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Diário da Resistência


Stiglitz detona a teoria econômica que a direita brasileira quer importar
Política

Stiglitz detona a teoria econômica que a direita brasileira quer importar


27/09/2014 - 17h49

joseph-stiglitz

Setembro, 26, 2014

Os Zumbis da Austeridade na Europa

por Joseph Stiglitz, na página do Project Syndicate, dica extraída do Conversa Afiada

Nova York — “Se os fatos não se encaixarem na teoria, mude a teoria”, diz o velho adágio. Mas muito comumente é mais fácil manter a teoria e mudar os fatos — assim parecem acreditar a chanceler alemã Angela Merkel e outros líderes europeus pró-austeridade. Embora os fatos continuem a encará-los frente a frente, eles continuam a negar a realidade.

A austeridade fracassou. Mas seus defensores estão dispostos a se dizer vitoriosos com base na mais fraca das evidências: a economia não está mais despencando, por isso a austeridade está funcionando! Mas se for esta a referência, poderíamos dizer que saltar de um precipício é a melhor maneira de descer uma montanha; afinal, a queda acabou.

Toda queda de fato chega ao fim. O sucesso não deveria ser medido pelo fato de que a recuperação eventualmente acontece, mas por quão rapidamente e pela extensão dos danos causados pela recessão.

Nestes termos, a austeridade foi um desastre completo, o que é crescentemente aparente, já que as economias da União Europeia estão de novo diante da estagnação, se não de um mergulho triplo na recessão, com desemprego recorde persistente e PIB per capita (ajustado para a inflação) em muitos países abaixo dos níveis pré-recessão. Mesmo nas economias de melhor performance, como a da Alemanha, o crescimento desde a crise de 2008 está tão baixo que, em qualquer outra circunstância, seria classificado de sombrio.

Os países mais afetados estão em depressão. Não há outra palavra para descrever o estado das economias da Espanha ou da Grécia, onde uma em cada quatro pessoas — e mais de 50% dos jovens — não consegue emprego. Dizer que o remédio está funcionando porque o desemprego está diminuindo alguns pontos percentuais ou por causa de um vislumbre de pequeno crescimento, é o mesmo que o barbeiro medieval dizer que o sangramento está funcionando porque o paciente não morreu ainda.

Extrapolando o modesto crescimento europeu a partir de 1980, meus cálculos demonstram que a produção da zona do euro está hoje 15% abaixo do que deveria estar não fosse a crise financeira de 2008, o que implica numa perda de U$ 1,6 trilhão apenas este ano, e uma perda cumulativa de U$ 6,5 trilhões. Mais inquietante ainda, estes valores estão aumentando, não diminuindo (como deveria se esperar depois de uma recessão, quando o crescimento é tipicamente mais rápido).

Colocando de forma simples, a longa recessão está diminuindo o crescimento potencial da Europa. Jovens que deveriam estar acumulando conhecimento não estão. Existem provas esmagadoras de que estes jovens estão diante de uma vida de renda significativamente menor do que se tivessem vivido em época de pleno emprego.

Enquanto isso, a Alemanha está forçando outros países a seguir políticas que estão enfraquecendo suas economias — e democracias. Quando cidadãos repetidamente votam por uma mudança de política — e poucas políticas são mais importantes do que aquelas que afetam o padrão de vida — mas são informados de que estas políticas não devem ser definidas por eles, ou que não têm escolha, tanto a democracia quando a fé no projeto europeu sofrem.

A França votou por mudança três anos atrás. Em vez disso, os eleitores receberam outra dose de austeridade pró-empresários. Uma das mais antigas propostas econômicas existentes é a de que o aumento ao mesmo tempo dos impostos e dos gastos públicos estimula a economia. Se os impostos taxam os ricos e os gastos focam os pobres, o efeito multiplicador pode ser especialmente alto.  Mas o assim chamado governo socialista da França está reduzindo os impostos das corporações e cortando gastos — uma receita que quase certamente vai enfraquecer a economia, mas garante elogios vindos da Alemanha.

A esperança é de que os impostos mais baixos vão estimular o investimento. Isso é tolice pura. O que está segurando o investimento (tanto nos Estados Unidos quanto na Europa) é falta de demanda, não impostos altos. De fato, dado que a maior parte do investimento é financiado por dívida, e que os pagamentos de juros são deduzidos dos impostos, o nível de taxação corporativa tem pouco efeito no investimento feito pelas empresas.

Da mesma forma, a Itália está sendo encorajada a acelerar a privatização. Mas o primeiro ministro Matteo Renzi teve o bom senso de reconhecer que a venda de bens nacionais por preços de liquidação não faz sentido. Considerações de longo prazo, não exigências financeiras de curto prazo, devem determinar quais atividades devem ocorrer no setor privado. A decisão deve ser baseada em quais atividades são desempenhadas de forma mais eficiente, servindo melhor ao interesse da maioria dos cidadãos.

A privatização das aposentadorias, por exemplo, demonstrou ser custosa para os países que tentaram a experiência. O sistema privado de saúde dos Estados Unidos é um dos menos eficientes do mundo. São questões duras, mas é fácil demonstrar que a venda de bens estatais a preço baixo não é uma boa maneira de reforçar as finanças a longo prazo.

Todo o sofrimento na Europa — inflingido a serviço de um artifício criado pelo homem, o euro — é ainda mais trágico, por ser desnecessário. As evidências de que a austeridade não está funcionando continuam a se acumular, mas a Alemanha e outros falcões decidiram dobrar a dose, apostando o futuro da Europa numa teoria econômica desmoralizada. Por que fornecer aos economistas mais fatos para provar tal desmoralização?

Tradução do Viomundo

PS: Tais propostas econômicas desmoralizadas você encontra entre assessores do candidato Aécio Neves ou, turbinadas pelos interesses dos banqueiros, entre os de Marina Silva.

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23 comentários

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abolicionista

29 de setembro de 2014 às 15h11

Marina é sinônimo de três coisas: desemprego, privatização e recessão. Está no programa de governo dela, está nas obras e nos discursos de sua equipe econômica.

Quando o povo descobrir isso, ela perderá 90% dos votos que possui.

Responder

    museusp batista neto

    30 de setembro de 2014 às 10h34

    Pena que a ficha dos seus incautos eleitores só vai cair depois de passada a eleição!!! Se é que vai cair, um dia!!!

    ani

    01 de outubro de 2014 às 21h51

    Eu não entendo de politica, mas depois do acidente(Eduardo Campos), desisti de votar em Marina. Sempre estou lendo os artigos da Viomundo para confirmar meu voto, mas até agora não entendi bem porque Marina é “desemprego, privatização e recessão”. Vc disse que está no programa de governo dela, está nas obras e nos discursos de sua equipe econômica. Dei uma olhada no site da Marina e ela se defende bem dessas acusaçoes. Estou meio confusa agora, principalmente com essa confusão da Petrobras. Será que vc poderia me esclarecer melhor tudo isso? Eu realmente quero votar em Dilma, mas “balancei essa semana…

Francisco

29 de setembro de 2014 às 02h53

A maluquice é tão desvairada que daqui a dez, quinze anos a maior economia do mundo será administrada pelo Partido Comunista Chinês, vou repetir, Partido Comunista Chinês e os caras ainda nem pararam para pensar um prosaico e muito humano: “porquê?”.

Responder

Nelson

28 de setembro de 2014 às 21h22

O sociólogo alemão, Robert Kurz, que nos deixou muito cedo – tinha apenas 68 anos ao falecer, em dezembro de 2012 – já nos alertava. “Os neoliberais estão convencidos de que se seu sistema não der certo, nenhum outro dará”, afirmava Kurz.

Como vemos, é coisa de fanático, fundamentalista, mesmo. Se não os pararmos, os neoliberais acabarão nos levando ao fundo do poço.

E Stiglitz só confirma o que dizia Kurz, quando escreve: “é mais fácil manter a teoria e mudar os fatos”.

Responder

    O Mar da Silva

    29 de setembro de 2014 às 08h27

    Imagina a combinação de fundamentalismo econômico com o religioso que acaba de virar realidade com a unção da Marina pela banca rentista. É desastre em altíssima dosagem.

Urbano

28 de setembro de 2014 às 13h30

Resta saber o que está embutido nessa tal austeridade deles, somente. Coisa sábia, honesta e decente é que não deve ser; nem são chegados…

Responder

FrancoAtirador

28 de setembro de 2014 às 12h38

.
.
Para quem quiser saber informações

sobre a ‘Pós-Modernidade’ na Europa:

(http://resistir.info/varios/r_kurz.html)
(http://obeco.planetaclix.pt/rkurz102.htm)

(http://resistir.info)
(http://obeco.planetaclix.pt/robertkurz.htm)

Sobre a Alemanha, em especial:
(http://www.krisis.org)
.
.

Responder

    FrancoAtirador

    28 de setembro de 2014 às 13h05

    .
    .
    BOBAMA’S ISIS: GWBUSH’S WTC RELOAD

    (http://obeco.planetaclix.pt/rkurz85.htm)
    .
    .

    Mário SF Alves

    30 de setembro de 2014 às 19h47

    “ECONOMIA TOTALITÁRIA E PARANÓIA DO TERROR

    A pulsão de morte da razão capitalista.”

    Autor: Robert Kurz

    ________________________________________
    É inevitável o auto questionamento:

    Onde estive que nunca tinha lido isso?

XG

28 de setembro de 2014 às 12h14

Engraçado, agora ninguem comenta que em 2003 qd lula assumiu, botou Henrique Meireles, o BC era autonomo, lula nao metia um dedo. E no começo do seu governo aplicou uma medida austera que freiou o consumo, mas em contapartida os produtos foram exportados, aumentando nossa balança…Economia não é jogo de causa-efeito…essa balela de “falta de demanda” de keynes é o que está selando nosso caixão, governo gastanto mais mais mais mais , emitindo mais titulos da divida pros bancos e gerando credito…vamo ver onde isso vai dar ….

Responder

Almir

28 de setembro de 2014 às 10h44 Responder

    Mário SF Alves

    28 de setembro de 2014 às 12h41

    Às vezes me pergunto quem estaria mais próximo do ideal de uma civilização realmente evoluída, nós, humanistas [ainda que só pretensos humanistas] ou eles, o conjunto dos mercenários de toda índole, credo e raça?

    Pondo-me a conduzir apenas e somente só como um ser pragmático, ainda assim, eu diria que nós. Ah, mas foram eles que impulsionaram a revolução informática… sim, de fato, impulsionaram, e esse é o termo. Inegável.

    Por outro lado…

    Continua [no próximo capítulo]…

    Vitorio Guilhermo Sorenzi

    29 de setembro de 2014 às 11h14

    Quem são os humanistas mesmo?

Fabio Passos

28 de setembro de 2014 às 10h14

Caramba!

O título deveria ser “Stiglitz detona as propostas econômicas da marina”

Agora vamos aguardar a resposta arrasadora da “internacionalmente respeitada” miriam leitão.
Estou até com pena do Stiglitz. rsrs

Responder

abolicionista

28 de setembro de 2014 às 08h54

O nome André Lara Resende soa familiar?

Responder

wendel

27 de setembro de 2014 às 20h18

Exemplos da decadência dos países ditos desenvolvidos, não param de serem mostrados, mas a relutância (omissão) da mídia em mostrar os erros cometidos, não cessam!
O mais trágico, é ver que tem cadidato querendo nos empurrar goela abaixo que o neo-liberalismo é factivel, e ficar querendo praticar, no Brasil, esta mesma politica suicida!!!
Alguns até entendemos, pois fazem parte destes saqueadores e têm seus soldos remunerados por eles, juntamente com a divisão dos lucros!
Já outros………………

Responder

Mauro

27 de setembro de 2014 às 19h34

Vale a pena dar uma olhada nesse artigo publicado no blog de economia de esquerda português chamado Ladrões de Bicicletas

http://ladroesdebicicletas.blogspot.com.br/2014/09/refens-de-um-banco-central-independente.html

Reféns de um Banco Central “independente”

No dia 12 de Novembro de 2010, o governador do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, escreveu uma carta ao governo irlandês. A carta era e continua a ser secreta, mas consta que exigia à Irlanda um pedido de resgate imediato sob pena de suspensão do financiamento do Eurosistema à banca irlandesa. No dia 21 de novembro o governo irlandês solicitou o resgate.

No dia 5 de Agosto de 2011, Jean-Claude Trichet escreveu mais duas cartas, uma ao primeiro-ministro de Espanha Zapatero, outra ao primeiro-ministro italiano Berlusconi. Ambas foram mantidas secretas durante muito tempo, mas deixaram de o ser para desgosto do BCE.

Resumo abaixo o conteúdo de ambas as cartas., Mas vale a pena ler os originais. São autênticos programas de governo, escritos num tom impertinente e imperativo do tipo ou cumprem ou… O “ou” está implícito, mas tendo em conta o contexto, é evidente que a ameaça era a suspensão das compras de dívida espanhola e italiana nos mercados secundários por parte do BCE.

As cartas transportavam um veneno letal. Poucos meses depois de as receberem Zapatero e Berlusconi desapareceram do mundo da política ativa. Na realidade Zapatero já havia decidido entregar o poder ao PP, mesmo antes de receber a carta, quando a 29 de Julho de 2011 convocou eleições antecipadas. Mesmo assim Zapatero, não quis desaparecer de cena sem negociar com o PP a alteração constitucional que consagrou a famosa “regra de ouro” do equilíbrio orçamental. Berlusconi tentou sobreviver e conseguiu prolongar a agonia até 12 de novembro de 2011.

“No dia 1 de Agosto de 2014, o Conselho do Banco Central Europeu decidiu suspender o estatuto de contraparte do Banco Espírito Santo, SA, com efeitos a partir de 4 de Agosto de 2014, a par da obrigação de este reembolsar integralmente o seu crédito junto do Eurosistema, de cerca de 10 milmilhões de euros, no fecho das operações no dia 4 de agosto.” Isto é o que se passou a saber desde que a ata do Conselho de Administração do Banco de Portugal de dia 3 de Agosto de 2014 foi oportunamente divulgada por um advogado português que a ela soube aceder. Como se pode ler nesta mesma ata, estas decisões do BCE tornavam “insustentável a situação de liquidez” do Banco, isto é, ditavam a sua morte.

Estes quatro casos ilustram o extraordinário poder do Banco Central Europeu e a extraordinária debilidade de Estados e governos da zona euro, perante esse poder.

Sabemos que não há soberania sem moeda e capacidade de emissão monetária. Quem manda é quem tem o poder de dizer “não há dinheiro”. Dizem-nos que os países da zona euro “partilham” essa soberania. Mas o que significa “partilha da soberania” monetária? Pelos vistos sujeição a um Banco Central dito “independente” que não responde perante nenhum parlamento e que não hesita em exorbitar do seu mandato para impor programas de governo com um claro viés de direita e, como no caso do BES, decisões políticas que põem em risco milhares de milhões de todos nós.

Isto é um problema, por ventura o nosso maior problema.

Carta a Berlusconi (resumo)

Na conjuntura presente consideramos que as seguintes medidas são essenciais:

1. a) Liberalização total dos serviços públicos e profissionais, particularmente privatizações em grande escala de serviços municipais; b) Reforma do sistema de contratação coletiva permitindo que os salários e as condições sejam determinados por acordos de empresa; c) Revisão abrangente das regras que regulam a contratação e o despedimento a par do estabelecimento de um sistema de seguro de desemprego e de um conjunto de medidas ativas de emprego capazes de facilitar a realocação de recursos em favor das empresas e setores mais competitivos.

2. a) Reduzir o défice público previsto para 2011, alcançar um défice de 1% em 2012 e conseguir um orçamento equilibrado em 2013, principalmente através de cortes na despesa. Tornar mais exigentes os critérios de elegibilidade das pensões de velhice; alinhar rapidamente a idade de reforma das mulheres do setor privado à do setor público. Reduzir o custo dos funcionários públicos se necessário reduzindo os salários; b) Introduzir uma clausula automática de redução do défice estabelecendo que quais desvios das metas serão automaticamente compensadas por cortes horizontais em despesas discricionárias

c) Controlo firme do endividamento das regiões municípios

3. Grande reforma da administração pública para melhorar a eficiência tornando-a mais amiga dos negócios: uso sistemático de indicadores de desempenho nos sectores da saúde, educação e justiça; abolição de níveis intermédios da administração pública; aproveitamento de economias de escala nos serviços públicos locais.

Carta a Zapatero (resumo)

Na conjuntura atual consideramos essencial a execução das seguintes medidas:

1.a) Reforçar o papel dos acordos no âmbito da empresas com vista a garantir uma real descentralização das negociações salariais; b) Suprimir clausulas de indexação dos salários à inflação; c) Moderação salarial no setor privado em consonância com as reduções significativas dos salários públicos; d) Redução das indemnizações por despedimento e das restrições à renovação de contratos a prazo.

2.a) Redução do défice estrutural em 2011 para 0,5 do PIB; controlo dos orçamentos regionais e locais; b) Publicação das contas trimestrais de todos os subsectores; c) Aplicação da regra que indexa o aumento da despesa à taxa de crescimento tendencial do PIB a todos os subsetores da administração.

3. a) Refletir os custos nos preços da energia e reduzir a dependência energética; b) Promover o mercado de arrendamento habitacional; c) Aumentar a competitividade do setor dos serviços abordando especificamente a regulação dos serviços profissionais.

Responder

    Luiz Moreno

    27 de setembro de 2014 às 23h01

    As cartas precisam ser divulgadas em todos os blogs progressistas e nas páginas dos mesmos no Facebook para conhecimento do maior número possível de eleitores.

    Mário SF Alves

    28 de setembro de 2014 às 13h36

    Tais cartas são ou não um verdadeiro tratado de rendição?

    Tipo…assinou, dançou!

    E quem se rendeu a quem [ou o quê se rendeu a o quê]?

    E mais, qual a visão de longo prazo daqueles que conquistaram o poder de oferecer os termos da rendição?

    O que pretendiam [e ainda pretendem]?

    ________________________

    Essa foi a receita e o modus operandi aplicado à velha Europa. Assim,respeitadas as diferenças de gênero, número e grau, qual seria/teria sido a receita na Terra Brasilis e adjacências latino-americanas?

    Delimitando o território, e na sequência:

    I- Primeiro embate/1990 a 2001: Privatização/privataria radical/estado mínimo/finaceirização da economia/Collor/FHC/Serra/Alckmin/Aécio.

    II- Tentativa de um segundo embate/2014 a ?: Tudo que foi objeto do primeiro ataque, mais a privatização dos bancos públicos, inclusive o BNDES, mais a privatização da Petrobras, mais a entrega do Pré-sal e a doação da Amazônia.

    Só um apelo: abutres, get out!

Luís Carlos

27 de setembro de 2014 às 19h17

“O sistema privado de saúde dos Estados Unidos é um dos menos eficientes do mundo”.
Bom resumo da ideia central do texto.

Responder

nem me diga

27 de setembro de 2014 às 19h01

[ meus cálculos demonstram que a produção da zona do euro está hoje 15% abaixo do que deveria estar não fosse a crise financeira de 2008] ocorre que quanto mais desgraças houverem pelo mundo, mas o governo petista se classifica para melhor. Se essa, por exemplo, não seríamos a sétima economia do mundo, quiçá fosse a 100º

Responder

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