VIOMUNDO

Diário da Resistência


Política

Vox Populi/CartaCapital: Dilma é favorita em todos os cenários


21/06/2013 - 16h01

Foto: Marcelo Camargo/ABr

por Redação de CartaCapital

A pouco mais de um ano para as eleições, a presidenta Dilma Rousseff aparece como favorita para a reeleição em todos os cenários para a disputa em 2014. É o que aponta a pesquisa Vox Populi / CartaCapital realizada entre 7 e 11 de junho.

Nas pesquisas de intenção de voto estimulada, quando o eleitor é submetido a uma lista de candidatos, Dilma venceria em um eventual confronto os possíveis candidatos Marina Silva (Rede Sustentabilidade), Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB). Neste cenário, a presidenta conseguiria 51% dos votos, enquanto Marina e Aécio teriam 14% cada um e Campos, 3%. Votos brancos, nulos ou eleitores indecisos representam 18% do eleitorado.

Quando o cenário apresenta Dilma, Aécio e Marina, a presidenta apresenta 53% das preferências, enquanto o tucano mantém 15% e a ex-ministra do Meio Ambiente, 14%.

Quando o eleitor tem de escolher entre a presidenta, o tucano José Serra e Marina, Dilma volta a apresentar 51% dos votos, contra 18% do ex-rival da eleição de 2010 e 13% de Marina.

Performance semelhante apresenta Dilma em um quarto contexto, quando o eleitor se decide entre a presidenta, Serra, Marina e Campos. Enquanto a petista fica com 51% das preferências, Serra mantém 18%, Marina tem 13% e Campos fica com 3% das intenções de voto.

A presidenta conquistaria a maior parte dos votos femininos e masculinos. Entre os homens, 49% disseram pretender votar em Dilma – contra 17% que optariam pelo mineiro, 14% por Marina e 3%, pelo candidato do PSB. Entre as mulheres, Dilma é mais popular. Cerca de 53% das entrevistadas a têm como candidata preferida, enquanto 12% preferem Aécio; 13%, Marina Silva; e 3%, Campos.

De forma espontânea, 24% dos entrevistados disseram que votariam em Dilma se a eleição fosse hoje, enquanto o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é citado por 10%. Aécio Neves (PSDB) aparece com 4%, José Serra, com 2%. Marina Silva e Eduardo Campos têm 1% cada um. Cerca de 8% dos entrevistados disseram que votariam branco ou nulo e 48% não souberam responder.

Neste critério da pesquisa, o nome de Dilma é mais recorrente no Nordeste: 33%. No Sul, a presidenta conseguiria 30% dos votos; no Sudeste, 19%; e no conjunto Centro-Oeste / Norte, 17%. Lula é citado por 18% dos eleitores do Nordeste, 10% do Centro-Oeste / Norte, 6% do Sudeste e 5% do Sul.

Nível de conhecimento. Dos possíveis candidatos à eleição presidencial em 2014, Dilma é a candidata mais conhecida entre os entrevistados. Nada menos que 92% dizem conhecê-la “muito bem” ou ter informações sobre a presidenta; 82% afirmam conhecer Serra; 55% dizem conhecer Marina Silva; 39%, Aécio Neves; e 15%, Eduardo Campos.

Quando se trata de rejeição, Serra aparece com o maior índice. Dos entrevistados, 26% disseram que não votariam nele “de jeito nenhum”. Dilma vem em segundo, com 16%, seguida por Campos (12%), Marina (9%) e Aécio (8%).

A primeira rodada da pesquisa Vox Populi / CartaCapital foi feita antes dos protestos que tomaram diferentes cidades do País contra a tarifa de transporte público. O resultado, no entanto, mostra-se alinhado com levantamentos de outros institutos, como o do Ibope de 25 de novembro de 2012, no qual Dilma recebeu 26% das intenções de voto, sete pontos a mais Lula (19%), os tucanos José Serra e Aécio Neves somaram 4% e 3% cada, respectivamente, e Marina Silva ficou com 2%.

Para o levantamento foram entrevistados 2.200 eleitores maiores de 16 anos em áreas urbanas e rurais de 207 municípios, em todos os estados brasileiros (exceto Roraima) e no Distrito Federal. A margem de erro é de 2,1 pontos para mais ou para menos.

A consulta feita em parceria será realizada, em média, de dois em dois meses, o que permitirá análises comparativas com base em uma mesma pesquisa.

*************

por Marcos Coimbra, em CartaCapital

A primeira pesquisa da parceira Vox Populi/CartaCapital confirma os dados mostrados por outras recentes e ajuda a explicá-los. Como as demais, ela indica um elevado nível de satisfação da população com a situação nacional e alta aprovação do governo Dilma Rousseff.

Mundo afora, são poucos os países e os governantes que alcançam resultados semelhantes. Se na quase totalidade da Europa ou nos Estados Unidos saísssem pesquisas como as atuais no Brasil, muita gente por lá soltaria foguetes.

A mais evidente consequência da prevalência desses sentimentos é a folgada dianteira de Dilma nos cenários para a eleição presidencial de 2014. Ela é a destacada favorita, seja nas menções espontâneas, seja diante de qualquer simulação com adversários possíveis.

De novo, tanto quando se comparam suas perspectivas eleitorais com aquelas de outras lideranças internacionais quanto com a situação de seus antecessores em momento semelhante, a presidenta tem muitos motivos para se alegrar. A 15 meses do pleito em que disputaram a reeleição, Fernando Henrique Cardoso e Lula tinham números piores comparados aos atuais de Dilma. E ambos terminaram por vencer.

Quando cotejamos as pesquisas de junho com aquelas realizadas há alguns meses, registram-se, porém, quedas. Seja nos resultados publicados do Datafolha e da CNT, seja em levantamentos não divulgados de outros institutos (entre os quais da própria Vox Populi), elas são perceptíveis.

São quedas pequenas, insuficientes para mudar o panorama geral. Satisfação (com o Brasil), aprovação (da presidenta) e favoritismo (da candidata) continuam predominantes, por largas maiorias.

A nossa cultura política se desacostumou, no entanto, das oscilações negativas nas pesquisas de avaliação do governo, tão comuns no resto do mundo e tão frequentes em nosso passado recente. Qualquer queda, por menor que seja, passou a ser considerada “anormal” e prenúncio de mudanças definitivas nos humores da população.

Do lado do PT, de seus aliados e simpatizantes, difundiu-se a crença de que na seria capaz de arranhar a solidez dos sentimentos populares em relação ao governo. Do lados das oposições, depois de tudo tentarem para abalá-los e sem obter sucesso, o desalento passou a ser regra.

Vivemos um longo ciclo de popularidade governamental em alta, iniciado com Lula em 2007 e que atravessou a transição para Dilma e durou quase seis anos. Desde quando Lula saiu incólume daquele desastre aéreo em Congonhas, que tentaram tornar responsabilidade sua, até agora, nunca tivemos qualquer inflexão nessa tendência, nem mesmo no auge da crise internacional em 2008.

Há, é claro, limites para esse movimento. O aumento ininterrupto da popularidade esbarra na reação dos opositores, que se tornam mais combativos à medida que se sentem mais acuados. Os segmentos recentemente incorporados às maiorias da aprovação são menos convictos do que aqueles apoiadores de longa data. Suas motivações são menos sólidas.

A nova radicalidade da oposição, somada à votalidade do “neogovernismo”, bastaria para explicar as quedas observadas. Mas não parece ser a única explicação.

Quando no fim de 2012 ficou nítido que o grande circo armado em torno do “julgamento do século” havia sido incapaz de alterar os prognósticos para 2014, as oposições, especialmente seu braço midiático, assestaram suas baterias para novos alvos e foram atacar a competência do governo. Passaram o primeiro semestre de 2013 em dedicação exclusiva e tempo integral na missão de desconstruí-la.

Seu maior sucesso foi transformar uma situação crônica, mas relativamente administrada, com a qual convivemos há mais de 15 anos, em problema agudo e urgente: a inflação. De tanto insistir no risco de “explosão inflacionária”, o coro da mídia oposicionista ampliou o tamanho da parcela da sociedade sempre assustada com a “carestia”.

Segundo os dados da pesquisa Vox Populi/CartaCapital, 92% dos entrevistados perceberam que os preços aumentaram nos últimos meses e 72% esperam que continuem a subir nos próximos. Ou seja, para uma significativa maioria, a situação econômica se deteriorou e tende a piorar no futuro imediato.

Metade dos entrevistados diz preocupar-se “muito” e outros 38% se “preocupam, mas não muito”com a inflação. Em maior ou menor intensidade, mostra a pesquisa, 88% da população não está tranquila com o risco do “retorno da inflação”.

Quanto desse sentimento é pura subjetividade e quanto é fato objetivo? Quem olha o conjunto dos indicadores da economia brasileira não tem dúvidas: a maior parte guia-se por temores artificialmente estimulados.

A construção da inflação como “ameaça iminente” provoca (ou aguça) sentimentos raros nos últimos tempos, quase desaparecidos: de insegurança em relação ao futuro e à capacidade do governo de resolver os problemas do País.

A população brasileira conhece bem a sensação: experimentou-a com José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco e FHC. Para ficar apenas no último, quem não se lembra do sobressalto com a volta da hiperinflação e o racionamento de energia no segundo governo do tucano?

Dois episódios encarregaram-se de ampliar a sensação difusa de insegurança de maio para cá: os boatos a respeito do fim do Bolsa Família e a temporada de caos urbanos em São Paulo. Esta começou com manifestações inteiramente comuns na democracia, contra aumento nos preços das passagens de ônibus (assim contribuindo para tornar mais consistente o “medo da inflação”), mas logo virou um quebra-quebra e estimulou imagens assustadoras na cobertura dos canais de televisão. Quem ganha com o aumento da insegurança da sociedade? Os porcentuais de popularidade perdidos pelo governo se transformam em algo positivo para alguém?

Não, sugere a pesquisa. Em parte pelo fato de o processo de perda não ser grande e parecer limitado. Também pela ausência de uma oposição com credenciais para capitalizar o desgaste. De seus possíveis candidatos, alguns têm um passado bastante pesado para carregar, enquanto outros inexistem para a vasta maioria do eleitorado.

O caso mais complicado é o do PSDB. Embora houvesse aproveitado do tempo integral da propaganda partidária nacional e de boa parte das inserções nos estados, Aécio Neves mostrou crescimento pequeno entre março e junho. Subiu somente 4 pontos porcentuais, de acordo com o Datafolha. Nesta pesquisa, varia de 14% a 15% das intenções de voto, a depender do quadro de concorrentes.

Se a primeira janela de mídia partidária foi-lhe tão pouco proveitosa, como esperar um crescimento nas duas vindouras (no segundo semestre deste ano e no primeiro de 2014), as únicas antes de começar o período da propaganda eleitoral gratuita, em agosto do próximo ano?

Com todos os acontecimentos desses primeiros seis meses de 2013, o saldo para Dilma Rousseff e o governo só pode ser considerado satisfatório. No fundo, é a oposição que deveria se preocupar. Quem acumula mais de 50% de intenções de voto, equivalentes a quase 62% dos votos válidos, tem muitos problemas a menos.

E as manifestações populares dos últimos dias? Por enquanto, é impossível estimar suas consequências eleitorais. De um lado, falta-lhes sentido político direto, pois a maioria dos participantes parece orgulhar-se de um vago viés apolítico. De outro, exatamente por isso, não favorecem ou prejudicam os candidatos reais na disputa, por mais que a direita queira se apropriar dos protestos.

Em 05 de outubro de 2014, os eleitores terão nomes concretos dentre os quais escolher, cada um com seu passado e suas propostas para o futuro. Até aqueles que são “contra tudo e contra todos” terminarão por fazer uma opção.

Leia também:

Gilberto Nascimento: Sobre a nova pesquisa Datafolha





39 comentários

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pereira

22 de junho de 2013 às 11h57

Gino dornelles, quem acabou co a cpmf foi o psdb, demo e companhia, ou se acha 40 bilhões na esquina, quando você encontra me avise.

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Che

22 de junho de 2013 às 11h44

LULA será o nosso candidato!

Responder

A Camde agora mora na Barra | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

22 de junho de 2013 às 10h05

[…] agora, as coisas serão diferentes. Temos um governo que, apesar de tudo, tem base popular – nem as pesquisas lhe negam ampla maioria – para reagir e derrotar o clima de pessimismo e de insurreição que a mídia insufla e […]

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Messias Franca de Macedo

22 de junho de 2013 às 09h46

Presidenta Dilma, depois do pronunciamento à Nação é hora de partir pros finalmente e pôr na rua os incompetentes

Agora que a presidenta Dilma colocou os pingos nos ‘is’, falta passar da palavra à ação e por no olho da rua:
Helena Chagas, da Secom, que, além de não saber comunicar as ações do governo nem defendê-las, enche a mídia corporativa de dinheiro para que ela fale mal do governo que caberia a Helena defender;
José Eduardo Cardozo, o ministro da Justiça mais inoperante de todos os tempos. Graças à sua incompetência, a presidenta se viu surpreendida pelas manifestações atuais, sem contar as questões indígenas, com assassinatos, demissão na Funai etc;
Paulo Bernardo, o exótico ministro das Comunicações, que, geralmente, em vez de defender os interesses dos consumidores sai em defesa das teles. Basta olhar o ranking do Procon de SP, por exemplo, para ver onde nos leva o apoio do ministro;
A ministra Gleise, casada com Paulo Bernardo (um dos maiores erros da ‘gestora’ Dilma esse de admitir um casal no ministério) e com interesse voltado a sua eleição ao governo do Paraná em 2014, e que trabalha não para Dilma ou o país, mas para suas conveniências paroquiais, atendendo aos ruralistas.
A demissão desses ministros vai sinalizar ao país que o discurso da presidenta é pra valer e que, ouvindo as manifestações dos últimos dias, ela vai trabalhar para que a base aliada detone uma figura nefasta e medíocre como Marcos Feliciano, apoie as reivindicações dos indígenas no Centro-oeste e no Norte, exija dos governos dos estados que receberam verbas públicas (como o meu Estado do Rio), que as utilize ou as devolva à União.
Dilma tem que rodar a baiana e fazer com que seus (supostos) aliados se portem como tal, atendendo às reivindicações populares e com foco, especialmente, naquilo que foi destacado no discurso de posse da presidenta: a eliminação da miséria. Um governo com esse objetivo só pode contar com o apoio de todos.
A partir daí, a presidenta pode voltar a merecer o que sempre teve e continua tendo, o apoio da maioria dos brasileiros, atingido agora por uma onda de manifestações que, se têm em grande parte uma motivação golpista, denunciam incoerências e fraquezas do governo popular que ajudamos a construir.

Por jornalista Antônio Mello

SÁBADO, 22 DE JUNHO DE 2013

em http://blogdomello.blogspot.com.br/

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Antonio

21 de junho de 2013 às 23h56

A presidente Dilma já demonstrou que lhe falta competência para gerir o país. Os outros candidatos também não apresentam bons predicados, mas o que Dilma está fazendo na economia do país deixará o Brasil no caminho da Venezuela e da Argentina.
Se fosse um pouco flexível, já teria substituído Mantega e deixaria o Banco Central tomar as providências para abaixar a inflação. Não existe no páis política fiscal, a Balança de Pagamentos está dilacerada.
Ou seja, Dilma conseguiu acabar com a política monetária, a política fiscal e não tem política cambial o que está levando o país para o abismo.
Lamentável a sua arrogancia e o seu despreparo.

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lidia virni

21 de junho de 2013 às 23h07

Interessante, Gino. O FHC e seus cupinchas acabaram com o SUS e você vem atribuir isso ao Lula e Dilma? Onde você estava então? Até a época de seu governo de triste memória meus pais tinham agendimento excelente no Miguel Couto e em outros hospitais públicos ou privados com convenio do SUS. Você, naturalment, é um troll, por isso vem com alegações infundadas. Além do mais, a execução das verbas de saúde, educação e saneamento básico é de governadores e prefeitos e a grande maioria coloca a grana nos bolsos, próprios e dos cupinchas. Além dos impostos locais, do fundo de participação de Estados e Municípios, os que receberam durante anos os royalties do petróleo fizeram o quê com todo esse dinheiro?. Vá analisar um pouquinho e nos deixe debater política com seriedade.

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Bonifa

21 de junho de 2013 às 22h07

O Jornal Nacional parou para ouvir a presidenta Dilma, e ao voltar, não falou absolutamente nada sobre o pronunciamento. A apresentadora estava com a cara muito feia, mas não disse nada. O Bonner nada falou, e a pauta do jornal continuou até o fim sem se manifestar sobre a fala da Presidente da República. É muito mais do que estranha, essa atitude. Chega a ser até uma demonstração de ódio quase explícita.

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    Geraldo Souza

    22 de junho de 2013 às 11h12

    Alguma dúvida?

Bonifa

21 de junho de 2013 às 21h36

Os golpistas agora estão na defensiva. Prevendo um naufrágio total de suas teses, o golpismo atacou de Datafolha, como se estivesse assumindo a própria voz dos movimentos. Simplesmente não dá para acreditar que em uma pesquisa mais ampla dentro do movimento haja tanto mentecapto que coloque o Joaquim Barbosa como líder de pesquisa para a presidência. Dirigida, seria o mínimo que se poderia dizer desta pesquisa. A posição da Marina na pesquisa, até daria para crer, já que há uma afinidade entre as bandeiras verdes e estas do movimento. Mas a pesquisa Datafolha, com toda a certeza, teve um objetivo muito claro: Tentar dar uma sobrevida à tese do Mensalão, cruzando através do poder destruidor e renovador movimento.

Responder

    FrancoAtirador

    21 de junho de 2013 às 23h03

    .
    .
    Calma, Bonifa.

    Esse movimento, ou o que restou dele,

    é exclusivo da Classe Média Reacionária.

    30% de apoio ao ‘Duce Führer’ é muito pouco.

    Os fascistas paulistas morreram na Praia Grande.

    E os cariocas na praia da Barra da Tijuca.
    .
    .
    Datafolha

    Joaquim Barbosa lidera corrida presidencial entre manifestantes

    O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, lidera a corrida eleitoral entre os manifestantes de São Paulo para ocupar o lugar de Dilma Rousseff na Presidência da República, segundo pesquisa do Datafolha realizada na quinta-feira.

    Segundo o levantamento, o ministro do STF é o preferido de 30% dos entrevistados,
    seguido da ex-senadora Marina Silva, com 22%.
    Dilma está em terceiro lugar, com 10% da preferência.
    O senador Aécio Neves (PSDB-MG), com 5%,
    e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), com 1%, vêm em seguida.

    A margem de erro da pesquisa,
    que entrevistou 551 manifestantes durante o protesto de ontem (20),
    é de 4 pontos percentuais para mais ou para menos.
    .
    .

Urbano

21 de junho de 2013 às 21h07

Perder para os bandidos da oposição ao Brasil está totalmente fora de cogitação. Os que vão sacramentar a Presidenta Dilma logo no primeiro turno, certamente, não estavam no badernaço. Isso intuitivamente ou por simples desinteresse, e até mesmo por estar trabalhando. Deu pra ver alguém no oba-oba com cara de trabalhador? Só os ‘en passant’…

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Valdecir Luiz Cordeiro

21 de junho de 2013 às 20h07

Olá gente boa! alguém pode me ajudar a entender uma coisa? Em que itens são gastos os recursos contabilizados para a Copa, os tais 28 bilhões?
O Romário afirmou num video postado na internet que o Brasil vai gastar 8 bilhões só na construção de Estádios… e que isto seria desperdício e tal. Acho que é muito dinheiro, mas e o resto dos recursos, para onde vai? Como ele não diz claramente no vídeo, suponho que o governo está colocando tudo num transatlântico para a FIFA levar consigo. Dá a impressão que o país está investindo os outros 20 bi em coisas que depois não servirão para nada. Será? Na fala do Romário, as contas não fecham. Suspeito que ele quer faturar politicamente com as manifestações.
Tentei encontrar as informações no site do governo, mas não consegui.

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marta

21 de junho de 2013 às 20h00

Assinem o apoio à Dilma, no link abaixo.Vamoslá,ela merece!

http://www.avaaz.org/po/petition/EU_APOIO_A_PRESIDENTE_DILMA_CONTRA_A_TENTATIVA_DE_GOLPE_DE_SETORES_DA_ELITE_BURGUESA_DO_BRASIL/?fFjJWeb&pv=143

Responder

marta

21 de junho de 2013 às 19h58

Assinem o aphttp://www.avaaz.org/po/petition/EU_APOIO_A_PRESIDENTE_DILMA_CONTRA_A_TENTATIVA_DE_GOLPE_DE_SETORES_DA_ELITE_BURGUESA_DO_BRASIL/?fFjJWeb&pv=143
oio à Dilma no link abaixo. Vamos lá,ela merece!

Responder

Bonifa

21 de junho de 2013 às 19h21

Se a Dilma anunciasse que iria mandar ao Congresso a Reforma Política, e que o projeto teria a participação de representantes de todos os grupos identificados no movimento, seria uma jogada de xeque contra os golpistas.

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jõao

21 de junho de 2013 às 19h05

Manifestação é o conjunto. Destruir escola e posto de saúde público não é lutar por educação e saúde.
Na manifestação de ontem no centro do Rio de Janeiro, muita gente empunhava cartazes pedindo mais saúde e educação.

Só que um grupo no meio da manifestação, que não era pequeno, invadiu e detonou a Escola Municipal Tia Ciata, uma escola com prédio novo, bonito, com boas instalações, e lá a grande maioria dos alunos é de famílias pobres.

Ao lado, um posto de saúde público também foi destruído.

Ainda houve destruição a pontos de ônibus novos e bem conservados, cuja função é abrigar do sol e da chuva a população usuária do transporte público, uma das bandeiras que deflagrou as atuais manifestações.

O Terreirão do Samba, que é um centro cultural popular, acessível ao cidadão de baixa renda, também foi atacado.

Escolas e unidades de saúde são conquistas do povo, independentemente de quem seja o governante, e é inusitado serem alvo de depredação, principalmente as que funcionam bem e estão em excelente estado de conservação.

Uma manifestação é o que é, e no que resulta pelo conjunto da obra, independentemente de boas intenções que existam na cabeça de cada um da maioria pacífica.

É muito estranho que os bens coletivos do povo mais pobre, necessários para prestar serviços essenciais, estejam sendo alvo de ódio. Isso lembra o discurso de extrema-direita contra os direitos do povo, pró-mercado.

É o tipo de coisa que só interessa ao conservadorismo neoliberal, que prega o estado mínimo e que até os serviços públicos essenciais, como a educação e a saúde, sejam deixados na mão do livre mercado, o que elimina qualquer projeto de desenvolvimento do Brasil, expulsando as crianças de famílias de baixa renda do sistema educacional de qualidade, perpetuando ciclos da pobreza de geração para geração.

Pode ser que esses ataques à escola e posto de saúde não tenha sido algo planejado, mas é o resultado do “caldo de cultura” de muitas mensagens que vem sendo pregadas por aí, a partir das entrelinhas dos jornalões e telejornais.

Responder

JM

21 de junho de 2013 às 19h01

Acorda Dilma, os manifestantes estão contra a Globo.
Aproveite a chance e transforme a Globo em TV Pública!
#aglobotemqueserdopovo
#tomeagloboparaopovo

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Francisco

21 de junho de 2013 às 18h57

Outra: a “nova” classe média não esteve nessas manifestações. É só olhar as fotos do PIG: cadê os negros?

Setores isolados, determinados bairros, mas não a “nova” classe média.

Arrimo de familia não se mete em pancadaria, não desdenha curso no SENAC e chega cedo no serviço.

Há que fazer analises marxistas, companheiros. Pequena-burguesia e lumpem são conceitos suficientes…

Responder

Francisco

21 de junho de 2013 às 18h52

Com isso, eu praticamente não me preocupo.

A imensa maioria dos eleitores lembram como era o Brasil antes de Lula.

Só isso já resolveria.

Mas há mais: dos partidos brasileiros, somente o PT tem “traquejo” para lidar com demandas sociais. Traquejo para fazer os acordos e vontade politica para cumpri-los. Tudo o que os manifestantes demendam o PT faz com a maior alegria – agora tem uma ótima desculpa para fazer.

O resto é tudo “Pinheirinho”.

E, finalmente, Aécio tem algo a dizer sobre desoneração de algo?

Marina, esta atrás de piaba, mas se fosse eleita teria de governar com o PMDB e: ou o PT, ou o PSDB. No primeiro caso, o PT seria o poder (sem as desvantagens…), no segundo caso, em seis meses ela renuncia.

Faltam só dois a três anos para todas as obras de infraestrutura de Lula serem inauguradas. Depois disso, adeus direita…

Responder

Bacellar

21 de junho de 2013 às 18h22

Lembrando que se 10 milhoes foram a rua, e esse numero é dos mais otimistas, significa que uma décima nona parte apenas da população foi as ruas, e mesmo esse 1/19 avos não tem pauta comum. O perigo ee que essa pesquisa seo anima os defensores e articuladores do golpe branco via judiciário.

Responder

Olavo

21 de junho de 2013 às 18h17

O Conselho da Presidenta DILMA para se usar o controle remoto parece que não deu muito certo não: Todos os canais estavam ligados no GOLPE, inclusive, pasmem, a TV Brasil.

Responder

Ted Tarantula

21 de junho de 2013 às 17h36

a arrogância e prepotência é que sempre levam a “sinistra” pro buraco..e já vão tarde..

Responder

Waldir Santana

21 de junho de 2013 às 17h30

Só me preocupa o anticlímax que os inconformados tentam instaurar. De resto, é apostar na compreensão, cada vez mais clara, de que lado está cada uma das mil vozes que sopram em nossos ouvidos.
Nosso nível de educação geral é baixo, mas muitos dos que não são cooptados por interesses mesquinhos (como os pregados em estabelecimentos de ensino de qualidade duvidosa), sabem muito bem o que é melhor para si.

Responder

trombeta

21 de junho de 2013 às 17h27

Pobre direita dependente de leitores da veja e nazistas para tentar um golpe porque no voto é difícil.

Responder

claiton

21 de junho de 2013 às 16h44

ONDA DE GOLPES ESTÁ CERTO, é sim imposto o que paga os altos salários dos jornalistas, as empresas midiáticas não vivem somente da venda de sues produtos, mas principalmente da propaganda que vincula nestes….. Todo valor pago com propaganda pelo supermercado onde você compra seus alimentos vai para o custo do produto que ele comercializa e você consumidor é o pagante….. Que na nota fiscal ao consumidor seja destacado o valor que o comerciante paga aos meios de comunicação para propaganda e, que a mídia desonere também seus impostos sobre os produtos que o governo já desonera…. O que pagamos para o estado é tributo, vai para o bem geral da sociedade, o que pagamos para a mídia é imposto, não vai para o bem comum da sociedade, mas sim para o bolso dos MIDAS DAS MÍDIAS. … Vamos pra rua cobrar a desoneração do carro da Fiat, se desonerar um pouco o valor do imposto midiático ele pode ficar mais barato. Vamos criar o impostômetro da propaganda. TRIBUTO O BEM MAIOR DA HUMANIDADE.

Responder

    Waldir Santana

    21 de junho de 2013 às 17h22

    Perfeito, Claiton!

Ted Tarantula

21 de junho de 2013 às 16h41

” De outro, exatamente por isso, não favorecem ou prejudicam os candidatos reais na disputa, por mais que a direita queira se apropriar dos protestos.”
uai sô..então qual a razão da histeria da esquerda que já está se escondendo em baixo da cama com medo do tal golpe de direita???
não se fala em outra coisa..tem golpe ou não afinal???

Responder

    Zhungarian Alatau

    21 de junho de 2013 às 17h16

    Você nunca estudou História do Brasil? Matou a aula quando falaram do Brasil depois de 1950, é isso?

    Pelo visto, não sabe quem foi Roberto Marinho. Ou Otávio Frias.

    É nisso que dá ficar pendurado no “feisbuk”. Agora chupa!

Gustavo

21 de junho de 2013 às 16h39

Não se depender do meu voto.

Sou PETISTA e essa mulher não me representa!

Responder

    Zhungarian Alatau

    21 de junho de 2013 às 17h12

    “Essa mulher” não te representa, mas foi ela a eleita. O nome disso? Democracia. Em 2014 você terá a chance de mudar isso. Até lá, poupe-nos de seu pseudopetismo.

lulipe

21 de junho de 2013 às 16h18

Continuem acreditando nisso…..

Responder

Coutinho

21 de junho de 2013 às 16h15

Não fui consultado, mas ponham meu nome entre os eleitores de Dilma.

Responder

Messias Franca de Macedo

21 de junho de 2013 às 16h10

LÁ VEM O MATUTO QUE SENTE CHEIRO DE GOLPE DESDE O DIA EM QUE NASCEU EM *PINDORAMA!

* Significado de Pindorama:
Etimologicamente, quer dizer, em tupi-guarani, terra de papagaios. Designação dada ao Brasil pelas gentes andoperuanas e indopampianas. O jornalista e escritor Elio Gaspari, em seus artigos, usa muito este nome quando quer, de forma irônica, se referir ao Brasil.

… A presidente *Dilma Rousseff, A Magnífica, pode ter 51% hoje: porque o honesto, sapiente, leal e impávido povo trabalhador brasileiro está, simplesmente, trabalhando! [Portanto] O honesto, sapiente, leal e impávido povo trabalhador brasileiro irá se manifestar em outubro próximo: A Magnífica reeleita em primeiro turno, com mais de 60% dos votos válidos!…

*Oxente, ‘o poste’ “inté” parece o Sol, sô!…

… E que venham 267 ou 268 candidatos e candidatas da [eterna] OPOSIÇÃO AO BRASIL, MENTEcapta, mercenária, golpista/antinacionalista, fascista de meia tigela!… ‘O cheiro dos cavalos ao do povo’, rentistas dos Quintos dos Infernos!…

(“As elites são tão estúpidas que desprezam as próprias ignorâncias!” Emérito e humanista escritor uruguaio Eduardo Galeano)

BRASIL (QUASE-)NAÇÃO [depende de nós enquanto ações e reações!]
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

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ricardo

21 de junho de 2013 às 16h08

Pelo que vejo, ela perde para o ponto de interrogação. Já o padrinho dela, vai curtir um eterno ostracismo. Ficará para a história: o “cara” que desperdiçou o melhor momento que o país já teve; o aviltador de instituições; e animador de zumbis.

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    Zhungarian Alatau

    21 de junho de 2013 às 17h13

    Ricardo, vc fala do FHC? SE lula e Dilma vão pro ostracismo, então certamente o mundo nem existirá mais.

    Estude um pouco de História. E não vá com muita sede ao pote, pode acabar se lambuzando.

    Pedro Teixeira

    21 de junho de 2013 às 20h05

    Se o povo quiser, que assim seja. O que não dá pra entender é gente, e são pessoas que tem de tudo disponível para entender a sua realidade, querer a volta da ditadura.Por que não juntam essa galera e monta um novo partido? É só querer. Não permita meu Deus a volta da ditadura. Tortura nunca mais, Amén!

    Gino Dornelles

    21 de junho de 2013 às 20h24

    Tortura é o que o PT faz a 12 anos com as pessoas nos corredores do SUS.

    Pedro Teixeira

    21 de junho de 2013 às 20h44

    Não, senhor. Tortura é pau de arara, é estupro autorizado pelo estado, é não poder se manifestar, desaparecer por discordar. Isso, meu caro, que é tortura.


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