VIOMUNDO

Diário da Resistência


Saul Leblon: De costas para o Brasil, o colapso da mídia conservadora
Política

Saul Leblon: De costas para o Brasil, o colapso da mídia conservadora


10/06/2013 - 15h50

por Saul Leblon, em Carta Maior, sugestão de Julio Cesar Macedo Amorim

O colapso da mídia conservadora chegou antes da falência do país, vaticinada há mais de uma década pelo seu jornalismo.

O velho ‘passaralho’ sobrevoa algumas das principais redações que compõem o núcleo duro da oposição ao governo Dilma.

Estadão, Abril, Folha, Valor lideram a deriva de uma frota experiente na arte de sentenciar vereditos inapeláveis sobre o rumo da Nação, enquanto o seu próprio vai à pique.

De bagres a pavões, cabeças experimentam o fio gelado da guilhotina dos custos nas grandes corporações.

A ‘descontinuidade’ de títulos, a supressão de cadernos, o emagrecimento das edições, o clamoroso empobrecimento da reportagem e o rapa nos borderôs dos frilas não deixam margem a dúvida.

O setor vive uma de suas mais graves crises, da qual o leitor só tem notícia pela qualidade declinante do produto.

Enquanto uiva e torce pela espiral descendente da economia, de olho em 2014, a mídia alivia (suprime?) a discussão da efetiva, ostensiva e acelerada decadência em seu metabolismo.

Murmúrios escapam de quando em vez, como na coluna domingueira da ombudsman da Folha, Suzana Singer.

Informa-se ali que o veículo cuja manchete saliva sobre os sete pontos de queda de Dilma na corrida presidencial demitiu 24 pessoas apenas na última semana.

Não só.

Sepultou o Caderno Equilíbrio (que já rastejava há meses) e agora persegue a receita de “um jornal menor, mas mais sofisticado para fazer frente às informações gratuitas oferecidas na internet”.

Duas observações são obrigatórias.

O veículo dos Frias avoca a suavização de um fracasso com base na mudança sistêmica que apertou as turquesas da concorrência contra o modelo tradicional de jornalismo

Mitigação equivalente é sonegada ao governo e ao país, submetidos aos constrangimentos de um mundo que se liquefaz na desordem neoliberal.

Número dois: antigamente, a expressão ‘menor, mas mais sofisticado’, uma variante do surrado ‘ fazer mais com menos’, era sinônimo de arrocho e superexploração.

A transição tecnológica da Internet talvez não explique integralmente a corrosão edulcorada nos velhos chavões patronais.

Corporações que fazem água nesse momento não são entes genéricos; não praticam qualquer jornalismo, não reportam qualquer país, tampouco adernam num ambiente atemporal.

Uma singularidade precisa ser reposta: o jornalismo dominante virou as costas ao país na última década.

Se a tecnologia envelheceu o suporte, o conservadorismo esférico, traduzido em antipetismo obsessivo, mumificou a pauta.

A saturação da narrativa antecedeu o esgotamento do meio.

Ao ocupar diariamente suas páginas com a reprodução da mesma matéria –‘o fracasso do Brasil’, as corporações contraíram um vírus fatal ao seu negócio: o bacilo da previsibilidade.

Há quanto tempo as manchetes, colunas e reportagens disparadas do bunker dos Frias deixaram de surpreender o leitor?

Existe algum motivo para ler amanhã um jornal que hoje tem a frase seguinte antecipada na anterior? E na anterior da anterior e assim sucessivamente?

A recusa em discutir os reais problemas do desenvolvimento brasileiro – que existem e são sérios –, o veto às soluções que escapam à estreiteza de seu receituário, erigiu a sólida base de irrelevância desse jornalismo, esmagando-o nos limites de um universo leitor incapaz de sustenta-lo.

O golpe de misericórdia tecnológico, no caso brasileiro, talvez seja apenas isso.

Uma gota d’água adicional em um galeão perfurado de morte pelos próprios artefatos.

Se o objeto em questão parece irremediavelmente comprometido, cabe à mídia progressista ocupar o seu espaço erigindo-se em uma verdadeira caixa de ressonância dos grandes debates do desenvolvimento nacional.

Não há mandato cativo na história.

Essa função será desempenhada pela comunicação que souber contornar o vírus da irrelevância tendo como norte a certeza de que as ideias só se renovam e pertencem ao mundo através da ação.

 Leia também:

Zé Dirceu acusa a Folha de “picaretagem jornalística”





29 comentários

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J Souza

12 de junho de 2013 às 08h56

Fora de pauta.

Fenômeno mundial, via Twitter:
DW (English) ‏@dw_english
2 h
German inflation edges up, but under control http://bit.ly/14VJYXc

Reuters Business ‏@ReutersBiz
4 h
Analysis: Raising prices easier said than done for U.S. companies http://reut.rs/1buJ73q

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Messias Franca de Macedo

12 de junho de 2013 às 00h15

… O FIM DO MUNDO GOLPISTA É AQUI! ENTENDA…

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Entre jornalistas da Abril circula a informação de que o Novo Edifício Abril será desocupado pela editora, ou compartilhado. Nesse contexto, as redações das revistas Veja e Exame seriam transferidas para um imóvel da Abril na avenida Luís Carlos Berrini. O Nea, como o atua edifício ocupado pela Abril é chamado, tem um aluguel mensal de cerca de US$ 1 milhão.

###############

Responder

Messias Franca de Macedo

11 de junho de 2013 às 23h26

ALVÍSSARAS I e II, a ordem dos fatores não altera a nossa felicidade! ENTENDA

ALVÍSSARAS I

ABRIL SANGRA NO MERCADO POR FALTA DE TRANSPARÊNCIA

Mercado publicitário atordoado com iminência de encerramento de diversos títulos do Grupo Abril; o que acontecerá com contratos de antecipação de anúncios?; longa reunião entre presidentes Giancarlo Civita e Fabio Barbosa, do Grupo Abril, e diretores de redação e editores das principais revistas da casa; ontem, patrão e seu principal executivo participaram pessoalmente da reunião de pauta da revista Veja; presença é inédita na história da publicação; cogitada desocupação do Novo Edifício Abril, de US$ 1 milhão por mês de aluguel

ALVÍSSARAS II – COLLOR AO 247: “GURGEL É UM DÉSPOTA IGNORANTE”

Senador Fernando Collor (PTB/AL), único parlamentar que confronta abertamente as atitudes de Roberto Gurgel, saiu em defesa da subprocuradora Deborah Duprat, que foi afastada do cargo pelo chefe, em função de uma divergência de opinião. “Foi um desrespeito, uma covardia e uma atitude antidemocrática tomada por um cidadão que nunca esteve à altura do cargo”, diz ele. Questionado por Collor sobre a compra de equipamentos de escuta telefônica pelo Ministério Público, Gurgel confirmou. “Ele montou um aparato de espionagem

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Pedro

11 de junho de 2013 às 22h56

Sempre preferi Aristóteles a Hegel. Por que? Porque embora criticado por aqueles que identificam a dialética com Hegel, disse algo que o fim dessa “poderosa” imprensa está a confirmar. Disse ele: “aquilo que um dia teve início, eterno é que não é”.

Responder

FrancoAtirador

11 de junho de 2013 às 22h02

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Bomba na PGR!!!

Gurgel dispensa vice-procuradora-geral Deborah Duprat

Por Débora Zampier, da Agência Brasil

Brasília – O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, dispensou hoje (11) a subprocuradora Deborah Duprat do cargo de vice-procuradora-geral. A informação foi confirmada no início desta noite pela assessoria da Procuradoria-Geral da República (PGR), que não justificou o ato. Não há previsão de substituto para o cargo.

Na semana passada, enquanto estava em representação oficial na Espanha, Gurgel foi confrontado duas vezes por sua vice.

A divergência de opiniões oficiais no Ministério Público é possível porque os procuradores não são obrigados a seguir a posição de seus superiores hierárquicos. Deborah Duprat concorre em lista tríplice à chefia da Procuradoria-Geral da República, que ficará vaga em agosto.

O primeiro embate de ideias ocorreu durante julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), quando Deborah discordou do parecer de Gurgel contra o projeto de lei que limita a criação de partidos. “Se fossem duas partes em conflito entre si, eu me conservaria calada, mas acredito que esse é um importante e perigoso precedente. Eu sei que o doutor Gurgel esteve bastante preocupado a respeito disso, mas me preocupa a preservação do espaço democrático de discussão”, disse Deborah.

No dia seguinte, ela se manifestou favoravelmente à proposta que criou mais quatro tribunais federais no país. Gurgel ainda não havia emitido opinião sobre o caso, pois alertava que a questão poderia ser judicializada e não descartava que a iniciativa poderia partir do próprio Ministério Público.

Com a dispensa, Deborah volta a exercer apenas o cargo de subprocuradora-geral. Atualmente, o quadro de subprocuradores-gerais tem 61 integrantes.

Edição: Nádia Franco

(http://www.ebc.com.br/noticias/brasil/2013/06/gurgel-dispensa-numero-2-da-procuradoria-apos-confronto-de-ideias)
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Gurgel dispensa sua vice após divergência pública

Em julgamento no STF na semana passada,
Deborah Duprat contrariou parecer do PGR

Por Gustavo Gantois, Direto de Brasília, no Portal Terra

A Procuradoria-Geral da República confirmou nesta terça-feira a dispensa de Deborah Duprat do cargo de vice-procuradora-geral da República.

A decisão, tomada pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, deve ser publicada amanhã.

A assessoria do órgão não informou o motivo da dispensa da número dois na hierarquia do Ministério Público Federal (MPF).
Ainda não há definição sobre quem substituirá Duprat.

Na semana passada, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) começou a julgar o mandado de segurança contra o projeto de lei que inibe a criação de novos partidos, Deborah Duprat surpreendeu ao contrariar posição tomada anteriormente por Gurgel e defender a continuidade da tramitação no Congresso do texto.

Ela chegou a justificar sua posição dizendo que o Supremo não pode fazer controle prévio da constitucionalidade de uma lei que ainda não existe, por ainda estar em discussão no Congresso.

Funcionária de carreira do Ministério Público, Deborah Duprat volta a ocupar o cargo de subprocuradora.

Seu nome, contudo, continua na lista tríplice entregue à presidente Dilma Rousseff, que vai definir o sucessor de Gurgel, que se aposenta em agosto.

O mandato termina em agosto e o nome do escolhido ainda terá de ser aprovado pelo Senado.

Em abril, o procurador Rodrigo Janot foi o mais votado entre os membros da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) para ocupar o lugar de Gurgel, com 511 votos.

Ella Wiecko ficou em segundo lugar, com 457 votos, e Deborah Duprat foi escolhida por 445 eleitores.

O resultado da lista causou indignação em outros membros do Ministério Público, que resolveram fazer uma lista paralela.

Se fossem contabilizados no pleito os membros do Ministério Público do Trabalho, do Ministério Público Militar e do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, Duprat teria ao todo 884 votos.
Em segundo, ficaria Janot, com 576;
e em terceiro lugar, com 516 votos, Ella Wiecko.

(http://bit.ly/16aCcfj)

Saiba mais:

Subprocuradora defende criação de novos tribunais regionais
(http://bit.ly/ZSVpCK)

Procuradora diverge de PGR e adia julgamento sobre novos partidos
(http://bit.ly/18XIuT0)

Responder

    FrancoAtirador

    11 de junho de 2013 às 22h21

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    MANIFESTAÇÃO DESAUTORIZADA

    Gurgel dispensa Deborah Duprat do cargo de vice

    Por Rodrigo Haidar*, no sítio da ConJur

    O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, dispensou Deborah Duprat do cargo de vice-procuradora-geral. A decisão foi tomada nesta terça-feira (11/6). Ainda não foi nomeado um substituto para o posto. A dispensa foi feita horas depois de o procurador desautorizar sua vice em petição protocolada no Supremo Tribunal Federal.

    Na petição, o PGR requer que os ministros desconsiderem a manifestação da vice-procuradora no julgamento da ação contra a tramitação do projeto de lei que inibe a criação de partidos e a fusão entre legendas. O STF deverá retomar o julgamento do caso nesta quarta-feira (12/6).

    Segundo um ministro do Supremo ouvido pela ConJur “Gurgel mostrou que o rabo não pode abanar o cachorro”. O artigo 129 da Constituição Federal, que descreve os princípios que regem a PGR, fala da independência funcional, mas isso deve ser combinado com o ordenamento jurídico. Gurgel já havia assinado a peça em um sentido e Deborah não poderia alterar. “Ele, sim, poderia mudar um entendimento, mas, em geral, depois de ouvir argumentos em sentido contrário dos ministros do STF”, afirma o ministro.

    Na quarta-feira passada, o Supremo começou a julgar o Mandado de Segurança interposto pelo senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) contra o Projeto de Lei 4.470/12. A tramitação da proposta está suspensa por liminar concedida pelo ministro Gilmar Mendes.

    Ao se manifestar, Deborah Duprat reviu, da bancada do plenário, o parecer anterior do Ministério Público Federal sobre o tema, que era contrário ao projeto e favorecia a decisão de Gilmar Mendes. Duprat lamentou estar na “desconfortável e desagradabilíssima” posição de ter que substituir o procurador-geral Roberto Gurgel e, ao mesmo tempo, discordar de sua posição, dado o “importante e perigoso precedente”.

    A vice-procuradora afirmou que pretendia desfazer conclusões “acríticas” do senso comum, como as que consideram a interpretação constitucional monopólio dos juristas e ignoram que o erro faz parte do processo de constante aperfeiçoamento da atividade legislativa. “Há também a possibilidade da Constituição ser interpretada e concretizada fora dos espaços das cortes”, disse. “O controle preventivo de constitucionalidade, ainda que permitido, tem que ser reservado de absoluta excepcionalidade”, disse Deborah na ocasião.

    Trocando em miúdos, Duprat defendeu a rejeição da ação e, consequentemente, a derrubada da liminar do ministro Gilmar Mendes. Três semanas antes, Roberto Gurgel havia encaminhado parecer em sentido contrário, no qual defendeu que o Supremo atenda ao pleito do senador e aborte a tramitação do projeto de lei. Para o PGR, a simples tramitação da proposta, que, na prática, inibe a criação de partidos políticos e dificulta a fusão e incorporação entre agremiações já existentes, “já motiva insegurança no meio político parlamentar impossível de ser eufemizada”.

    Gurgel se manifestou a favor da tese de que não há qualquer ruído na independência entre os poderes quando o Supremo, provocado por parlamentares, age para corrigir tentativas de fraude à Constituição. “E é disso que se trata quando o Supremo Tribunal federal se depara com um projeto de lei que veicula proposta normativa que é de deliberação vedada até mesmo pelo Poder Constituinte de reforma”, sustentou.

    Por conta da manifestação de sua vice-procuradora, Roberto Gurgel protocolou nova petição no tribunal. De acordo com a peça, o procurador reitera “em todos os seus termos a sua manifestação escrita” e diz que deve “ser desconsiderado qualquer pronunciamento em sentido diverso”.

    De acordo com o texto do PL 4.470/12, já aprovado pela Câmara dos Deputados e enviado ao Senado, o parlamentar que mudar de partido durante o mandato não leva para a nova legenda o tempo de televisão e a fatia correspondente de recursos do Fundo Partidário. Esses recursos ficarão no partido que elegeu o parlamentar. Os defensores do projeto argumentam que a norma vai fortalecer o voto do eleitor e evitar o troca-troca de partidos.

    A votação do projeto foi concluída na Câmara dos Deputados em 24 de abril e o texto foi encaminhado no mesmo dia ao Senado. Em seguida, a discussão e votação foi suspensa por conta da liminar de Gilmar Mendes.

    Clique aqui (http://s.conjur.com.br/dl/gurgel-desautoriza-deborah-duprat.pdf) para ler a petição de Gurgel no Supremo.

    *Rodrigo Haidar é editor da revista Consultor Jurídico em Brasília.

    Revista Consultor Jurídico, 11 de junho de 2013

    http://www.conjur.com.br/2013-jun-11/gurgel-exonera-deborah-duprat-cargo-vice-procuradora

    FrancoAtirador

    11 de junho de 2013 às 22h39

    .
    .
    “O procurador fez a análise sobre o próprio PL.
    Eu não digo que o PL é ou não constitucional.
    O que digo é que deve ter sua tramitação finda no Congresso Nacional.
    E depois, se alguém entender que é inconstitucional, deve ser submetido ao Supremo Tribunal Federal como qualquer lei.
    Mas não o controle preventivo de constitucionalidade.”

    DÉBORAH DUPRAT
    EX-VICE-PROCURADORA-GERAL DA REPÚBLICA
    [Destituída por um Crápula,
    o que deve honrá-la muito!]

    (http://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2013/06/11/gurgel-dispensa-vice-procuradora-geral-da-republica.htm)

Alckmin quer privatizar parques estaduais à toque de caixa - Viomundo - O que você não vê na mídia

11 de junho de 2013 às 10h17

[…] Saul Leblon: De costas para o Brasil, o colapso da mídia conservadora […]

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Rômulo Gondim – Jornalistas “carregam o piano”, não os acionistas ou donos da mídia

11 de junho de 2013 às 08h40

[…] Saul Leblon: De costas para o Brasil, o colapso da mídia conservadora […]

Responder

Marat

11 de junho de 2013 às 08h11

Eu venho dizendo há anos que nossa imprensa 50 tons de marrom só faz porcaria, e que os jornais deles servem, no máximo, para limpar fezes de cães!

Responder

Samir

11 de junho de 2013 às 06h36

Depende do partido político ou da linha editorial do jornal. O Granma não pode acabar!

Responder

Rosemary

11 de junho de 2013 às 06h31

Não há inflação real. O que há é aumento natural dos preços. O resto é propagtanda de um partido político moribundo, que jamais voltará ao poder. Fora FHC!

Responder

Alemao

11 de junho de 2013 às 04h24

O artigo procura comemorar o provável fim dos grandes grupos, mas isto não passa de balela. A imprensa enfrenta uma mudança dos meios de comunicação com a cada vez mais presente internet no cotidiano. É apenas uma fase de adaptação, aonde alguns irão cair, mas o verdadeiro jornalismo sempre terá seu lugar. Ainda faltam encontrar um novo modelo, mas as pessoas já estão se dando conta que esse jornalismo chinelo da UOL e Terra, por exemplo, não presta.

Responder

    Fernando

    12 de junho de 2013 às 09h33

    Você terá muito tempo pra mudar de opinião.

Messias Franca de Macedo

11 de junho de 2013 às 02h09

…Que dizer, então, que “a grande” mídia nativa e seus barões patrões estão morrendo vítimas do veneno que destilam sofregamente?!… Ah! Bom!…

“Meu ‘fi’ nada ‘mió’ do que o dia que ‘assucede’ ao outro!” Minha saudosa e querida avó!

“Nós somos sábios das palavras não ditas – e escravos daquelas [palavras] que deixamos escapar!” Winston Churchill

República de ‘Nois’ Bananas
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

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Vera Saavedra Durão: Jornalistas "carregam o piano", não os acionistas ou donos da mídia - Viomundo - O que você não vê na mídia

11 de junho de 2013 às 02h08

[…] Saul Leblon: De costas para o Brasil, o colapso da mídia conservadora […]

Responder

renato

10 de junho de 2013 às 23h44

Eu trabalhei a vida inteira em fábrica de papel Jornal e revista.
Estas vão acabar…, com certeza, estamos fazendo fabrica de papel no Brasil mas não é para jornal.
É obvio que as fabrica que produzem jornal, não fecham porque tem outras
varias aplicações e formas de produzir. MAs o jornal????
As Empresas estrangeiras ( atenção) estrangeiras só querem a floresta.
De pinnus ou eucalipto.
Agora o JORNAL, perdeu a credibilidade, qualquer um que compra um jornal e hoje é raro, compra para ver noticias , e a ultima coisa que vê é noticia.
Só vê comercial da folha 1A a 10Z.muito papel jogado fora, já tem folder demais por ai.A cada esquina….com as promoções.
Mal uso…….desperdício.

Responder

    José Ruiz

    11 de junho de 2013 às 08h28

    é verdade.. domingo retrasado comprei o Zero Hora aqui em Porto Alegre só pelo classificado, que já representa uns 25% do jornal.. pelo menos uns 60% restantes eram propaganda.. os 15% que sobram do jornal é para meter o pau no governo.. ou seja, tremendo “gato por lebre”.. e custa caro à beça..

J Souza

10 de junho de 2013 às 20h07

Tenho pena… Quer dizer, não tenho pena dos jornalistas que apoiaram “por convicção” a linha editorial de seus patrões, que pregava a austeridade e o desemprego como solução para problemas econômicos que, se existentes, não impedem o funcionamento do país.

Lamento por aqueles que apenas se calaram para manterem seus empregos. “Paz sem voz não é paz, é medo” (O Rappa). “Você usa tanto uma máscara que acaba esquecendo de quem você é” (V de Vingança).

Ter um apartamento e um carro do ano não significa que você não é um servo do sistema…

A verdadeira liberdade, como já disseram Krishna, Buda e Cristo, só pode ser alcançada através do desapego. Algo utópico.

Nós nos aprisionamos por alguns milhares de dinheiros por mês… Quando isto acaba, não é o fim. É o começo. É uma oportunidade, que os demitidos da mídia golpista devem aproveitar. Os que forem bem-sucedidos quem sabe se unirão para comprar os restos mortais da Veja, da Folha e do Estadão? Isto é, se ainda interessarem a alguém…

Responder

Carlos

10 de junho de 2013 às 19h47

Ótima análise, mas bacilo não é vírus.

Responder

    Carlo Cirenza

    10 de junho de 2013 às 22h05

    Bacilo é virus linguistico!!!

    Samir

    11 de junho de 2013 às 06h32

    Depende do partido político do vírus, ou de quem o carrega, companheiro. Você sabe..

    francisco pereira neto

    11 de junho de 2013 às 02h30

    P.q.p. A matéria não fala de um tratado de bacteriologia e muito menos virologia.
    Quer encontrar erro aonde não tem.

Julio Silveira

10 de junho de 2013 às 19h01

Enquanto existir a necessidade midiática de governos a mídia conservadora sempre estará lá, numa troca simbiótica. Usa-os e lucra, mesmo lhes fazendo oposição, enquanto espera pelos mais afinados com os conselhos das clãs corporativas.

Responder

JOTACE

10 de junho de 2013 às 18h49

O artigo de Saul Leblón é, como sempre sucede com todos que escreve o mestre da palavra, finamente escrito e muito bem elaborado. Mas, como diz o refrão popular, vontade também consola.…Para evitar a quebradeira anunciada, o governo de Dilma jamais que deixará de levar aos cofres da mídia anti-pátria a contribuição ‘popular’ seja por decisão própria ou no cumprimento de ordens imperiais. Enquanto isso, mesmo com a privataria praticada, sempre faltarão recursos para os sem-terra marginalizados que vivem em barracos mordendo a poeira à beira de estradas…

Responder

Rasec

10 de junho de 2013 às 18h20

Ei, essa foto é ótima!!!! E combina deveras com o texto!

Responder

Fabio Passos

10 de junho de 2013 às 18h08

Incrível são estas porcarias ainda existirem.
O PiG é um completo lixo dirigido a 6 ou 7% de reacionários e racistas empedernidos…
Se o governo Dilma tirar as tetas do Estado da boca destes pilantras da veja, fsp e estadão o PiG acaba de vez amanhã.

Responder

Bacellar

10 de junho de 2013 às 17h32

Exemplo fresco:

Sabado em SP aconteceu a “Marcha da Maconha”. A Globo fez uma reportagem de 1 minuto extremamente compacta onde o repórter dizia que “segundo a policia militar cerca de 1.000 pessoas participaram da marcha” e depois que “segundo a policia militar houve um principio de confusao quando manifestantes começaram a brigar entre sí e a pm foi obrigada a intervir”.

Ora como consumidor de notícias pra que eu preciso da Globo para dizer “segundo a pm isso, segundo a pm aquilo…”? Basta entrar no site da pm e ver a versão de sua assessoria direto.

Mas o fato realmente grave é que trataram-se de duas informações FALSAS. Diversos videos pela internet confirmam que 1000 pessoas é uma estimativa ridicula. Estive por lá e uma estimativa das mais conservadoras seria algo em torno de 8000. O reporter estava lá tambem…Preferiu confiar na PM do que nos próprios olhos.

A questão da briga entre manifestantes tambem é completamente FALSA, um ENGODO, uma MENTIRA. Acompanhei de perto o momento da confusão, testemunhei a meio metro de distancia toda a argumentação da PM com os organizadores e o motivo da confusão foi o fato da PM tentar prender um jovem (de forma bastante aleatoria) por estar consumindo maconha. A tal “briga entre manifestantes” só ocorreu na cabeça do pm que fez a pauta da Globo.

Isso é jornalismo?

Responder

    H. Back™

    10 de junho de 2013 às 21h34

    Exato! Se for para ter uma informação eu consultaria a PM. A imprensa não está mais querendo arcar com o ônus de procurar a notícia e dar a sua versão e arriscando-se a se “queimar” e ficando ainda mais desacreditada perante a opinião pública.


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