ganhos de uma minoria torna-se uma ferramenta distorcida e deve ser amplamente combatida até que se a mesma adeque aos princípios do contrato social que rege essa sociedade.

    As leis e seus profissionais nunca deram nada de mão beijada aos despossuídos e às minorias. Cada garantia civil foi escrita com o suor e o sangue de gerações. Foi através do embate e da pressão que as classes menos abastadas forçaram os Estados a tornar lei os seus direitos. O direito de voto das mulheres, o reconhecimento civil dos negros, o direito à greve, ao descanso remunerado, entre outros, só vieram depois de séculos de luta.

    Se esse teu argumento simplório valesse, nossas crianças ainda estariam trabalhando 14 horas por dia em fábricas insalubres.

leandro

19 de agosto de 2011 às 13h17

Qual o CNPJ do mst? Em que cartório está registrado? A quem prestam contas de verbas? Como é a ata de fundação? Quem responde juridicamente pelo movimento? É uma cooperativa, associação..? Recolhem impostos? Tenham primeiro a coragem de existir juridicamente e depois peçam o que acham serem seus direitos, pela lei nem existem. Perda de tempo discutir por alguem que não existe.

Responder

    carlos bandeira

    19 de agosto de 2011 às 15h05

    A campanha "O Petróleo é Nosso", pelo controle sobre o ouro negro, nas décadas de 30/40, e as "Diretas Já", nos anos 80, também não tinham CNPJ. Quem cobra CNPJ de um movimento de massas de cunho nacional e democrático enxerga o mundo como uma empresa. Só que este país é feito de homens e mulheres que têm direitos, que são desrespeitados.

    Étore

    19 de agosto de 2011 às 19h17

    As campanhas "O Petróleo é Nosso" e "Diretas Já" não foram violentas nem ilegais.

    Fabio_Passos

    19 de agosto de 2011 às 19h31

    Violenta e ilegal… e estúpida, são os ataques covardes a movimentos sociais que defendem justiça aos excluídos.

    As "elites" assassinas do Brasil arrebentam os movimentos de camponeses e qualquer grupo de excluídos que ouse reivindicar direitos constitucionais.

    Étore

    19 de agosto de 2011 às 19h39

    Então se for para, supostamente, defender os excluídos pode-se ser violento e ilegal ?

    Fabio_Passos

    19 de agosto de 2011 às 19h58

    Não há nada ilegal em lutar por direitos constitucionais.

    Quanto a resistir contra a violência praticada pelos latifundiários contra os camponeses?
    Não tenha dúvida que é a resistência é legítima.

    Você que está defendendo os latifundiários covardes que assassinam camponeses é quem deve explicações…

    Étore

    19 de agosto de 2011 às 20h33

    Po favor Fabio, uma violência não justifica a outra. São cansativas essas tentativas de desviar o assunto jogando a responsabilidade para o outro lado, o pessoal é craque nisso por aqui.
    E se para lutar por direitos contitucionais se desrespeitar a constituição, há ilegalidadde sim.
    Ou o desreispeito vale quando é para defender o lado da gente ?

    Edson_Joanni

    19 de agosto de 2011 às 21h12

    Me desculpe ètore, mas acho que você está muito mal informado sobre o MST.[youtube 5Up8rARi6Uk http://www.youtube.com/watch?v=5Up8rARi6Uk youtube]

    Fabio_Passos

    19 de agosto de 2011 às 21h31

    Não fuja da questão concreta.
    Se está cansado da realidade pode se esconder nas mentiras da rede globo / quadrilha veja / estadão / fsp.

    Há um conflito histórico no campo entre a minoria de latifundiários ricos e camponeses excluídos.

    A violência praticada pelas oligarquias rurais contra os camponeses excluídos é estarrecedora e impune. Conta com o silêncio e cumplicidade das "elites" urbanas e da mídia-lixo-corporativa… e da classe-média mal instruída adestrada pela "elite". Se reconheceu?

    É um conflito social causado pela superconcentração de terras nas mãos de poucos.
    Terras que não cumprem sua função social.

    A ilegalidade é a marca do latifúndio.

    O MST luta pelo fim desta ilegalidade e por justiça social.
    Ocupar terra que está na ilegalidade… é instrumento de luta. É digno e legítimo.
    Tem meu total apoio.

    Não tem coragem ainda de defender abertamente os assassinatos de camponeses?
    O seu silêncio já é suficiente para entender…

    Étore

    20 de agosto de 2011 às 00h09

    Não há sequer uma linha minha defendendo latifundio algum, não desvirtue minhas palavras e principalmente o assunto em questão.
    .
    O que reitero é que o MST toma ações violentas sim e atua na ilegalidade,o que aliás é o assunto desta thread.
    .
    Se você quiser mostar que o movimento é pacífico e legal estou ouvindo e pronto para mudar de idéia se os argumentos forem decentes, e não a resposta padrão por aqui: "mas foram eles que começaram, então a gente também pode!".
    Do contrário, até a próxima.

    Fabio_Passos

    20 de agosto de 2011 às 01h10

    MST atua na ilegalidade? De onde tirou esta idéia? Da revista veja?
    Se você reitera isso deveria ao menos conseguir explicar, não acha?
    Pode copiar um texto da veja se não consegue articular o raciocínio.

    Você realmente não escreveu nada sobre latifúndios ilegais e as centenas de assassinatos de camponeses… manteve silêncio absoluto.

    … no entanto espuma de ódio cego e irracional contra ocupações do MST.

    Só posso entender que você defende de forma intransigente as propriedades ilegais dos latifundiários.
    E pouco se importa com as centenas de camponeses assassinados na luta por direitos constitucionais.

    até.

    carlos bandeira

    20 de agosto de 2011 às 15h42

    quem atua na ilegalidade é o latifúndio improdutivo, proibido na constituição.

    quem atua na ilegalidade é boa parte dos empreendimentos do agronegócio, que desrespeitam a lei ambiental e trabalhista (pagam os menores salários da sociedade, além de usar força de trabalho escrava), proibidos pela constituição.

    quem atua na ilegalidade são os latifundiários mandantes de assassinatos de trabalhadores sem terra, posseiros, comunidades para controlar a terra, e nunca sãi julgados e muito menos condenados.

    quem atua na ilegalidade é o Estado brasileiro, que não aplica a lei que obriga desaproprias latifúndios que não cumprem a função social, não aprova a PEC do Trabalho Escravo, não faz a Reforma Agrária.

    Aqueles que lutam contra esse estado de coisas estão apenas reagindo à violência imposta pelo poder da burguesia agrária e a omissão do Estado Brasileiro. São vítimas, não culpados dessa situação.

    carlos bandeira

    19 de agosto de 2011 às 22h32

    Ocupar um latifúndio é violência?

    Que violência? Sò se for violência contra a propriedade privada.

    Inclusive, proibida pela Constituição se for latifúndio improdutivo, descumprir a lei ambiental ou a lei trabalhista.

    E os protestos em Londres, são violência?

    Em uma sociedade de classes, sob o Estado burguês, que se impõe pela violência, qualquer ato contra a ordem vigente é considerado pela classe dominante como violência.

    Mas Florestan Fernandes tem razão: precisamos sair da guerra civil oculta (que oprime os trabalhadores dia a dia) e fazer uma guerra civil aberta (contra a classe dominante).

    Vamos à luta!

    Rafael

    19 de agosto de 2011 às 20h59

    Fato é que os latifundiários sempre estão armados, a violência ocorre do dois lados e principalmente do fazendeiros que reagem à "invasão" aramados.

    Leider_Lincoln

    24 de agosto de 2011 às 18h33

    As campanhas contra Canudos e o contra o Contestado (dois levantes camponeses em que se mataram muitos milhares de pessoas) foram violentíssimas e adivinhe?!? LEGAIS!

    Rafael

    19 de agosto de 2011 às 20h30

    Justamente essa atitude truculenta que marca a cobertura do movimento. Essa visão elitista do movimento só mostra falta de pensamento crítico. Não há movimento mais autêntico que a reforma agrária, a História do nosso país é marcada pelo autoritarismo e violência na repressão contra a reforma agrária. Somente para quem é dono de muita terra para agir desse jeito.

Igor Felippe: Pela reforma agrária, uma cidade acampa em Brasília | Viomundo - O que você não vê na mídia

19 de agosto de 2011 às 12h47

[…] Intervozes: Como a mídia trata o MST   […]

Responder

Zé Fake

19 de agosto de 2011 às 12h46

Mais uma boa postagem do Viomundo! Retrata o que a gente vê cotidianamente: a visão que se tem do MST é essa visão desconstruída e muda que o PIG passa para a grande maioria do público. É a visão que interessa aos latifundiários, ao agro-negócio, e também à oposição (PSBD/etc) lógico, que não tem compromisso com as transformações sociais vindas do marginalizados pelo capitalismo selvagem do big business que é o agro-negócio.

Responder

FrancoAtirador

19 de agosto de 2011 às 12h39

.
.
Não precisa nem pesquisa para comprovar o fato de que os trabalhadores sem terra são considerados bandidos.

Vem de tempos a estigmatização do MST pela mídia oligárquica representante dos interesses dos latifundiários.

E o pior é que, por essa campanha midiática odiosa, esse estigma já está impregnado no inconsciente coletivo.

Goebbels vive através da mídia.
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Responder

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