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Incerteza quanto a vacina e crise do oxigênio fez aprovação de Bolsonaro despencar 15 pontos desde novembro, para 26%
Política

Incerteza quanto a vacina e crise do oxigênio fez aprovação de Bolsonaro despencar 15 pontos desde novembro, para 26%


22/01/2021 - 12h00

Da Redação

O Viomundo previu: mesmo com muitas pessoas desconfiadas da Coronavac, a “Vachina”, por conta da campanha movida contra ela por bolsonaristas, o presidente da República ficaria sob pressão para vacinar os brasileiros na medida em que surgissem imagens disso acontecendo em outros países.

Nos Estados Unidos, apesar dos obstáculos — o país não tem uma rede nacional de instalações de saúde públicas conectada e hierarquizada, como o SUS — o governo Biden promete que em outubro, se tudo der certo, a vida voltará praticamente ao normal.

Isso significa a possibilidade de uma robusta retomada econômica.

No Brasil, os próprios empresários — base de apoio do golpe contra Dilma Rousseff em 2016 e apoiadores de Bolsonaro — estão rangendo os dentes em relação ao governo por causa da dupla crise de falta de oxigênio que matou dezenas de pessoas na região Norte. 

As trapalhadas do governo federal com as vacinas dominaram o noticiário.

“A dinâmica dos sérios problemas em Manaus junto a falta de perspectivas sobre um cronograma de vacinação e o fim do auxílio emergencial constituem os principais fatores que levam à queda de popularidade do presidente”,  afirmou Maurício Moura à revista Exame.

Ele é do grupo IDEA, que fez a mais recente pesquisa de popularidade de Jair Bolsonaro.

O presidente teve queda de aprovação de 37% para 26% em um mês.

A curva

Bolsonaro chegou a 54% de desaprovação em junho de 2020, mas depois que entrou em vigor o auxílio emergencial foi aos poucos recuperando apoio, que atingiu 41% de aprovação em novembro passado.

De lá para cá, a popularidade de Bolsonaro já caiu 15 pontos.

Até entre os evangélicos agora ela é minoritária: só 38% deles dizem apoiar o presidente, de acordo com a pesquisa da Exame.

Sem a renovação do auxílio emergencial, é possível que em breve Bolsonaro mergulhe num patamar que estimule parlamentares a apoiar o impeachment na Câmara.





3 comentários

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Zé Maria

22 de janeiro de 2021 às 17h51

Governo federal faz da covid-19 “Guerra Biológica”
contra Comunidades Indígenas, diz Pesquisador

Cúpula do governo de Jair Bolsonaro
e elite econômica que o apoia
usam a pandemia para intensificar
genocídio indígena.
“Única resposta seria a destituição
de toda a equipe do Governo”

| Reportagem: Cláudia Motta | Rede Brasil Atual (RBA) | 21/01/2021 |

“O que está acontecendo é uma guerra biológica”, denuncia o pesquisador Gercídio Valeriano, da Articulação Nacional de Indígenas em Contextos Urbanos
e Migrantes.
Para Valeriano, a cúpula do governo, as empresas e a elite econômica
que dá suporte a Jair Bolsonaro usam a pandemia como “arma biológica”
para intensificar o genocídio das comunidades indígenas.
“A única resposta seria a destituição dos dois [Ministro da Saúde e Presidente]
e de toda a equipe. Porque esse é o plano de governo deles: acabar com as
populações tradicionais e originárias do Brasil”.
“Essas pessoas em especial, a cúpula do governo Bolsonaro, as empresas
e os grandes nomes que os estão financiando, usaram a pandemia
como arma biológica para intensificar esse genocídio.
Temos a Política Nacional de Saúde Indígena que estabelece a prevenção
e diminuição de agravos. Todo um capítulo que dá as diretrizes de como
a pandemia se encaixaria nessas especificidades de como cuidar dessas
populações: povos isolados, de baixo contato, que estão nas fronteiras.
Mas não tem para os povos que estão nas cidades.”

Íntegra: https://www.redebrasilatual.com.br/politica/2021/01/governo-faz-da-covid-19-guerra-biologica-contra-comunidades-indigenas-diz-pesquisador/

Ataque a indígenas está entre crimes que
podem dar em impeachment de Bolsonaro

Para jurista Eloy Terena, permissão à destruição de fauna e flora
e à violação de direito dos indígenas à vida são crimes que
justificam impeachment de Jair Bolsonaro

Íntegra: https://www.redebrasilatual.com.br/politica/2021/01/ataque-indigenas-crimes-impeachment-bolsonaro/

Responder

Zé Maria

22 de janeiro de 2021 às 16h22

Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) defende
quebra de patente para fabricação de vacinas no Brasil

Além de defender a quebra de patente, reitora da Unifesp pede
investimentos em laboratórios públicos, como Butantan e da Fiocruz

| Reportagem: Cida de Oliveira | Rede Brasil Atual (RBA) | 21/01/2021 |

São Paulo – A quebra de patente dos insumos da Índia e da China para laboratórios
brasileiros fabricarem vacinas contra a covid-19 foi defendida hoje (21) pela reitora
da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Soraya Smaili.
“Se for necessário, sim (deve ser quebrada a patente).
Se for de interesse nacional e da indústria, a gente tem de pensar
em todas as possibilidades”, disse, em entrevista ao UOL.

Frisou que a Ciência garante soberania, autonomia, a um país. E que
sem dinheiro e política voltada à Ciência, o Brasil vai continuar dependente
da importação de insumos apesar de institutos públicos, como o Butantan,
terem condições de criarem suas próprias vacinas.

“Eles [do Butantan] têm condições de criar. Têm muita experiência,
profissionais muito bem formados.
Hoje o Brasil desenvolve pelo menos cinco vacinas próprias, uma delas
na Unifesp.
Mas volto a dizer: falta investimento. Precisaria investir muito mais,
milhões de reais em cada uma.
Sem investimento sério e consistente, uma vacina brasileira pode até sair,
porque as pessoas são muito dedicadas, mas vai demorar muito.”

A quebra de patente de vacinas, testes diagnósticos e medicamentos de
eficácia comprovada contra a covid-19 durante a pandemia tem sido
defendida por governos, parlamentares, cientistas, médicos, especialistas
e ativistas.
O monopólio de uma empresa na venda de determinados medicamentos ou
tecnologias impede a concorrência de preços e colocam em risco as ações de
combate à doença que só no Brasil já matou 214 mil pessoas.

Em outubro passado, a Índia e a África do Sul apresentaram proposta de
licenciamento compulsório à Organização Mundial do Comércio (OMC).
O governo brasileiro se posicionou contrário, ficando ao lado dos grandes
laboratórios e dos países ricos …

Esta é uma das razões das dificuldades que o governo de Jair Bolsonaro vem
enfrentando para importar as vacinas fabricadas na China e na Índia para
serem envasadas e distribuídas no país.

Na ocasião, mais de 1,2 mil personalidades e especialistas em saúde pública
assinaram carta de apoio à suspensão de patentes e exigindo o compromisso
do Brasil com a proposta.
Mas a OMC acabou suspendendo a discussão da proposta.

Vacinas para todos
Em maio, o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids),
a Oxfam Internacional e mais 19 organizações já haviam lançado carta aberta
a pedindo que a vacina (ainda em desenvolvimento na época), medicamentos
e testes contra a covid-19 tivessem o licenciamento compulsório para serem
produzidos em massa, disponibilizados a todos os países e distribuídos de
forma justa e igualitária entre as populações – e não apenas para aqueles que podem pagar.
A carta foi assinada por ex-chefes e ministros de estado, ganhadores do Prêmio
Nobel e cientistas de diversos campos.

A quebra de patente temporária é objeto do Projeto de Lei (PL) 1.462/2020,
apresentado em 2 de abril, logo após a decretação do estado de emergência
no Brasil.
O PL altera o artigo 71 da Lei 9.279, de 14 de maio de 1996, para instituir
a possibilidade de licença compulsória em casos de emergência nacional
decorrentes de declaração de emergência de saúde pública de importância
nacional ou de importância internacional.

Até agora, o PL não foi distribuído para nenhuma comissão.
É de autoria dos deputados Alexandre Padilha (PT-SP), Alexandre Serfiotis (PSD-RJ),
Carmem Zanotto (Cidadania-SC), Dr. Zacharias Calil (DEM-GO), Dr. Luiz Antonio Jr (PP-RJ),
Dra. Soraya Manato (PSL-ES), Hiran Gonçalves (PP-RR), Jandira Feghali (PCdoB-RJ),
Jorge Solla (PT-BA), Mariana Carvalho (PSDB-RO) e Pedro Westphalen (PP-RS).

Barreiras planetárias
O projeto tem amplo apoio de diversos setores, entre eles o Conselho Nacional
de Saúde (CNS). Para o colegiado, é preciso quebrar as “barreiras patentárias”
para atender a necessidade das pessoas nesse contexto.
“Passamos por uma grave crise sanitária no nosso país.
Não podemos ficar reféns do monopólio de empresas.
Precisamos garantir acesso à população brasileira diante da pandemia
do Coronavírus para barrar o avanço da doença e garantir a vida das pessoas”,
diz trecho de moção de apoio.

Até hoje, o Brasil quebrou apenas uma patente, a do medicamento da Merck Efavirenz, usado no tratamento do HIV-Aids.
O licenciamento compulsório foi decretado em 2007 pelo então presidente
Luiz Inácio Lula da Silva.
O ministro da Saúde era o pesquisador da Fiocruz José Gomes Temporão.

https://www.redebrasilatual.com.br/saude-e-ciencia/2021/01/unifesp-defende-quebra-de-patente-para-fabricacao-de-vacinas-no-brasil/

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Belmiro Machado Filho

22 de janeiro de 2021 às 13h34

PARABÉNS Jair Messias Bolsonaro pela sua abnegação, pelo seu desprendimento e pelo seu empenho pessoal na MORTE DE MILHARES DE PESSOAS POR SUFOCAMENTO, falta de oxigênio, NOS HOSPITAS DE MANAUS. Qualquer semelhança com as odiosas Câmaras de Gás de Adolf HITLER, que usavam o recurso do SUFOCAMENTO, não é de maneira alguma, mera coincidência. Subestimamos miseravelmente a capacidade inesgotável da sua mente ASSASSINA, CRUEL E SANGUINÁRIA.

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