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Samuel Pinheiro Guimarães: Vizinhos (e aliados)


10/03/2011 - 15h30

“Nossos verdadeiros aliados são os nossos vizinhos”

O atual Alto Representante do Mercosul, Samuel Pinheiro Guimarães, ex-ministro do governo Lula, explica a posição brasileira frente à hegemonia norte-americana e a raiz dos esforços pela integração sul-americana. “Nossos verdadeiros aliados são nossos vizinhos, daqui e de ultramar, com os quais nosso destino político e econômico está definitivamente entrelaçado, e nossos semelhantes, os grandes Estados da periferia”, diz Guimarães. O artigo é de Martín Granovsky.

Martín Granovsky – Página/12, reproduzido na Carta Maior

Se o Departamento de Estado dos EUA confiava em um fissura cada vez mais importante entre Venezuela e Brasil para recuperar posições na América do Sul, as posições brasileiras parecem desmentir essa ilusão nos fatos e nas ideias. Junto com a queda das exportações brasileiras aos Estados Unidos desapareceu a possibilidade de uma ameaça norte-americana. “Sabem que se quiserem implementá-las, essas sanções seriam ineficazes”, acaba de escrever o diplomata brasileiro Samuel Pinheiro Guimarães. E acrescenta: “Nossos verdadeiros aliados são os vizinhos”.

Pinheiro Guimarães aponta que hoje o Brasil só exporta 17% de sua produção para os Estados Unidos. Essa cifra é que tornaria impossível de cumprir uma eventual represália como a que, recorda o diplomata, Washington empregou em 1987 com as patentes farmacêuticas. Quando Fernando Collor de Mello assumiu como presidente, em 1989, satisfez em cascata as exigências norte-americanas, que questionavam a Lei da Informática.

O diplomata acaba de escrever algumas reflexões no prefácio ao livro “Relações Brasil-Estados Unidos no contexto da globalização: rivalidade emergente”, do pesquisador Luiz Alberto Moniz Bandeira.

Pinheiro Guimarães foi vice-chanceler do Luiz Inácio Lula da Silva e ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos. Por proposta de Lula, o Mercosul – que, para os EUA, é um “organismo antinorte-americano”, conforme telegrama divulgado por Wikileaks – designou-o em dezembro passado como seu Alto Representante com atribuições de negociar em nome do bloco, propor a formulação de estratégias e articular políticas comuns. O secretário do organismo é o argentino Agustín Colombo Sierra.

A seguir, alguns trechos do texto escrito por Samuel Pinheiro Guimarães:

“Um indicador da crescente hegemonia norte-americana é a ressurreição do Conselho de Segurança das Nações Unidas logo após a posse de Boris Yeltsin e Alexandre Kozirev, que alinharam a política russa à política externa norte-americana. Na prática, este alinhamento redundou na desaparição dos vetos russos, que passaram de um total de 118 no período 1945-1991 para apenas 4 no período 1992-2009. Como resultado, os EUA obtiveram, inclusive sem a oposição da China, apoio para suas ações de punição política, comercial ou militar”.

“Em 1988, os gastos militares norte-americanos eram de 533 bilhões de dólares. Entre 1988 e 2009 registraram um aumento acumulado de 10,376 bilhões de dólares, contra 1,683 bilhões do segundo país em gastos militares, a Rússia”.

“Em 1988, a renda per capita dos oito principais países desenvolvidos (Estados Unidos, Japão, Alemanha, França, Reino Unido, Itália, Canadá e Austrália) era de 18.000 dólares, e a renda média per capita dos oito principais países subdesenvolvidos (China, Índia, Brasil, Rússia, Indonésia, México, Argentina e África do Sul) era de 1300 dólares. A diferença era, em 1988, de 16.700 dólares. Em 2008, a renda per capita média dos oito países desenvolvidos alcançou os 43.000 dólares e a renda média dos oito principais subdesenvolvidos chegou a 6.000. A diferença aumentou de 16.700 para 37.000”.

“Os Estados Unidos possuem a moeda de reserva e de uso internacional, o dólar, e são, sem dúvida, para os grandes capitalistas – quer se trate de megaempresas, megabancos, megafundos ou indivíduos de alta renda – o centro do sistema capitalista internacional e seu baluarte. Estes sucessos norte-americanos encontram-se, na verdade, entrelaçados. A elite norte-americana está absolutamente convencida de que tudo o que ocorre em todos os países que integram o sistema internacional é de interesse para sua sociedade e para sua sobrevivência”.

“O Brasil atravessa um momento de sua história onde as classes populares, conduzidas pelo Partido dos Trabalhadores e pelos partidos progressistas sob a liderança do presidente Lula, iniciaram um processo de transformação econômica, política e social para construir uma sociedade democrática de massas. Todavia, diferentemente dos Estados Unidos, o Brasil é um país subdesenvolvido e está na periferia do sistema internacional”.

“O Brasil vive um momento de transformação na natureza da inserção de sua sociedade e de seu Estado no sistema internacional. A estrutura do comércio exterior se alterou, reduzindo muitíssimo a dependência da economia brasileira não somente em relação a terceiros mercados como também em relação a produtos específicos. Os fluxos de investimento direto estrangeiro se diversificaram, com um aumento significativo da participação de capitais de novas origens. O Brasil passou de devedor a credor internacional, acumulando reservas de quase 300 bilhões de dólares, maiores que as da França, Inglaterra e Alemanha. O Brasil passou a exportar capitais por meio de empréstimos e investimentos diretos de empresas brasileiras no exterior”.

“O presidente José Sarney assumiu a presidência em um momento delicado da política brasileira, e foi capaz de conduzir a transição de um regime autoritários para um regime democrático em meio a uma pertinaz crise econômica. Garantiu a liberdade de imprensa, iniciou um processo de firme aproximação com a Argentina, base do futuro Mercosul, resistiu às pressões para adotar medidas arbitrárias, convocou a Assembleia Constituinte, promulgou a Constituição de 1988 e enfrentou, com serenidade, uma campanha eleitoral de grande violência verbal contra ele e sua família. Desempenhou um papel fundamental na transição democrática e apoiou programas estratégicos vitais para o Brasil, como os programas nuclear, espacial e cibernético. Ao resistir às pressões norte-americanas para desmantelar esses programas contrariou poderosos interesses econômicos e políticos, nacionais e estrangeiros. Talvez seja essa a razão do antagonismo sistemático que é dirigido contra sua pessoa por setores dos grandes meios de comunicação” (Nota do autor: Sarney é o presidente do Senado, resultado de um acordo com o PT).

“Vivemos o momento em que se desenvolve a estratégia de transformar a inserção – política, econômica e tecnológica – no mundo por meio de uma nova ação do Brasil na América do Sul, na África, no Oriente Próximo e nos organismos internacionais, frente às grandes potências e na conquista da autonomia em relação ao Fundo Monetário Internacional”.

“É necessário, prudente e proveitoso manter as melhores relações com as grandes potências, devido a sua importância no mundo em geral e para o Brasil em particular, mas fundamo-nos nos princípios de igualdade soberana, reciprocidade, não intervenção e autodeterminação, sem perder de vista que os interesses nacionais brasileiros, que são os de um país subdesenvolvido, apesar de seu extraordinário potencial, não são idênticos aos interesses nacionais de cada uma das grandes potências em geral e, muito menos, aos interesses da maior potência mundial, os Estados Unidos”.

“(Desenvolvemos) uma política altiva, ativa, soberana, não intervencionista, não impositiva, não hegemônica, que luta pela paz e pela cooperação política, econômica e social, em especial com os países vizinhos e irmãos sul-americanos, começando pelos países sócios do Brasil no Mercosul, um destino comum que nos une, com os países da costa ocidental da África, também nossos vizinhos, e com países semelhantes: com mega-populações, mega-territoriais, mega-diversos, mega-ambientais, megaenergéticos, mega-subdesenvolvidos, mega-desiguais. Nossos verdadeiros aliados são nossos vizinhos, daqui e de ultramar, com os quais nosso destino político e econômico está definitivamente entrelaçado, e nossos semelhantes, os grandes Estados da periferia.





27 comentários

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Paulo Couto Teixeira

11 de março de 2011 às 10h07

Queiramos quer não, estamos amarrados a nossos vizinhos por milhares de quilômetros de fronteiras, por um idioma similar, por tradições históricas semelhantes inclusive um passado colonial voltado para o mercado internacional; pela dependência das mesmas barreiras para alcançar o desenvolvimento. Cumpre-nos a nós não criar antagonismos com eles, não reproduzir uns com os outros os mesmos mecanismos de exploração que sofremos nas mãos dos EUA e potências européias, e por isto temos que nos esforçar para eliminar os desequilíbrios existentes entre nós, inclusive as ocorrências de imperialismo cabloco que porventura tenhamos alimentado. O dia em que ganharmos plena confiança uns nos outros – o que dificilmente acontecerá com os EUA – cresceremos juntos, na paz, na justiça e na cooperação para o desenvolvimento. Temos que construir uma boa infraestrutura de integração econômica e estabelecer marcos legais que assegurem o domínio da equidade e do respeito entre nossas nações.
Afinal este é e tem sidoo ideal não somente entre o Brasil e seus vizinhos, como também na união européia, na Ásia, na África e em todos os lugares.

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SILOÉ

11 de março de 2011 às 01h56

Só com o fortalecimento do Merco-Sul é que conseguiremos avançar à patamares de igualdade com EUA e Europa.

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FrancoAtirador

11 de março de 2011 às 00h19

.
.
Discurso soberano.

Um verdadeiro Patriota.

Esperamos que o outro também seja.
.
.

Responder

José Fernandes

11 de março de 2011 às 00h10

una canción para Libia,……….http://www.youtube.com/watch?v=04XLZAKqxJQ youtube]

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Francisco

10 de março de 2011 às 21h17

Ainda resta muito para que os demais países da américa do sul tenham plena consciência do quanto nossos destinos estão unidos. Nenhum país será realmente autonomo se tiver mais que trinta, trinta e cinco por cento do seu comércio exterior preso a um único país. Nem o Brasil, nem os demais países sa américa do sul (inclusive em relação ao Brasil…). Há muitas economias na américa do sul que consideram banal que este indice seja superado no comercio com os EEUU.

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J. Ferrari

10 de março de 2011 às 18h28

Americano é que é bonzinho, patrocina golpe militar em Pindorama, treina torturadores e gorilas, faz pressão militar e diplomática, faz pressão financeira via FMI e Banco Mundical, financia o PIG e políticos de direita, diz o que o Brasil deve e não deve fazer, é protecionista em tudo o que lhe interessa, e tenta de todas as maneiras influenciar aqui dentro sobre o que fazemos e o que pensamos. Não me consta que os vizinhos façam isso, ô Taques. Americano é mesmo tão bonzinho….

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Bonifa

10 de março de 2011 às 18h10

Então o Mercosul é antiamericano. Muito bem. Outra coisa antiamericana é o guaraná. Outra, são estes intoleráveis desfiles de Escolas de Samba que estão espalhando perigosamente pelo mundo um "way of life" que não é o americano.

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Pedro Luiz Paredes

10 de março de 2011 às 17h31

É interessante notar a influência ou coincidência da cultura econômica brasileira no atual modelo internacional, mais do que isso, a influência da China. Enquanto os EUA queriam exportar sua cultura em vista de uma integração internacional, onde – através da economia – possa suprir o expressivo mercado de produção e consumo norte americano, a China, como Rainha desse tabuleiro, tem em vista focar suas ações no plano estritamente econômico, obtendo constantemente melhores resultados.
Fica claro que os planos do consenso não serão atingidos em sua plenitude e que sabiamente, Obama tende a não ridicularizar o papel e as relações econômica com países como o Brasil e periféricos.
Fica claro também que a visita de agora e qualquer integração do governo democrata com o Brasil é muito mais benéfica para eles na política do que na economia, tendo em vista as próximas eleições.
O ativismo militar moderado dos EUA, as ações de sua secretária de estado e seus programas sociais internos vão trazer um discurso totalmente novo para essas eleições; alinhado com os jovens formadores de opinião, comparando com a linha de pensamento dos desastrosos governos Bush, o governo atual construtivo ao invés de destrutivo, em um momento de responsabilidade necessário, e muito mais preocupado com os alicerces de sua própria economia e cultura, defasadas nos EUA pela retórica ortodoxa e irracional dos republicanos, concluo que quanto mais radical for o candidato republicano, mais fácil será a vitória democrata.
O Lula não é o cara atoa.
Os efeitos econômicos internacionais dessa nova linha política é a bilateralidade dos contratos, quer seja com o Brasil, quer seja com o Mercosul. Ficou claro que os ganhos individuais, sem absurdos gastos militares, são os que fazem a melhor relação de custo benefício.
Obviamente tem que se levar em conta a imensa industria militar dos EUA, que ainda não pode ser deixada de lado arbitrariamente. É preciso compradores por exemplo – para caças inclusive – onde o Brasil é fundamental para o governo democrata politicamente. Isso porque o diálogo democrata com o Brasil é muito mais fluido do ponto de vista dessa industria e tem muito mais chances de abrir portas sem nenhum dano geopolítico maior. Por esse motivo, em comum acordo, suspeito que a escolha seja adiada para depois das próximas eleições presidenciais norte-americanas.
A questão energética também é muito importante para setores que se sentiram lesados pela aposta republicana de outrora.
Um assunto que deve estar em pauta até lá é justamente o direito autoral , pela ligação embrionária com a formação de opinião nos EUA. A questão das patentes em virtude da industria farmaceutica também pode fazer peso para as próximas eleições nos EUA.
Dentre outros objetos políticos na mão do Obama rumo à reeleição…

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    Bonifa

    10 de março de 2011 às 19h02

    É evidente que o Obama tem saído pelo mundo como caixeiro viajante, tentando vender o "made in USA", para recuperar um pouco dos empregos que migraram para outras plagas. Será esta sua primeira ocupação ao visitar o Brasil, ninguém se engane, não se trata de busca de "apoio político internacional" ou busca de adesão a linhas ideológicas, como desejariam os alucinados jornalistas "que se acham" pró-americanos. Negócios são negócios. Se forem proveitosos para o Brasil, deverão ser fechados. Se não forem, deverão ser polidamente rejeitados.

beattrice

10 de março de 2011 às 17h30

A contribuição do embaixador Pinheiro Guimarães é sempre relevante e oportuna. Um nome de qualidade a serviço verdadeiramente do Brasil.

Responder

    waleria

    10 de março de 2011 às 18h17

    Concordo e assino embaixo de suas palavras Beattrice.

    SILOÉ

    11 de março de 2011 às 01h46

    Concordo também.

Ludovico

10 de março de 2011 às 16h36

Claro, né?
Queria que o "Alto Representante do Mercosul" dissesse o quê? que é a China a verdadeira aliada?
Esse lance de que proximidade geográfica é sinônimo de afinidade está pra lá de furado.
Alguém que viaje, dê-se o trabalho de perguntar a alguém do povo do Paraguai ou da Bolívia o que eles acham do Brasil e descobrirá que estamos para eles como os Iunaited Isteits estão para nosotros.

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    Bonifa

    10 de março de 2011 às 19h07

    O Brasil, se quiser se desenvolver em paz, tem que simultaneamente ajudar ao máximo a promover igual desenvolvimento na Bolívia e no Paraguai. Quem age ou se pronuncia de modo idiotamente racista ou com estúpido ar de superioridade em relação a estes dois países, é inimigo dos verdadeiros interesses do Brasil.

    Ludovico

    10 de março de 2011 às 23h47

    Mas o Brasil já ajuda, Bonifa.

    Veja, por exemplo, o artigo: "La venta del país al imperio Brasileño"
    http://www.izquierda.info/modules.php?name=News&a

    O Brasil é bonzinho também…muito bonzinho.

    Pacífico

    10 de março de 2011 às 22h06

    Porém, o Paraguai, mais especificamente o congresso, tem que parar de prestar um desserviço aos seus vizinhos e aprovar de uma vez a entrada da Venezuela, no Mercosul.

ZePovinho

10 de março de 2011 às 16h22

Tique Taques voltou!!!Isso me dá um tique-taques nervoso!!!!!

[youtube 2S8pEYxnGvs&tracker=False http://www.youtube.com/watch?v=2S8pEYxnGvs&tracker=False youtube]

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Taques

10 de março de 2011 às 16h07

Samuel Pinheiros Guimarães é um ressentido.

Afirmar que "nossos verdadeiros aliados são os vizinhos” é pura bobagem.

Chávez (Zelaia na embaixada brasileira, contratos não cumpridos com a Petrobrás em novas refinarias), Morales (invasão da Petrobrás e omissão na luta ao narcotráfico), Kirchner (barreiras e mais barreiras aos produtos brasileiros), Correa (recisão de contrato com empreiteira brasileira), Lugo (revisão do contrato de Itaipú, contrabando, tráfico de armas e drogas) e outros "vizinhos aliados" só nos dão prejuízo.

Enquanto o "inimigo" norte americano nos atacam com vacinas, remédios, equipamentos com tecnologias de ponta, entre outras coisas, nossos " vizinhos aliados" nos presenteiam com drogas, calotes e sanções.

Me cite uma coisa positiva que vem da Bolívia, do Paraguai, do Equador e da Venezuela ???

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    Emilio Matos

    10 de março de 2011 às 17h03

    Isso que você fala não faz muito sentido. Aliás, não faz quase sentido nenhum.

    Olha só os saldos comerciais do Brasil com alguns países em 2010 (http://www.mdic.gov.br/sitio/interna/interna.php?area=5&menu=3158&refr=576):

    – Argentina: positivo para o Brasil em 4 bilhões de dólares;
    – Equador: positivo para o Brasil em 1 bilhão de dólares;
    – Paraguai: positivo para o Brasil em 2 bilhões de dólares;
    – Venezuela: positivo para o Brasil em 3 bilhões de dólares;
    – Estados Unidos: negativo para o Brasil em quase 8 bilhões de dólares.

    Então, chega de falar bobagem. A resposta para sua última pergunta é: dólares, além de bolivianos, paraguaios, equatorianos e venezuelanos.

    Marcelo de Matos

    10 de março de 2011 às 17h40

    A Venezuela e nossa segunda parceira comercial na América Latina, como mostrou a reportagem da Record. Pronto: já citei uma coisa positiva.

    Ponce de Leon

    10 de março de 2011 às 21h50

    MM, não perca seu tempo com esse microcéfalo… Coisa positiva para ele é iPod, iPad, iPhone e assemelhados. Uma besta…

    Bonifa

    10 de março de 2011 às 19h09

    Como diz o Ataíde: – Bebeu?

    Silvio I

    10 de março de 2011 às 22h31

    Taques:
    Você se está deixando levar por a propaganda feita por os EUA que o PIG se encarrega de propagar. América do Sul está passando por um período muito rico de sua história. Guimaraes está com toda a razão do mundo. Brasil necessita dar apoio aos países mais pequenos onde ainda os EUA tem muita influencia como Uruguai e Paraguai dois integrantes do MERCOSUL.Também se tem que convencer ao senado do Paraguai para que não protele mais a entrada de Venezuela no MERCOSUL.Lugo fez uma reclamação a Brasil porque os preços da energia elétrica que Brasil usava , da parte produzida por Paraguai estavam defasados.O preço foi estipulado no governo militar com o ditador paraguaio Stroener. Isso 40 anos atrás. E que Lula fez muito bem em atender essa petição. Isso em contra da direita brasileira, que queria que se colocassem tanques na fronteira ,assim como com Bolívia quando Evo Morales tomou algumas medidas contra a Petrobras, e também a indústria de ferro de Batista. Antes de afirmar o que você diz e interessante informar se bem dos fatos a Petrobrás está novamente em Bolívia mais não nas condições que estava anteriormente, e Batista saio da Bolívia .Seria bom que observa se como trabalhava Batista na Bolívia.Também em Bolívia foram mandadas embora outras multinacionais que estavam roubando o povo boliviano.Chegou a ter uma multinacional que quis ficar dona das águas da Bolívia, e cobrar por ela, ai foi que todo começou.E necessário que toda América do Sul fique unida para ser fortes.

    Roberto M Almeida

    10 de março de 2011 às 23h31

    amigo, pare de ler a veja, e folha, vai ser alienado assim em em São Paulo. Samuel, Marco Aurério Garcia e Lula transformaram de forma defenitiva a politica brasileira, acorda amigo

    Paulo Couto Teixeira

    11 de março de 2011 às 09h48

    Amélia que era mulher de verdade, ela não tinha a menor vaidade!

    Paulo Couto Teixeira

    11 de março de 2011 às 10h22

    Veja como é complicada a situação do México, que tem oitenta e cinco por cento de seu comércio externo voltado para os EUA e que depois do Nafta tornou-se completamente dependente de seu vizinho do Norte, abrindo mão de sua soberania. O México tem a infelicidade de ter fronteira com os EUA, e paradoxalmente paga um preço altíssimo por essa contingência geográfica. Assim como é mais óbvio nos integrarmos com nossos vizinhos, é muito mais difícil para o México desvencilhar-se dos americanos, e os mexicanos pagam um tributo caríssimo por causa disto nestes tempos de globalização. A realidade mexicana nos inspira a construirmos relações de colaboração e equidade comercial com nossos proprios vizinhos, especialmente os mais frágeis.

Gustavo Pamplona

10 de março de 2011 às 15h59

"…que questionavam a Lei da Informática."

Apesar de eu ter nascido em 1981, "brinco" com computadores desde 1993, meu primeiro PC foi um 386-DX de 40Mhz com 4MB de RAM, 127MB de disco rígido e com dois drives de 5" 1/4 e um de 3" 1/2… era uma potência na época. (Bom… hoje tenho dois Pentium 4)

Bom…antes disso brincava com XT's, 286's e alguns computadores brasileiros da década de 80 baseados no processador Z80 (Zilog), notavelmente Gradiente MSX, TK-3000 (clone brazuca do Apple-II produzido pela Microdigial) e outros computadores nacionais da Itautec, Dismac e Prológica.

Quando o Collor abriu o país para importações, naquela mesma época quando começaram a surgir a Lada com aquele jipe Niva, o sedan Laika e o hatch Samara também lembro que os computadores nacionais lentamente deixaram de ser produzidos e começaram a surgir os importados.

Ou em alguns casos como a Itautec (que ainda existe já que pertence ao grupo Itaú) as peças (placas, hd's, etc.) eram importadas e montavam a máquina como se fosse nacional. E até hoje é assim.

Se bem que hoje em dia tudo é "made in taiwan" e até empresas americanas como a IBM são hoje chinesas (comprada pela Lenovo em 2005)

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