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Quebra de sigilo de Carlos Bolsonaro, se aprovada na CPI, pode revelar comando paralelo ao do Ministério da Saúde
Renan Olaz/CMRJ
Política

Quebra de sigilo de Carlos Bolsonaro, se aprovada na CPI, pode revelar comando paralelo ao do Ministério da Saúde


17/05/2021 - 13h44

Ernesto Araújo presta depoimento à CPI da Pandemia nesta terça

Da Redação, com Agência Senado

O ex-ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo prestará depoimento à CPI da Pandemia nesta terça-feira (18), às 9h. Antes do depoimento os senadores devem votar a quebra de sigilo de vários investigados.

Segundo Josias de Souza, do UOL, dois dos alvos devem ser o vereador Carlos Bolsonaro e o assessor Filipe Martins, que participaram de reunião para compra de vacinas da Pfizer sem ter cargo no governo (o primeiro) e sem fazer parte do Ministério da Saúde.

A suspeita da CPI é de que havia um comando paralelo ao do Ministério da Saúde nas ações referentes à pandemia, marcadas pela expectativa de que as vacinas seriam dispensáveis por causa da imunidade de rebanho.

O ex-ministro Osmar Terra, que é médico, foi o grande ideólogo da tese furada de que a pandemia iria acabar naturalmente quando a maior parte dos brasileiros tivesse contato com o vírus.

O presidente Jair Bolsonaro repetiu as previsões dele de que a covid mataria menos que a epidemia de H1N1.

Terra insistiu em suas declarações furadas até o início de 2021, depois de ter causado grande dano.

Ele recebeu espaço nos meios de comunicação de massa supostamente interessados em divulgar o “outro lado”, ou seja, o da mentira.

O governo Bolsonaro também insistiu no chamado “tratamento preventivo”, depois renomeado “tratamento precoce”, com drogas ineficazes que tiveram uma explosão de vendas, inclusive a hidroxicloroquina, suspeita de matar infectados por covid ao causar problemas cardíacos.

Dois ministros foram demitidos por se negar a endossar a cloroquina, o que pode ter sido resultado de pressão do “ministério paralelo”.

Os requerimentos de convocação de Ernesto Araújo foram apresentados pelos senadores Marcos do Val (Podemos-ES) e Alessandro Vieira (Cidadania-SE), que querem explicações sobre a condução da diplomacia brasileira durante a crise sanitária provocada pela covid-19. 

Marcos do Val argumenta que um dos objetivos da comissão parlamentar de inquérito é apurar ações e possíveis omissões do governo federal no enfrentamento da pandemia, especialmente no agravamento dos casos no Amazonas, com a falta de oxigênio para os pacientes internados.

O parlamentar diz ainda que, no período como ministro de Relações Exteriores, Ernesto Araújo “executou na política externa o negacionismo de Jair Bolsonaro na pandemia, o que teria feito o Brasil perder um tempo precioso nas negociações por vacinas e insumos para o combate à doença”.

Já Alessandro Vieira pretende obter informações sobre os exatos termos de atuação do ministério para trazer vacinas e insumos para o Brasil.

Requerimentos

Os membros da CPI também devem votar nesta terça requerimentos de convocação de autoridades como o coronel Antônio Elcio Franco Filho, ex-secretário executivo do Ministério da Saúde, e o presidente do Plenário da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), Hélio Angotti Neto.

Também deve ser analisado pedido de quebra de sigilo de empresas ligadas ao ex-secretário de Comunicação do governo Fabio Wajngarten, que foi ouvido pela CPI na  semana passada. 





2 comentários

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Henrique martins

17 de maio de 2021 às 20h25

https://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/sem-provas-bolsonaro-diz-que-governos-anteriores-incentivavam-a-pedofilia/

Isso não me surpreende vindo de um sujeito que usou fake news de mamadeira de piroca para se eleger.

O homem é baixo mesmo.

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Henrique martins

17 de maio de 2021 às 18h57

Aldo tem razão e o tempo vai mostrar isso: quem vai derrubar Bolsonaro mesmo são os paulistas.

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