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Pochmann: Sem as reservas de dólares que Lula construiu, Brasil já seria hoje outra Argentina
Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Política

Pochmann: Sem as reservas de dólares que Lula construiu, Brasil já seria hoje outra Argentina


18/06/2018 - 11h51

Marcos Santos/USP imagens

Da Redação

Um dos autores do programa econômico da campanha do ex-presidente Lula, o economista Márcio Pochmann denunciou no twitter que o governo Temer está torrando as reservas brasileiras para segurar a cotação do dólar.

“Não fosse a herança benigna dos governos do PT, o Brasil estaria como a Argentina”, escreveu.

“Até agora a equipe econômica do sonho do mercado financeiro já usou 7% das reservas externas”, acrescentou.

Ainda assim “somente na semana passada, o dólar valorizou-se em 5%, apesar do BC ter gasto R$75 bilhões”, informou Pochmann.

Na manhã de segunda-feira, o dólar abriu em alta.

“O dólar iniciou hoje (18) a semana com alta de 0,65% – cotado para venda em R$ 3,7543 às 10h17. A moeda norte-americana oscila desde a semana passada, com a ação do Banco Central de anunciar mais US$ 10 bilhões em swaps cambiais (venda futura do dólar) para esta semana, após ter ofertado US$ 24,5 bilhões para conter a alta da moeda”, informou a Agência Brasil.

A bolsa acompanha o mau humor com a economia brasileira: “O índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) abriu a manhã de hoje (18) em queda de 1,65%, com 69.591 pontos às 10h17. O Ibovespa fechou a semana passada também em queda, registrando índices abaixo dos 70 mil pontos, fato não verificado desde agosto de 2017. Os investidores mostram incertezas no cenário externo, como a disputa comercial entre os Estados Unidos e a China e a influência do calendário eleitoral de outubro para as oscilações na Bovespa”.

Os operadores do mercado culpam pela instabilidade a possível candidatura do ex-presidente Lula e a falta de um candidato neoliberal que empolgue.

O fato é que as reformas de Michel Temer, que tanto agradaram aos consultores do Jornal Nacional, enfraqueceram o mercado interno brasileiro, ao tirar dinheiro dos mais pobres.

O cenário internacional de fato não é promissor para paises periféricos, com a alta dos juros nos Estados Unidos atraindo o capital vagabundo e paises como o Brasil inertes diante de medidas protecionistas alheias.

O que a mídia do mercado não quer que se saiba é que o governo Temer fez escolhas muito claras, com o apoio dela, como resumiu o próprio Pochmann em outro tweet:

“Sistema bancário aplica a essência neoliberal: enquanto o PIB do Brasil variou 1% em 2017, o lucro dos 5 maiores bancos subiu 33,5% com o fechamento de 1,3 mil agências e a demissão de 14,1 mil empregados bancários”.

Cada bancário desempregado é uma família a menos consumindo no Brasil.

Ironicamente, quanto mais se aprofunda a crise, mais os eleitores se lembram dos tempos de bonança em que Lula ocupava o Planalto, com sua política de conciliação de classes.

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9 comentários

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Albasgodel

18 de junho de 2018 às 14h54

A ponte para o futuro virou aterro de canal onde navios mercantes navegavam (vide Linguado, São Francisco do Sul) com consequêcias trágicas ambientais, econômicas e sociais para todo o Brasil. Graças ao temeroso, a cada dia o retrocesso ganha velocidade, estamos em uma máquina do tempo estatal voltando ao passado.

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Lukas

18 de junho de 2018 às 13h21

Taí o que o autor do texto quer fazer com as reservas. Realmente agradeçam ao Lula, que não deu ouvidos a ele e guardou as reservas para uma emergência. Se temos estas reservas hoje, a culpa não é do autor do texto.

https://veja.abril.com.br/blog/mailson-da-nobrega/mais-uma-de-pochmann-uso-de-dolares-em-obras-publicas/

Responder

    Nelson

    19 de junho de 2018 às 09h50

    Uai! Uai! Uai! A coxinhada, pataiada, trouxaiada, que acabaram por se transformar em escondidinhos, não dizia, exaustiva e insistentemente, repetindo o que a mídia hegemônica ordenava, que a turma do PT tinha quebrado o Brasil?

    Senhor Lukas. Então não é verdade que o PT quebrou o Brasil?

    Lukas

    19 de junho de 2018 às 15h38

    Nelson, converse com o Pochmann sobre o assunto, ele te dará mais detalhes.

Lukas

18 de junho de 2018 às 13h17

Se fosse pelo desejo da esquerda nativa estas reservas não existiriam. À época, todos queriam que elas fossem gastas em projetos sociais.

Ninguém se lembra, ninguém liga, assim se faz jornalismo nos dias de hoje.

p.s. Agradeço a Lula e a China.

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    Nelson

    19 de junho de 2018 às 10h01

    “Se fosse pelo desejo da esquerda nativa estas reservas não existiriam.”

    Como é que é meu chapa? Quando você adota a política de deixar as refinarias brasileiras às moscas, para exportar petróleo cru e, a seguir, importar combustível, você está fazendo o que mesmo, se não torrar reservas de forma desnecessária, para dizer o menos?

    E quem é que tomou medida como essa? Foi a esquerda? Pedro Parente e seu chefe, Michel Temer, são de esquerda? O teu ódio irracional, aliado a tua cegueira intencional, não te deixam refletir serenamente sobre o que se passou no Brasil nos anos do PT e acabam fazendo com que tu venhas dar mancada por aqui.

Julio Silveira

18 de junho de 2018 às 12h50

Para os corruptos e canalhas golpistas que assolam este país a bom tempo, bons tempos eram aqueles em que o Brasil tinha no FMI um cumplice garantidor para suas falcatruas, cujas pagas vinham com o suor e sangue do povo brasileiro. Foi um tempo em que as corporações e grupos corporativos podia se privilegiar endividando o país para o povo pagar.
Quando lula pagou a divida “impagavel” sem calote, escancarou que sempre houve parceria entre o interesses internacionais, principalmente do país que detem o controle nessas instituições “mundiais”, com as oligarquias cleptocraticas que distribuem a conta dos butins que aplicam no povo e no país para o bem estar de seus poucos.
Lula provou que nossos problemas são mais de elisões, roubalheira institucionalizadas em corporativismos que se beneficiam que qualquer outra coisa, com uma cumplice camuflagem de interesse publico do tipo midiaticamente trabalhada, que atuam de um jeito que se quizessem podem até fazer parecer crivel os filmes de ficção. Mas ainda não acabaram, estamos novamente a caminho da consolidação das estruturas cleptocraticas, com o retorno ao FMI que novamente nos bate a porta, impondo a entrega do resto de dignidade que o povo ainda detinha.

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