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Vivaldo Barbosa a Paes: A sua legitimidade é frágil, contenha o liberalismo voraz — seu e do DEM
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Política

Vivaldo Barbosa a Paes: A sua legitimidade é frágil, contenha o liberalismo voraz — seu e do DEM


30/11/2020 - 19h21

UMA NOTA SOBRE AS ELEIÇÕES DO RIO

Por Vivaldo Barbosa*

Eduardo Paes obteve 1 milhão e 600 mil votos.

Quem não foi votar, por abstenção ou por qualquer outro motivo, somou 1 milhão e setecentos mil votos.

Quase o dobro dos votos do Crivella. Nulos somaram mais de 430 mil votos, mis de 150 mil em branco.

Assim,  os que não quiseram votar em nenhum dos dois somaram mais de 2 milhões e 300 mil votos.

O Prefeito foi eleito por uma minoria: dos mais de 4 milhões e 800 mil eleitores, pouco mais de 1 milhão e 600 mil votou nele – 33%.

Sua legitimidade é frágil: que contenha o seu liberalismo voraz, e de seu partido [DEM], e não tome medidas drásticas como entregar saúde a grupos privados, nem BRTs para empresas de ônibus e otras cositas más, como o fez anteriormente.

A oposição e a resistência serão mais fortes.

Bem, fez a Benedita que recomendou votar no 13:

Domingo, no segundo turno das eleições, vote nos candidatas e candidatos do PT.

Vamos fazer o Brasil feliz de novo. Você 13!

#Vote13

* Vivaldo Barbosa é advogado,  professor e coordenador do Movimento O Trabalhismo. Brizolista e trabalhista histórico, foi deputado federal constituinte pelo PDT e secretário da Justiça de Brizola.





1 comentário

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Nelson

01 de dezembro de 2020 às 12h13

Infelizmente, o capital está c… e andando se a legitimidade do Paes é frágil. O capital tem as rédeas na mão e vai exigir, sim, a privatização de tudo. Em suma, o liberalismo voraz não vai ser contido, a menos que…. Bem, no final do texto eu completo.

O capitalismo vive crise monumental de redução dos espaços em que pode obter lucros na quantidade e na profusão que sua lógica exige. E os capitalistas encontraram a fórmula para escapar a essa crise e assim dar uma sobrevida de algumas décadas a seu sistema.

A fórmula é assenhorear-se do patrimônio e riquezas públicas, ou seja, daquilo que pertence ao conjunto da população, de onde vão tirar os lucros que não vêm em outros setores. Este é o objetivo real das badaladas privatizações.

Produtos e serviços de melhor qualidade, a preços e tarifas mais baixos, só as privatizações podem nos garantir. É o que nos promete a propaganda, maciça, avassaladora, tão bem feita que uma imensa multidão de incautos e inocentes acaba nela acreditando.

É claro que, além da maciça propaganda, para se assenhorear mais facilmente do que é de todos o capital conta também com as autoridades políticas eleitas por partidos como o DEM, PP, PSDB e outros e, lamentavelmente, até de algumas eleitas pela esquerda.

Utilizando-se da mesma tática bastante criticada na época do Sarney, o “é dando que se recebe”, mas que, de modo algum se reduziu ou muito menos terminou, o capital vai financiando campanhas e reeleições àqueles que, em troca, uma vez no poder, darão um jeito de destinar a seu controle o patrimônio público.

Essas “autoridades” darão um jeito de sucatear e inviabilizar o funcionamento do serviço e empresas públicas, que serão desviadas o quanto possível de sua função de atenderem da melhor maneira às demandas populares.

Essas autoridades vão angariar as chamadas condições políticas favoráveis à privatização, ou seja, “apertar o torniquete” até que o próprio povo passe a sentir raiva ou mesmo nojo da empresa que lhe pertence e venha aderir à tese de que só a privatização poderá trazer melhoras.

Para terminar, eu digo que o liberalismo – leia-se destruição do país – só será contido se a maioria do povo se dispuser a enfrentar essas autoridades que só trabalham para o capital.

Enfrentar essas autoridades significa empreender campanha de pressão firme e sem tréguas até que as medidas destrutivas, que só atendem aos interesses do grande capital – dos já mi e bilionários – sejam abolidas.

Enfrentar essas autoridades significa exigir que elas implantem políticas que realmente contemplem o atendimento das necessidades de todo o povo ou, então, que caiam fora do poder. É assim, sem concessões, que o povo terá que agir.

Ou partimos para a radicalização das nossas ações – sem extremismos – ou o grande capital não recuará. Afinal, é do avanço sobre os direitos e o patrimônio de todos que o grande capital depende para garantir sua sobrevida.

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