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TSE: Contagem de votos impressos levará Brasil de volta a “cenário das fraudes generalizadas”
Foto: José Cruz/Agência Brasil
Política

TSE: Contagem de votos impressos levará Brasil de volta a “cenário das fraudes generalizadas”


02/08/2021 - 16h49

Quando se fala em democracia, ela só existe quando existem também eleições limpas. Não é como um outro quer, é da forma que o povo deseja. Nós queremos eleições, nós queremos votar, mas não aceitaremos uma farsa como querem nos impor. Pode ter certeza, o soldado que vai à guerra e tem medo de morrer é um covarde. Jamais temerei alguns homens aqui no Brasil que querem impor a sua vontade. A vontade do Brasil, é a vontade de Deus e a vontade aqui na terra é a vontade de cada um de vocês. Jair Bolsonaro, depois de Motociata em Presidente Prudente, São Paulo, em fim-de-semana que viu fracasso de protestos por voto impresso.

Harmonia e independência entre os poderes não implicam impunidade de atos que exorbitem o necessário respeito às instituições. Permanecemos atentos aos ataques de inverdades à honra dos cidadãos que se dedicam à causa pública. Atitudes desse jaez deslegitimam veladamente as instituições do país; ferem não apenas biografias individuais, mas corroem sorrateiramente os valores democráticos consolidados ao longo de séculos pelo suor e pelo sangue dos brasileiros que viveram em prol da construção da democracia de nosso país. Luiz Fux, presidente do STF, em discurso de abertura do segundo semestre de trabalhos do Judiciário.

NOTA DE ATUAIS E EX-INTEGRANTES DO TSE A RESPEITO DO VOTO IMPRESSO

O Presidente, Vice-Presidente, futuro Presidente e todos os ex-Presidentes do Tribunal Superior Eleitoral desde a Constituição de 1988 vêm perante a sociedade brasileira afirmar o que se segue:

  1. Eleições livres, seguras e limpas são da essência da democracia. No Brasil, o Congresso Nacional, por meio de legislação própria, e o Tribunal Superior Eleitoral, como organizador das eleições, conseguiram eliminar um passado de fraudes eleitorais que marcaram a história do Brasil, no Império e na República.
  2. Desde 1996, quando da implantação do sistema de votação eletrônica, jamais se documentou qualquer episódio de fraude nas eleições. Nesse período, o TSE já foi presidido por 15 ministros do Supremo Tribunal Federal. Ao longo dos seus 25 anos de existência, a urna eletrônica passou por sucessivos processos de modernização e aprimoramento, contando com diversas camadas de segurança.
  3. As urnas eletrônicas são auditáveis em todas as etapas do processo, antes, durante e depois das eleições. Todos os passos, da elaboração do programa à divulgação dos resultados, podem ser acompanhados pelos partidos políticos, Procuradoria-Geral da República, Ordem dos Advogados do Brasil, Polícia Federal, universidades e outros que são especialmente convidados. É importante observar, ainda, que as urnas eletrônicas não entram em rede e não são passíveis de acesso remoto, por não estarem conectadas à internet.
  4. O voto impresso não é um mecanismo adequado de auditoria a se somar aos já existentes por ser menos seguro do que o voto eletrônico, em razão dos riscos decorrentes da manipulação humana e da quebra de sigilo. Muitos países que optaram por não adotar o voto puramente eletrônico tiveram experiências históricas diferentes das nossas, sem os problemas de fraude ocorridos no Brasil com o voto em papel. Em muitos outros, a existência de voto em papel não impediu as constantes alegações de fraude, como revelam episódios recentes.
  5. A contagem pública manual de cerca de 150 milhões de votos significará a volta ao tempo das mesas apuradoras, cenário das fraudes generalizadas que marcaram a história do Brasil.
  6. A Justiça Eleitoral, por seus representantes de ontem, de hoje e do futuro, garante à sociedade brasileira a segurança, transparência e auditabilidade do sistema. Todos os ministros, juízes e servidores que a compõem continuam comprometidos com a democracia brasileira, com integridade, dedicação e responsabilidade.

Ministro LUÍS ROBERTO BARROSO
Ministro LUIZ EDSON FACHIN
Ministro ALEXANDRE DE MORAES
Ministra ROSA WEBER
Ministro LUIZ FUX
Ministro GILMAR MENDES
Ministro DIAS TOFFOLI
Ministra CÁRMEN LÚCIA
Ministro RICARDO LEWANDOWSKI
Ministro MARCO AURÉLIO MELLO
Ministro CARLOS AYRES BRITTO
Ministro CARLOS MÁRIO DA SILVA VELLOSO
Ministro JOSÉ PAULO SEPÚLVEDA PERTENCE
Ministro NELSON JOBIM
Ministro ILMAR GALVÃO
Ministro SYDNEY SANCHES
Ministro FRANCISCO REZEK
Ministro NÉRI DA SILVEIRA





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Zé Maria

02 de agosto de 2021 às 19h59

É óbvio essa discussão midiática de
voto impresso por urna eletrônica,
trazida pelo Miliciano-Mor Genocida
não passa de mero Diversionismo
elaborado pelo Gabinete Paralelo
nos Subterrâneos do Ódio Branco,
Racista, Misógino, Homofóbico,
Anti-Científico, Etnocida, com o
Intuito de desviar o Foco Político
nos Crimes de Lesa-Humanidade,
bem como de Corrupção na Saúde,
praticados sob o Comando de Jair
Bolsonaro na Presidência do País.
As Fake News não irão vencer as
Eleições Presidenciais Novamente.

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