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Secretário Jorge Bittar contesta denúncias de vereador do PSOL


30/11/2011 - 17h34

por Conceição Lemes

Em entrevista ao Viomundo, o vereador Eliomar Coelho (PSOL-RJ) denunciou o estilo  das remoções de moradores no caminho de obras ligadas à infraestrutura para a Copa de 2014 e Olimpíadas de 2016, na cidade do Rio de Janeiro:

* As remoções são marcadas pela truculência, e o processo, perverso.

* As indenizações não dão para comprar imóvel igual ou melhor.

* Identificados os obstáculos à abertura de ruas e vias expressas, as pessoas não são tratadas adequadamente. Há um desrespeito muito grande à cidadania, por serem pessoas de poder aquisitivo baixo.

* Moradores das comunidades não são procurados por órgãos que estão à frente desse tipo de ação, como o secretário da Habitação e o Prefeito, para explicar a situação, assim como também não conseguem ser recebidos por eles.

“Essas denúncias não condizem com o que  nós estamos praticando”, contesta Jorge Bittar. “Nós estamos desenvolvendo um programa habitacional sem paralelo na história da Secretaria Municipal  de Habitação, muito menos na história deste município. Desde janeiro de 2009, já reassentamos 14.508 famílias, sempre com o maior respeito humano.”

Jorge Bittar é secretário da Habitação da cidade do Rio de Janeiro, deputado federal licenciado (PT-R) e engenheiro de formação. Segue a entrevista que ele nos concedeu.

Viomundo – Secretário, a sua assessoria nos disse que o senhor estranhou muito a matéria com denúncias feitas pelo vereador psolista. Por quê?

Jorge Bittar – Primeiro: aqui, nós trabalhamos o tempo todo pela via do diálogo, da negociação. Até porque as questões de caráter social e democrático, entre as quais a da moradia popular, sempre pautaram a minha trajetória. São a minha história de vida.

Eu jamais – JAMAIS! — estaria sentado nesta cadeira se fosse para ser carrasco do povo mais pobre dessa cidade, repetir o que fez Carlos Lacerda na década de 1960 e outras coisas desse tipo.

Segundo:  estamos desenvolvendo um trabalho de qualidade no sentido de alcance social e respeito às pessoas. Estou absolutamente em paz com a minha consciência.  Convido o Viomundo a visitar algumas das nossas frentes de obra, conhecer o trabalho de reassentamento e depois tirar as suas próprias conclusões.

Viomundo – Como se faz, na prática,o reassentamento das pessoas que estão tendo de deixar suas moradias devido a obras públicas na cidade?

Jorge Bittar –Todos os nossos reassentamentos são feitos com base em um decreto municipal, que estabelece regras claras, republicanas, baseadas nos direitos humanos e na busca da moradia digna.

O primeiro decreto é o de número 20.454, de 24 de agosto de 2001. Depois disso, ao longo do tempo, ele sofreu alterações e atualizações. O mais recente é o 34.522, publicado no Diário Oficial do Município do Rio em 4 de outubro de 2011. Ele atualiza, sobretudo, os valores a serem pagos aos moradores pela Prefeitura. Portanto, todos os reassentamentos são feitos, sim, de acordo com o decreto vigente.

Agora, os reassentamentos não decorrem apenas da necessidade de obras públicas mas também – e principalmente – devido a moradias em condições impróprias.

Viomundo – Detalhe isso, por favor.

Jorge Bittar – Nós reassentamos pessoas basicamente por duas situações. Uma delas é por morar em condições impróprias. A cidade do Rio de Janeiro, por ser área da Serra do Mar e da Mata Atlântica, possui encostas com situações de risco muito graves. Em abril de 2010, quando choveu atipicamente, ocorreram muitos deslizamentos na cidade. Naquele momento, reassentamos milhares de famílias que ficaram desabrigadas.  Por isso nós temos um programa rigoroso, permanente, de reassentamento que visa aos moradores das encostas mas também aos  de áreas alagáveis,  próximas à beira de rios.

A outra situação que nos leva a fazer reassentamentos são as obras públicas. Nós desenvolvemos um programa de urbanização de favelas chamado Morar Carioca, que consiste em levar a essas localidades toda a infraestrutura: água, esgoto, pavimentação, sistema de drenagem, iluminação pública, praça, equipamentos sociais, como creches, escolas. Assim para possibilitar o acesso a uma comunidade ou fazer essas obras, às vezes tem de se abrir uma rua ou um espaço, o que implica realocação das pessoas que estão nessa área.

Outro exemplo. Na cidade estão sendo construídos quatro grandes corredores de transportes, que não raro necessitam de desapropriações de quem é proprietário formal assim como de áreas de posseiros, que também existem na cidade do Rio de Janeiro.

Em todas essas circunstâncias, nós observamos as normas do decreto vigente. Portanto, as pessoas são avisadas com antecedência, avaliamos as benfeitorias realizadas por cada posseiro, oferecemos alternativas. Importante: eu não lido com as desapropriações de famílias de renda maior. Eu, enquanto Secretaria Municipal de Habitação, lido apenas com as populações de baixa renda.

Viomundo – Que órgão cuida da remoção de pessoas de melhor poder aquisitivo? Por que a diferença?

Jorge Bittar – A diferença é por uma questão de atribuição de órgãos. Nas áreas formais, regularizadas, as desapropriações são de responsabilidade da Procuradoria Geral do Município. A Secretaria Municipal de Habitação atua em áreas de comunidades, sobretudo por intermédio do Morar Carioca, o programa de urbanização de favelas.

Viomundo – Como funciona esse processo?

Jorge Bittar — Nós avaliamos as benfeitorias no imóvel e ajudamos cada família a procurar outra habitação, de preferência próxima à área em que reside e que apresente todas as condições de segurança e habitabilidade. Oferecemos também unidades do programa Minha Casa, Minha Vida. E em situações limite podemos indenizar famílias que querem voltar para a terra natal e não mais  morar no Rio de Janeiro.

Ah, ia me esquecendo, há outra situação. Às vezes a família prefere aguardar um empreendimento imobiliário nosso que vai demorar ainda uns meses para estar concluído.  Nesse caso, nós passamos a pagar um benefício mensal a essa família — o aluguel social – para que ela possa se manter até a conclusão de sua casa.

Viomundo – Qual o valor do aluguel social? Uma mesma família pode recebê-lo durante quanto tempo?

Jorge Bittar — É de R$ 400 mensais. A família recebe o aluguel pelo tempo necessário até ser reassentada definitivamente em imóveis do Programa Minha Casa, Minha Vida.

Viomundo – Como são estabelecidos os valores das indenizações?

Jorge Bittar – De acordo com as avaliações feitas nas benfeitorias dos imóveis, segundo critérios previstos no decreto. Portanto, a definição dos valores ocorre caso a caso.

Viomundo – Mas acusam o senhor de pagar valores de  indenizações que não respeitam os direitos das pessoas.

Jorge Bittar – Eu faço as indenizações com base no decreto vigente, que estabelece as condições de avaliação dos imóveis, que, por sua vez, dizem respeito às avaliações medianas do mercado informal da cidade do Rio de Janeiro.

Mesmo sendo uma família de menor renda, eu não posso remunerar as pessoas do jeito que elas querem, além do que estabelece o decreto. As pessoas acham que o dinheiro público pode ser usado de maneira aleatória, e não pode. Tem critérios para remunerar as pessoas e eu sou controlado diretamente pelo Tribunal de Contas do município.

O Rio de Janeiro é hoje campeão nacional do  Programa Casa, Minha Vida. Estamos hoje com 34 mil unidades contratadas junto à Caixa Econômica Federal. Quando eu digo unidades, estou falando de casas, apartamentos, que estão distribuídos por toda a cidade do Rio de Janeiro.  São sobretudo apartamentos de dois quartos, sala cozinha, banheiro, em condomínios com áreas comuns, próximo de transporte.  Ou seja, com qualidade de vida para  os moradores.

Viomundo – Foi dito também que às vezes as famílias são deslocadas para um conjunto habitacional mais ou menos distante de onde moram.

Jorge Bittar — Quem foi para um conjunto distante de onde reside, foi voluntariamente. Ninguém foi obrigado a ir para local distante.

Viomundo — Outra acusação é a de que teve gente que precisou se mudar imediatamente assim que ficou sabendo da desocupação. É verdade?

Jorge Bittar – Isso só aconteceu nos casos de decisão judicial. Essas pessoas deveriam ter sido orientadas pela Defensoria Pública de que, uma vez decidido pelo Poder Judiciário, tem o cumpra-se. É algo não depende da nossa secretaria.

Viomundo – Mas essas queixas não chegaram a vocês?!

Jorge Bittar – Objetivamente, não. É muito discurso.

Viomundo – Mas há vídeos com moradores fazendo essas queixas.

Jorge Bittar – Em muitos desses vídeos pegaram as pessoas fora de um determinado contexto.

Viomundo — Então o que aconteceu?

Jorge Bittar — Nos reassentamentos que ocorreram na região do Recreio dos Bandeirantes devido à abertura da via Transleste, algumas famílias  foram estimuladas pela Defensoria Pública a  recorrer à Justiça  para não sair de onde estavam. E elas não saíram, apesar de haver um processo de uma via pública no local e de um sistema de transporte de grande interesse da cidade. Evidentemente a Procuradoria do Município contra-argumentou no Judiciário e obteve uma decisão favorável para fazer obra naquele local.

Eu explico. Quando as famílias perdem na Justiça, a determinação não é mais da Secretaria Municipal de Habitação mas do oficial de Justiça. Aí, os nossos opositores pegam essas cenas localizadas para dizer que as pessoas estão sendo retiradas de suas casas de uma hora para outra. O que não é verdade. Essas famílias foram mal orientadas pela Defensoria Pública. Posteriormente, quando a Defensoria perdeu na Justiça, em vez de essas famílias virem discutir conosco os valores, as condições, preferiram entrar num certo discurso político de oposição. Quando se ganha, muito bem. Mas quando se perde, tem de se submeter ao que foi determinado. É a vida. Mas esse episódio já é uma página virada.

Agora, evidentemente nenhuma pessoa atingida por obra pública fica feliz quando tem de sair da sua casa.

Viomundo – Quantas famílias foram reassentadas?

Jorge Bittar – Desde o início da minha gestão, em janeiro de 2009, já reassentamos 14.508 famílias. A imensa maioria devido a moradia em situação de risco e não por obras públicas. São famílias que melhoraram as condições de segurança e habitabilidade de suas casas.

Nós passamos décadas sem uma política pública habitacional para o município e o estado. Isso fez com que as pessoas pobres procurassem as encostas de morro, os terrenos públicos disponíveis, para poder sobreviver, ter moradia.

Agora, nós estamos urbanizando as favelas com grande qualidade. Neste momento, estamos investindo 2 bilhões de reais na cidade do Rio de Janeiro.  São moradias de excelente qualidade.

De modo que eu me sinto extremamente motivado, pois estamos fazendo um grande trabalho de moradia social, neste momento no Rio de Janeiro. É parte do legado social da Copa do Mundo, de 2014, e dos Jogos Olímpicos, em 2016. É parte também  de um momento melhor que vive o Brasil e a cidade do Rio de Janeiro.

PS do Viomundo : Carlos Lacerda foi governador do antigo Estado da Guanabara (atual município do Rio de Janeiro), de 1960 a 1965. Durante o seu governo, promoveu a remoção de favelas na Zona Sul e no bairro Maracanã. Em muitas dessas ações ocorreram incêndios criminosos, como os das favelas do Esqueleto, onde foi construída a atual UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro), Praia do Pinto e Catacumba. Seus moradores foram levados para a periferia, a quilômetros do centro da cidade, surgindo comunidades como Cidade de Deus e Vila Kennedy. Durante seu governo, descobriu-se que policiais assassinavam moradores de rua e jogavam seus corpos no rio da Guarda, afluente do rio Guandu. O governo de Carlos Lacerda foi acusado de ter dado instruções aos policiais para que realizassem estes assassinatos.

Leia também:

Eliomar Coelho: Remoções no Rio são marcadas pela truculência





30 comentários

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josefrancisco da f.barbosa

14 de julho de 2013 às 21h03

sr excelentissimo jorge bitar.venho por meio desta saber do mesmo quando serei contemplado com minha casa do plano minha casa minha vida já que eu inscrito desde 2009 e ainda não fui chamado para receber a minha o meu amigo secretario poderia me responder essa pergunta e saber que por vossa causa e do ministro carlos minck eu voltei a estudar alguns anos atás e desde esse dia sou de coração grato por essa ajuda e hoje desempregado e sem condições de poder comprar uma casa peço vossa compreensão para realizar esse antigo sonho desde que eu tinha quinze anos e um adolescente crescendo para ajudar esse país ser o que merece digno pra todos noís cidadãos brasileiros feliz e com muito orgulho por ter nascido aqui nessa cidade que dizem ser maravilhosa e eu que perdir minha mãe falecida em fevereiro perdir a vontade de tudo nessa vida sem uma casa própria pra morar,um imenso abraço do seu gande amigo do rio e torcendo por suas vitórias se precisar de mim um dia,josefrancisco.

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Theresa Williamson e Maurício Hora: Em nome do futuro, Rio destroi o passado « Viomundo – O que você não vê na mídia

13 de agosto de 2012 às 20h10

[…] Secretário Jorge Bittar contesta denúncia de Eliomar Coelho […]

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Priscila

14 de dezembro de 2011 às 18h55

Trabalho numa organização de direitos humanos e estamos acompanhando as violações que ocorrem nas remoções – não só durante a remoção em si, mas tb depois, quando pessoas perdem suas fontes de renda, crianças perdem escolas, e famílias se vêem em condições mais difíceis do que antes por causa da ação do poder público. Não são todos os casos, é verdade, mas tb não é uma rara exceção, e não podemos tolerar nem mais uma remoção forçada feita em flagrante desrespeito às leis legais e normas internacionais. No mês passado, nossos aliados no Rio tentaram marcar uma reunião com o COI para denunciar os abusos que estão ocorrendo em nome das Olimpíadas. Eles recusaram o convite, e por isso os ativistas foram até o hotel onde eles estavam reunidos para entregar uma carta-denúncia assinada, entre outros, pela Anistia Internacional. Veja o que aconteceu quando os ativistas tentaram entregar essa denúncia ao COI: [youtube W2ohRRgWS6Y http://www.youtube.com/watch?v=W2ohRRgWS6Y youtube] Porque a Empresa Olímpica Municipal tenta impedir a entrega da carta se nada tem a esconder? Convido vcs da imprensa a ir diretamente para onde essas famílias foram reassentadas – às vezes 50km de onde moravam antes e longe de trabalho, escola, transporte… O governo municipal não pode mais continuar repetindo que está tudo bem quando ouvimos o relato de tantas famílias… Apóie a luta pelo fim das remoções forçadas: portalpopulardacopa.org e blog.witness.org

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Robert

02 de dezembro de 2011 às 11h47

Olimpíada foi prenúncio de crise grega, dizem analistas http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/11/
e por aqui ainda teremos copa tb
brasileiros abram o olho
povo manso é povo otário

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leandro

01 de dezembro de 2011 às 16h44

Moro na região serrana do Rio e um ano após a tragédia que matou mais de 1.000 pessoas, nada foi feito. 1.000 pessoas, a maior tragédia da historia brasileira. O que foi feito???? Vem esse safa…. posar de bonzinho, ele e o cabral, o eduardo paes, são todos farinha do mesmo saco. O que estão gastando só para reformar o Maracanã daria para recuperar a região e prevenir novas mortes.

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leandro

01 de dezembro de 2011 às 16h17

Moro na região serrana do Rio e um ano após a tragédia que matou mais de 1.000 pessoas, nada foi feito. 1.000 pessoas, a maior tragédia da historia brasileira. O que foi feito???? Vem esse safa…. posar de bonzinho, ele e o cabral, o eduardo paes, são todos farinha do mesmo saco. O que estão gastando só para reformar o
Maracanã daria para recuperar a região. A época das chuvas começou e o que fizeram foi instalar umas sirenes. Aluguem social?? Mentira, a burocracia é tanta que as pessoas desistem e voltam para as areas de risco. Deveriam estar presos.

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angelo

01 de dezembro de 2011 às 14h17

"De acordo com ela, grupos paramilitares, conhecidos como milícias, estariam começando a agir no Complexo da Rocinha."
http://anovademocracia.com.br/blog/?p=2323

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angelo

01 de dezembro de 2011 às 14h12

Se em área serrana onde recentemente ocorreu tragédia, caiu prefeito por irregularidade, assumiu vice, que caiu, assumindo presidente de câmara que…Se não respeitam nem sobreviventes de tragédia, eu acredito na palavra do povo que está gritando contra desapropriações violentas. Independente de partido a, b ou c, o grito do povo não é repercutido pela pequena grande mídia, conivente sim com políticos vaidosos encapetados que são capazes de tudo por merda de copa e olimpíada.

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mello

01 de dezembro de 2011 às 11h31

Acompanho a atuação do Deputado Bittar desde sua elição como Presidente do Sindicato dos engenheiros, até ser Deputado. Tem atuação digna e é muito pouco provável que mereça ataques desses neoudenistas-lacerdistas que nada realizam, mas só sabem acusar, ofender, caluniar.

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    Andre

    01 de dezembro de 2011 às 15h54

    As acusações ao Bittar partem de diversos setores, incluindo de dentro do PT. Não é apenas o PSOL. Procure saber a realidade. Entre em contato com as comunidades e os movimentos sociais de moradia.

Fernando

01 de dezembro de 2011 às 11h00

Lamentável ver um petista histórico como Bittar se sujeitando a esse papelzinho.

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paulo

01 de dezembro de 2011 às 09h48

No ESPN Brasil é possível assistir a um excelente documentário que trata deste assunto com muitos detalhes , depoimentos das vítimas e confirmações da denúncia que se questiona . Alguém poderia postá-lo aqui p/ mais uma vez desmentir esse cara-de-pau do Bittar ? … está no site ESPN Brasil. Não consegui faze-lo .
Abçs
Paulo Sérgio

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Roberto Leão

01 de dezembro de 2011 às 09h35

O que mais quero é que o Eduardo Paes perca as eleições ano que vem. Está achando que já ganhou. Todos os partidos querem apoiá-lo em troca de cadidatos a Vice. Infelizmente parece que o vice será do PT. O PT poderia vir com candiatura independente. Seria muito bom para a democracia.
A política como um todo na Cidade do Rio de Janeiro está caótica.
As obras são uma verdadeira zona. Derrubam tudo que encontram pela frente. Não importa se tem árvores, casas ou pessoas. Tudo vai abaixo. A pressa de entregar as obras mostra o quanto a prefeitura não está nem aí para ninguém.
Quero tocar em um ponto que não faz parte do Bittar, mas sim da "Era Paes". A saúde do município.
Os hospitais municipais estão entregues às moscas. No Lourenço Jorge as pessoas são atendidas em macas improvisadas. Algumas deitadas em chão de corredores.
No Miguel Couto a Emergência Privatizada é uma zona. Conheço uma pessoa que para ir ao 2º andar (onde a qualidade do atendimento é realmente excelente) e poder colocar um marcapasso demorou 1 mês. Pegou infecção hospitalar e tudo o mais.
Estão maquiando tudo em nome da Copa e Olimpíada. E com isso o prefeito vai se blindando para o próximo mandato.
Espero que venha um candidato de peso porque o Rio não aguentará uma 2ª gestão de Eduardo Paes.
A cidade não terá Legado Olímpico.

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Rodrigo

01 de dezembro de 2011 às 08h51

Jorge, realmente!

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trombeta

01 de dezembro de 2011 às 08h16

O PSOL, a UDN de esquerda, ainda não explicou porque acabou com a CPMF, tirou 40 bi da saúde do povo brasileiro e não satisfeito ainda posou pra fotos com a turma da FIESP.

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    Vlad

    01 de dezembro de 2011 às 12h33

    Exato…porque todo mundo sabe que a arrecadação da CPMF ia para a saúde.

    angelo

    01 de dezembro de 2011 às 14h05

    Pra saúde de quem?

Leafar

01 de dezembro de 2011 às 08h05

Que piada. Uma matéria da TV5 francesa mostra muito bem o que o Bittar está fazendo – remoções para agradar o interesse do grande capital.

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    Robert

    02 de dezembro de 2011 às 11h59

    Isso mesmo. A prefeitura e o Estado do RJ defendem tão somente o interesse do grande capital.

    E o Eliomar é um otimo e combativo vereador, graças a ele e alguns poucos posso afirmar:
    É gratificante saber q apesar de tudo ainda existem politicos serios no controle das obras da copa 2014
    Veja exemplo, q encaminho cronologicamente:
    Em agosto, vereador do RJ Eliomar Coelho (PSOL) (engenheiro) entra c/ representação no TCM/RJ contra o edital da obra do entorno do Maracanã, pois o projeto da obra continha irregularidades técnicas, nos custos inclusive, incompativeis com as construções, e pede suspensão de licitação para obras no entorno do Maracanã conforme link: http://cbn.globoradio.globo.com/cbn-rj/2011/08/18
    Em novembro TCM após analise da denuncia do vereador informou que o projeto apresentado pela Prefeitura – orçado em cerca de R$ 118 milhões – não tinha coerência c/ orçamento cancelando a licitação http://www.lancenet.com.br/minuto/Suspensa-licita

Vladimir Ulianov

01 de dezembro de 2011 às 06h25

Bom, houve a denúncia, o Secretário replicou desmentindo tudo e agora, na minha opinião, é hora de ouvir o que tem a dizer o pessoal que está sendo realocado nos novos conjuntos habitacionais. Aí, sim, fecha a conta e dá pra saber quem está faltando com a verdade: se o denunciante ou o denunciado.

PS: a gritaria do André Santana aí em cima tá cheirando o maior chapabranquismo da paróquia.

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Marcio H Silva

01 de dezembro de 2011 às 03h42

Mentiroso, o Bittar, está saindo de suas origens. Conheci-o em início de carreira política quando ainda era Engenheiro da Embratel e pleiteava cargo de vereador. Foi quando compareceu numa reunião na Universidade gama filho. Tinha ideias muito arejadas. Mas vendo-o ser secretário de um Prefeito do PMDB, nota-se que fugiu aos seus conceitos partidários e afastou-se de suas origens. Foi "comprado" pela atual administração.

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Diogo

01 de dezembro de 2011 às 00h46

Bittar mente de forma descarada. Sugiro que se vá a essas comunidades e pergunte os próprios moradores sobre a forma como estão sendo feitas as remoções.

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Danton

01 de dezembro de 2011 às 00h43

Qualquer pessoa que trabalhe com o direito a moradia no Rio de Janeiro sabe que tudo o que foi dito pelo secretário é mentira. Não há diálogo, são feitas imposições aos moradores que devem escolher entre uma indenização mínima ou um pequeno apartamento (em geral dominado pela miliíca) em local distante. A política habitacional da Prefeitura do Rio de Janeiro é uma VERGONHA. O pior, endossada por um partido que DEVERIA lutar pelo trabalhador.

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ANDRÉ SANTANA'

30 de novembro de 2011 às 23h34

AMIGOS, SOU LIDER COMUNITÁRIO DO COMPLEXO DO ANDARAÍ, ACOMPANHO A SECRETÁRIA DE HABITAÇÃO DESDE DA ÉPOCA QUE O SECRETÁRIO ERA O SR. SERGIO MAGALHÃES EM 1993, MAS ADIMITO, NUNCA TIVEMOS UM SECRETÁRIO COM TANTA GARRA, DISPOSIÇÃO, SENSIBILIDADE HUMANA E ESPIRITO PÚBLICO DE HONRAE O CARGO QUE EXERCE, COMO O SR. DEP. FEDERAL JORGE BITTAR. NÃO SOU CABO ELEITORAL DELE, NÃO SOU LOTADO NA PREFEITURA MAIS QUANDO TEMOS COISAS BOAS, TEMOS QUE PARABENIZAR E RECONHECER. ESSE HOMEM, TRABALHADOR, NÃO MARCA NEM AGENDA PARA VISITAR AS OBRAS, TRATA TODOS COMO FOSSEM DA SUA PRÓPRIA FAMÍLIA E NUNCA CHICOTIOU UM MORADOR CARENTE. MERECE TODO O NOSSO RESPEITO E PEÇO QUE DEUS O ILUMINE DURANTE TODA A SUA EXISTENCIA EMTRE NÓS.

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    Marcio H Silva

    01 de dezembro de 2011 às 03h32

    Não costumo alimentar Troll, mas este com certeza é troll plantado pelo Bittar.

Carlos

30 de novembro de 2011 às 20h37

Eu tenho um pequeno relato a fazer. A Secretaria de Habitação e Obras desapropriou uma área entre Benfica e Jacaré, aqui no Rio, que levou quase 2 anos. Alguns invasores, espertamente, ficavam "enrolando" para não sair e pacientemente os funcionários aturavam. Um detalhe: era uma área de invasão. Mesmo assim receberam como se fosse uma propriedade escriturada. Aqueles que tiveram a cabeça no lugar, puderam comprar a sonhada casa própria; porém alguns que receberam aquela indenização, já se instalaram numa área bem próxima.

Responder

Alberto Bastos

30 de novembro de 2011 às 19h50

Quem conhece a longa história do Jorge Bittar, sabe que ele seria incapaz de tripudiar de famílias de baixa renda. Ao contrário, o que se está fazendo na Secretaria de Habitação do Rio é uma revolução na oferta de moradia popular para a cidade. Moradia com políticas públicas e tratamento digno a essas populações.

Responder

Alessandro

30 de novembro de 2011 às 19h14

É interessante o "Bota a Baixo" do Pereira Passos no início do século XX que não pára de fazer escola.Pra lhe dar com os mais pobres,apesar de estarmos distanciados no tempo,o uso da" tecnologia" de remoção é a mesma :violência.

Responder

Julio Silveira

30 de novembro de 2011 às 18h09

Não moro no Rio, mas formanos nosso conceito com base nas informações de recebemos, e noutro dia, acho que foi aqui mesmo no Post, teve uma reportagem com uma senhora moradora da Zona Oeste do Rio, e lider comunitária, afirmando o contrário. Quem será que tem razão?

Responder

    Julio Silveira

    01 de dezembro de 2011 às 15h29

    Aos dois que atribuiram sinail positivo em meu aparte, gostaria de revelar que acredito na lider comunitária e não no Bittar. Depois de inventaram uma expressão chamada pragmatismo, passou a ser argumento que serve como uma luva e como desculpa para politica de duas caras.


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